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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Artigo: Dá para ter esperança?



Refeição Cultural

Opinião


Dá para ter esperança?

Entre ontem e hoje, o povo brasileiro sofreu duas derrotas importantes no Congresso Nacional. Na verdade, o povo sequer sabe disso. Parte do povo sabe dos jogos e resultados das partidas de futebol do Palmeiras, do Flamengo e do Corinthians na Libertadores da América. E de outros times importantes, é claro! Teve rodada dos campeonatos sul-americanos no meio de semana.

Nas sessões de ontem, 29 de abril, e hoje, 30 de abril, os parlamentares do Congresso Nacional rejeitaram a indicação de Jorge Messias a uma vaga do Supremo Tribunal Federal, indicação de atribuição constitucional do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Derrubaram também o veto de Lula à Lei de Dosimetria, uma lei feita para anistiar os políticos e outros sujeitos condenados por tentaram um golpe de Estado após a derrota eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. O ápice da tentativa de golpe ocorreu no dia 8 de janeiro de 2023.

Dentre as diversas versões do que teria ocorrido entre ontem e hoje no Congresso Nacional, ouve-se que as votações que rejeitaram Jorge Messias a ocupar vaga no STF e a anulação do veto do presidente Lula a tal lei que funciona como anistia a golpistas contaram com traições no campo dos chamados aliados ao presidente Lula. Além de gente que mudou de lado por achar conveniente, também circulam informações que teria rolado muita ameaça por parte de algumas lideranças das duas casas, Senado e Câmara.

Muitas pessoas de nosso campo - a esquerda e um espectro de gente que se diz progressista e democrata - estão fechando o mês com o coração apertado, com uma tristeza diante desse cenário que se apresenta no parlamento nacional. Ouvi gente querida dizer que sentiu vontade de chorar diante do gozo daquela canalha toda que compõe uma parte do Congresso.

Infelizmente, também tem gente de nosso campo - esquerda - que está vivendo uma espécie de prazer por ver o governo ser derrotado naquela antiga e sabida postura de se ver confirmadas as suas "leituras" de que Lula, Haddad e nosso governo e o PT são "neoliberais", de centro ou centro-direita blá blá blá. As palavras que esses companheiros de nosso espectro político usam são, às vezes, as mesmas que nossos adversários e inimigos usam: "o petismo", "a esquerda institucional", "esquerda domesticada" ou denominações do tipo. A poucos meses das eleições é o momento para isso?

DÁ PARA TER ESPERANÇA?

Eu entendo que sim. 

Fui aprendendo depois de muito tempo de militância política que uma pessoa de esquerda não deve perder a esperança. Não deve.

Cito dois momentos por me lembrar deles como se fossem hoje.

Em 2014, nas eleições presidenciais, entramos no segundo turno numa situação complicada, as informações e o sentimento após o primeiro turno eram bastante desanimadores. Parecia que Dilma perderia as eleições para Aécio Neves. Naquele curto espaço de tempo, o segundo turno, nós tivemos a capacidade de mudar a tendência e o cenário. Foi lindo e inesquecível! Viramos o jogo e ganhamos a eleição. Dilma Rousseff foi reeleita.

Em 2022, nas eleições presidenciais, os golpistas no poder desde o golpe de Estado em 2016, tinham tanta certeza da vitória, que nunca na história mundial um grupo produziu tanta prova material contra si mesmo como o bolsonarismo fez. Gastaram bilhões do dinheiro público para permanecerem no poder. Parecia impossível que aquela gente saísse da estrutura do poder. Mas nós mudamos o jogo, contra tudo e contra todos daquela parcela fascista e facínora da sociedade brasileira. Vencemos a eleição e Lula foi eleito com uma pequena margem de votos para o seu terceiro mandato.

Dá para ter esperança.

Nós temos coração e temos algo que só nós temos: objetivos de melhorar a vida do povo brasileiro, uma gente incrível, uma maioria de gente simples que sofreu a vida toda porque o Brasil não foi feito para atender às necessidades e direitos do povo e sim para uma pequena parcela de privilegiados. 

Nós estamos do lado certo da história humana e isso faz toda a diferença.

Dá para ter esperança e o nosso papel diário é seguir tentando fazer a coisa certa por um país melhor para o conjunto da população. Isso começa todos os dias quando acordamos.

