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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões - O tempo que resta



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

domingo, 25 de janeiro de 2026

O sentido da vida (19)



Compreender melhor o povo muda alguma coisa?


Envelhecer pode significar o ganho de experiência e sabedoria. Ou não. 

Pode ser que se tenha mais referências para nortear os passos a seguir.

Ao participar de rodas de conversas, sejam elas com conhecidos ou estranhos, percebia-se na prática as teorias do sociólogo Jessé Souza, em sua interpretação do povo brasileiro. 

Os brasileiros são aquilo que Jessé Souza explica em seus livros e palestras, um saber acumulado após décadas de estudos.

Um povo que foi aculturado para ser racista, um tipo de preconceito naturalizado por séculos, a partir da casa-grande. Racismo cultural. 

As diversas formas de preconceito e discriminação são ferramentas ideológicas para encobrir os privilégios dos donos do poder. 

Ele entendia isso claramente naquele momento de sua existência. 

A questão para ele era saber o que fazer com essa compreensão melhor sobre seu mundo e seu povo. 

Compreender como opera o sistema de aculturamento em seu mundo não significa capacidade de alterar aquela situação. 

Como mudar a realidade e salvar a humanidade e a vida no planeta Terra?

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Instantes (14h47) - Salvar o mundo: um compromisso ético



Refeição Cultural

Que poderia registrar neste instante? O que ocupa meus pensamentos?

O amor, esse nobre sentimento, poderia ser a pauta a definir a agenda da sociedade humana. Mas ele não é o que importa no mundo dos homens. 

O projeto humano em andamento é outro - o necrocapitalismo -, e as ferramentas para se levar adiante o projeto são antagônicas ao amor.

Ódio e medo são os sentimentos a serem trabalhados pelos donos do poder para implantar o preconceito entre os iguais nas classes subalternas. 

E o pior é que dá certo manipular as massas humanas desprovidas de todos os meios essenciais à vida e ao pleno desenvolvimento do ser humano. 

O que fazer ao perceber esse cenário ao seu redor? Se contrapor a esse projeto de sociedade humana é o básico. Mas não basta. 

Que mais se poderia fazer para impedir esse projeto de dominação das massas humanas através do ódio e do medo, alcançando o predomínio do preconceito entre as vítimas miseráveis desse sistema?

Só escrever não basta. Só estudar e refletir não basta. Só pregar o pacifismo não basta. Isso é óbvio! 

Enquanto um sujeito pacifista faz isso, o dono do poder explode ele... boom!

Entendem? Só pacifismo não basta contra os donos do poder. Não pararam Hitler com passeatas pacifistas.

Estamos ferrados! Um século depois, os pacifistas copiam os "pacifistas" hipócritas (covardes?) do período entre os anos vinte e quarenta da "Era dos extremos".

A gente vê isso e sente uma impotência imensa sendo um cidadão politizado. 

Sigamos sem esmorecer ou desistir. Salvar a humanidade e a vida no planeta Terra deve ser um compromisso ético de cada um de nós. 

William 

23/01/26

terça-feira, 15 de julho de 2025

Instantes (12h49)



Refeição Cultural

No romance, estou numa parte na qual parece ser o fim para o senhor Barnstaple, ele está numa reentrância na rocha em um penhasco. Abaixo, o desfiladeiro, acima, rochas por onde escorregou até ali, fugindo de seus pares terráqueos. Ele avalia que as opções nessa situação são duas: esperar a morte por inanição ou se jogar para a morte.

Estou com as palavras do professor Domenico de Masi circulando pelas sinapses de meu cérebro criador de tudo. Vi uma aula dele sobre o tema "O ócio criativo" (no ICL). Ele explica sobre o trabalho, seu objeto de análise e estudos por décadas. 

Nas minhas reflexões, me lembrei do sofrimento que o trabalho significou em minha vida. Vejo a trabalhadora limpando a piscina, trabalhando, e me lembro do meu primeiro dia como ajudante de encanador antes dos dezesseis anos... depois me lembro daquelas latas de palmito podres que tinha que abrir pra jogar fora... Temos que trabalhar para sobreviver.

De Masi nos conta que por milênios, o trabalho não tinha essa interpretação recente de "dignificar" o homem (mulher nem era considerada em relação aos direitos nos mundos dos homens). Trabalhar era castigo divino, era para escravizados. Dignificar os homens era através da filosofia, da arte, do belo, dos esportes e da gestão da Pólis

Esse papo de trabalhar dignifica o homem veio dos últimos dois séculos, da era industrial. Locke, Smith e Marx mudaram o olhar sobre o trabalho. Segundo De Masi, desde sempre (milhares de anos de homo sapiens), nosso objetivo foi trabalhar pouco ou não trabalhar. 

Isso me parece ter todo o sentido!

Agora temos máquinas e tecnologias para livrar a espécie humana da maior parte do trabalho ruim, insalubre, de risco e humilhante. E também de trabalhos mais considerados pelas sociedades. Poderíamos viver para o belo, para estudar e criar, para a cultura. Mas 99% estão no "corre" por um trabalho qualquer, até por um prato de comida, e 1% acumula tudo.

Pior: isso é normalizado!

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Confesso que estou tão cansado quanto meu corpo, que cansou de sobreviver dez anos a mil.

Por consciência, busco sentidos. Mas confesso que está difícil encontrar sentidos. 

Me despeço amanhã do paraíso, da singela colônia de férias dos professores na Praia Grande. 

Voltarei para o caos.

Will i am 

15/07/25

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Instantes (11h05)



Refeição Cultural

"Não me entrego sem lutar

Tenho ainda coração 

Não aprendi a me render

Que caia o inimigo então..."

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)


Tinha o hábito de correr quilômetros na praia nos dias de férias passados na Praia Grande. Já no tempo das dores, cheguei a fazer uma corrida de 10K. Esporte é vida.

Ontem, domingo, o movimento na praia estava como gosto: o povão da classe trabalhadora se divertia do jeito que dá, como canta e conta os Racionais MC's.

Minha formação mental baseada nas utopias da esquerda faz com que meus pensamentos observem o que vejo e façam conexões com possibilidades de acontecimentos futuros: tendências e perspectivas.

Enquanto andava pela praia, vendo o povo e as construções na orla, pensei muitas coisas. Cito uma reflexão: pensei com tristeza no povo e na orla da praia na Faixa de Gaza, na Palestina. Quem garante que nós não seremos eles amanhã? Não há garantias. 

Num mundo cuja lei é a força das bombas e dos "embargos econômicos" e não mais da diplomacia, podemos ser os palestinos amanhã. 

Faz tempo que avalio que o império criminoso do Norte iria fazer com o Brasil e seu povo o que faz com Cuba, Venezuela, Irã, o povo palestino e outros alvos. Me parece que chegou a hora de experimentarmos do veneno aplicado a Cuba. 

Não estamos preparados, não tivemos uma educação cubana, martiana, a esquerda aqui ainda quer "conciliar" com os hitlers da atualidade...

