Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

---

COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

---

Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Livro: Flores das "Flores do mal" de Baudelaire - Guilherme de Almeida



Refeição Cultural 

Janeiro de 2025


"Cuidado ó minha dor, não sejas tão hostil.

Reclamavas a Tarde; ei-la que vem descendo:

Cobre a cidade toda uma treva sutil, 

A uns trazendo a inquietude, a outros a paz trazendo."

(Do poema "Recolhimento")


Finalizei a leitura do livro organizado por Guilherme de Almeida com a "recriação" ou "transmutação" de 21 poemas de Baudelaire para a nossa língua pátria. 

Almeida diz não gostar das expressões "tradução" ou "versão". A introdução dele aos 21 poemas foi escrita em 1943.

A obra clássica de Baudelaire, Flores do mal, é de 1857.


Gostei muito da série de poemas "Spleen" escolhida por Guilherme de Almeida. Ando numa fase meio spleen. O autor explica:

"Aí, Baudelaire, como num intencional descaso - a dar mesmo ideia de 'spleen', isto é, de indiferença e desânimo..." (Almeida)

Ele explica no livro, através de notas, a recriação de poema a poema; muito interessante o trabalho dele. 

"A obra poética de Baudelaire se caracteriza pela inteligência crítica do destino humano e do seu próprio destino, pelo sentimento agudo da vida moderna, da vida da Paris do seu tempo." (Manuel Bandeira)

A edição que tenho ainda presenteia o leitor com uma Apresentação de ninguém menos que Manuel Bandeira. Chique, né?

Só não consegui ler os poemas extras do Apêndice do livro porque estão em francês. Não leio francês ainda.

É isso. Estou hoje um pouquinho menos ignorante que ontem.

---

TREVAS SOBRE AS CIDADES

Sigamos aprendendo e estudando as culturas e criações do mundo.

"Cobre a cidade toda uma treva sutil,"

A estrofe que abre o texto posso dedicá-la à trágica realidade brasileira ao me lembrar das posses tenebrosas dos prefeitos ladrões, fascistas e asquerosos que vão destruir as cidades nos próximos quatro anos...

Não há democracia no Brasil. Sobrevivemos sob uma ditadura da plutocracia (capitalismo) dos orçamentos secretos e dinheiros do crime financiando os políticos do sistema. 

William 


Post Scriptum: clicar aqui para ler as outras postagens referentes a Baudelaire.


Bibliografia:

ALMEIDA, Guilherme de. Flores das "Flores do Mal" de Baudelaire. Introdução de Manuel Bandeira. Carvões de Quirino. Ilustrações de Rodin. Clássicos de Bolso, Ediouro/20349.


domingo, 29 de dezembro de 2024

Leitura de poesia (29) - O Gosto do Nada, Baudelaire



O GOSTO DO NADA - BAUDELAIRE


Morno espírito, antigamente afeito à luta,

A Esperança, que te esporeava outrora o ardor

Não te cavalga mais! Deita-te sem pudor,

Cavalo que tropeça em tudo e em vão reluta.


Dorme, ó meu coração; desiste, ó massa bruta!


Espírito vencido, em ti, velho impostor,

Já não tem gosto o amor, nem o tem a disputa;

Não mais a voz do cobre ou da flauta se escuta!

Deixa esta alma sombria, ó Prazer tentador!


Perdeu a Primavera o seu cheiro de flor.


E o Tempo me devora em marcha resoluta,

Como a ampla neve um corpo rijo de torpor;

Contemplo do alto o globo túmido e incolor,

E nele nem procuro o abrigo de uma gruta!


Vais levar-me, avalancha, em tua queda abrupta?


Recriação de Guilherme de Almeida 

Fonte: Flores das "Flores do Mal" de Baudelaire (1943)

---

COMENTÁRIO:

"A Esperança, que te esporeava outrora o ardor

Não te cavalga mais! Deita-te sem pudor,"


Nos tempos atuais, nem sei mais dizer se a esperança de amor ainda cavalga em mim... os tempos são de relações utilitárias, utilitaristas. Vai saber quantas pessoas amam só por amar mesmo.

"Dorme, ó meu coração; desiste, ó massa bruta!"

Eu amo só por amar. Tem gente que ama sim, só por amar. Amor qualquer - carnal, filial, contemplativo, de amizade - enfim, tem sim amor por amar. Ainda vejo isso. Não desistamos do amor!

"Perdeu a Primavera o seu cheiro de flor."

Quero crer que ainda temos a primavera e os cheiros diversos das flores, ainda. No entanto, a tendência não é boa, nem para os amores, nem para as flores. As primaveras resistem, os amores ainda existem, mas os riscos são claros.


Neste mês que vai se encerrando, fiz um esforço militante para manter a disciplina que defini a mim mesmo para ter contato diário com a poesia. Nada perdi, só ganhei com isso. 

Sigamos aprendendo coisas novas, pois somos a espécie animal que pode ser educada, como ensina o educador Paulo Freire: só se ensina gente. Sou gente e quero ser ensinado, quero aprender o novo sempre.

William


Bibliografia:

ALMEIDA, Guilherme de. Flores das "Flores do Mal" de Baudelaire. Introdução de Manuel Bandeira. Carvões de Quirino. Ilustrações de Rodin. Clássicos de Bolso, Ediouro/20349.


domingo, 8 de dezembro de 2024

A Comédia Humana - Honoré de Balzac (5)



Refeição Cultural 

"Balzac [...] nos dá, em A comédia humana, a história mais maravilhosamente realista da société francesa [...] descrevendo sob forma de crônica de costumes, quase de ano a ano, de 1816 a 1848, a pressão cada vez maior que a burguesia ascendente exercia sobre a nobreza que se reconstituíra depois de 1815 e que, tant bien que mal, na medida do possível, levantava outra vez a bandeira da vielle politesse française..."* (p. 49)

* Carta de Friedrich Engels a Margaret Harkness em Londres, abril de 1888. (N.E.)


Hoje retomei a leitura de Balzac, iniciada meses atrás. O Volume 1 de minha coleção começa com uma biografia do escritor, feita por Paulo Rónai. 

Na parte que estou, Rónai descreve o quanto Balzac era de direita e conservador. Mesmo assim, sua condição pessoal não prejudicou ou interferiu na qualidade de sua produção textual. 

Uma prova disso é a avaliação que o marxista Engels faz da monumental obra A Comédia Humana, décadas depois do falecimento de Balzac. 

Enfim, vamos terminar o ano lendo e aprendendo mais sobre literatura. 

William Mendes 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Leitura de poesia (4) - O Albatroz, Baudelaire



O ALBATROZ - BAUDELAIRE 


Às vezes, por prazer, os homens de equipagem

Pegam um albatroz, enorme ave marinha, 

Que segue, companheiro indolente de viagem, 

O navio que sobre os abismos caminha.


Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas,

Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado, 

Deixa doridamente as grandes e alvas asas

Como remos cair e arrastar-se a seu lado.


Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo!

Ave tão bela, como está cômica e feia!

Um o irrita chegando ao seu bico um cachimbo, 

Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia!