Nós podemos vencer essa minoria fascista e lesa-pátria.

Tem muita gente boa do nosso lado, tem muita juventude chegando do nosso lado, tem muita gente experiente se colocando à disposição de seguir lutando conosco.

Cada um de nós pode contribuir de alguma forma para melhorar o Brasil e a vida do povo, lutando contra essa gente de direita e "conservadora", que quer conservar privilégios de uns poucos fdp.

William

30/04/26


Post Scriptum: e por falar em gente boa, de esquerda, que vale a pena, que sempre lutou e esteve do lado certo da história da luta de classes, faleceu hoje o companheiro Daniel Gaio, grande liderança da categoria bancária, empregado da Caixa Federal, dirigente nacional de nossas entidades cutistas. Gaio é um exemplo de por qual motivo vale a pena lutar e ter esperança. Companheiro Daniel Gaio, presente! A gente segue por aqui lutando por um Brasil e um mundo do trabalho melhor para o conjunto da população!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Diário e reflexões - Fevereiro



Refeição Cultural

Sábado, 28 de fevereiro de 2026.


FEVEREIRO

AGENDA POLÍTICA

Passei a semana em Brasília, capital federal do país. 

Minha estadia na cidade foi para participar do processo eleitoral do Sindicato dos Bancários. Vim contribuir com o debate na base social da entidade e ao longo da semana fiz campanha nos locais de trabalho do Banco do Brasil, junto com outros companheiros e companheiras. Nós apoiamos a chapa 1, liderada por Rodrigo Britto, a chapa cutista que representa a unidade nacional.

Quando cheguei, no início da semana, estava cheio de expectativas e incertezas. Eu tinha receio se ainda conseguiria fazer o que fiz boa parte de minha vida: conversar com a categoria bancária, desenvolver boas falas nos locais de trabalho e ter alguma atenção dos trabalhadores. Após reflexões coletivas com a militância que apoia a chapa 1, posso concluir que deixei a minha contribuição para o processo democrático. Fico feliz por isso.

Por ter sido convidado, participei de algumas reuniões do movimento sindical bancário no mês de fevereiro, assim como ocorreu em janeiro e dezembro. Tenho o compromisso ético com o movimento sindical cutista de estar sempre à disposição, porque a CUT influenciou decisivamente na formação política que tenho hoje.

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CULTURA

Li apenas um livro no mês de fevereiro, o livro "Fidel Castro, comandante invicto", de Norberto Escalona Rodríguez (comentário aqui). O escritor e jornalista cubano nos conta a respeito da participação dos músicos do Quinteto Rebelde na luta de libertação do povo. Também aborda a participação das mulheres na Revolução Cubana: o Batalhão das Marianas fez história e influenciou as políticas de igualdade que fizeram parte da construção da República Socialista de Cuba.

Estou editando um livro com as poesias que escrevi ao longo da vida. O manuseio do material textual do livro foi um processo interessante. A editora Cleusa Slaviero está me ajudando com o material. 

Encadernei poesias, crônicas e textos da professora e amiga Marili Santos. Foi um processo prazeroso de leitura. Presenteamos a escritora e passamos um dia delicioso com a família dela. 

FILMES - Vi alguns filmes no mês e só não escrevi as minhas impressões e sentimentos sobre eles porque não tive tempo e os textos que faço dão muito trabalho. 

Vimos "Sonhos de trem" (2025, EUA), de Clint Bentley; "A vida invisível" (2019, BRA), de Karim Aïnouz; "O agente secreto" (2025, BRA), de Kleber Mendonça Filho; "Hamnet: a vida antes de Hamlet" (2025, Reino Unido e EUA), de Chloé Zhao. 

Todos os filmes são excelentes e me deixaram pensativo. Todos! Hamnet me fez chorar.

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A VIDA E O MUNDO

A notícia do último dia do mês de fevereiro foi o bombardeio do Irã e o assassinato de dezenas de crianças. Os assassinos são os estados terroristas Estados Unidos e Israel. Eles não vão parar, assim como Hitler e a Alemanha nazista não pararam no passado.