É a minha impressão a partir do que observo ao meu redor em meu mundo. Torço para estar errado.

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Então, ontem, após quilômetros andando pela areia, pensei na música do Legião Urbana, me lembrei do metal que me forjou, e corri 2K na areia da praia, beirando o mar e sentindo o cheiro da maresia.

Danem-se as dores. Não me entrego sem lutar. Tenho ainda coração. Não aprendi a me render. Que caia o inimigo então. 

William 

14/07/25

domingo, 13 de julho de 2025

Instantes (11h11)



Refeição Cultural

Sempre que penso em parar de escrever, depois de alguns dias volto atrás e venho aqui burilar alguma coisa do que vai em minh'alma. 

A memória é um suporte orgânico de registros de experiências e pensamentos: conhecimentos e culturas. 

Todo organismo morre porque é parte da natureza. Tudo se transforma, muda o tempo todo. Somos parte dos ciclos do Carbono e do Nitrogênio. É o que somos, natureza.

A memória é uma ferramenta essencial dos seres vivos. Nos humanos a memória é seletiva. O animal humano é um contador de histórias, somos todos forrest gumps.

Meus textos têm uma importância para ao menos um leitor: eu mesmo, aquele que fui no momento do registro. 

Já tive a vaidade de todos nós de achar que nossas coisas têm serventia no mundo. Não têm. 

Escrevo hoje e se estiver por aqui amanhã, poderei ver o que escrevi naquele instante, se ainda me lembrar quem sou no amanhã. 

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Incomunicabilidade

Lendo sobre neurociência e tecnologia atual - leio Miguel Nicolelis - compartilho a percepção dele de que o mundo digital pode mudar a espécie humana de forma permanente, uma outra espécie talvez surja, uma espécie de homo digital, que não necessariamente será inteligente como a homo sapiens

Faz tempo que venho lendo e observando o mundo e os humanos ao meu redor... degeneração da espécie não é uma expressão exagerada para denominar o que eu vejo ao meu redor.

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Neste instante, ouvindo música na piscina da colônia de férias dos professores num domingo frio, me sinto verdadeiramente de férias, até de minha casa. Férias de tudo. São só uns dias. O caos está ao redor. O autoritarismo fascista está ao redor... Não estamos preparados. 

No livro de H. G. Wells "Deuses humanos", de 1923, o personagem sr. Barnstaple quer férias e vai parar em Utopia. Até onde li, ele, um liberal, está achando o máximo aquele mundo "perfeito", sem doenças, sem insetos, sem governantes, sem as complexidades do mundo dos humanos. Uma porra de mundo fascista. Todas as facilidades pensadas na sociedade utopiana têm uma coisa meio fascista, a ideia vendida de um mundo perfeito. Do tipo: não quer insetos e sujeira, cimenta o chão que tinha uma floresta e pronto.

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Com o advento das plataformas digitais, algoritmos, IAs, a captura da mente humana por alguns humanos (corporações), a economia da atenção baseada no ódio, seremos bilhões de humanos sem conseguir consenso algum. A tribalização da espécie está acelerada.

Não conseguimos ser ouvidos sequer por nossos pais, filhos, amigos, membros de grupos afins. Discordância é algo impossível. Guerra de todos contra todos. É o que vem por aí. 

Vejam a guerra entre ICL e Brasil247. É só um exemplo.

Eu percebi faz tempo isso na nossa espécie. Discordar ou opinar é a morte em vida, o cancelamento. 

No meu caso: não diga nada sobre a Cassi, o BB, o PT, a CUT, o sindicalismo, a Articulação Sindical... não diga nada que não seja amém aos que estão ao meu redor. Amém!

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Férias de tudo neste momento sozinho no solzinho frio da piscina da colônia de férias dos professores. Férias só estes dias. 

Depois, o caos na minha vida e no meu mundo.

Instantes. 

Este é único. Nunca mais!

William

13/07/25

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Diário e reflexões - Uma semana de paz



Refeição Cultural 

Praia Grande, 16 de janeiro de 2025. Quinta-feira.


Os dois lugares que considero o paraíso na terra são dois lugares simples e de acesso a pessoas comuns da classe trabalhadora: o Parque do Sabiá, em Uberlândia, e a Colônia do Sinpro SP, na Praia Grande. 

Passamos uma semana de paz e tranquilidade na Colônia dos Professores aqui na Praia de Caiçara. Caminhei, dei uns trotinhos no calçadão e nadei um pouco todos os dias.

Comecei a leitura do clássico de Umberto Eco, "O nome da rosa". Repito o que digo sempre que começo a leitura de um livro bem escrito: escritores são pessoas incríveis! É extraordinário o que supera um escritor para nos legar um bom livro!

Até onde li, já vi grandes reflexões sobre os livros, sobre a mentira, sobre os dogmas e opressões das religiões inventadas pelos homens. Sim, pelos homens!

A história se passa no século 14. Era prática queimar pessoas, torturar pessoas, oprimir a maioria através da força e da superstição. Século 14.

E pensar que no século 21 é prática oprimir a maioria das pessoas através da força e da superstição... setecentos anos de ciência e estamos no mesmo ponto na sociedade humana...

Nesta semana, o governo Lula voltou atrás numa medida que visava identificar grandes sonegadores e gente que lava dinheiro sujo (sobre movimentações altas por Pix). Uma mentira disseminada pelos dominadores dos meios de manipulação de massas derrotou o governo, que, humilhado, voltou atrás... vitória dos manipuladores!

Que dizer?

William 


terça-feira, 23 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 23 de julho de 2024. Terça-feira.


Em 2018, de volta a Osasco, após viver quatro anos em Brasília, moramos por alguns meses entre caixas e sacos de coisas, num apartamento alugado. 

Eu estava com a cabeça num momento ruim, deprimido, sem chão. Havia sofrido um processo destrutivo de lawfare em meu trabalho, e a injustiça que enfrentei quase me abateu.

Me lembro que tentei fazer coisas normais no cotidiano como, por exemplo, ler romances e livros que me chamaram a atenção. Um dos livros que tentei ler foi "Born To Run - Bruce Springsteen" (2016). Li cento e poucas páginas. 

Eu sempre gostei das músicas dele e algumas canções de Bruce Springsteen embalaram momentos marcantes de minha vida.

Anos depois do ano de 2018, ao olhar para trás, percebo o quanto aquele ano foi duro para mim. Pego como exemplo as leituras que fiz... elas se apagaram da minha mente. É como se eu nunca tivesse lido nada naquele ano duro.

Levei a autobiografia do roqueiro para ler um pouco durante a semana que passamos na Praia Grande e reli umas setenta páginas. 

Ao ver alguém contando seus primeiros anos de vida nos anos cinquenta e sessenta, eu percebo bem melhor o mundo hoje com a experiência que adquiri com o meu próprio percurso existencial, seja lendo as memórias de meu pai, seja lendo as do norte-americano Springsteen. 

O QUE É A VIDA?

