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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Viagem a Cuba V (2026)


Cuba forma médicas/os dispostos
a salvar pessoas no mundo todo


Refeição cultural


"1º de maio


Neste 1° de maio dos trabalhadores

pensei muito no povo solidário cubano,

nos iranianos, palestinos, libaneses,

venezuelanos, brasileiros e

nos irmãos sul-americanos.


Nos homeless pelas ruas dos EUA, 

no povo sem-teto pelas ruas da rica

metrópole paulista, que sonha copiar

o que de pior tem lá nos States: miséria!


E me lembrei da solidária Cuba,

que mesmo sancionada, bloqueada,

por ameaçar o império agressor

com o exemplo da utopia socialista,


se esforça em prover ao povo 

alimento, saúde, educação,

moradia, transporte e segurança.

 - Direitos humanos aos trabalhadores!


William Mendes


Estive em Cuba entre os meses de março e abril deste ano de 2026, participando de uma caravana solidária de brasileiras e brasileiros. As 22 pessoas de nosso grupo levaram medicamentos, roupas e diversos itens necessários ao povo, que enfrenta um embargo criminoso dos Estados Unidos. 

A caravana foi organizada pela companheira Telma Araújo, de Belo Horizonte, e nossa estadia contou com o apoio logístico da Amistur, a agência cubana de turismo, que faz parte do Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos (ICAP), criado pelo Comandante Fidel Castro. 

Após conhecermos diversos equipamentos culturais como museus e centros de educação e história, viajar ao interior do país para conhecer a tradicional produção de charutos cubanos, dentre outras atividades sociopolíticas, fomos visitar um policlínico para compreender um pouco o sistema de saúde cubano. 


POLICLÍNICO DR. ABELARDO RAMÍREZ MÁRQUEZ 

Fomos recebidos pela direção do policlínico e nossa visita foi dividida em dois momentos: primeiro, o grupo teve o privilégio de participar de uma palestra com as profissionais de saúde responsáveis por aquela unidade hospitalar. Depois, percorremos os ambientes para conhecer a estrutura de atendimento à população. 



Saímos encantados com tudo que nos foi explicado, com tudo que vimos, mesmo com as evidentes carências causadas pelo bloqueio. 



Os hospitais estão no limite por causa da falta de energia, equipamentos, medicamentos, manutenção de componentes etc. No entanto, sobra acolhimento e criatividade para cuidar das pessoas.


Disciplina, estabelecer prioridades,
coesão entre as forças, educar com exemplos...

Esta unidade hospitalar que visitamos, assim como outras de mesmo porte de atendimento, precisa ficar com várias áreas sem energia, pois onde já há algum suporte de energia solar é para setores prioritários. 



Não fosse Cuba um país com um modelo exemplar de atenção primária, medicina de família e comunidade, que atua com apoio de toda uma rede comunitária de agentes de saúde e formas próprias de identificar riscos desde os ambientes onde os pacientes vivem cotidianamente, os efeitos do bloqueio seriam muito mais devastadores.



Com as explicações que recebemos sobre o sistema de saúde cubano, e por ter sido diretor de saúde de uma autogestão baseada no modelo de atenção primária e medicina de família, pude perceber a eficiência do sistema implantado no país desde a Revolução.



As médicas nos explicaram que os profissionais de saúde dos hospitais cubanos cuidam dos equipamentos e materiais existentes com um zelo todo especial, pois sabem que não conseguirão peças de reposição caso os equipamentos quebrem...

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CABARET TROPICANA





No final daquele dia de programação de nossa caravana solidária de brasileiros, ainda fomos ver um show com dançarinas e dançarinos, e cantores incríveis, no Cabaret Tropicana.

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Palma Real, Mariposa, Tocororo, Escudo,
Bandera de la Estrella Solitaria,
Himno de Bayamo y
José Martí, Heroe Nacional.

Ao finalizar o texto, soube que após um ato potente do povo cubano neste 1° de maio, o governo dos Estados Unidos anunciou que vai recrudescer mais ainda o bloqueio ao povo cubano...

Esses crimes de lesa-humanidade por parte desses senhores da guerra no decadente império norte-americano precisam cessar urgentemente!

O mundo civilizado e livre deve exigir o fim do bloqueio criminoso contra o povo cubano!

William 

01/05/26

quinta-feira, 16 de abril de 2026

16 de abril


16 de abril


O mês das muitas significações

nas minhas veredas percorridas

vividas corridas sobrevividas.


O mês dos aniversários...

Aniversários nascimentos

das pessoas das veredas,

das instituições da minha vida.


O mês do nosso Sindicato.

O mês da Caixa de Previdência.

O mês que golpearam a Dilma.

Abril o mês dos nascimentos.


Aniversário do nosso Sindicato

para o qual dediquei minha vida.

Aniversário do fundo de pensão

que meus pares criaram e sustentam (nos)


Abril... 

16 de abril...

Estamos aqui...

Mais uma cirurgia na língua...

Sigo escrevendo, lendo, sobrevivendo.


Que venham os meses de abril...


William

domingo, 25 de janeiro de 2026

O sentido da vida (19)



Compreender melhor o povo muda alguma coisa?


Envelhecer pode significar o ganho de experiência e sabedoria. Ou não. 

Pode ser que se tenha mais referências para nortear os passos a seguir.

Ao participar de rodas de conversas, sejam elas com conhecidos ou estranhos, percebia-se na prática as teorias do sociólogo Jessé Souza, em sua interpretação do povo brasileiro. 

