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terça-feira, 23 de julho de 2024

59 de 100 dias



59. Enquanto caminhava rumo ao supermercado senti um cansaço estranho. Dormi bem, não foi noite mal dormida. Hoje meu quadril me lembrou o tempo todo que ele existe. Mal isso. Saúde é não lembrar que o corpo existe.

Foi um dia triste logo do início. Ao acordar, soube do falecimento de uma companheira do movimento sindical, a Dani, uma jovem mulher de 49 anos. A vida é um instante, um instante. Triste demais ver partir uma pessoa do nosso lado, uma lutadora da classe trabalhadora. Foi um dia triste.

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DEVO CAMINHAR?

Faltam duas semanas para fazer ou não fazer a romaria de Uberlândia a Água Suja. Durante muito tempo em minha vida, eu prometia a mim mesmo não fazer mais a caminhada sempre que estava sofrendo na estrada. Depois que alcançava o objetivo de chegar à igreja, de me sentir capaz de ainda fazer aquele esforço sobre-humano, não descartava voltar no ano seguinte. Aí, faltando alguns meses, começava a comichão de vontade de pôr os pés na estrada e saber se ainda era capaz de tal coisa.

Em 2018 vieram as dores no quadril. Um exame apontou que havia desgastes na estrutura. Toquei a vida. Fiz a romaria em 2019 e correu tudo bem. O mundo parou a partir de 2020 com uma pandemia mundial que mudou tudo por um tempo.

Ano passado, deu a comichão uns meses antes de agosto. Fazer ou não fazer a romaria? Será que eu daria conta de andar 80 quilômetros ainda? Fiz umas caminhadas preparatórias antes, em julho. Acertei um tênis. Entendi que conseguiria pôr os pés na estrada. Fiz a caminhada que não fazia desde 2019. Deu tudo certo. Foi incrível! Incrível por diversos motivos. Muitos deles indescritíveis. Fiz os 80 Km.


Um homem na estrada...

Hoje me pergunto: faço ou não faço? Tento ou não tento andar por um dia os 80 Km que separam Uberlândia de Água Suja? Esses são os dias nos quais a comichão borbulha o sangue dentro da gente... por que fazer isso? Não tem explicação. É muito sofrimento andar aquilo. 

Mas o não fazer por achar que nem isso eu posso mais fazer é um troço fodido demais... eu já tive que aceitar tanta coisa nos últimos anos, tomar aquela merda de comprimido diário por ter pressão alta... depois descobrir que meu quadril já não me permitiria correr uma maratona... que merda de vida é essa que a gente sonha a vida toda correr uma maratona e quando para de trabalhar jornadas de dez a quinze horas de trabalho não pode mais fazer uma coisa simples como correr... caralho!

Enfim, hoje foi um dia triste para mim. O que farei nesses próximos dias e semanas? Terei caminhado pelas estradas da vida? 

William


segunda-feira, 17 de julho de 2023

Diário e reflexões (17/07/23)



Refeição Cultural

Osasco, 17 de julho de 2023. Segunda-feira. 


"Andar, andar, que um poeta
não necessita de casa.

Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.

(...)

Andar... Perder o seu passo
na noite, também perdida.

(...)

Porque o poeta, indiferente,
anda por andar - somente.
Não necessita de nada.
"

(Canção de alta noite, Cecília Meireles)


Tenho andado e corrido sempre que posso. Já não tenho mais ilusões e objetivos a alcançar com corridas e caminhadas, meu quadril desgastado me tirou esse pequeno prazer que tinha na vida. Corro e ando com dores porque essa atividade aeróbica é necessária para me manter vivo. Pedalo também, mas pedalar é minha terceira opção: gosto menos. Sem ilusões de correr uma maratona, até uma meia-maratona já era... Corri 10 provas da São Silvestre, mas não sei se volto a participar dela algum dia.

Hoje andei 20 Km entre o fim da tarde e a noite. Foi um teste pra ver qual tênis é melhor para andar longas distâncias, pra ver como o meu quadril se comporta, como meu corpo se comporta, energia vital etc. A caminhada foi tranquila. Cansei um pouco, mas dentro do esperado. O tênis não me deu bolha, mas minhas unhas dos dedões dos pés doeram bastante. Parece que minhas unhas já não suportam a carga de longas distâncias. É a natureza, sou natureza e tudo mudou. Me parece que minhas romarias de dezenas de quilômetros já eram também.

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Não li nem escrevi como gostaria nos últimos dias. Estou com um monte de textos iniciados e não finalizados, leituras em andamento e textos meus em produção.

"O mistério do meu canto,
Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto:
- todos perdidos de encanto,
só eu morrendo de triste!

(A doce canção, Cecília Meireles)

Alguns textos no mundo das ideias não foram feitos porque tenho dúvidas se os faço ou não. Um deles, por exemplo, é sobre a destruição das pessoas pelo excesso de consumo de bebidas alcoólicas. Eu morro por dentro todas as vezes em que vejo pessoas queridas se destruindo com bebidas.

Textos sobre política, sobre acontecimentos de nosso governo, textos sobre a entidade de saúde que geri tempos atrás, textos sobre livros e cultura e linguagem. Tenho tido uma dúvida incômoda sobre escrever ou não escrever. Tem dia que tenho vontade de deletar as redes sociais que tenho e parar de escrever. Depois reflito e concluo que se fizer isso, morro... de alguma forma morro.

