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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Livro: Esconderijos do tempo - Mario Quintana



Refeição Cultural

Dezembro de 2024


"Os poemas


Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti..."


Estou encerrando o ano cultural com a diminuição de minhas lacunas culturais. Consegui ler alguma coisa de grandes autores e autoras dos quais nunca havia lido nada. Nossa capacidade de leitura é sempre aquém do que desejamos, mas é bom conhecer culturas novas.

O poeta Mario Quintana é uma de minhas descobertas neste ano de leituras. Ao decidir ler um pouco de poesia diariamente em dezembro, optei por dar preferência a autores e autoras que ainda não havia lido. Não foi possível fazer isso todos os dias, mas deu certo em conhecer gente nova.

O livro de Quintana é maravilhoso, do início ao fim. É um livro da fase madura do poeta. Agora me falta conhecer suas obras das primeiras fases de sua poética.

Sigamos lendo e conhecendo cultura nova.

William


Livro: Número um - Genésio dos Santos



Refeição Cultural

Dezembro de 2024


"CHOQUE DA CONFRONTAÇÃO

Nestes dias,

o que já se delineava claramente

aos meus olhos

se confirmou:

os que professam

e os professados

são feitos de um mesmo barro

e moldados por um mesmo oleiro,

são queimados em um mesmo forno

e em uma mesma olaria,

se partem com um único choque

e se transformam em areia, em barro moído.

Quando se partem em pedaços,

o mesmo oleiro que antes os moldara

os moldará de novo.


Há que procurar um outro barro

se se pretende um barro forte.

Há que procurar um outro oleiro

se se pretende um jarro de outro molde.

Há que procurar um outro forno

se se pretende um jarro resistente.

Há que procurar uma outra olaria

se se pretende um jarro diferente.


Há que romper

com o antigo barro

com o antigo oleiro

com o antigo forno

com a antiga olaria.


Há que começar,

de novo."


Reli o livro de poesia do amigo e companheiro Genésio dos Santos. Trabalhamos no Banco do Brasil e militamos juntos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Genésio foi uma grande referência em minha formação política. Militamos na Articulação Sindical na época em que era permitido ter opiniões próprias e divergir até alcançar o "consenso progressivo".

O autor do livro "Número um" é uma dessas pessoas que vale a pena sentar-se para conversar e jogar conversa fora, uma grande figura. Além de ser poeta, o amigo é conhecedor de outras áreas do conhecimento humano. Aprendi muito com ele.

Uma das habilidades que desenvolvi após me tornar representante sindical de milhares de colegas bancários foi a prática de escutar e escrever. Poderia dizer que um pouco dessa longa jornada de produção textual nos blogs que desenvolvo há duas décadas teve um pouco do incentivo do Genésio.

Quando comecei o trabalho de base no Sindicato, Genésio sempre dizia a mim e aos outros companheiros que a gente deveria sempre relatar o trabalho de base, o contato com os trabalhadores nas agências e departamentos. Eu acabei pegando gosto em fazer isso. 

Pouco tempo depois de virar sindicalista, criei o primeiro blog e passei a escrever sobre o mundo do trabalho. Com o tempo, passei a ter uma agenda pública e durante mais de uma década de representação qualquer pessoa de qualquer lugar do país poderia saber o que eu fazia, onde estava, o que pensava e defendia.

Anos depois, quando montaram um lawfare contra mim no mandato que exercia numa autogestão em saúde, lawfare para destruir minha história e reputação, a maior defesa que tive para desfazer todas as mentiras inventadas através de carta anônima foram meus blogs. Os advogados disseram que nunca viram uma agenda tão pública de um dirigente quanto a minha.

Voltando às poesias do Genésio, o poeta tem uma facilidade enorme com as palavras, ritmos, rimas e todas as técnicas sofisticadas dos grandes autores.

Genésio mantem um blog de poesia extraordinário! A disciplina dele em postar todos os dias um poema de algum autor ou autora do mundo inteiro é impressionante!

Vale a pena a visita à página dele: versoeconversa.blogspot.com

O poema que postei na abertura do texto é para o ano que começa daqui a pouco.

Sigamos no Ano Novo lendo, estudando, compartilhando conhecimento e lutando por um mundo menos ignorante, mais justo e solidário, e sustentável. 

Procuro quem luta pelo fim do capitalismo, não é possível seguir na mesmice. HÁ QUE SE TER CONFRONTAÇÃO!

William


segunda-feira, 2 de setembro de 2024

100 dias de buscas por sentidos



Refeição Cultural - E agora, José?

100. E então passaram-se cem dias desde que defini que refletiria sobre os sentidos e motivações para o meu viver daqui adiante. É verdade que as buscas, reflexões e decisões não são de natureza dramática e definitiva como poderiam ser em outras etapas de minha existência. Sou um retirado (não um retirante).

Aos 55 anos e retirado da condição de venda da força de meu trabalho, como beneficiário de uma caixa de previdência para a qual contribuí por décadas - oportunidade que a Sorte me presenteou por ter sido trabalhador de uma empresa estatal - é mais fácil ter tempo no cotidiano para refletir sobre os sentidos da vida e pensar alternativas de mudanças para tentar encontrar alguma satisfação que me sirva de utopia ao acordar diariamente.

O que faço de minha vida? O que deixo para trás e não busco mais em minha vida? É possível ou viável esses tipos de perguntas neste momento de minha vida? Que potência ou controle tenho eu ou temos nós, reles mortais, para definir o que fazer e o que não fazer neste mundo mundo vasto mundo drummondiano, sem soluções e sequer rimas?

Fosse eu um palestino levando minha dura e escassa vida como colonizado em minha própria terra, a Palestina da Faixa de Gaza, no mês de setembro de 2023, e estivesse escrevendo este texto e definindo coisas a fazer e não fazer mais em minha vida... e dias depois meu mundo teria acabado sob bombas e escombros e fome e sede e sangue e morte... imaginem vocês como chega a ser ousado ou arrogante nos dias atuais ficar elucubrando coisas a fazer e não fazer na vida! (talvez devesse ser mais humilde e deixar essas buscas de lado)

Algumas pessoas podem pensar que coisas ruins só acontecem com os outros, com os palestinos, com os haitianos, com os russos e com os ucranianos, com os libaneses, com povos de países africanos ou asiáticos... muitas pessoas não associam causas e consequências da disputa global por hegemonia. Pouca gente acha possível os bárbaros do império do norte virarem suas máquinas de guerra e tomada de poder sobre a terra dos outros para o nosso lado. Pouca gente. 

