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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões - O tempo que resta



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Poema 6: Cenário político desanimador


CENÁRIO POLÍTICO DESANIMADOR


Ushuaia, Praia Grande, Porto de Galinhas.

Semanas sem ouvir política durante as refeições.

A realidade nauseabunda faz mal para a saúde.

Ainda a busca de sentidos para a fase atual da vida.


Fim das férias, das viagens; e rumos a tomar.

Passo em revista manchetes do sábado à noite.

(destaques extras do mundo dos bilionários)


Elenco a seguir o cenário político desanimador.

Registro meu respeito às excelências citadas...

(elas são poderosas e não quero encrenca)

Que os deuses protejam a Natureza     dos homens.


Motta e Alcolumbre são os novos presidentes

                                              [do Congresso.

Damares é presidenta da Comissão dos

                                               [Direitos Humanos.

André Mendonça mantém condenação de

                                                [Marcelo Auler.

O Lira foi normalizado pela "esquerda" e

                                                 [pode ser ministro.


Trump é presidente dos Estados Unidos faz dias.

A maior taxa real de juros do mundo é nossa!

A saudação nazista voltou ao cenário global.

Neymar, Gusttavo Lima e sertanejos estão comprando

                                      [empreendimentos à beça.


Cenário político desanimador.

No entanto, tudo muda o tempo todo.

Não podemos desistir de mudar o mundo.


William

01/02/25


quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Poema 5: Como se não houvesse amanhã


COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ


Desde o feijão com arroz de minha mãe,

desde os dias tranquilos na Praia Grande,

me esforço em apreciar o instante

como se não houvesse amanhã. 


Voltar às águas de Porto de Galinhas

foi uma dessas veredas não planejadas.

E ao nadar no azul turquesa do mar

senti a vida me falar "aprecie"

como se não houvesse amanhã.


Uma cerveja gelada, com moderação;

a brisa fresca ouvindo o som musical do mar;

até a música da charla portenha com o yeísmo

(no hotel só tem argentinos).


Tudo a ser apreciado 

como se não houvesse amanhã.


Sigamos descobrindo. 

O passado eu não domino.

O futuro está vindo.

Farei o meu caminho.


William 

30/01/25


Poema 4: Motosserras de Porto de Galinhas


MOTOSSERRAS DE PORTO DE GALINHAS


Enquanto turistava na tarde ensolarada

homens com motosserras vibravam

a cada coqueiro que tombava

no terreno ao lado do Tabapitanga.


Por anos turistamos no Ocaporã

e vimos a natureza desaparecendo:

árvores nativas, coqueiros e saguis

dando lugar a mais piscinas, quiosques e barulho

das caixas registradoras e das motosserras.


Porto de Galinhas vai perdendo

seus corais, seus coqueiros e sua essência.

As praias todas têm poucos donos de tudo,

(até Neymar é proprietário aqui).


Vão vencendo as motosserras,

vão pisando e matando os corais,

vão os donos enchendo as burras de dinheiro.


Depois de tantos anos de turismo

na bela Porto de Galinhas

de natureza frágil e agredida,

só não muda a escravidão:

antes, escravizados escondidos;

hoje, jovens meninas e meninos.


William

30/01/25


domingo, 3 de novembro de 2024

Serra da Bodoquena - Encontro de culturas, histórias, biomas e ecossistemas



Refeição Cultural 

Livro editado pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB (2015)

Autores:

Franciéle Pereira Maragno

Jeferson Aparecido Almeida da Silva

Liliane Lacerda


Tive a oportunidade de visitar a região da Serra da Bodoquena duas vezes, com um intervalo de vinte anos. Fui a Bonito nos anos noventa e em 2018.

É um dos locais mais bonitos do Brasil, um paraíso de águas cristalinas em todos os rios da região. Ê um lugar de grande biodiversidade também. 

Em termos turísticos, dizemos que viajamos para a cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul. 

Se estudarmos um pouco mais a ida a Bonito, veremos que os atrativos turísticos - os rios de águas cristalinas - estão situados em uma área do Planalto da Bodoquena, e os passeios se dão nos municípios de Bonito, Bodoquena, Jardim, Porto Murtinho e outros, dependendo da escolha da atividade.

Gruta do Lago Azul.
Foto: William Mendes.

São vários rios com passeios: Rio Formoso, Rio da Prata, Rio Sucuri, Rio Salobra, Rio Aquidabã, Rio Miranda - mais conhecido pela pesca -, dentre outros. Sem contar outras atrações da região, por exemplo, as grutas e cavernas como a "Gruta do Lago Azul" e dolinas como o "Buraco das Araras".

