Mostrando postagens com marcador Benedict Anderson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Benedict Anderson. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de março de 2017

Leitura: Comunidades Imaginadas (1991) - Benedict Anderson



Lido o 1º dos quatro livros que defini para o próximo período.

Refeição Cultural

Terminei o primeiro dos quatro livros que defini como próximas metas de leitura. Fui muito disciplinado para empreender uma leitura densa e focada entre a sexta-feira à noite e este domingo. Além de minha edição ser em espanhol, a letra é pequena e tem rodapés enormes.

Este livro tem um quê especial em sua leitura porque a ideia de "Comunidades Imaginadas" tem muita relação com o que faço em minha missão atual de gestor eleito de uma entidade de saúde de trabalhador, a "Comunidade Banco do Brasil".

Quando vi este livro lá em 2008, me interessei na hora pelo tema. A minha história de leitura é um verdadeiro dilema entre conciliar minhas tarefas de proletário e representante de trabalhadores, além de estudante, pois na época ainda estava terminando matérias na Faculdade de Letras da USP. Li dois quintos do livro entre 2009 e 2010 e depois nunca mais peguei.

Para retomar a leitura, fiz uma bateria de revisão de várias partes lidas antes de dar sequência até o final. Os conceitos de Benedict Anderson me fizeram refletir muito a respeito de várias coisas de nosso mundo e do cotidiano em que vivo e atuo. Ao buscar informações sobre o autor, vi que ele faleceu em dezembro de 2015. Uma pena!

Para ler postagens onde fiz alguns comentários sobre a obra, clique AQUI. Os textos estão sem a revisão atual que estou fazendo no Blog, mas têm citações e comentários interessantes.




A leitura para combater o
pessimismo da razão.

COMBATER A TRISTEZA COM MUITO TRABALHO E ESTUDOS

Após o Golpe de Estado e a atual destruição de minha querida "Comunidade Imaginada: Brasil" me transformei em uma pessoa com uma tristeza pessoal profunda. Isso não interfere em minhas lutas e nas minhas tarefas de cidadão defensor da vida em sociedade, da democracia, do fortalecimento da política como solução pacífica das controvérsias e do convívio entre todos os viventes de uma determinada "comunidade".

Quando paro para pensar no que está acontecendo com os direitos sociais do povo brasileiro e da falta de perspectivas de presente e futuro, não tem como não sentir uma tristeza profunda. Mas até por isso, estou mergulhado em minhas tarefas revolucionárias e contra-hegemônicas em defender a autogestão Cassi e os direitos em saúde dos associados e participantes. E tento ter resistência física e intelectual para as lutas diárias.

Vejam só, tenho chegado às sextas-feiras tão cansado das batalhas internas e externas pela Cassi e associados que aos sábados me pego prostrado para qualquer atividade física. Neste domingo, ainda acordei cansado e nem pude ir ao Eixão (DF) correr. Só agora de noite senti que poderia correr uns 6k para fazer a minha parte no autocuidado.

É isso. Para não ser longo, vamos terminando a postagem. Eu recomendo a leitura deste livro. Tem tradução em português, lançada em 2008. Vi na internet que é fácil para se adquirir.

Abraços,

William

segunda-feira, 6 de março de 2017

Próximos objetivos de autoconhecimento e resistência


Projetos de leitura para o próximo período.

Refeição Cultural

Acabou o primeiro final de semana de março de 2017. Tentei aproveitá-lo o máximo que pude.

Após conseguir empreender uma jornada importante de leituras em janeiro e fevereiro, quando li e terminei 12 livros no mês de férias e mais 5 livros no mês passado, iniciei este mês com a leitura de um livro leve e descontraído do australiano Markus Zusak - O azarão (1999) - ler AQUI. Foi uma leitura motivada por saudades de meu filho, jovem estudante ausente de casa.

Agora defini uma meta de leitura desafiadora para mim, apesar de parecer modesta para quem tem mais tempo de leitura. Hobsbawn é um clássico que sempre revisito a parte que já li, e capítulos soltos, mas nunca li de cabo a rabo. Comunidades Imaginadas (1983), de Benedict Anderson, é um tema que me interessa muito, comprei e li cento e poucas páginas em 2010 e nunca mais peguei. Hemingway é porque já li neste ano O sol também se levanta (1926) - ler AQUI - e quero seguir com o autor lendo a obra que tem como pano de fundo a 1ª Guerra Mundial.

