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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Livro: O Covil dos Inocentes, Henry Bugalho



Refeição Cultural 

Sexta-feira, 20 de dezembro de 2024.


Henry Bugalho é bom romancista. Quando li Margot Adormecida vi que o escritor tem talento (comentário aqui). 

Meses depois da primeira leitura de obra dele, li A Impureza da Minha Mão Esquerda, um livro de contos excelentes. Cada estória melhor que a outra (comentário aqui). 

Agora li O Covil dos Inocentes, romance baseado nas investigações do detetive Vico, personagem de Bugalho que compõe um conjunto de contos após o romance principal. 

Henry Bugalho usa linguagem prosaica e coloquial em suas narrativas. Os enredos têm boas amarrações. Seus textos são de leitura fluida e fácil.

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SUMÁRIO DO LIVRO

O Covil dos Inocentes 

Pós-escrito a "O Covil dos Inocentes"

ALGUNS OUTROS CONTOS DO DETETIVE VICO

- O Amante 

- A Enfermeira e o Sargento

- Amor Fraternal

- Roleta-Russa

- Obra do Diabo

- O Inventariante

- O Diário Vermelho 

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Ainda tenho alguns livros de Henry Bugalho para ler em meu Kindle: 

- Porteiros do Fascismo

- Rei dos Judeus

- O Personagem e outras Fábulas Filosóficas 

- Fantasmas, Vampiros, Demônios e Histórias de outros Monstros 


É isso! Sigamos nas leituras. 

William Mendes 


quarta-feira, 31 de maio de 2023

Leitura: A impureza da minha mão esquerda - Henry Bugalho



Refeição Cultural

Osasco, 31 de maio de 2023. Quarta-feira fria e chuvosa.


Li A impureza da minha mão esquerda (2021), livro de contos de Henry Bugalho, durante um voo entre o Brasil e Cuba, com escala no Panamá. Escolhi o livro aleatoriamente entre os livros que tinha no Kindle. Foi uma leitura agradável e fácil.

É o segundo livro que leio do jovem escritor e youtuber Henry Bugalho. Se calhar de ler o próximo livro dele durante uma viagem, vai parecer que os livros do Bugalho são livros para viagens (rsrs) porque Margot Adormecida li durante uma viagem de ônibus para Uberlândia (MG) no final do ano passado (comentário aqui).

Os contos estão reunidos no livro em três grupos temáticos: Nostalgia (8), Fissuras (8) e Tragédias (5). 

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A IMPUREZA DA MINHA MÃO ESQUERDA

O conto de entrada, que dá nome ao livro, é de temática forte, pesada.

"O Canhoto. Este é um dos nomes do diabo. E este era o meu apelido na escola: o Canhoto.

   Em uma sala com trinta alunos, eu era o único a escrever com a mão esquerda. O único invertido. O único do avesso..."

Tem uma passagem no conto que aborda a questão do preconceito em sua forma estrutural na sociedade brasileira, e a fala do personagem me lembrou muito do locus onde passei a infância e a adolescência.

"Era um tipo de discriminação sutil e que eu nem sabia ser discriminação. Não era o tipo de coisa que faziam com que as pessoas me apontassem na rua, como ocorria com o Bambi, o bicha da minha turma; nem que me batessem no recreio, como vi várias vezes com o Tiziu, aquele 'neguinho fedido' segundo os meus colegas; nem que levasse os meninos a passarem a mão em mim, como com a Tati, a 'vagabunda' que todos tinham catado; nem que fosse motivo de piadas diárias, como a Rafa, que tinha a mãe desquitada."

Nossa! Numa frase temos quase todas as formas de preconceito que destroem pessoas e que compõem a sociedade brasileira do passado e do presente, infelizmente.

E com a frase seguinte, foi impossível não me lembrar do meu caso pessoal de ter nascido canhoto, sinistro, e ter sido forçado a usar a mão direita porque era feio, era pecado... fui descobrir isso depois dos vinte anos de idade.

"Ser canhoto era um pecado leve num mundo repleto de pecados muito maiores e muito mais visíveis."

O conto é meio macabro. Leiam pra ver.

