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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 20 de janeiro de 2025. Segunda-feira. Fim de noite.


Estou refletindo diariamente sobre a necessidade de mudança de algumas coisas em minha vida. Mudar hábitos e rotinas não é fácil. Conviver com a infelicidade também não é fácil, é bem difícil ser infeliz.

Mudança se começa pelo começo, mudando alguma coisa, qualquer que seja ela.

Tenho evitado nos últimos dias ouvir programas de política na hora das refeições. Isso é uma merda! Não há notícias boas e a pessoa que não é viciada em notícias ruins deveria dar um tempo a si mesma e evitar essas torturas na hora da refeição.

MÚSICA BRASILEIRA

Hoje ouvi três álbuns de música brasileira durante minhas refeições. Eu não conheço música brasileira (como poderia). Teria que nascer outra vez e ouvir músicas brasileiras desde jovem para mudar essa realidade. 

Entretanto, posso optar por ouvir neste ano ou nos próximos tempos um pouco de música brasileira e diminuir minha ignorância nessa cultura nossa.

Ao ver ontem alguns minutos de uma entrevista na TV com a cantora e compositora Marina Lima, que perdeu um pouco a voz, pensei que poderia começar por ela a prática de ouvir músicas nacionais e busquei alguns álbuns de sua carreira musical. 

Ouvi dela "Fullgás", de 1984, destaque para a música "Veneno", e ouvi "Virgem", de 1987.

Também ouvi o álbum "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor", de Marisa Monte, do ano 2000.

Cantoras e vozes maravilhosas. Músicas com letras, com histórias, com sentidos vários.

LEITURA DE POESIA

Estou tentando ter disciplina para ler poesia, pois também não sou um leitor acostumado a poesia. Comecei tarde a ler esse gênero literário. 

Do mês passado para cá, tentei conhecer poetas que não conhecia ainda. 

Aos poucos, vamos lendo novos poemas e novas poéticas, conhecendo poetas novos para mim.

CLÁSSICOS DA LITERATURA

Outra questão que preciso ter disciplina é com relação a leitura de obras literárias clássicas, pelo menos os livros que acumulei em casa desde a adolescência e que nunca consegui ler por causa de minha vida proletária e militante.

Comecei dias atrás a leitura do livro O nome da rosa, de Umberto Eco. Achei que seria possível ler o livro em poucos dias... impossível para mim. 

Aliás, ler rápido livros assim é uma merda. Já sinto necessidade de voltar a ler vários diálogos centrais nas quase duzentas páginas que já li.

Enfim, é ter disciplina e foco.

GUERRA MUNDIAL

Preciso acelerar a revisão e encadernação dos milhares de textos de meus blogs. As guerras por hegemonia global vão se intensificar e com o papel central das big techs na guerra do império fascista norte-americano contra o mundo nada mais é seguro em relação a todas as plataformas que passaram a dominar o mundo humano nas últimas décadas.

Eu venho escrevendo sobre isso faz tempo. Fiz texto falando sobre a necessidade de países como o Brasil criarem suas próprias plataformas de informação e comunicação nacional e global e cheguei a ouvir de líderes políticos que isso era impossível... pois é, quero ver um país sobreviver com soberania dependendo das plataformas dos aliados de Trump a partir de hoje...

Enfim, tenho que mudar. Tenho que reconhecer as coisas que mudaram e não têm volta, as coisas que podem ser mudadas e como proceder para mudar o que pode ser mudado.

Não se conseguirá nada novo fazendo o mesmo que se fazia antes e que não está mais dando resultado.

William


terça-feira, 23 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 23 de julho de 2024. Terça-feira.


Em 2018, de volta a Osasco, após viver quatro anos em Brasília, moramos por alguns meses entre caixas e sacos de coisas, num apartamento alugado. 

Eu estava com a cabeça num momento ruim, deprimido, sem chão. Havia sofrido um processo destrutivo de lawfare em meu trabalho, e a injustiça que enfrentei quase me abateu.

Me lembro que tentei fazer coisas normais no cotidiano como, por exemplo, ler romances e livros que me chamaram a atenção. Um dos livros que tentei ler foi "Born To Run - Bruce Springsteen" (2016). Li cento e poucas páginas. 

Eu sempre gostei das músicas dele e algumas canções de Bruce Springsteen embalaram momentos marcantes de minha vida.

Anos depois do ano de 2018, ao olhar para trás, percebo o quanto aquele ano foi duro para mim. Pego como exemplo as leituras que fiz... elas se apagaram da minha mente. É como se eu nunca tivesse lido nada naquele ano duro.

Levei a autobiografia do roqueiro para ler um pouco durante a semana que passamos na Praia Grande e reli umas setenta páginas. 

Ao ver alguém contando seus primeiros anos de vida nos anos cinquenta e sessenta, eu percebo bem melhor o mundo hoje com a experiência que adquiri com o meu próprio percurso existencial, seja lendo as memórias de meu pai, seja lendo as do norte-americano Springsteen. 

O QUE É A VIDA?

