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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

55. A Celestina - Fernando de Rojas (1499)



Refeição Cultural - Cem clássicos

Osasco, 24 de novembro de 2023. Sexta-feira.


Ao trabalhar na revisão de meus textos no blog durante o dia de hoje, acabei me debruçando na leitura do clássico da Literatura Espanhola A Celestina (1499), atribuído a Fernando de Rojas. A obra foi objeto de leitura e confecção de texto em uma disciplina que fiz na Faculdade de Letras da USP.

Foi uma releitura muito interessante a que fiz hoje nas postagens que incluí no blog em 2009 sobre La Celestina (a edição que usei no trabalho foi em espanhol). Para ler o texto final e a partir dele postagens de leitura da obra, é só clicar aqui e acompanhar os links ao final de cada postagem.

Cada vez que encontro séries de textos como essa, relembro o objetivo que me levou a criar um blog de cultura: compartilhar de forma gratuita conhecimento. Eu mesmo me surpreendo quando revejo o que fiz ao longo de quase duas décadas. Minha dedicação e disciplina foram impressionantes!

Para postar dezenas ou centenas de textos ao ano era preciso abrir mão de descanso e de horas de lazer. É só nos lembrarmos que sempre trabalhei muito e estudei. Para alimentar este blog, abri mão de coisas importantes na vida de qualquer pessoa.

Ao olhar para trás, pelo menos nesta dimensão de minha vida, posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência leve de alguém que buscou compartilhar conhecimento com as demais pessoas do mundo.

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A Celestina

Vários críticos consideram A Celestina uma obra tão importante quanto Dom Quixote em relação à Literatura Espanhola e mundial. E a obra de Rojas tem um século a mais de existência em relação à de Cervantes. 

O clássico conta a história de uma alcoviteira famosa em sua comunidade e a história de amor de um casal de jovens: Calixto e Melibeia. Celestina é uma personagem muito atual e a história de amor espanhola é anterior ao casal Romeu e Julieta de Shakespeare.

Uma coisa que me atrai muito nos clássicos de séculos atrás são as expressões populares e sabedorias que resistem ao tempo e chegam até nós, através de nossos familiares ascendentes e idosos de nossas comunidades. Citei vários exemplos no texto que fiz sobre a obra.

Para finalizar esse breve texto para registro de leitura de mais uma obra clássica que já li, comento rapidamente uma reflexão que fiz enquanto relia postagem a postagem essa história que se passa lá na Idade Média, cinco séculos atrás.

Como fui uma pessoa religiosa por décadas, tenho a plena consciência do poder de influência das crenças nas mais diversas formas de concepções de mundo que as religiões abrangem. Quase nada tem tanto poder de influência no comportamento humano como as abstrações mentais relativas às religiões.

Durante milhares de anos, em praticamente todos os lugares do mundo habitados por humanos, abstrações religiosas definiram os tipos de relações sociais. Marx que me perdoe, mas eu diria que não só os modos de produção definiram as relações sociais ao longo da história humana, as religiões também.

Pensei sobre isso enquanto lia e imaginava a vida na Idade Média...

Como diz Italo Calvino, é melhor ler que não ler os clássicos. Uma refeição cultural clássica tem como consequência uma digestão com muita absorção de nutrientes de evolução mental. Experimentem!

William


terça-feira, 9 de junho de 2009

Leitura: La Celestina - Fernando de Rojas, 1499




Os clássicos e suas existências


Minha leitura da obra clássica La Celestina foi bastante interessante. E por que digo isso?

Os livros clássicos trazem consigo uma história de leituras. Carregam uma carga de cumplicidade com os leitores de todas as épocas vindouras.

Quando alguém lê Dom Quixote espera encontrar ali aquilo que mais identifica a obra com a popularidade dela. Com a mitologia criada em torno dela.

Sem dúvida, os leitores do século XXI esperam encontrar no Quixote a famosa cena do embate do cavaleiro com os moinhos de vento. Já entram na obra encantados com seu escudeiro Sancho Pança. Têm uma ideia cristalizada do burrinho, do Rocinante e da donzela Dulcineia.

Da mesma forma, ao lermos Hamlet de Shakespeare, esperamos ansiosamente pela famosa cena do sepulcro, onde o jovem angustiado solta a famosa frase "-Ser ou não ser, eis a questão...".

Mal sabem os não leitores da obra que a frase é somente a abertura de uma angustiante reflexão filosófica sobre viver ou não viver, interromper a vida ou seguir vivendo, onde predomina a eterna dúvida cruel de não se saber se há algo além da vida terrena.

Os clássicos carregam séculos e séculos de vivência por mundos e mundos diversos, países e povos distintos, gerações e gerações de leituras e de ideias de leituras, imagens criadas e partilhadas ao longo do tempo de existência sempre crescente da obra.