Os brasileiros são aquilo que Jessé Souza explica em seus livros e palestras, um saber acumulado após décadas de estudos.

Um povo que foi aculturado para ser racista, um tipo de preconceito naturalizado por séculos, a partir da casa-grande. Racismo cultural. 

As diversas formas de preconceito e discriminação são ferramentas ideológicas para encobrir os privilégios dos donos do poder. 

Ele entendia isso claramente naquele momento de sua existência. 

A questão para ele era saber o que fazer com essa compreensão melhor sobre seu mundo e seu povo. 

Compreender como opera o sistema de aculturamento em seu mundo não significa capacidade de alterar aquela situação. 

Como mudar a realidade e salvar a humanidade e a vida no planeta Terra?

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Instantes (0h12) - Poema: Conclusões



Refeição Cultural


CONCLUSÕES 

A vida

O tempo

As veredas

Os sentidos 

A liberdade 


A vida rolou no possível 

O tempo nunca volta, nunca

As veredas definiram a vida

Os sentidos... existiram?

A liberdade... nunca existiu.


Wmofox

12/01/26

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Tecnologia em benefício de quem? (3)



Refeição Cultural

Opinião 


"O que há de errado em tudo isso? Marx já constatava, muito tempo atrás, que a tecnologia é trabalho acumulado. Suas modificações surgem das contradições sociais: de um lado, ela aumenta a riqueza social e o domínio sobre a natureza; de outro, aumenta a alienação do trabalhador e acresce de mais-valia o capital. 'A maquinaria é meio para produzir mais-valia'" (p. 11)


O livro "Tecnologia, Cultura e Formação... ainda Auschwitz" me chamou a atenção em 2017, quando vi meu sobrinho estudando nele as temáticas de autores como Adorno, Marcuse, Horkheimer e demais pensadores frankfurtianos clássicos.

Eu era gestor eleito de uma grande autogestão em saúde e lidava diariamente com as contradições éticas da questão da tecnologia no setor. 

Cansei de ver, à época, a questão técnica prevalecer de forma acrítica em situações nas quais o uso da tecnologia não beneficiava os seres humanos e as instituições. 

Como explica Marx, a maquinaria era usada para produzir mais-valia e não para beneficiar as pessoas. Pelo contrário, por meio da alienação, era usada para prejudicar as coletividades em benefício de alguns canalhas detentores de saberes técnicos. 

Amig@s leitores, isso vem piorando exponencialmente desde a época que cito aqui, menos de dez anos. 

Sigamos refletindo sobre a tecnologia e a ética em seu uso.

William Mendes 

21/11/25

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Dia das professoras e professores


Obrigado, professores queridos!


Refeição Cultural

Ao ler o relato de um professor amigo de longa data, me entristeci ao refletir que a realidade descrita por ele é a mais comum no cotidiano da categoria profissional mais importante da sociedade humana, na minha opinião. 

Não farei um longo texto a respeito do tema. Não carece. Textos excelentes estarão disponíveis hoje para refletir e homenagear essa profissão e essas pessoas tão importantes em nossas vidas.  

Do pouco que sei neste momento de minha existência aos 56 anos de idade é que uma das poucas chances que temos de salvar a espécie humana e a maior parte da vida no planeta Terra é investindo na educação para preparar pessoas que estejam aptas a mudar o modo de vida e a produção social humana. 

Sou testemunha dos efeitos da educação e de professores e professoras na vida de todos os seres humanos. Os ensinamentos de nossos professores podem mudar a nossa vida daquele instante adiante. 

Compartilhar conhecimento é o que nos faz humanos, o que nos fez sermos os animais que somos, animais que criam e resolvem problemas. A educação abre oportunidades, abre portas e caminhos, prepara caminhantes para criar novos caminhos, novas veredas.

Registro meu amor profundo e minha gratidão a todas as pessoas que dedicaram e dedicam suas vidas a ensinar e transmitir conhecimentos às pessoas-possibilidades. 

Paulo Freire nos ensina que somos seres incompletos, inacabados. A educação vai nos completando e lapidando enquanto estamos aqui em simbiose com a própria natureza à qual pertencemos.

Sigamos aprendendo e valorizando as pessoas que se colocam à disposição de ensinar e compartilhar o saber com o melhor que a pedagogia tem a nos oferecer.

Will i am

15/10/25

terça-feira, 16 de setembro de 2025

O último poema

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O ÚLTIMO POEMA


O primeiro poema foi um balanço dos trinta anos.

A infância feliz e depois infeliz, do amor ao ódio.

Exploração infantil na venda do seu trabalho.

As relações de afeto, sempre regadas com lágrimas.


Aos trinta, já era pai e funcionário de banco público.

Formado, por acaso, em Contábeis. Não se formou

em Educação Física porque o salário não deu.

Passou no vestibular e entrou nas Letras...


A vida andou. Virou sindicalista. Se politizou.

Por duas décadas, outra vida, um novo homem.

Aos cinquenta, virada radical nos papéis sociais.

Saiu do BB. Da representação. Do espaço de atuação.


Aos cinquenta e seis anos, o mundo se desfaz.

Na política e na economia do seu país e do mundo, 

a extrema-direita e o capitalismo em crise estrutural

estão colapsando a sociedade humana e a Terra mãe.


No pessoal, o balanço da vida se parece com o mundo.

