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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Leitura de poesia (50) - Gerontion, T. S. Eliot



GERONTION - T. S. ELIOT


     Thou hast nor youth nor age

But as it were an after dinner sleep

Dreaming of both


Eis-me aqui, um velho num mês seco,

Um menino lê em voz alta, espero a chuva.

(...)


Depois de tal saber, qual perdão? Pense agora

Que a história abunda em passagens ardilosas, corredores engenhosos

E saídas, ilude em sussurrantes ambições,

Nos guia por vaidades. Pense agora

Que ela dá quando nos vemos distraídos

E o que dá, dá com tão amplas confusões

Que dar mata de fome o desejo. Dá tarde demais

O em que não se crê mais, ou caso ainda,

Somente na memória, paixão repensada. Dá cedo demais

A mãos fracas, o que se pensa ser supérfluo

Até que recusar propaga um medo. Pense

Que medo nem coragem salvam. Perversos vícios

São cria de nosso heroísmo. Virtudes

Nos são impostas por nossos impudentes crimes.

Tais lágrimas colhem-se da árvore que dá fúria.

(...)


Versos do Poema "Gerontion" de 1920

Tradução de Caetano W. Galindo.

---

COMENTÁRIO:

Ao ler este poema, fiquei pensando no acontecimento no dia de hoje nos Estados Unidos: a posse de Trump e aquela corja de gente no evento, com direito a saudação nazista e tudo.

É interessante reproduzir a nota de Galindo sobre este poema:

"Thou hast nor youth nor age: O título grego do poema significa 'velhinho'. A epígrafe shakespeariana vem de Medida por medida (ato III, cena I). Na cena um personagem diz a outro que a morte é consequência natural de uma vida que é por definição passageira. 'Tu não tens juventude nem idade,/ Mas como se fosse mera sesta depois da refeição/ Sonhando com essas duas coisas.'" (p. 370)

-

"Depois de tal saber, qual perdão? Pense agora

Que a história abunda em passagens ardilosas, corredores engenhosos"


Pois é, a história abunda de passagens ardilosas...

Estamos vendo o repeteco da história e suas passagens ardilosas com o que vem se passando com os Estados Unidos e com o mundo prestes a conhecer o resultado por sermos guiados por vaidades... E sabendo como foi a história, como perdoar?


"Guides us by vanities."

Aquele ajuntamento de feras humanas no evento de hoje me parece ter relação com a epígrafe shakespeariana do poema:

"Tu não tens juventude nem idade,/ Mas como se fosse mera sesta depois da refeição/ Sonhando com essas duas coisas."


Guiados por vaidades... Que cena dantesca: o velho irado, os donos das big techs, o manipulador nazista...

Estejamos preparados...

William


Bibliografia:

ELIOT, T. S. Poemas. Org. tradução e posfácio Caetano W. Galindo. - 1a ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


segunda-feira, 8 de julho de 2024

44 de 100 dias



44. Vendo os materiais antigos de estudos de língua inglesa e espanhola dos anos oitenta e noventa, resolvi preservar aqueles nos quais estudei efetivamente à época. 

O material do English Center - English My Way - eu estudei de verdade no fim dos anos oitenta. Eu tinha vinte anos de idade. 

Depois de completar o curso presencial nas seis apostilas, fiz um curso avançado na mesma rede de idiomas, no CCI, que era na Av. Rebouças. 

Cheguei a trabalhar na escola de idiomas no ano de 1991, não como professor de línguas, trabalhei no escritório. 


Os materiais que não vou preservar comigo foram adquiridos com esforço por aquele rapaz trabalhador, mas não cheguei a utilizá-los. Nem os de inglês e espanhol com CDs, nem o de espanhol da Globo, que adquiri em sebo.

William 



quarta-feira, 3 de julho de 2024

39 de 100 dias



39. Uma das coisas que tenho observado ao ler os materiais de línguas estrangeiras, o de inglês, por exemplo, é o quanto o conteúdo é ideologizado, é o puro suco capitalista, imperialista e colonial. 