A vida humana é uma síntese de acontecimentos diários que vão definindo a existência das pessoas, seja a do meu pai, seja a do Bruce, seja a minha existência. Veredas... veredas... e inventamos deuses e demônios, inventamos explicações para casualidades inexplicáveis como se algo tivesse programado aquilo.

Somos seres que imaginam e copiam coisas materiais e abstratas (abstrações), somos seres que vão vivendo, e vivendo vamos fazendo história, boas ou ruins.

É isso! Não tem mágica nenhuma nisso, a não ser a própria magia da vida... que um dia acaba, porque somos natureza.

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Luto - Expresso meus sentimentos pelo falecimento hoje da companheira Daniele Bittencourt, colega do BB de Curitiba, trabalhamos juntos nas lutas sindicais por muito tempo. Dani, presente! 

William 


sexta-feira, 14 de julho de 2023

Poema do Missing You




Poema do Missing You

Pedi aos deuses do algoritmo que me enviassem um sinal (não pedi que fizessem IA blá blá blá, só pedi inspiração musical - a musa) e eles prontamente me atenderam. (Eles se lembraram do recente dia de celebração do Rock e me alertaram que os roqueiros também têm sentimentos). Vejam os poemas musicados.

Vieram de Nazareth, depois meteram uma Melissa Etheridge e emendaram aquela angústia com Dire Straits. Seguiram o desabafo com Ozzy Osborne e reafirmaram com Heart que o amor é necessário... Não deu outra, os deuses do Rock finalizaram as baladas-poemas ao som de Van Halen deixando claro que é impossível deixar de amar!

Where Are You Now
I Want To Come Over
(You) So Far Away (From Me)
Mama, I'm Coming Home
What About Love
Can't Stop Loving You.

William Mendes

sábado, 11 de setembro de 2021

Happiness only real when shared



Refeição Cultural

Em maio de 1990, eu fui demitido do Unibanco. Eu estava meio de saco cheio daquele trabalho e daquele lugar. Mandei meu chefe à merda após ele mandar eu me mudar de mesa de trabalho. Achei que era implicância dele e me neguei a mudar de lugar. Zé Fernandes era gente boa, um cara humilde, me demitiu todo sem jeito porque eu exagerei na situação. Eu tinha 21 anos. Hoje eu tenho essa leitura, era um trabalhador assim como eu.

Em setembro de 1992, eu tomei posse de minha vaga concursada no Banco do Brasil. Depois de um período de incertezas, eu me tornava um trabalhador de empresa pública e passava a vislumbrar uma vida um pouco mais estável. Um ano antes, eu havia passado no concurso e após comemorar a conquista, o concurso foi cancelado por fraude de uns filhinhos de papai em Brasília. Só seria bancário do BB se passasse de novo no concurso com um milhão de inscritos. Deu certo. Passei de novo. Eu tinha 23 anos.

Entre a adolescência e a suposta estabilidade do emprego em empresa pública, foram anos de incertezas, revoltas, desilusões na vida. Aprendi inglês pensando em ir embora do país. Pensei o que todo jovem pensava na época, ir para o Japão, trabalhar em outro país. Tentei até trabalhar na construtora Mendes Júnior, na época, e quase fui pro Iraque, mas só tinha vagas de motoristas de caminhão. A família Bush iria bombardear o país tempos depois. Os anos oitenta e noventa foram foda para a classe trabalhadora brasileira.

Essa introdução na forma de lembranças foi para situar coisas que pensei quando conheci a história de Chris McCandless após 2007. A história social dele não tem nada a ver com a minha. Ele era filho de classe média nos Estados Unidos. Tinha caminho aberto para seguir os padrões de sucesso da sociedade capitalista. Mas era jovem contestador e queria outra forma de vida, não o acúmulo de coisas do modelo capitalista.

Um dia a companheira Deise Recoaro, do movimento sindical, me sugeriu assistir ao filme sobre o jovem americano. Quando vi o filme Na natureza selvagem (2007), dirigido por Sean Penn, quando li em seguida o livro de Jon Krakauer - Na natureza selvagem (1996) - e quando passei meses ouvindo as músicas da trilha sonora do filme, produzida por Eddie Vedder, fiquei bolado, fiquei mals, fiquei muito tempo impactado pela história do jovem andarilho Alex Supertramp. 

Ao ler o livro reportagem, me lembrei de minha busca por um lugar ao sol, um lugar na sociedade daqueles anos. McCandless estava justamente fazendo isso entre maio de 1990 e agosto de 1992, quando descobriu e escreveu num livro que "Happiness only real when shared" (a felicidade só é verdadeira/real quando compartilhada). Eu fiquei muito tempo pensando nessa mensagem de McCandless, uma mensagem refletida no meio da solidão do Alasca, preso pelas condições climáticas e sem poder voltar para a sociedade, para as pessoas.

Olhei minha vida em retrospectiva e fiquei pensando sobre os momentos felizes que a gente tem nessa vida dura e normalmente difícil ao longo da maior parte do cotidiano. Apesar de ser apaixonado pela natureza, por montanhas, rios, mato e acampamento, percebi que McCandless tinha razão. Os momentos mais felizes de minha vida tiveram pessoas ao meu lado. Não foram de solidão, não foram. 