A vida humana é uma síntese de acontecimentos diários que vão definindo a existência das pessoas, seja a do meu pai, seja a do Bruce, seja a minha existência. Veredas... veredas... e inventamos deuses e demônios, inventamos explicações para casualidades inexplicáveis como se algo tivesse programado aquilo.

Somos seres que imaginam e copiam coisas materiais e abstratas (abstrações), somos seres que vão vivendo, e vivendo vamos fazendo história, boas ou ruins.

É isso! Não tem mágica nenhuma nisso, a não ser a própria magia da vida... que um dia acaba, porque somos natureza.

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Luto - Expresso meus sentimentos pelo falecimento hoje da companheira Daniele Bittencourt, colega do BB de Curitiba, trabalhamos juntos nas lutas sindicais por muito tempo. Dani, presente! 

William 


segunda-feira, 22 de julho de 2024

58 de 100 dias


Uma semana entre amigos.


58. Chegamos a Osasco depois de uma semana de férias na Praia Grande, São Paulo. 

Para passar uma semana sem estresse, evitei ler notícias da política brasileira e mundial. Sei que as coisas vão de mal a pior para o povo. 

Voltando para casa, tenho que pensar nos meus objetivos imediatos, de curto prazo, de buscar sentidos para a minha vida e de promover mudanças naquilo que me incomoda.

Tenho coisas a fazer para frente e coisas a fazer para trás. 

Conhecer novos amigos, rever e estar junto de pessoas que gostamos e que nos fazem bem é algo a ser buscado.

Revisar e salvar textos feitos e recuperar conhecimentos esquecidos, além de buscar aprender coisas novas todos os dias é algo a ser perseguido. 

Como poderia interferir nas ações que atrapalham meus pares da classe trabalhadora a terem foco no combate ao capitalismo? Essa é a pergunta!

Bem, vamos dormir.

William 


terça-feira, 16 de julho de 2024

52 de 100 dias



52. Conversamos sobre tudo que deu vontade nesta noite. Conversa entre amigos. Amigos novos que poderiam se conhecer há décadas. Amizade é isso: amor fraterno, troca de saberes, confissões. 

Estamos no espaço de descanso dos professores e professoras na Colônia do Sinpro SP, na Praia Grande. Acolhimento e disposição em deixar as pessoas à vontade por alguns dias de lazer.

Vamos relaxar um pouco nesses próximos dias. 

William 


domingo, 2 de junho de 2024

8 de 100 dias



8. Iniciei mais uma semana de vida neste domingo. Voltamos hoje do feriado que passamos na Colônia do Sinpro SP, na Praia Grande. Adoramos aquele lugar simples e aconchegante. E ainda tivemos o prazer da companhia de uma família de amigos professores que nos faz acreditar em sentimentos humanos que às vezes achamos perdidos para sempre: esperança, amor, amizade, bom humor, ética, atitude, e outras nobrezas da espécie humana.

No final da noite de domingo, assisti em casa a mais um filme da saga Mad Max, o Estrada da Fúria. Fiquei pensando se as ficções abordando temas sobre mundos destruídos e ambientes humanos sem sociabilidade alguma seriam ficções idealizadas por causa de previsões e estudos sobre o amanhã na Terra, causando nos espectadores um certo temor a respeito do futuro e uma certa conscientização do que estamos fazendo com o único lugar habitável no universo, ou se seriam só diversão mesmo, passatempo. Ou as duas coisas.

Estou com sono para escrever. Vou dormir. Meu desejo é encontrar algum objetivo de curto prazo que mude alguma coisa no meu cotidiano. Ainda não me veio a resposta. 

Outro desejo deste animal humano que fala através de seus registros em um blog na internet é ser útil de alguma forma para a coletividade humana no sentido de libertar as pessoas da opressão e da miséria, e da ignorância política predominante na maioria (sei que isso soou arrogante...), mesmo após tanta ciência e descobrimentos realizados pela nossa espécie.

Não encontrei respostas para esses desejos. Avaliando um pouco, me parece que qualquer contribuição que eu ainda poderia fazer seria escrevendo alguma coisa, falando alguma coisa que sei e que gostaria de compartilhar de forma gratuita com os outros. 

Durante décadas, procurei respostas para a vida, para a minha vida, para compreender a vida humana e o nosso mundo. Já encontrei as respostas, hoje compreendo as coisas.

O difícil agora é encontrar sentidos para as buscas que estou fazendo depois das respostas que encontrei sobre a vida.

William


sábado, 1 de junho de 2024

7 de 100 dias



7. Enquanto caminhava pela orla da Praia Grande, pensava nas coisas da vida. Vendo o cenário e as pessoas na paisagem, me veio à mente a questão da saúde e da não saúde, inclusive da saúde mental, e a questão do saber e do não saber.

Fiquei muito incomodado ao ver logo cedo uma matéria nas redes sociais sobre nossa autogestão em saúde, anunciando como uma grande conquista a novidade de que agora qualquer um dos 588 mil participantes do sistema pode se cadastrar numa empresa capitalista de consultas por telemedicina com psicólogos e psiquiatras... sem recomendação e orientação adequada por parte das equipes de saúde (da Estratégia de Saúde da Família) da própria Caixa de Assistência.

Aí, um leigo em gestão de saúde, em gestão de saúde do modelo assistencial que nós preconizávamos na Cassi, poderia me dizer assim: - Ué, não é uma boa notícia? Pelo que a operadora anunciou, é uma ótima notícia! Agora qualquer usuário dos planos do sistema Cassi pode fazer quantas consultas quiser com psicólogo e psiquiatra. É só criar uma conta lá na empresa conveniada e pronto. Que mal há nisso?

Eu fico admirado, mas não surpreso, na forma como as coisas se desenvolvem no mundo atual. E fico me cobrando por que eu insisto em perder meu tempo elaborando comentários sobre coisas relativas à nossa Caixa de Assistência. No fundo eu sei por que me cobro isso: porque alguém que tem conhecimento sobre algo não pode se isentar de dizer o que sabe sobre aquilo. Eu conheço a Cassi e o modelo assistencial, conheço o mercado onde ela opera e os problemas da autogestão. Não posso me calar!

A notícia sobre um convênio com uma empresa do mercado para que os participantes do sistema Cassi possam fazer consultas à vontade com seus sócios ou profissionais é uma notícia no mínimo preocupante para a sustentabilidade da operadora, para os próprios assistidos dos planos e para o modelo que a Cassi deveria perseguir caso queira sobreviver por bastante tempo. 

Sério: vendo a forma como a notícia foi dada, qualquer gestor de saúde que olha os custos do sistema saberia o que estou dizendo. É uma temeridade a notícia! É um incentivo ao gasto aberto sem resolutividade aparente e com risco de uma conta impagável para a operadora.

Mas vai entender! Isso não deveria ser problema meu, nem preocupação minha. Sei de diversas pessoas dentro da gestão da operadora que deveriam saber que nosso modelo não era para ter foco no estímulo aos participantes para fazerem suas "demandas" na rede prestadora assim como está na propaganda, ao sabor do mercado. 