A leitura do livro "Serra da Bodoquena" e as duas aulas de Geografia do Brasil (que vi no ICL) sobre formação de relevos contribuíram muito para a minha compreensão sobre a riqueza daquele bioma e as ameaças à sua existência por parte dos humanos. 

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O AGRO VAI PRESERVAR O BIOMA DA SERRA DA BODOQUENA?

Tive a curiosidade de pesquisar os resultados das eleições municipais recentes (2024) nas cidades de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho: 

Todas as cidades eram e seguirão governadas pela direita e extrema-direita e as câmaras de vereadores são compostas com praticamente todas as representações de partidos políticos do mesmo segmento. Vi uma representação de esquerda em Bonito (do PT) e uma em Porto Murtinho (do PT). Só. 

Vocês acham que os interesses que prevalecerão nessas cidades serão os dos preservacionistas ou os dos coronéis do agro, que plantam soja e põem gado em cada palmo de terra disponível?

Em 2018, uma das questões que mais preocupavam os guias turísticos eram ligadas ao assoreamento dos rios por causa das lavouras de soja, e a turbidez das águas por causa das plantações e destruição das matas ciliares.

Imaginem como não deve ter sido o efeito após quatro anos de bolsonarismo...

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Enfim, a leitura sobre a Serra da Bodoquena, um bioma espetacular, foi muito esclarecedora para mim. O conhecimento é fundamental para que possamos tomar as decisões mais adequadas na vida.

William 


ICL - Estudando Geografia do Brasil (2)



Refeição Cultural

AGENTES EXÓGENOS NA FORMAÇÃO DO RELEVO


Vivemos numa época na qual boa parte do conhecimento humano está disponível a um clique. No entanto, talvez nunca tenhamos vivido numa época com tanta ignorância e desconhecimento humano de forma proposital. É como se houvesse um incentivo à ignorância por parte das autoridades constituídas em uma determinada comunidade. Dureza, isso!

O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) tem como propósito oferecer uma gama enorme de cursos nas mais diversas áreas do saber para que as pessoas possam acessar esses conhecimentos. O investimento é equivalente a um lanche em um shopping center ou numa noite de rolê: cerca de 60 reais.

Assisti à segunda aula do professor Hugo Anselmo - Geografia do Brasil - e a didática utilizada é incrível, é uma aula leve, de fácil compreensão e ao final a pessoa sai com boas noções do tema abordado.

INTEMPERISMO E EROSÃO

Intemperismo: são os processos de degradação das rochas, processos químicos (água), físicos (quebras das rochas por variação de temperatura - termoclastia) e biológicos (por ação de seres vivos, tipo raízes e microorganismos).

Erosão: são processos de transporte de sedimentos: pluvial (ação da água da chuva), fluvial (água dos rios), eólica (ação dos ventos), marítima (ação das ondas e glacial (abrasão do gelo).

As referências reais deixam muito claros para os leitores os fenômenos explicados antes. Fiordes, por exemplo, ocorrem pela ação do gelo ao longo de milhões de anos. O Grand Canyon é uma grande erosão fluvial, do rio Colorado.

ROCHAS

Rochas são associações naturais de dois ou mais minerais.

Depois nos são apresentadas as características de distintas rochas de acordo com as suas origens: magmáticas/ígneas, sedimentares e metamórficas. Não sabia, por exemplo, que ardósia vem da argila.

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SERRA DA BODOQUENA - MATO GROSSO DO SUL

Estou terminando a leitura de um pequeno livro que trouxe de uma viagem a Bonito (MS), e com as duas aulas de Geografia que vi na plataforma do ICL a leitura ficou muito mais clara para mim. 

Vários conceitos abordados nas aulas foram citados na caracterização da região onde se localiza Bonito e outras cidades que compõem aquela maravilha de fauna e flora do Brasil.

Sigamos estudando e aprendendo coisas novas todos os dias, pois só o conhecimento liberta, como disse José Martí.

William


Post Scriptum: os comentários sobre a primeira aula de Geografia do Brasil podem ser lidos aqui.


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

231019 - Diário e reflexões (Fluxo de pensamento)



Brasil se acabando...