Fosse eu outro tipo de animal mamífero, qualquer deles, quadrúpede ou bípede, com ou sem rabo, com ou sem polegar opositor, e não teria a necessidade de utopias, da criação de abstrações para dar sentidos ao viver... assim somos nós seres humanos. Chamados seres da razão, mas totalmente das paixões.

Fosse eu outro tipo de animal mamífero, desses que se podem adestrar, inclusive da espécie de humanos que não pensam, que foram completamente capturados por algum desses manipuladores dos desejos e das ações de suas marionetes, e nem estaria aqui pensando essas coisas da política de imperialismo, colonialismo, neoliberalismo etc.

Para com essa elucubração política sem rumo certo.

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E agora, José? 

Amanhã não vou treinar para a maratona x ou y... não vai rolar mais uma maratona na minha vida. A vida me pregou uma peça...

Não vou comprar uma moto Harley-Davidson como sonhei por muito tempo na vida. Foi sonho de juventude. (tive uma sete galo... foi do caralho!)

Sinceramente, não vejo mais sentido em fazer o Caminho de Santiago de Compostela. Nem conhecer Machu Picchu vou mais. Não careço disso.

Pensei décadas atrás em ser professor, educador, coisa do tipo. Entrei numa faculdade de Educação Física e não tive dinheiro para concluir. Tentei uma universidade pública, entrei na USP... As veredas da vida conspiraram para eu ser sindicalista e não ser professor saído da FFLCH. (estudei tanto a história do movimento dos trabalhadores que poderia ter sido formador após anos de militância... deu ruim, fui cancelado pelo meu Sindicato)

(...) fôlego

Acho que não vai rolar me tornar uma pessoa mais de esquerda do que fui nesses trinta anos, não vou me tornar um revolucionário agora com esse corpo de merda que me sobrou. (aliás, sempre olho ao meu redor e tenho claro que sou um desses esquerda caviar fru fru como usa ser a matriz de onde vim)

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Tá, mas e o que vou fazer?

Ainda tem os clássicos, a literatura que tanto quis ler e nunca dava porque estava sempre trabalhando e cansado e com sono e com outras prioridades vitais e com barulho e sem condições de concentração nas mais de quinze casas que vivi etc etc. Tem a literatura ainda...

(E eu que descobri na vida real que até para ler é preciso ter algum preparo físico, ou físico, para conseguir ler e estudar horas a fio...)

A literatura é uma coisa a se pensar... ainda tenho pilhas de livros físicos para ler.

Tenho que trabalhar o tratamento e guarda de meus mais de cinco mil textos e postagens de quase duas décadas de blogs com conteúdos culturais e políticos. A maior parte ainda está nas "nuvens" dos nossos inimigos de classe e de concepção de mundo.

E ainda tenho uma coisa meio da natureza humana de certa parte dos humanos... um desejo de escrever e refletir e registrar coisas.

E tenho que cuidar das pessoas que amamos.

Acho que é mais ou menos isso. 

(da política, quero ajudar como puder a eleger a Luna Zarattini e o Guilherme Boulos. Depois disso, preciso tirar a política de mim assim como me tiraram da política)

William


quinta-feira, 29 de agosto de 2024

96 de 100 dias



96. Nossa panfletagem de hoje foi bem interessante. Conversamos com a população na região próxima ao Metrô Vila Sônia, Zona Oeste de São Paulo. 

Além da liderança de nosso presidente do Diretório Zonal do PT do Butantã, Daniel Kenzo, contamos com a inspiração do grande companheiro Genoino, guerreiro do povo brasileiro.

A recepção ao material de nossa candidata a vereadora, Luna Zarattini 13131, tem sido boa. Quando é possível conversar um pouco, pois em geral as pessoas estão na correria, apresento o trabalho de Luna na Câmara de São Paulo nesse ano e meio de mandato.

É legal o contato com o povo nas ruas. Algumas pessoas declaram voto em Boulos e na Luna e outras dizem que vão pensar a respeito.

Tive a felicidade de encontrar o Thiago, filho de meu primo, garoto que vi crescer. Foi bem legal!

Também conversei com um tempão com o jovem Guilherme, estudante que está terminando o curso de TI. Rapaz de esquerda e com um papo bem legal.

Por fim, uma senhora me disse que foi professora da Luna e declarou que vota nela.

É isso. Vamos seguir de todas as maneiras possíveis, dialogando com a população para mudarmos São Paulo, elegendo Guilherme Boulos e Marta Suplicy e uma bancada com muitas pessoas progressistas na Câmara Municipal. 

Peço voto e apoio para Luna Zarattini 13131. Conheço o trabalho dela, um trabalho aguerrido e militante e com firmeza ideológica.

William Mendes


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

95 de 100 dias


Dois bancários de muitas lutas no currículo. 


95. Almocei com o amigo Élcio, comemos uma tradicional feijoada paulista nesta quarta-feira fria.

Hoje é um dia especial para a classe trabalhadora brasileira, dia de aniversário de 41 anos da criação de nossa Central Única das e dos Trabalhadores (CUT). A nossa Central é estratégica para as nossas causas do mundo do trabalho. Desejo vida longa e combativa a CUT.

Hoje também é um dia especial para a nossa categoria profissional, 28 de agosto é dias das bancárias e bancários. Fiz parte de décadas de lutas da categoria, primeiro no Unibanco e depois no Banco do Brasil. 


Ao longo de duas décadas, representei dezenas de milhares de colegas da ativa e aposentados do BB em mandatos eletivos. O que sou como pessoa e cidadão é fruto dessa história de lutas.

Dos 101 anos de existência de nosso Sindicato e dos 41 anos de história de nossa Central, podem me incluir em três décadas das lutas e conquistas (e derrotas) que o movimento sindical lida no dia a dia de busca por mais direitos no mundo do trabalho e na sociedade como um todo.

FENABAN E BANCÁRIOS 

E por falar em lutas por direitos, a categoria bancária está em negociações com banqueiros e governo pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e aditivos por bancos e até hoje o patronato que mais ganhou dinheiro no Brasil não apresentou proposta com índices e direitos que permitam apreciação da categoria em assembleias. 

É isso! Parabéns às bancárias e bancários e à nossa CUT!

William Mendes 

Em São Paulo, peço voto e apoio a Luna Zarattini 13131 e Boulos 50


terça-feira, 27 de agosto de 2024

94 de 100 dias



94. Hoje foi um dia no qual acordei pensando a vida. A duração da vida. O sentido da vida. Coisa de filosofadas, pois pouca gente pensa a respeito de sentidos para a vida. A maioria, penso eu, só vive. E morre. Eu sempre fui meio esquisito. Me lembro de ficar pensando sobre a vida e a morte desde quando tinha pouco mais de dez anos de idade. Viver, morrer, dormir... vocês se lembram do personagem Hamlet filosofando se vivia ou morria?