Estou pensando muita coisa nesse instante. Revi hoje o filme. Estou emotivo, olhos úmidos. Não devo escrever a outra parte dessa refeição cultural. Ela tem sentimentos de amor, filho, família, amigos, companheirismo de lutas e trabalho. Mas são muito pessoais. 

Mas realmente a mensagem do jovem McCandless - Alex Supertramp - é uma mensagem de sabedoria. Hoje tenho isso claro. 

Felicidade mesmo só é alcançada, só é verdadeira e real quando é compartilhada, até porque somos humanos.

William


quinta-feira, 8 de julho de 2021

Instantes (madrugada 080721)

Ouvindo Rolling Stones: "Anybody Seen My Baby?" (relembrar uma língua é algo importante para exercitar a memória e a atividade cerebral. Mais que relembrar, reaprender, porque é disso que se trata. Sem contar a batida... o som... a guitarra... o baixo... o ritmo)

Estar novamente contatando a outra língua que comecei a aprender, uma língua bem diferente daquela que falo, é outra forma de exercitar o cérebro. A língua japonesa é um desafio interessante para o cérebro de um ocidental por causa do som, da organização sintática diferente, por causa dos signos escritos - ideogramas e alfabetos diferentes do nosso. Não tenho pretensão profissional alguma em relação a esse estudo, só quero conhecer mesmo.

Talvez acabe a leitura da Odisseia em versos em dois dias. É outra língua, efetivamente. A forma de organização sintática adotada pelo tradutor do grego para o português é completamente diferente da língua cotidiana que usávamos até pouco tempo, há algumas décadas (agora eu não sei dizer que linguagem humana existirá nos próximos anos, nem humanos é certo haver em apenas cem anos...). Minha versão é de Odorico Mendes, um maranhense do século XIX.

A linguagem comunica. A linguagem permite a interação entre os homo sapiens, até entre humanos e alguns animais. A linguagem engana. Com ela se corrompe, com ela se destrói vidas, mundos. Com a linguagem se mata, se salva vidas. A linguagem convence animais humanos a se tornarem idiotas, ignorantes, se ensina a odiar aquelas pessoas que poderiam aprender a amar.

Agora estou ouvindo David Bowie: "Absolute Beginners"...

Que serão dos livros? Dos meus e dos demais livros do mundo? Não sei.

Que será da história de luta dos bancários? Da classe trabalhadora brasileira e mundial? Não sei.

Que será da autogestão Cassi? Nas últimas décadas, gerações de militantes lutaram para criar e desenvolver um sistema de saúde solidário e preventivo. Estão destruindo a associação. É tão triste que até encheu meus olhos d'água pra escrever isso. Sou sentimentalista. Que será da Cassi? Não sei.

Que será dos 99% de humanos do mundo que estão escravizados pelo 1% no controle de tudo? Não sei.

Vamos dormir. (vou apertar o botão 'publicar" e terminar de ouvir "Run, Baby, Run" de Sheryl Crow...)

William

PS: Acabei ouvindo ainda "Gimme Shelter" ao vivo com U2, Mick Jagger e Fergie no Madison Square Garden em 2009. Agora vamos encerrar.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Tempo (XVII)



O tempo...

"Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas temos muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...

(Tempo Perdido, Legião Urbana)


"É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há...
"

(Pais e Filhos, Legião Urbana)


Tenho que fazer um trabalho escolar. Um trabalho final para a disciplina que estou fazendo na graduação em Letras. ("Não tenho mais / O tempo que passou...") 

Estamos chegando ao final do ano de 2020. Que ano! ("Mas tenho muito tempo / Temos todo o tempo do mundo...")

Minha cabeça de 51 anos de idade está com as ideias absolutamente dispersas para a realização de trabalhos estudantis... estou com as ideias fora do lugar (mesma expressão usada por Roberto Schwarz para falar de Machado de Assis em seu tempo e das ideias liberais num país escravocrata).

Ontem à noite, após correr pelas ruas por quase uma hora fiquei andando em círculos no fundo do estacionamento do condomínio cantando músicas da Legião Urbana enquanto me alongava (a cena deve ter sido esquisita para alguém que me visse das janelas ao redor).

As músicas da Legião tocam fundo na gente. Falam muito de Tempo e de Amor. Temos que amar mais. ("É preciso amar as pessoas / Como se não houvesse amanhã...")

Gesto de amor talvez, a essa altura da vida, fazer um último trabalho escolar e não largar pelo meio do caminho todo o esforço que fiz para retomar o curso inacabado por duas décadas, curso que seria para realizar um sonho que tinha e que não se realizou. (não fui professor)

Talvez um último esforço mental para essa tarefa seja um gesto de amor, amor próprio por suposto, amor pelo amor da professora Viviana Bosi ao que ela faz com tanta dedicação e amor (a dedicação dela para a disciplina que estamos fazendo é contagiante). Quiçá amor aos estudos e amor pela educação, que pode(ria)* salvar a humanidade e os seres humanos. 