Refeição Cultural

Sessenta desgraçados finalizaram o fim da aposentadoria para o povo brasileiro. Sessenta animais com o poder de destruir o futuro de dezenas de milhões de seres humanos. Sessenta! Quase que cabem em um ônibus. Tão pouca gente com tanto poder, poder sobre-humano de destruição em massa. Esses animais são como uma bomba atômica detonada em solo pátrio. O país chamado Brasil segue com sua agenda de destruição acelerada; agenda acelerada ou destruição acelerada? Aceleração total rumo ao fim de tudo, ao fim do mundo, do nosso mundo. Primeiro a devastação das florestas por incêndios iniciados num mesmo período, vai ver foi deus que mandou uns mil raios localizados nas áreas onde estavam os latifundiários que queriam se ver livres de índios árvores bichos e beleza ecológica para terem ali nelori nelori nelori soja soja soja veneno veneno muito veneno. Agora, toneladas de petróleo-óleo-lixo-tóxico seguem flutuando nas costas brasileiras e destruindo toda a fauna e flora e beleza ecológica daquele povo "paraíba" que não gosta dos milicianos que chegaram ao poder do Estado via golpe de Estado com apoio de toda a mídia comercial dos bilionários da casa grande tupiniquim. Quéde o exército que mata pobres pretos estudantes em forças-tarefas? Quéde a marinha que patrulha a costa brasileira? Quéde alguém que nos ajude? Milhões de nordestinos terão suas vidas alteradas para pior pela destruição de seu litoral e pela destruição da previdência social. Os mais de cinco mil municípios brasileiros estão ferrados com a destruição da aposentadoria sustentadora de todo o comércio local. Falei cinco mil e não somente os do Nordeste. Todos os brasileiros incluindo os apoiadores dos destruidores do Brasil se ferraram; de verdade, se foderam! E eles nem noção disso têm! Povo ignorante! Os ministros da Corte (Corte?) estão julgando nesse instante uma invenção inconstitucional que inventaram para corroborar com o golpe de Estado e estão decidindo se o 5º Artigo da Constituição é constituído mesmo de poder ou se aquelas palavras nem tão velhas naquela Constituição nem tão velha devem ser desconsideradas pela suprema Corte suprema. Se os desgraçados bomba atômica que destruíram as garantias constitucionais do povo brasileiro cabiam quase num ônibus, esses outros animais cabem numa van, numa van e com poder incomensurável. E nem foram eleitos pelo povo. Povo? Que povo? Esse que sai pras ruas pra reivindicar seus direitos históricos? Que povo? A Globo e os adestradores de circo não chamaram povo nenhum pra ir pra rua. E no meio disso tudo, eu tenho um trabalho de conclusão de uma disciplina da graduação em Letras para entregar em poucos dias. Eu não consigo fazer porque essa porcaria dessa cabeça minha é só deprê com tudo isso (pusilanimidade, na verdade. Tô igual a música do MPB4: "pois é, pra quê?"). Desistir? Por que não desistir? Qual o sentido disso? De tudo isso? Tudo o que ajudei a construir em duas décadas de dedicação diária na representação política da classe trabalhadora foi e está sendo destruído no silêncio humilhante das ruas, no silêncio dos WhatsApp, no espalhafatoso barulho da expulsão de demônios e do barulho ensurdecedor das moedas caindo nas sacolas cofres contas dos "pastores" de deus que dizem para suas ovelhas béééhhh o que elas devem fazer. Por que não desistir? Me lembro que Sancho Pança resolvia suas más aventuras e dores e fomes e azares dormindo, ele deitava e dormia e assim não pensava não sentia não ouvia a barriga roendo. Dormia. Se prestarmos atenção, veremos que o povo brasileiro dorme, dorme, dormiu, tá dormindo, tá dormindo com o inimigo, dorme. A Cuca vem pegar, mas que importa pra esse povo que tem "as verdades" que lhe interessam chegando pelo WhatsApp... dorme nenê, que a Cuca vem pegar... mas pelo menos tiramos o PT... o Lula tá preso, babaca...

William

domingo, 12 de agosto de 2018

Romaria de Uberlândia a Água Suja (MG) - Reflexões



Igreja N. Sra. da Abadia. Foto: William Mendes.

Refeição Cultural

Todos os anos, a região do Triângulo Mineiro vivencia entre julho e agosto uma festa popular e religiosa que envolve milhares de pessoas e que tem seu ápice no dia 15 de agosto, dia da festa de Nossa Senhora da Abadia, no pequeno município de Romaria, também conhecido pelas pessoas da região como Água Suja.

Participar desta festa religiosa é uma experiência ímpar, seja como romeiro (independente da religião que se tenha ou não), seja ajudando os romeiros dando assistência ao longo de dezenas de quilômetros, dependendo de onde a pessoa saiu. Uma das questões que mais intrigam qualquer observador atento é como uma pessoa consegue percorrer distâncias absurdas à pé, não apresentando preparação física adequada.

Mesmo para o romeiro experiente, é possível afirmar que a caminhada de um ano nunca é igual à experiência do ano anterior. Nunca. Eu fiz minha primeira caminhada quando tinha uns 16 anos de idade, lá nos anos oitenta, quando morava em Uberlândia. Em 2018 fiz a caminhada aos 49 anos e confirmo o que disse: nunca é a mesma coisa.