Os clássicos e suas eternas surpresas nos novos leitores

Apesar da existência objetiva e cronológica de cada clássico, de sua trajetória até o novo leitor, passando por todo o conjunto de leituras já feitas, as grandes obras nunca perdem a sua capacidade de surpreender seus leitores novos.

Seja pelo prazer que a leitura fornece, seja pela surpresa de achar em coisa tão velha assunto ou tema tão atual e presente, seja por qualquer identificação nova no leitor novo.

Uma descoberta sempre agradável, na minha opinião, sobre as obras clássicas é ver que os ditos populares e frases de sabedoria vêm de nossos antepassados mais longínquos.

Eu já havia encontrado várias delas no Quixote, que é de 1605 e 1615.

Descobri na obra La Celestina, maior idade em vários ditos e frases populares. Eles envelheceram mais cem anos. Não tenho dúvida de que vão envelhecer mais, à medida que minhas leituras forem retrocedendo no tempo cronológico da história da literatura mundial.

Disse que minha leitura de La Celestina foi muito interessante porque eu não tinha imagem pré-construída ou conhecimento prévia da história da velha Celestina nem do casal Calixto e Melibeia.


A obra e seu autor

A história da obra traz consigo um dilema que perdurou durante séculos. A dúvida ou mistério da origem autoral. Chegou-se a aceitar a ideia de que até 3 autores distintos pudessem ter composto a obra.

Hoje, já há mais convicção em se dizer que seu autor é Fernando de Rojas. A primeira edição seria de 1499, com reedições e acréscimos em 1501, 1502 e 1514.

Há um livro de Stephen Gilman, La Celestina - Arte y Estructura, de 1956, com reedições e acréscimos até 1982, que traz um estudo profundo sobre o estilo de Fernando de Rojas e de toda a economia da obra La Celestina.

A edição que li e de onde retiro algumas frases e ditos populares é La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Fernando de Rojas, Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.


Frases e ditos populares

1 - Diálogo de Semprônio e Celestina: Celestina relembra a importância dela como alcoviteira da região. Melhor que ela só havia sido a mãe de Pármeno - senhora Claudina.

"Su madre y yo, uña y carne. De ella aprendí todo lo mejor que sé de mi oficio"

Veja que legal ler obras do passado. Esta tem 500 anos e a expressão "unha e carne" existe até hoje.


2 - Veja esta frase falando do mal de se falar demais:

"!No se dice en vano que el más empecible miembro del mal hombre o mujer es la lengua!" p.52 (empecible = dañoso)


3 - E os ditos populares é que são muito interessantes e muitos deles são usados até hoje:

"Una alma sola, ni canta ni llora"
"Un solo acto no hace hábito"
"Una golondrina no hace verano"
"Un testigo solo no es entera fe"
"Quien sola una ropa tiene, presto la envejece" (todos na p.74)


4 - Encontrei mais dois ditos populares interessantes: da água que tanto bate até que fura e de Deus ajudar mais aos que têm fé (ou sorte) do que aqueles que cedo madrugam:

"Mucho puede el contínuo trabajo; una contínua gotera horada una piedra" p.79

"Más vale a quien Dios ayuda, que quien mucho madruga" p.79


5 - Eis mais um dito popular antiquíssimo, que temos dois ouvidos e uma só boca, então é calar e ouvir mais:

"Sempronio - Oírte ha nuestro amo; tendremos en él que amansar y en ti que sanar, según estás hinchando de tu mucho murmurar. Por mi amor, hermano, que oigas y calles, que por eso te dió Dios dos oídos y una lengua sola" p.96


6 - Quem tudo quer, nada tem!:

"Ahora que lo veo crecido, no quiere dar nada, por cumplir el refrán de los niños, que dicen: de lo poco, poco; de lo mucho, nada" p.108


7 - "¡Oh bien y gozo mundano, que mientras eres poseído eres menos preciado y jamás te consientes conocer hasta que te perdemos!" p.121

"Que cuando una puerta se cierra, otra suele abrir la fortuna" p.121

As duas frases são bem comuns até hoje e pertencem à sabedoria popular.


Observações finais

Um dos fascínios de se ler os clássicos da literatura mundial, além do próprio prazer da leitura, é nos encontrarmos conosco mesmo, ser humano, pois é fácil ver que nos reinventamos a cada momento, em cada lugar, a cada geração.

Nos reinventamos a partir do hoje e do ontem, numa eterna roda da vida.

Os clássicos têm me mostrado as frases que minha querida avó, recém-falecida, já dizia em seus quase cem anos de vida. Ela as ouvia de seus parentes ascendentes e contemporâneos.

Em momentos e lugares distintos, essas frases foram parar nas obras e/ou saíram das obras para a língua do povo, numa convivência sadia e que faz a língua viva.

O que nos reserva o amanhã senão essa mesma textura de frases de nossos jovens internautas que navegam com frases que variam desde "cair a ficha" (sendo que não existem mais fichas telefônicas) até sua recém-criada linguagem cibernética e "msmnica" ("dps", "fds", "rsrsrs...") e por aí afora?