Os terroristas dos Estados Unidos atacaram no início do ano a Venezuela e sequestraram seu presidente e a esposa. Mataram dezenas de pessoas. Vergonhosamente, nenhum dos principais países do mundo exigiram a libertação imediata de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Nem o meu país, o Brasil. Sinto vergonha e uma decepção indescritível por essa atitude brasileira.

O império fascista do Norte está matando a população de Cuba de fome, falta de medicamentos e itens básicos para a subsistência. Os genocidas do Norte querem que Cuba vire uma estância balneária dos ricos norte-americanos, o mesmo projeto que têm para a Faixa de Gaza, na Palestina.

Estava olhando da janela do quarto do hotel a bela imagem da cidade de Brasília e pensando a respeito das consequências de ninguém reagir e fazer nada contra os fascistas de Israel e EUA. Eles podem decidir bombardear nosso país, matar nosso presidente e invadir nossa terra para tomarem os recursos naturais que temos. Ninguém vai fazer nada a respeito. Nada.

Esse é o valor da vida humana e dos seres vivos neste momento da história, dia 28 de fevereiro de 2026, pelo Calendário Gregoriano.

Isso não é natural e não deveria ser aceito por nós. Se é para sermos assassinados e explodidos por bombas a qualquer momento, deveríamos ter as nossas bombas para persuadirmos os fascistas a não nos atacarem e para nos defendermos caso nos atacassem para roubar os nossos recursos naturais.

William

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump bombardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

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COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do 3º Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

domingo, 7 de setembro de 2025

31° Grito dos excluídos e excluídas e mobilizações do 7 de setembro

 


Cartazes da militância que participou do Grito dos excluídos e excluídas e do 7 de setembro.


A Praça da Sé foi o local de mais um Grito dos excluídos e excluídas, e o ato começou com a distribuição do café da manhã a centenas de pessoas em situação de rua. 


A partir das 9 horas, lideranças de movimentos populares se revezaram em discursos potentes sobre as questões de moradia, alimentação e direitos básicos da cidadania da população de rua e o descaso e abandono das autoridades governamentais, da cidade de São Paulo e do estado de SP.


A Catedral da Sé fechou suas portas ao Grito dos excluídos e excluídas... essa é a gestão higienista do momento. 


Dança popular de matriz africana no Grito dos excluídos e excluídas.


Viva a África!!! Viva os povos do continente africano! Viva os povos que vivem no Brasil! O povo brasileiro precisa ter seus direitos respeitados!

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ATO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NA PRAÇA DA REPÚBLICA

Após o ato na Praça da Sé, saímos em passeata para somar com a mobilização das centrais e partidos e movimentos organizados em defesa da soberania do Brasil, e com pautas centrais como o fim da jornada 6x1, isenção de imposto para quem ganha até 5 mil reais e cobrança de impostos dos mais ricos. E, lógico, punição para os golpistas do 8 de janeiro de 2023. SEM ANISTIA!

Foto feita por Malu.

Encontrei diversos companheiros e companheiras do movimento sindical do qual fiz parte por décadas de lutas. Para fechar o dia de participação nos atos do 7 de setembro, almocei com a turma do Sindicato.

William


Post Scriptum: ao chegar em casa e ver as notícias sobre as mobilizações do segmento de brasileiros vira-latas, apoiadores do crime organizado, o bolsonarismo lesa-pátria e canalha, fiquei estupefato ao ver a que nível chegou essa gente traidora da pátria brasileira: os vendilhões tiveram a coragem de desfilar no dia da Independência do Brasil com bandeiras dos Estados Unidos e de Israel! A de Israel a gente sabe que boa parte é porque esses bolsonaristas são burros e ignorantes, se dizem "cristãos" e desfilam bandeiras de Israel por serem mentecaptos... mas a dos EUA é porque são traidores da pátria mesmo! É duro!

domingo, 13 de julho de 2025

Instantes (11h11)



Refeição Cultural

Sempre que penso em parar de escrever, depois de alguns dias volto atrás e venho aqui burilar alguma coisa do que vai em minh'alma. 

A memória é um suporte orgânico de registros de experiências e pensamentos: conhecimentos e culturas. 

Todo organismo morre porque é parte da natureza. Tudo se transforma, muda o tempo todo. Somos parte dos ciclos do Carbono e do Nitrogênio. É o que somos, natureza.