É um conteúdo de brancos do norte para adestrar não brancos das periferias do capitalismo. Incrível e nojento isso!

As histórias são binárias, há sempre mocinhos e bandidos. Os mocinhos têm autorização para matar (do tipo James Bond).

Os materiais vendem a ideia de um mundo perfeito, lindo, limpo, fraterno entre as pessoas de posses e bem-comportadas socialmente. 

Os "desajustados", os miseráveis, se não estão presos, estão em vias de serem presos. 

Que dureza isso!

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A PROCURA DA FELICIDADE (NÃO SENTIR DOR)

Dando seguimento à procura de diagnósticos para minhas dores crônicas, retornei ao especialista de quadril e o ortopedista me explicou os desgastes todos que tenho na região... tenho que conviver com isso... (um dia, talvez, terei que operar)

É fundamental tentar recuperar um pouco a estrutura muscular da região... algo que sei que é bem difícil. Ainda mais depois dos 55 anos...

Enfim, é a vida! Somos natureza. Como já sei, cada ser envelhece do seu jeito, de acordo com seu percurso existencial e a genética que carrega dentro de si.

O fato concreto é que as dores estão aumentando. Que treco chato!

Seguimos fazendo o que está ao meu alcance para estar no mundo com as pessoas. E para tentar aprender algo novo e passar adiante. 

William 


terça-feira, 2 de julho de 2024

38 de 100 dias



38. Ao longo da vida adulta, acabei acumulando muito material de estudos de línguas estrangeiras. Acho que realmente tive o desejo de ser um poliglota. 

Tenho materiais de inglês, espanhol, francês, italiano, latim e japonês. Confesso que gostaria de poder ler, escrever, falar e compreender esses idiomas. O espanhol e o inglês até aprendi as quatro habilidades. O inglês está enferrujado, claro! O espanhol, nem tanto.

Mas a maior parte do meu tempo humano foi gasto em tarefas diárias para sobreviver, para me estabelecer na vida: vender meu corpo e meu tempo aos que pagaram por ele. 

Fiquei acumulando coisas com o intuito de utilizá-las um dia, no futuro.

O futuro chegou. O que usei, usei. Muita coisa não usei. Muita coisa não vou usar mais. No momento, estou avaliando o que será daqui adiante. 

Enfim, aos poucos vou avaliando coisas e refletindo sobre tudo. 

Mais um dos 100 dias de organização das coisas e busca de sentidos.

William 


quinta-feira, 27 de junho de 2024

33 de 100 dias



33. Nos anos oitenta e depois nos noventa, queria aprender línguas estrangeiras. 

Voltei a São Paulo com dezessete anos disposto a "vencer na vida", depois dos anos que passei em Uberlândia. Que faria? Trabalhar onde? Não se tinha muitas opções de emprego.

O inglês foi o idioma que decidi aprender por ser a língua que dominava o mundo e que daria as melhores oportunidades de trabalho. Era o que eu imaginava. 

Nos primeiros anos em São Paulo, eu estava disposto a fazer qualquer trabalho, topava até sair do país para trabalhar fora. Pensei nos Estados Unidos, Inglaterra, no Japão como dekasségui ou até no Iraque.

Enfim, a vida seguiu seu curso. Trabalhei em depósito de palmito, lanchonete, escola de idiomas e só depois virei bancário. 

Aprendi um pouco da língua inglesa. Me comuniquei em inglês em situações que precisaram, inclusive quando estive duas vezes nos Estados Unidos, após os quarenta anos de idade, já estabelecido na vida como trabalhador da categoria bancária. 

Agora me pergunto, olhando o monte de materiais de inglês das mais variadas épocas e didáticas diversas: o que essas coisas dos anos oitenta e noventa estão fazendo na minha casa até hoje? O quê? Qual a utilidade de materiais de inglês de tudo quanto é tipo de conteúdo na atual quadra da minha vida?