O Poeta é semelhante ao príncipe da altura

Que busca a tempestade e ri da flecha no ar;

Exilado no chão, em meio à corja impura,

As asas de gigante impedem-no de andar.


Recriação de Guilherme de Almeida 

---

COMENTÁRIO:

Charles Baudelaire é outro clássico que não conheço bem. Esse poema fantástico "O Albatroz" já conhecia por tê-lo visto em sala de aula na USP.

A imagem do albatroz no convés do navio todo desajeitado por não ser ali seu ambiente de glória, os céus, comparado ao poeta que não se sente à vontade fora de seu mundo idealizado é incrível!

Claro que Baudelaire pertenceu a uma escola de arte, a uma época específica, que não representa a totalidade dos poetas. 

Para muitos poetas, estar no seio do povo (a corja) seria estar como o albatroz soberano nos céus. 

Seguimos lendo poesia neste mês de dezembro. 

William Mendes 


Bibliografia:

ALMEIDA, Guilherme de. Flores das "Flores do Mal" de Baudelaire. Introdução de Manuel Bandeira. Carvões de Quirino. Ilustrações de Rodin. Clássicos de Bolso, Ediouro/20349.


sábado, 30 de novembro de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 30 de novembro de 2024. Sábado.


NOVEMBRO

Introdução

A intenção é fazer um texto reflexivo que represente o que sinto que sou, uma pessoa de esquerda. Tenho ouvido algumas lideranças de nosso campo dizerem que uma característica importante em alguém de esquerda é não ser pessimista, pois isso poderia passar uma crença de que está tudo perdido e que nada tem solução. Tendo a concordar com esse conceito. Eu não sou determinista, não acho que as coisas já estão dadas e acabou, que não tem mais jeito para as merdas que estão em andamento. Fui determinista quando cria em outras concepções de existência. Não sou mais assim e sei que o ser humano é uma espécie extraordinária e cheia de possibilidades. Temos a capacidade de aprendizagem e somos dotados de sistemas cerebrais evoluídos há milhões de anos. Então, gostaria de tentar ser realista, apontar as merdas pessoais e coletivas, deixar claro que há esperanças e elas estão em nós mesmos, e quem sabe, no texto, eu registre e defina algumas coisas para mim mesmo, pois quando releio meus diários acabo verificando se fiz ou realizei algo que planejei ou se ainda sinto o que sentia no momento da enunciação.

---

Brasil

Começo fazendo algum registro sobre o nosso país, o nosso mundo, o lugar no qual a nossa vida se desenvolve. Dediquei pouco tempo à leitura política neste mês, de propósito. 

Até o mês passado, eu estava muito envolvido com as eleições, fiz campanha nas ruas e na internet. Não fugi de minha natureza e formação política, mesmo podendo gozar a vida de outra forma como muitos que conheço fizeram após se desligarem do banco público onde trabalharam e ou do movimento sindical e partidário. Fiz minha parte e tentei contribuir para nossos projetos políticos de esquerda nas eleições municipais.

A esquerda, como sempre, está muito dividida em relação ao governo Lula em seu terceiro mandato presidencial. Eu vejo a esquerda dividida há décadas. Óbvio que o passado é uma referência, mas os contextos são sempre únicos porque as sociedades mudam com o tempo. 

Em linhas gerais, a divisão sempre tem um conteúdo de concepção e prática, de leitura de conjuntura e de onde se quer chegar e como chegar lá. 

Parte de nós acha que o governo deve ir mais para o centro e centro-direita, "governabilidade" e tal; parte acha que o governo deve ir mais para a esquerda. Estou no grupo que acha que deveríamos ir mais para a esquerda, para mim o tempo de negociação e conciliação com os adversários políticos acabou. O que se tem hoje é a ascensão do fascismo. Não são adversários, são inimigos. Não se negocia com fascista, eles te traem e te matam.

Nosso governo de frente amplíssima com direita e ultradireita - os golpistas e bolsonaristas que compuseram com Lula - está executando medidas que agradam a uns e desagradam a outros em nosso próprio campo. Anunciou isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, medida que atingiria mais de 20 milhões de pessoas, e no ajuste fiscal vai mexer com setores importantes das classes populares alterando direitos sociais históricos de outros tantos milhões de pessoas, as mais necessitadas do Estado. É foda!

Na área diplomática, eu já ando puto com o nosso governo faz tempo (e não me venham com esse papo que não se pode criticar erros de nosso governo!). Na minha leitura, deixamos de ter uma diplomacia "ativa e altiva" e voltamos a ser um país que fala grosso com os países subdesenvolvidos e falamos fino com imperialistas do Norte. O caso da Venezuela é um exemplo: é in-jus-ti-fi-cá-vel vetar o país nos BRICS por causa de umas merdas de atas eleitorais. Por outro lado, o Brasil deixa Israel fazer o que quer conosco e não faz nada. Nosso governo fica lambendo o governo francês que perdeu as eleições parlamentares e deu um golpe nos dias seguintes sem acatar a decisão do povo francês. Cara, puta que pariu esse comportamento na área externa!

Eu sinto que o governo Lula e os outros dois poderes, pensando o núcleo principal de ministros e alguns aliados da frente amplíssima (até os caras do judiciário), estão envidando todos os esforços para que o bolsonario não seja preso, estão pedindo pelo amor de deus para que ele fuja e que as autoridades não precisem prender o canalha. Eu estou falando e escrevendo isso há muito tempo. É uma gente covarde essa nossa! Em qualquer um dos duzentos países do mundo o salafrário já estaria preso preventivamente. O cagão já foi de travesseiro em mãos para uma embaixada e falou de novo em fugir. Eles planejaram matar autoridades de Estado e instalar nova ditadura e já sabem disso faz tempo. Os covardes de todas as instituições responsáveis estão tirando sarro da cara das pessoas sérias do país. Deixaram o inelegível (ainda) fazer campanha Brasil afora. Meu, eu já enchi o saco com isso!

Outra coisa: já deu a paciência para o republicanismo estúpido da esquerda quando chega ao poder. Cara, fala sério! FHC, Temer e bolsonario nunca respeitaram burocracia alguma escrita ou consuetudinária na administração pública, estatal e ou de economia mista. É um republicanismo infantil, idiota, esse nosso! O Lula e o PT indicam quando são governo só porcaria nas instituições - do tipo STF e PGR - que depois vão foder ou eles mesmos ou os servidores públicos e os direitos caros aos trabalhadores. A esquerda precisa deixar de ser besta quando chega ao poder! Caraca, coisa básica isso! 

--------------------

ESPERANÇA - Tenho visto muita gente jovem nas manifestações de rua e nos movimentos que estão à frente de pautas importantes para mudarmos o mundo atual hegemonizado pelo capitalismo, consumismo, individualismo e que enaltece a ignorância. Isso é um alento de esperança. A tecnologia que pode ser usada para manipular milhões de pessoas através de algoritmos e sofistas canalhas, também pode ser usada para acessarmos quase todo o conhecimento humano produzido até hoje. Com um pouquinho de interesse e orientação, qualquer pessoa pode ou poderia aprender o que quiser, e em qualquer lugar. Eu tenho 55 anos e quero aprender um monte de coisa e quero passar adiante o que sei. Já que o movimento sindical não quis aproveitar a experiência que acumulei, estou escrevendo para quem quiser ler os temas que escrevo. É o que posso contribuir no momento. Passar gratuitamente o pouco de sei.