A memória é uma ferramenta essencial dos seres vivos. Nos humanos a memória é seletiva. O animal humano é um contador de histórias, somos todos forrest gumps.

Meus textos têm uma importância para ao menos um leitor: eu mesmo, aquele que fui no momento do registro. 

Já tive a vaidade de todos nós de achar que nossas coisas têm serventia no mundo. Não têm. 

Escrevo hoje e se estiver por aqui amanhã, poderei ver o que escrevi naquele instante, se ainda me lembrar quem sou no amanhã. 

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Incomunicabilidade

Lendo sobre neurociência e tecnologia atual - leio Miguel Nicolelis - compartilho a percepção dele de que o mundo digital pode mudar a espécie humana de forma permanente, uma outra espécie talvez surja, uma espécie de homo digital, que não necessariamente será inteligente como a homo sapiens

Faz tempo que venho lendo e observando o mundo e os humanos ao meu redor... degeneração da espécie não é uma expressão exagerada para denominar o que eu vejo ao meu redor.

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Neste instante, ouvindo música na piscina da colônia de férias dos professores num domingo frio, me sinto verdadeiramente de férias, até de minha casa. Férias de tudo. São só uns dias. O caos está ao redor. O autoritarismo fascista está ao redor... Não estamos preparados. 

No livro de H. G. Wells "Deuses humanos", de 1923, o personagem sr. Barnstaple quer férias e vai parar em Utopia. Até onde li, ele, um liberal, está achando o máximo aquele mundo "perfeito", sem doenças, sem insetos, sem governantes, sem as complexidades do mundo dos humanos. Uma porra de mundo fascista. Todas as facilidades pensadas na sociedade utopiana têm uma coisa meio fascista, a ideia vendida de um mundo perfeito. Do tipo: não quer insetos e sujeira, cimenta o chão que tinha uma floresta e pronto.

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Com o advento das plataformas digitais, algoritmos, IAs, a captura da mente humana por alguns humanos (corporações), a economia da atenção baseada no ódio, seremos bilhões de humanos sem conseguir consenso algum. A tribalização da espécie está acelerada.

Não conseguimos ser ouvidos sequer por nossos pais, filhos, amigos, membros de grupos afins. Discordância é algo impossível. Guerra de todos contra todos. É o que vem por aí. 

Vejam a guerra entre ICL e Brasil247. É só um exemplo.

Eu percebi faz tempo isso na nossa espécie. Discordar ou opinar é a morte em vida, o cancelamento. 

No meu caso: não diga nada sobre a Cassi, o BB, o PT, a CUT, o sindicalismo, a Articulação Sindical... não diga nada que não seja amém aos que estão ao meu redor. Amém!

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Férias de tudo neste momento sozinho no solzinho frio da piscina da colônia de férias dos professores. Férias só estes dias. 

Depois, o caos na minha vida e no meu mundo.

Instantes. 

Este é único. Nunca mais!

William

13/07/25

sábado, 21 de junho de 2025

Instantes (22h57)


Um fim de dia ainda em paz.


Refeição Cultural

Neste momento bombas poderosíssimas estão matando pessoas e todas as formas de vida ao redor do impacto. 

A nação mais assassina dos últimos séculos, a que mais provocou e financiou guerras e mortes nos últimos duzentos anos, decidiu dar as caras e acabar com a hipocrisia e está atacando o Irã, atacado na surdina por Israel dias atrás. 

Acabou-se a diplomacia mequetrefe que vigorou mais ou menos em favor dos imperialistas desde o fim da 2a Guerra até o início do século XXI (evitando-se guerras entre os grandes). O mundo e as sociedades humanas terão agora uma realidade baseada somente na força, na lei do mais forte. 

Ninguém estará seguro, em lugar nenhum. Nem aqui onde vivemos no Brasil. A mudança é global. 

O pior é que a esquerda e as pessoas pacíficas e pacifistas não estão preparadas para enfrentar o que vem por aí. 

Não consigo fazer de conta que a vida tá boa, curtir o pão e o circo que domina a agenda cotidiana do povo massa de manobra. 

No entanto, toda a parafernália que define a pauta e a agenda de todos nós pertence aos donos da guerra que se desenvolve neste momento. Foda!

Em certa etapa do que vem por aí, qualquer guarda da esquina, qualquer CAC, qualquer bandido comum, todos serão os predadores de nós reles mortais, os desarmados e a fim de "diálogo". As presas nas savanas.