A vida é um instante. Morreu faz poucas horas um jovem jogador de futebol do Uruguai. Passou mal em campo jogando contra o São Paulo dias atrás. Me lembrei da morte do Serginho do São Caetano, vinte anos atrás. Eu estava vendo aquele jogo quando ele caiu na área, ao lado de Ceni, e faleceu minutos depois. 

Registro aqui minhas condolências à família e aos amigos do jovem jogador Juan Izquierdo.  

A vida é um instante. Ainda hoje escrevi sobre isso numa reflexão que fiz pela manhã (ler aqui). A gente pode dormir e não acordar. Pode dormir e se pegar preso dentro de um corpo que não responda mais aos nossos comandos. 

A gente pode estar aqui escrevendo e ter um acidente vascular e nosso eu (o cérebro) já não ser mais o que era. E hoje em dia as máquinas mantêm um corpo vivendo um tempão enquanto tem capitalista faturando com isso.

O pior são as perspectivas... as perspectivas. 

Se pensar nas estatísticas, que servem para algumas coisas como, por exemplo, fazer cálculos gerais, eu tenho uma longa vida pela frente. Looonga vida! No entanto, no fundo no fundo as estatísticas não servem pra nada para a pessoa vítima de alguma coisa. De que vale você ser uma vítima de algo cuja estatística era de 1% de chances de acontecer?

Se considerar o grupo social ao qual pertenço, estou feito na vida. Os números estatísticos da população da qual faço parte - membro da comunidade de funcionários do Banco do Brasil, que participa de Cassi e Previ -, os números apontam que eu terei umas boas dezenas de anos pela frente... posso planejar conquistar o mundo ainda (risos).

Se pensar as perspectivas do mundo no qual eu e vocês vivemos, as coisas estão um pouco complicadas. Fico pensando o mundo num hipotético ano de 2049, eu lá com oitenta anos... o capitalismo não tendo sido superado até lá... os capitalistas no poder fodendo geral... a natureza destroçada diariamente no nível que foi hoje e ontem e anteontem... imaginem vocês!

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Última semana para encontrar o que procurei nessa quase centena de dias: um sentido e mudanças em minha existência. Não vai rolar nada de definição? Nada?

Bom, pelo menos na política e na vida cotidiana da maior cidade do país, São Paulo, peço aos amigos e amigas leitoras que deem uma chance para a mudança e conversem muito sobre a importância de elegermos Guilherme Boulos 50, prefeito, e a jovem Luna Zarattini 13131, vereadora de São Paulo. Eu indico e apoio Luna porque conheço o trabalho dela. Eu avalizo o mandato que ela vem fazendo nesse pouco mais de ano e meio de atuação.

William Mendes

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

93 de 100 dias



DIPLOMAÇÃO DA RESISTÊNCIA

93. Estive hoje em nossa Universidade de São Paulo, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), para uma reparação histórica, a Diplomação da Resistência a 15 jovens estudantes que foram vítimas da ditadura brasileira, a diplomação é um projeto de iniciativa do mandato da vereadora Luna Zarattini (PT), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, em parceria com a USP, em especial com a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento e o IGc-USP).

Foi uma data histórica e necessária a Diplomação das jovens mulheres e homens que lutaram pela liberdade de todos nós e não puderam concluir suas graduações por causa da violência da ditadura civil-militar que se instalou no Brasil a partir de 1964. A iniciativa é um resgate da trajetória desses estudantes e contribui para a manutenção da memória coletiva de todos nós.

Linhas de Sampa,
sempre presente!

O evento foi muito emotivo! Como um cidadão paulistano formado pela FFLCH-USP e militante do movimento estudantil e sindical senti fortes emoções durante a cerimônia de reparação histórica e diplomação das guerreiras e guerreiros que lutaram por todos nós. A reparação e o resgate histórico demoraram décadas, mas foi uma homenagem importante aos familiares e amig@s das e dos estudantes.

Conforme informação do site da Universidade (publicação de 12/8/24):

"A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo, a Diplomação da Resistência, que busca homenagear ao todo 31 estudantes da USP e é fruto de uma parceria entre a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), Pró-Reitoria de Graduação (PRG), Gabinete da vereadora e ex-aluna da USP Luna Zarattini e o coletivo de estudantes Vermelhecer. 'Essa homenagem concedida aos ex-estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que foi substituída pela atual FFLCH, tem uma importância simbólica imensa', destaca Paulo Martins, professor e diretor da FFLCH."

Diplomação

Alexandre Vannucchi Leme, Instituto de Geociências (IGc) (dez/2023)
Ronaldo Queiroz, Instituto de Geociências (IGc) (dez/2023)

e hoje:

Antonio Benetazzo, Filosofia
Carlos Eduardo Pires Fleury, Filosofia
Catarina Helena Abi-Eçab, Filosofia
Fernando Borges de Paula Ferreira, Ciências Sociais
Francisco José de Oliveira, Ciências Sociais
Helenira Resende de Souza Nazareth, Letras
Ísis Dias de Oliveira, Ciências Sociais
Jane Vanini, Ciências Sociais
João Antônio Santos Abi-Eçab, Filosofia
Luiz Eduardo da Rocha Merlino, História
Maria Regina Marcondes Pinto, Ciências Sociais
Ruy Carlos Vieira Berbert, Letras
Sérgio Roberto Corrêa, Ciências Sociais
Suely Yumiko Kanayama, Letras
Tito de Alencar Lima, Ciências Sociais
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Como aluno da FFLCH e militante das causas populares, deixo aqui a minha gratidão a cada pessoa que participou dessa luta histórica. Deixo meu agradecimento especial para a companheira Luna Zarattini, que honra a memória de seu avô e todas as lideranças que lutaram pela nossa democracia e liberdade.

William Mendes


Fonte das informações: site da USP e página do mandato de Luna Zarattini

sábado, 24 de agosto de 2024

91 de 100 dias



ELEIÇÕES MUNICIPAIS 

91. Neste sábado, estivemos na Plenária de lançamento da campanha de nossa vereadora Luna Zarattini. 


A plenária foi aqui no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. Na Avenida Presidente Altino, pertinho de onde moramos.


Eu venho acompanhando o mandato da jovem vereadora Luna Zarattini, do Partido dos Trabalhadores. Ela é espetacular!


Tenho visto o apoio de Luna a todas as comunidades aqui da região. 

Ela esteve sempre presente nas reuniões na Cohab Raposo Tavares, na São Remo, no João XXIII, dentre outras comunidades onde realizamos reuniões nos últimos anos. 


Luna nos representa e vamos trabalhar para elegê-la vereadora de São Paulo. 

