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terça-feira, 16 de março de 2021

Livro: O Pequeno Príncipe - Saint-Exupéry



Refeição Cultural - Cem clássicos

Estamos vivendo tempos difíceis, tempos de pandemia, tempos de bolsonarismo no Brasil, regime da morte que a história classificará no futuro como classificou os regimes fascistas e nazista da primeira metade do século XX.

Nesta segunda-feira, 15 de março, acabei relendo O Pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, livro de 1943. Foi uma leitura por acaso, mas já que estou contando meus clássicos, lá vai a postagem pra contar mais uma obra lida.

Meu blog é um diário aberto, começou com intenções bem legais de compartilhamento de conhecimentos - What I Know Is (wiki) -, lá na época do nascimento da Wikipedia, e a vida foi caminhando e o mundo mudando. 

Fui blogueiro quando fui estudante de Letras, fui blogueiro quando fui dirigente sindical e diretor de entidade de saúde, em mandatos de representação. Tudo isso passou. O blog seguiu. Agora sou blogueiro, um cidadão do planeta terra. Não poderia dizer que sou escritor. Menos, né! Será que posso dizer que sou "blogueiro"? "O que você faz? Sou blogueiro..." (não sei, mas é tão ruim não ser nada...)

Enfim, acordei nesta terça 16 pensando nisso (por que ainda escrevo no blog? Acho que é porque é horrível não ser nada). 

Ontem, não pude sair para correr no fim da noite porque começou o horário com restrições de circulação a partir das 20h (a pandemia está mortal demais!) e eu vinha correndo depois desse horário. Aí peguei O Pequeno Príncipe, que estava de bobeira sobre o móvel, pois minha esposa acabara de colocar uma capa de plástico na velha edição. É uma leitura que sempre emociona... você é responsável por aquilo que cativas...

A edição que li é de 1974, com ilustrações originais em aquarelas do próprio autor e com tradução de Marcos Barbosa.

A outra edição que li e fiz postagem foi uma edição em inglês. A postagem de 2011 pode ser lida aqui. Nela estão diversas citações e passagens interessantes da obra clássica. A leitura de ontem foi mais descompromissada.

Li dois livros em dois dias, no domingo e na segunda. No domingo li um belo romance de Conceição Evaristo, Becos da Memória (ler aqui). Essas leituras foram feitas no intervalo de uma leitura clássica de maior fôlego que comecei na semana passada, Moby Dick. Voltarei agora para Melville.

Vamos vivendo. Vamos lendo. O ser humano mudou após o advento das redes sociais e das tecnologias da informação e da comunicação. Já não nos bastamos, agora só achamos que valemos alguma coisa se somos reconhecidos pelo mundo externo a nós mesmos. A gente escreve por causa dessa coisa que viramos.

William


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Crônica: Morreu o Dógão, meu pangasius


Esta terça-feira, 29 de janeiro, foi um dia muito triste pra mim. Morreu meu peixe pangasius, carinhosamente chamado de Dógão por nós em casa.

Estou na faixa dos quarenta anos de idade e tive na minha vida dois animais de estimação. O cachorro pequinês Leique me acompanhou por uns treze anos, ou seja, toda a minha infância. Meu peixe pangasius esteve comigo uns treze anos também, desde o início dos anos dois mil.

Sempre gostei de aquarismo. Eu tenho aquários desde os vinte anos de idade.


Ao fundo, vemos meu pangasius em dezembro de 2012.

A famosa frase de O pequeno príncipe - "você é responsável por aquilo que cativa" - talvez esteja intimamente ligada ao fato de eu ter passado toda a vida adulta curtindo peixes e aquários, pois ter aquário requer uma certa rotina e disciplina para manter os aquários em boas condições para se ter peixes saudáveis e longevos.

Ou seja, ter e cuidar de peixes ornamentais é ir no sentido contrário à velocidade do mundo contemporâneo. Vou sentir muito a falta do meu Dógão. Sou dirigente sindical e militante político há uns dez anos e a nossa vida é uma coisa completamente extenuante e sem rotina.


Olha lá meu pangasius com casa cheia.
Meu filho tinha uns 7 anos. Ele, uns 3 anos.