--------------------

Todo dia é dia para algo novo...

Ainda procuro sentidos

Estou vivo, estou aqui no mundo. Isso é uma oportunidade incrível. Sou um homem de sorte.

Acabei de voltar de Ushuaia, no Extremo Sul da Argentina. A vida é assim, todo dia é dia para algo novo, inusitado. No início deste ano voltei a Cuba, que não conhecia até o ano retrasado. Já conheci países que nunca imaginei pisar como, por exemplo, os Estados Unidos. Nunca se sabe o dia de amanhã. 

Eu havia planejado ainda como jovem adulto que iria fazer o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Não fiz o Caminho. De repente, a vida me colocou por semanas na Itália e Espanha, a trabalho. 

Se tivesse feito as besteiras que pensei nos tempos de depressão e revolta, não teria sido sequer um militante da classe trabalhadora que liderou lutas e teve sua relevância na construção de um mundo do trabalho mais justo e solidário. Sequer teria desfrutado da convivência de pessoas queridas da família e de pessoas que deixaram lembranças em meus pensamentos.

Fui agraciado pela natureza e pela casualidade e pelos destinos que as veredas que peguei me levaram a ter como, por exemplo, meus pais e familiares mais próximos todo esse tempo, até meus 55 anos de idade. E pelo que sei hoje, não infartei ou tive um tipo de acidente vascular como mais ou menos está na minha genética porque 10 anos antes passei a dar mais atenção à saúde ao ser gestor de uma operadora de saúde. 

Cerca de metade da população do Brasil e do mundo vai morrer ou ficar com sequelas por agravamento de doenças crônicas facilmente controláveis através de atenção primária e acompanhamento por medicina de família, eu fui um sortudo que ganhei 10 anos a mais de vida por isso. É uma pena que a autogestão que administrei deixou de focar o modelo que desenvolvemos por décadas lá. Muita gente como eu vai perder a oportunidade de viver uma década a mais.

Enfim, eu tenho a consciência que preciso viver, e preciso estar bem, até porque sei de minha importância para algumas pessoas queridas. 

Vou me esforçar para manter e se possível melhorar minha condição de saúde. Vou tentar ler e estudar e escrever algo a respeito nos próximos meses, como faço nos blogs. Vou tentar ser mais inteligente e ver o que faço para superar os grandes problemas cotidianos que me deixam descabriado pra caralho.

Minha companheira diz que eu não tenho medo. Eu tenho: tenho pavor de ser acometido por doenças degenerativas de meu cérebro, de minha identidade. Estou estudando para exercitar meus neurônios e fortalecer minha memória. E sei que agravamentos de doenças crônicas também causam riscos de danos nos sistemas circulatórios etc. Isso eu tenho medo. Confesso.

Sigamos lutando por um mundo sem o predomínio do capitalismo, causador da destruição do planeta e ameaça às diversas formas de vida na Terra, incluindo a espécie humana, que pode mudar o mundo para melhor porque conhecimento para isso já acumulamos.

William Mendes


domingo, 29 de setembro de 2024

A Comédia Humana - Honoré de Balzac (4)



Refeição Cultural 

"Comparado com Walter Scott, seu discípulo assinala-se por uma particularidade bem francesa, de que, aliás, tinha plena consciência. O romancista escocês idealiza a paixão. Por temperamento ou para agradar a um público maior, desconhece o amor sexual e faz intervir em suas narrativas mulheres sublimes e pálidas, quase figuras de altar. O romancista francês, desde seu primeiro verdadeiro romance, explora todas as riquezas da mina das paixões. 'A paixão é toda a humanidade!', escreverá anos depois no prefácio de A comédia humana, ao reconhecer a sua dívida para com Walter Scott." (p. 41)


Seguindo na leitura da biografia de Honoré de Balzac, Paulo Rónai nos conta que o escritor escocês, Walter Scott, se tornou a referência para ele, pois seus romances históricos eram baseados em documentos, pesquisas e viagens investigativas nos locais que seriam cenários de seus livros. 

A diferença é que ao invés de romances históricos, Balzac atuaria com foco na história dos costumes da sociedade francesa da primeira metade do século XIX, período conhecido como Restauração. 

Walter Scott é outra de minhas lacunas culturais... ainda não li nenhuma obra sua. Tenho que viver bastante para ler autores e obras clássicas que nunca li.

William 


domingo, 15 de setembro de 2024

Os miseráveis - Victor Hugo (17)



Refeição Cultural 

Osasco, 15 de setembro de 2024. Domingo. 


INTRODUÇÃO 

O pequeno Livro VI, contendo dois capítulos, traz uma grande quantidade de informações a respeito dos antecedentes do embate que ocorreu entre Javert e o prefeito Madeleine. 

Os leitores ficam sabendo das suspeitas de Javert em relação ao senhor Madeleine e o que ele fez em relação a isso.

---

PRIMEIRA PARTE - FANTINE 

LIVRO VI - JAVERT 

I. Início do repouso

Neste capítulo, vemos o acolhimento que estão dando a Fantine, adoecida dos pulmões. 

O senhor Madeleine está fazendo o que pode por Fantine, após descobrir todo o martírio ao qual ela foi submetida. 

O prefeito está tentando trazer a pequena Cosette para junto de sua mãe, Fantine. 

No entanto, o casal canalha, os Thénardier, entenderam que reter a pequena Cosette é uma forma de obter dinheiro fácil do senhor Madeleine. 

---

II. Como Jean pode tornar-se Champ

Capítulo denso. Javert tentou se vingar do prefeito por causa daquela questão de mandar libertar Fantine da prisão. 

Javert entra no escritório do prefeito pedindo a ele que o demita. Disse que o denunciou como um antigo condenado da justiça, um tal Jean Valjean.

"- Eu acreditava nisso. Havia muito eu tinha essas ideias. Alguma semelhança, algumas informações que o senhor mandou pedir em Faverolles, a força que tem nas costas, o caso do velho Fauchelevent, sua perícia em atirar, o jeito que tem de arrastar a perna... que sei eu? Tolices! Mas, enfim, tomava-o por um tal Jean Valjean." (p. 249)

---

COMENTÁRIO 

O que mais me chama a atenção no clássico de Victor Hugo é a maneira como o escritor descreve as nuanças da história que está narrando. O cara é bom demais!

É incrível a forma como Hugo coloca Javert justificando ao prefeito por que ele não deve ser perdoado pela autoridade traída, dizendo que ele mesmo, Javert, seria implacável consigo se estivesse na posição do prefeito. 

Amigas leitoras e leitores, vale a pena ler textos como esse!