Era para ser o inverso. Era para um participante da Cassi só passar por uma consulta ou exame na rede privada capitalista consumidora dos recursos do sistema Cassi caso um médico ou alguém da própria equipe de família que acompanha e monitora aquele participante sugerisse a marcação da consulta ou exame. Repito: era para toda a gestão da Cassi ter isso em mente! O que mudou tanto?

Então, por que eu estou preocupado com essa notícia esquisita, chamando os 588 mil participantes do sistema a saírem se cadastrando na tal empresa conveniada e fazendo consultas quantas vezes quiserem? A empresa vai lucrar mais com o estímulo da própria operadora que vai pagar a conta para seus usuários irem às comprar no mercado de venda de serviços de saúde. Francamente!

O mundo humano está muito esquisito. Vai saber quantas daquelas pessoas que vi por uma hora na orla da Praia Grande não são participantes dos planos de saúde da Cassi e não poderiam começar já a se cadastrarem na tal empresa e marcarem consultas com psicólogos e psiquiatras à vontade... (É a lógica do Emplasto Brás Cubas que expliquei aos usuários da Cassi quando era gestor eleito da operadora)

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Enfim, não consegui deixar para lá essa coisa martelando nas minhas ideias e consciência e incomodando meu dia. 

Apesar desse incômodo, foi excelente meu sétimo dia de uma centena de dias sendo vividos em busca de sentidos, de prazer, de amizade, de amor, de conhecimento, e de mudanças.

A foto que ilustra essa postagem é da Colônia dos Professores onde estamos neste feriado. Passamos boa parte do dia conversando com gente inteligente, alto astral, gente da classe trabalhadora e que atua com educação. 

Foi um dia feliz. Imaginem vocês que enquanto aproveitávamos o dia, aprendemos muitas coisas novas de cultura geral.

William


sexta-feira, 31 de maio de 2024

6 de 100 dias



6. Demos gargalhadas no fim da noite deste sexto dia de minha centena de dias de provável viver. Estamos na colônia de férias do Sindicato dos Professores, na Praia Grande. Estávamos com amigos jogando Master, jogo de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais. Enquanto jogávamos, aprendíamos sobre os mais diversos temas. Também lemos poesias hoje.

Para fechar o mês de maio, corri no cenário que ilustra esta postagem, na orla da Praia Grande. Fiz uma atividade física diminuindo o tempo que marco normalmente no percurso. Durante as corridas do mês, reduzi o tempo no percurso de 5,6K de 44' para 38'36". 

Nos próximos dias, vou fazer exames do quadril para saber como estão os meus desgastes na estrutura de locomoção. Tenho corrido com muita consciência no movimento, para fazer um trote suave. Correndo, melhoro minha condição cardiorrespiratória e circulatória.

Minha irmã está em casa, ainda sem darem a ela o diagnóstico final do que a está debilitando. A suspeita é Chikungunya, e minha irmã acabou de sofrer com uma dengue. É seguir torcendo pela recuperação da Telma.

Enfim, vamos dormir para descansar o corpo e a mente.

William


quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Diário e reflexões - Janeiro




Refeição Cultural - Janeiro

Osasco, 31 de janeiro de 2024. Quarta-feira, noite fresca após as chuvas de verão.


Nesta postagem, irei refletir sobre alguns fatos e acontecimentos pessoais ocorridos no mês de janeiro. Também a respeito do meu ponto de vista sobre o caminhar da humanidade, seja neste espaço de terra chamado Brasil, seja na própria esfera rodopiante chamada por nós de planeta Terra.

A espécie humana seguirá sendo sábia? (homo sapiens...)

Tenho dúvidas.

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FATO OU FAKE? ESTAMOS VIVENDO O FIM DA DEMOCRACIA E DAS RELAÇÕES HUMANAS?

Neste mês de janeiro, estivemos por uma semana na Praia Grande (SP), na Colônia do Sinpro São Paulo, Sindicato dos Professor@s. É um dos locais que mais me sinto à vontade pela simplicidade do ambiente e praticidade em tudo. A colônia fica na Vila Caiçara. Mesmo sendo uma semana chuvosa, foi muito boa a nossa estadia lá. Caminhei, corri, nadei, li, fizemos novas amizades.

Uma observação feita na rua, ao voltar da praia, me fez refletir sobre a nossa realidade e para onde caminhamos. Ao passar por um grupo de pessoas na calçada, ouvi a garota com o celular na mão noticiar espantada que o Sílvio Santos havia morrido. As pessoas em volta começaram a comentar a notícia do falecimento daquela figura bastante popular na televisão.

Por algum censo de observação que devo ter, falei na hora para minha esposa que aquilo deveria ser falso, uma notícia de bolhas virtuais. Boa parte das pessoas hoje não se informa mais através das fontes mais tradicionais de informação como os meios jornalísticos em qualquer tipo de mídia. Se "informam" pelos grupos (bolhas) onde vivem nas redes sociais.

Sendo alguém que estudou bastante sobre o papel político e ideológico da imprensa tradicional, quase toda ela pertencente a poucas famílias através de propriedade cruzada e com laranjas, poderia ter colocado aspas já no primeiro "informa" do parágrafo acima, deixando claro minha opinião de que os jornalões e revistas são os principais criadores de notícias falsas, ou feitas para manipular seus leitores, invisibilizando temas e trabalhando matérias de forma canalha para ludibriar seus leitores.

Ou seja, as causas da desinformação geral são diversas, sendo a imprensa comercial e "tradicional" uma delas - no Brasil a imprensa é o PIG, o Partido da Imprensa Golpista -, por atuar contra os interesses do país e do povo, e as redes sociais pertencentes às big techs são outras responsáveis pela desinformação das pessoas, porque atuam manipulando seriamente os dados dos usuários com o objetivo agressivo de lucro a qualquer custo. Os usuários das redes sociais são commodities negociáveis com quem paga para os algoritmos direcionarem esse "gado" para o objetivo definido pelo comprador. Também vale direcionar o "gado" para votar por algo-alguém e contra algo-alguém....

Voltando à cena na Praia Grande, sobre a "morte" do apresentador de televisão que não morreu.

Quando vi a cena na calçada, imaginei que a notícia era falsa, ela estaria circulando por algum motivo para que pessoas pensassem que o apresentador Sílvio Santos havia morrido e gerar algum tipo de engajamento e compartilhamento massivo daquela notícia inverídica. As redes sociais e os algoritmos da internet funcionam assim: divulgar coisas para gerar engajamento, curtidas, lucro para alguns e manipulação de comportamento de grande contingente de pessoas, às vezes milhões.

Já estamos vivendo a era humana onde não saberemos se uma informação qualquer é verdadeira ou falsa. O leque de mentiras é inesgotável, vão de fake news criadas para confirmar afetos, medos, receios e gostos das pessoas até as fake news que desfazem todos os conhecimentos humanos acumulados ao longo do caminhar da nossa espécie como, por exemplo, referências científicas: o formato do planeta Terra, as vacinas para imunizar a espécie contra ataques de vírus e bactérias etc.