Os quatro livros (da foto acima) têm relação profunda com política internacional, períodos anteriores às grandes guerras mundiais e pós-guerras. Na minha leitura, o mundo caminha para algum tipo de sociedade distópica, caótica e terrível para os seres humanos. O que podemos fazer? Algo central seria estudar e dar formação política e social para os nossos pares da classe trabalhadora para organizar a reação. Onde está a organização de base para isso? Ninguém sabe, ninguém viu. Mas já que pertenço ao pequeno grupo de militantes políticos e sociais que tomou a pílula da desalienação... não tenho como fugir de meu papel como ator social.

Por fim, como anda a minha saúde para seguir lutando? Anda meio ruim. Mas não é porque o cansaço pela dedicação canina ao projeto social em que estou engajado está me consumindo - a autogestão em saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil -, que vou desistir de buscar uma condição mínima de saúde e condicionamento físico.

Em janeiro, fiz um tremendo esforço para correr, andar e me exercitar um pouco. Consegui correr 13 vezes e caminhei praticamente o mês todo. Em fevereiro, trabalhei longas jornadas de manhã, tarde e noite. Mesmo assim, corri 7 vezes. O tempo todo, com desconforto nos Tendões de Aquiles.

Iniciei o mês de março concentrado em achar alguma energia para correr. Consegui correr no dia 1º (4k), no dia 3 (4,6k) e hoje, no Eixão, fiz uma corrida de 6k. Fiquei feliz nestas corridas de março, porque não senti muito os tendões.

Meu objetivo esportivo é desafiador para o meu momento atual e modesto para o que já corri de provas meio longas. Quero chegar aos 48 anos, daqui para abril conseguindo correr 10k. Atualmente não estou em condições para tal.

É isso. Acabou o domingo. Vamos para uma semana difícil de trabalho, simplesmente porque sempre é de batalhas o papel de um representante eleito em gestão compartilhada. O conflito de interesses e de visões na gestão é da natureza da entidade de saúde que administramos. E não estou dizendo com isso que o modelo deva mudar, porque lembrando os ensinamentos de Marilena Chauí, é da natureza da Política a divergência, o debate, o conflito, e ao final, deve prevalecer a busca de soluções conciliadas e em prol do bem comum e coletivo.

Boa semana a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William


Post Scriptum (14/04/17):

Ao reler esta postagem, o que registro é bom. Com toda a dificuldade de agenda que tenho, acabei de ler "Adeus às armas" (1929), de Hemingway. Também consegui ler "Comunidades imaginadas", que estava na lista de quatro livros a ler.

Em relação a chegar aos 48 anos correndo um percurso de 10k, não foi possível. O que deu pra fazer foi correr 7k. Mas tudo bem. Cheguei aos 48 anos com disposição de não ser sedentário e me esforçar para praticar esportes. É isso!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Imprensa mancomunada com o status quo local – vício de origem (desde sempre!)

Li páginas excelentes do livro Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson. O capítulo quatro, Los pioneros Criollos, trata de temas muito interessantes sobre os motivos que levaram as colônias da América a buscarem suas independências em relação às metrópoles – Portugal, Espanha e Inglaterra.

Primeiro, o autor nos explica o que vem a ser “povos criollos”. São aquelas pessoas descendentes dos europeus colonizadores, só que nascidos fora da metrópole.

Criollo: persona de ascendencia europea pura (por lo menos en teoría), pero nacida en América (y por una extensión posterior, en cualquier lugar fuera de Europa) p.77

As guerras de independência da América colonizada seriam fortemente influenciadas por essa elite branca “criolla”. Por diversos motivos, principalmente por razões de manutenção de poder local, menos pagamento de impostos, mais liberdade de comércio dentro da própria região etc.

Diferentemente do que poderia ser, as línguas não foram um dos motivadores da criação do pertencimento a um grupo – ideia de nação e nacionalismo, haja vista que as línguas locais dominantes eram as mesmas línguas das metrópoles - inglês, espanhol e português.

A INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NOS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA ESPANHOLA

São explicitadas características diferentes que influenciariam as formas de Estado após as independências das colônias: repúblicas na região espanhola e de estilo dinástico no Brasil. Isso se daria por já haver na região espanhola educação superior desde o início da colonização e por ser expressamente proibida qualquer forma de educação superior em terras portuguesas.

Existe uma ligação interessante entre a formação das 13 novas repúblicas latino-americanas e as universidades já existentes nesses locais há séculos e o inverso no Brasil, onde não foram permitidas nem escola superior nem imprensa até a vinda do próprio monarca fugido do francês Napoleão Bonaparte.