Sobre os livros a ler tenho dilemas também, dúvidas semelhantes sobre ler ou não ler isso ou aquilo. História, política, literatura, poesia, crônica, ciência, filosofia etc. Como a natureza é a mudança, eu mudei e mudo a todo instante. O que acumulei pra ler perdeu o sentido porque tudo mudou. Evidente que tenho que buscar sentidos e significados para estar no mundo, mas a materialidade e minha percepção de mundo estragaram um calhamaço de ilusões que me moviam: histórias a se criar. Não tenho ilusões como antes.

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Pra fechar o registro escrito nesta página virtual da rede mundial, tem a percepção de que a injustiça e a impunidade vencem quase sempre. Ao longo da vida a pessoa talvez tenha relações diversas com as injustiças que presencia. Na primeira fase, ela se incomoda e se move no sentido de se engajar de alguma forma para mudar o mundo e as injustiças do mundo. Depois a vida vai seguindo e a pessoa ora vê avanços ora vê retrocessos. Chega uma hora na qual a pessoa percebe que o mal e a injustiça fizeram parte da história da sociedade humana desde sempre. As formas de luta para mudar a realidade a gente vê que estão desgastadas ou não funcionam mais. A maldade e a impunidade seguem. Fazer justiça com as próprias mãos não rola. Se engajar numa revolução contra aquela casta que está sempre impune, não rola porque parece que nem rola mais esse papo de revolução. E a natureza já te cobrou o seu tempo por aqui.

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É isso. Registro de reflexões do momento. Já se passaram 7 anos do golpe de 2016. Todas as desgraças dos dois governos golpistas seguem impunes. Todas sim! Ser inelegível um deles não é justiça. Os caras não estão presos, nem o vice traidor, nem o clã ladrão, nem trocentos parlamentares e juízes e procuradores e delegados e delegadas que destruíram o país e mataram mais de meio milhão de pessoas estão presos. Nem os "empresários" fdp (depois que FHC criou a lei de "empresário" não pagar impostos em 1995 qualquer fdp se diz empresário... que me perdoem os honestos, mas ô raça do caralho!). Estão todos e todas de boa por aí, nas redes sociais, nos fancy restaurants etc.

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William


Post Scriptum: os poemas da poeta Cecília Meireles chegaram depois do instante das minhas ideias registradas. As poesias são assim, sintetizam em imagens o que nos vai dentro d'alma.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Leitura: Diário de um bandeirante ligeiramente atrasado e totalmente desarmado - Roberto Buzzo



Refeição Cultural

Osasco, 15 de fevereiro de 2023. Quarta-feira de 30º na Grande São Paulo.


Ao tentar ler para minha esposa um trecho do capítulo "A apoteose" a voz embargou, os olhos encheram-se de lágrimas e não consegui enxergar as palavras... cada emoção é única, mas como caminhante e romeiro de longa data, pude sentir um pouco do que Roberto Buzzo descreveu da emoção daquele momento em seu diário.

Peguei o livro de Buzzo na estante de casa de forma quase aleatória. Estipulei a mim mesmo que pretendo ler ao menos 3 livros por mês neste ano. Como estou com o projeto de ler e estudar a respeito da história de Cuba e do povo cubano, estou lendo livros enormes, de leituras que vão durar um tempão. Uma forma de descansar dos livrões é lendo livros leves e prazerosos durante o percurso.

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"(...) Antes de dormir, avaliara que o chão não seria tão duro como o da noite anterior. De fato, nem tão duro, nem tão seco. Descobri que não se é simples, leve e chinesa impunemente. O 'chinesa' é um preconceito meu: a barraca foi mesmo produzida na China, mas sob as especificaçoes de uma tradicional fábrica brasileira de equipamentos do gênero, como minha mochila e minha lanterna, que em nenhum momento descumpriram seu papel. Gotejava ao lado da cabeça..." (p. 39)

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Como tenho lido crônicas excelentes do Buzzo na rede social onde ele publica seus textos, decidi ler o livro dele que tenho em minha biblioteca. O cara escreve muito bem e a leitura de seu diário de um bandeirante é espetacular! É uma narrativa leve, tem humor, tem ironia da melhor qualidade e eu não esperava compartilhar também a emoção de nosso escritor peregrino e caminhador.

Buzzo percorreu 640 Km da Grande São Paulo até Fernandópolis, terra natal de sua família e de sua infância. A jornada foi feita por ele aos 50 anos de idade. O caminhante passou por 49 cidades e povoados, dormiu a maior parte dos 15 dias acampando em sua barraca em canaviais, laranjais e que tais. Passou uns perrengues típicos de uma aventura como essa e a leitura de seu diário de viagem em julho de 2004 me trouxe muitas reflexões, lembranças de uma época de minha própria vida e adorei a leitura.

Em algumas passagens, eu ia dialogando com Buzzo, do tipo: também acampei em Cabreúva; acampei e fiz rapel em Brotas; em Piracicaba, fiz 14 saltos de paraquedas e ver o rio lá de cima é um feito inesquecível. Sobretudo, faço a romaria de Uberlândia a Água Suja em Minas Gerais desde adolescente e por duas vezes planejei fazer o Caminho de Santiago e precisei adiar o projeto de quase mil quilômetros de caminhada por compromissos políticos de meus mandatos sindicais.