A saúde: bomba-relógio: genética e veredas da vida.

As relações: o retrato dos tempos: incomunicabilidades.

Teria contribuições a fazer... sente que não vai rolar.


William Mendes

16/09/25

domingo, 31 de agosto de 2025

Diário e reflexões


Uma vida precisa de bases, raízes.
Eu tenho minha base sólida.


Refeição Cultural

Osasco, 31 de agosto de 2025. Domingo. 


AGOSTO 

Lá vou eu registrar sentimentos e acontecimentos relativos ao percurso existencial deste cidadão brasileiro durante o mês de agosto. 

Enquanto escrevo, tenho a companhia da banda Nirvana, tocando o Acústico MTV - Unplugged in New York. Álbum espetacular!

SAÚDE 

O mês começou com o procedimento médico de retirada de uma lesão na língua, lesão descoberta por observação minha mesmo. 

Foram dois meses de consultas e investigações até se chegar ao diagnóstico e retirada da leucoplasia. 

Amig@s leitores, cirurgia na língua é foda! Foi uma semana sem conseguir mastigar e comer alimentos sólidos. Fiquem atentos a manchas brancas na região da boca. Vou ter que acompanhar o caso pelo resto da vida, pois pode voltar.

Sigo sendo um homem de sorte. Já retirei um câncer de pele da cabeça e uma lesão potencialmente perigosa da língua. Com isso, tiro uns pedacinhos do corpo e preservo o corpo todo.

Colesterol e glicose

Somos natureza, animais mamíferos. Somos nossa genética somada ao percurso do viver. A minha genética veio programada com uma bomba-relógio: doenças crônicas que evoluem para infarto, AVC e doenças agravadas por colesterol e glicose alterados.

Sempre pratiquei atividades físicas, principalmente aeróbicas. Aí meu sistema locomotor bichou, o quadril deu problema. E com a redução da corrida, o colesterol vem aumentando insistentemente desde 2018. Dureza! Não gosto de outros esportes aeróbicos. Amo correr!

Decidi insistir nos trotes, vou correr em subidas para ter impacto menor e concentrar muito na pisada. E vou caminhar com ritmo bom e batimento cardíaco maior por pelo menos 40'. Vou planilhar as atividades aeróbicas por seis meses e fazer novo exame de sangue. Vamos ver se estabilizo os níveis de colesterol e glicose.

CULTURA

Terminei a leitura do boneco de meu livro de memórias. Boneco é uma edição para avaliar o conteúdo antes dos acertos finais. Gostei do trabalho feito pela equipe de Cleusa Slaviero, da Editora ComPactos. Agora é fazer algumas unidades e lançar ao mundo um pouco das histórias dos bancários que vivemos juntos nos anos dois mil.

Sigo firme no trabalho cansativo de sistematização de meus textos nos blogs de cultura e sindical, são cerca de seis mil postagens. Um dia eu termino. Estou relendo, diagramando e encadernando. Já tenho vários cadernos prontos. Posso dizer a vocês que tem muito texto que teria valor histórico se os tempos fossem outros.

Como a vida é um instante, tenho avaliado que preciso começar a ler com disciplina livros, livros de literatura, de áreas que gosto, livros clássicos. Não sei até quando vai minha sorte e não poderia passar um dia sem ler meus livros, alguns adquiridos e aguardando minha leitura há décadas, décadas!

Conjugado a uma rotina de leitura diária, enquanto estamos por aqui, posso escrever em minhas páginas para compartilhar gratuitamente o que eu aprendi ou refleti sobre as leituras que tive a oportunidade de fazer. Esse é o objetivo dos blogs desde que os criei.

POLÍTICA

Durante décadas como dirigente nacional da classe trabalhadora, tive o privilégio de aprender política. A consciência política que adquiri me permite ter uma leitura atenta da realidade brasileira e mundial, e dos seres humanos. A situação do mundo está muito séria. Diria que vivemos um momento decisivo para a humanidade e para o planeta Terra.

Se tivesse sido aproveitado no movimento social de onde vim, teria que ler e compreender e repassar toda a leitura que tenho da realidade aos meus companheir@s. Não tendo mais utilidade para o movimento, tenho que me policiar para não "perder" tempo com a política, preterindo meu objetivo de me dedicar à cultura e autoconhecimento.

Se me deixo levar pelo cacoete de décadas de lutas políticas, me pego querendo me meter em temas que não vão me levar a lugar algum, a não ser saber um pouco mais do que já sei alguma coisa de política e sentir mais impotência por não poder mudar a realidade, pois nem na política estou.

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Enfim, tenho que fazer algumas coisas pessoais para continuar por aqui e tenho que ter disciplina e amor-próprio para fazer algo pelo conhecimento, tanto para mim, quanto para as pessoas que lerem as coisas que escrevo.

Seguimos vivendo. Viver é uma oportunidade diária.

Will i am


sábado, 30 de agosto de 2025

O sentido da vida (8)



"Sentia-me três vezes desgraçado: meu pelo era mosqueado, haviam-me castrado e os homens imaginavam que eu não pertencia a Deus nem a mim mesmo, como é próprio de todo ser vivente, e sim, a um cavalariço." (Kolstomer - História de um cavalo, Tolstói, 1886)


As relações sociais dão sentidos ao viver


Qual seria o sentido da vida, se não há nada dessas abstrações inventivas do animal humano, aquele que dominou a natureza, inventou a linguagem e ao final se perdeu acreditando em suas próprias abstrações?