O pior é que a esquerda, os lulistas, os pacíficos... não entendem ou fazem de conta que não entendem o que é o nazifascismo. Não tem diálogo com essa gente, nós já fomos desumanizados.

Tamo fodido!

William 

21/06/25, sábado. 

terça-feira, 10 de junho de 2025

Instantes (13h13)



Refeição Cultural

No Brasil, a corte suprema está ouvindo neste momento aquela gente que tentou dar um novo golpe de Estado após as eleições de 2022 para se perpetuar também no poder político, já que o poder real - econômico - a casa-grande nunca deixou de ter. 

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem novos aliados para desinformar e idiotizar o povo: as corporações norte-americanas chamadas big techs. 

O Brasil vai enfrentar uma guerra cognitiva nunca vista. As máquinas de IA farão o diabo com a nossa noção de verdade e realidade. 

A esquerda e as pessoas com alguma ética e vergonha na cara não estão preparadas para essa guerra de agora até outubro de 2026. O pior é que nem se preparando estão para enfrentar nossos inimigos. Será uma tragédia. 

Nossos inimigos estão certos de que a impunidade deles se imporá novamente. São séculos de impunidade. 

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Neste mesmo instante, Israel está eliminando os palestinos para ocupar suas terras. Nos anos 40, o genocídio promovido pelo nazismo era meio oculto. Agora genocídios são transmitidos e tem gente que fica rica com as visualizações e likes (as big techs agradecem).

Neste mesmo instante, Trump segue implantando uma ditadura nos Estados Unidos. Será que parte do povo vai conseguir barrar isso?

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Em minhas reflexões e revisitas aos diários, tenho avaliado minha passagem por este mundo violento da sociedade humana. 

Me doei às lutas sociais por um tempo. Sou um homem de sorte também pela oportunidade do aprendizado na convivência com a militância de esquerda. Minha cabeça precisa funcionar para eu superar o fim daquela convivência. 

Se a vida me der oportunidade de ainda estar por aqui, eu deveria mergulhar nas leituras que nunca fiz. Sempre admirei pessoas com grande conhecimento geral.

Se eu tiver algum juízo, conseguindo terminar a revisão e armazenamento de minha produção textual de milhares de textos nos blogs, pego pra ler tudo que acumulei por desejo de saber. 

Enquanto isso, seguem as coisas que citei acima... que posso eu fazer pela democracia, pelo humanismo, pela educação e cultura?

Escrevendo aqui, partilho o que sei e o que penso.

(Salvem seus textos e produções audiovisuais em mídias próprias, as nuvens vão deixar na mão milhões de criadores de conhecimento. Pensem nisso)

William 

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Instantes (14h)



Refeição Cultural


VENCEREMOS O ÓDIO DESTA VEZ?

São tantas coisas! Escrever sobre elas ou calar? 

Ao mesmo tempo em que avalio que as palavras estão perdendo a importância - uma sensação de incomunicabilidade com o outro -, o cotidiano do mundo humano segue sendo alterado rapidamente pela manipulação da humanidade através do uso das palavras deturpadas, uso por meios tecnológicos com uma potência e alcance nunca vistos: as big techs e seus poucos donos envenenam o mundo com o ódio. 

As democracias, antes imperfeitas, acabaram de vez por manipulação do comportamento das massas humanas através de palavras que escondem realidades e inventam qualquer mentira que ganha a pauta e agenda o cotidiano das gentes e de suas comunidades, países.

Que importa eu saber um pouco mais hoje como as coisas se dão e estão acontecendo? Sozinho, pouco posso com elas. E se me unisse a outros como eu? Esquece! Sou de esquerda e unidade na esquerda só se for no sentido de "um", "único", "unitário", cada esquerdista com sua verdade absoluta... 

Ao mesmo tempo em que na esquerda é cada um por si com sua "bolhinha" de améns, há uma organização e objetivos claros de tomada de poder mundial por parte de nossos inimigos, o capital unido à extrema-direita, e o nosso inimigo tem mil facetas, mas um alvo claro a combater: nós. E eles têm o capital, e com ele os meios de manipulação através das palavras. 