Vejo as mudanças em meu condicionamento físico neste momento da vida e me pergunto quais caminhos ainda vou percorrer andando ou correndo... não sei. Não sei mesmo! Meu quadril estragou meus projetos de correr uma maratona e fazer longas caminhadas... triste isso, mas a vida é assim, é o viver. Somos natureza!

Prezado Buzzo, obrigado pela publicação de seu Diário de um bandeirante ligeiramente atrasado e totalmente desarmado (2006). Tempos depois de sua viagem, viajei contigo! E só quem caminha sabe que no fundo a gente que caminha meio sem saber o motivo sabe muitas vezes que não estava sozinho, mesmo buscando a solidão momentânea, porque pessoas queridas estavam com a gente em pensamentos. Sempre estive acompanhado em minhas caminhadas solitárias.

Post Scriptum: Uma das cenas mais bonitas do filme Forrest Gump é quando ele conta a sua amada Jenny que ela estava lá ao seu lado enquanto corria por belas paisagens cortando o país do Atlântico ao Pacífico.  

Leitura nota mil!

William


Bibliografia:

BUZZO, Roberto. Diário de um bandeirante ligeiramente atrasado e totalmente desarmado. São Paulo: Com-Arte, 2006.


domingo, 31 de janeiro de 2021

310121 - Diário e reflexões



Refeição Cultural

O que está acontecendo com o tempo? Ou seria melhor perguntarmos por que estamos com a impressão de que o tempo está passando rápido demais? O que está acontecendo com a passagem do tempo? Ou o que estaria acontecendo conosco?

Neste domingo se encerra o mês de janeiro. Já se foi o mês de janeiro. A pandemia continua. O regime neofascista continua. Não tomei vacina e nem previsão existe para tal. As mortes e contaminações não diminuíram, elas aumentaram (mais de mil por dia). Tá mais fácil pegar Covid-19 e morrer ou ficar com sequelas. É mais provável o regime genocida avançar do que ser interrompido. Tá foda!

Janeiro já foi. Faz tanto tempo que visitei meus familiares em Uberlândia! Saudades de abraços! E sei que não poderei ir lá tão cedo. A pandemia tá foda! A cada dia, estamos mais velhos e o corpo muda, desgasta, deteriora por dentro. Não li os livros que já poderiam ter sido lidos. O mundo piorou, não melhorou e as pessoas estão cada vez mais abandonadas à própria sorte. E sofrem. E morrem. E não precisaria ser assim com o conhecimento humano acumulado até hoje.

No entanto, como diz meu poeta preferido, Drummond, a vida é uma ordem, a vida apenas, sem mistificações. Então, é sobreviver da melhor forma possível, com ética, caráter, com atitudes e sem prejudicar ninguém, e, ao mesmo tempo, pensando formas de contribuir para mudar essa realidade desgraçada que os golpistas criaram em nosso mundo. Não podemos deixar que eles sigam. Mas temos que ter inteligência, estratégia e senso de oportunidade para derrotar esses fascistas de merda.

Por fim, devo registrar aqui a minha gratidão. Gratidão pela vida de meus entes queridos. Gratidão por ter chegado até aqui na condição em que estou. Gratidão pelas oportunidades que a vida colocou no meu caminho. Gratidão pelo amor e amizade que já recebi nestes 51 anos de existência. Gratidão é um sentimento que as pessoas poderiam ter de vez em quando. 

Sou grato por tudo. Não somos nada sozinhos. O que somos é o acúmulo dos eventos que a vida nos disponibilizou.

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O SONHO DE CORRER UMA MARATONA

O tempo corre, o tempo voa, o tempo escoa... o tempo!

Se o meu tempo de vida permitir, quem sabe um dia eu corra uma maratona. É um longo percurso para preparar o corpo para suportar correr 42 Km. Mas a única opção para sair da condição atual e buscar a nova condição... é sair e treinar.

Neste mês que se encerra corri 9 vezes, caminhei algumas vezes e hoje pedalei uma hora. Como sigo perdendo massa muscular, fiz exercícios físicos para ver se interrompo o processo de desfazimento de mim mesmo. Fiz flexões, abdominais e exercícios com algumas anilhas que tenho em casa.

(Posso morrer a qualquer instante, é da condição humana, mas eu me esforço para viver porque entendo que vale a pena, por meus entes queridos e porque acho que posso contribuir de alguma forma para um mundo melhor do que esse que nos colocaram com o golpe de Estado no Brasil e com a hegemonia do capitalismo)

Percurso de janeiro:

Dia 01 - corri 63' (10K)
Dia 03 - corri 32' (5K)
Dia 08 - corri 44' (7K)
Dia 09 - caminhei 60'
Dia 10 - caminhei 70'
Dia 11 - corri 77' (12K)
Dia 14 - corri 42' (6,5K)
Dia 16 - caminhei 45'
Dia 17 - corri 50' (7,5K)
Dia 20 - corri 43' (6,5K)
Dia 24 - corri 100' (15K)
Dia 27 - caminhei 45'
Dia 29 - corri 41' (6,5K)
Dia 30 - caminhei 45'
Dia 31 - pedalei 60'

Percorri correndo 76 Km. Está muito bom para as minhas possibilidades. Não me contundi, lidei com as dores, fiz muito alongamento. 