Peço voto e apoio a Luna Zarattini 13131, com Boulos prefeito de São Paulo. 

William Mendes 


sexta-feira, 23 de agosto de 2024

90 de 100 dias



ELEIÇÕES MUNICIPAIS 

Opinião

90. Ouvi nesta semana algumas avaliações políticas que me deixaram pensativo. Desde que me politizei com os bancários da CUT, passei a manter a mente aberta às argumentações das pessoas. Estar aberto a ideias diferentes das minhas quer dizer aceitar a possibilidade de ser convencido a mudar de opinião e incorporar a proposição do outro.

Ao ouvir o jurista Pedro Serrano desenvolver suas opiniões sobre mais ou menos interferência do poder judiciário na política, enquanto princípio, concordei com ele. Ele acha que sujeitos como esses bolsonaristas extremistas deveriam ser derrotados na política, nas ruas. 

Ele respondia a jornalistas sobre aquele desqualificado que está disputando as eleições paulistanas e que comete barbaridades o tempo inteiro como ato estratégico de campanha para capturar a atenção das pessoas pelo grotesco e bizarro.

O "coach" vem crescendo nas pesquisas com seu jeito criminoso de fazer campanha. Pelo que se sabe até agora, pela imprensa progressista, o cara não poderia seguir candidato pelas ilegalidades que já cometeu. Vamos ver o que vai dar. 

Mas, enquanto princípio, concordo com Pedro Serrano que a esquerda e os movimentos populares deveriam apostar mais nas ruas e não no poder da justiça burguesa, que é conservadora e reacionária. Mudanças sociais só se darão pela participação popular, pela pressão das ruas. E a esquerda, está chamando o povo para as ruas?

Aliás, multipliquem esse caso de destaque, o "coach" que indicava vítimas para serem roubadas - candidatura com visibilidade grande por se tratar da gigante cidade de São Paulo - por centenas de casos semelhantes Brasil afora. Como parar isso? Como chamar isso de "democracia"? 

Já se demonstram nas notícias os esquemas de abuso de poder econômico na candidatura do cara. Democracia ou plutocracia? Onde está a igualdade de condições?

A esquerda deveria estar politizando os trabalhadores, explicando e pautando, defendendo que eleições não podem ter nenhum recurso financeiro e econômico além do conhecimento que as pessoas tenham em suas comunidades por alguma referência que elas sejam. Se tiver financiamento, que seja 100% público e isonômico a todas as candidaturas. (e com suspensão das plataformas digitais no período eleitoral: 99% dos que se destacam é pelo poder do dinheiro)

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A "ESQUERDA" DEVE VOLTAR A SER DE ESQUERDA 

Nosso campo político está burocratizado, perdeu a referência histórica de nosso papel em relação ao mundo que queremos, que defendemos, um mundo socialista ou comunista. Sem recuperar nossa postura, nada de relevante vai mudar na sociedade humana. 

Se nosso campo seguir defendendo o capitalismo, o neoliberalismo, a balela de "humanizar" o capitalismo!, as instituições do Estado capitalista e neoliberal, o povo que está se ferrando com o capitalismo e o neoliberalismo não voltará a dar atenção para nós que nos denominamos de "esquerda". Esquerda defendendo o "sistema"? Acordem! Temos que ser antissistema!

Isso está claro no mundo todo. 

Eu quero o fim do capitalismo e do neoliberalismo. Mas quem quer isso hoje no nosso campo da "esquerda"?

Se quer, por que não fala e defende isso abertamente?

Na luta contra o imperialismo estadunidense, estou com Cuba, com o chavismo, estou com os palestinos! Caramba, isso é básico pra alguém de esquerda!

Assim como esses três exemplos acima, muitos outros não deveriam dividir a "esquerda" nessa quadra da história! O direito ao aborto, políticas de cotas, ser antirracista e anticolonialista etc.

É isso! Estamos em período eleitoral. Em São Paulo, precisamos eleger dezenas de vereadoras e vereadores de esquerda. E Boulos prefeito! O mesmo em todas as cidades brasileiras, companheirada!

Peço voto e apoio a Luna Zarattini 13131.

William Mendes 


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

86 de 100 dias



86. Nesta segunda-feira li a 2ª parte do romance Fahrenheit 451. A leitura me inspirou a fazer um texto político sobre as eleições municipais e a questão da dificuldade de se exercer a democracia em sistemas hegemonizados pelos capitalistas. Abordei a questão do poder do dinheiro prevalecer num mundo dominado por quem domina a atenção das pessoas através da internet e das redes sociais das big techs. Ler o texto aqui.

À tarde, saí para pedalar com o intuito de melhorar a minha estrutura de locomoção, meu quadril desgastado. Tenho que ter disciplina para me exercitar. Posso até não melhorar meu condicionamento, mas o que não posso é não ter tentado melhorar.

É isso. 

William 


domingo, 18 de agosto de 2024

85 de 100 dias



SEM OS BOMBEIROS DE FAHRENHEIT 451, REFLETI

Opinião

85. Domingão. Calor em Osasco. Pela manhã, li Fahrenheit 451. No romance de Ray Bradbury os bombeiros são os guardiães da paz na sociedade incendiando qualquer livro que alguém ouse ter em casa. Não se tolera o pensamento e a reflexão. Não pense! (A distopia dos anos cinquenta, por formas diversas, quase se tornou a realidade neste mundo que habito aos 55 anos.)

Como estava com a energia vital fraca, precisei cochilar no sofá. Não fui nem na plenária organizativa do Partido na Praça Elis Regina, nem no aniversário de uma companheira sindicalista muito querida. Sem energia, como disse.

O especialista de quadril que fui me sugeriu fortalecimento das estruturas musculares da região. Depois de uma vida sem ter as dores como ocupação de minhas atenções, agora perco meu tempo me lembrando que meu corpo está degenerando. Humildade eu acho que tenho. Reconheço que sou natureza, que sou resultado do percurso de minha existência. Quando olho minha vida de forma consciente, sei que fui muito além do que supus algum dia ir. O acaso foi generoso comigo. Então, no fim da tarde, vendo da modesta academia do condomínio o pôr do sol que ilustra a postagem, estava eu me esforçando com determinação e humildade para seguir as recomendações do especialista de quadril e fazendo uma série de exercícios... ou seja, eu tenho uma disciplina que até eu me surpreendo às vezes. Troquei o prazer do cochilo no sofá pelo esforço físico sem prazer algum. Fiz 55' de musculação, com dores e tudo. Fiz minha parte na porra da luta pela vida.

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Chamem os bombeiros de Fahrenheit 451... estou aqui sem estar feliz... ocupado com pensamentos e reflexões sobre o mundo e a existência... 

Incinerem tudo... fogo!