O filólogo Victor Klemperer estudou, registrou e nos legou o que foi o nazismo através da manipulação do povo alemão pela linguagem, a "LTI: a linguagem do 3° Reich". Estamos vivendo o mesmo processo na linguagem que nos faz humanos, mas agora em escala global, através das big techs, que a utilizam para manipular os sentimentos e afetos de bilhões de pessoas, com intuito claro de alterar e influenciar o comportamento delas.

E me pergunto de novo? Que diferença faz eu saber um pouco sobre isso? Todas as pessoas ao nosso redor estão no mesmo processo em andamento... filhos, familiares, amigos, conhecidos. Foi assim que a LTI levou o mundo ao domínio do nazifascismo dos anos vinte aos anos quarenta um século atrás. Só uma guerra com dezenas de milhões de pessoas mortas interrompeu a linguagem do ódio e da supremacia nazifascista. 

E agora, o mundo conseguirá interromper esse processo?


William Mendes

(Uma unidade humana)

segunda-feira, 31 de março de 2025

Poema 22: Que crime? Golpe de Estado?


QUE CRIME? GOLPE DE ESTADO?


Tentativa violenta de Golpe de Estado?

Planejar matar o presidente e o vice eleitos?

Planejar matar ministro do Supremo?

"Mas isso é crime? Foi realizado?"


Falsificar cartão de vacinas para entrar em um país?

Vender joias presenteadas ao país e embolsar o dinheiro?

Pintar um clima entre um velho e uma criança?

"Desde quando é crime não tomar vacina?"


Desrespeitar leis ambientais com jet ski no caso da baleia?

Mentir de forma contumaz sendo autoridade pública?

Praticar crime de racismo com provas gravadas?

"Mentir todo mundo menti, isso é crime?"


Desviar recursos públicos ficando com salários de assessores?

Desrespeitar as leis de trânsito e não usar capacete?

Sugerir metralhar cidadãos de certo partido político?

"Ué, então todo mundo é criminoso, não uso capacete."


Que crime? Por que criminoso?


Aos poucos a mídia da casa-grande,

a elite rentista da Faria Lima,

os exércitos de privilegiados,

as instâncias do sistema judicial,

todos, vão atuando no caso Bolsonaro.

Normalizando tudo. 


A estratégia é tirar os crimes materiais do imaginário popular,

do tipo roubar, ser ladrão, fraudar...

e sobrar crimes abstratos do tipo "Golpe de Estado",

ser "sincerão" e dizer o que pensa

de pretos, mulheres, gays, "comunistas"...


Enfim, ficaria feliz de ver

Bolsonaro na cadeia

por tudo que fez.


Não acredito nisso, 

aqui é o Brasil ("porra!").


William 

31/03/25

(61 anos de impunidade)


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Leitura de poesia (46) - No meio do caminho, Drummond



NO MEIO DO CAMINHO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


Do livro Alguma poesia, de 1930.

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COMENTÁRIO:

Não sou determinista. Acredito no poder da educação, que, se efetiva, pode mudar as pessoas, que, educadas, podem mudar a realidade do mundo.

Paulo Freire diz em Pedagogia da Autonomia que só se educa gente.

Mas... são tantas pedras no caminho!

Os fascistas estão em ascensão. Fascistas são contra Educação e Cultura. A mentira é a base da propaganda do nazismo e do fascismo. 

São as pedras no caminho.  

Aqueles que não são fascistas não se entendem. Progressistas e esquerdistas parecem incapazes de se unirem para combater a ascensão do nazifascismo atual.

São as pedras no caminho. 

Pensando nas mentiras que se impõem, na força repressora dos capitalistas que se impõe, nos ideólogos dos poderosos que se impõem, pensei nas pedras no caminho, de Drummond. 

William 


ANDRADE, Carlos Drummond. Nova reunião: 23 livros de poesia - volume 1. 3ª edição - Rio de Janeiro: BestBolso, 2010.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Terça-feira, 19 de novembro de 2024.


Opinião


Pra quem conhece história, o Brasil não tem surpresa alguma!

Fosse o Brasil um país sério, os mandados de prisão emitidos hoje seriam para os verdadeiros criminosos e não para os seus lacaios, segundos, terceiros, laranjas etc. 