Às vezes, chego a pensar que a tradição da Romaria na região do Triângulo Mineiro pode acabar algum dia, por diversos fatores como, por exemplo, questões econômicas e comerciais, ou mesmo políticas. Mas logo em seguida, ao participar da festa, vejo que ela segue firme e forte, independente das dificuldades para sua manutenção. Bastou ver o acostamento lotado de romeiros no sábado pela manhã, quando eu voltava de minha caminhada, para perceber que a tradição vai longe.

Neste ano, peguei a estrada na sexta-feira, saindo do Trevo de Uberlândia para Araxá, e caminhei cerca de 75 Km. Contei com a assistência de meu cunhado ao longo da jornada, e posso afirmar que ser acompanhado por alguém dando apoio faz uma diferença enorme, facilita bastante a vida do romeiro. Até porque o caminhante pode se dar ao "luxo" de não levar todos os apetrechos do romeiro na mochila nas costas.

Para a ampla maioria das pessoas que saem de suas casas para irem à pé até a cidade de Romaria os apoios ficam por conta de barracas de ajuda aos romeiros, montadas ao longo da estrada na BR 365. A mais conhecida e frequente todos os anos é a barraca da Antena, distante 47 Km do Trevo de Uberlândia para Araxá. Outras barracas também prestam apoios importantes aos romeiros, como a barraca Betânia, próxima ao Rio Araguari. Nada como chegar a uma barraca e tomar uma sopa ou comer um pãozinho com café e frutas.


Um homem na estrada, ipê amarelo
e o pensamento no filho amado.

Leituras

Ser romeiro ou fazer a romaria pode suscitar as mais diversas leituras, tanto dos próprios caminhantes quanto de seus amigos e conhecidos. O ato de caminhar dezenas de quilômetros é algo extraordinário, independente dos motivos pessoais para tal feito.

Se o caminhante pertence a uma comunidade ou região que não tem o hábito de caminhadas como essa, o romeiro pode ser considerado uma pessoa ousada, louca, forte, fraca das ideias etc. Se o romeiro é da própria região onde a tradição existe, ele é só mais um na estrada, simples assim.

Todos os anos, eu fico estupefato, intrigado, admirado com a grandeza das pessoas que fazem a caminhada. É um verdadeiro exercício de humildade para mim, saber o quanto a caminhada é difícil e ver que, mesmo assim, milhares de pessoas em condições menos favoráveis que a minha completam e chegam à cidade e à igreja. É impressionante!

Neste ano, cheguei a Uberlândia com dores no quadril e na perna esquerda, dores que estão me incomodando há semanas. Receei até não conseguir fazer a caminhada. Porém, peguei a estrada e fui caminhando, caminhando, fiz os 15 Km até o Rio Araguari, depois a subidona de 10 Km após o rio, e fui dialogando com meu corpo até a Antena, quase 50 Km depois. Cheguei lá por volta de 23h e estava bem. Tomei a sopa e nem parei para cochilar um pouco, segui direto.

Tem ano que os pés dão bolhas, tem ano que não. Isso porque eu sei preparar meus pés com proteções de esparadrapos. Neste ano, já cheguei à Antena sentindo bolhas nos dois calcanhares. Paciência! Da barraca da Antena até o destino final são mais quase 30 Km. Para cada caminhante, a experiência da caminhada dá o tom. Para uns, chegar à Antena é ânimo para continuar, para outros é o ponto final, por não dar mais.

Da Antena adiante, no meu caso, é que a caminhada tem se tornado difícil nos últimos anos. O corpo cansado passa a dificultar a etapa final. Neste ano, fez um frio incomum na estrada durante a madrugada. Depois das duas horas da manhã, fez cerca de 7 graus, segundo a meteorologia. Se eu não tivesse pego uma blusa a mais, emprestada de meu cunhado, eu estava lascado.

Não tive sono na madrugada. A semana de lua minguante mudando para lua nova no dia da caminhada significa breu total na estrada sem lua. Mas o céu estrelado é impressionante. Magnífico! Zilhões de estrelas até o alvorecer. Ao percorrer a etapa final, fora da estrada, na parte de terra e mato, cerca de 8 Km, os campos congelados foram uma novidade neste ano. Não tem mais o Atalho entre os eucaliptos. Ele foi fechado pelo novo dono.

Cheguei à cidade às 8h da manhã. Mais um ano, mais uma caminhada. Junto comigo, foram chegando dezenas de romeiros. Idosos, jovens, homens, mulheres, corpos que nos fazem duvidar que aquelas pessoas poderiam caminhar dezenas de quilômetros. Caminharam. Isso nos dá uma humildade tremenda. Fui só mais um na multidão. Mas cada um de nós é único! O ser humano é incrível!