(*Tristeza!, falo isso sabendo que os desgraçados golpistas no poder sacanearam o Fundeb ontem e vão desviar recursos da educação pública pras merdas de "escolas privadas" dos canalhas profissionais de religião-manipulação... que desesperança! O inimigo está ganhando todas...)

Enfim, por favor, cabeça minha, ache um instante na preocupação mortal em se importar com os rumos do país destruído e faça algum trabalho para encerrar essas duas décadas de estudos interrompidos no mundo das Letras.

O amanhã? (com o capitalismo, com o bolsonarismo, com a pandemia, com a eterna vaidade e egoísmo das poucas lideranças que existem dentro da classe trabalhadora e explorados e ignorantes de tudo, fanatizados por profissionais de religiões?)

O amanhã?

----------------

"É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar pra pensar
Na verdade não há...
"

-----------------

William


sábado, 30 de julho de 2016

Diário - 300716 (Manhã)


Pão com manteiga,
Pão de queijo,
caputino...

"Tristeza e pesar
Sem se entregar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar...
" (Mar de gente, O Rappa)


Acordei tarde neste sábado. Não adiantava pressa pra comprar pão. Estou sozinho. Nem sabia se iria à padaria ou não. Por mensagem, a esposa me sugeriu que fosse. Fui.

Pro café, pão com manteiga, pão de queijo e 'caputino'.


Da saída, vi flores, pássaros, o Sol.

Brasília é a terra das flores...
sejam elas com 'pedigree',
sejam vira-latinhas...

"Esperando verdades
De criança
Um momento bom como
Voltar com a maré
Sem se distrair
Navegar é preciso senão
A rotina te cansa
Tristeza e pesar
Sem se entregar...
" (Mar de gente, O Rappa)



Falando em saídas, como é bom sair da burocracia e ir pro mar de gente que está nas bases sociais que representamos... nossa base é ali em Roraima... Amazonas... Espírito Santo... Goiás... Norte Sul Sudeste Centro Oeste Nordeste... nossa gente é a comunidade BB...


Pra acompanhar o café da manhã, o som do Rappa - Vapor Barato, Hey Joe, Minha alma, Na frente do Reto, Mar de gente, Me deixa... 


Periquitinho na manhã de
Brasília - é um casal -
um no ninho, outro observa.

"Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família...
" (Mar de gente, O Rappa)


Nos versos do Rappa fui pensando o Brasil, fui pensando minha vida, minha natureza política... versos bons.




Lá vem merda na política...
mas lá vem mangas doces também...

"Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz?
" (Minha Alma - A Paz Que Eu Não Quero, O Rappa)


E por fim, pensando os versos d'O Rappa, fico cismando quando é que começa a guerra civil do povo brasileiro versus os golpistas-usurpadores-entreguistas brasileiros?

O desgraçado colocado na nossa empresa brasileira de petróleo, acabou de doar para a empresa norueguesa Statoil o campo de Carcará por 8,5 bilhões de reais, sendo que o valor de reservas é de 22 bilhões de reais. Que dia o povo vai retirar esses golpistas que estão no poder sem sequer terem ganho as eleições? Temos que arrancar esses desgraçados do poder e cancelar todas as merdas que eles já fizeram contra o povo brasileiro.


Gente amiga, enquanto a guerra civil não acontece, vamos ler e descansar um pouco porque eu trabalho toda semana igual cachorro de esquimó...

Eu desejo um fim de semana de reflexão aos meus pares da classe trabalhadora e não desejo nada de bom aos golpistas, fascistas e asseclas e capitães do mato desses golpistas, só lhes desejo saúde.


William
Cidadão

domingo, 22 de novembro de 2015

Diário - 221115



Um casal de curicacas no entorno de casa, em Brasília - DF.

Refeição Cultural

Domingo acabando.

Cumpri mais um compromisso com filho e esposa: assistimos ao segundo filme da trilogia "O senhor dos anéis". Ufa, já foram seis horas de filme, em quatro sentadas em frente à tela, nos poucos momentos que tenho com a família. A história e o filme deixam a gente estressado pelas batalhas e violências. Mas compromisso é compromisso.

Para voltar o ritmo cardíaco ao normal, estou ouvindo agora um de meus compositores favoritos: Johann Sebastian Bach - estou ao som dos Concertos de Brandenburgo nº 1, nº 2 e nº 3. Eu tenho uma edição especial em box com dez CDs de compositores barrocos.

Hoje, saí para correr um pouco e caminhar. Já faz algumas semanas que só caminho, e caminho quando dá. Meu condicionamento físico está ruim desde que participei de minha primeira meia maratona em 11 de outubro. A cada semana aumentam a carga horária e o estresse no trabalho. Me esforcei para correr 5 km e andar mais 6 km.


A IMPORTÂNCIA DO AUTOCUIDADO E DO MÉDICO DE FAMÍLIA

O trabalho está afetando minha saúde, assim como ocorre com os meus pares, os colegas bancários. A nossa luta pela defesa e fortalecimento da Caixa de Assistência, onde sou gestor eleito, está alterando minha saúde rapidamente. Eu sei que ocorre o mesmo com nossos bancários nos locais de trabalho, sob forte pressão por metas e assédio, além das péssimas condições de trabalho.