O que faço desse dia-noite? O que faço dessas horas do dia que vem aí? A tendência é acordar para um novo dia, com ou sem dores físicas ou da alma (a persona do cérebro do animal que sou). O que faço para mim mesmo?

O que faço na semana, nos dias seguintes, em um mundo no qual os sionistas seguem executando civis palestinos, um filho da puta de Alagoas segue roubando o orçamento público do país e é imparável, e o canalha que colocaram no poder em 2018 segue livre, leve e solto, inimputável, e o cara que poderia denunciá-lo não o faz por haver um acordo por cima - é a impressão que se pode tirar desses quase dois anos em que nada é encaminhado contra o abominável -, então, o que faço? 

Que posso eu fazer com relação a clara intenção da direção da Cassi de expulsar os participantes do plano Cassi Família II, o melhor dos planos para os familiares dos funcionários da ativa e aposentados do BB, ao reajustar as mensalidades em quase 25%, tornando inviável a permanência de milhares de participantes do plano? Que faço? Os sindicatos deveriam defender os interesses dos trabalhadores, mas como apoiadores da direção da Cassi, parecem terem se tornado insensíveis a isso. De certa forma compreendo isso, o foco é a renovação dos acordos e convenção coletiva. Que faço eu que sei sobre essas coisas da Cassi? (Já fiz algo, falando sobre. Mas não vou iniciar cruzada alguma sobre a Cassi, não vou)

Que posso fazer em relação à consciência que adquiri sobre tanta injustiça que assola essa terra onde habito?

E se eu não acordar no próximo amanhecer da Terra? Eu me sensibilizo com pessoas de meu entorno. Me preocupo com elas.

Vejam vocês o que é um ser humano! Vejam vocês! Numa sociedade sem livros, sem reflexões, sem sentimentos, baseada só nos instintos da natureza animal, um animal como eu não teria pensado e registrado essas palavras, o pensamento capturado.

William 

sábado, 17 de agosto de 2024

84 de 100 dias



CASSI

Opinião 

84. Ao olhar minhas contas a pagar na próxima semana, tomei um susto ao ver o reajuste das mensalidades dos planos de saúde da Cassi. É alguma coisa que nem vou adjetivar.

A Cassi é ou deveria ser a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A direção da autogestão em saúde reajustou o plano Cassi Família II, o melhor e mais antigo plano familiar em 23,88%. 

É uma coisa sem sentido. A não ser que a gestão queira que os participantes do plano saiam por inviabilidade de pagamento das mensalidades. Como vou continuar mantendo meus pais no plano com esses aumentos que a direção vem fazendo ano após ano?

Quem acompanha o mercado de saúde sabe como funcionam essas coisas. Os planos fazem seleção de seus clientes através de estratégias para que as pessoas não consigam ficar no plano e percam o acesso. É o que a Cassi dos funcionários do BB está fazendo aumentando as mensalidades desse jeito.

Não sou leigo no tema. Já fui gestor eleito da autogestão e conheço como funcionam os modelos de custeio, de saúde e como funciona o mercado onde a Cassi opera.

A minha indignação é grande! Já faz quase dois anos que nós conseguimos mudar o governo federal, retirando da administração das empresas estatais aqueles sujeitos que vinham destruindo todo o patrimônio público.

Não culpo o nosso presidente Lula por questões do dia a dia das empresas públicas porque sei da dinâmica da política. Imaginem se vou tributar ao nosso presidente questões de corporações como a nossa da comunidade Banco do Brasil. Não seria adequado fazer isso num cenário tão complexo e com uma correlação de forças tão ruim no Congresso.

Mas confesso a minha decepção em relação à direção de nossa Caixa de Assistência no que diz respeito a algumas decisões que poderiam ter sido revertidas após a saída daquele grupo que estava na gestão durante os governos golpistas.

Eu entendo que o Cassi Família (CF II) não precisava e não poderia ser reajustado como estão fazendo. A impressão que dá a quem entende minimamente da Cassi é que querem que os participantes do plano saiam.

É uma coisa sem sentido porque já afirmei e reafirmo que forçar os participantes do CF II a saírem do plano não faz com que a migração se dê para planos piores da própria Cassi como os outros que têm coparticipação, franquia na internação e redes piores.

Francamente. Estou indignado! E decepcionado!

A direção da Cassi e as entidades representativas que apoiam a gestão deveriam ouvir outras pessoas que conhecem a Cassi e que poderiam pensar alternativas para não expulsar os participantes dos planos.

William


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

83 de 100 dias



ELEIÇÕES 2024

83. Hoje foi dia de lançamento das campanhas das candidaturas a vereadoras e vereadores das câmaras legislativas e para as prefeituras de mais de cinco mil e quinhentas cidades brasileiras. Nossa democracia está ameaçada com o avanço dos autoritários e extremistas de direita, por isso temos que lutar por ela.

Será fundamental que estimulemos a participação massiva das pessoas para fortalecer nossa frágil democracia, que na realidade se comporta como uma plutocracia: o dinheiro e os poderosos são os mais propensos a se estabelecerem nas funções públicas do país. Lutemos contra essa injustiça! Cada dia é dia de politizar as pessoas e a classe trabalhadora.

Democracia de verdade é quando os interesses do povo estão no centro das propostas e debates. Direitos humanos básicos como alimentação, moradia, saúde e educação precisam estar no foco das políticas públicas. Atendidos esses direitos básicos, temos que desenvolver políticas de trabalhos dignos e bem remunerados, sistemas de transporte público de qualidade, segurança, cultura e lazer.

Participei com um grupo de companheiras e companheiros de uma panfletagem em estações de metrô da região do Butantã e o diálogo com a população foi bem interessante.

Estou convencido que a melhor candidatura para a prefeitura de São Paulo é a chapa de Guilherme Boulos e Marta Suplicy, são pessoas e partidos que têm como centro de suas preocupações o que descrevi acima como essência da democracia: mais direitos para o povo!

A apresentação para as pessoas da nossa candidata a vereadora, Luna Zarattini 13131, jovem mulher guerreira e incansável na luta por direitos para o povo paulistano, também foi muito bem recebida pela população. Tive diálogos interessantes com as pessoas.

É isso! Campanha na rua!

Cada um de nós - cidadãos conscientes e politizados - deve contribuir da forma que puder para estimular a participação de todas as pessoas no exercício de seu direito de voto. 

Eu me lembrei da última vez que fiz campanha eleitoral quando era funcionário da ativa no Banco do Brasil. As dezenas de reuniões que fazia sempre enaltecia a importância da participação e do voto, mesmo que não fosse em nossas propostas.

Sigamos politizando as pessoas.