Todos os romeiros foram e são incríveis. Os que chegam caminhando, pedalando; os que não chegam caminhando porque o corpo não permitiu; os que dão assistência e apoio. Todos compõem a mesma tradição, o mesmo rito. Cada um no seu tempo e na sua possibilidade. Todos na mesma tradição da Romaria.

Ano que vem tem mais.

William Mendes
Romaria 2018

domingo, 20 de agosto de 2017

Leitura: Cataratas e a Floresta Iguaçu (2008) - Alex P. Schorsch



Conhecimento não ocupa espaço.
É sempre bom um novo saber.

Refeição Cultural

Este cidadão que vos fala passou 46 anos de sua vida sem conhecer a exuberância das Cataratas do Iguaçu. Quando estive lá em 2015, senti uma das maiores emoções de minha vida no que diz respeito à relação entre homem e natureza. Aquele mundo das águas é demais.

O passeio naquela primeira ida a Foz do Iguaçu não havia sido completo porque ficamos lamentando o fato de nosso filho não estar lá para apreciar conosco toda aquela emoção. Voltamos em 2017 com a presença de nosso jovem estudante de Biologia, e a visita de poucos dias foi completa.

Desta vez, além da visita ao Parque das Aves, ao Parque Nacional do Iguaçu (Brasil), ao Parque Nacional del Iguazú (Argentina) e à Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, compramos dois livros sobre as Cataratas. Um deles é mais de fotos e o outro tem um texto bastante esclarecedor sobre a história da região, sobre a fauna, a flora e a geologia do local.

Li os dois livros nesta manhã de domingo. Eu fiz muitas fotos nas duas viagens que fizemos ao local, e tenho fotos bem legais.

Vejam algumas fotos de nossa visita em 2017 clicando AQUI.

O livro de Alex P. Schorsch vai contextualizar bastante as pessoas que quiserem ir além das imagens fantásticas da natureza local.

Esta postagem, no entanto, é mais para sugerir aos nossos amig@s leitores que ainda não conheceram essa maravilha do planeta Terra que se programem para visitar as Cataratas do Iguaçu. A energia que vocês sentirão na experiência será única, independente do tipo de visão de mundo que cada um tenha.

Abraços,

William

domingo, 24 de julho de 2016

Flores multicores para alegrar a vida enquanto o mundo não acaba



Época dos ipês amarelos
chegando...
 

Oi pai, olá amig@s leitores!

Querem um colírio para nossos olhos cansados e nossa essência ética abatida por tanta coisa ruim acontecendo por aí em nosso querido Planeta Terra, único lar onde habitamos juntamente com todas as demais espécies de animais e plantas e seres vivos?

Neste fim de semana, estando em Brasília, caminhei e pedalei na Capital federal.

O nosso querido Brasil está, nestes dias tristes, dominado na forma original de colônia-brazil, sob a tutela de alguns administradores golpistas em nome das corporações internacionais dos imperialistas.

Mas sempre há o amanhã para termos esperanças, e ainda existem as flores e as cores da natureza.

Enquanto dias melhores não vêm na sociabilidade humana, olhamos o mundo físico ao nosso redor.



Flores brasilienses... rosa escuro
Flores brasilienses... alaranjadas
Flores brasilienses... rosa claro
Flores brasilienses... vermelhas
Flores brasilienses... brancas
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Abrindo e fechando
com ipês amarelos.

Em meio a tanta coisa ruim no mundo, temos procurado seguir nossa essência e olhar e ver, e vendo, ver coisas boas e belas também, senão a vida não valeria a pena.

Abraços a vocês leitores generosos deste blog de cultura.

William
Um ser humano

domingo, 12 de junho de 2016

Leitura: Um velho que lia romances de amor (1989) - Luis Sepúlveda



História apaixonante...

Refeição Cultural

"A vida na selva temperou cada detalhe de seu corpo. Adquiriu músculos felinos, que com o passar dos anos se tornaram rijos. Sabia tanto da selva quanto um shuar. Era tão bom rastreador quanto um shuar. Nadava tão bem quanto um shuar. Definitivamente, era como um deles, mas não era um deles."


Um início

A vida é interessante. Ela é toda feita de ligas a partir de instantes, liames de coisas em tese desconexas.

Dias desses, estava eu nos raros momentos de descanso em casa, zapeando canais na TV, quando parei num documentário que falava da vida e obra de um cidadão chileno de nome Luis Sepúlveda. Parei para ver o que era.

Fiquei encantado com a história da vida do cara. Ele foi militante de esquerda no Chile de Salvador Allende, fez parte da Guarda Nacional e estava no La Moneda no dia trágico do Golpe em 11 de setembro de 1973.

