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terça-feira, 23 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 23 de julho de 2024. Terça-feira.


Em 2018, de volta a Osasco, após viver quatro anos em Brasília, moramos por alguns meses entre caixas e sacos de coisas, num apartamento alugado. 

Eu estava com a cabeça num momento ruim, deprimido, sem chão. Havia sofrido um processo destrutivo de lawfare em meu trabalho, e a injustiça que enfrentei quase me abateu.

Me lembro que tentei fazer coisas normais no cotidiano como, por exemplo, ler romances e livros que me chamaram a atenção. Um dos livros que tentei ler foi "Born To Run - Bruce Springsteen" (2016). Li cento e poucas páginas. 

Eu sempre gostei das músicas dele e algumas canções de Bruce Springsteen embalaram momentos marcantes de minha vida.

Anos depois do ano de 2018, ao olhar para trás, percebo o quanto aquele ano foi duro para mim. Pego como exemplo as leituras que fiz... elas se apagaram da minha mente. É como se eu nunca tivesse lido nada naquele ano duro.

Levei a autobiografia do roqueiro para ler um pouco durante a semana que passamos na Praia Grande e reli umas setenta páginas. 

Ao ver alguém contando seus primeiros anos de vida nos anos cinquenta e sessenta, eu percebo bem melhor o mundo hoje com a experiência que adquiri com o meu próprio percurso existencial, seja lendo as memórias de meu pai, seja lendo as do norte-americano Springsteen. 

O QUE É A VIDA?

A vida humana é uma síntese de acontecimentos diários que vão definindo a existência das pessoas, seja a do meu pai, seja a do Bruce, seja a minha existência. Veredas... veredas... e inventamos deuses e demônios, inventamos explicações para casualidades inexplicáveis como se algo tivesse programado aquilo.

Somos seres que imaginam e copiam coisas materiais e abstratas (abstrações), somos seres que vão vivendo, e vivendo vamos fazendo história, boas ou ruins.

É isso! Não tem mágica nenhuma nisso, a não ser a própria magia da vida... que um dia acaba, porque somos natureza.

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Luto - Expresso meus sentimentos pelo falecimento hoje da companheira Daniele Bittencourt, colega do BB de Curitiba, trabalhamos juntos nas lutas sindicais por muito tempo. Dani, presente! 

William 


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Semânticas em transição



Diário e reflexões - 031018

Hoje é dia 3 de outubro de 2018. Estamos na reta final das eleições brasileiras, que acontecem no domingo dia 7. A tendência é que o processo eleitoral ocorra, se não houver nenhum golpe de última hora. 

Gostando ou não dele, pois para mim eleições sem Lula é fraude, e independente de comparecerem às urnas algumas pessoas ou dezenas de milhões delas, a apuração vai definir o próximo presidente do país (ou duas candidaturas para segundo turno), governadores, senadores e deputados federais e estaduais, além dos distritais.

Havia parado de registrar reflexões na forma de diário aqui no blog desde que deixei de ser pessoa pública, representante eleito por trabalhadores. Ainda não defini meu papel social para as próximas etapas da existência. Estou reorganizando a vida e avaliando como posso ser útil para a sociedade e para as pessoas, encontrando em alguma tarefa social e coletiva a satisfação pessoal e a felicidade.

Tenho lido algumas autobiografias, livros de memórias e diários de personagens reais ou fictícios. Estou lendo o livro de José Dirceu e do roqueiro Bruce Springsteen. 

Estou relendo as memórias do falecido "coxinha" inútil Brás Cubas (Machado de Assis) e, por fim, a releitura mais necessária: estou relendo Victor Klemperer, o filólogo judeu alemão e suas anotações e análises sobre a linguagem nazista do Terceiro Reich e a transição semântica pela qual ela passou entre 1933 e 1945. É um dos livros mais importantes do mundo para o que estamos vivendo no Brasil: a ascensão de um nazifascismo tupiniquim e suas consequências.

Quando eu li o livro pela primeira vez, após as eleições brasileiras de 2010, comecei a perceber nitidamente a construção da semântica adotada pelas oposições aos governos do Partido dos Trabalhadores e sua maior liderança, Luiz Inácio Lula da Silva. 

A arquitetura metodológica adotada pelos donos dos meios de comunicação após a vitória do PT e Lula (2002), método de ataque liderado pelas Organizações Globo, não foge em nada ao método de comunicação e manipulação de massas adotado por Goebbels e Adolf Hitler, após a ascensão do nazismo em 1933. É impressionante a semelhança!

Apesar da tristeza n'alma ao ver colegas bancários, pessoas queridas e familiares apoiando o candidato nazifascista, que tem quase um terço das declarações de intenção de voto nestas eleições, é fácil compreender o porquê após ler o livro de Victor Klemperer.

Houve uma construção lógica e racional, cumprindo todas as etapas que o nazismo cumpriu para transformar o povo de maior cultura da Europa em uma massa manuseada pelo nazismo com ódio aos judeus, aos comunistas, aos diferentes de si mesmos. 

Eu não fico nem um pouco surpreso com o ódio irracional e patológico contra Lula e o Partido dos Trabalhadores na atualidade, tendo lido Victor Klemperer. O ódio como método e a escolha do PT como inimigo comum foi desenvolvido desde 2003. 

Assim como nós temos familiares e amigos apoiando a candidatura fascista que apoia a tortura, que incentiva o estupro, a violência, o racismo e intolerâncias várias, e que votou em todas as reformas contra os trabalhadores e pelo desfazimento do patrimônio nacional, juntamente com os golpistas após 2016, o professor judeu Victor Klemperer viu seu filho adotivo aderir ao nazismo após um período sob as técnicas de linguagem da LTI. 

"A língua conduz o meu sentimento, dirige a minha mente, de forma tão mais natural quanto mais inconscientemente eu me entregar a ela. O que acontece se a língua culta tiver sido constituída ou for portadora de elementos venenosos?" (Klemperer)

É isso. Já escrevi mais do que queria por hoje.

Abraços aos amig@s leitores. Vamos atuar para vencer o fascismo enquanto é tempo.

William

sábado, 2 de maio de 2009

Lavagem de banheiro (O exercício!)




Olha, o cabra machista que ainda acha que serviços domésticos são coisa de mulher é um filho da mãe e sacana.

Lavando o banheiro de casa refletia sobre o esforço físico necessário para tirar a sujeira dos azulejos e piso. É desumano deixar que as mulheres "se virem" com tarefas tão extenuantes.

Fazer as obrigações de uma casa é tarefa de quem mora nela. Não importa o sexo, a raça, o credo etc.

A partir desta premissa, os afazeres devem ser divididos de forma a que se atenda às condições de cada um dos moradores. É básico isso!

Bom, postei como exercício (físico) porque me cansei mais do que se tivesse corrido uns 6 Km. 

Pra combinar com a saúde (mental) ouvi o CD de Bruce Springsteen - Greatest hits, que curto bastaste.