William 


quinta-feira, 12 de setembro de 2024

A Comédia Humana - Honoré de Balzac (3)



Refeição Cultural 

"(...) Teremos a ocasião de mostrar que nem por isso A comédia humana, este grandioso fresco da sociedade da Restauração, ficaria manchada de parcialidade, pois o gênio do autor felizmente sobrepujou as tendências de seu espírito. Mas o homem nunca se libertaria desse deplorável esnobismo que lhe faria buscar as rodas aristocráticas, estragando-lhe a felicidade." (p. 36)


É muito interessante conhecer a biografia de figura tão singular da literatura universal do século XIX.

Paulo Rónai vai aos poucos nos apresentando não só as características do escritor francês Honoré de Balzac, como a sociedade francesa das primeiras décadas do século XIX. 

"As tendências monarquistas de Balzac originadas em seu esnobismo (lembre-se o caso da partícula 'de'!) devem ter sido fortalecidas pela atmosfera geral da época, em que era moda entre os jovens literatos ser favorável à Restauração - da qual precisamente o futuro apóstolo republicano, Victor Hugo, era o poeta oficial -, pelo exemplo de certos amigos e, principalmente, de certas amigas..." (p. 35)

O biógrafo nesta parte que li nos apresenta alguns casos amorosos do jovem Balzac. Dois deles, com mulheres mais velhas que ele. A principal delas, a sra. de Berny - a "Dilecta" -, e também a duquesa de Abrantes.

Por fim, a última curiosidade, Balzac publicou em escala "industrial" romances ruins sob pseudônimos, ele tentava se sustentar através da literatura. 

"(...) é que não punha seu nome em nenhum deles, mas publicava-os sob pseudônimos - Lord R'hoone (anagrama de Honoré), Horace de Saint-Aubin etc. - ou anonimamente. Mais tarde, embora necessidades de dinheiro o tenham forçado a negociar outra vez os direitos dessas obras, não as quis jamais reconhecer expressamente." (p. 31)

É isso! Legal essa preparação para mergulhar em A Comédia Humana

William 


sábado, 7 de setembro de 2024

Os miseráveis - Victor Hugo (16)



Refeição Cultural 

Osasco, 7 de setembro de 2024. Sábado.


INTRODUÇÃO 

Os últimos capítulos do Livro V - "A decadência" - foram emocionantes. 

A podre Fantine é presa injustamente por Javert, que a condena a seis meses de prisão. No momento da condenação, aparece na delegacia o prefeito Madeleine. 

Javert e Madeleine, cada um com sua autoridade, vão decidir a respeito da vida de Fantine e, consequentemente, sobre o futuro da pequena Cosette.

---

PRIMEIRA PARTE - FANTINE 

LIVRO V - A DECADÊNCIA 

XI. Christus nos liberavit

Neste curto capítulo, o narrador põe a nu o capitalismo, ao explicar o benefício para os burgueses de situações como a de Fantine, colocada sob miséria absoluta pelo sistema vigente.

"O que é essa história de Fantine? É a sociedade comprando uma escrava. 

De quem? Da miséria. 

Da fome, do frio, do isolamento, do abandono, da privação. Dolorosa negociação. Uma alma por um pedaço de pão. A miséria oferece, a sociedade aceita." (p. 229)

---

XII. A ociosidade do senhor Bamatabois

O senhor em questão é um burguês inútil que ficou humilhando a pobre Fantine até ela reagir às provocações do fdp.

---

XIII. Solução de algumas questões de polícia municipal 

"O senhor Madeleine enxugou o rosto e disse:

- Inspetor Javert, ponha essa mulher em liberdade. 

Javert sentiu-se a um passo de enlouquecer. Naquele instante, experimentava, uma após a outra, e quase todas misturadas, as emoções mais violentas que já havia sentido na vida. Ver uma mulher de rua cuspir no rosto de um prefeito era uma coisa tão monstruosa que, em suas suposições mais medonhas, teria considerado um sacrilégio só imaginar essa possibilidade. Por outro lado, no fundo de seu pensamento, fazia confusamente uma aproximação pavorosa entre o que era aquela mulher e o que podia ser aquele prefeito, e entrevia então com horror algo de muito simples naquele prodigioso atentado. Quando viu, porém, aquele prefeito, aquele magistrado, limpar o rosto tranquilamente e dizer: ponha essa mulher em liberdade, teve uma espécie de vertigem de espanto; falharam-lhe igualmente o pensamento e as palavras; tinha ultrapassado os limites do espanto possível. Ficou mudo." (p. 235)

---

COMENTÁRIO FINAL 

O desfecho do embate de autoridades entre Javert e Madeleine é empolgante. 

Fantine é salva. A cena é tocante. Vale a leitura!

William 


Post Scriptum: o comentário anterior sobre a leitura pode ser lido aqui.


A Comédia Humana - Honoré de Balzac (2)



Refeição Cultural 

"(...) Surgiam novos poderes: o capital, a imprensa, a publicidade. Patenteava-se a ascensão prodigiosa do dinheiro, que reivindicaria um papel cada vez maior em todos os domínios. Estavam, pois, aparecendo e desenvolvendo-se as forças que passariam a moldar todo o período da história europeia até a Primeira Guerra Mundial. Esboçavam-se, desde então, os tipos humanos que as novas possibilidades não deixariam de produzir. A comédia humana de Balzac contém uma imagem fiel e pormenorizada de toda essa fermentação, de seus resultados visíveis e de suas consequências conjeturáveis; embora concluída em 1850, é um espelho de todo o século XIX. (p. 14/15)


Lendo a biografia do escritor francês Honoré de Balzac, vemos o quanto é válido o esforço e a transpiração, pois de pessoa sem grandes talentos na infância e adolescência, Balzac se tornou um grande escritor dos romances de costumes.

TRATADO DA VONTADE 

"(...) Com uma vontade de ferro realizaria de fato um milagre sem analogias na história das literaturas: de autor péssimo, abaixo de medíocre, que seria até quase os trinta anos, de repente se tornaria um escritor grandioso, criador do gênero mais importante da literatura moderna, o romance de costumes." (p. 23)

---

Paulo Rónai nos conta que cada experiência do jovem Balzac serviria anos depois de referência para os romances que desenvolveria. 

E a literatura se firmava junto ao público do século XIX com aquilo que chamaríamos de romance moderno.

"Lembremos que agora o romance não constitui para nós apenas uma diversão. É um importante instrumento de conhecimento indireto, abre ambientes e perspectivas que nunca teríamos oportunidade de conhecer, fornece uma visão prática e real do mundo..." (p. 25)

Seguimos conhecendo um pouco de Honoré de Balzac. 

William 


terça-feira, 3 de setembro de 2024

A Comédia Humana - Honoré de Balzac



Refeição Cultural 

A Comédia Humana é composta por 89 obras de Honoré de Balzac. 

A edição que vou ler é a da Editora Globo, cuja 1ª edição é de 1946-1955. Minha coleção é a 3ª edição, de 2012, organizada sob a regência de Paulo Rónai, intelectual húngaro naturalizado brasileiro. 

Tenho 9 dos 17 volumes previstos para a coleção, da Biblioteca Azul. Os livros foram um presente de minha companheira Ione.

---

A VIDA DE BALZAC, POR PAULO RÓNAI

A primeira parte do primeiro volume é uma introdução abordando a biografia do escritor Honoré de Balzac, que nasceu em 1799 e faleceu aos 51 anos, em 1850.