Três décadas depois, tudo no mundo é instantâneo e virtual. Meu apego a coisas velhas é uma mania que precisa ser mudada. 

Estou nesse momento banal e pouco útil da existência. Após fazer coisas grandes e importantes coletivamente na minha vida adulta como membro da classe trabalhadora, hoje não consigo ser prático nas coisas domésticas, na desorganização da vida privada.

Não desisto. Sigo buscando mudanças e sentidos. 

William 


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Diário e reflexões - Linguagem III



Refeição Cultural

Osasco, 1º de setembro de 2023. Sexta-feira.


O quanto posso aprender ainda?

O desafio que vou lançar ao meu cérebro por um certo tempo é um desafio gostoso: estudar línguas, linguagens e culturas diferentes das quais estou mais familiarizado. Algumas das culturas que quero estudar um pouco são as culturas orientais, asiáticas: China e Japão.

Em relação às línguas, vou tentar recuperar um pouco do que já soube de Inglês e de Espanhol, pois já estive nos Estados Unidos e consegui me comunicar com as pessoas. Também já estive em alguns países de Língua Espanhola e foi bem tranquila a comunicação com falantes nativos. 

As línguas são ferramentas de comunicação humana. Podemos nos comunicar de forma oral com outras pessoas, através de conversação, e também podemos desenvolver e manter as habilidades de comunicação de outras formas, em outras mídias.

Os ensinamentos do professor Miguel Nicolelis sobre o cérebro humano mudaram minha forma de ver o mundo e a vida. Hoje tenho uma consciência maior sobre o que somos enquanto animais humanos.

O cérebro humano é muito plástico e flexível, se adapta o tempo todo às necessidades que identifica serem as com melhores perspectivas de sobrevivência no meio ambiente no qual a pessoa está.

Quero recuperar as habilidades comunicativas que já tive e desenvolver novas habilidades, conhecer novas línguas. Entender novamente músicas e falas cotidianas em Inglês, por exemplo. 

Fiz graduação em Letras, habilitações em Espanhol e Português na Universidade de São Paulo, sou oriundo da FFLCH. Quero retomar a capacidade de escrever em Espanhol.

Um dos desafios novos para meu cérebro, para estimular meus neurônios, será aprender o idioma Japonês, que comecei a estudar no início de 2020, durante a pandemia mundial de Covid. O curso do professor Luiz, do "Programa Japonês Online" é excelente! O pouco que estudei, aprendi. Eu o recomendo para todas as pessoas interessadas na Língua Japonesa.

Quero aprender o idioma Italiano também. Certa vez comecei a estudar por conta própria e parei. Quando fui à Itália, não entendi nada que os italianos falavam. Foi frustrante. Quando voltar lá, quero me comunicar em Italiano.

Todas essas possibilidades de estudos que estou citando são possíveis porque sou aluno do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). O projeto é simplesmente revolucionário! Por alguns reais a pessoa tem disponíveis mais de 230 cursos, incluindo os idiomas Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Japonês e Mandarim. Acreditem!

China 

Sobre a cultura chinesa e o país, estou fazendo um curso no ICL do professor Elias Jabbour: "Compreendendo a China". Já fiz 3 aulas e o curso é muito bom!

Uma das atitudes que preciso refletir a respeito em relação ao estudo é a atitude que ouvi hoje do professor Jabbour, em uma de suas aulas sobre a China. Ele diz que temos que estudar com prazer, o Carpe Diem é importante nos processos de estudos. Ele tem razão!

Talvez uma das questões que tenham influenciado na minha incapacidade de aprender a gramática da Língua Portuguesa tenha sido a falta de gosto e prazer durante os anos escolares de aprendizagem no ciclo básico da educação. 

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Enfim, vamos estudar e exercitar meu cérebro e minha inteligência.

Post Scriptum: quis ser professor e não fui. De certa forma, quando era sindicalista eu ensinava o que sabia para meus pares, os trabalhadores, eu fazia formação política. 