Seguimos vivos. Um beijo pro filhão, pra esposa, pra meus pais, pra minha irmã e sobrinhos. Um beijo para familiares, amig@s e companheir@s que gostam da gente.

Se cuidem. Se puderem e quiserem, evitem aglomeração e exposição desnecessária ao vírus. 

Sobrevivam e nos encontramos após essa merda toda causada pela pandemia e por esse regime genocida que tem a pandemia como estratégia para se manter no poder.

William


domingo, 24 de janeiro de 2021

Maratona - Feliz ao correr 15K (um dia, serão 42K)



Domingo acabando. Noite fresquinha em Osasco.

Após uma cochilada, o ácido lático e o corpo dolorido me lembram que estou vivo, como diz o velho Santiago no clássico de Hemingway. Dor para lembrar que estamos vivos.

Fiz uma corrida que me proporcionou alegria e felicidade porque percorri o percurso que pensei e porque consegui aguentar. Foram 100 minutos de corrida pelas ruas da Vila São Francisco e de Osasco, Zona Oeste da Grande São Paulo.

Tomei todos os cuidados devidos para não passar perto de ninguém durante os 15K que corri. Os tempos são de pandemia de Covid-19. A morte espreita por aí. E corro para sobreviver e não para morrer. Então me cuido da melhor forma possível.

Comecei a corrida com uma subida de 1K, a Franz Voegeli. Passei pela Vila Iara e desci a Av. Corifeu de Azevedo Marques. Nova subida pela Av. Dr. Candido Motta Filho, passei em frente da pequena Capela São Francisco de Assis e do Pq. Colina de São Francisco. Primeira meia hora.

Desci a Dr. Martin Luther King sentindo o cheiro bom da vegetação. Segui correndo e atravessando a região do campo de golfe, passei em frente ao Centro de Gerenciamento da Caixa (me lembrei dos tempos do Sindicato, quando fazia reuniões e paralisações lá). Trote leve e ritmado. Segui para a Padre Vicente Melillo.

Na Av. Padre Vicente Melillo, segui para a Rua Aurora Soares Barbosa, contornando a Cidade de Deus, do Bradesco. Na rua do rio, fui embora passando em frente ao portão do banco, onde atuei muitas vezes com os diretores do Sindicato. Corri até a PMO, quase completando a 2ª meia hora. Tomei um sachê de carboidratos e segui correndo.

Passei por baixo da Ponte Metálica, e segui meu trote pela Av. Domingo Odália filho, ainda a do riozinho. Passei pelo Super Shopping e corri pela lateral do Viaduto Guerino Spitaleti até os muros da CPTM. Contornei a área do Cyttiplex Osasco e segui pela R. Gen. Manoel de A. Brilhante. Fiz a rotatória e segui correndo pela Av. Hilário Pereira de Souza. Estava bem fisicamente.

Para completar o percurso que mentalizei, no final da Hilário, subi de novo a Franz Voegeli até um dos contornos, desci, retomei a Hilário, fui até o final e voltei correndo até a estação Presidente Altino, completando mais 40 minutos. 

Ufa! Foi uma corrida que me deixou realizado. Consegui. Ainda posso alguma coisa! Corri o equivalente a uma São Silvestre. E teve boas subidas também.

É isso. Para correr um dia 42 Km, terei que seguir adaptando meu corpo para correr 20K, depois 25 a 30K, até chegar aos 40K. Correr 2 horas, depois 3 horas, depois 4 horas e por aí vai.

Fim do registro de um dia de corrida feliz.

William


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

O sonho de correr uma maratona



Sonhar não é proibido. Pelo contrário, os tempos difíceis e deprimentes que vivemos são perfeitos para idealizarmos alguns projetos e sonhos porque ter objetivos na vida ajuda as pessoas a seguirem adiante, focadas em algumas coisas a realizar.

Tenho um sonho antigo de correr e completar uma maratona. O tempo foi passando e não consegui realizar esse objetivo. Meus compromissos de trabalho e de estudos eram incompatíveis com os treinamentos para preparar o corpo para correr 42 Km. Agora que tenho tempo disponível, a condição de saúde já não é ideal. Porém, não desisti do sonho.

Apesar de ter desgaste na região dos quadris e ter perdido muita massa muscular por algum motivo, preciso correr com certa frequência porque essa atividade aeróbica é a única que controla um pouco minha pressão arterial e os níveis de colesterol. O Dr. Ricardo me dizia, quando trabalhava em Brasília entre 2014 e 2018, que corridas noturnas seriam excelentes para baixar a pressão arterial. E são mesmo!

Neste primeiro dia do ano, estava com sensação ruim no corpo, meio empanzinado por causa das comidas de ontem e hoje, incluindo doce. Como já voltei a fazer boas sequências de corrida nos últimos meses, resolvi sair de noite para uma corrida e para ver se melhorava o mal-estar.