Aqui Anderson cita uma análise fantástica do historiador brasileiro José Murillo de Carvalho:

"Un soberbio e intrincado análisis de las razones estructurales del excepcionalismo brasileño (em não virar república no começo do s.XIX) puede encontrarse en José Murillo de Carvalho (...) Dos de los factores más importantes eran:

1. Diferencias de educación. Mientras que 'veintitrés universidades estaban dispersas por los que llegarían a ser trece diferentes países' en la América española, 'Portugal se negó sistemáticamente a tolerar que se organizara alguna institución de enseñanza superior en sus colonias, sin considerar como tal los seminarios teológicos'. Sólo habría enseñanza superior en la Universidad de Coimbra y hacia allá, a la madre patria, fueron los hijos de la élite criolla, que en su mayoría estudiaron en la facultad de derecho.

2. Las diferentes posibilidades que los criollos tenían de hacer carrera. De Carvalho observa 'la mucho mayor exclusión de los españoles nacidos en América en los altos puestos del lado español [sic]'. Véase también Stuart B. Schwartz, 'The Formation of a Colonial Identity in Brazil', cap. 2, en Nicholas Canny y Anthony Pagden, comps., Colonial identity in the Atlantic World, 1500-1800, quien nota, de paso (p.38), que 'no hubo ni una sola imprenta en Brasil en los tres primeros siglos de la época colonial'.
" p.83

LIMITES GEOGRÁFICOS ESTABELECIDOS PELO ‘UTI POSSIDETIS

Toda competencia (competição) con la madre patria estaba prohibida para los americanos, y ni siquiera las partes individuales del continente podían comerciar entre sí” p.84

Esse monopólio de comércio e navegação a favor da metrópole influenciou os processos de independência após 1810.

Estas experiencias ayudan a explicar el hecho de que ‘uno de los principios básicos de la revolución americana’ fuese el de ‘uti possidetis, por el que cada nación habría de conservar la situación territorial de 1810, el año en que se inició el movimiento de independencia” p.85

Com isso se fragmentaram a Grande Colômbia de Bolívar e as Províncias Unidas do Rio da Prata.

UM PROBLEMA PARA A METRÓPOLE: NÃO SE DOMINA OS ‘CRIOLLOS’ COM AS MESMAS TÉCNICAS UTILIZADAS PARA OS ÍNDIOS E NEGROS

Si los indígenas podían ser conquistados por las armas y las enfermedades, y controlados por los misterios del cristianismo y por una cultura completamente ajena (así como por una organización política avanzada para la época), no ocurría lo mismo en el caso de los criollos, quienes tenían virtualmente la misma relación que los metropolitanos en cuanto a las armas, las enfermedades, el cristianismo y la cultura europea. En otras palabras, los criollos disponían en principio de los medios políticos, culturales y militares necesarios para hacerse valer por sí mismos” p.93

NASCE A "MIDIAELITE" – DESDE BENJAMIN FRANKLIN

Esta parte do capítulo é fantástica e explica muito bem a relação, já no nascedouro, entre a impressão – hoje editoras e gráficas – e os jornalões e os donos do poder local – empresas, capitalistas e políticos.

La figura de Benjamin Franklin se asocia indisolublemente al nacionalismo criollo en la América del Norte. Pero es posible que la importancia de su labor sea menos evidente. De nuevo, Febvre y Martin son ilustrativos. Nos recuerdan que en realidad ‘la imprenta no se estableció en América [Estados Unidos] durante el siglo XVIII mientras los impresores no descubrieron una nueva fuente de ingresos (recursos $): el periódico’.” p.96

E Anderson segue explicando o casamento dos editores e impressores com a elite comercial e política através das publicações de jornais com o foco no comércio local e nas questões locais.

Los impresores que ponían nuevas imprentas incluían siempre un periódico en su producción, al que contribuían siempre de manera predominante o aun exclusiva. Así pues, el impresor-periodista fue al principio un fenómeno esencialmente norteamericano” p.97 (o padrão se estendeu depois para o restante da América)

Para resolver o problema de distribuição dos jornais foram feitos convênios com os correios e dali surgiu a chave das comunicações americanas e da expansão das ideias e da vida intelectual e comunitária do país.