Pois é, estou a três semestres como gestor da nossa entidade de saúde, no modelo de autogestão compartilhada entre eleitos pelo Corpo Social e indicados pelo Banco do Brasil. Felizmente, eu tive a oportunidade de passar a ser cuidado pelo modelo assistencial da Cassi - a Estratégia Saúde da Família (ESF), onde você é cuidado e monitorado por uma equipe multidisciplinar em saúde. O modelo é o que há de melhor no cuidado dos participantes para prevenir doenças e promover saúde.

Nossa agenda de luta e o estresse diário nestes dezoito meses, já alteraram minha condição de saúde e as consequências são as tradicionais: aumento do colesterol ruim e aumento da pressão arterial. Em três visitas de acompanhamento semestral, o médico de família já identificou isso e me recomendou algumas mudanças e atenção na alimentação.

Aí algumas pessoas podem perguntar: de que está servindo eu correr e caminhar quando consigo agenda livre? Se eu não tivesse retomado as corridas, eu já estaria num estágio bem pior de saúde neste percurso de três semestres. Não tenho dúvida nenhuma!

Meu desejo e objetivo durante meu mandato é ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) para o máximo de bancários e associados que for possível em um mandato de quatro anos, porque a Cassi precisa de estrutura para poder cuidar de mais associados no modelo de Atenção Integral à Saúde e ESF/CliniCassi e são necessárias estratégias para essa ampliação, além de recursos financeiros.


MANTER CONTATO COM A BASE SOCIAL É UMA META QUE FAREI ATÉ O FIM DO MANDATO DE REPRESENTAÇÃO

Meu trabalho me exigiu e exige muito estudo e muita negociação, desde que comecei o mandato. Mas uma das coisas mais importantes na vida de um representante eleito é não perder o contato com o Corpo Social que representa. Eu me formei assim nos mandatos eletivos que já cumpri como dirigente sindical.

Nesta semana que passou, eu falei com mais de 300 pessoas em 4 Unidades da Federação - TO, DF, SC e PR. Desde que comecei o mandato tenho feito isso. A consequência é dobrar as jornadas de trabalho. Elas acabam por ser de umas 12 horas pra mais, porque conjugo ser administrador de uma entidade de saúde, negociador que tem na estratégia buscar mobilização dos associados, e um gestor eleito prestando contas à base social que representa.

Acho isso fundamental porque na atualidade social do mundo as representações e as instituições democráticas estão em cheque e são questionadas por falta de representatividade e de cumprimento daquilo que se pactua nos processos eleitorais. Eu defendo a política e a democracia e não a disputa de hegemonia de ideias e ideais através da força, da guerra e da extinção do outro.

Eu estou cansado para começar mais uma longa semana, não deu pra descansar. Mas, amanhã cedo, estarei em pé para mais uma semana cumprindo minhas tarefas e compromissos pela entidade de saúde que administro e em nome dos associados que represento.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi


Post Scriptum: também publicado no blog de trabalho, com outro título.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Diário - 120914 (Voos e devaneios)





Refeição Cultural


Silêncio no apartamento. Primeiros minutos da madrugada de sexta-feira 12. Hoje, ouvi o CD Legião Urbana (o nº 1). Teve um momento em que tocava a música "Por enquanto" e eu me peguei na janela olhando as ruas por onde a Legião tanto andou naqueles anos de banda em Brasília.

Cheguei de Goiânia nesta quinta-feira 11. Estive lá a trabalho. Como não havia almoçado, comi no aeroporto de Brasília e fiquei por lá, na praça de alimentação, até umas sete horas da noite, lendo e escrevendo.

Cheguei bem cansado e estou com a garganta inflamada. Encostei no sofá e apaguei mais ou menos uma hora. Pela manhã, vou para São Luiz, Maranhão, também a trabalho. Chegarei em Osasco no sábado, pela manhã.


PARAQUEDISMO - FUI UM DELES, EU VOEI SEM ASAS

Vi um programa na TV, com o brasileiro Sabiá fazendo saltos de wingsuit. São saltos de paraquedas com a roupa de morcego, que permite voos a cem quilômetros por hora.

Comecei a lembrar de tanta coisa...

Quando eu voltei de Uberlândia (MG) para morar em São Paulo, após 1987, vi, certa vez, uma reportagem de paraquedistas malucos que estavam surfando no ar. Eu fiquei tão impressionado com a capacidade dos seres humanos de superarem o impossível, que senti o desejo de saltar de paraquedas também.

Anos mais tarde, apareceu a oportunidade e fui fazer meu salto em 2002. Eu não fiz o salto acoplado, aquele em que a pessoa é levada por um profissional. Eu fiz o curso pela manhã e saltei sozinho. Detalhe: eu nunca havia voado em minha vida e meu primeiro voo foi entrar em um monomotor e saltar dele pendurado na asa.

Naquele dia, eu me senti um ser diferente. Fiz algo incomum. A sensação foi de super-homem.