Passou o dia envolvido com um texto extraordinário do século XIX, criado por um dos maiores escritores da Rússia, Leão Tolstói. No enredo, o narrador nos conta a história de Kolstomer, um cavalo que sofreu preconceito, violência e abandono, algo comum na vida de milhões de pessoas neste mundo cruel.

A leitura definitivamente é uma das invenções humanas que podem contribuir para dar significados à vida das pessoas. Ler literatura, ciências e história permite aos leitores se libertarem da triste sina da ignorância, o principal motivo para milhões de animais humanos serem escravos manipulados por espertalhões. 

Naquele dia, refletiu sobre muitas coisas, todas elas ligadas ao sentido da vida: ao parabenizar seu pai pelo aniversário de 83 anos, agradeceu a ele por tudo que fez para todas as pessoas que ele ajudou a se estabelecerem neste mundo cruel e injusto.

Ainda estava pensativo sobre o sentido da vida do personagem Kolstomer... mas o sentido da vida de seu pai, e de sua mãe, e de sua própria vida era mais compreensível àquela altura da existência. 

É notório o sentido de complementaridade e de interdependência que existe na vida da espécie humana na natureza. A vida de seu pai contribuiu para a existência de muitas pessoas da família, assim como sua própria vida naquele momento. 

O ser humano é um ser social por natureza. As relações nos dão sentido.

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domingo, 24 de agosto de 2025

O sentido da vida (7)



Buscar e compartilhar o conhecimento

Acordou no domingo bem cedo. O silêncio era tão prazeroso que se negou a bater frutas no liquidificador.  Cortou as frutas no prato e comeu em silêncio. 

Qual o sentido da vida? Da vida humana? Da sua vida? Em termos práticos, ou de forma utilitarista, naquela altura da vida, viver era dar suporte e conviver com pessoas de sua relação familiar.

Que mais? Pensando a respeito disso, o que mais lhe vinha à mente era o amor pelo conhecimento, o desejo de ter sido um intelectual e professor como homens e mulheres admiráveis por dedicarem suas vidas à cultura. 

Pelos motivos do próprio viver, as veredas que foram se abrindo em seu percurso definiram trilhas que o afastaram da realização de se tornar um professor. Não rolou.

Talvez seja por isso que tenham surgido suas páginas de textos na internet, o desejo de compartilhar alguma coisa que tenha aprendido e não possa passar adiante em uma sala de aula.

Enquanto pensava nisso, lágrimas rolavam por seu rosto. A vida acabou sendo do jeito que foi possível.

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domingo, 17 de agosto de 2025

O sentido da vida (6)



Buscar sentidos na leitura

Foram vários dias lendo e diagramando quase trezentos textos. O caderno impresso daquele ano ficou com quinhentas páginas. 

A sistematização das quase duas décadas de produção textual ainda levará muito tempo. São mais de cinco mil postagens. 

O desejo é completar essa tarefa trabalhosa que sintetiza quase a metade de sua existência, textos que resumem ao menos sua fase mais produtiva como adulto em convívio social. 

Cumprida a missão, a ideia é dedicar sua vida à leitura e à reflexão filosófica. O foco principal será a literatura. Escrever também está no horizonte. 

Ler os clássicos que não conhece é um sonho ainda realizável. Que a vida lhe dê olhos e saúde mental para isso.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Instantes (17h12)



Refeição Cultural

A vida é um instante, e sendo instantes é recomendável que os seres viventes tenham atenção. O viver se define nos detalhes...

Com atenção é possível dar mais oportunidades à Sorte, essa deusa mitológica. Sorte, azar, acaso; destino, alguns diriam. Atenção ajuda, tanto a sorte, o acaso, quanto o destino.

Um tempo atrás, ao acompanhar meu pai ao médico, tirei um carcinoma basocelular no mesmo dia. Aquela mancha na cabeça chamou a atenção ao cortar o cabelo. Era coisa ruim. 

Meses atrás, ao observar a boca durante a higiene diária, observei uma mancha branca que não estava ali antes. Fui atrás do diagnóstico daquilo. 

A leucoplasia oral que tinha foi removida na semana passada pelos atenciosos profissionais e estudantes da Faculdade de Odontologia da USP e a vida segue. Viva a ciência e o SUS! Sigo sendo um homem de sorte. 

Depois de uma semana de molho, sem comer quase nada, voltei às atividades físicas, aos poucos, claro.

Minha genética e meu percurso de vida me avisam sobre riscos mais comuns a nós brasileiros e adultos do século XXI... infarto e acidentes vasculares é que são foda!

Amigas e amigos leitores do blog, fiquem atentos a manchas brancas na região bucal, manchas estranhas na pele, e claro, colesterol, pressão alta e diabetes, e sobrepeso. (post scriptum: faltou falar da obesidade e da importância da prática de atividades físicas regulares) 

Viver é uma oportunidade diária de aprender coisas novas e compartilhar o conhecimento, fazer o bem aos outros e à coletividade, e sentir o sol da tarde num dia frio do caramba.

William 

11/08/25

domingo, 10 de agosto de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Domingo, 10 de agosto de 2025.


