Refeição Cultural
Quarta-feira, 26 de agosto de 2026.
Ao sentir minhas dores crônicas no quadril e coluna, penso no meu pai reclamando de dores décadas atrás. A pessoa sofre sozinha, a dor é uma coisa solitária. É da pessoa e de mais ninguém.
Sou um homem de sorte. Em rápida reflexão, fazendo uns cálculos, olhando meu percurso, concluo isso. Estar vivo até aqui foi uma oportunidade que a natureza me deu. Não tem como deixar de reconhecer que poderia ter durado bem menos no mundo.
Avaliar os erros cometidos e as coisas positivas que fiz é uma das atividades cotidianas de minhas reflexões. Tentar aprender conhecimentos novos, melhorar como ser humano e fazer algo útil à coletividade e à natureza são desejos que tenho neste momento existencial.
Ter sido representante de meus pares do mundo do trabalho foi uma oportunidade que me definiu como pessoa. O que faço hoje e a forma como vejo o mundo são consequências da experiência de ter sido dirigente sindical bancário.
Como diz Rubem Alves em sua crônica "O nome", o meu nome hoje é o que o mundo espera de mim, mesmo estando num buraco qualquer do mundo. Mais que isso: é o que eu exijo de mim! O que já fui me definiu até o último de meus dias.
E assim sigo diariamente a cada amanhecer. Não posso mais tudo que já pude ser e fazer. Somos natureza. Posso ser e fazer muitas coisas ainda. Estou fazendo. Vivo, contribuo com alguma coisinha na vida de algumas pessoas.
Eu me sensibilizo com cada tragédia pessoal que ouço ou fico sabendo. Gostaria que as pessoas fossem felizes e sofressem menos. Por isso, inclusive, ainda me coloco ao lado das pessoas que lutam contra o capitalismo e a exploração das pessoas de minha classe social, a classe trabalhadora.
É isso. Não escrevi sobre minhas leituras e sobre o filme que vi ontem, Odisseia, mas escrevi o que estou pensando e sentindo neste momento da vida e do mundo.
ELEIÇÕES
Em SP, voto Luna Zarattini 1302, Marcolino 13310, Marina 180, Simone 400, Haddad 13 e Lula 13.
William
22h52


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