Nos primeiros anos de movimento sindical, eu pelo menos atuava sempre na mesma região e não viajava. Depois de 2006, quando entrei para a Contraf-CUT, passei a viajar com frequência e nos últimos anos quase não sobrava tempo para estar em casa. Acabei jogando parte da responsabilidade de cuidar dos aquários para minha esposa.

Mas uma coisa tive que fazer religiosamente ao longo da vida adulta: fazer manutenção em aquário aos finais de semana, pelo menos a cada quinze dias. Além do prazer de ficar ali lidando com água e peixes e o gostoso que é vê-los saudáveis, também existe a obrigação de "cuidar daquilo que eu cativo" e isso me fazia dar um tempo na mente e no corpo.

Conforme os anos foram passando, eu já me perguntava quem de nós dois iria primeiro, porque nunca poderia imaginar um peixe ornamental durar tanto tempo. 


Até março de 2009, o Dógão tinha companhia.
Depois disso, deu alguma doença na água e os
balasharks morreram e o pangasius albino também.


Meu peixe sobreviveu a todos os peixes que chegaram e morreram no aquário. Sobreviveu várias vezes às doenças que pegou. Sobreviveu às pancadas nos vidros que esta espécie normalmente dá. 

Incrivelmente, sobreviveu a um tombo de um metro e meio de altura quando pulou do aquário em 2011 e fez a minha esposa superar o maior pavor doméstico que tinha na vida (medo dele) e ela teve a coragem de pegá-lo sozinha no chão e salvá-lo.

Sério, cheguei a pensar que esse peixe não morreria antes de mim! Pesquisei algumas vezes para saber quanto tempo viveria um peixe pangasius de aquário ornamental, mas não achei resposta. Normalmente, eles morrem quando crescem por se baterem no aquário.


Meu pangasius em julho de 2010. Eu viajo muito,
mas era muito legal ver os hábitos do Dógão
conforme o horário do dia, quando em casa.


Vou sentir muita falta dele. Da rotina de cuidar do aquário e dele nos finais de semana.

Nos últimos meses, eu ficava muito tempo curtindo ele nos poucos momentos em que estava em casa. Estava muito legal vê-lo comer de noite. Era uma festa suas manobras embaixo da cachoeirinha pegando comida.

As leituras na minha cadeira de praia na sala era uma rotina: ler e olhar pro meu aquário...

O Dógão tinha uma rotina para cada hora do dia. Tinha a hora em que ele relaxava e ficava quietinho num canto... tinha a hora em que ele nadava de um lado para o outro, ia no rumo da bombinha, nadava contra as bolhinhas e voltava. Tinha os momentos de ficar embaixo da cachoeira do filtro externo. À tarde, ele gostava de dar voltas no aquário e subir, encher a boca de ar e afundar soltando bolhas pelas guelras...

A coisa mais impressionante do mundo, era ver o pangasius se recuperar fisicamente dos machucados e feridas. O bicho parecia imortal. Sempre sarava e se recuperava de cortes, feridas e doenças comuns em peixes ornamentais.




Vou sentir falta do meu peixe. A sala está um silêncio insuportável. Vazio. O barulho do aquário às vezes incomodava, mas estava no script.

Já se percebe que a gente chamava ele de Dógão porque viveu tanto quanto nossos cachorros de estimação, não era um peixinho comum que vem, fica um tempinho e quando morre no meio dos outros, é só mais um peixinho pra pegar com a redinha e jogar fora.

Ele não foi pra redinha nem pro lixo.

O pequeno príncipe explica isso. Uma flor em meio a várias, é uma flor. Quando você a cativa, ela passa a ser a SUA flor.

O Dógão não era um pangasius. Era o MEU pangasius. Foram muitos e muitos anos.

Nós lhe demos o tratamento respeitoso que merecia.

Estou triste. Mudar a minha rotina de não ter mais a minha rotina com ele vai ser estranho.

Tem uma coisa nas perdas que impactam muito na vida das pessoas, seja a perda de uma pessoa amada, de um animal de estimação, de um trabalho ou uma rotina de vida. Essas perdas quebram a sensação de estabilidade, de vínculo com algo, um voltar, um ter que fazer, que cuidar.