Depois virou um exilado e auto-exilado pelo mundo, passando por alguns países na América do Sul, depois Europa. Conviveu com os índios shuares, na Selva Amazônica, conheceu Chico Mendes, ao qual dedica o livro que acabei de ler.

No dia do documentário, minha esposa viu que fiquei vidrado na história de Sepúlveda e nas perspectivas que se abriam com sua obra literária.

Dias depois, ela me daria de presente o livro "Um velho que lia romances de amor", lançado em 1989, por Luis Sepúlveda. Foi meu presente de dia dos namorados, dado a mim faz dias porque neste 12 de junho estamos cada um num lugar deste país, eu em Brasília, ela em São Paulo.

Neste sábado, acordei e abri o livro para ler. Acabei agora há pouco. Estou emocionado, arrepiado, com lágrimas nos olhos. É aquele turbilhão que a catarse nos dá.

Durante a leitura, me vi nos anos oitenta. Alternei minha lembrança de mundo infantil e adolescente de quem andou em mato - é lógico que não se compara ao cenário da Amazônia, mas andei em mato onde cresci -, fiquei revoltado com os homens que tudo destroem, com a frieza do "progresso" capitalista. Emocionei com a história da personagem principal, Antonio José Bolivar Próaño, que descobriu nos romances de amor, uma válvula de escape para esse mundo duro, desgraçado e impiedoso dos humanos.


Estou envelhecendo e espero poder ler muitos
romances, inclusive os de amor.

Noni, obrigado pelo presente do dia dos namorados. Adorei! Como sempre, eu sou o presenteado em datas comemorativas e poucas vezes retribuo com presentes. Sinta minha gratidão pela leitura que acabei de fazer e feliz dia dos namorados. Aprendemos a superar as merdas da vida e hoje temos a parceria e o companheirismo de uma relação a dois. Com o avançar da idade, essa cumplicidade é a liga mais importante nas relações humanas.

Um beijo a você e recomendo aos amig@s e amantes da leitura que conheçam essa figura, Luis Sepúlveda, que também tem uma história de amor em sua vida pessoal toda feita dos acasos, encontros e desencontros da vida.

William
Um amante da leitura


Um velho que lia romances de amor

É difícil não lembrar de outra obra que sou apaixonado desde muito tempo ao ler esta história de Antonio José Bolivar Próaño, passada na Selva Amazônica. Nosso velho aqui é nosso Santiago da clássica obra de Hemingway, O velho e o mar, que já li cinco vezes. 

Desta vez, o homem se depara com o mato e com uma onça vítima da crueza humana, que lhe matou as crias e feriu o macho. Antonio José Bolivar aprendeu a viver e conhecer o mato como poucos brancos, porque conviveu com os índios shuares. Uma frase dita durante toda a narrativa do livro me marcou bastante:

"Ele não era um deles, mas era como um deles"


Pensei tanta coisa com essa descrição. Ela serve para cada um de nós, talvez, por algum momento que já lidamos em nossas vidas.


O cenário - Selva Amazônica

"O céu era uma ameaçadora barriga de burro inchada, pendurada a poucos palmos das cabeças. O vento morno e pegajoso varria algumas folhas soltas e sacudia com violência as bananeiras raquíticas que enfeitavam a fachada da delegacia.

Os poucos habitantes de El Idilio e mais um bando de aventureiros vindos das redondezas se reuniam no cais, esperando a vez de se sentar na cadeira portátil do doutor Rubicundo Loachamín, o dentista, que aliviava as dores de seus pacientes mediante um curioso tipo de anestesia oral..."


Essa primeira parte com os causos do dentista me fizeram lembrar os anos setenta e oitenta, como eram tratadas as questões de dente, não-dente e dentaduras em todos nós, povão. (como evitar a referência de que estamos ficando velhos...)


E então, o velho atiça a curiosidade por livros

"O velho permaneceu no cais até que o barco desapareceu engolido por uma curva de rio. Então decidiu que nesse dia não falaria com mais ninguém, tirou a dentadura postiça, envolveu-a num lenço e, apertando os livros junto ao peito, foi para a cabana..."


Os brancos em meio às bernes e a chegada dos sábios índios shuares

"Sentiam-se perdidos, numa luta estéril contra a chuva que a cada investida ameaçava carregar a cabana, com os mosquitos que em cada pausa do aguaceiro atacavam com uma ferocidade sem igual, apossando-se de todo o corpo, picando, sugando, deixando ardentes víbices e larvas sob a pele, que em pouco tempo buscariam a luz abrindo feridas supurantes em seu caminho para a liberdade verde, com os animais famintos que rondavam pelo mato povoando-o de sons estremecedores que tiravam o sono, até que foram salvos pelo surgimento de uns homens seminus, de rostos pintados com polpa de urucum e enfeites multicoloridos nas cabeças e nos braços.