Tramaram a morte do Presidente da República eleito em 2022, seu vice e um ministro da Suprema Corte e os que tramaram seguem há dois anos de boa, fazendo política e viajando por aí. E tirando sarro da nossa cara.

Eu tenho uma teoria faz um tempo, e a cada dia mais claro fica para mim: as autoridades brasileiras, mancomunadas com a casa-grande desde sempre, não querem prender Bolsonaro e deve ser por medo ou covardia, ou os dois sentimentos juntos.

Vão se acumulando provas, mais provas, mais provas, e o tempo vai passando, passando, passando... por muito menos, prenderam figuras históricas da vida política do país. Em pouquíssimo tempo, atropelando normas e regras, prenderam políticos inocentados depois.

As autoridades brasileiras são covardes, são parciais, são incompetentes, se sua ineficácia não for proposital. Uso "autoridades" como denominação para juntar um monte de gente e instituições da vida nacional que deveriam funcionar de forma isonômica para todas e todos, como prevê a Lei maior, a tal Constituição Federal.

Minha teoria é que por medo ou por covardia, talvez para não mexer muito na casa-grande, onde se juntam os "parças" da elite corrupta do país, querem que os bolsonaros e sua matilha fujam do país, peçam asilo etc. Passaporte não é necessário quando se vai fugir. Sempre há esgotos por onde sair.

Enfim, eu avalio que nós dos segmentos da sociedade que não compartilhamos dos ideais e das ideias da burguesia brasileira, a mais ignorante e corrupta do planeta, temos nossa parcela de culpa por tudo que acontece no país.

A esquerda brasileira - vamos considerar assim - poderia se unir em defesa de pautas comuns, coletivas, e deixar um pouco de lado as vaidades e personalismos de suas lideranças, burocratizadas em sua maioria.

Nosso governo e nossa esquerda mais "organizada" não andam inspirando muito a gente para seguir nas lutas pelo mundo que defendemos, falo de quem tem mandato e representação, tirando raras exceções, raras.

Eu reconheço minha mediocridade, minha condição mediana, meu papel de mais um tijolinho na luta da esquerda nas últimas décadas. Minha formação política começou com os bancários da CUT, inclusive. Tenho muito que estudar e aprender ainda.

No entanto, sei de minha contribuição como tijolinho na construção das lutas nas quais participei nas últimas décadas. Por isso escrevo e opino em meus blogs.

Vendo o cotidiano do Brasil em novembro de 2024 não me surpreendo com muita coisa. Isso não é uma coisa boa. Não é. 

Não vamos mudar o Brasil fazendo as mesmas coisas que fazíamos antes. Até estaríamos melhor, se pelo menos fizéssemos base como antes. Nem isso!

As "conciliações" com os adversários de classe acabaram. Agora são inimigos de classe, são fascistas, e eles matam... e parte de nossas lideranças quer fazer "acordos" com os fascistas que querem nos eliminar...

Nem sei mais o que quero ou não quero em relação à política dos grupos nos quais me politizei. Minha formação me ensinou a importância dos partidos e dos sindicatos. 

Se hoje eles se burocratizaram, eu também não vejo muita esperança em voluntarismos episódicos: são bonitos, mas não resolvem.

Tô sem pertencimento algum. Que foda!

William


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

68 de 100 dias



68. Cuba e Venezuela, cada país e povo, do seu jeito, hoje representam alternativas reais e não teóricas ao modelo de Estado imposto pelo imperialismo norte-americano, que é uma plutocracia na qual o capital governa e o povo não manda nada.

Cuba era assim até os anos cinquenta com o regime ditatorial de Fulgencio Batista, assassino e corrupto bancado pelos Estados Unidos. A Venezuela também era uma plutocracia até o início da Revolução Bolivariana, com Hugo Chávez. 

Nos dois países, a miséria atingia a quase totalidade do povo antes da Revolução Cubana e do chavismo.

Com as revoluções cubana e bolivariana, os Estados Unidos decidiram impor bloqueios econômicos aos dois países com o objetivo de causar miséria, desespero e revolta às suas populações para que elas culpem o governo pelo que estão sofrendo.

Entenderam o resumo simplificado do que se passa neste momento em Cuba e na Venezuela? Neste momento e desde muito tempo!