Tenho que aprender algo novo que possa ensinar às pessoas, isso dá um certo sentido na existência. 

William


Post Scriptum: o texto anterior sobre linguagem pode ser lido aqui.


segunda-feira, 5 de junho de 2023

Diário e reflexões - Linguagem


Sancho Panza, La Habana, Cuba.

Refeição Cultural

Osasco, 05 de junho de 2023. Segunda-feira.


UM MUNDO ORAL: O FIM DA LINGUAGEM ESCRITA

"- Aquí encaja bien el refrán - dijo Sancho - de 'dime con quién andas: decirte he quién eres'. Ándase vuestra merced con encantados ayunos y vigilantes: mirad si es mucho que ni coma ni duerma mientras con ellos anduviere..." (Don Quijote de la Mancha, Alfaguara, 2004, p. 730)


Os idiomas com os quais tenho mais contato cotidiano são os idiomas Português, Espanhol, Inglês e Japonês. Português é a minha língua pátria, minha língua mãe. Espanhol estudei na graduação em Letras. Inglês a gente aprende um pouco por ser a língua do imperialismo que domina o mundo, a língua se impõe nos países dos outros. Japonês inventei de estudar e ora estudo ora largo (não sei nada, só umas coisinhas). Não sei com profundidade nenhum desses idiomas, nem a minha língua materna eu sei. Os que sabem línguas estão se tornando exceção e vão desaparecer, sem reposição...

Quando decidi ser aluno na Universidade de São Paulo, no início dos anos dois mil, escolhi prestar o vestibular para o curso de Letras. Entrei na FFLCH e estando na graduação, no ciclo básico do primeiro ano, mudei a intenção de fazer habilitação em Inglês para fazer habilitação em Espanhol. Havia tido contado com disciplinas em Língua Espanhola naquele primeiro ano e fiquei encantado com o idioma.

O mundo andou. O mundo mudou. Mudança é a certeza sempre, tudo muda. Hoje tenho uma teoria, por pura observação, de que a linguagem escrita pode desaparecer ou seu conhecimento voltar a ser um conhecimento de uma pequena parcela dos humanos, como nas eras iniciais dos textos escritos, saber restrito a escribas, "sábios", copiadores etc. Caminhamos para ter um grupo que usa o texto escrito para dominar uma maioria dominada sem dominar a língua. 

Com a predominância da comunicação humana por vídeo, áudio, imagens e memes em redes sociais e meios virtuais quem aprende minimamente a escrever, usar o símbolo linguístico, desaprende em seguida, assim que passa a se comunicar pelas outras formas. O cérebro humano é plástico e se adapta a tudo. Se os humanos não leem e não escrevem, essa habilidade deixa de existir. Lembro aqui que a escrita e os signos linguísticos são uma invenção humana, a escrita não é uma habilidade inata da comunicação como a fala.

Exceção, exceder, excesso, acesso, sucesso, sessão, seção, sucessão, "há" verbo e "a" preposição ou artigo, "afim" e "a fim" etc são palavras da língua portuguesa com sentidos e usos absolutamente diferentes. Se elas não são lidas ou escritas durante um processo de comunicação é evidente que o cérebro perderá a habilidade de usá-las, inclusive no sentido semântico, não só na questão de escrevê-las. Esse exemplo é uma amostra de um problema muito maior.

Comecemos a imaginar a dimensão do problema da perda da capacidade de uso da linguagem escrita. Há um evidente empobrecimento da linguagem humana em andamento. Além da questão central da alfabetização de milhões de crianças e adolescentes, temos o fato de até os alfabetizados estarem perdendo a habilidade que antes tinham, mesmo que minimamente. O treco é complicado, o fenômeno está aí na nossa frente e não me parece que algo possa ser feito para frear essa tendência.

Além dos analfabetos funcionais e analfabetos políticos, há uma tendência a nos tornarmos analfabetos na linguagem como éramos antes de aprender a escrever nas fases iniciais da vida.