Depois do primeiro salto, fiz mais treze saltos nos meses seguintes. Mas não acabei o curso, que era calculado em 35 saltos.

Eu cheguei a ficar entre 8 e 9 minutos planando nos céus de Piracicaba, vendo os pássaros abaixo de mim. Era a cidade lá embaixo, o barulho do vento nos velames, eu e o céu.

Nestes dias, ando pensando muito na tal lista de desejos ou objetivos, que boa parte das pessoas fazem ou já fizeram alguma vez na vida. Eu tenho (ou tinha) a minha desde a adolescência. Realizei algumas coisas. Outras se tornaram obsoletas para a pessoa que sou hoje. Outros objetivos estão lá...

Saltar de paraquedas foi um dos grandes momentos da minha vida.

Se eu não estivesse onde estou hoje e fazendo o meu papel social que tenho que fazer, vai saber se eu não iria realizar o restante das maluquices daquela lista...

São devaneios...

Fui...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Black - Pearl Jam


Instantes...

Buscando formas de proteger minha psique, meu ser, contra tudo e todos...

Para isso, hei de ouvir música... hei de ler poemas... hei de não ser o autômato num mundo automático...

Vamos com essa bela música de Pearl Jam.

O amor, o ódio, a luta, a vitória, a derrota, o olhar, o abraço, tudo nos tatua... a vida!



Black – Pearl Jam

Hey, oh

Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did
All five horizons revolved around her soul
As the Earth to the Sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn

Oh, and all I taught that was everything
Oh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything

I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear

Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning
How quick the Sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?

All the pictures have all been washed in black, tattooed everything
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all that I'll be, yeah

Uh huh, uh huh, oh

I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why
Can't it be, can't it be mine
We, we, we, we, we belong together! Together!

domingo, 28 de julho de 2013

Onde está o amor?


Where's The Love?
Onde estão o amor, a solidariedade e o companheirismo?

Refeição Cultural

Com versos da música do Black Eyed Peas
(tradução letras.mus.br e minha)


"What's wrong with the world, mama?
People living like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma"

(O que está errado com o mundo mamãe?
As pessoas estão vivendo como se não tivessem mães
Acho que todo mundo está envolvido no drama
Apenas atraídos por coisas que vão lhes trazer trauma)



"Where's the love? (The love)
Where's the love? (The love)
Where's the love, the love, the love?"


Assisti a uma entrevista do verdadeiro Patch Adams e fiquei tocado por suas palavras, por sua franqueza. Fiquei "pensativo". Patch faz a mesma crítica que alguns de nós pensadores fazemos em relação ao risco do pensamento humano morrer. As pessoas estão deixando de pensar. Leia aqui o texto "Pensar dói"?

O vídeo veio até mim por sugestão de uma amiga, a Bel, que trabalhou conosco na Contraf-CUT por muito tempo. É interessante como as coisas nos vêm assim nas teias das relações que compõem a vida humana em sociedade.


"Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here living
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK

But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah"

(No além-mar, sim, a gente tenta parar com o terrorismo
Mas ainda temos terroristas vivendo aqui
Nos EUA, a grande CIA
Os Bloods os Crips e os KKK

Mas se você só tem amor pela sua própria raça
Então só sobra espaço para discriminar
E discriminar só gera ódio
E quando você odeia, então, você tende a ficar irado, yeah)


Patch Adams, Klemperer e Crash...


Patch Adams em 2008. Wikipedia.
A entrevista de Patch Adams (no Roda Viva em 2007, disponível na internet) se somou ao livro que estou lendo sobre as artimanhas do nazismo para convencer através da linguagem (LTI) uma nação inteira a ser nazista. A entrevista e o livro do filólogo Klemperer (publicado em 1947) se somam ao filme Crash (2004) que vi novamente uma madrugada dessas, o filme me impactou muito quando o vi pela primeira vez - desnuda que as sociedades e o mundo estão doentes.

Entrevista, livro e filme se somam às minhas próprias experiências recentes no trabalho de militância sindical lutando contra o capitalismo e contra sua ideologia de direita. E ao mesmo tempo tenho que cuidar de mim mesmo porque o "fogo amigo" da política quer destruir a este militante, talvez para ocuparem seu lugar ou para o militante não mais incomodar...

Lembrei-me de uma música maravilhosa. Perfeita. Vejam a letra dela na internet com a tradução. Falo da música do Black Eyed Peas - Where's The Love?. Partes de seus versos ilustram e convidam à reflexão neste texto...


O ato de olhar nos olhos das pessoas

Acordei pensando na entrevista de Patch e refleti se ando olhando com atenção nos olhos das pessoas. Sempre tive este hábito. Quem vê os olhos das pessoas, não fica observando roupas, bens, defeitos ou estética. Mas o sistema nos faz ficar embotados muitas vezes...

Patch se veste de maneira não comum, que chama a atenção, justamente para as pessoas ficarem incomodadas e de alguma forma iniciarem diálogo ou lhe perguntarem porque está daquela forma. Assim, ele pode responder e dizer sobre coisas simples como o amor, a tolerância, falar da solidariedade e contra o capitalismo e a hipocrisia humana, buscar criar amizades (o filme deturpa sua ideia: a amizade cura e não o riso). O mais importante na vida é a amizade. A mensagem é CUIDAR DAS PESSOAS!