Não são só as bombas atômicas que podem inviabilizar a sociedade humana como nós a construímos ao longo de milhares de anos. Essa ameaça de décadas atrás - época da guerra fria - ainda contou com homo sapiens (sábios) suficientes para conseguir sensibilizar o próprio ser humano que se algo não fosse acordado globalmente a vida na Terra encontraria um fim. Conseguimos pactuar (até o momento) de não acionarmos milhares de ogivas nucleares que existem, a maioria com os EUA e com a Rússia, e mais um monte delas em outras aglomerações humanas mais conhecidas pelo nome de "países" - que são governados por uma ou algumas pessoas influenciáveis -, países que também têm as suas ogivas. Só algumas ogivas já seriam suficientes para acabar com todos nós e as outras formas de vida.

Agora temos uma tecnologia que manipula bilhões de pessoas, altera o comportamento delas, inventa o que quiser e divulga em segundos para influenciar zilhões de pessoas. E mais, o próprio resultado do efeito das manipulações na formação de novas gerações de humanos é algo ainda incalculável, podemos estar eliminando da face da Terra o homo sapiens, o animal racional sábio. As novas gerações estão vivendo uma experiência cotidiana absolutamente diferente da experiência humana vivida ao longo de milhares de anos. Saber ler e escrever, calcular, raciocinar, ter afetos por outras pessoas, conviver pacificamente com o outro e ações humanas do tipo podem estar em vias de extinção.

Acompanhei alguns debates recentemente que refletiram sobre as eleições que ocorrerão em importantes países neste ano. As autoridades e as organizações que de alguma forma regulam o convívio social não sabem o que fazer para impedir a produção em escala inimaginável de mentiras e desinformações, fraudes e crimes praticados utilizando-se a imagem, a identidade, a voz e todas as características dos alvos sem que o alvo jamais tenha feito ou falado o que os vídeos apresentam.

Uma eleição é decidida em dias, talvez horas, e os eleitores recebem o vídeo falso com aquilo que mais lhes incomodem (os algoritmos sabem) e imediatamente têm o seu comportamento alterado. O resultado de uma eleição na qual as pessoas votaram mediante uma mentira criada para influenciar seu comportamento é um resultado legítimo? Isso é democrático? Aferiu-se a vontade do povo?

Hoje, não temos como frear isso! Não temos! Uma pessoa pode ser linchada, cancelada, perseguida, perder uma disputa eleitoral, ser odiada sem sequer saber o motivo daquele sentimento inverso ao sentimento anterior, de uma pessoa ou público com o qual antes tinha uma relação positiva. 

Algo precisa ser feito pelas sociedades humanas, por homo sapiens, para evitar essa tendência desastrosa para a sequência da humanidade no mundo.

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CULTURA, SAÚDE E ATIVIDADES FÍSICAS

O mês de janeiro foi de muitas leituras, a maioria de revisão de textos próprios. Mas também de leituras de política, literatura e estudos diversos.

LIVRO - Estou editando o livro de memórias sindicais que fiz ao longo de uns dois anos no blog A Categoria Bancária - InFormação e História. Que trabalhão que dá ler e reler textos para uma edição de livro! No blog leio os textos várias vezes também, quando produzo o conteúdo, mas cada mídia tem suas características. No blog deixo link para tudo que estou me referindo. Em livro, isso é impraticável.

Ainda não sei quando a edição estará pronta e nem sei como farei para disponibilizá-la para as pessoas que tenham interesse na leitura.

LIVROS LIDOS - Li dois livros em janeiro, um de política e outro de literatura. 

O livro LulaLivre * LulaLivro foi publicado no calor da prisão política de nosso estadista em 2018. A leitura me trouxe fortes lembranças daquele período (comentário aqui).

O livro de literatura que li foi As aventuras de Tom Sawyer, do norte-americano Mark Twain (comentário aqui). Gostei do romance, escrito no século XIX. A leitura já me pautou para a sequência das aventuras, agora com o garoto Huckleberry Finn, publicado alguns anos depois de Tom Sawyer.

FILMES - Vi alguns filmes que me fizeram refletir sobre diversos temas relacionados à vida humana e ao planeta Terra.

Fomos ao cinema ver Napoleão, com Joaquin Phoenix, de Ridley Scott. Os críticos profissionais, em sua maioria, não gostaram das lacunas históricas na versão de Scott. Eu gostei do filme.

Outro filme que me deixou bem tenso foi Destinos à deriva, com Anna Castillo. Sofri na cadeira em casa! Mas é um filmaço! 

A última floresta, com Davi Kopenawa Yanomami, é um alerta imprescindível sobre a destruição acelerada da Floresta Amazônica e dos povos das florestas, protetores ancestrais daquele bioma. Fiz uma postagem sobre esses três filmes: ver aqui.

ESPORTE E SAÚDE

Após conseguir correr a São Silvestre no final do ano passado, busquei manter as atividades físicas em janeiro, pensando principalmente na questão da saúde.

Com muito cuidado para não me lesionar, corri 10 Km duas vezes, e corri 5 Km três vezes. Percebi uma melhora no condicionamento físico. Tenho monitorado minhas corridas. A frequência cardíaca melhorou de dezembro para janeiro. Minha condição respiratória e minha energia melhoraram um pouco também. 

Se eu considerar minha condição física quando decidi correr a São Silvestre, lá em outubro, posso dizer que melhorei bastante nesse período. Até semanas atrás, não conseguia correr direto alguns quilômetros sem parar para recuperar o fôlego e diminuir os batimentos cardíacos. Agora já faço o trote de forma ininterrupta. Melhorei. É seguir adiante.

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POLÍTICA

Como cidadão, estive nas atividades políticas para as quais fui convidado ou pelas quais me senti no dever de participar. 

A mais importante foi a do 8 de janeiro, data na qual o Brasil rememorou um ano da intentona bolsonarista (comentário aqui).

Também estive nas atividades do Diretório Zonal do PT no Butantã. A militância ali é muito engajada e participativa. Minha zona eleitoral é outra atualmente, mas nasci e vivi muito tempo ali.

CASSI - A autogestão em saúde dos funcionários da ativa e aposentados do BB iniciou seu processo de renovação de parte da direção.

Os fatos na política demonstram bem como as coisas estão na atualidade.

A nossa associação terá 3 chapas disputando o cargo da diretoria de planos de saúde. Todas as chapas são da "situação", não tem nenhuma chapa de oposição. Atípico isso!

Que leitura poderíamos fazer desse cenário? Será que as chapas representam mesmo os reais interesses dos associados e associadas da Cassi?

Alguma delas defende rever a política inviável para a autogestão de apostar nos "parceiros do mercado" e terceirizar tudo, inclusive seu modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF)? Os "parceiros do mercado", profissionais da área da saúde capitalista, que visam lucro e não saúde, tendem a dar o pé na bunda do parceiro sempre que tiverem propostas ou oportunidades melhores de negócios. Nada como funcionários da própria Cassi com salários e oportunidade de realizarem seus objetivos de cuidar de pessoas.