Sinto hoje um grande vazio na minha sala, na minha casa, nas minhas obrigações. No meu voltar, no que cuidar. Vou sentir falta do Dógão.

William

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Post Scriptum (14/11/13):


O BLOG E A RELAÇÃO COM AS PESSOAS DO MUNDO: A sensação de pertencer a uma rede mundial de comunicação é algo muito legal. Meu blog não é nenhum desses grandes blogs com milhares de acessos e pessoas responsáveis por cuidar dele. Eu o alimento com coisas que eu acho úteis para partilhar e conversar com as pessoas do mundo. Normalmente, esse blog tem uma centena de acessos por dia e isso é gratificante pra quem quer conversar com as pessoas e partilhar ideias e ideologias de uma forma propositiva e pacífica.

A minha postagem sobre meu pangasius que morreu no início deste ano já teve cerca de 500 acessos e, às vezes, tem comentários nas postagens pra liberar. Hoje liberei uma de alguém que chegou em casa e encontrou seu peixe querido morto... Isso torna o nosso diálogo com o mundo uma coisa tão humana e tão rica! Ao mesmo tempo é comovente e nos conforta porque acho que estamos fazendo algo legal... é isso!
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sábado, 20 de outubro de 2012

REFEIÇÃO CULTURAL 20/10/12




Qual a reflexão que trago sobre os últimos dias? Me alimentei culturalmente?

Vejamos:

AABB SP

Neste sábado, acordei cedo e fui para a reunião mensal do Conselho Deliberativo da AABB SP. Nossa gestão começou em agosto e este foi o segundo encontro do Conselho.

O evento e os debates duraram mais de 3 horas e avalio que as deliberações foram muito positivas para a entidade e para os associados. Votamos regras de isenção e redução de mensalidade para atrair novos sócios, pensando principalmente nos novos funcionários, naqueles que ganham pouco e também naqueles que nunca conheceram a AABB SP.

Acredito que cumpri com uma das questões que sempre esperei ver na AABB - dar mais oportunidade para os colegas do banco se associarem ao clube.

Parabenizo o presidente Ramon e demais membros do Conselho de Administração. Ramon é amigo de longa data e percebo que seu trabalho é muito sério, por isso aceitei participar e contribuir na gestão do clube. SIGAMOS NA LUTA pela melhoria dos espaços coletivos e pela inclusão de mais pessoas neles.


AFAZERES DOMÉSTICOS

N'O Pequeno Príncipe aprendemos que somos responsáveis por aquilo que cativamos. Eu tenho um afazer doméstico há dezenas de anos. Cuidar dos aquários que tenho em casa. Tenho um grande com um peixe com mais de 12 anos de idade e outro pequeno com peixinhos ornamentais.

Faça o que fizer e tenha a agenda que tiver, tenho a obrigação de cuidar dos dois aquários ao menos semana sim, semana não, porque a vida daqueles peixinhos é de minha responsabilidade. São cerca de duas horas cravadas de meus finais de semana.

Aliás, como também nos ensina o livro de Saint-Exupery, após um peixe sair do rio ou do viveiro e vir para o seu aquário deixa de ser um simples peixe daquela espécime e adquire a qualidade de seu. Meu pangasius não é um pangasius, é o "Dógão". Certo? (vídeo do Dógão)


CAPTURANDO INSTANTES PARA LEITURA E CULTURA

Não tem me sobrado tempo algum para ler com profundidade e buscar alimentar meu ser e me tornar uma pessoa menos ignorante e mais erudita E sábia (que é bem mais difícil).

O máximo que tenho exigido de mim mesmo é ler nem que seja um conto de Machado de Assis ou ver algum filme de arte (ou menos blockbuster).


ESPERO QUE PASSEM AS TRISTEZAS RECENTES

Pois é. Ando muito infeliz. Mas ninguém tem nada que ver com isso. Saio da porta de casa e vou fazer minhas obrigações e meu papel social. Tem que ser assim.

Há muito tempo tenho convivido com doenças na família; mortes; problemas de relacionamento com as pessoas queridas; puxação de tapete no movimento sindical (sinto que a solidariedade está em baixa) e... falta de tempo para a cultura.