Corri 10K e a corrida me fez sentir bem melhor. Estou relaxado agora à noite e comecei o ano com o pé esquerdo para meus treinamentos de corrida para um dia correr uma maratona. Estou aumentando a carga de corrida desde setembro e já aumentei o percurso dos meus longões, que no primeiro semestre eram de menos de 7K. Já estou fazendo uns 13K. Agora o desafio é chegar a uns 20K nos próximos dois meses.

Dezembro

29/12 - 30' corrida
27/12 - 40' bike
26/12 - 70' caminhada
24/12 - 50' caminhada
23/12 - 85' corrida (13K)
20/12 - 60' bike
19/12 - 51' corrida
16/12 - 50' caminhada
13/12 - 32' corrida
12/12 - 40' bike
10/12 - 55' corrida
06/12 - 90' corrida (13,5K)
02/12 - 32' corrida

Corri cerca de 57 Km em 7 vezes. Calculei com base em corridas com o Km a 6'30". Os 375' corridos dão 57,7 Km.

Ao analisar minha evolução em relação ao percurso mensal de corridas, estou muito satisfeito. Em julho corri 29 Km em 6 vezes; em agosto 27,5K em 7 vezes; em setembro 36,5K em 9 vezes; em outubro 29K em 4 vezes; em novembro corri 437', o que dá uma média de 62 Km percorridos no mês, foi demais! Calculei novembro com o Km a 7 minutos. Foi trote de resistência mesmo.

Todas as minhas atividades aeróbicas são feitas com muito cuidado em relação ao isolamento social, escolho horários, percursos e locais nos quais não tenho contato com quase ninguém como foi a corrida de hoje. Não tinha ninguém na rua e foi uma corrida silenciosa na noite osasquense.

Vamos nos cuidar. Dificilmente teremos acesso a vacinas contra Covid-19 neste ano de 2021, pois a pandemia é estratégica para o regime fascista que foi colocado no poder pelos golpistas de 2016 e não há mudanças no horizonte. Temos que achar um ponto de equilíbrio para vencermos essa etapa difícil da vida pessoal e nacional.

Abraços a vocês que nos acompanham.

William

domingo, 6 de dezembro de 2020

Sonho correr uma maratona


Os pés que conduzem...


"Sometimes I feel like I don't have a partner
Sometimes I feel like my only friend
Is the city I live in, the city of angels
Lonely as I am, together we cry
I drive on her streets 'cause she's my companion
I walk through her hills 'cause she knows who I am
She sees my good deeds and she kisses me windy
Well, I never worry, now that is a lie..."


(Under the bridge, Red Hot Chili Peppers)


06/12/20 - Domingo de noite

Saí para correr à tarde com todos os limitadores que a vida me impôs neste momento da existência. Dores no pé esquerdo e também um pouco no pé direito. Dores no quadril. Vírus mortais lá fora, vírus Covid-19, vírus do ódio, vírus da ignorância, vírus do racismo, vírus nauseabundos dos preconceitos e das discriminações. Que tristeza tudo isso lá fora. Saí para correr e lidar com tudo isso.

"Sometimes I feel like I don't have a partner
Sometimes I feel like my only friend
Is the city I live in, the city of angels
Lonely as I am, together we cry"

O objetivo era correr um trote para queimar as tristezas, para afinar o sangue, para ganhar resistência, para ter resiliência e superar essa fase do mundo. Às vezes nos sentimos sós como diz a música... (mesmo em meio a multidões)

"I drive on her streets 'cause she's my companion
I walk through her hills 'cause she knows who I am"

A corrida começou com as retas do eixinho de casa; depois a 1ª subida na Franz Voegeli; fomos para o Pq. Continental. Longa descida pela Av. Antônio Noschese; nova subida pela Av. Dr. Francisco P. V. Azevedo até a Av. Autonomistas. Contornei o bosque de eucaliptos da Vila Iara e desci de novo a Av. Franz Voegeli. 

"She sees my good deeds and she kisses me windy
Well, I never worry, now that is a lie..."

De novo no eixinho, agora na Av. Hilário P. de Souza, sentido Osasco. Lá no fim, virei e fui pro Largo de Osasco. Fiz o contorno embaixo da ponte (Under the bridge...). Corri pelo eixinho até a CPTM (Altino). Virei e voltei pelo eixinho... (pensei: vamos subir de novo a Franz Voegeli e completar 90' de trote...). Subi e desci de novo.

Cara, que coisa boa o corpo da gente aguentar o tranco! Momento feliz! Corri os 90' com uns 3k de subida. Deu mais ou menos uns 13,5k. Muito bom para o meu momento.

Passos dados nas últimas semanas para perseguir meu sonho de correr uma maratona um dia, talvez daqui um ano:

06/12 - 90' corrida
02/12 - 32' corrida
28/11 - 71' corrida
25/11 - 41' corrida
21/11 - 84' corrida
18/11 - 36' corrida
16/11 - 80' caminhada
15/11 - 60' bike
12/11 - 75' corrida
08/11 - 60' bike
07/11 - 55' corrida
04/11 - 75' corrida

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(13/nov/20 - Reflexão)

O SONHO DE CORRER UMA MARATONA

Faz muito tempo que sonho em correr e completar uma maratona. A vida de trabalhador e estudante nunca me permitiu conciliar o tempo necessário para adaptar o corpo para correr por horas seguidas, coisa de 4 a 5 horas para percorrer os 42 Km de uma maratona. Estou falando de corredores amadores e normais e não de profissionais, que fazem o percurso em pouco mais de 2 horas, quase super-homens e supermulheres.