COM A IMPRENSA, VÃO-SE CRIANDO AS COMUNIDADES IMAGINADAS: FOCO NOS INTERESSES E ASSUNTOS LOCAIS

Las primeras revistas contenían – aparte de noticias acerca de la metrópoli – noticias comerciales (cuándo llegarían y zarparían los barcos, cuáles eran los precios de ciertas mercancías en ciertos puertos), además de los nombramientos políticos coloniales, los matrimonios de los ricos, etc (…) Un aspecto fecundo de tales periódicos era siempre su provincialismo. Un criollo podría leer un periódico de Madrid (…) pero el periódico no diría nada acerca de su mundo” p.98

Vão-se criando os leitores de jornais de acordo com os interesses de cada um. O peninsular (nativo europeu) busca informação da metrópole e o criollo (nativo das Américas) a informação local.

Así se explicaba la conocida duplicidad del temprano nacionalismo hispanoamericano, su alternación de gran alcance y su localismo particularista” p.98

Al mismo tiempo, hemos visto que la concepción misma del periódico implica la refracción, incluso de ‘sucesos mundiales’, en un mundo imaginado específico de lectores locales; y también cómo la importancia de esa comunidad imaginada es una idea de simultaneidad firme y sólida, a través del tiempo” p.99

COMENTÁRIO FINAL

Este capítulo me pôs a pensar bastante a respeito da pouca mudança do papel da imprensa e dos donos dos grupos de comunicação nestes 2 séculos. NÃO MUDOU NADA O PAPEL DA IMPRENSA - COMERCIAL E ESTATAL.

DE CERTA FORMA, A MÍDIA SEMPRE TEVE PAPEL DE PIG – PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA.

A DIFERENÇA ENTRE O PASSADO E A CONTEMPORANEIDADE É QUE COMO ELA INFLUENCIAVA MUITO MAIS NO DIRECIONAMENTO DA POPULAÇÃO ANTES, NÃO PRECISAVA DAR GOLPES, COMO TEM FEITO AGORA A IMPRENSA BRASILEIRA APÓS A ELEIÇÃO DO METALÚRGICO LULA DA SILVA, DO PARTIDO DOS TRABALHADORES.

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

sábado, 3 de julho de 2010

Comunidades imaginadas - Benedict Anderson

Bem interessante o capítulo que estou lendo.

A ideia que o autor defende se baseia em um embate entre a metrópole espanhola e os "criollos" na América espanhola.

As guerras de independência na América seriam um embate entre os criollos (brancos descendentes dos ibéricos) versus metrópole.

IV. LOS PIONEROS CRIOLLOS

Primeira questão a pensar em relação aos novos Estados e suas metrópoles quando pensamos na ideia do surgimento de movimentos nacionalistas: a língua era a mesma, não era um elemento aglutinador e de diferenciação.

"(...) la lengua no era un elemento que los diferenciara de sus respectivas metrópolis imperiales" p.77

Todos eram "Estados criollos, formados y dirigidos por personas que compartían una lengua y una ascendencia comunes con aquellos contra quienes luchaban" p.77

Definição do autor:

CRIOLLOS: persona de ascendencia europea pura (por lo menos en teoría) pero nacida en América (y por una extención posterior, en cualquier lugar fuera de Europa).

Anderson trabalha com a ideia de que o motivador principal das guerras de independência foi o embate entre a metrópole espanhola e os brancos criollos de cá, e não por movimentos de índios e de negros contra o colonizador.

O império espanhol estava apertando o cerco em relação ao controle de suas colônias. O rei Carlos III também estava sob influência dos ilustrados do período do Iluminismo.

"Los dos factores más comumente aducidos en la explicación son el fortalecimiento del control de Madrid y la difusión de las ideas liberalizadoras de la Ilustración en la segunda mitad del siglo XVIII. No hay duda de que las políticas aplicadas por el competente 'déspota ilustrado' Carlos III (reinó de 1759 a 1788) frustraron, irritaron y alarmaron cada vez más a las clases altas criollas" p.81

NOVAS REPÚBLICAS LATINO-AMERICANAS X MONARQUIA NO BRASIL

Existe uma ligação interessante entre a formação das 13 novas repúblicas latino-americanas e as universidades já existentes nesses locais há séculos e o inverso no Brasil, onde não foram permitidas nem escola superior nem imprensa até a vinda do próprio monarca fugido do francês Napoleão Bonaparte.

"En ninguna parte, fuera de Brasil, se hacía un intento serio por recrear el principio dinástico en las Américas; incluso en Brasil, es probable que tal recreación no hubiese sido posible sin la inmigración, en 1808, del propio monarca portugués que huía de Napoleón. (Permaneció allí por 13 años, y al retornar a su patria hizo que su hijo fuese coronado localmente como Pedro I de Brasil.)"