William Mendes


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

82 de 100 dias



CREPÚSCULO

82. Se for para ser sincero nesta categoria de postagem, a dos 100 dias, uma categoria pessoal e confessional do blog, e sou sincero, essa é uma característica deste blog, diria que hoje me sinto mal, mal de saúde, com baixa energia vital. Pode ser uma leitura de mundo marcada pelos contextos da realidade. 

Minha baixa energia frente ao mundo neste momento é reflexo de um conjunto de situações: sinto que a saúde de meus pais e irmã está abaixo do ideal, isso me entristece; sinto que a conta do meu percurso existencial está chegando a galope, e passar os dias com dores e cismas de que as perspectivas podem me tolher de levar uma vida normal faz a gente se sentir uma bosta. Dores no quadril, costas, ombros, que merda isso! Dores de cabeça no fim do dia... que ridículo!

Quando optei por contribuir com as campanhas eleitorais de Boulos e Luna Zarattini escrevendo em meus blogs é mais ou menos porque estou inseguro de ficar fazendo campanhas nas ruas: minha energia está ruim. Na última reunião do partido, que fui dias atrás, precisei sair antes do fim e cheguei mal em casa. Que impotência!

Devo estar pagando a conta da última década de representação da categoria bancária. 

Os quatro anos de mandato da Cassi quase me mataram. Poucas pessoas sabem disso. Minha família e dois ou três pessoas próximas. Eu enfrentei o mundo defendendo o que acreditava. 

Não dormi por quatro anos. Batia o escanteio, corria na área pra tentar o gol e corria pro campo de defesa, isso no jogo inteiro. E quando acabava a partida, começava a outra sem intervalo de descanso. Acho que me matei...

Hoje estou assim. Tomará que amanhã não. Não quero mais adiantar o fim como quis num certo tempo em minha existência, décadas atrás. 

William 


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

81 de 100 dias



Opinião: eleições municipais 

81. Por mais que eu avalie que o efeito seja pequeno, sem escala, sem grandeza que interfira em algum resultado, vou falar de eleições municipais nas próximas semanas.

Durante duas décadas eu fui alguém que falava e escrevia com domínio sobre o tema que discorria. Modéstia à parte, fui bom naquilo que me especializei: representar a categoria bancária e autogestão em saúde. 

Poderia ter sido um educador e formador GRATUITO para o movimento sindical. As atuais lideranças da categoria, nem todas imagino, acharam melhor que eu fosse cancelado de suas listas de contato.

Política pequena é assim mesmo. É o que temos, fazer o quê. 

O fato concreto é que vamos começar um período de eleições para as prefeituras e para as câmaras legislativas das cidades brasileiras. 

Há um processo acelerado de fascistização das eleições brasileiras, um processo global com uma organização internacional da extrema-direita unida ao capital. No Brasil, a face dessa organização repugnante e perigosa é o bolsonarismo. 

Nas eleições paulistanas, podemos avaliar facilmente 4 (quatro) candidaturas bolsonaristas à Prefeitura de São Paulo: Nunes, Marçal, Datena e Marina. São taças diferentes do mesmo vinho azedo.

Não posso ficar alheio a isso. Vou ler o programa da candidatura de Guilherme Boulos e falar sobre as propostas da chapa Boulos e Marta Suplicy. 

O mesmo se dará em relação às eleições para a Câmara de Vereadores de São Paulo: estou acompanhando o trabalho e a dedicação da jovem Luna Zarattini, única vereadora do Partido dos Trabalhadores na atual legislatura. Falarei sobre suas propostas também. 

Não sou tão bom nisso como seria se tivessem me aproveitado para falar sobre a Cassi e sobre o movimento sindical, principalmente sobre a categoria bancária e o Banco do Brasil. Mas tudo bem. 

Falarei do jeito simples e honesto com o qual escrevo há duas décadas. 

É isso. 

William Mendes 

terça-feira, 13 de agosto de 2024

80 de 100 dias



80. A efeméride do dia é o aniversário do Comandante em Chefe Fidel Castro. O líder da Revolução Cubana completaria neste dia 13 de agosto 98 anos. Fidel é uma das lideranças mais importantes da história de Nuestra América, juntamente com José Martí. Fidel vive porque seus ideais e seus feitos seguem em nossos corações.

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O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) lançou agora à noite o documentário "Vai pra Cuba, Eduardo!". Uma produção de alta qualidade e que me deixou emocionado. Eduardo Moreira e Juliana Barone, a diretora do documentário, estiveram em diversos lugares nos quais estive nas duas vezes que visitei Cuba. O ICL contou com a assessoria de ninguém menos que Frei Betto, grande conhecedor da Revolução Cubana e amigo do povo cubano.

Fico feliz e orgulhoso de fazer parte do ICL desde o primeiro ano de existência desse projeto de educação e cultura revolucionário. Viva o ICL! Participem e se associem ao instituto porque O CONHECIMENTO LIBERTA!

Até estou pensando em voltar lá no próximo ano. Vamos avaliar as possibilidades. Sou grande apoiador da República Socialista de Cuba e de seu povo rebelde, culto e libertário.

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Brasil vai viver um inferno político

Tenho a impressão de que vai custar caro aos progressistas, democratas e, principalmente, ao campo da esquerda, um hipotético acordo conciliado por cima para não punirem os canalhas do bolsonarismo e a extrema-direita bandida que destruíram o Brasil e os direitos do povo desde o Golpe de Estado em 2016. Vem merda feia por aí...

Agora no fim do dia, manchetes dos meios do grande capital, a imprensa comercial, já anunciam que vão para cima do tal ministro do STF que a esquerda costuma chamar por apelido como se ele fosse um parça tomador de cerveja no boteco.

Acho que vão tentar cassar o ministro da Suprema Corte e depois vão para cima do governo Lula e da esquerda e ou daquilo que costumam chamar de campo progressista, que nem sei mais o que é isso... 

Enfim, vai custar muito caro não ter havido pressão nem do governo Lula nem dos movimentos populares pela condenação e prisão dos bolsonaristas de todas as laias, militares, políticos a começar pelo próprio clã, endinheirados que patrocinaram a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 etc.

É inacreditável a pusilanimidade e frouxidão da parte do país que não compartilhava com a outra parte que apoia e endossa toda a desgraça que Bolsonaro et caterva fizeram por 7 anos de golpe contra a democracia.

Avalio que teremos dias difíceis... e não sei se as pessoas do campo da esquerda com algum tipo de mandato estão ligadas na questão macro do país e mundo, ou se estão focadas somente nas suas bolhas e não para além dos seus pequenos espaços de poder.

Preocupação... O governo Lula - e a parte do país que votou nele ou contra aquilo que estava no poder - não tem o poder real, a força repressiva, o poder econômico, os meios de comunicação, e nem povo mobilizado...