Eram os shuares que, compadecidos, tinham vindo ajudá-los..."


Em minha infância e adolescência, cansei de ver pessoas com bichos de pé, bernes, carrapatos grudados até parecer um grão de feijão... esse negócio de humano no meio do mato tem consequências reais para esses animais mamíferos que somos!


A cerimônia fúnebre dos shuares, a passagem para outras formas de vida e o amor

"Compartilhou do festim generoso oferecido pelos velhos que decidiam ter chegado sua hora de 'partir' e, quando estes adormeceram sob os efeitos da chicha e da natema, em meio a venturosas visões alucinadas que lhes abriam as portas de futuras existências já delineadas, ajudou a levá-los até uma cabana afastada e a cobrir seus corpos com o dulcíssimo mel da palmeira chonta.

No dia seguinte, entoando anents de louvor àquelas novas vidas, agora com formas de peixes, borboletas ou animais sábios, ajudou a reunir os ossos brancos, limpíssimos, os restos desnecessários dos anciãos transportados para outras vidas pelas mandíbulas implacáveis das formigas afiango.

Durante sua vida entre os shuares não precisou dos romances de amor para conhecê-lo."


Comentário final

Eu poderia citar tantas passagens emocionantes, que transmitem algo a se refletir. Mas eu prefiro sugerir que as pessoas conheçam a obra deste cidadão do mundo, Luis Sepúlveda.

Já faz um tempinho que tenho cismado sobre a passagem do tempo. Estou entrando numa fase da vida onde é necessário refletir o tempo todo sobre o que é mais importante, porque meu tempo não está mais vindo, está indo (e há tanto por se fazer...)

Termino a postagem com uma passagem da história:

"Certa manhã, Antonio José Bolivar descobriu que estava envelhecendo quando errou um tiro de zarabatana. Também chegava a sua hora de partir..."



Bibliografia

SEPÚLVEDA, Luis. Um velho que lia romances de amor. Tradução: Josely Vianna Baptista. Editora Relume Dumará, 2005.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Fotografias: A beleza natural para esquecer os horrores do animal humano



Lua, céu e sombras em um
entardecer qualquer em Brasília.

Pois é, enfim chegou a sexta-feira. Finda mais uma semana de muito trabalho pela nossa tarefa de gerir como eleitos pelos trabalhadores a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Os dias que correm em nosso querido país Brasil são dias sinistros, como são as noites em meio às tempestades.

Notícias nossas correm o mundo civilizado: estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro, mais de trinta animais. Em nosso país machista e misógino, prevalece a cultura do estupro, e ainda saem por aí com a desculpa nojenta de que as vítimas teriam culpa.

Nossa democracia está sequestrada por uma alcateia de lobos, ou melhor, de hienas, já que muitas pessoas consideram as hienas bichos repulsivos. Os golpistas todos são animais repulsivos.

Preciso descansar neste fim de semana. Estou exausto! Além de não alternar momentos de menor estresse diariamente em meu trabalho, porque o estresse é ininterrupto em ser gestor de saúde em um mundo do caos e de crises, tanto política, quanto econômica e no setor de saúde. Até ao acordar pela manhã, percebo que estava a sonhar com o trabalho e as crises.

...

Ao menos uma boa notícia para a Previ e para os associados de nossa comunidade Banco do Brasil: a eleição acabou nesta sexta e venceu a democracia, pois mais de cem mil associados se manifestaram e a Chapa 3, liderada por Marcel, foi a mais votada. Eu entendo que era a chapa com os melhores candidatos e com a melhor composição para enfrentar os tempos duros que vivemos e que podem vir tanto para a Previ quanto para os demais direitos e conquistas dos trabalhadores.


ENTÃO, VAMOS APRECIAR AS FLORES, A LUA E O CÉU BRASILIENSE

Bom, esta postagem é para desopilar o fígado e tentar entrar no descanso de dois dias em casa com a família. Ofereço as fotos, os instantes captados, às pessoas que pertencem à minha classe, a classe trabalhadora. 

(Não ofereço aos fascistas e golpistas, esses não têm olhos para o simples na forma de ser e complexo no existir na natureza. Se tivessem olhos para isso, não construiriam um mundo de merda!)

Bom final de semana aos meus pares da classe trabalhadora e resistam, nós vamos vencer os malditos golpistas e fascistas. A democracia vai vencer!

William


Não podemos esquecer nunca o vermelho da natureza,
no nosso sangue e nas flores.

A delicadeza amarela em meio ao verde de uma
árvore comum em Brasília. Nada a ver com
o "verde amarelo golpista".