No calendário da cultura brasileira hoje é Dia dos Pais. Ao acordar, fiquei um tempo olhando para o teto do quarto e pensando sobre isso, o Dia dos Pais, ou o fato de ser pai, ou até a respeito de ser filho. Todos somos filhos de pais e mães. Após pensar um tempo, me senti sem palavras neste momento para escrever sobre pais e filhos. Com as palavras vêm os julgamentos, e não sou nada pra julgar ninguém. Aos pais, fica meu desejo sincero que tenham um domingo bom, não adiantaria desejar o lugar-comum, o mundo humano está numa etapa ruim da história da espécie na Terra.

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"Que eu chegue bem ao próximo final de semana. É o pensamento"

Domingo passado escrevi sobre minha ansiedade em relação à semana que se iniciava, seria uma semana diferente no cotidiano. Hoje posso dizer que cheguei bem. Sigo sendo um homem de sorte. Fiz uma cirurgia na boca e sabia que seriam dias de pouca ingestão de alimentos. A sensação de fundura no estômago, roendo o tempo todo, me fez imaginar - o que não é possível -, mas pelo menos tentar imaginar a fome que os donos do poder estão impondo há tempos às maiorias de seres humanos excluídas dos direitos humanos e, em particular, pensei nos palestinos da Faixa de Gaza, um campo de concentração vergonhoso deste momento de fim de mundo. Também me lembrei da tia Alice, que não conseguia mais comer na fase final de sua doença. Sem conseguir mastigar, a gente percebe como é bom ter saúde. No meu caso, por mais que tomasse iogurte, vitamina de frutas, sucos, leite, o corpo não saciava a fome. Foi bom demais poder voltar aos poucos a ingerir coisas com sustância, com sal. Ao mesmo tempo, com a consciência que tenho hoje, fico triste ao ver tanta gente querida detonando sua saúde e a gente não poder fazer nada por alguém que não queira fazer algo por si mesmo. Parece que vou percebendo cada dia mais que as coisas são como são por falta de educação, a tragédia e a miséria humana não são naturais, são escolhas. 

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Por escolha, por tentar fazer algo que seja bom para o particular e o coletivo, faço parte de um grupo de pessoas que estão participando de um curso de extensão universitária com aulas e professores fantásticos, com aulas presenciais aos sábados, com a temática "Como impedir o fim do mundo: colapso ambiental e alternativas", organizado e ministrado pelo IBEC e Unesp. Ter o conhecimento da realidade do mundo é um privilégio, uma responsabilidade, e um desafio de autoconhecimento para saber administrar o sofrimento que o conhecimento nos dá. Enfim, não gostaria de ser um ignorante, um néscio, um idiota manipulável. Prefiro lidar com a dor e o sabor de acessar o conhecimento e as mais diversas formas de cultura.

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Para a semana que se inicia, desejo coisas simples, na dimensão pessoal. Comer arroz com feijão, pão com manteiga e café. Praticar atividades físicas possíveis. Ler. Escrever. Gostaria de poder fazer algo para salvar a natureza de sua destruição total pelos humanos capturados pela invenção deles próprios, o capitalismo. No entanto, ainda não foi possível convencer maiorias nem no campo popular onde me politizei a lutarem contra o modo de produção e organização social do capitalismo. 

Will i am

(10h40)

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

O sentido da vida (5)



Buscar compreensão a partir de fragmentos das coisas

"II - Os escritos desses primeiros filósofos na íntegra se perderam todos, como a maior parte da riquíssima literatura grega. O que sobrou deles foram pequenos trechos, às vezes o correspondente a uma página, às vezes pedaços de frases, às vezes uma palavra, inseridos em textos que séculos depois (IV séc. a.C. - VI séc. d.C.) se escreveram e que, alguns por acaso, se salvaram. Sobraram também muitas notícias sobre a vida e a doutrina deles. E sobretudo sobrou, podemos dizer assim, uma interpretação que logo se tornou definitiva, oficial, e que fixou a posição desses pensadores na história da filosofia..." (Para ler os fragmentos dos Pré-Socráticos, José Cavalcante de Souza, p. 35)


Buscar compreensão e ou sentidos a partir da observação e de fragmentos de coisas. Essas ações conscientes só podem ser realizadas por uma espécie animal no planeta Terra: os seres humanos. 

Um cachorro não pode fazer isso. Uma galinha não pode fazer isso. Uma águia também não. Uma máquina não pode fazer isso. Máquina alguma, nem essa mentira chamada "IA". Humanos podem fazer isso, se estiverem em condições favoráveis para isso.

O homem refletia sobre sua jornada existencial até ali e percebia claramente que havia encontrado respostas para vários questionamentos feitos em décadas do viver.

Estava num momento meio "E agora, José?", tradução existencial espetacular de certo momento do viver, interpretação feita pelo poeta maior, magistral Drummond de Andrade, o Carlos, que foi ser gauche na vida. E poetou. E filosofou.

Seu momento José vinha ocupando seus pensamentos cotidianos, suas ações, o seu viver.

Querendo ou não, seus registros - fragmentos de uma vida de lutas - estavam sendo revistos, sistematizados, interpretados até. 

O homem estava alinhavando tudo aquilo e o sentido de tudo vinha se mostrando a ele.

Compreendia melhor agora por que as coisas são como são.

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sábado, 2 de agosto de 2025

Leituras tardias



Refeição Cultural

Ao longo do viver, sempre guardei materiais de cultura que gostaria de ler ou ver algum dia. 

Quando voltei para São Paulo, antes dos dezoito anos, trouxe somente algumas roupas e pequenos pertences pessoais (é o que me lembro). Iria morar na casa de minha avó Deolinda e já moravam com ela outros jovens, meus primos. Apesar do aperto, comecei ali a colecionar livros, revistas, partes de jornais e outras mídias.