Sem dúvida, o amanhã nos reserva a língua, a linguagem humana de amanhã.

William Mendes

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(Comentário: passei na matéria com a nota 7,0)

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Post Scriptum: para a leitura das postagens sobre a leitura da obra, é só clicar aqui e ir acessando a seguinte ao final da leitura.


BIBLIOGRAFIA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

GILMAN, Stephen. La Celestina: arte y estructura. Taurus Ediciones, S.A. Reimpresión 1982, España.


terça-feira, 19 de maio de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (XII)




LA CELESTINA

Acto treceno

(ATENÇÃO: LEITURA REVELA A OBRA)

Argumento del treceno acto:

Despertando Calixto de dormir, está hablando consigo mismo. Dende (desde allí), un poco, está llamando a Tristán y a otros sus criados. Torna a dormir Calixto. Pónese Tristán a la puerta. Viene Sosia llorando. Preguntando de Tristán, Sosia cuéntale la muerte de Sempronio y Parmeno. Van a decir las nuevas a Calixto, el cual, sabiendo la verdad, hace gran lamentación.

Este capítulo é demasiado sangrento. Celestina morta com mais de 30 estocadas. Sempronio e Parmeno degolados em praça pública.


Acto catorceno

Argumento del catorceno acto:

Está Melibea muy afligida hablando con Lucrecia sobre la tardanza de Calixto, el cual le había hecho voto de venir en aquella noche a visitarla, lo cual cumplió, y con él vinieron Sosia y Tristán. Y después que cumplió su voluntad, volvieron todos a la posada, y Calixto se retrae en su palacio y quéjase por haber estado tan poca cantidad de tiempo con Melibea, y ruega a Febo que cierre sus rayos, para haber de restaurar su deseo.

Depois de Calixto consumar fisicamente seu amor com Melibeia (ela pediu que ele não o fizesse, mas ele foi adiante), volta para casa e, faz grande monólogo em seus aposentos.


Acto décimoquinto

Argumento del décimoquinto acto:

Areusa dice palabras injuriosas a un rufián llamado Centurio, el cual se despide de ella por la venida de Elicia, la cual cuenta a Areusa las muertes que sobre los amores de Calixto e Melibea se habían ordenado, y conciertan Areusa y Elicia que Centurio haya de vengar las muertes de los tres en los dos enamorados. En fin, despídese Elicia de Areusa, no consintiendo en lo que ruega, por no perder el tiempo que se daba, estando en su asueta (habitual) casa.

Elicia explica a Areusa a causa da tragédia de Celestina, Parmeno e Sempronio.

"Pues (despues) como Calixto tan presto vió buen concierto en cosa que jamás lo esperaba (ter Melibeia), a vueltas de otras cosas dió a la desdichada de mi tía una cadena de oro. Y como sea de tal calidad aquel metal, que mientras más bebemos de ello más sed nos pone con sacrílega hambre, cuando se vió tan rica, alzóse con su ganancia y no quiso dar parte a Sempronio ni a Parmeno de ello, lo cual había quedado entre ellos que partisen lo que Calixto diese" p.120

Interessante. Temos a versão de Sempronio p. da vida com Celestina e, depois, sua protegida Elicia falando do mesmo fato, mas de forma diferente.

"¡Oh bien y gozo mundano, que mientras eres poseído eres menos preciado y jamás te consientes conocer hasta que te perdemos!" p.121

"Que cuando una puerta se cierra, otra suele abrir la fortuna" p.121

As duas frases são bem comuns até hoje e pertencem à sabedoria popular.


Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. O anterior, aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

La Celestina - Literatura Española Medieval (XI)




LA CELESTINA

El acto doceno

(ATENÇÃO: LEITURA REVELA A OBRA)

Argumento del doceno acto:

Llegando la media noche, Calixto, Sempronio y Parmeno, armados, van para casa de Melibea. Lucrecia y Melibea están cabe la puerta, aguardando a Calixto. Viene Calixto. Háblale primero Lucrecia. Llama a Melibea. Apártase Lucrecia. Háblanse por entre las puertas Melibea y Calixto. Parmeno y Sempronio, de su cabo, departen. Oyen gentes por la calle. Apercíbense para huir. Despídese Calixto de Melibea, dejando concertada la jornada para la noche siguiente. Pleberio, al son de ruido que había en la calle, despierta. Llama a su mujer, Alisa. Preguntan a Melibea quién da patadas en su cámara. Responde Melibea a su padre, Pleberio, fingiendo que tenía sed. Parmeno y Sempronio van a casa de Celestina. Demandan su parte de la ganancia. Disimula Celestina. Vienen a reñir. Échanle mano a Celestina, mátanla. Da voces Elicia. Viene la justicia y préndelos ambos.