Na vida, tive a felicidade de correr 10 edições da São Silvestre (15 Km), a corrida mais charmosa do calendário brasileiro de corridas. E vivi a experiência de correr uma única vez uma meia maratona, em Florianópolis, em 2015. Foi uma sensação incrível completá-la. Também corri uma 10K na areia, que exige bastante do corpo.

Tudo se tornou mais difícil na atualidade. Não é porque fiquei mais velho. É porque a condição em que estou mais velho não é satisfatória. O corpo sentiu o acúmulo de ódio e tristeza que a jornada da vida me proporcionou. E tenho que superar isso, se for possível, para conseguir lidar com as sequelas no corpo oriundas dessa trajetória desgastante dos órgãos internos do organismo vivo que somos.

Além da perda de massa muscular nas estruturas essenciais da atividade de corrida, sofri desgastes na estrutura do quadril, informações que obtive após exames em 2019. Não tem remendo na coisa, tenho que lidar com ela. Outras questões de saúde preocupam, pois meus níveis de colesterol e triglicerídeos pioraram nos últimos dois anos. Estou com barro na vesícula, barro que antecede cálculos. Isso pode ser consequência do colesterol alto, genética e alimentação. Meu sistema digestório não é mais eficaz como antes. Minha pressão arterial voltou a subir neste ano desgraçado de pandemia e destruição do país.

Por causa da pressão arterial, voltei a correr de forma persistente faz alguns meses para tentar sobreviver à tristeza pandêmica, que deve ser um dos motivos da alteração da pressão. Estava correndo percursos pequenos, entre 3 e 6 Km. Em julho corri 6 vezes (29 Km), em agosto 7 vezes (27,5 Km), em setembro 9 vezes (36,5 Km). 

Em outubro, decidi começar a correr mais olhando o tempo de duração do trote do que a distância percorrida. Aos poucos, me veio a ideia de tentar aumentar a resistência do corpo para correr por bastante tempo. Há anos meu trote varia entre 6 e 7 minutos o Km. Ou seja, quando corro uns 40', corri uns 6,5 Km. E assim, corri poucas vezes no mês, mas fiz uma corrida de 51' e outra de 71'. Fiquei feliz porque meu corpo aguentou.

Neste mês de novembro, decidi que pretendo treinar para ver se meu corpo aguenta correr daqui a um tempo, um ano mais ou menos, uma maratona. Não será nada fácil. Estamos em pandemia, e vem aí uma segunda onda. É uma deprê danada essa coisa. Nem perspectiva de vacina temos por causa do verme no poder central do país. Enfim... a vida segue enquanto a gente não morre de morte morrida ou matada.

Na primeira corrida, fiz um trote de 75' (dia 4). Fiquei bem contente de aguentar. Estou correndo alternando planos, subidas e descidas. Depois corri mais 55' e me concentrei muito no corpo para pisar leve e tentar não forçar tendões e quadril (dia 7). No dia seguinte, pedalei 60' (não pedalava há anos). Ontem, corri 75' e estou com o quadril dolorido. Entretanto, estou satisfeito por me superar a cada corrida. Fico atento a mim mesmo, concentração total, dizendo a mim para pisar leve e ser como uma pluma, protegendo minha estrutura de corrida.

Cada dia é mais um dia na luta para superar a pandemia mundial, a destruição do nosso mundo, e para fazer a vida ter algum sentido. A vida é um instante, é incerta e imprevisível. "Life's a journey, not a destination/And I just can't tell just what tomorrow brings..." (já cantava a banda Aerosmith). 

O tempo físico avança a cada segundo. O tempo histórico também. Tudo muda o tempo todo, a certeza é a transformação das coisas. Que meu corpo mude, então, com minhas atitudes e seja mais resistente a tudo, às corridas e às raivas e tristezas.

William

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Artigo: O mundo banal das aparências


O que é flor, o que é nuvem? Tudo é natureza!

Opinião

"Para se ser valente, não carece de figurativos..." (jagunço Riobaldo Tatarana)