Aqui Anderson cita uma análise fantástica do historiador brasileiro José Murillo de Carvalho:

"Un soberbio e intrincado análisis de las razones estructurales del excepcionalismo brasileño puede encontrarse en José Murillo de Carvalho (...) Dos de los factores más importantes eran:

1. Diferencias de educación. Mientras que 'veintitrés universidades estaban dispersas por los que llegarían a ser trece diferentes países' en la América española, 'Portugal se negó sistemáticamente a tolerar que se organizara alguna institución de enseñanza superior en sus colonias, sin considerar como tal los seminarios teológicos'. Sólo habría enseñanza superior en la Universidad de Coimbra y hacia allá, a la madre patria, fueron los hijos de la élite criolla, que en su mayoría estudiaron en la faculdad de derecho.

2. Las diferentes posibilidades que los criollos tenían de hacer carrera. De Carvalho observa 'la mucho mayor exclusión de los españoles nacidos en América en los altos puestos del lado español [sic]'. Véase también Stuart B. Schwartz, 'The Formation of a Colonial Identity in Brazil', cap. 2, en Nicholas Canny y Anthony Pagden, comps., Colonial identity in the Atlantic World, 1500-1800, quien nota, de paso (p.38), que 'no hubo ni una sola imprenta en Brasil en los tres primeros siglos de la época colonial'." p.83

Camaradas, eu achei a explicação clara como a água cristalina.

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Leituras: Comunidades Imaginadas

foto de William Mendes
Tá, li um capítulo do livro Comunidades imaginadas. E agora, José?

Que fazer? Amanhã começo um curso de inglês intermediário. Para acordar o inglês adormecido no cérebro. Seria o inglês no século XXI a língua universal? Pergunto isso porque me quedei pensando quando li uma frase no livro hoje.

"Las lenguas particulares pueden morir o ser eliminadas, pero no había ni hay ninguna posibilidad de la unificación lingüística general entre los hombres (...)" p.71

PERGUNTO: SERÁ?

Parece que o povo que mais estuda inglês hoje em dia no mundo são os chineses. Já vimos que desapareceram milhares de línguas nas últimas décadas.

Na USP nós estudamos a diferença entre os conceitos de língua de comércio e língua de cultura. A língua inglesa era tida como a língua de comércio - desde o fim da 2a GM pelo menos - e como ela é a que mais se estuda pelo mundo afora, acho que tudo seguirá pautado pelo... capitalismo e pelo comércio. As culturas e coisas locais que se adaptem ao mundo padrão global ou que feneçam...

CAPITALISMO NASCENTE E LÍNGUAS VERNÁCULAS NASCENTES
Aliás, Benedict Anderson fala que a expansão das línguas vernáculas é fruto do mix entre o capitalismo comercial nascente e as línguas vernáculas nascentes, pois a produção de livros e periódicos nas línguas vernáculas viraram o primeiro produto digerido da produção em escala comercial do nascente capitalismo. VISSE!?

Capítulo III. El origen de la conciencia nacional

Palavra chave: SIMULTANEIDAD - comunidades del tipo "horizontal-secular, de tiempo transverso".

Francis Bacon: "creyera que la imprenta había cambiado 'la aparencia y el estado del mundo' ". p.63

Dilema das editorias nascentes: PUBLICAR EM LATIM OU EM LÍNGUAS VERNÁCULAS?

"El impulso revolucionario de las lenguas vernáculas por el capitalismo se vio reforzado por tres factores externos, dos de los cuales contribuyeron directamente al surgimiento de la conciencia nacional. El primero, y en última instancia el menos importante, fue un cambio en el latín mismo...". p.65

1.Graças aos humanistas, o interesse pelo latim passou a ser o próprio "texto" em latim, ou seja, o texto clássico, era mais uma questão de FILOLOGIA e não mais pelo viés que a igreja dava de coisa sagrada e inquestionável.

2."El segundo factor fue la repercución de la Reforma que al mismo tiempo debía gran parte de su éxito al capitalismo impreso...". p.65

Martinho Lutero foi fundamental para as publicações em língua vernácula.