Essa é uma leitura só minha ou mais pessoas têm percebido essa tendência de morte da linguagem escrita?

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AS REFERÊNCIAS DE HOJE SÃO "INFLUENCIADORES" ANALFABETOS FUNCIONAIS E POLÍTICOS

A língua de Camões, a língua de Shakespeare, a língua de Cervantes... essas figuras históricas são consideradas referências em suas línguas maternas, pessoas que escreveram muito e cujos textos se tornaram referência de uma linguagem culta, padrão, textos com organização sintática e semântica que poderiam balizar uma comunicação perfeita nas suas respectivas línguas.

O tempo de Camões, Shakespeare e Cervantes passou... E hoje, qual a referência para milhões de pessoas? 

Às vezes, tenho a impressão de que caminhamos para a linguagem predominante ser quase um grunhido, gritos e vociferações. 

As referências não mais de milhares, mas de milhões de seguidores, são pessoas que mal falam a língua básica de seu idioma. A referência na comunicação global tem sido vociferações, grunhidos, repetições de palavrões a cada frase dita por um youtuber ou "influenciador" qualquer de alguma mídia dessas. O mundo está se tornando um mundo dominado por "criadores de conteúdo" como esses aí das redes sociais. Nem estou abordando a questão do "conteúdo" em grande parte sem base na realidade, mentiras, invenções etc.

É essa a reflexão do momento, minha (in)digestão cultural!

William


Post Scriptum: o texto seguinte desta série sobre Linguagem pode ser lido aqui.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Leitura: Stephen Hawking - A life from beginning to end, Hourly History



Refeição Cultural

Osasco, 8 de dezembro de 2022. Quinta-feira.


"“Hello. My name is Stephen Hawking: physicist, cosmologist and something of a dreamer. Although I cannot move, and I have to speak through a computer, in my mind I am free.” —Stephen Hawking" (from "Stephen Hawking: A Life From Beginning to End (Biographies of Physicists Book 4) (English Edition)" by Hourly History)


Terminei a leitura da biografia de Stephen Hawking. Que história incrível de superação pessoal e busca de conhecimento! 

Li através do Kindle, aparelho ao qual estou tentando me adaptar para ler alguns livros. Sou um leitor que prefere as obras impressas. 

A biografia de Hawking, de autoria de Hourly History, publicada em 2019, tem os seguintes capítulos:

Introduction, Early Years, Studies at Oxford and Cambridge, Hawking's Terminal Illness, Playing the Game of the Universe, Hawking Radiation and Black Holes, The Hawking Family, Information Loss, A Brief History of Time, A Gambling Man, Late Life and Death, Conclusion.

A leitura foi de muito proveito para mim. Além de conhecer a história do grande cientista Stephen Hawking que dedicou sua vida a pesquisar o Universo, nossas origens, Cosmologia, Física, Astronomia, o funcionamento do mundo, os buracos negros e outras áreas afins, sua vida é inspiradora porque ele desafiou o senso comum e a medicina ao não aceitar que morreria em dois anos após ser diagnosticado ainda jovem com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Ler em inglês me fez dedicar algumas horas na revisão da língua estrangeira, usando o próprio dicionário do Kindle e outras fontes de pesquisa. Tenho consciência da importância de exercitar meu cérebro todos os dias, o tempo todo. Eu sou meu cérebro de 86 bilhões de neurônios como nos ensina o neurocientista Miguel Nicolelis.

FRASES E INFORMAÇÕES MARCANTES

Algumas ideias de Hawking são dignas de muita reflexão. Tanto aquelas que falam sobre a forma de encarar a vida cotidiana quanto as ideias a respeito do Universo e do funcionamento das coisas no mundo.