DITOS E SABEDORIAS:

"Y pues sabes que tanto mayor es el yerro cuanto mayor es el que yerra" p.103

"Pero guárdate Dios de verte con armas, que aquél es el verdadero temor. No en balde dicen: cargado de hierro y cargado de miedo" (venian los alguaciles) p. 104

Sempronio fica uma fera com a recusa de Celestina em dar algo para eles, pois ela diz que o que Calixto deu a ela é dela. Eles que ganhem o deles.

"Sempronio - no es está la primera vez que yo he dicho cuanto en los viejos reina este viejo de la codicia. Cuando pobre, franca; cuando rica, avarienta. Así que adquiriendo crece la codicia y la pobreza codiciando; ninguna cosa hace pobre al avariento sino la riqueza. ¡Oh Dios, y cómo crece la necesidad con la abundancia! ¡Quién la oyó esta vieja decir que me llevase yo todo el provecto, si quisiese, de este negocio, pensando que sería poco! Ahora que lo veo crecido, no quiere dar nada, por cumplir el refrán de los niños, que dicen: de lo poco, poco; de lo mucho, nada" p.108

FANTÁSTICO!!

"A perro viejo no cuz cuz" p.108

Semântica: "cuz cuz" é a interjeição para chamar cachorros (La RAE)


"Y como nos veis mujeres, habláis y pedis demasías. Lo cual, si hombres sintiésedes en la posada, no haríades. Que como dicen: el duro adversario entibia las iras y sañas" (é fácil ser durão em local onde só há mulheres) p.109


Post Scriptum: o texto posterior pode ser lido aqui. O anterior, aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (X)




LA CELESTINA

El acto onceno

Argumento del onceno acto:

Despedida Celestina de Melibea, va por la calle sola hablando. Ve a Sempronio y a Parmeno que van a la Magdalena por su señor. Sempronio habla con Calixto. Sobreviene Celestina. Van a casa de Calixto. Declárale Celestina su mensaje y negocio recaudado con Melibea. Mientras ellos en estas razones están, Parmeno y Sempronio entre sí hablan. Despídese Celestina de Calixto, va para su casa, llama a la puerta. Elicia le viene a abrir. Cenan y vanse a dormir.

Encontrei mais um dito popular antiquíssimo:

"Sempronio - Oírte ha nuestro amo; tendremos en él que amansar y en ti que sanar, según estás hinchando de tu mucho murmurar. Por mi amor, hermano, que oigas y calles, que por eso te dió Dios dos oídos y una lengua sola" p.96

Muito interessante esta máxima:

"Elicia - ¿Cómo vienes tan tarde? No lo debes hacer, que eres vieja; tropezarás donde caigas y mueras.
Celestina - No temo eso, que de día me aviso por donde venga de noche. [Que jamás me subo por poyo ni calzada, sino por medio de la calle. Porque, como dicen: no da paso seguro quien corre por el muro, y que aquél va más sano que anda por llano. Más quiero ensuciar mis zapatos con el lodo que ensangrentar las tocas y los cantos. Pero]..." p.98


Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. O anterior, aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

La Celestina - Literatura Española Medieval (IX)




LA CELESTINA

El acto décimo

Argumento del décimo acto:

Mientras andan Celestina y Lucrecia por el camino, está hablando Melibea consigo misma. Llegan a la puerta. Entra Lucrecia primero. Hace entrar a Celestina. Melibea, después de muchas razones, descubre a Celestina arder de amor de Calixto. Ven venir a Alisa, madre de Melibea. Despídense de en uno. Pregunta Alisa a Melibea de los negocios de Celestina, defendiéndole su mucha conversación.

Neste capítulo, gostei de duas passagens de sabidurías de Dios:

"Celestina - Sufre, señora, con paciencia, que es el primer punto y principal. No se quiebre; si no, todo nuestro trabajo es perdido. Tu llaga es grande, tiene necesidad de áspera cura. Y lo duro con duro se ablanda más eficazmente. Y dicen los sabios que la cura del lastimero médico deja mayor señal y que nunca peligro sin peligro se vence. Ten paciencia, que pocas veces lo molesto sin molestia se cura. Y un clavo con otro se expele y un dolor con otro. No concibas odio ni desamor, ni consientas a tu lengua decir mal persona tan virtuosa como Calixto, que si conocido fuese...
Melibea - Melibea - ¡Oh, por Dios, que me matas!" p.92

e

"Celestina - Amor dulce.
Melibea - Eso me declara qué es, que en sólo oírlo me alegro.
Celestina - Es un fuego escondido, una agradable llaga, un sabroso veneno, una dulce amargura, una delectable dolencia, un alegre tormento, una dulce y fiera herida, una blanda muerte" p.93


Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. O anterior, aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (VIII)




LA CELESTINA

El acto noveno

Argumento del noveno acto:

Sempronio y Parmeno van a casa de Celestina, entre sí hablando. Llegados allá, hablan a Elicia y Areusa. Pónense a comer. Entre comer riñe Elicia con Sempronio. Levántase de la mesa. Tórnanla apaciguar. Estando ellos todos entre sí razonando, viene Lucrecia, criada de Melibea, llamar a Celestina, que vaya a estar con Melibea.