"Sus obras representaban no menos de un tercio del total de los libros en idioma alemán vendidos entre 1518 y 1525". p.66 (estamos falando aqui da bíblia em alemão)

LUTERO: PRIMEIRO BEST SELLER

"En efecto, Lutero se convirtió en el primer autor de éxitos de librería hasta entonces conocido. O dicho de otro modo: el primer escritor que pudo 'vender' sus libros nuevos por su solo nombre" p.66

CAPITALISMO NASCENTE E O PROTESTANTISMO

"En esta titánica 'batalla por la conciencia de los hombres', el protestantismo estaba siempre fundamentalmente a la ofensiva, justo porque sabía usar el mercado en expansión de impresiones en lenguas vernáculas, creado por el capitalismo, mientras que la Contrarreforma defendia la ciudadela del latín" p.67

COMPRE, COMPRE LIVROS EM LÍNGUAS VERNÁCULAS, É BARATINHO!...

"La coalición creada entre el protestantismo y el capitalismo impreso, que explotaba las ediciones populares baratas, creó rápidamente grandes grupos de lectores nuevos - sobre todo entre los comerciantes y las mujeres, que tipicamente sabían poco o nada de latín - y al mismo tiempo los movilizó para fines político-religiosos" p.67

E aí, heim! É o velho capitalismo formatando o mundo, inclusive o das línguas!...

3. Línguas "estatais", não "nacionais"

"El tercer factor fue la difusión lenta, geográficamente dispareja, de lenguas vernáculas particulares como instrumentos de la centralización administrativa, realizada por ciertos aspirantes a monarcas absolutistas privilegiados" p.68

"En todos los casos, la 'elección' de la lengua es gradual, inconciente, pragmática, por no decir aleatoria" p.70

"No había ninguna idea de la imposición sistemática de la lengua a las diversas poblaciones sometidas de las dinastías. Sin embargo, la elevación de estas lenguas vernáculas a la posición de lenguas de poder, cuando eran en cierto sentido competidoras del latín (el francés en Paris, el inglés [antiguo] en Londres), hizo su propia contribución a la decadencia de la comunidad imaginada de la cristiandad" p.70

EM SÍNTESE, O ESSENCIAL É A INTERAÇÃO ENTRE A FATALIDADE, A TECNOLOCIA E O CAPITALISMO

"Nada servía para 'conjuntar' lenguas vernáculas relacionadas más que el capitalismo, el que, dentro de los límites impuestos por las gramáticas y las sintaxis, creaba lenguas impresas mecánicamente reproducidas, capaces de diseminarse por medio del mercado" p.72

CAPITALISMO, TECNOLOGIA DE IMPRESSÃO E COMUNIDADES IMAGINADAS: TUDO A VER COM O CONCEITO DE NAÇÃO MODERNA

"Podemos resumir las conclusiones que pueden sacarse de los argumentos expuestos hasta ahora diciendo que la convergencia del capitalismo y la tecnología impresa en la fatal diversidad del lenguaje humano hizo posible una nueva forma de comunidad imaginada, que en su morfología básica preparó el escenario para la nación moderna." p.75

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

The True-Born Englishman - Daniel Defoe




Así pues, de una mezcla de todas clases surgió,
esa cosa Heterogénea llamada Un Inglés:
engendrado en raptos ansiosos y furiosas Lujurias,
entre un Bretón Pintado y un Escocés:
Cuyos descendientes aprendieron pronto a inclinar la      [cabeza
y a uncir sus Bueyes al Arado Romano:
De donde surgió una Raza Híbrida,
sin nombre ni Nación, idioma o Fama.
En cuyas Venas calientes brotaron
rapidamente nuevas Mezclas,
combinaciones de un Sajón y un Danés.
Mientras que sus Hijas Fecundas,
con la complacencia de sus Padres,
recibían a todas las Naciones con Lujuria Promiscua.
Esta Progenie Nauseabunda contenía directamente
la Sangre bien extractada de los Ingleses (...)

Daniel Defoe, The True-Born Englishman.


COMENTÁRIO


Fantástico!!!

Releituras: li algumas páginas dessa obra curiosa e instigante, que nos põe a pensar sobre essa invenção fantástica de dar aos seres humanos pertencimento a alguma coisa, uma cultura, um local, um grupo etc.

O capítulo que li fala um pouco sobre os efeitos sociais e a forma de concepção de mundo antigo a partir das comunidades religiosas e a partir das dinastias e reinos.

Para a época, era meio que inimaginável outras formas de organização social. O mundo era organizado a partir dessas referências: religião e algum rei ou reino.

Depois tem uma parte no capítulo que fala sobre as formas de apreensão do tempo. Foram ocorrendo mudanças através dos tempos que permitiram que se começasse a "pensar" as nações e as comunidades.