Naquela época, anos oitenta, era consenso na sociedade humana que a educação e o conhecimento tinham importância para o caminhar pela vida adulta, principalmente para nós da classe trabalhadora, chamada às vezes de periférica. Queríamos ser inteligentes, ter formação escolar e adquirir cultura para evoluirmos como seres humanos e vencermos na vida, como se dizia.

Tenho materiais de cultura que datam dos anos oitenta e noventa: muitos livros, por suposto, e recortes de jornais e materiais do movimento sindical, inclusive. Nunca tive coragem de me desfazer dessas mídias, a maioria nunca lida por ter outras prioridades no viver diário de um proletário.

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Imigração japonesa - 100 anos (2008)

O caderno que li desta vez é sobre os 100 anos da imigração japonesa para o Brasil, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 12 de junho de 2008, uma quinta-feira.

Eu tenho interesse pela cultura oriental desde que era criança, sempre apreciei coisas relativas ao povo japonês e chinês. 

Na adolescência, ao avaliar possibilidades na vida, pensei até em ser decasségui (dekasegi). No fim, um primo é que foi trabalhar no Japão por alguns anos.

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100 anos de imigração completados em 2008

De forma resumida, o caderno traz informações básicas sobre o Japão e o processo de imigração japonesa para o nosso país.

O artigo de Simone Iwasso conta a história da família imperial. As comemorações no Brasil contaram com a visita do príncipe herdeiro, Naruhito, à época com 48 anos, filho do imperador Akihito e da imperatriz Michiko.

Na matéria de Fernando Nakagawa, soube que "Dos japoneses e descendentes que vivem fora do Japão, 60% escolheram o Brasil. Atualmente (ou seja, 2008), há cerca de 1,5 milhão de japoneses e descendentes no País. Em seguida, estão Estados Unidos, com 900 mil, e Peru, com 90 mil descendentes."

Celso Kinjô, em texto feito para o caderno, nos conta que até o fim da 2ª Guerra Mundial os imperadores japoneses eram considerados deuses. Foi o imperador Akihito, em 16 de agosto de 1945, que revelou aos súditos que era "um humano igual a todos" ao declarar que o Japão estava se rendendo ao inimigo. O anúncio foi em rede de rádios.

Márcia Placa nos revela a origem do saquê, descoberto por acaso, quando um barril de arroz não foi vedado corretamente e azedou. No final do caderno, ela faz outra matéria sobre a Turma da Mônica e os personagens Keika e Tikara, criados por Maurício de Sousa em homenagem ao centenário.

A matéria de Valéria Zukeran "O desafio: preservar a memória em papel" é muito boa. Livros e revistas ajudam a manter a história dos imigrantes e à época havia um esforço grande para se digitalizar materiais antigos e disponibilizar outras formas de mídia para a preservação de cultura.


Gostei da reportagem de Fernanda Yoneya sobre os festejos em Santos, SP. Foi lá que aportou, em 18/06/1908, o navio Kasato-Maru, "trazendo os primeiros imigrantes japoneses - uma chegada tão marcante que a cidade, na época, ficou conhecida como Porta do Sol Nascente". Os imigrantes tiveram contribuições importantes na região como, por exemplo, na atividade da pesca.

A cidade de Santos inaugurou no centenário a escultura "Vermelha", homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, doada pela artista Tomie Ohtake (1913-2015), localizada na extremidade do Parque Municipal Roberto Mário Santini, na orla do José Menino.


Literatura japonesa

A matéria de Renato Cruz, sobre a tradutora Leiko Gotoda, convida a gente a ler os livros traduzidos por ela.

Um dos romances japoneses mais conhecidos no Brasil é Musashi, de Eiji Yoshikawa, publicado no Brasil em 1999. Leiko traduziu diversos livros de seu tio Jun'ichiro Tanizaki, autor importante do século passado.

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O artigo de Jorge J. Okubaro - "Da rejeição à integração" - descreve um pouco do que os imigrantes japoneses tiveram que enfrentar ao longo desse século no Brasil. 

"Em Raça e assimilação, editado em 1933, Oliveira Viana escreveu que 'o japonês é como o enxofre: insolúvel', dando um certo ar científico à tese, popular na época, de que o japonês é 'inassimilável'."

Vejam o que pensava dos imigrantes um dos autores famosos da época, intelectual querido até por gente do campo chamado "progressista". 

O povo japonês veio ao Brasil para trabalhar quase como escravo em lavouras paulistas de café e depois sofreu na pele o peso da 2ª Guerra Mundial ao pertencer ao país associado aos nazistas e fascistas (Eixo).

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A riqueza da cultura japonesa 

Enfim, terminada a leitura do caderno inteiro dedicado ao centenário da imigração japonesa para o Brasil, acrescentei algum conhecimento novo ao pouco que conheço dessa temática.

Quase duas décadas depois da publicação do caderno especial, um leitor do futuro leu as matérias olhando para o passado. A experiência é interessante. Sempre gostei de fazer isso.

A cultura japonesa faz parte do cotidiano do autor do blog porque os mangás e animes fazem parte dos momentos culturais da família, sem contar o interesse que tenho pelo idioma japonês.

Sigamos lendo e aprendendo alguma coisa nova todos os dias de existência neste belo planeta Terra, um mundo sendo destruído pelo animal humano.