Ao falar sobre estudos biográficos, Rónai afirma que as gerações futuras acabam conhecendo mais os autores do que seus contemporâneos. Concordo com ele.

Cito um esboço rápido do escritor:

"(...) Jovem derrotado logo nos primeiros encontros com o destino, marcado pelo resto da vida com o estigma da incapacidade. Homem já feito, arrastando complexos de inferioridade e procurando compensar a consciência da inata vulgaridade por um esforço desesperado para atingir os cumes brilhantes da vida, a beleza, a nobreza, a fortuna. Velho antes do tempo, esgotado por milhares de noites de trabalho feroz, abatendo-se no limiar da felicidade almejada. Vemos-lhe os olhos em brasa, as faces rechonchudas, o papo do pescoço, os membros sem graça, a gesticulação exuberante, as vestes berrantes..." (p. 12)

Vejam se não é uma das imagens clássicas de Balzac.

A Comédia Humana em uma avaliação de Paulo Rónai:

-------------------------

"a maior fusão já conseguida na literatura com a vida real"

-------------------------

Interessante essa observação do crítico. Poderei concordar ou não com ele após ler algumas dezenas de obras de Balzac.

Por enquanto, só conheço o romance "A mulher de trinta anos", que gostei bastante. 

É isso. Começamos com o Balzac também. 

William 


domingo, 1 de setembro de 2024

Os miseráveis - Victor Hugo (15)



Refeição Cultural 

Osasco, 1° de setembro de 2024. Domingo.


INTRODUÇÃO 

Capítulos duríssimos os que li neste domingo! 

É a sociedade capitalista de hoje, sem tirar nem colocar algo mais além do que está descrito por Victor Hugo em 1862.

---

PRIMEIRA PARTE - FANTINE

LIVRO V - A DECADÊNCIA 

VI. O pai Fauchelevent

O senhor Madeleine é colocado à prova por Javert, ao se ver obrigado a tentar salvar um velho preso a uma carroça tombada. 

Madeleine, por ser um humanista, não suportaria ver alguém morrer sem nada fazer.

Ele salva o velho se colocando embaixo da carroça e fazendo força até puxarem a vítima. 

Javert disse antes que conhecia apenas um homem com força capaz de tal feito... um condenado da prisão de Toulon. (p. 217)

---

VII. Fauchelevent torna-se jardineiro em Paris

A bondade do senhor Madeleine é tanta que ele, além de salvar a vida do velho, dá um jeito de indenizar o coitado, comprando dele a carroça e o cavalo (morto) e arrumando-lhe um trabalho.

Neste capítulo, ficamos sabendo também, que foi nessa época que Fantine conseguiu trabalho na fábrica do senhor Madeleine, ao voltar como estranha para Montreuil-sur-Mer, após deixar a filhinha Cosette com os Thénardier.

---

VIII. A senhora Victurnien despende trinta e cinco francos com a moral

"Além disso, mais de uma pessoa invejava seus cabelos loiros e seus dentes brancos." (p. 220)

Neste capítulo, o narrador descreve de forma excepcional como se dão as intrigas e fofocas na sociedade humana. 

Fantine será vítima de uma esbusteira invejosa e a consequência da maldade dela se estenderá até a pequena Cosette.

Por insinuarem que Fantine era prostituta, ela foi demitida da fábrica do senhor Madeleine.

---

X. Continuação do sucesso

"O inverno transforma em pedra a água do céu e o coração do homem." (p. 224)

Difícil alguém não se revoltar com a situação vivida por Fantine.

A jovem é uma das vítimas do perverso modelo de "livre mercado" capitalista. 

"Costurava dezessete horas por dia, mas um fornecedor de trabalho das prisões, que fazia as prisioneiras trabalharem por muito pouco, fez de repente os preços baixarem, o que reduziu o salário das costureiras livres a nove soldos. Dezessete horas de trabalho e nove soldos por dia! Os credores estavam mais do que nunca desapiedados; o negociante de móveis, que havia retomado quase tudo, dizia-lhe sem parar:

- Quando vai me pagar, descarada?" (p. 228)

---

E AINDA HOJE, SÉCULO E MEIO DEPOIS, AINDA VENDEM A MENTIRA DE "HUMANIZAR O CAPITALISMO"

Em cada cidade do mundo capitalista existem milhares de mulheres vítimas desse sistema, mulheres como Fantine.

É como nos alerta Victor Hugo na abertura da obra: livros como este não serão inúteis enquanto houver "a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância" (p. 37)

Assino com ele!

William


Post Scriptum: comentários sobre a leitura anterior podem ser lidos aqui.


quarta-feira, 31 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 31 de julho de 2024. Quarta-feira.


Opinião


JULHO

"Onde há poder do povo atualmente (demo-cracia)? Onde? Não há poder do povo no Brasil e nos Estados Unidos da América. Nesses dois países gigantes o que há são plutocracias. Os donos do dinheiro governam esses países. O povo não manda nada!" (William)


O mês de julho terminou. Temos como resultado do mês ou do período recente de algumas semanas: mais guerras, mais violências em todas as suas formas, mais enriquecimento dos ricos, mais concentração do poder econômico, mais miséria e mais fome no mundo, menos tolerância e menos chances de paz, menos democracia econômica e social e mais manipulação e fake news em desfavor do povo pobre e trabalhador.

No início do mês, o Ocidente capitalista viu o presidente da França perder uma eleição parlamentar e não acatar a decisão do povo, um cara de pau que ilustra a minha tese de que não há mais possibilidade de termos democracias no sentido de "povo no poder". Entreguei meu artigo para o livro sobre democracia que Cleusa Slaviero da Editora ComPactos está preparando e a cada dia vejo exemplos práticos de minha leitura do fim das democracias como costumávamos conhecer (citei na abertura o primeiro parágrafo do artigo).

O fim do mês de julho nos apresenta tragédias anunciadas. 

SIONISTAS QUEREM GUERRA CONTRA TODO MUNDO - A começar pelo avanço do criminoso de guerra Netanyahu em seus objetivos de ampliar a guerra no Oriente Médio para não ser preso pelos crimes que já cometeu. Antes de 7 de outubro de 2023 ele estava para ser processado, condenado e preso por corrupção. Hoje, além dessas acusações antigas, ele terá que enfrentar um tribunal penal por genocídio. O criminoso foi aplaudido dezenas de vezes por seus financiadores e apoiadores no congresso dos EUA. O governo sionista de Israel fechou o mês atacando Beirute e é acusado de ser o responsável pelo assassinato de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, em pleno solo iraniano. O cara quer uma guerra total entre diversos países. É a forma de livrar a própria pele.

VENEZUELA (CHAVISMO X IMPERIALISMO) - Eu me sinto envergonhado e surpreso pela postura do governo brasileiro por causa de sua posição em relação às eleições presidenciais. Até hoje, o Brasil não reconheceu a vitória do chavista Nicolás Maduro, facilitando e contribuindo com os golpistas que anunciaram que fariam o que estão fazendo: uma tentativa de golpe de Estado para tomar os poços de petróleo na mão grande e entregá-los para os Estados Unidos. Fiz texto expressando minha decepção com o governo Lula (ler aqui). 