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Os outros contos dessa primeira parte, Nostalgia, são de temáticas variadas e bem interessantes: o caso do cãozinho Cotó; o rapaz com trauma de café; a vovó que fazia pães caseiros, achei a estória o máximo; o conto do galo Harrison...; o conto "A Alma da Capital" é muito bonito! 

A primeira parte fecha com o conto "O doutor adevogado". O conto poderia também estar no grupo das narrativas trágicas. Na verdade, nos três grupos as temáticas transitam entre o drama e a melancolia.

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O MEU GALO

"Ele desfilava com imponência pelo quintal da minha vó: o meu galo. O mais lindo de todos, alto, quase do meu próprio tamanho no auge de meus oito anos, com uma penugem reluzente, o pescoço de um azul vivo e brilhante, e esporas ameaçadoras como lâminas, mesmo sendo um galo pacífico, até onde eu podia perceber..."

DE NOVO, UM CASO PESSOAL - Gente, eu tive um galo índio quando morava no terreno de minha avó lá em Uberlândia. Ganhei o bicho pequeno e fui ficando com ele, treinando o galinho pra ser bem bravo. O galo cresceu e virou uma fera no terreno. As visitas iam visitar a minha avó, fazer uma fezinha ou tomar café e o galo atacava elas, pulando com as esporas afiadas nas pernas das visitas (rsrs)... tive que dar o galo pra levarem pra uma fazenda. Juro que é verdade, não é um conto mineiro.

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FISSURAS

O primeiro conto dessa parte é comovente: "Os trens da morte". Também é muito bonito o conto "A Ceia dos Solitários".

Essa parte do livro tem contos incríveis. O mais hilário deles é "Seu Tomás vai ao parque", texto curto e direto. Me lembrei de algumas pessoas ao ler esse conto (rsrs).

TRAGÉDIAS

Na última parte do livro, todos os contos são bons. As temáticas vão do sobrenatural à violência e luxúria. Destaco o conto "A Mulher do Alfaiate".

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COMENTÁRIO FINAL

Para fazer a postagem sobre a leitura do 12º livro do ano, um livro de contos de Henry Bugalho lido durante o dia no qual passei voando entre São Paulo e Havana, acabei relendo praticamente todos os 21 contos. São narrativas muito boas. Gostei!

A leitura desse segundo livro do Bugalho confirmou o que avaliei após a leitura do romance Margot Adormecida: o autor é bom escritor. Seguirei lendo outros livros dele que já tenho adquiridos.

William


Bibliografia:

BUGALHO, Henry. A impureza da minha mão esquerda. 2020.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Leitura: Margot Adormecida - Henry Bugalho



Refeição Cultural

Sexta, 23 de dezembro de 2022.


"- Não se engane, David, o futuro está do outro lado da porta - Margot disse -, quando você vê, ele nem bateu e já está aqui, sentado ao seu lado, cobrando alguma posição de você. Quando eu tinha a sua idade, os anos pareciam tão longos, intermináveis. Eu me inquietava para saber se um dia eu conseguiria fazer faculdade, conseguir um bom emprego, um marido decente, e todas estas preocupações de jovens. Mas o tempo voa e, quando você se dá conta, tudo isto já passou e seus melhores anos se escorreram por seus dedos. Talvez, para você, o futuro esteja distante, mas, quando você menos esperar, você terá a mesma idade que eu e verá que não fez nem conseguiu nada do que planejava. Então, você realmente começará a se preocupar pelos anos que ainda virão, pois frescor da juventude já se foi, e os anos que lhe restam serão para estabelecer quem você será até o dia de sua morte." (Margot Adormecida, H. Bugalho)


Finalmente, li um romance do escritor e filósofo Henry Bugalho. Ele é mais conhecido por ser um youtuber e falar sobre política e temas gerais da sociedade humana. Bugalho se apresenta como escritor porque esse era o seu desejo desde jovem, escrever.

Tenho alguns romances dele no formato virtual, no Kindle, e venho tentando me acostumar a ler livros também por esse tipo de mídia, já que prefiro sempre ler em livros de verdade, impressos, com cheiro e peso, com marcas do tempo impregnadas no volume que se tem em mãos.