William


Bibliografia:

Caderno Imigração japonesa 100 anos. O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 12 de junho de 2008.


quinta-feira, 31 de julho de 2025

Instantes (11h59)



Refeição Cultural

"Proclama Empédocles: 'Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais; não há fim pela morte funesta; há somente mistura e dissociação dos componentes da mistura. Nascimento é apenas um nome dado a esse fato pelos homens'." (Pré-Socráticos - Vida e Obra. Ed. Nova Cultural, 1999. Pág. 27)


Mistura e dissociação... é o que todos nós somos, mistura e dissociação, como disse Empédocles. 

No subitem sobre Empédocles, li também sobre amor e ódio. 

Amor e ódio... talvez os animais humanos se movam pela Terra, pela natureza, e como natureza, por causa desses dois sentimentos: amor e ódio. 

Este animal que registra palavras nas nuvens virtuais e passageiras da globosfera adquiriu com a experiência de sobreviver dezenas de outonos uma compreensão melhor sobre a vida, essa mistura e dissociação de elementos da natureza.

Compreender um pouco melhor porque as coisas são como são não é aceitar as coisas como são. Hobsbawm alertou sobre isso ao tentar compreender o nazismo (Era dos Extremos).

Um homem dar 61 socos no rosto de uma mulher; os sionistas matarem de fome milhares de palestinos; ainda encontrar uma pessoa bolsonarista... 

Minha caminhada pela Terra nesses outonos todos me faz compreender melhor hoje por que essas coisas acontecem... 

Esses eventos que citei não são naturais, apesar de serem naturalizados pelos meios do mundo incivilizado do animal humano. Não são naturais.

Se não são naturais, podem ou poderiam ser alterados pelos animais humanos. Educação e cultura adequadas podem mudar os animais humanos. 

Não vejo essa possibilidade acontecer neste momento da história humana. 

Mas que é possível mudar a realidade, isso é. 

Will i am

31/07/25

terça-feira, 10 de junho de 2025

Instantes (13h13)



Refeição Cultural

No Brasil, a corte suprema está ouvindo neste momento aquela gente que tentou dar um novo golpe de Estado após as eleições de 2022 para se perpetuar também no poder político, já que o poder real - econômico - a casa-grande nunca deixou de ter. 

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem novos aliados para desinformar e idiotizar o povo: as corporações norte-americanas chamadas big techs. 

O Brasil vai enfrentar uma guerra cognitiva nunca vista. As máquinas de IA farão o diabo com a nossa noção de verdade e realidade. 

A esquerda e as pessoas com alguma ética e vergonha na cara não estão preparadas para essa guerra de agora até outubro de 2026. O pior é que nem se preparando estão para enfrentar nossos inimigos. Será uma tragédia. 

Nossos inimigos estão certos de que a impunidade deles se imporá novamente. São séculos de impunidade. 

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Neste mesmo instante, Israel está eliminando os palestinos para ocupar suas terras. Nos anos 40, o genocídio promovido pelo nazismo era meio oculto. Agora genocídios são transmitidos e tem gente que fica rica com as visualizações e likes (as big techs agradecem).

Neste mesmo instante, Trump segue implantando uma ditadura nos Estados Unidos. Será que parte do povo vai conseguir barrar isso?

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Em minhas reflexões e revisitas aos diários, tenho avaliado minha passagem por este mundo violento da sociedade humana. 

Me doei às lutas sociais por um tempo. Sou um homem de sorte também pela oportunidade do aprendizado na convivência com a militância de esquerda. Minha cabeça precisa funcionar para eu superar o fim daquela convivência. 

Se a vida me der oportunidade de ainda estar por aqui, eu deveria mergulhar nas leituras que nunca fiz. Sempre admirei pessoas com grande conhecimento geral.

Se eu tiver algum juízo, conseguindo terminar a revisão e armazenamento de minha produção textual de milhares de textos nos blogs, pego pra ler tudo que acumulei por desejo de saber. 

Enquanto isso, seguem as coisas que citei acima... que posso eu fazer pela democracia, pelo humanismo, pela educação e cultura?

Escrevendo aqui, partilho o que sei e o que penso.

(Salvem seus textos e produções audiovisuais em mídias próprias, as nuvens vão deixar na mão milhões de criadores de conhecimento. Pensem nisso)

William 

sábado, 31 de maio de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 31 de maio de 2025. Sábado.


O MUNDO E A VIDA PODEM SER MELHORES

E mais um mês do ano vai terminando. O tempo segue avançando nos relógios do mundo humano. Marcação de tempo é uma invenção do animal homo sapiens. O restante dos elementos da natureza só estão por aí, estão, são, se transformam ou são transformados em outros elementos. No fundo, nós humanos também só estamos, somos, estamos por aí, por aqui.

Faleceram neste mês alguns seres humanos que eu os tinha como pessoas que contribuíram positivamente para a comunidade humana; morreram, não estão mais entre nós. 

Pepe Mujica estará por muito tempo nos corações das pessoas progressistas; esperemos que suas palavras e seu exemplo inspirem as pessoas que caminham pela Terra. Marcos Martins, nosso companheiro de Osasco, me inspirou a ser um bom sindicalista; ele fez o bem para muita gente em nossa cidade e Estado. O professor Evanildo Bechara foi um progressista no trato da Língua Portuguesa na questão da inclusão dos diversos falares de nosso povo. Sempre teve o meu respeito. Uma referência também. Sebastião Salgado foi e será por muito tempo um ser humano que inspira e exemplifica o quanto podemos ser melhores para o mundo.