Voltamos aos tempos do viralatismo do tucanato, quando o Brasil falava grosso com os pequenos e pobres do Sul global e fino com os imperialistas do Norte. O governo brasileiro fala grosso com Maduro, mas não questiona as eleições fraudadas dos EUA, não questiona Macron que deu o golpe no povo ao não reconhecer a vitória da esquerda na França e não fez nada recentemente ao ser humilhado pelo embaixador de Israel no Brasil. Não temos tido uma postura ATIVA E ALTIVA como tínhamos nos outros governos do PT. Triste e vergonhoso. 

Nem falo de minha decepção com aquelas e aqueles que se dizem de "esquerda" nos movimentos sociais, mas que ficam pagando pau pra Kamala imperialista e chamam o presidente da Venezuela de "ditador". Vão estudar disputa de hegemonia no mundo para se posicionarem melhor! (sobre essa postura de esquerda não-esquerda escrevi a respeito, ler aqui)

PROPRIETÁRIOS E "EMPRESÁRIOS" DEVEM SER INIMPUTÁVEIS (contém ironia) - Agora, toda semana algum playboy de Ferrari ou Porsche (bêbado) mata algum trabalhador e fica tudo bem, pois as "pessoas de bem" (bens) não são passíveis de cometerem crimes.

BOLSA BANQUEIROS E RENTISTAS - Agora há pouco, para fechar o mês de julho (de juros), o pai dos especuladores e rentistas, o mito da Faria Lima, indicado pelo mito dos ladrões de joias e praticantes de outras artes de roubar, manteve a taxa de juros Selic em 10,5%, a 2ª ou 3ª maior do mundo - serão bilhões e bilhões de dinheiros para os bilionários e os ricos de classe média alta que vivem de não fazer nada e receber boladas em aplicações financeiras. E o governo Lula vai cortar 15 bilhões de áreas sociais para cumprir o déficit zero...

Acho que não preciso continuar as notícias sobre julho no Brasil e no mundo, né?

---

Eu

Me esforcei no mês de julho para aprender coisas novas, fiz atividades físicas para tentar manter minha existência, li e escrevi na medida do possível, abracei amigos, estou em busca de sentidos para minha vida e quero mudanças em minha vida e no mundo como um todo. Não sou determinista e sei que a educação e a cultura podem mudar as pessoas e elas podem mudar o mundo.

William


sábado, 13 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de julho de 2024. Sábado.


DE GAULLE - A FRANÇA NO MUNDO

Na sexta-feira não consegui ver um episódio da série "Grandes dias do século XX". Ao ver este sobre Charles De Gaulle e a história da França no século passado, eu fiquei pensando o quanto a gente não sabe nada de história. 

Essa nossa ignorância sobre a história do mundo facilita muito a vida da extrema-direita fascista, que atua para desinformar as pessoas e recontar a história com narrativas mentirosas e absurdas. No Brasil, somos todos em geral vítimas de sistemas de educação feitos para não educar as pessoas.

Ao me politizar e me tornar representante eleito da classe trabalhadora no início dos anos dois mil, fui percebendo que uma das minhas tarefas enquanto liderança de um segmento de pessoas era estudar muito sobre a história do Brasil e da classe trabalhadora, sobre quem nós éramos e atuar diariamente para dar noções sobre as coisas para os meus colegas de classe. Noções.

Vivemos num mundo de pessoas sem noções. Não é por maldade ou vontade delas. Ao se mudar a cultura estabelecendo um novo aculturamento sem referências, sem limites, numa total anomia na vida social, as pessoas passam a não ter noção de nada. Vivemos uma desordem social e mundial.

A realidade material e a vida cotidiana impõem às massas uma agenda de consumo de temas focados em prazeres físicos e psicológicos imediatos. Coisas para capturar os desejos das pessoas. No capitalismo isso se intensificou de forma extraordinária. 

Por isso a imprensa tradicional era chamada de 4º poder (talvez fosse o 1º) e por isso as empresas de plataformas digitais conhecidas como big techs são as donas dos desejos e das almas dos bilhões de humanos hoje.

A vida em sociedade é dominada por quem define a pauta e a agenda da comunidade. Já era assim localmente sem a tecnologia de comunicação global (internet), imaginem agora que plataformas como o Google, o Facebook ou o Instagram conseguem invisibilizar um tema importante para a classe trabalhadora e colocar na agenda uma nulidade qualquer que pautará o que todos vão se interessar por horas ou dias ininterruptamente... 

Com essa realidade atual, tenho a impressão que a história (como ciência) e a cultura estão num momento ruim da história humana. Com a pós-verdade, o que será verdade no presente e futuro?  

-------------------------

Sinopse:

Depois de liderar a resistência francesa contra os invasores nazistas na Segunda Guerra Mundial, Charles De Gaulle desponta como líder do governo provisório com grande popularidade. Era o primeiro passo da trajetória política do homem que se tornaria um dos grandes estadistas do século XX. Com uma gestão forte, nacionalista e conservadora, ele reergueu a economia de seu país e restabeleceu o poder político da França na Europa. Seu legado permanece vivo e sua história se tornou patrimônio do pensamento político contemporâneo.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "A trajetória de Charles de Gaulle", "A tragédia argelina", "Europa" e "O direito dos povos".

-------------------------


SERÁ QUE A FRANÇA DE DE GAULLE NÃO TERIA VERGONHA DA FRANÇA DE MACRON

O episódio sobre a França e De Gaulle foi de descobertas e curiosidades, foi de preencher lacunas culturais, um verdadeiro momento de "refeição cultural" como se pretende o blog.

Apesar de ter noções de história geral, do Brasil, e da classe trabalhadora brasileira, o episódio foi de muitas informações novas.

Conferência de Yalta (Crimeia)

Muito interessante: o episódio começa com cenas da Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stálin, representantes do Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. 

O narrador diz que o insulto jamais será esquecido. De Gaulle (França) não foi convidado para a conferência que poria fim à 2ª Guerra Mundial.

Fatos históricos importantes são citados no episódio: criação da OTAN; Pacto de Varsóvia; a data de referência do documentário é 1° de junho de 1958, De Gaulle volta ao cenário político da França após anos de retiro e silêncio; De Gaulle vira o 1° presidente da Quinta República. 

Descolonização 

Após os conflitos na Argélia, De Gaulle teve de lidar com as lutas de emancipação das colônias francesas. Político experiente, a solução menos sangrenta foi realizar disputas ideológicas através de referendos. 

Enfim, muito conhecimento novo. O documentário serviu para me lembrar da questão das noções. Percebi que não sei quase nada. Só um estudo dedicado me faria conhecer melhor a história da França. 

Hoje, aos 55 anos de idade, tenho algumas noções sobre a França e os franceses. Tenho algumas noções de história e geografia. Noções. 