Alguma delas aceita rever a insensatez de criar um monte de planos de mercado ruins que não conseguem disputar mercado com ninguém e ainda vampirizam o Cassi Família II que é de longe muito melhor que os planinhos para familiares como se eles fossem inferiores aos titulares do Plano de Associados? A ideia não era essa quando criamos um plano para incluir os familiares. Era dar a eles a chance de ter O MESMO atendimento que os titulares teriam... Dá para reduzir a mensalidade do CF II se forem dados descontos para quem quiser aderir à ESF.

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Vamos seguir estudando, lendo e escrevendo, e tentando ser uma pessoa melhor e contribuir de alguma forma para a cidadania e o planeta.

É isso!

William


sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Diário e reflexões


Vila Caiçara, Praia Grande, SP.

Refeição Cultural

Osasco, 26 de janeiro de 2024. Noite de sexta-feira.


Vou dormir daqui a pouco em casa. Estávamos na Praia Grande, litoral paulista, nos últimos dias. Corpo cansado, por fazer atividades físicas. Consciência leve, porque faço a minha parte como animal racional para alongar minha existência, prorrogando a atuação do tempo e os efeitos do desgaste natural por sermos natureza. Minha herança genética e a forma intensa como vivi exponenciam meus riscos de interrupção da existência a qualquer momento (todos nós, mas alguns mais).

Estivemos na colônia dos professores do Sinpro São Paulo, um lugar simples, pequeno e que adoramos. Sentimos a ausência do filho, que não foi desta vez, mas conhecemos pessoas muito legais, professoras e professores. Enquanto a minha razão matuta ideias de fim das relações humanas - o tal pessimismo da razão -, a realidade nos apresenta pessoas que teimam em fazer a vida valer a pena. Muito interessante essa nossa espécie! Esperançar...

Colônia dos professores do
Sinpro São Paulo.

Correndo com um corpo gasto

Posso avaliar de diversas formas as coisas da vida. 

Um novo amigo, o professor Enrique, disse, por exemplo, que Deus (talvez a natureza) estragou os ossos do fêmur e quadril dele. Sob certo ponto de vista, poderíamos dizer que foi a vontade de Deus, dos deuses, do destino, da natureza etc. Aí vieram os animais humanos, a espécie animal que tem capacidade de alterar e controlar a natureza, que tem inteligência para criar coisas, e deram a ele nova estrutura de locomoção, próteses de cabeça de fêmur e encaixes no quadril. Achei a hipótese dele interessante. 

Qual foi a vontade de Deus e qual foi a do homem? A resposta depende das concepções de mundo de cada pessoa. O que posso dizer, por ser testemunha ao ouvir as pessoas, é o quanto a intervenção humana devolvendo a mobilidade e ou saúde a uma pessoa pode ser algo maravilhoso! O professor Enrique e várias pessoas que conheço estão felizes por voltarem a ter mobilidade.

No meu caso, estou com desgastes na estrutura locomotora também. Faz alguns anos que o prazer da corrida passou a ser uma mescla de dor e prazer ao me esforçar para correr, coisa que faço desde adolescente. E posso refletir sem falsa modéstia que, no mínimo, sou esforçado há décadas, e disciplinado, e pessoa com firmeza de propósito. 

Vamos tentando alongar a existência...

Não é pouca coisa! Se eu não fizesse atividade física, aeróbica, talvez eu já tivesse sido vítima de eventos cardiovasculares ou cerebrovasculares aos 54 anos (as maiores causas de mortes no Brasil). É minha natureza genética. Ao correr, adio os efeitos da natureza em relação ao meu colesterol ruim (LDL) e triglicérides, pressão alta, níveis de glicose, sobrepeso e obesidade, fatores centrais de doenças crônicas.

Nunca fui pessoa de aceitar com tranquilidade intervenções cirúrgicas. Entendo que intervenções invasivas em nossos corpos, só em último caso. Nem a cirurgia de miopia quis fazer tempos atrás, mesmo sendo moda e todo mundo fazendo. Aliás, se for falar de moda de cirurgia... fodeu! Eu gostava de práticas esportivas meio radicais, diriam, saltar de paraquedas, cachoeiras, cavernas etc e decidi não me arriscar a entrar para a estatística da pequena porcentagem de cirurgias de miopia que poderiam não dar certo. 

E depois de estabelecer minhas convicções e tendências sobre intervenções invasivas em meu corpo, ainda tive a oportunidade de ser gestor de saúde, de um modelo assistencial baseado em atenção primária e medicina de família: prevenção, promoção de saúde, controle de riscos, visão holística da pessoa etc. Aí que passei a ser mais cuidadoso ainda com essa questão de qualquer capitalista com diploma na área da saúde sugerir fazer uma "operaçãozinha" em você. Existem as intervenções necessárias e as desnecessárias... o difícil é saber como anda a ética do capitalista que vende essas intervenções cirúrgicas.

Enfim, toda essa verborragia acima é para dizer que se puder adiar fazer operações para colocação de próteses disso e ou daquilo, farei isso!

Depois que fiz a romaria de 80 Km ano passado (ler aqui), e depois que achei que não daria para correr a São Silvestre (15 Km) e corri, com uma história de superação incrível (ler aqui), entrei o Ano Novo imaginando coisas, esperançando ideias de corridas (já falei o quanto é fantástica essa invenção humana: o calendário e a contagem do tempo). Ano Novo, esperanças novas!

Vila Caiçara, Praia Grande.
Foto: William


Voltei com as corridas longas

Então, vou dormir com a sensação de dever cumprido em relação à minha saúde e às pessoas que são de minhas relações de afeto. Corri 10 Km na Praia Grande hoje, para me despedir da semana de férias na colônia dos professores. Foi incrível porque foi uma corrida bem tranquila. Minha energia estava ótima!

No domingo, saí para correr no calçadão da praia e não consegui fazer um longão. Depois de correr 5 Km, tive que parar porque se continuasse poderia me prejudicar. Foi ruim.

Eu já tinha corrido uma distância de 10 Km em janeiro, depois de correr a São Silvestre. Mas naquele dia na praia não deu.

Aí durante a semana no litoral choveu a cântaros. Mais de 300 mm de chuvas em quatro dias. Eu não me arriscaria a correr com chuva forte porque nos dias que ficamos na Praia Grande um raio matou uma senhora e feriu mais pessoas.

Como hoje era o último dia, a chuva virou chuvisco e a temperatura melhorou, saí para me despedir da praia. Que corrida gostosa! Que semana gostosa na colônia!

É isso! De volta a Osasco!

Seguimos a vida!

William


terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Diário e reflexões - Janeiro (31/01/23)



Refeição Cultural - Janeiro de 2023

Osasco, 31 de janeiro de 2023. Terça-feira.


INTRODUÇÃO: UMA REFLEXÃO

Vale a pena o esforço pela produção de textos escritos? 