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A CURIOSIDADE FILOSÓFICA

"I am just a child who has never grown up. I still keep asking these how and why questions. Occasionally I find an answer." ( do 1º capítulo, Early Years)

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ATMOSFERA DOMÉSTICA À LA DICKENS

A família de Hawking, tanto a de seus pais quanto a própria família depois de adulto, nunca teve muita folga de recursos financeiros, apesar de serem da classe média. Era uma família da classe trabalhadora. Veja essa passagem que fala sobre o uso de estantes de livros para ajudar no aquecimento do ambiente interno nos invernos:

"In the post-war years, most families, even those who were once wealthy, lived frugaly. The Hawkings took this to the extreme. In the place of central heating, bookshelves stacked with books lined the walls. There was no carpet, broken windows, few electric lights, and an overall atmosphere of Dickensian gloom." (1º capítulo)

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MATA-BORRÃO SORVENDO TUDO

O jovem Stephen não ligava muito para tirar as melhores notas nas classes, mas era um garoto que absorvia tudo que podia.

"Stephen had no desire to prove that he already understood what they trying to teach him"

mas...

"he was 'like a bit of blotting paper, soaking it all up'" (1º capítulo)

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PESSOAS QUIETAS TÊM MENTES BARULHENTAS

"Quiet people have the loudest minds." (2º capítulo)

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SEJA CURIOSO, QUESTIONE A EXISTÊNCIA OLHANDO AS ESTRELAS NO CÉU

"Remember to look up at the stars and not down at your feet. Try to make sense of what see and wonder about what makes the universe exist. Be curious." (Cap. 4)

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O BIG BANG

"However, as Hawking pointed out, time does have boundaries, a beginning, and an end. If Friedmann's first model of the universe was correct, then the universe began with a Big Bang, with zero space between galaxies." (Cap. 4)

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A VIDA É UMA OPORTUNIDADE

O pensamento abaixo de Stephen Hawking é muito ilustrativo do que tenho pensado a respeito da vida desde que superei a forma negativa com a qual eu via a vida até uns trinta anos de idade. Após me tornar um dirigente da classe trabalhadora passei a ver a vida de uma forma mais positiva.

"However bad life may seem, there is always something you can do, and succeed at. While there's life, there is hope." (Cap. 6)

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CRIATURAS INSIGNIFICANTES DEMAIS PARA TERMOS A ATENÇÃO DE DEUS

"He once said, 'We are such insignificant creatures on a minor planet of a very average star in the outer suburbs of one of a hundred thousand million galaxies. So it is difficult to believe in a God that would care about us or even notice our existence'." (Cap. 6)

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PODE HAVER VIDA EXTRATERRESTRE, MAS É POUCO PROVÁVEL QUE ELA SEJA INTELIGENTE

"He offered his opinion that although the probability of life existing on other planets is high, the probability that the life is inteligent is low." (Cap. 10)

Nesta parte do livro, é dito que após essa afirmação de Hawking algumas pessoas na plateia fizeram um comentário irônico dizendo que a probabilidade de encontrar inteligência aqui na Terra também é pequena.

Hoje, após o aparecimento dos seguidores de Trump e a pandemia de demência coletiva dos brasileiros seguidores do inominável (bolsonaristas) tivemos reforçada a dúvida a respeito da inteligência da espécie humana, ao menos parte dela.

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UM CONCEITO DE LIBERDADE, A DE NOSSO ESPÍRITO

"Hawking's fierce intellect and sharp sense of humor reminded everyone that 'people need not be limited by physical handicaps as long as they are not disabled in spirit.'" (nas Conclusões)

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É isso!

Mais uma leitura, mais um momento de aprendizagem e ginástica para meu eu, meu cérebro.

O livro de Hourly History sobre a biografia de Stephen Hawking pode ser adquirido sem custos no site da Amazon. Pelo menos foi assim que adquiri.