A lua no céu azul observa a paineira rosa
em uma rua de Brasília.

Fala sério! Vamos economizar as palavras:
simplesmente uma orquídea.

Flores rosas de paineira e
céu azul em Brasília.

Cachinhos amarelos em meio ao verde brasiliense.
É só olhar e ver.

Palmeiras ao céu com lua ao fundo.
Brasília é natureza pura!

E o vermelho flamboyant
aponta para o céu de Brasília.

Tchau, pessoal!

William

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Diário - 250116



Porto de Galinhas, Pernambuco.

Estamos em Porto de Galinhas, Pernambuco. Dias de férias. Já já vamos sair para um passeio em Maragogi, Alagoas.

Neste domingo, corri um pouco na praia. Correr neste tipo de piso é muito mais difícil que asfalto. Corri 4,5 km e andei mais 3 km. Depois, fui para os recifes de corais em frente onde estamos hospedados para aproveitar a hora e meia de maré baixa por dia.

Escolhemos os dias certos para virmos porque já conhecemos as tábuas de maré mais propícias para ver os corais. São os dias de luas cheia e nova, quando a tábua de maré chega a 0,3 e 0,4.

Nos três dias que curtimos os mergulhos nos recifes de corais, vimos muitos peixes em seu habitat natural. Dentre os animais marinhos que vi, destaco uma moreia preta e amarela.

Almoçamos no centro de Porto de Galinhas no domingo.

Curtição de rede pra uns cochilos. Leitura é mais difícil, mas estou quase acabando o livro de Saramago, A viagem do elefante.

William

domingo, 13 de abril de 2014

Fotografias: Estação da Luz - SP


Quando: 2012

Eu gosto muito de prédios, igrejas e construções antigas em geral. Estas fotos são de um passeio que fiz com minha esposa ao Museu da Língua Portuguesa em 2012. Vou destacar aqui a belíssima Estação da Luz.

A chegada ao prédio. Ele é muito imponente.
Veja a torre do relógio.

Segundo a Wikipédia, a Estação foi inaugurada em 1867. Velhinha, não?

Nossa estação é tão bonita quanto a que vi lá
em Toledo, Espanha.

Observem, abaixo, o quanto o acabamento da construção está bonito e bem cuidado.

Acabamento na parte externa da estação.

A Estação abriga o Museu da Língua Portuguesa. Abaixo, vemos a entrada do Museu.

Entrada do Museu da Língua Portuguesa.

O casal visitando o museu para ver a exposição de Jorge Amado, além da exposição permanente.

Professora Noni e o filho do meu pai.

Agora, vemos da janela do Museu, a Pinacoteca em frente à Estação da Luz. Outra bela construção.

Prédio da Pinacoteca do Estado.

Foto antiga da Estação, da época em que circulavam bondes e carroças no seu entorno.

Foto da Estação exposta no Museu.

Visão interna da Estação mostra o quanto ela está conservada atualmente. A população agradece!

Bela composição das colunas, intercaladas
com tijolinhos e janelas.

Mais uma foto, destacando o acabamento lá em cima.

Outra foto externa, feita da calçada, destacando as portas em arcos, a marquise e a torre do relógio.

Estação da Luz. Visão externa.

Porta em madeira da Estação. Não fica devendo nada para algumas que vi na Espanha e Itália.

Uma das portas da Estação da Luz - SP.

Observem que lindo é o acabamento interno, inclusive, na simplicidade das luminárias.

Parte interna do saguão da Estação da Luz - SP.

Aqui, vemos o acabamento em alto estilo no topo das colunas, além do conjunto em geral.

Olha que colunas, que lustre simples e bonito.
Estação da Luz - SP.

Agora, vemos onde os passageiros acessam aos trens diariamente.

Acesso aos trens na Estação da Luz - SP.

Casal observa as chegadas e partidas dos trens na Estação mais bela de São Paulo.

Noni e William na Estação da Luz - SP.

E, por fim, placa comemorativa lá do ano de 1967, no centenário da Estação da Luz. Conheço uma pessoa que nasceu neste ano...



Nossa Estação da Luz é muito bonita. São Paulo tem muitas obras importantes e imponentes. Falta mesmo é maior cuidado por parte de nossos governantes e de nossa população no uso e preservação do nosso patrimônio histórico.

Recomendo a visita e não deixem de ir ao Museu da Língua Portuguesa, inclusive no último andar do Museu, porque é uma experiência sensitiva diferente com a língua e nossas linguagens.


Post Scriptum (30/1/17):

Depois desta postagem ocorreu uma tragédia na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa pegou fogo e tudo foi perdido. Ainda hoje, não há previsão de reconstrução do local.