Escrever numa época dominada pela imagem, pelo vídeo e pelo áudio ainda tem algum sentido? Imagino que sim porque a linguagem escrita é uma invenção da espécie animal homo sapiens e os símbolos linguísticos não são inatos ao ser humano como é o caso da linguagem falada. Insistir no registro escrito é um esforço em preservar uma invenção humana que revolucionou a nossa caminhada pelo planeta Terra. 

A extinção da espécie humana é uma possibilidade real?

Tenho a impressão que os seres humanos estão numa encruzilhada da história, num momento de definição sobre a nossa extinção ou a nossa permanência na Terra enquanto espécie homo sapiens e subespécie homo sapiens sapiens (ainda somos sábios?). Não falo de uma extinção física por causa de guerras e catástrofes com grandes mortandades, falo de extinção da espécie humana como aquilo que nos define como animais homo sapiens (de novo, seguiremos sendo sábios?). 

Teríamos consciência e coragem para interromper processos tecnológicos que podem extinguir a própria espécie?

As crianças que estão nascendo nesta época, mais as que estão crescendo, mais os adultos que deveriam ser "sábios" são sábios? Deveríamos fazer um esforço coletivo da espécie homo sapiens para responder a essas questões e, se entendêssemos ser necessário, mudarmos a realidade que pode estar contribuindo para o nosso fim, a nossa extinção. Avalio que as tecnologias da informação e as redes sociais - concentradas em poucas mãos no planeta - estão contribuindo para a destruição da espécie humana de forma muito acelerada. 

Fica registrada a minha impressão sobre essas questões.

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JANEIRO

Avançamos mais um mês no calendário humano. Em tese, essa é uma boa notícia, haja vista que até as mortes causadas pela pandemia mundial de Covid-19 diminuíram após 3 anos do início dos contágios. Nos últimos 28 dias morreram no mundo 136.056 vítimas da doença (segunda a Johns Hopkins University). Todavia, a instabilidade para sobreviver na sociedade humana está num nível muito alto se olharmos o cenário global.

O MUNDO - Os Estados Unidos, os países obedientes a eles e a Otan querem aniquilar a Rússia enquanto uma das nações independentes do imperialismo decadente estadunidense. Os russos podem não querer serem aniquilados enquanto grupamento humano de tradição milenar. O Ocidente está usando a Ucrânia e seu povo, através do idiota que governa o país, como bucha de canhão para fazer a guerra contra a Rússia. Ninguém quer paz, a não ser o Lula, recém-eleito presidente do Brasil. A insistência na continuidade da guerra de eliminação da Rússia pode nos trazer como consequência uma guerra de grandes proporções globais. Que foda isso! (homo sapiens...)

O BRASIL - Completamos um mês de tentativa de reconstrução da civilidade no Brasil. De propósito, evitei acompanhar o dia a dia da política nacional (estou de "range rede" da política). Algumas coisas chamam a atenção por terem sido possíveis a partir da eleição de Lula e derrota do genocida miliciano e parte de sua gangue. 

LULA (A SENZALA) tomou posse do mandato presidencial em um dia histórico e cheio de simbologia. Brasília estava tomada pelo povo e a faixa presidencial foi entregue a Lula por pessoas constituintes do país que somos, dentre elas uma catadora de recicláveis, um indígena, um jovem negro e uma pessoa com deficiência. A diversidade brasileira estava representada na posse e a frente ampla está representada no ministério de Lula: tem até ministro que fez parte do golpe contra a presidenta Dilma, tem ministra com familiares envolvidos com milícia etc. O PT vai apoiar o criador do orçamento secreto no Congresso para eleição da presidência da Câmara. Conciliação de classes é assim... Nem só de contrariedades pela governabilidade e pelas indicações da frente ampla vivem os progressistas de esquerda: Lula nomeou ministros Silvio Almeida, Sonia Guajajara, Marina Silva, Anielle Frranco; nomeou Maria Rita Serrano na Caixa Federal e pela primeira vez na história do Banco do Brasil uma mulher é presidenta: Tarciana Medeiros. Simbologias, como eu disse.

A CASA-GRANDE brasileira, que é composta por tudo que há de pior no gênero humano, mostrou que está viva e que o governo de frente ampla de Lula será de disputa de rumos e de instabilidade permanente. As investigações até agora indicam que setores do partido militar, e com financiamento de endinheirados do agro pop, são os responsáveis pelo pior ato terrorista e de vandalismo que se tem notícia na história do país ocorrido no dia 8 de janeiro. Os caras invadiram e destruíram as 3 casas dos poderes da república. Também da casa-grande é o rombo bilionário das Lojas Americanas, que apresentaram "inconsistências" de uns 40 bilhões em benefício dos donos, que receberam os dividendos nos últimos anos e figuram entre os maiores bilionários do país. E aquele Banco Central autônomo que erra em bilhões também em favor de um determinado segmento social? (que merda!). Por fim, o genocídio dos povos indígenas, em especial a questão trágica dos Yanomamis em Roraima, é fruto do garimpo ilegal e de toda a cadeia de gente endinheirada que se dá bem com a destruição da floresta amazônica e das reservas indígenas. (homo sapiens...)

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MEU JANEIRO

Em respeito ao amor que tenho por pessoas próximas, me esforcei em fazer a minha parte para manter meu corpo animal funcionando minimamente. Sou natureza! Não como tudo que gostaria e poderia comer. Não consumo bebida alcoólica como poderia. Busquei a manutenção e bom funcionamento de meus sistemas endócrino e digestório, cardiorrespiratório, musculoesquelético e neurológico. Sou natureza.

Se não pratico alguma atividade física aeróbica e com impacto e que exija força e resistência, posso ter doenças sérias como osteoporose, perda de massa muscular, aumento descontrolado de pressão arterial e colesterol ruim e risco de diabetes, e disso tudo entupimento de veias e artérias, risco maior de infarto, AVC e outras merdas do tipo. Se pratico, tenho que administrar as dores que foram surgindo nos últimos anos, até por desgaste do próprio corpo, que é mais rodado do que a idade que tem, como carro de aplicativo e táxi. Sou natureza.

Corri 7 vezes no mês, uns 50 Km, andei e pedalei também. Fiz um pouco de musculação. Superei a preguiça toda vez que ela quis mandar em mim. Fiz o esforço de ler e escrever para exercitar meu cérebro (minha alma). 

Li dois livros - A estranha vontade de um morto (ler comentário aqui) e Torto arado (comentário aqui)- e um volume de mangá: Gen Pés Descalços - O trigo é pisoteado v. II (veja aqui a respeito). 

Vi alguns filmes. Sigo estudando lentamente idiomas que gosto. Decidi estudar um pouco sobre Cuba, sua história e seu povo. Estou lendo dois livros de autores cubanos. Um dos idiomas que estou revendo é o espanhol. 

Encontrei alguns amigos neste mês e a família passou uma semana na Colônia de Férias do Sinpro SP na Praia Grande. Felizmente, meus familiares adoecidos neste mês tiveram melhora no quadro clínico. Vencemos esse mês de janeiro.

Sigo buscando sentidos e tentando dar um significado à minha existência pessoal e como ser social.