"Can you practice what you preach?"

(Você consegue praticar o que prega?)

Saí para buscar pão. Já no elevador, olhando com atenção uma vizinha ao cumprimentá-la, conversamos sobre o tempo. Ao passar pela portaria, e olhar com atenção nosso porteiro, conversamos também. Ao subir a avenida, respondi ao rapaz morador de rua que não tinha nada para lhe dar naquela hora. Conversei de forma prazerosa tanto com a atendente da padaria quanto com a caixa que recebeu a conta. Voltando pela avenida, pude dar um pãozinho ao rapaz que me pedira quando passei na ida. Ele disse que estava com fome. Lá no fim da avenida, próximo de casa, outro rapaz me gritou da calçada. Fui até ele e conversamos. Ele me pediu alguma coisa e também lhe dei um pão.

Patch diz que o seu país, os Estados Unidos, é uma nação fascista. O capitalismo é nojento e vai destruir o ser humano. Concordo com ele. Nós não precisamos acumular dinheiro e bens. As pessoas precisam de amor, carinho, respeito e tolerância com o diferente.


Para muitos de nós, é só sermos como nossas mães nos criaram

"Badness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all"

(Maldade é o que você demonstra
E é exatamente assim que a raiva funciona e opera
Cara, você tem que ter amor para endireitar-se
Tome conta da sua mente, e medite
Deixe sua alma levitar para o amor)


Fiquei pensando também nas palavras de Patch quando ele diz que sua mãe criou a ele e seu irmão para serem boas pessoas. Só isso.

Meus pais também me criaram para ser uma boa pessoa. Então, qual a dificuldade no mundo? Por que tanta merda por aí? Por que as pessoas só querem se dar bem, acumular tudo o que puder e que dane-se quem não tiver a mesma "sorte" e "oportunidade"...


A construção do ódio no Brasil

"Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema"

(Informações erradas sempre mostradas pela mídia
Imagens negativas são o critério principal
Infectando as mentes jovens mais rápido do que bactéria
As crianças querem agir como elas veem no cinema)



Desde a campanha eleitoral para a presidência da república em 2010, disputada entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), existe por parte da oposição ao PT e por parte da Imprensa Comercial (PIG) a exacerbação da intolerância e a construção do ódio no povo brasileiro.

O nível da campanha trouxe um ódio e intolerância que, se havia no país, era ao menos de forma acanhada e tímida. Era meio-que politicamente incorreto odiar o outro - o negro, o nordestino, o homossexual, o ateu ou praticante da fé não católica, o gordo, o magro, o não adequado aos padrões estabelecidos por grupos dominantes.

A "novilíngua" (1984, de Orwell) construída nesta década de governos Lula e Dilma prega que ser do Partido dos Trabalhadores é ser do mal, é ser corrupto... Sendo que nunca se apurou, investigou e condenou tanto a corrupção como nesta última década. São construções ideológicas e midiáticas para possíveis justificativas golpistas futuras.


Finalizo com mais um trecho da música - tenho que ter esperança e buscar a unidade

"Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness in equality
Instead in spreading love we spreading animosity
Lack of understanding, leading lives away from unity

That's the reason why sometimes I'm feeling under
That's the reason why sometimes I'm feeling down
There's no wonder why sometimes I'm feeling under
Gotta keep my faith alive till love is found
Then ask yourself..."

(E aí, o que quer que tenha acontecido com os valores da humanidade
O que quer que tenha acontecido com a justiça na igualdade
Ao invés de espalharmos amor estamos espalhando animosidade
A falta de conhecimento está deixando a vida longe da unidade

É por isso que às vezes eu me sinto pra baixo
É por isso que às vezes eu me sinto pra mal
Eu não teria por que ficar me sentindo pra baixo
Eu tenho que manter minha esperança viva até que o amor seja encontrado
Então, pergunte a si mesmo...

Onde está o amor?)

sábado, 1 de junho de 2013

Artigo: Faroeste Caboclo - O Filme... Emocionante!


Cartaz de divulgação do filme

É emocionante superar as expectativas quando vamos ao cinema ver um filme de uma estória famosa, que fez parte de nossa adolescência e, de certa forma, de nosso mundo real.

Ainda mais quando essa estória é uma das dezenas de estórias completas cantadas por Renato Russo e a Legião Urbana, tão nossa desde os anos oitenta até hoje, porque meu filho e todos os filhos dos anos noventa e do século XXI seguem ouvindo tudo da Legião.

Fui à estreia do filme neste feriado de Corpus Christi e gostei demais da adaptação! Fiquei com a garganta apertada algumas vezes durante o filme.

Aquelas bandas dos anos oitenta...
Aquela miséria em que vivi (que vivemos) nos anos oitenta...
Aquela falta de limite dos milicos nos anos oitenta...

Cara, o ódio que a gente sente dessa violência gratuita contra pobres e trabalhadores e minorias é muito bem trabalhado no filme.