Interessante neste capítulo as lembranças saudosistas de Celestina, de quando tinha muitas moças em seu prostíbulo e este era frequentado por todos os níveis de senhores, desde duques e magistrados até padres e bispos. A ela nunca faltava do bom e do melhor, pois era bem quista por onde passava e todos lhe davam de tudo, esperando pelos favores de suas donzelas.

Alguns ditos interessantes do capítulo:

"Que los sabios dicen que vale más una migaja de pan con paz que toda la casa llena de viandas con rencilla." p.87

"Gozad vuestras frescas mocedades, que quien tiempo tiene y mejor le espera, tiempo viene que se arrepiente. (Como yo hago ahora por algunas horas que dejé perder, cuando moza, cuando me preciaban, cuando me querian)" p.86


Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. A postagem anterior pode ser lida aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (VII)




LA CELESTINA

El acto octavo

Argumento del octavo acto:

La mañana viene. Despierta Parmeno. Despedido de Areusa, va para casa de Calixto su señor. Halla a la puerta a Sempronio. Conciertan su amistad. Van juntos a la cámara de Calixto. Hállanle hablando consigo mismo. Levantado, va a la iglesia.

Encontrei mais dois ditos populares interessantes: da água que tanto bate até que fura e de Deus ajudar mais do que cedo madrugar.

"Mucho puede el contínuo trabajo; una contínua gotera horada una piedra" p.79

"Más vale a quien Dios ayuda, que quien mucho madruga" p.79


Post Scriptum: para ler o texto seguinte, clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (VI)




LA CELESTINA

El acto quinto

Argumento del quinto acto:

Despedida Celestina de Melibea, va por la calle hablando consigo misma entre dientes. Llegada a sua casa, halló a Sempronio que le aguardaba. Ambos van hablando hasta llegar a su casa de Calixto, y, vistos por Parmeno, cuéntalo a Calixto su amo, el cual le mandó abrir la puerta.


El acto sexto

Argumento del sexto acto:

Entrada Celestina en casa de Calixto, con grande afición y deseo Calixto le pregunta de lo que le ha acontecido con Melibea. Mientras ellos están hablando, Parmeno oyendo hablar a Celestina de su parte contra Sempronio, a cada razón le pone un mote, reprendiéndolo Sempronio. En fin, la vieja Celestina le descubre todo lo negociado y un cordón de Melibea. Y, despedida de Calixto, vase para su casa y con ella parmeno.

El acto séptimo

Argumento del séptimo acto:

Celestina habla con Parmeno, induciéndole a concordia y amistad de Sempronio. Tráele Parmeno a memoria la promesa, que le hiciera, de lo hacer haber a Areusa, que él mucho amaba. Vanse a casa de Areusa. Queda ahí la noche Parmeno. Celestina va para su casa. Llama a la puerta. Elicia viene a abrir, increpándole su tardanza.

A alcoviteira Celestina é mestra em arranjar encontros e dar conselhos aos jovens. Veja esses a Areúsa:

"Que uno en la cama y otro en la puerta y otro que suspira por ella en su casa, se precia de tener. Y con todos cumple y a todos muestra buena cara y todos piensan que son muy queridos y cada uno piensa que no hay otro y que él solo es privado y él solo es el que le da lo que ha menester. ¿y tú piensas que con dos, que tengas, que las tablas de la cama lo han de descubrir? ¿De una sola gotera te mantienes? ¡No te sobrarán muchos manjares!" p.74

E os ditos populares é que são muito interessantes e muitos deles são usados até hoje:

"Una alma sola, ni canta ni llora"
"Un solo acto no hace hábito"
"Una golondrina no hace verano"
"Un testigo solo no es entera fe"
"quien sola una ropa tiene, presto la envejece" (todos na p.74)


Post Scriptum: para a postagem seguinte clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (V)





LA CELESTINA

EL ACTO CUARTO

Argumento del cuarto acto:

"Celestina andando por el camino, habla consigo misma hasta llegar a la puerta de Plebério, donde halló a Lucrecia, criada de Pleberio. Pónese con ella en razones. Sentidas por Elisa, madre de Melibea, y sabido que és Celestina, hácela entrar en casa. Viene un mensajero a llamar a Elisa. Vase. Celestina en casa con Melibea y le descubre la causa de su venida."

A obra apresenta muitos ditos populares e 'refranes' com rimas.