William


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Diário e reflexões (24/01/23)


Já estava com saudades do
céu da minha janela.

Refeição Cultural

Osasco, 24 de janeiro de 2023. Terça-feira, fim de noite.


"Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

(Tabacaria, Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa)


Por uma semana eu não liguei o notebook para escrever. Até entrei por pouco tempo em páginas de veículos de informação na internet. Também vi um pouco das exposições das pessoas através de suas redes sociais. Enfim, não escrevi nem comentei nada sobre as coisas, mas vi de forma não aprofundada as tragédias sociais de nosso tempo. Que desacorçoo em relação ao ser humano!

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O Brasil

GENOCÍDIO INDÍGENA - Veio a público o genocídio dos povos indígenas no Brasil. Muita gente da sociedade está fazendo cara de espanto e de surpresa... quanta hipocrisia em nossa espécie animal! Era sabido que havia um genocídio dos povos indígenas desde que o genocida e seus financiadores, apoiadores e cúmplices assumiram o poder em 2019. O inominável e seus ministros são responsáveis pelo genocídio do povo yanomami e pela invasão e destruição de dezenas de reservas indígenas de diversas etnias. 

Nos tempos de Hitler e o 3º Reich, a Europa inteira fazia de conta que não sabia do genocídio de judeus, ciganos, pessoas com deficiência, gays, adversários do nazismo e qualquer pessoa que discordasse dos "patriotas" da Alemanha, os poderosos alemães bem armados e com maior capacidade de eliminação de inimigos entre todos os povos da primeira metade do século XX. O ser humano é um animal hipócrita!

CARTÃO CORPORATIVO - E o cartão corporativo da presidência da república na mão do miliciano e sua família e seus financiadores, apoiadores e cúmplices, então? Esse fato, essa verdade, pelo menos o povo não sabia dos detalhes porque estava sob sigilo de 100 (cem) anos. 

Enquanto as crianças e idosos e adultos yanomamis morriam de fome e sede e de contaminação provocada pela mineração dos "parças" do inominável, milhares e milhões de reais do erário público eram gastos em motociatas, picanhas, vibradores, lanches, comidas, regalias diversas do clã, gastos num mesmo endereço e com notas fiscais bem estranhas... E tem gente que não acha nada demais a famiglia comprar dezenas de imóveis em dinheiro vivo... O ser humano é um animal hipócrita!

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Piscina da Colônia do Sinpro SP, no litoral.
O que mudou na paisagem foram esses prédios
que a especulação imobiliária traz a Praia grande.

VIAGEM COM A FAMÍLIA

Nesta semana que passou, estivemos na Colônia do Sinpro SP na Praia Grande (SP). Adoramos aquele lugar simples e tranquilo. Durante a estadia por lá, li o livro Torto arado (2019), de Itamar Vieira Junior. Que romance duro! Que texto bem escrito! Também li um pouco dos textos do cubano José Martí. A leitura do romance de Itamar Vieira era para a aula presencial de hoje do curso "13 livros para compreender o Brasil" no Instituto Conhecimento Liberta (ICL), mas não deu certo comparecer à aula porque chegamos um pouco além do horário que havíamos programado. Paciência!

É isso! Obrigado presidente Lula por tanta mudança em pouco mais de três semanas de mandato! Sua disposição para ajudar as pessoas e reconstruir o país e as relações com o mundo lá fora é notável! Você nos representa presidente.

NÃO SOU NADA...

Ah, ia me esquecendo...

A citação que abre o diário é porque fiquei pensando algo que já me traz certa inquietação há tempos.

Hoje é Dia do Aposentado. Recebi email de felicitações por parte de nossa Caixa de Previdência, a Previ. Sou beneficiário da nossa Caixa. Mas não sou ainda aposentado pela previdência pública. Gozo o benefício antecipado por ter cumprido as regras conquistadas por nós na luta ao longo da história do funcionalismo do BB. 

Pago contribuição mensalmente à previdência pública para poder gozar do direito à aposentadoria. Já são 33 anos de contribuição. Porém, as reformas que fizeram para que nós da classe trabalhadora nunca mais nos aposentássemos foram bem-sucedidas. Nos fodemos. A gente morre antes, mas não aposenta nunca.

Como diz a música da banda The Verve: "I'm a lucky man". Sou um afortunado, um homem de sorte por ter sido funcionário de um banco público. Todo cidadão brasileiro deveria ter direito a uma previdência. Como poucos têm esse direito, o benefício acaba sendo um privilégio de poucos.

Eu convivo com um incômodo antigo. Não sou professor. Não sou contador. Me formei em Letras e Contábeis, mas nunca atuei nas áreas nas quais estudei. Fui bancário, que é uma ocupação. Minha esposa foi professora a vida toda. Hoje é aposentada. É professora aposentada. Fez por merecer ser reconhecida como uma profissional da educação e ela educou crianças por décadas.

Antes eu era funcionário de um banco público. Não sou mais. Virei beneficiário de previdência privada, mas não sou aposentado... que foda!

Não sou professor, não sou contador, não sou funcionário do BB, não sou aposentado... acho que não sou nada. 

Não sou nada... E mesmo assim, "tenho em mim todos os sonhos do mundo", como diz o poeta.

Parei por hoje.

William


domingo, 25 de janeiro de 2015

Diário - 250115


Janeiro com a família entre mar, corridas e...
algumas obrigações profissionais (snif...)

Refeição Cultural

"Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação." (Drummond)



Estamos no mês de férias. O jeito é conjugar o descanso em família intercalado com as necessidades profissionais inadiáveis pela função que ocupo atualmente.

Além de várias sessões de telefonemas políticos ao longo do mês, precisei viajar para Brasília a trabalho nesta semana (ler sobre reunião a respeito da Cassi AQUI). Fiquei dois dias lá. Depois acabei trabalhando bastante para completar a semana.

Mas o importante é que consegui viajar com esposa e filho para o Nordeste e agora novamente para a Colônia de Férias do Sinpro SP, na Praia Grande SP. Também passei nos meus pais em Uberlândia MG para cuidar do aquário que deixei lá aos cuidados deles nestas semanas.

Foi engraçado. Mesmo em férias, acabei tendo uma semana parecida com algumas que tenho normalmente durante o trabalho: dormi domingo em Porto de Galinhas (PE), dormi segunda e terça em Osasco (SP), dormi quarta em Brasília (DF), dormi quinta em Uberlândia (MG), dormi sexta em um busão na estrada e dormi sábado em Praia Grande (SP).

Tive nesta semana de férias e trabalho, algumas decepções dolorosas em relação a comportamentos humanos. A vida é bem dura! Temos que estar muito preparados e focados para suportar as merdas que nos cercam diariamente. Felizmente, estou firme para enfrentar qualquer merda política e comportamental que vier. A vida é uma ordem, sem mistificações.

Estou fazendo um esforço tremendo para desenferrujar porque sei que tenho que estar com um corpo e mente de guerreiro, mesmo com a idade que tenho. Então, que assim seja.

É isso! Me preparando para a luta que não acaba nunca...