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terça-feira, 30 de junho de 2009

Artigo - O objeto da Economia: variações ao longo do tempo (e comentários da economia sob Lula da Silva - PT)


GOVERNO DE LULA DA SILVA E DO PT FOCAM O BINÔMIO DESENVOLVIMENTO-REPARTIÇÃO


Presidente Lula - 2009
Relendo meu velho livro de Introdução à economia, do professor Rossetti, vemos como variou o objeto da economia ao longo do tempo.

Adam Smith focava a natureza e as origens da riqueza.

Depois dele, David Ricardo achou que o mais importante era focar a repartição das riquezas.

Já Keynes adotou um terceiro caminho, procurando mostrar que "o objeto da Economia deveria centralizar-se na pesquisa das forças que governam o volume da produção e do emprego em seu conjunto" p. 60

Keynes precisou focar o problema das flutuações da atividade econômica e da Renda Nacional, pois ele buscou soluções econômicas no auge da crise dos anos 30.

Após a 2ª Guerra Mundial, o foco mudaria novamente para a busca do desenvolvimento econômico das nações destruídas.

Em resumo:

"Enquanto os teóricos do século XVIII cuidaram da formação da riqueza e os do XIX da sua repartição, os modernos economistas preferiram dedicar-se a um objeto duplo, resultante, de um lado, do estudo das flutuações da atividade econômica e da promoção do desenvolvimento e, de outro lado, das investigações sobre a repartição da riqueza" p. 61

Podemos dizer que o enfoque atual ainda se debruça e tem muito a resolver em relação ao binômio desenvolvimento-repartição.


REFLEXÕES SOBRE O GOVERNO DE LULA E DO PT (2003-2009)

A partir desses conceitos basilares de economia podemos refletir sobre os avanços sociais históricos que o governo do Partido dos Trabalhadores e do presidente Lula da Silva mostram como nenhum outro governo se destacou como este até hoje na história republicana do Brasil.

De 2003 a 2009, o país teve o maior crescimento econômico desde o período do regime militar, com a principal diferença que é ter havido repartição da riqueza nacional com o conjunto dos trabalhadores e povos mais necessitados.

Os números mostram que dezenas de milhões de brasileiros saíram das camadas mais baixas e miseráveis da pirâmide social e ascenderam para as classes C, D e E.

Outro fator fundamental foi a ressurreição da classe média, exterminada pelos oito anos de governo do PSDB, DEM e PMDB.

O governo de Lula da Silva e do PT possibilitou o aumento substancial do consumo interno brasileiro e isso foi fundamental para o Brasil continuar sendo o país que melhor se saiu nos últimos meses frente a atual crise financeira e econômica mundial.

É conscientizar agora a população sobre esses avanços históricos para que mantenhamos o projeto nas eleições presidenciais de 2010.


Post Scriptum (2014)

Na eleição em questão no texto, correu tudo bem e o programa do Partido dos Trabalhadores seguiu sua trajetória.


Presidenta Dilma e candidata
à reeleição em debate no SBT
em 1º/set/2014
Estamos agora às portas das eleições 2014 e eu sigo não tendo nenhuma dúvida de que o melhor programa de governo para os trabalhadores e o povo brasileiro é o do PT porque o Brasil conseguiu com Dilma Rousseff atravessar os 4 anos de mandato em meio à maior crise do capitalismo mundial desde 1929 e seguiu aumentando o nível de emprego e a distribuição de renda a partir do mundo do trabalho e com programas sociais.

Não acredito em bravatas e facilidades alardeadas pelo partido que destruiu os bens públicos e os direitos dos trabalhadores, o PSDB, muito menos candidaturas que se disfarçam como apolíticas como é o caso da sra. Marina Silva do PSB (na coligação partidária Fiesp/Itaú).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O "maravilhoso" Adam Smith, by Almanaque Abril 2009



(atualizado em 13/12/10)

ADAM SMITH (1723-1790), com foto e destaque na página.

Esse pensador escocês é considerado o "pai da economia" por ter sido o primeiro a esboçar uma explicação sistemática sobre o funcionamento da economia de mercado, tendo por base uma determinada teoria do valor (a teoria do valor-trabalho). Suas teorias ainda estão entre as mais influentes no estudo e na prática das ciências econômicas modernas. (A QUEBRA GLOBAL DO MERCADO NEOLIBERAL 2008 QUE O DIGA, HEIM!)

Professor de lógica e filosofia moral na Universidade de Glasgow, Smith publicou seu primeiro importante tratado, Teoria dos Sentimentos Morais, em 1759. Em 1776, publica sua principal obra, Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações. Nela, define os pré-requisitos para o liberalismo econômico e a prosperidade das nações: o combate aos monopólios, públicos ou privados (COMO O DA MÍDIA BRASILEIRA); a não-intervenção do Estado na economia (O MUNDO AGRADECE PELA ATUAL CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL DEVIDO A ISSO) e sua limitação às funções públicas de manutenção da ordem, da propriedade privada e da justiça (POLÍTICA DE ESTADO MÍNIMO); a liberdade na negociação do contrato de trabalho entre patrões e empregados (FIM DOS DIREITOS MÍNIMOS TRABALHISTAS); e o livre-comércio entre os povos.

Para Adam Smith, as ações de indivíduos agindo em seu próprio interesse, ao se somarem, formariam uma "mão invisível" que conduziria a economia pelo bom caminho do crescimento e da estabilidade (OS BANQUEIROS E SUAS FARRAS MILIONÁRIAS QUE O DIGAM).

(os comentários entre parêntesis são meus - não resisti)

Karl Marx - Maltratado pelo Almanaque Abril



A escola de meu filho sugeriu aos alunos comprarem (para o ano letivo 2009) o Almanaque Abril 2009 para consultas cotidianas. QUE DESGRAÇA!!

Comprei o lixo para que não ficasse só ele sem o dito cujo.

Fui fazer um teste. Procurei por "Karl Marx".

Cara, tem espaço destacado com foto e tudo para Adam Smith, o "pai da economia", para "Keynes", e pro diabo a quatro...

Não tem o coitado do Marx, nem na seção das Referências.

Consegui achar o termo "marxismo" com um textinho tão ridículo que faz qualquer criança achar o tema e o pensador uma tremenda babaquice. É FODA!!

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Segue abaixo MARXISMO, by Almanaque Abril 2009:


"Doutrina formulada pelos alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), segundo a qual o cerne de qualquer sociedade está no modo de produção, que, variando de acordo com o período histórico, determina as relações sociais. Para os marxistas, a história é o resultado da luta de classes decorrente do desequilíbrio na relação entre o capital e o trabalho: a burguesia concentra o capital e os meios de produção, explorando o trabalho do proletariado. Por estar baseado nessa característica contraditória - a de explorar o próprio alicerce, a classe trabalhadora -, o capitalismo estaria fadado à destruição. Esse conflito de classes só desapareceria com a instalação da sociedade comunista, concebida como igualitária e justa."


Viram só que profunda a pesquisa do aluno de 9° ano, baseada no tal Almanaque Abril?