Gostei do romance Margot Adormecida (2014). A estória do jovem David e Margot me fez olhar o tempo todo para minhas memórias do passado. Não porque minha vida tenha se parecido com a história de David ou de Margot, mas alguma coisa do enredo me fez passar algumas horas olhando para o horizonte - eu estava em um ônibus de viagem na estrada - e me fez pensar a vida.

O romance tem um enredo até simples, sem muitas surpresas. O personagem principal, David, conta sua história com Margot, um romance da juventude com uma mulher mais velha que ele. Ela, uma mulher em busca de liberdade, ele, um rapaz com um destino meio traçado pela família, ambos, uma paixão doida e até violenta. A leitura é tão fácil e gostosa que li em poucas horas. 

O romance de Bugalho me fez viajar nas possibilidades e nas cenas da vida. Todos nós já fomos jovens e tivemos os mesmos dilemas que os personagens. Terminei a leitura com interesse em ler os outros livros de ficção que tenho dele.

A citação que deixei acima ilustra um momento na vida de Margot e David: sobre a velocidade do tempo, sobre o presente e futuro, sobre os dilemas que vivemos nesta breve experiência que é sermos animais humanos.

É isso! Vamos ler os romances de Henry Bugalho. O escritor é bom romancista.

William


Bibliografia:

BUGALHO, Henry. Margot Adormecida. Oficina Editora: 2014.


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

À la Benjamin Button... (6)


4 de julho de 2020. Nesse dia, acompanhava de forma virtual
os bancários de Brasília em seu Congresso da campanha salarial.

Refeição Cultural


Olhar para trás...

Ao olhar para trás, e tentar compreender as coisas do presente, a gente até consegue entender um pouco porque as coisas são como são. Mesmo assim, é difícil compreender que a ciência tenha avançado em todas as áreas do conhecimento e ao mesmo tempo nós tenhamos regredido tanto coletivamente, no sentido inverso do avanço das ciências.

A sociedade humana está doente, está cheia de ódio, de intolerância, de egoísmo e individualismo. As pessoas viraram robôs e agem de forma automática para quase tudo em nosso cotidiano de vida humana. Ao agirmos assim, mudamos a forma de utilizar nossa inteligência, nosso cérebro, que havia se destacado ao longo da evolução das espécies.

Sabemos que os instintos e comportamentos de manada tiveram seus papéis na preservação da vida das espécies também. Mas ao longo do tempo, nosso cérebro passou a fazer diferença e nos desenvolvemos como seres racionais e passamos a dominar a natureza, através da ciência e da tecnologia, ferramentas que os demais seres vivos não têm. Será que vamos permitir que os trogloditas acabem com a ciência e a razão?

Agora estamos andando para trás. Massas humanas são manipuladas por poucas pessoas e seus sistemas de manipulação. E a vida no planeta Terra está em risco sério por causa disso. Aqueles que nos dominam com seus sistemas tecnológicos não pensam no amanhã do planeta, só pensam em si mesmos e no instante presente.

Enfim, estou olhando para trás e ao mesmo tempo olhando para a frente. É verdade que o tempo não anda para trás, como no Curioso caso de Benjamin Button. Enquanto indivíduo, a gente fica pelo caminho a qualquer momento, já que um ser vivo morre a qualquer tempo. Enquanto espécie, quando temos consciência disso, deveríamos agir coletivamente para que outros indivíduos perpetuassem nossa espécie e a vida fosse melhor para todos.

Palavras, palavras, palavras... ao vento, ou registradas em algum suporte material.

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FACEBOOK

A partir das reflexões que tenho feito, chego à conclusão que a empresa Facebook, onde boa parte de nós brasileiros temos um perfil, pode ter tido um papel interessante para seus usuários, mas as coisas foram mudando, ou foram ficando mais claras e agora sabemos que somos manipulados e utilizados para programas de manipulação de comportamento social e destruição de sociedades inteiras, países, relações, instituições.

Fico pensando em como me livrar dessa dependência à porcaria do Facebook. Penso em como minimizar os efeitos deletérios que essa empresa faz com meus dados e minhas informações. Por que escrever no Facebook se eles programam seus algoritmos para que ninguém veja que eu existo, para que ninguém saiba o que estou publicando lá? Tudo o que eles querem são meus dados, os dados de meus contatos e informações comportamentais.