Fico pensando se os franceses da geração de De Gaulle não teriam vergonha desse golpe mequetrefe que Macron aplicou no povo francês nesta semana que passou, ao não reconhecer sua derrota e de seu partido Juntos nas eleições legislativas nas quais as forças reunidas na agremiação de forças progressistas Nova Frente Popular fizeram a maioria de 182 cadeiras no parlamento, vencendo a extrema-direita de Marine Le Pen. Macron foi um cara de pau ao não reconhecer a derrota e acatar o voto popular.

Sigamos tentando aprender algo novo todos os dias. 

William 


quarta-feira, 10 de julho de 2024

46 de 100 dias



46. Deu trabalho concluir um artigo de contribuição para um livro coletivo sobre democracia. Quando a editora me perguntou se havia terminado o texto, expliquei a ela que estava com dificuldades porque não acho mais possível o exercício da democracia como nós fomos aculturados a conhecê-la, dados os fatos da realidade atual.

No artigo, eu vinha desenvolvendo essa ideia da impossibilidade quando, no domingo passado, vi o resultado das eleições parlamentares na França. Aquela virada linda dos partidos de esquerda e progressistas unidos ao "centro" para derrotar a vitória da extrema-direita xenófoba e racista me fez achar por um instante que minha argumentação estava prejudicada. 

Mas, então, já no dia seguinte de manhã, vi o presidente de direita ("centro" uma ova!) - Emmanuel Macron, representante do neoliberalismo, rejeitar a renúncia de seu parceiro Gabriel Attal como primeiro-ministro, e aí decidi seguir na argumentação do meu artigo. Com a tecnologia atual de manipulação de massas, não tem como evitar plutocracias no mundo, as democracias viraram utopias, como antes eram utopias sociedades e comunidades socialistas, comunistas, anarquistas e de autogestão.

---

UMA DAS SITUAÇÕES MAIS FREQUENTES AO SE ENVELHECER É VER PARTIR AS PESSOAS QUE CONHECEMOS

Me lembro até hoje de quando li essa afirmação, certa vez, em uma entrevista a um escritor norte-americano, se não me engano Philip Roth. Eu fiquei com a ideia martelando na minha cabeça...

Depois que ouvi essa ideia que associa viver mais com frequentar mais velórios e ver partir mais pessoas conhecidas, já vi partir muita gente querida. Inclusive enfrentamos uma pandemia mundial que foi agravada no Brasil pela postura genocida do governante à época.

Recentemente perdemos tios queridos na família. Hoje, tivemos mais uma perda na família. Nesta quinta 11, estaremos juntos à família, confortando uns aos outros.

William


Post Scriptum: assim que fiz a postagem, fui pesquisar sobre o escritor que falou sobre a questão de conviver mais com a morte de pessoas conhecidas à medida que se envelhece e achei a informação em meu blog. Foi mesmo o Philip Roth: ver aqui.


terça-feira, 9 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 9 de julho de 2024. Início de madrugada de terça-feira.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARTE 3 & DIA D, O DESEMBARQUE ALIADO NA FRANÇA

Nesta segunda-feira, vi o 6º documentário da Coleção História Viva, "Grandes dias do século XX".

Enquanto assistia ao enfrentamento do nazismo e fascismo pelos aliados nos anos quarenta no documentário - unindo Stálin, Roosevelt e Churchill -, o atual presidente da França, Emmanuel Macron (do Juntos), se reunia com seu primeiro-ministro demissionário após a derrota de seu partido de direita ("centro" uma ova!) nas eleições de domingo, e pedia que o seu parça de direita - Gabriel Attal - não renunciasse e que continuasse no cargo. A esquerda, vitoriosa no domingo, esperava que fosse reconhecida sua vitória e que tivesse direito à indicação do primeiro-ministro. A NFP obteve o maior número de cadeiras no Parlamento, 182 (contra 168 do Juntos e 143 do RN).

No domingo, as forças progressistas e de esquerda da França - Nova Frente Popular (NFP) - viraram de forma histórica um resultado da semana anterior, quando o partido fascista de extrema-direita - Reunião Nacional (RN) - havia ganhado o 1º turno e as pesquisas indicavam que os extremistas poderiam assumir o poder francês pelo voto no 2º turno. Em uma semana de grandes mobilizações populares, a NFP convenceu a população a ir às urnas e salvar a França do fascismo xenófobo e racista atual. A NFP é composta por socialistas, comunistas, ambientalistas e pela França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.

Como vemos, tanto estudando o passado quanto avaliando o presente, essa gente do capital, os neoliberais e direitistas, não aprendem mesmo. O presidente francês teve uma derrota fragorosa nas últimas semanas e mesmo assim age com soberba e não chama os verdadeiros vitoriosos e salvadores da democracia francesa, a esquerda, para governar.

Que merda, isso!

-------------------------

Sinopse:

Em maio de 1944, Inglaterra e Estados Unidos decidem abrir um segundo front na Europa para dividir a atenção de Hitler, então com boa parte dos seus recursos mobilizados contra Stálin. O local mais apropriado para instalar o novo foco de combate era a costa da França, na Península de Cotentin, na Normandia. Na madrugada de 6 de junho, os primeiros paraquedistas americanos pisaram em solo francês. Às 6h30 desse mesmo dia, as primeiras unidades da infantaria americana encaram a forte resistência alemã. Às 15h, os alemães contra-atacaram. Começava o mais longo dos dias.

A Parte 3 se divide nos seguintes capítulos: "Os aliados e o resto do mundo", "O rumo da guerra", "Japão por um fio" e "A bomba atômica".

O especial sobre o dia D se divide nos seguintes capítulos: "O grandioso Reich", "Operação 'Overlord'", "6 de junho" e "De Gaulle, Eisenhower e Churchill"

-------------------------

CENAS DO PASSADO E DO PRESENTE, INFELIZMENTE

Essa parte final do documentário sobre a 2ª Guerra Mundial foi catártica. As filmagens de época das batalhas aéreas, de milhares de paraquedistas aliados sendo abatidos ainda no ar, do desembarque na Normandia, dos ataques noturnos à Alemanha, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima... é tudo muito chocante!

Uma das cenas históricas, para mim, é a cena do corpo do fascista Benito Mussolini sendo entregue ao povo e sendo pendurado em praça pública. Todo fdp fascista deveria terminar seus dias assim!

Chocante também são as cenas dos campos de concentração nazistas.

Legal ver no documentário, que não é russo, a verdade sobre quem chegou a Berlim e pôs fim ao núcleo de comando dos nazistas, forçando Hitler ao suicídio: o Exército Vermelho!

Cenas dos grandes dias do século XX. E, infelizmente, cenas atuais do século XXI. O colonialismo genocida dos sionistas que governam Israel transformou a Faixa de Gaza num cenário semelhante às cidades bombardeadas durante a 2ª Guerra Mundial. Que merda, isso!

Enfim, seguimos estudando a história e acompanhando os acontecimentos do presente, que demonstram que os políticos não aprenderam nada com as experiências do passado.

William


domingo, 7 de julho de 2024

43 de 100 dias



43. Uma das questões relativas ao meu período de 100 dias de existência é se vou ou não vou fazer a caminhada de 80 Km entre Uberlândia e Água Suja em agosto deste ano. Já fiz alguns exames para saber a quantas andam minhas estruturas de locomoção: estão meio fodidas. 