Vamos ver se assisto a um filme em casa agora...

Tchau!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O PEQUENO PRÍNCIPE - The little prince

Uma das capas do livro

THE LITTLE PRINCE – Antoine de Saint-Exupery
CLÁSSICO FRANCÊS de 1943

Eu li este livro – O pequeno príncipe – quando era adolescente. Até hoje a frase que mais marcou a leitura na minha cabeça foi: “você é responsável por aquilo que cativa”.
É uma frase dura. É uma frase que escraviza (ou liberta).
Peguei um volume em inglês para dar uma olhada.

LEITURA (tradução e interpretação livre)
A primeira frase interessante é sobre os adultos:
“They always need to have things explained” (eles sempre precisam de explicação pra tudo)
Outra frase muito boa:
“Grown-ups never understand anything by themselves, and it is tiresome for children to be always and forever explaining things to them”
(os adultos nunca entendem as coisas por conta própria, e é uma chatice para as crianças ficar sempre explicando as coisas pra eles)
O piloto de avião - que poderia ter sido um pintor se não o tivessem desencorajado após seus Desenhos nº 1 e nº 2 aos seis anos - sempre tenta achar um adulto que compreenda o que realmente quer dizer o seu Desenho nº 1. Não tem jeito, todos sempre afirmam ser sua Boa Constrictor um chapéu.
Desenho nº 1 e Desenho nº 2

OS ADULTOS SÃO ASSIM... (só ligam pra aparência)
“On making his discovery, the astronomer had presented it to the International Astronomical Congress, in a great demonstration. But he was in Turkish costume, and so nobody would believe what he said.
Grown-ups are like that…”
(ninguém no congresso de astronomia deu bola para a apresentação do astrônomo turco em trajes típicos quando ele anunciou a descoberta de um novo planeta – Asteróide B-612 -... os adultos são assim...)

SOBRE O CUIDADO EM LER A OBRA
“For I do not want any one to read my book carelessly. I have suffered too much grief in setting down these memories. Six years have already passed since my friend went away from me, with his sheep”
(o piloto não quer que se leia sua obra sem atenção, pois foi com muita dificuldade que ele colocou no papel essas memórias desde que o pequeno príncipe foi embora com seu carneirinho há seis anos)
No capítulo 5 há uma passagem metafórica interessante. A história fala de sementes boas e ruins que dormem na escuridão da terra. Quando elas decidem sair ao sol, é preciso saber diferenciar as boas plantas das plantas ruins. Deixar as boas e arrancar as ruins pela raiz. Esta é a sabedoria difícil e necessária.
No planeta do pequeno príncipe, o baobá é uma tragédia. Se deixá-lo crescer e dominar o solo, ele toma conta do pequeno planeta.

Fazendo a toalete do planeta
FAZER DIARIAMENTE A PRÓPRIA TOALETE E A DO PLANETA
“It is a question of discipline,” the little Prince said to me later on. “When you’ve finished your own toilet in the morning, then it is time to attend to the toilet of your planet, just so, with the greatest care”

UM DIA APARECEU UMA FLOR DIFERENTE…
Uma flor diferente e vaidosa apareceu na vida do pequeno príncipe. Ela lhe deixou muito confuso sobre como proceder com ela. Após um bom tempo dedicado a ela, regando, protegendo ela, ela se mostra pouco atenciosa com ele.
Ele decide ir embora de seu planeta...