Tomara que eu esteja com a impressão errada e a vida siga meio normal.

William


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

79 de 100 dias


Meu mundo...

79. Voltei de Uberlândia. Cheguei a São Paulo pela tarde. Queria ter chegado a tempo de ir a uma roda de conversa à noite com Frei Betto em homenagem aos seus 80 anos. Não deu tempo. Bom, pelo menos vim no voo lendo a biografia dele, livro que adquiri em Havana, Cuba.

Faltam três semanas desse período de cem dias que iniciei em 26 de maio em busca de sentidos e mudanças para a minha existência atual.

Voltei de Minas Gerais com um fracasso num projeto pessoal: não fiz minha caminhada anual de 80 Km. Não fiz por diversos motivos, avalio. Chegar e encontrar meus pais com a saúde debilitada pesou. Ocupar meu cunhado estando ele com os problemas dele, inclusive de saúde de minha irmã, também. Sentir minha condição do quadril ruim, me deixou pra baixo. Acabei desistindo. Depois, avaliei sem ter estado na estrada que eu estaria ferrado porque não levei roupa adequada para o frio que fez. 

Diria que voltei com mais fracassos da visita aos meus pais. Não tivemos um clima amistoso, meu pai e eu. Depois dos primeiros dias na boa, não aguentei sem falar pra ele sobre o que via o tempo todo na casa. Que clima pouco amistoso da porra! Aff, que difícil as relações humanas hoje!

A parte boa dessa estadia nos meus pais foi ter a oportunidade de passar algumas horas com a pequena filha de minha sobrinha. Interagimos bastante. É muito legal dar atenção a uma criança e ver o desenvolvimento e a inteligência das crianças. 

CRIANÇAS SÃO INTELIGENTES, MÁQUINAS NÃO!

Me lembrei de uma roda de conversa que tivemos com o professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu (ver aqui), explicando porque as "Inteligências Artificiais" (AI ou IA) não são nem inteligentes, nem artificiais. 

O professor nos explicou que essas "Machine Learning" precisam de milhares e milhares de dados sobre algo para criar padrões, são máquinas que fazem cálculos estatísticos. E precisam de muita gente por trás dessas programações. Não são nem inteligentes, nem artificiais.

Uma criança precisa de duas ou três repetições de alguma coisa (dados) para compreender o padrão e então ela já passa a repetir e criar a partir dali, as crianças são inteligentes e só animais podem criar, a inteligência é analógica, não é digital. 

Observem uma criança de dois ou três anos por alguns dias e vocês verão a inteligência e a criatividade em estado puro...

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E agora, José?

É seguir, andando e escolhendo veredas, ou deixando as veredas me escolherem como aconteceu a vida toda.

William


terça-feira, 6 de agosto de 2024

73 de 100 dias


A bomba atômica.

Opinião

73. O dia 6 de agosto é um dia para nunca ser esquecido pela sociedade humana. O dia da infâmia! O dia no qual os Estados Unidos da América lançaram sobre a cidade de Hiroshima, Japão, uma bomba atômica, no ano de 1945, matando imediatamente dezenas de milhares de pessoas e centenas de milhares depois devido às consequências dos efeitos radioativos da bomba. Três dias depois, 9 de agosto, os mesmos EUA lançariam outra bomba atômica sobre Nagasaki. Não podemos esquecer esse ato de lesa-humanidade ao assassinar centenas de milhares de pessoas - crianças, mulheres, idosos, civis, pessoas que não estavam em campos de batalha - para demonstrar o poder de morte de um governo sobre os demais povos em confrontos e guerras.

Terminei recentemente a leitura de um clássico japonês das Histórias em Quadrinhos que me trouxe muitas emoções - Gen Pés Descalços -, de Keiji Nakazawa, um desenhista e criador de mangás (mangaká) cuja história pessoal se confunde com a história do personagem principal, Gen Nakaoka, um garoto de seis anos que sobreviveu à bomba atômica. A leitura das mais de 2000 páginas da obra me proporcionou momentos de muita reflexão, sofrimento e conscientização.


Gen Pés Descalços,
em 10 volumes.

TEREMOS NOVAS BOMBAS E NOVAS GUERRAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA?

O que a humanidade aprendeu com o assassinato de meio milhão de pessoas com os lançamentos das bombas atômicas nos anos quarenta? 

Se pararmos para refletir a partir do cenário mundial neste exato momento, veremos que não aprendemos muita coisa. 

Estamos à beira de uma conflagração de guerras inumeráveis ou de envolvimento de grandes países do mundo em uma guerra polarizando os Estados Unidos e seus vassalos de um lado e seus inimigos escolhidos de outro. Uma espécie de 3ª Guerra Mundial.

A atual guerra na Ucrânia, uma guerra por procuração, provocada segundo muitos analistas de geopolítica internacional pelos movimentos da Otan e pelos Estados Unidos, que desrespeitaram acordos desde os anos noventa e foram convidando e incluindo todos os países vizinhos da Rússia a serem membros da Otan expondo o povo russo a um risco real de ataques a sua soberania.

A guerra de extermínio e expulsão do povo palestino da Faixa de Gaza e da Palestina, promovida pelo governo sionista de Israel, com apoio dos Estados Unidos, guerra que já matou mais de 40 mil palestinos - crianças, mulheres, idosos, civis e pessoas que não estavam em campos de batalha - repete o roteiro das guerras conhecidas pelos historiadores no último século.

A nova tentativa dos Estados Unidos em derrubar o governo da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo, de forma injustificável, ao declarar que a dupla Edmundo González e Maria Corina Machado são vencedores de uma eleição com números criados da cabeça deles, só na base da narrativa inventada, é um passo perigoso na atual conjuntura global. Será que os países do BRICS e aliados vão aceitar essa provocação e ingerência para tomar os poços de petróleo do povo venezuelano na mão grande?

Poderia ficar aqui citando as provocações dos Estados Unidos a diversos países com o intuito de causar um ambiente de conflito global - Irã, China, Rússia etc.

Esses são os tempos...

Lembrem-se do dia 6 de agosto de 1945!

Lembrem-se do dia 9 de agosto de 1945!

Estamos livres e distantes de novas bombas de destruição em massa?

BLOQUEIOS ECONÔMICOS SÃO COMO BOMBAS ATÔMICAS EM RELAÇÃO AOS SEUS EFEITOS SOBRE AS POPULAÇÕES VÍTIMAS

Estamos livres das bombas de destruição em massa chamadas bloqueios econômicos e comerciais, os tais embargos disparados pelos Estados Unidos a hora que querem e ao país que eles acharem que devem disparar essas bombas de destruição econômica que só causam miséria e mortes às populações civis de seus inimigos? 