Já sei que as dores não deixarão de existir em minha vida. Foram confirmados os desgastes que tenho em cartilagens, ossos do quadril e fêmur. Se for possível, seria bom melhorar a estrutura muscular da região. Porém, na minha idade é possível ganhar ou recuperar massa muscular? Sem usar hormônios? Sei que entupir-se de proteína tem efeitos colaterais horríveis, não faria isso. Seria idiotice. Entretanto, vou tentar melhorar um pouco minha massa muscular.

Para avaliar se vou ou não fazer a caminhada, farei como no ano passado. Farei umas caminhadas longas progressivamente para testar a estrutura de locomoção, a minha energia interna e o tênis adequado para preservar meus pés. Experiência de romeiro eu tenho, felizmente.

Hoje, fiz o primeiro teste de caminhada, para avaliar um tênis e para sentir minha energia. Andei 10 Km em 130'. O tênis foi reprovado. O que usei amassa os calcanhares, só esse pouco que andei, deu bolha nos dois pés. Sem chance. Tenho que testar outro. A energia foi tudo bem. As dores também foram normais. (doido isso, né? "dores normais...")

Vamos andar uns 20 Km nos próximos dias e ver como as coisas se desenvolvem.

---

Não trabalhei nos meus materiais de cultura. Quer dizer, vi mais um documentário da Coleção História Viva. Foram quase duas horas sobre a 2ª Guerra Mundial. Imagens necessárias a todas as pessoas do mundo atual. Pena que pouca gente se interesse por história. Fiz postagem sobre o material: ver aqui.

Domingo chegando ao fim. Vou brindar com uma dose de cachaça ou rum a vitória do povo francês que se uniu para derrotar os extremistas xenófobos e fascistas na França. Grande vitória do povo que não compactua com a extrema-direita. Viva a democracia francesa!

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 7 de julho de 2014. Domingo.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARTES 1 E 2

Enquanto eu assistia ao 5º episódio do documentário "Grandes dias do século XX", os franceses estavam neste domingo nas urnas do país decidindo se a extrema-direita ganharia no voto o direito de governar o país ou se a frente ampla conseguiria barrar a eleição dos extremistas favoritos*. Tempos perigosos vivemos na atualidade.

Adolf Hitler e Benito Mussolini provocaram a guerra total no século passado a partir do voto popular. O nazismo e o fascismo foram responsáveis por uma guerra que envolveu os principais países do mundo numa mortandade de dezenas de milhões de pessoas nos anos quarenta.

Estamos vendo a ascensão da extrema-direita nesta década do século XXI em diversas nações do mundo. Os donos do poder capital se uniram para impor aos povos do mundo uma regressão nos direitos sociais, civis e políticos como nunca tínhamos visto antes. 

As representações de extrema-direita e os donos do capital, o 1%, estão juntos e misturados, são a mesma coisa, e estão avançando perigosamente. Os homens do dinheiro financiam e ampliam o poder de palhaços e manés como Milei, Bolsonaro e Zelensky para corroer as democracias por dentro.

Seria muito importante que nossas lideranças do campo progressista e democrático revisassem ou conhecessem a história para pensar formas de reação rápida ao avanço desses extremistas autoritários e claramente fascistas.

-------------------------

Sinopse:

Os sobreviventes da Primeira Guerra Mundial juraram que aquela havia sido "A guerra para acabar com todas as guerras". Vinte anos depois, no entanto, Adolf Hitler armou um segundo conflito, inicialmente envolvendo países europeus, depois o mundo. As potências totalitárias foram vitoriosas a princípio, até a virada da maré em favor dos aliados, em 1942, na Batalha de Midway, no pacífico. Mas o embate permaneceria feroz no deserto africano, na gélida Stalingrado, na Rússia, e nas águas do Atlântico.

Capítulos da Parte 1: "Como tudo começou", "O local da batalha", "A conquista da França" e "O destino da Inglaterra".

Capítulos da Parte 2: "A Alemanha ocupa a Península Balcânica", "Luta por Leningrado", "Pacífico" e "Norte da África".

-------------------------


CAMINHAMOS PARA UMA 3ª GUERRA MUNDIAL OU UM CONJUNTO DE GUERRAS PARA SALVAR IMPÉRIOS CAPITALISTAS

Os filmes da Coleção História Viva são uma oportunidade de revisitar a conjuntura na qual se deram as guerras mundiais do século passado, as grandes crises econômicas, políticas e sociais da primeira metade do século XX e para compreendermos a ascensão dos movimentos autoritários.

Quem conhece minimamente a história sabe que as tais democracias liberais das primeiras décadas do século XX impuseram uma derrota humilhante aos alemães - Tratado de Versalhes - e, uma década depois, quando Hitler começou a se destacar com suas ideias de superioridade ariana, nada fizeram para barrar as ações dos alemães. Hitler fez o que quis por quase uma década, após sua ascensão em 1933.

Uma cena no documentário foi muito forte para mim, é uma cena assustadora:

Após os nazistas invadirem e tomarem Paris, Adolf Hitler fez os franceses se humilharem assinando a rendição ou armistício no mesmo vagão do mesmo trem onde em 28 de junho de 1919 os alemães assinaram a derrota na 1ª Guerra Mundial... (que merda, isso!)

Por outro lado, uma cena emociona muito a gente:

Em 1942, Hitler exige de seu Marechal Von Paulus a tomada de Stalingrado, na URSS. Soldados do Exército Vermelho e os trabalhadores resistem bravamente à investida dos nazistas. Chega o inverno e Hitler não aceita o recuo de seu exército. Stálin aproveita a força da natureza, a neve, e contra-ataca com o Exército Vermelho encurralando e derrotando os nazistas, que assinam a rendição em 2/02/1943.

E a guerra total seguiu ainda por mais de dois anos, com um número incalculável de bombas e destruições e mortes em diversas frentes de batalha em terra, no ar e no mar.

---

UNIDADE PARA ENFRENTAR ESSA RALÉ EXTREMISTA DE DIREITA

Um perigo ronda as comunidades do mundo neste momento da história: a ascensão da extrema-direita e dos donos do poder capitalista e imperialista do mundo.

As esquerdas, os democratas e as pessoas que não concordam com o autoritarismo e as diversas vertentes do fascismo precisam se unir e enfrentar com todas as armas esse lixo de extrema-direita no mundo. 

É a minha opinião. Esse lixo extremista de direita não tem sentimentos humanos, não tem sensibilidade nem fraternidade, nos eliminam sem pestanejar. Acho que temos que reagir a essa ralé, eles também devem nos temer.

William


*Post Scriptum: Viva a democracia francesa! A esquerda obteve uma vitória surpreendente hoje, com o povo acatando o chamado dos democratas e indo massivamente às urnas votarem contra a extrema-direita. A Nova Frente Popular aglutinou os socialistas, os comunistas, os ecologistas e os partidários da França Insubmissa, vencedores das eleições de hoje para o legislativo. O Centro ficou em segundo lugar e os partidários da extrema-direita ficaram em terceiro lugar.