VIAGEM POR VÁRIOS PLANETAS
Nosso pequeno príncipe passa por vários planetas após sair do seu.  Eram os asteróides 325, 326, 327, 328, 329 e 330. Depois vai para o planeta Terra.
REI = No primeiro, ele encontra um rei com um trono e uma capa que ocupa todo o planeta. Assim que ele vê o pequeno príncipe, já afirma: “Ah! Here is a subject” (...)
“He did not know how the world is simplified for kings. To them, all men are subjects”
(para os reis, todo mundo é súdito)
CONVENCIDO = No segundo, ele encontra um orgulhoso que logo lhe diz: “Ah! Ah! I am about to receive a visit from an admirer!”
(Vejam só! Estou recebendo a visita de um admirador)
BEBERRÃO = no terceiro, ele encontra um beberrão que bebe muito pra esquecer da vergonha que sente por beber muito.
HOMEM DE NEGÓCIOS = no quarto planeta, ele encontra um homem que resolveu dizer que é dono de todas as estrelas porque ele pensou nisso primeiro.
“Then they belong to me, because I was the first person to think of it”
ACENDEDOR DE LAMPIÕES = no quinto, o pequeno príncipe ao menos viu uma razão ou utilidade naquilo, pois acender lampiões quando escurece e apagá-los quando amanhece tem algum sentido.
GEÓGRAFO = no sexto, o garoto encontrou um senhor geógrafo muito técnico e intelectual. Só tinha um problema: ele não sabia nada de seu próprio planeta, pois para conhecê-lo era necessário que houvesse um aventureiro para depois contar ao geógrafo, um sábio, o que havia descoberto na prática e nas experiências de campo.
o sétimo planeta visitado foi o planeta Terra, que é completamente diferente dos outros pela imensidão e complexidade.

Mais uma ilustração clássica
PEQUENO PRÍNCIPE E A COBRA NO DESERTO
“You are a funny animal”, he said at last. “You are no thicker than a finger…”
“But I am more powerful than the finger of a king,” said the snake”
(apesar de ser mais fina que um dedo, a cobra se diz mais poderosa que o dedo de um rei)

PEQUENO PRÍNCIPE E OS MILHARES DE FLORES
E então, após andar por longo tempo no deserto, o pequeno príncipe encontra um jardim com milhares de flores iguais a sua e tem uma decepção enorme, pois descobriu serem pouco importantes suas três montanhas pequenas e sua flor que achava que fosse a única no universo.

PEQUENO PRÍNCIPE E A RAPOSA
As explicações da raposa para o pequeno príncipe são muito legais. Ela explica a ele qual o sentido de cativar algo, de criar uma relação, laços, que faça com que a coisa ou pessoa que se cativa se torne única no mundo, mesmo sendo comum.
“Come and play with me,” proposed the little Prince. “I am so unhappy.”
“I cannot play with you,” the fox said. “I am not tamed.”
(…) “What does that mean – ‘tame’?”
(…) “It is an act too often neglected,” said the fox. “It means to establish ties.”
Existem milhares de flores ou pessoas, mas se você cria laços com uma flor ou uma pessoa, você e essa pessoa ou flor precisarão um do outro. A partir de então, ambos serão únicos um para o outro no mundo.

NÃO SE COMPRA AMIGOS EM SHOPPINGS
“One only understands the things that one tames,” said the fox. “Men have no more time to understand anything. They buy things all ready made at the shops. But there is no shop anywhere where one can buy friendship, and so men have no friends anymore. If you want a friend, tame me…”
(devemos entender aquilo que cativamos e a que nos dedicamos. Os homens não têm mais tempo pra nada. Tudo se compra pronto. Mas não se pode comprar amizade por aí, e com isso, os homens não têm mais amigos. E então, você não quer me cativar?)
Interessante, heim! Os homens já não tinham mais tempo nos anos 40...

COMO CATIVAR UM AMIGO...
Muito interessante a explicação da raposa ao pequeno príncipe da maneira com que se deve começar uma amizade ou relação. Sente-se um pouco afastado e não fale nada, apenas olhe meio de soslaio. As palavras podem ser a origem do desentendimento.
“words are the source of misunderstandings”

OS OLHOS ESTÃO CEGOS. DEVE-SE OLHAR COM O CORAÇÃO
Esta é outra conclusão a que chegam o pequeno príncipe e o piloto, no deserto, após uma grande sede e busca por água.
“But the eyes are blind. One must look with the heart…”

Aprende-se bastante com esse garotinho aí.

COMENTÁRIO FINAL
Releitura muito prazerosa. Depois de ler o livro na adolescência, descobri na idade adulta – i’m a grown-up – que é sempre bom conciliar ou intercalar a leitura de novas obras ou obras literárias ainda desconhecidas com a releitura dos grandes clássicos.
É isso!
Bibliografia:
SAINT-EXUPERY, Antoine de. The little prince. USA.