"Pan y vino anda camino, que no mozo garrido" p.51

"Así que donde no hay varón todo bien fallece: con mal está el huso, cuando la barba no anda de suso" p.51 (suso = de arriba / huso = instrumento manual para hilar y/o unir y retorcer hilos // De RAE)


Caramba! Lendo os comentários de Stephen Gilman sobre Fernando de Rojas e La Celestina fico estupefato por não conhecer absolutamente nada a respeito de ambos. Digo isso porque sou um aluno de Faculdade de Letras.

É o mesmo que ocorre quando as pessoas conhecidas vêm me consultar sobre gramática por ser o "cara" da área de Letras. É muito ruim pessoalmente responder que não sei isso ou aquilo.

Será que minhas deficiências culturais são de cunho estudantis (educacionais), ou seja, a educação pública me legou todas estas lacunas?

Vivo tentando preenchê-las, mas, quanto mais estudo, mais sei que não sei quase nada! Que coisa!

Seguindo com mais ditos interessantes da obra:

"!No se dice en vano que el más empecible miembro del mal hombre o mujer es la lengua!" p.52 (empecible = dañoso)

"No quiebre la soga por lo más delgado. No seas la telaraña, que no muestra su fuerza sino contra los flacos animales" p.53


Post Scriptum: para ler a postagem seguinte clique aqui. A postagem anterior pode ser lida aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.

La Celestina - Literatura Española Medieval (IV)




LA CELESTINA

EL ACTO TERCERO

Argumento del tercer acto:

"Sempronio vase a casa de Celestina, a la qual reprende por la tardanza. Pónense a buscar qué manera tomen en el negocio de Calixto con Melibea. En fin sobreviene Elicia. Vase Celestina a casa de Pleberio. Quedan Sempronio y Elicia en casa."

Diálogo de Sempronio e Melibeia: Celestina relembra a importância dela como alcoviteira da região. Melhor que ela só havia sido a mãe de Parmeno - senhora Claudina.

"Su madre y yo, uña y carne. De ella aprendí todo lo mejor que sé de mi oficio"

Veja que legal ler obras do passado. Esta tem 500 anos e a expressão "unha e carne" existe até hoje.

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Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.


BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (III)




LA CELESTINA

Já que tudo, sempre, foi Humanitas (ver significado aqui), sigamos lendo o caso de Celestina (causo da velha Hispania de 1500).


EL ACTO SEGUNDO

Argumento del segundo acto

Partida Celestina de Calixto para su casa, queda Calixto hablando con Sempronio, criado suyo; al cual, como quien en alguna esperanza puesto está, todo aguijar le parece tardanza. Envía de sí a Sempronio a solicitar a Celestina para el concebido negocio. Quedan entre tanto, Calixto y Parmeno juntos razonando.


O servo malquisto de Calixto é muito sábio. Suas observações são ensinamentos. Veja esta crítica feita ao seu senhor por ter dado 100 moedas à alcoviteira Celestina para resolver seus problemas de amor não-correspondido, ao invés de gastá-las com agrados e donaires para a amada Melibeia.

"Parmeno: - Digo, señor, que irían mejor empleadas tus franquezas en presentes y servicios a Melibea, que no dar dineros a aquella, que yo me conozco y, lo que peor es, hacerte su cautivo. (Parmeno aceitou pouco antes, a contragosto, ser parceiro de Celestina no golpe engendrado)

Calixto: - ¿Cómo, loco, su cautivo?
Parmeno: - Porque a quien dices el secreto, das tu libertad.”
P.39


No primeiro ato, Celestina e Sempronio armam o plano para enganar Calixto e tomar seus bens. Parmeno percebe e não gosta da ideia. Calixto, no entanto, só maltrata Parmeno. Celestina diz a este que deixe de ser trouxa e entre no complô.

No segundo ato, Parmeno novamente é maltratado por Calixto quando tenta lhe avisar do golpe. Ele então lava as mãos.

“Parmeno: - … ¡Oh desdichado de mí! Por ser leal padezco mal. Otros se ganan por ser malos; yo me pierdo por bueno. ¡El mundo es tal! Quiero irme al hilo de la gente, pues a los traidores llaman discretos, a los fieles necios. Si creyera a Celestina con sus seis docenas de años a cuestas, no me maltratara Calixto. Mas esto me pondrá escarmiento de aquí adelante con él. Que si dijere comamos, su también; si quisiere derrocar la casa, aprobarlo; si quemar su hacienda, ir por fuego. ¡Destruya, rompa, quiebre, dañe, dé a alcahuetas lo suyo, que mi parte me cabrá, pues dicen: a río revuelto, ganancia de pescadores. ¡Nunca más perro a molino!” p.41


Semântica:

Escarmiento: 1. Ejemplo o muestra que enseña (lección) 2. Castigo que recibe quien ha cometido una falta para que no vuelva a caer en ella. (Diccionário Señas)

No texto, seria "emendado", escaldado, vacinado.