REFEIÇÃO CULTURAL - O MUNDO BANAL DAS APARÊNCIAS


"Pois não era que, num canto, estavam uns, permanecidos todos se ocupando num manejo caprichoso, e isto que eles executavam: que estavam desbastando os dentes deles mesmos, aperfeiçoando os dentes em pontas! Se me entende? Senhor ver, essa atarefação, o tratear, dava alojo e apresso, dava até aflição em aflito, abobante. Os que lavravam desse jeito: o Jesualdo - mocinho novo, com sua simpatia -, o Araruta e o Nestor; os que ensinavam a eles eram o Simião e o Acauã. Assim um uso correntio, apontar os dentes de diante, a poder de gume de ferramenta, por amor de remedar o aguçoso de dentes de peixe feroz do rio de São Francisco - piranha redoleira, a cabeça-de-burro. Nem o senhor não pense que para esse gasto tinham instrumentos próprios, alguma liminha, ou ferro lixador. Não: aí era à faca. O Jesualdo mesmo se fazia, fazia aquilo sentado num calcanhar. Aviava de encalcar o corte da faca nas beiras do dente, rela releixo, e batia no cabo da faca, com uma pedra, medidas pancadas. Sem espelho, sem ver; ao tanto, que era uma faca de cabo de niquelado. Ah, no abre-boca, comum que babando, às vezes sangue babava. Ao mais gemesse, repuxando a cara, pelo que verdadeiro muito doía. Aguentava. Assim esquentasse demais; para refrescar, então ele bochechava a breve, com um caneco de água com pinga. Os outros dois, também. O Araruta procedia sozinho, igual, batendo na faca com a prancha de outra. O Nestor, não: para ele, o Simião, com um martelinho para os golpes, era quem raspava; mas decerto o Nestor ao outro para isso algum tanto pagasse. Abrenunciei. - "Arrenego!" - eu disse. - "Deveras? Então, mano-velho, pois tu não quer?" - o Simião, em gracejo, me perguntou. Me fez careta; e - acredite o senhor: ele, que exercia lâmina nos do outro, ele não possuía, próprio, dente mais nenhum nas gengivas - conforme aquela vermelha boca banguela toda abriu e me mostrou. Repontei: - "Eu acho que, para se ser valente, não carece de figurativos..."

(Grande Sertão: Veredas. Guimarães Rosa)


PRÁTICA DO ESPORTE COMO APARÊNCIA E NÃO-SAÚDE

Dias atrás, estava indo ao parque correr um pouco. Era fim de tarde. Próximo a mim, iam dois jovens conversando na mesma calçada em sentido à estação de trem da CPTM. Como falavam alto, foi possível ouvir a conversa sobre musculação e uso de drogas para ficar forte. Eu os ouvi citando a Deca e hormônio do crescimento. Um dizia ao outro que o efeito para ficar forte e marombado era de poucas semanas...

Eu fiz faculdade de Educação Física por dois anos e infelizmente não pude concluir a curso. Não me lembro mais profundamente sobre o tema de treinamento e saúde, mas os princípios basilares a gente nunca esquece.

Pesquisando rapidamente sobre a Deca para relembrar os velhos tempos, foi possível recordar que nenhuma droga é viável. Nenhuma! 

Me lembro nas academias que frequentei de ver os caras se picando e injetando Deca e outras coisas. Não sei quantos deles têm saúde hoje ou se estão vivos e "marombados" ainda.

Veja só um trecho de um site que fala sobre o uso dessas drogas e anabolizantes e os efeitos colaterais possíveis:

"A moral da história? Sempre use testosterona com a Deca. É sugerida 200mg/sem, no mínimo, para evitar a impotência e disfunção sexual. Para um efeito anabólico da testosterona é recomendada doses no mínimo duas vezes maiores que essa. É recomendado também o uso de anti-progestogênicos em conjunto com a Deca (Cabergolina ou Bromocriptina[Parlodel/Bagren])."

Fonte: http://paulitosnews.wordpress.com/2008/03/04/deca-durabolin/


E aí, será que esses dois jovens que querem ficar fortes rapidamente sabem que podem ficar impotentes, brochas? Vai adiantar ficar marombado para conquistar homens e mulheres? Nem preciso dizer do risco de câncer no fígado e outras complicações. Aliás, até esses suplementos alimentares de proteína podem ocasionar dores terríveis nas juntas, além de problemas futuros pelo excesso de proteína no corpo.


ESPORTE COMO SAÚDE E... BOA APARÊNCIA

Se a gente se esforçar por se alimentar melhor e praticar algum tipo de esporte com certa regularidade e dormir um sono que permita ao corpo se restabelecer da carga vivida naquele dia, a tendência é ter mais saúde e consequentemente uma boa aparência.

No meu conceito, boa aparência é vitalidade e disposição. É brilho nos olhos e na pele. É aquele sorriso gostoso com as marcas de expressão que o tempo nos dá. É disposição e vitalidade para as coisas da vida.

Envelhecer com saúde é uma coisa de ótima aparência. Não é preciso drogas; não é preciso lipoaspiração; não é preciso cortar pedaços do estômago (se não for por obesidade mórbida e recomendação médica). É preciso de um pouca mais de amor-próprio e menos preocupação com a ditadura da moda e o olhar alheio.

Quando li o trecho de Grande Sertão: Veredas que citei acima fiquei encantado com a posição do jagunço Riobaldo em não lhe agradar aquele esforço absurdo de seus camaradas em ficarem feios, com cara de piranhas de rio. Após a negativa dele, um ainda disse "São gostos..."

Será que são gostos mesmo? Então tá!


ENTRAR EM FORMA "SEM FIGURATIVOS" NÃO É FÁCIL!

Para finalizar a postagem sobre as aparências, os "figurativos" como diz Riobaldo e sobre saúde, digo uma verdade: não é fácil recuperar a forma física depois dos quarenta anos quando você descuida da saúde e passa um bom tempo sem praticar esporte com regularidade.

Quanto mais me envolvo no trabalho e deixo ele me consumir a vida toda, sem nenhum horário para cuidar da saúde e praticar esporte como corrida e caminhada, mais fica difícil recuperar a condição cardiorrespiratória e muscular.