O tempo segue na nossa vida de animais humanos que marcam o tempo... tic tac tic tac.

O mundo poderia e pode ser muito melhor para o conjunto da população e para a biodiversidade da Terra. Nós temos uma capacidade inacreditável de criar soluções para as coisas, os homo sapiens são seres vivos de grandes possibilidades. A questão que acompanha a nossa caminhada pelo planeta é: por que o mal está sempre prevalecendo na sociedade humana se somos seres dotados de inteligência? Como mudar isso?

Educar massivamente a população com princípios éticos e solidários é uma forma de melhorar a sociedade humana. Educação, cultura, ciência com ética, conhecimento voltado ao bem coletivo... elementos característicos das possibilidades da natureza do animal humano. Podemos mudar o mundo verdadeiramente se reunirmos as condições adequadas para tal mudança. Uma coisa é fato: nossa espécie desenvolveu tecnologia para fazer a vida no planeta Terra ser melhor para nós e para a biodiversidade. Desenvolvemos, sim.

Com atitude e estratégia adequadas, nós as pessoas de boa vontade pelo bem comum, podemos mudar a tendência atual do fim das condições de vida na Terra.

Eu sei que neste momento, neste exato momento, fim do dia 31 do mês de maio do ano de 2025 no Brasil e no mundo, as coisas estão ruins para o bem da humanidade e da biodiversidade. Eu sei. Genocídio do povo palestino e aumento dos miseráveis e gente sem-chão - expulsos pelos poderosos -, extrema-direita avançando, o capitalismo acelerando o lucro fácil e encurtando o amanhã de todos, as pessoas de boa vontade dispersas em pequenas bolhas e desunidas. Eu sei.

Eu não acreditei ser possível mudar o mundo e as pessoas até bem perto dos trinta anos de existência pela Terra. Nem viver eu queria, mesmo tendo importância para as pessoas de nosso meio social. Ao sobreviver às primeiras décadas, o caminhar encontrou veredas que me mudaram como pessoa, e nessas veredas acessei tudo aquilo que muda pessoas e o mundo: educação, cultura, ciência com ética, grupos éticos e solidários. Mudei porque os humanos podem mudar. Somos seres inteligentes.

Enfim, aos 56 anos de idade, estando ainda por aqui, sabendo que passaram pela Terra pessoas como Machado de Assis, lá no passado da escravidão no Brasil, vendo tanta gente boa nos locais mais simplórios do mundo, na região mesmo onde vivo, não tenho o direito de achar que o mundo não tem mais jeito, mesmo estando num cenário muito adverso para o bem comum. Meu percurso pela Terra exige de mim acreditar na vida e na inteligência humana.

Vem aí o mês de junho no meu mundo e no mundo todo. Vamos nos esforçar por viver decentemente, sem fazer mal a ninguém, e fazendo ações que possam de alguma forma melhorar a vida humana. Compartilhar pensamentos como esse é minha singela forma de defender que acreditemos que é possível fazer o mundo melhor. 

Não represento ninguém, já representei e tentei representar decentemente. Mas, no fundo, sou um exemplo de uma pessoa que foi modificada pelas oportunidades da educação, da cultura, da ciência, do acolhimento e da solidariedade das pessoas.

William


 
Com Pirulla, em 19/9/22.

Post Scriptum: estou na torcida pela recuperação do Pirulla, figura do bem, dessas que citei acima, que sofreu um AVC nessa semana. O pessoal mais próximo a ele pede apoio, pois ele cuida de seus pais idosos e não há previsão sobre sua condição de voltar ao trabalho de divulgação científica. 

PS 2: Torço pelas pessoas que conheço que estão na luta por suas condições de saúde e vida. São pessoas boas e que sempre praticaram o bem comum.


quarta-feira, 28 de maio de 2025

Poema 30: Oração como utopia


ORAÇÃO COMO UTOPIA


Enquanto me banhava

meus pensamentos oravam

pedindo ajuda e proteção:

aos palestinos violentados,

aos viciados em drogas, 

aos imigrantes sem chão, 

às mulheres sem liberdade, 

às vítimas da depressão, 

aos odiados e perseguidos,

a quem falta o pão. 


Ateu não fala com deuses,

mas a razão consciente

sabe ser possível a mudança 

pela inteligência humana. 


Falemos de mudança!

Sejamos sonhadores!

Esperancemos!

Utopia, já!

Amém!


William 

28/05/25


terça-feira, 13 de maio de 2025

Poema 29: Pepe Mujica, presente!


PEPE MUJICA, PRESENTE!


Hoje nos deixou Pepe Mujica.

Mujica nos deixou o exemplo,

nos deixou sábias palavras,

ensinamentos sobre a vida.


Papa Francisco e Mujica se foram.

Segue a luta pela paz e contra a fome:

temos Lula, Claudia Sheinbaum e mais.

Temos a juventude chegando e agindo.


Minha esperança não se apaga

ao ver a luta de Luna Zarattini,

a juventude do Coletivo JuntOz:

Heber, Gabi e Matheus em Osasco.


Mujica, és inspiração para os jovens.

O presidente Lula defende noite e dia

um mundo mais justo e solidário, sem fome.

Esperanço com a juventude! Sigamos!


Companheiro Pepe Mujica, presente!


William

13/05/25