Aquela playboyzada que nos tratava como subgente... é outra coisa que me lembrou muito a infância e adolescência lá nas terras onde cresci.

Engraçado, que não liguei a mínima para lacunas ou diferenças de interpretação em relação à letra da música. Filme é filme. É uma versão. São escolhas de roteiro e direção. E ficou muito bom!


SOLUÇÕES DO ROTEIRO

"Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu"


Muito boa a passagem da infância fragmentada em memória do personagem João de Santo Cristo já na Capital Federal. A interposição do presente da estória com o passado na infância ficou bem legal.


"Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez"



Maria Lúcia e Jeremias: Achei muito bem bolada a questão do porquê de Maria Lúcia ter ficado com o bad boy Jeremias.


"E Santo Cristo com a Winchester 22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor"



O final é inesperado: surpreende, mesmo sendo conhecido! 

Por mais que o filme não seja a música 'ipsis litteris' (pois é uma adaptação), o final surpreende e emociona.


- Vou assistir novamente porque vale a pena. Recomendo!

Nota 10 para o diretor René Sampaio, para o roteiro e fotografia. E, claro, pra Isis Valverde (Maria Lúcia), pro Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo), pro Felipe Abib (Jeremias).

domingo, 16 de setembro de 2012

Poema - Gritar, não posso! Gritou o rock na cabeça!


Ainda sigo procurando...

Desafios pessoais… vivi às custas deles.

Breaking all the rules (Peter Frampton)
Superei o tempo de gangues, violência,
miséria, trabalhos duros.

Another one bites the dust (Queen)
Apesar de minha origem no povo,
muitos bem-nascidos comeram poeira.
Contábeis na Fito-Osasco. Concurso do BB.
Letras na USP eu fiz.

You shook me all night long (AC/DC)
Não poderia dizer que não vivi amores.

Thunderstruck (AC/DC)
Atordoado! Fizemos muita coisa
que nos deixaram atordoados.

2 minutes to midnight (Iron Maiden)
Vivemos sempre a dois minutos da próxima guerra:
civil, mundial, pessoal, contra a morte (até da razão).

Aces High (Iron Maiden)
Voei. Saltei... 14 experiências.
A sensação do super-homem.
Subi montanhas, fiz rapel. Me superei.
Em cavernas afundei. Humildade senti.

I still haven’t found what I’m looking for (U2)
Pois é, aos 43 anos
sigo procurando o que não encontrei ainda...


Wmofox
16.09.12

sábado, 9 de abril de 2011

O mio babbino caro - Puccini

(atualizado 25/3/12)

Navegando por meu blog em busca de prazer, cheguei a esta postagem e identifiquei problemas. O vídeo de Maria Callas havia sido removido. O que fiz, então? Busquei outro na rede mundial e o substitui pelo que vocês podem curtir abaixo.

Para a postagem ficar melhor ainda, estou incluindo a interpretação que, para mim, é a melhor. Conheci a música através de Kiri Te Kanawa (ela não é asiática!).

Segue abaixo a minha observação de 2011 e, a seguir, a de Richard Jakubaszko em sua postagem inicial.

2011
"Caramba! Vi e multiplico aqui três interpretações de uma das músicas mais lindas de todos os tempos. A interpretação da soprano russa Anna Netrebko é de tocar lá no fundo do eu. É de arrepiar.

Replico aqui a postagem do blog de Richard Jakubaszko."


Inesquecíveis canções V - O Mio Babbino Caro

Richard Jakubaszko

Da série de músicas inesquecíveis, O Mio Babbino Caro, de Puccini, tem cadeira cativa em qualquer seleção de bom gosto, independentemente do gênero musical. Pelo menos na minha opinião, é claro.

Abaixo mostro três interpretações, iniciando com Maria Callas, a diva inesquecível e sempre perfeita, que está excessivamente técnica, perfeita, mas pouco emocional e interpretativa como em muitas outras canções que gravou. Callas era um nervo exposto. Era grega de nascimento, dramática na vida profissional e pessoal.

Depois, outra diva, Montserrat Caballe, a catalã mais perfeita de todos os tempos, tecnicamente perfeita, e muita emoção.

Na sequência Anna Netrebko, soprano russa, natural de San Petersburgo, muito talentosa, e que tem potencial de ser uma futura diva, pois ainda é jovem. Curiosidade: Anna Netrebko era faxineira no Teatro Mariinsky, de São Petersburgo quando foi descoberta e lá iniciou estudos de música.


Maria Callas:



Montserrat Caballe:



Anna Netrebko:



Fonte: http://richardjakubaszko.blogspot.com/2011/04/inesqueciveis-cancoes-v-o-mio-babbino.html


AQUI A INTERPRETAÇÃO MARAVILHOSA DE KIRI TE KANAWA:


sexta-feira, 25 de março de 2011

Há tempos - Legião Urbana


Ofereço essa bela poesia aos que lutam diariamente por um mundo mais justo, igualitário, socialista e democrático. Mesmo cansados, seguimos buscando a virtude...





Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá

Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...

Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...

Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...

Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...

E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...


Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa...


Fonte: site do Terra