(vejam o que o povo cubano sofre há décadas com essa bomba norte-americana chamada "bloqueo". Vejam as consequências para o povo venezuelano...)

Lembrem-se do dia 6 de agosto!

E tenhamos consciência do mal que as guerras e as bombas causam às pessoas.

William Mendes


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

72 de 100 dias



72. Nesta segunda-feira pela manhã, enquanto ouvia no programa "Cubanias", nº 155, a excelente entrevista de Lina Noronha ao "youtuber" cubano Gilo Fezzo (ver programa aqui), soube da conquista de mais uma medalha de nossa atleta Rebeca Andrade, agora de ouro. Que legal ver nossas brasileiras e brasileiros estarem competindo porque tiveram oportunidade para isso!

ESPORTE TAMBÉM É POLÍTICA 

Na edição desta semana da revista CartaCapital (n° 1322), há um excelente artigo do senador Jaques Wagner (p. 29) nos informando sobre os números e resultados dos 20 anos de criação do programa Bolsa Atleta pelo presidente Lula (criado em 2004). 

Além do Bolsa Atleta, o senador informa sobre os outros programas e montantes de recursos públicos que beneficiaram (98%) ou beneficiam ainda (87,3%) a quase totalidade dos atletas da delegação brasileira (276) nas Olimpíadas de Paris, França. 

O Brasil ganhou mais medalhas nesses 20 anos de patrocínio do governo federal aos atletas olímpicos (84) e paraolímpicos (267), em 5 edições com Bolsa Atleta, do que em 80 anos sem apoio governamental aos atletas. Foram 66 medalhas em 15 edições antes de Lula (PT). Isso significa IGUALDADE DE OPORTUNIDADES! Por isso temos visto tantas pretas e pretos e pessoas periféricas levantando medalhas. Nossa delegação tem 153 mulheres em 276 atletas (55%). 

ATLETISMO CUBANO É VÍTIMA DO BLOQUEIO IMPERIALISTA

Por outro lado, achei muito importante a explicação de Gilo Fezzo sobre os motivos pelos quais Cuba não é hoje uma potência mundial nas Olimpíadas como era décadas atrás. Após mais de 6 décadas de bloqueio dos EUA com o objetivo de causar miséria ao povo cubano por ter escolhido o socialismo como modelo econômico, político e social, o país precisa focar seus recursos disponíveis nas questões mais vitais como rede e insumos hospitalares, alimentação, educação, moradia etc. Esporte de competição exigiria um investimento em recursos que o país não dispõe no momento. 

Por isso sempre acusamos aqui o crime de lesa-humanidade do imperialismo com esses embargos e bloqueios a outros povos e países do mundo. Cuba e Venezuela sofrem no momento um embargo criminoso e injustificável por parte dos Estados Unidos da América que inviabiliza a normalidade econômica, política e social desses países. Isso em nome de uma suposta "democracia" em um país cujo sistema político é uma PLUTOCRACIA, os ricos e suas empresas estão no poder, não o povo.

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CAPITALISMO OU SOCIALISMO?

É isso! Reflitam sobre essas questões que apontei aqui. 

Onde está a democracia (povo no poder) arrotada pelos Estados Unidos? 

Que sistema causa miséria generalizada em mais de 90% da população (beneficiando o 1%) e qual modelo traz mais justiça social e igualdade de oportunidades? O modelo do cada um por si ou o modelo da solidariedade?

William Mendes 


domingo, 4 de agosto de 2024

71 de 100 dias



71. Enquanto fechava os olhos, pela manhã, para apreciar o vento que acariciava meu corpo no banco do condomínio, pensei na temática do filme "Blade Runner" (1982): o tempo, a busca por mais tempo de vida. 

De forma natural, me veio à lembrança o genocídio do povo palestino na Faixa de Gaza. Nas últimas horas, dezenas de pessoas foram mortas em uma escola e em um campo de refugiados pelas bombas dos soldados israelenses. 

É impossível não se sentir constrangido por estar sentado ao sol, em paz na brisa, sem risco de morte aparente, sabendo que os soldados sionistas e o governo de Netanyahu estão matando pessoas como nós, seres humanos, por causa de um projeto político de colonização de um espaço de chão no planeta Terra. E com apoio e armas dos Estados Unidos, que por sinal querem a qualquer custo o petróleo de nossos vizinhos venezuelanos.

Como é possível no século atual interligado por som e imagem ter-se normalizado o assassinato diário de civis, de mulheres, crianças e não-combatentes pelo Estado de Israel? Os sionistas assassinam diplomatas e lideranças civis como se isso fosse algo normal e aceitável. 

IDEOLOGIA DA CLASSE DOMINANTE - E a imprensa tradicional e comercial, dos donos do capital (donos das big techs, por sinal), atua com obediência canina para tirar do foco o genocídio de um povo (invisibilização de pauta) e colocar outras pautas na agenda cotidiana. Isso se chama manipulação das massas, de seus leitores e espectadores: se trata de ideologia, imposição de ideias de um grupo como se fossem as ideias de interesse de outros grupos. É uma prática tão vil e nojenta quanto o próprio genocídio que a imprensa esconde e normaliza.

Aí volto ao tema do tempo, da busca por mais tempo de vida... eu mesmo, enquanto me esforçava para diminuir o tempo do percurso que corri, pensava no efeito prolongador da vida em meu corpo animal que a corrida pode me proporcionar, melhorando meus níveis de colesterol, minha estrutura do sistema circulatório e a capacidade do coração e pulmões. 

No filme de Ridley Scott, o replicante Roy Batty (Rutger Hauer) procura seu criador para pedir mais tempo de vida para ele e sua amada, Pris (Daryl Hannah), pois os robôs nexus-6 vivem por 4 anos e nem um segundo a mais.

Fico pensando nessa questão do tempo, de mais tempo de vida. Penso nos meus irmãos palestinos neste exato instante, sem água, comida, sem um chão pra viver em paz. Penso nos ensinamentos de José Martí, que nos legou que "Patria es humanidad" e reflito sobre essa questão do tempo de vida: 

De alguma forma, devemos contribuir para mudar o mundo, tornar o mundo um lugar melhor para todas as pessoas e formas de vida. Minha vida não pode ser só focada no meu prazer pessoal. Temos que contribuir para mudar o mundo. 

Por isso estudo e escrevo. Para compartilhar minhas ideias, para defender um mundo sem exploração dos humanos por outros humanos, para defender uma vida mais sustentável no planeta Terra, para alertar que não é possível "humanizar" o capitalismo. Para salvar a vida e o mundo, temos que derrotar os capitalistas e suas ideologias. 

William Mendes