Romances e periódicos: a ideia da simultaneidade no tempo

Dois fatores influenciaram bastante a nova forma de "pensar" uma nação e pertencer a uma comunidade: os romances literários e os periódicos. A palavra chave para essa mudança é SIMULTANEIDADE, que vem com o advento e popularização dos romances e jornais.

"Podrá entenderse mejor la importancia de esta transformación, para el surgimiento de la comunidad imaginada de la nación si consideramos la estructura básica de dos formas de la imaginación que florecieron en el siglo XVIII: la novela y el periódico. Estas formas proveyeron los medios técnicos necesarios para la 'representación' de la clase de comunidad imaginada que es la nación". p.46/47.


Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Comunidades imaginadas - Benedict Anderson

Foto de William Mendes: leituras - Comunidades Imaginadas.
Fiquei com uma baita vontade de ler o livro de Benedict Anderson por estarmos vivendo a Copa do Mundo de futebol.

É impressionante o clima que fica nos países devido ao evento esportivo.

Vendo aqui em meu país o fuzuê que está nas pessoas e nas ruas, fiquei pensando nas questões de nacionalismo, patriotismo, nação e que tais.

LAS RAÍCES CULTURALES

Neste capítulo é interessante as reflexões acerca da invenção ou descoberta da religiosidade nas pessoas e nos povos e comunidades. Enquanto as teorias filosóficas e econômicas, bem como as ideologias não respondem aos dilemas humanos de vida e morte, o antes e o depois, a religião sabiamente preenche este espaço e dá "conformação" à existência.

"El gran mérito de las concepciones del mundo religiosas tradicionales (que naturalmente deben distinguirse de su papel en la legitimización de sistemas específicos de dominación y explotación) ha sido su preocupación por el hombre-en-el-cosmos, el hombre como un ser de especie, y la contingencia de la vida". p.27

A partir do século XVIII, o século do Iluminismo, quando começa-se a questionar a inquestionável crença em Deus e na origem humana, abre-se espaço para dar outro tipo de pertencimento aos humanos e a ideia de "continuidade" de vida e morte quando se pertence a algo como um povo, uma comunidade, uma nação cai bem nessa busca de conformação.

A RELIGIÃO E AS RESPOSTAS

"(...) revela su respuesta imaginativa a la carga aplastante del sufrimiento humano: enfermidad, mutilación, pena, edad y muerte. ¿Por qué nací ciego? ¿Por qué está mi mejor amigo paralítico? ¿Por qué está mi hija tarada (defeituosa)? Las religiones tratan de explicar. La gran falta de todos los estilos de pensamiento evolutivo/progresistas, sin excluir al marxismo, es que tales interrogantes se contestan con un silencio impaciente". p.28

E segue:

"(...) el pensamiento religioso responde también a oscuras promesas de inmortalidad, generalmente transformando la fatalidad en continuidad (karma, pecado original, etc.)". p.28

A MAGIA DO NACIONALISMO

"El absurdo de la salvación: nada hace más necesario otro estilo de continuidad. Lo que se requería entonces era una transformación secular de la fatalidade en continuidad, de la contingencia en significado (...) La magia del nacionalismo es la conversión del azar (acaso) en destino". p.29

E Anderson explica mais claramente sua ideia:

"Lo que estoy proponiendo es que el nacionalismo debe entenderse alineándolo, no con ideologías políticas conscientes, sino con los grandes sistemas culturales que lo precedieron, de donde surgió por oposición". p.30

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Comunidades Imaginadas, de B. Anderson



Refeição Cultural

É um livro muito interessante. Aliás, encontro nele algumas explicações mais teóricas e científicas de impressões e afirmações que sempre fiz de forma intuitiva e, na minha opinião, por questões de lógica.

Eu acho que muitas das barreiras naturais contra as revoluções sociais, ou socialistas, ou comunistas, ou proletárias, são devido à própria natureza do ser humano.

(COMENTÁRIO: relendo esta frase tempos depois, fico em dúvida sobre minha afirmação de haver barreiras "naturais". Não seriam barreiras "culturais"?)