Como humanista, pessoa de esquerda e socialista, jamais poderia ter dúvidas em me posicionar a favor do governo revolucionário cubano ou chavista em qualquer processo imperialista para desestabilizar e interromper os processos autóctones de autonomia desses dois povos em relação a qualquer grupo que represente o outro lado, o imperialista, o neoliberal, o capitalista. 

Jamais! Neste momento no/do mundo estou com Díaz-Canel e os cubanos e com Nicolás Maduro e o povo venezuelano. 

A extrema-direita não tem a maioria neste momento nem em Cuba nem na Venezuela e por isso se utiliza das ferramentas do nazifascismo com suas máquinas de manipulação de massas e com golpes sórdidos de toda ordem.

Viva Cuba! Viva a Venezuela! Viva a Revolução Cubana! Viva a Revolução Bolivariana!

Há que se ter lado, e o meu jamais será o do imperialismo do velho "Ocidente", os EUA e a Europa.

William Mendes 


domingo, 28 de julho de 2024

Leitura: Gen Pés Descalços (9) - Keiji Nakazawa



Refeição Cultural 

Gen Pés Descalços 

Volume 9


Retomei a leitura de Gen Pés Descalços, estou no penúltimo volume da obra de Keiji Nakazawa.

O volume começa com Gen Nakaoka se despedindo de seu irmão mais velho Kouji, que foi viver sua vida com Hiroko.

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INJUSTIÇA 

Logo de cara, no dia seguinte à despedida do irmão, os leitores já sofrem junto com Gen pela luta inglória dele e de Ryuta contra a prefeitura de Hiroshima, que decidiu desapropriar sua casa para fazer uma obra pública. 

É muita injustiça!

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DOR E CICATRIZ PARA LEMBRAR DE LUTAR CONTRA AS INJUSTIÇAS 

Gen acaba se ferindo na mão para marcar para sempre aquele momento de derrota para o Estado, ele vai sempre lutar contra injustiças praticadas por autoridades. (p. 34/35)

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NATSUE CONSEGUE SUA URNA MORTUÁRIA TODA ESTILIZADA COM AS IMAGENS DOS AMIGOS 

Um dos arcos deste volume do mangá que me deixou abalado foi sobre a personagem Natsue, criança vítima da bomba atômica. 

Os acontecimentos, a postura do personagem Gen e o desfecho mexem com os leitores. Fiquei passado com essa parte.

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A ARTE NÃO TEM FRONTEIRAS

E não é que é verdade? Olha eu aqui lendo Gen Pés Descalços!

Gen Nakaoka ouviu esse conceito inspirador de um velho artista - Seiga Amano - ao doar a ele as tintas que tinha consigo. (p. 138/139)

Gen decidiu que também seria artista e pintor depois desse diálogo.

Ele: "Talvez eu me torne pintor também" e completa: "Porque gosto de desenhar".

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GEN APRENDE A DESENHAR E PINTAR 

No arco seguinte, a violência é extremada novamente. Só o que vemos são pessoas maltratando Gen e seus amigos. 

Para resolver um problema, Gen aprende a desenhar e pintar com o senhor Seiga Amano.

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UM POVO EMBRUTECIDO PELO FASCISMO E PELA GUERRA 

O último arco deste volume nos põe a pensar sobre as consequências da cultura do militarismo, da falta de humanismo e da miséria causada por governos plutocratas.

Gen sofre sério risco por causa da inveja de outra pessoa. Ao invés de outro rapaz que trabalha com desenho e pintura tentar melhorar suas habilidades, ele acaba sofrendo por ver a evolução de Gen.

O rapaz é também uma vítima da guerra, os leitores veem isso no arco.

As reflexões estão ali para quem quiser refletir.

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COMENTÁRIO FINAL

Ganhei a coleção Gen Pés Descalços, com dez volumes, de meu filho. Foi uma longa jornada de leitura. Me surpreendi com a história e a cultura contidas neste clássico HQ japonês.

Vamos agora para o desfecho da história da família pacifista Nakaoka, vítima da guerra e da bomba atômica.

Gen é um personagem que também retrata a história de vida do autor e sua família, Keiji Nakazawa, sobrevivente de Hiroshima em 1945.

Grande aprendizado, grandes reflexões. 

William 


Post Scriptum: a leitura da postagem anterior pode ser feita aqui. O comentário do primeiro volume pode ser lido aqui.