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BIBLIOGRAFIA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.


domingo, 19 de abril de 2009

La Celestina - Literatura Española Medieval (II)



PATERNIDAD DE LA OBRA LA CELESTINA

Gilman escribe un libro donde estudia en profundidad la obra de Fernando de Rojas – La Celestina - tragicomedia de Calixto e Melibea.

Capítulo 1 (citaciones)

“Así, la solución que demos al problema de la paternidad deberá convenir a nuestros fines particulares y al mismo tiempo ser objetivamente razonable y persuasiva. A este propósito será útil recordar que cada una de las soluciones tradicionales dadas al problema de la paternidad trae implícitamente consigo determinada actitud ante la obra, actitud que, después de confrontarla con la nuestra, hemos de aceptar o rechazar. Refirámonos a seis críticos: Juan de Valdés, Blanco White, Foulché-Delbosc, Menéndez Pelayo, R. E. House y, finalmente, Menéndez Pidal, con sus respectivos juicios y puntos de vista.” P.23

“El humanista (Valdés), inteligente y algo ascéptico, establece una distinción entre el ‘ingenio’ – ‘invención’ – del autor del primer acto y el del autor del resto de la obra; en cambio, los juzga iguales en ‘juicio’, o sea en la disposición, de lo inventado. El romántico (White) se desentiende de la afirmación del autor para sostener la unidad de inspiración, que le parece cualidad indispensable de toda gran obra literaria.” P.25

Menéndez Pelayo

"No insiste en la semejanza de ambas partes para luego decir que forzosamente tuvo que haber unidad de inspiración, sino que, desde el punto de vista de la continuidad de los personajes, compara la Celestina con otras obras que fueron objeto de continuaciones. De todo ello deduce, no la imposibilidade teórica, sino la inverosimilitud práctica de que hubiese dos autores" p.28

COMENTÁRIOS

- Para Pelayo, o problema era de criação poética e de valor estético.

O erudito norteamericano R. E. House fez um estudo de certos elementos da obra - "orden de las palabras, extensión de los discursos, alternancia de 'le' y 'lo' como objeto directo referido a cosas" - que lhe permitiu pensar em haver três autores.

Menéndez Pidal volta à tese de Valdés, sobre a possibilidade de mais de um autor.

"En lo que toca a la Celestina, su fuerte unidad de concepción artística (argumento único de los que impugnan [refutam] la multiplicidad de autores) se explica bien, porque en el auto primero está, como en semilla, la obra entera... De igual modo que la idea directriz, el autor anónimo del primer auto impone un estilo al autor medio anónimo de los autos restantes" p.30

Gilman, mais interessado em estudar a arte criadora de Fernando de Rojas, prefere prescindir do debate da paternidade da obra Celestina. Um dos motivos é que não há provas positivas e conclusivas para afirmar certezas sobre o tema.

EXCERTO

"Si pretendemos descubrir cómo creaba Rojas, su arte único y personalísimo, deberemos prescindir del problema de la paternidad en cuanto tal. Dos razones vienen en apoyo de esta conclusión. Primero: como no existen pruebas positivas, la cuestión es insoluble. Segundo: cualquier hipótesis propuesta no sólo tiene que concordar con los hechos históricos y lingüísticos; debe satisfacer además las exigencias de la apreciación literaria. Como ya hemos comprobado, en la Celestina estos dos caminos hacia la verdad resultan contradictorios, y el afán de conciliarlos supone el falseamiento de uno de ellos o de los dos. Por atenerse estrictamente a la Carta preliminar, Juan de Valdés divide el texto arbitrariamente; Blanco White niega crédito a la Carta, porque así conviene mejor a la teoría literaria romántica. Foulché-Delbosc rechaza la afirmación menos dudosa del Prólogo y, fundado en criterios literarios evidentemente ajenos a la Celestina, declara que las adiciones de 1502 no son de Fernando de Rojas. Menéndez Pelayo corrige tales errores, pero no logra concebir la existencia de un fragmento previo. House se esfuerza por resolver el problema al margen de la literatura, y va a dar al absurdo de tres autores. Menéndez Pidal es el único cuya solución permite la comprensión de los hechos desde el punto de vista literario; pero su solución se basa en un tipo de creación poética que parece muy diferente del de la Celestina. Creemos por eso que el problema de la paternidad hace imposible la valoración del texto mismo, y por el momento es forzoso dejarlo de lado y entre paréntesis" p.32


COMENTÁRIO - Uma conclusão de Gilman guiará seus estudos de Celestina: "Las interpolaciones y los actos añadidos (en 1502) pueden o no aumentar el valor de la obra, pero, si admitimos que Rojas es su autor, son esenciales para una comprensión de su arte" p.33

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BIBLIOGRAFÍA:

GILMAN, Stephen. La Celestina: arte y estructura. Taurus Ediciones, S.A. Reimpresión 1982, España.

La Celestina - Literatura Española Medieval



LA CELESTINA – FERNANDO DE ROJAS, 1499.