Acho que sempre haverá a sobreposição de grupos ou guetos, ou corporações, a impedir uma forma mais universal de organização sem fronteiras ou barreiras: 

"La realidad es evidente: el 'fin de la era del nacionalismo', anunciado durante tanto tiempo, no se encuentra ni remotamente a la vista. En efecto, la nacionalidad es el valor más universalmente legítimo en la vida política de nuestro tiempo." p.19


Em uma de suas reflexões, o autor não concorda ao pé da letra com a afirmação de Tom Nairn que diz: 

"La teoría del nacionalismo representa el gran fracaso histórico del marxismo". p.20


Anderson prefere dizer que: 

"Sería más correcto afirmar que el nacionalismo ha sido una anomalía incómoda para la teoría marxista". p.20


Essa polêmica é devida ao uso do pronome possessivo utilizado no manifesto comunista de Marx e Engels de 1848: 

"El proletariado de cada país debe, por supuesto, arreglar cuentas ante todo con su propia burguesía". p.20


Em relação ao conceito de Nacionalismo, Anderson entende que é melhor tratá-lo como algo semelhante a Religião e Família, do que como conceito semelhante aos termos Liberalismo e Fascismo: 

"Me parece que se facilitarían las cosas si tratáramos el nacionalismo en la misma categoría que el 'parentesco' y la 'religión', no en la del 'liberalismo' o el 'fascismo'(...) Así pues, con un espíritu antropológico propongo la definición siguiente de la nación: una comunidad política imaginada como inherentemente limitada y soberana." p.23


As 3 características principais de uma nação ou nacionalidade:

-“La nación se imagina limitada: ninguna nación se imagina con las dimensiones de la humanidad”

-“Se imagina soberana: las naciones sueñan con ser libres y con serlo directamente en el reinado de Dios. La garantía y el emblema de esta libertad es el Estado soberano”

-“Se imagina como comunidad: la nación se concibe siempre como un compañerismo profundo, horizontal” p.25


Bibliografia:

ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Maio de 1968 e outras histórias


1968 - o ano no qual minha mãezinha
me acolhia em si.

Refeição Cultural

Como estou lendo bastante nestes dias de férias curtas, estou também digerindo bastante meu alimento cultural.

Agora à noite, peguei para ler um caderno especial da Folha de São Paulo, o Caderno Mais! de 4 de maio de 2008, que trata do famoso ano de 1968.

Já li a metade do caderno e percebi que eu não sei praticamente nada sobre os eventos ocorridos pelo mundo naquele ano. Sei um pouquinho mais sobre os fatos aqui no Brasil como, por exemplo, o embate da Rua Maria Antônia entre os alunos da USP e do Mackenzie.

Falta-me ler mais para poder falar e escrever com propriedade sobre a Primavera de Praga, sobre os eventos de Paris e mais fatos em vários países "naqueles anos", pois alguns eventos referem-se a anos anteriores e às consequências de 1968, pois repercutiram dali adiante em todos os segmentos da vida social como cultura, sexo, política, economia etc.

Além do caderno da direitista Folha, tenho também bons materiais saídos em 2008 como a Revista Fórum e a Revista do Brasil. Irei lê-los também.

Estou lendo também alguns trechos do livro de B. Anderson sobre as Comunidades Imaginadas, acerca da ideia de Nação e Nacionalismo.

Muito boa a leitura de Hobsbawm para conhecer de fato sobre a história. Hoje li ali a respeito das revoluções oriundas da Revolução de Outubro, nas agitadas décadas de 10 e 20 do século XX.

Cara, eu sei muito pouco em relação às diferenças entre Trotskismo e Leninismo. Além do mais, preciso ler sobre Rosa Luxemburgo.

Quanta lacuna cultural descobrimos à medida em que mais lemos!

William

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson



Refeição Cultural

Ao ler a Caros Amigos de abril, mais especificamente o texto de Georges Bourdoukan "Ou aprendemos a conviver ou...", que trata de imaginar vivermos em paz sem fronteiras geográficas no mundo, lembrei-me do livro de Benedict Anderson (informações do autor aqui) sobre as origens do Nacionalismo ou das comunidades.

Acho uma utopia essa ideia de vivermos sem fronteiras. Na minha opinião, elas jamais deixarão de existir.

Aliás, no movimento social, vivo dizendo que a sociedade, as sociedades, se organizam em grupos - o que podemos chamar de corporações, daí o termo corporativismo.

Eu não acho errado, nos regimes democráticos, as pessoas se organizarem em corporações e grupos. Entendo que é assim mesmo que funciona uma sociedade na democracia.

O que é necessário é estabelecer-se regras institucionais que garantam condições para se atingir a igualdade de oportunidade, que é aquilo de tratar de forma diferenciada aos desiguais, de maneira a garantir-lhes as condições de igualdade efetiva.

Acabei lendo um pouco o livro, que tenho na versão em espanhol, edição do Fondo de Cultura Económica.


Bibliografia:

ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.