E assim nos destruímos e nos deixamos destruir. Vou andar para trás naquele espaço vil que nos manipula e entorpece e nos robotiza.

William

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Espero um dia não ter mais nenhum dado meu naquela conta da rede social que manipula o mundo com os meus dados e com os dados de meus contatos...

Havia postado lá...

27/7/20

CELSO FURTADO, RODA VIVA, de 9/02/87.

Furtado é uma referência de muitos de nós. Acabei de rever a entrevista dele na TV Cultura. Ele era Ministro da Cultura do governo Sarney.

Fico pensando a reação hoje, em tempos de "cancelamento" de pessoas, ao ouvirem ele dizer que se orgulhava do governo Sarney, um governo que, segundo ele, gerou crescimento e emprego, distribuiu riqueza, e era nacionalista...

Política sempre terá dessas contradições... E elas são importantes, temos que ouvir as pessoas e debater (e não "cancelar" ou acabar com as pessoas que pensam diferente).

Aprendi política assim.

24/7/20

VÍDEO DO HENRY BUGALHO, DE 23/7/20, COM O TÍTULO "JÁ EXISTIA ESSE ÓDIO ANTES?"

Comentei na rede social e nos comentários do vídeo do youtuber:

De onde vem o ódio que destruiu o Brasil? Bugalho, jovem filósofo que gosto muito, faz uma reflexão sobre isso. No entanto, eu fico muito incomodado desses blogueiros de grande alcança aliviarem a culpa da grande imprensa em relação à morte da política e ao envenenamento do povo brasileiro. Escrevi para ele neste vídeo a respeito disso. Abraços e tod@s.

"Olá prezado Bugalho. Em primeiro lugar, quero dizer que aqui em casa somos admiradores seus: eu, minha esposa e filho. Bugalho, às vezes me sinto incomodado ao ver você e alguns blogueiros com grande audiência não serem mais enfáticos em alguns temas relativos à grande imprensa. Neste vídeo, por exemplo, você reflete junto conosco se já existia este ódio atual em nosso país, mas em nenhum momento você se baseia nos ataques orquestrados e executados contra Lula e o PT, CUT, MST, UNE etc, ataques "ad nauseam" pelos barões dos grupos Globo, Abril, Estadão e Folha, muito claramente após a eleição de Lula em 2002, ataques ininterruptos e parciais, abusivos e criadores das chamadas fake news atuais, pois foram anos a fio criminalizando os movimentos sindicais, estudantis, dos sem-terra, sem-teto, partidos de esquerda, principalmente o PT e suas lideranças (existem trabalhos acadêmicos sobre isso, dezenas de capas de Veja, dezenas de horas de JN), construindo julgamentos públicos contra determinado setor da sociedade (a esquerda), o mais progressista, e omitindo qualquer coisa negativa em relação aos seus partidos e grupos empresariais (tucanos, a direita em geral). Pulitzer tem frases famosas dizendo que uma imprensa vil, canalha, tem o poder de fazer seus leitores vis e canalhas. Bugalho, nós não viraremos essa página da história se lideranças e formadores de opinião continuarem passando pano para esses bilionários da mídia que destruíram o povo brasileiro. Você já citou Klemperer em seus vídeos e a linguagem do 3º Reich. O que a Globo e a Veja, junto com Estadão e Folha fizeram em mais de uma década de governos do PT foi muito semelhante ao que Klemperer descreve naquele trabalho fantástico. É isso. É a minha opinião. Acho que vocês deveriam dar mais nomes aos bois, os responsáveis pela transformação dos brasileiros nesses bárbaros são os jornalões e TVs e revistas dessas famílias e banqueiros. Abraços a você e família. William Mendes."

04/7/20

ORGANIZAÇÃO DA CAMPANHA NACIONAL DA CATEGORIA BANCÁRIA

Novos tempos, novas formas de reuniões e encontros. Enquanto acompanhamos os debates virtuais dos companheir@s do Distrito Federal, vemos a lua chegando...

(Com a postagem, coloquei a foto acima, do final de tarde e início de noite daquele 4 de julho)