O problema principal é muscular porque após os 35 anos começamos a perder massa muscular e a prática de atividade física ajuda a retardar o processo. Se você permite a perda de massa muscular, é muito mais difícil recuperar. Por isso que os quarentões, cinquentões etc além dos jovens que não precisariam não resistem à tentação de tomar hormônios, anabolizantes, concentrados de proteínas etc.

Após conseguir a façanha (pra mim) de completar os 15 Km da São Silvestre no fim do ano, estou tentando no mês de férias correr com regularidade para melhorar a condição muscular, pois a cardiorrespiratória está ok.

O gostoso da corrida é que ela é de satisfação pessoal. O corredor corre para melhorar o tempo dele, a condição dele. O corredor amador não disputa nada com ninguém... É MUITO LEGAL.

Entrei o mês de janeiro correndo o quilômetro na casa dos 7 minutos. Quando você faz uma corrida com o objetivo de treinar força e velocidade e consegue fazer um tiro de 2 Km em 10 minutos É MUITO LEGAL!

Depois corri 4 Km em 24 minutos. Depois corri 5 Km em 32 minutos e hoje corri uma corridinha leve de uns 43 minutos na praia.

Vamos assim, passo a passo. Meu desejo neste ano é conseguir ultrapassar minha distância de provas de 15 Km e correr uma meia-maratona de 22 Km. Antes de morrer, quero correr e completar uma maratona.

Correr boas distâncias e terminar bem é muito prazeroso! Não tem nada a ver com aparência, tem a ver com energia!

É isso!

William

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Corrida, apesar da dor na virilha




Estou com uma dor na virilha a me incomodar já faz alguns dias. Na verdade, estou quase mancando ao andar. 

Mas não deixei de correr hoje por isso. Na verdade, é estranho, pois dói pra andar e não dói pra correr. 

Corri cerca de 4 km e andei mais uns 2,5 km. 

That's all.

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Post Scriptum (26/5/22):

Quem diria que aos 53 anos, em maio de 2022, eu estaria quase impossibilitado de correr por causa de desgastes na estrutura da virilha, o que inclui fêmur, ossos do quadril e provavelmente estrutura muscular e de tendões.

Em 2018, fiz uma consulta e uma radiografia e o médico disse que havia desgaste nos dois lados. Sugeriu que era melhor eu fazer outros tipos de esportes e não os de impacto... Eu disse a ele e a mim mesmo que preciso correr porque tenho pressão alta e só a corrida me faz baixar um pouco a pressão. 

E tem também a questão do colesterol alto. Nos últimos anos, mesmo controlando um pouco a alimentação, tenho tido aumento no colesterol total (254 neste mês). O que me ajuda é o HDL ser alto por causa das corridas. Mas sem correr... vou pro beleléu... meu HDL que já foi 54 agora está em 45 e baixando.

No fundo no fundo, suspeito que o que detonou meu quadril foi a volta ao Kung Fu aos cinquenta anos de idade. Fiz quase um ano e meio e agora olhando para trás percebo que os movimentos e a intensidade do uso de pernas e quadril acelerou um desgaste que talvez eu tivesse mais adiante... que foda!

Agora já era. Adeus sonho de correr uma maratona... estou sonhando em caminhar romarias... espero que dê certo.

William (o que sobrou de ontem)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Corrida de domingo chuvoso e quente



Bom, corri hoje à tarde cerca de 10 km em 62'30" com bastante aclive e declive. Com chuva e calor de verão. 

A corrida foi relativamente fácil. Sem muito esforço físico. 

É isto. Sigo rumo aos novos limites e com o objetivo de correr uma maratona. Talvez eu corra uma prova de meia-maratona qualquer hora dessas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Corrida - Dos 15 Km aos 42 Km




Hoje fiz meu primeiro longão de domingo focando alcançar novos limites físicos para sair dos meus atuais 15 Km de corrida rumo aos 42 Km, a maratona. 

Corri na AABB, com bastante calor, mas me hidratei o tempo todo e passei até protetor solar. A pista de corrida do clube é fantástica!

Fiz uma corrida de 99', ou seja, estou saindo de meu melhor tempo na São Silvestre (2008) para ir aumentando 15' a cada longa que fizer. 

Pela matéria do editor da revista Contra-Relógio, Tomaz Lourenço, seria possível correr uma maratona em abril. 

Acho que precisarei de mais tempo. Talvez eu corra a maratona de São Paulo, em 31 de maio. 

O importante é que, em termos físicos, estou bem, pensando em conjunto de musculatura, tendões e juntas dos membros inferiores.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Voltei da praia (onde estive e corri)


Foto mais recente (2020) da Colônia de Férias
do Sinpro SP. A piscina não tinha esse deck.


Cá estou. 

Estive uns dias na Praia Grande com a família. O tempo esteve bom e pratiquei algum esporte. 

Na sexta, corri 10 km em 60' (é bem diferente correr na orla - faz muito calor). 

Também joguei futebol de salão e fiz boas caminhadas. 

Tomei uma decisão esportiva: vou treinar para realizar meu sonho de correr uma maratona já em 2009. Acredito que correr 42.195 m é para super-homens e supermulheres. Quero ser um deles.