La obra tiene momentos de sabiduría popular muy interesantes como ocurre en otras literaturas de la época o que vinieron después como, por ejemplo, los diálogos entre don Quijote y Sancho Panza.

A presente edição, traz uma explicação das edições existentes desde 1499, uma carta do autor a um amigo da edição de Sevilla de 1501, versos acrósticos da mesma edição onde se lê "El bachjler Fernando de Rojas acabo la comedia de Calysto y Melyvea e fve nascjdo en la Puevla de Montalvan" e um prólogo da edição de 1502.

SÍGUESE

La comedia o tragicomedia de Calixto y Melibea, compuesta en reprensión de los enamorados, que, vencidos en su desordenado apetito, a sus amigas llaman y dicen ser su dios. Asimismo hecha en aviso de los engaños de las alcahuetas y malos y lisonjeros sirvientes.

ARGUMENTO DE TODA LA OBRA

Calixto fué de noble linaje, de claro ingenio, de gentil disposición, de linda crianza, dotado de muchas gracias, de estado mediano. Fué preso en el amor de Melibea, mujer moza, muy generosa, de alta y serenísima sangre, sublimada en próspero estado, una sola heredera a su padre Pleberio, y de su madre Alisa, muy amada. Por solicitud del pungido Calixto, vencido el casto propósito de ella (interviniendo Celestina, mala y astuta mujer, con dos sirvientes del vencido Calixto, engañados, y por ésta tornados desleales, presa su fidelidad con anzuelo de codicia y de deleite), vinieron los amantes y los que los ministraron en amargo y desastrado fin. Para comienzo de lo cual dispuso el adversa fortuna lugar oportuno, donde a la presencia de Calixto se presentó la deseada Melibea.

ACTO PRIMERO

Argumento del primer acto de esta comedia

Entrando Calixto en una huerta en pos de un bancón suyo (atrás de um falcão seu), halló allí a Melibea, de cuyo amor preso, comenzóle de hablar. De la cual rigurosamente despedido, fué para su casa muy angustiado. Habló con un criado suyo llamado Sempronio, el cual, después de muchas razones, le enderezó a una vieja llamada Celestina, en cuya casa tenía el mismo criado una enamorada llamada Elicia. La cual, viniendo Sempronio a casa de Celestina con el negocio de su amo, tenía a otro consigo, llamado Crito, al cual escondieron. Entre tanto que Sempronio está negociando con Celestina, Calixto está razonando con otro criado suyo, por nombre Parmeno. El cual, razonamiento dura hasta que llegan Sempronio y Celestina a casa de Calixto. Parmeno fué conocido de Celestina, la cual mucho le dice de los hechos y conocimiento de su madre, induciéndole a amor y concordia de Sempronio.


Vea este diálogo entre Parmeno, siervo de Calixto, y Celestina, la vieja, cuando ella está intentando corromperlo:

“Parmeno: - no curo de lo que dices, porque en los bienes mejor es el acto que la potencia, y en los males, mejor la potencia que el acto. Así que mejor es ser sano que poderlo ser, y mejor es poder ser doliente que ser enfermo por acto, y, por tanto, es mejor tener la potencia en el mal que el acto” p.33

Parmeno es la representación de una persona simple, de un siervo honesto.

Vea más este diálogo acerca de la riqueza (“bienes mal ganados”):

“Celestina: - yo sí. A tuerto o a derecho, nuestra casa hasta el techo.
Parmeno: - pues yo con ellos no viviría contento y tengo por honesta cosa la pobreza alegre. Y aun más te digo: que no los que poco tienen son pobres, mas los que mucho desean.”
P.35


Post Scriptum: o texto seguinte sobre a leitura e análise da obra pode ser lido aqui.

 
BIBLIOGRAFÍA:

ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Retomando meu espanhol




Bom, estou retomando meu espanhol. (espero!)

Rabisquei uma pequena proposta de trabalho pra minha professora de literatura espanhola da idade média.

Aguardo a resposta.


"Hola profesora, ¿qué tal?

Quiero hablarte acerca de los trabajos y grupos de tu clase.

Yo no estoy en ninguno de los grupos (he perdido las dos primeras clases).

Sigo como representante de los trabajadores bancarios de Brasil en nuestra confederación y he viajado la mayor parte de las semanas.

Le pido a ti, entonces, la permisión para hacer mi trabajo solo.

Por lo que he entendido tendremos una prueba acerca de las clases y un trabajo de evaluación ¿es cierto?

Yo no conozco la obra La Celestina (aqui) pero tengo interese en leerla y tal vez pudiera escribir algo como evaluación (la busqué y la encontré ayer en nuestra biblioteca) ¿qué piensas?

¡Muchas gracias!

William Mendes"

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SINTAXE DA LÍNGUA:

Tu = adjetivo
= pronome pessoal

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La RAE

Solo = adj.: dicho de una persona: sin compañia...
Solo = adv.: solamente, únicamente.