William


Post Scriptum (08/01/23):

Assisti ao filme sobre a vida de Stephen Hawking - A teoria de tudo (2014), filme baseado em um livro escrito por sua ex-esposa, Jane Hawking. A interpretação do ator Eddie Redmayne é espetacular e lhe rendeu o Oscar de melhor ator! Outra interpretação brilhante foi a de Felicity Jones como Jane Hawking. Gostei do filme, sensível e cuidadoso em relação à vida do casal. Eles tiveram três filhos, viveram casados entre 1965 e 1991. O cientista depois viveu uma década com outra esposa - Elaine (1995 a 2006) - e, após a 2ª separação, ele e Jane voltaram a ter uma boa relação de trabalho e apoio. Hawking faleceu em 2018 e Jane é casada até hoje com um amigo comum da família Hawking. (informações Wikipedia)


Bibliografia:

HISTORY, Hourly. Stephen Hawking - A life from beginning to end. 2019.


quinta-feira, 8 de julho de 2021

Instantes (madrugada 080721)

Ouvindo Rolling Stones: "Anybody Seen My Baby?" (relembrar uma língua é algo importante para exercitar a memória e a atividade cerebral. Mais que relembrar, reaprender, porque é disso que se trata. Sem contar a batida... o som... a guitarra... o baixo... o ritmo)

Estar novamente contatando a outra língua que comecei a aprender, uma língua bem diferente daquela que falo, é outra forma de exercitar o cérebro. A língua japonesa é um desafio interessante para o cérebro de um ocidental por causa do som, da organização sintática diferente, por causa dos signos escritos - ideogramas e alfabetos diferentes do nosso. Não tenho pretensão profissional alguma em relação a esse estudo, só quero conhecer mesmo.

Talvez acabe a leitura da Odisseia em versos em dois dias. É outra língua, efetivamente. A forma de organização sintática adotada pelo tradutor do grego para o português é completamente diferente da língua cotidiana que usávamos até pouco tempo, há algumas décadas (agora eu não sei dizer que linguagem humana existirá nos próximos anos, nem humanos é certo haver em apenas cem anos...). Minha versão é de Odorico Mendes, um maranhense do século XIX.

A linguagem comunica. A linguagem permite a interação entre os homo sapiens, até entre humanos e alguns animais. A linguagem engana. Com ela se corrompe, com ela se destrói vidas, mundos. Com a linguagem se mata, se salva vidas. A linguagem convence animais humanos a se tornarem idiotas, ignorantes, se ensina a odiar aquelas pessoas que poderiam aprender a amar.

Agora estou ouvindo David Bowie: "Absolute Beginners"...

Que serão dos livros? Dos meus e dos demais livros do mundo? Não sei.

Que será da história de luta dos bancários? Da classe trabalhadora brasileira e mundial? Não sei.

Que será da autogestão Cassi? Nas últimas décadas, gerações de militantes lutaram para criar e desenvolver um sistema de saúde solidário e preventivo. Estão destruindo a associação. É tão triste que até encheu meus olhos d'água pra escrever isso. Sou sentimentalista. Que será da Cassi? Não sei.

Que será dos 99% de humanos do mundo que estão escravizados pelo 1% no controle de tudo? Não sei.

Vamos dormir. (vou apertar o botão 'publicar" e terminar de ouvir "Run, Baby, Run" de Sheryl Crow...)

William

PS: Acabei ouvindo ainda "Gimme Shelter" ao vivo com U2, Mick Jagger e Fergie no Madison Square Garden em 2009. Agora vamos encerrar.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O PEQUENO PRÍNCIPE - The little prince

Uma das capas do livro

THE LITTLE PRINCE – Antoine de Saint-Exupery
CLÁSSICO FRANCÊS de 1943

Eu li este livro – O pequeno príncipe – quando era adolescente. Até hoje a frase que mais marcou a leitura na minha cabeça foi: “você é responsável por aquilo que cativa”.
É uma frase dura. É uma frase que escraviza (ou liberta).
Peguei um volume em inglês para dar uma olhada.

LEITURA (tradução e interpretação livre)
A primeira frase interessante é sobre os adultos:
“They always need to have things explained” (eles sempre precisam de explicação pra tudo)
Outra frase muito boa:
“Grown-ups never understand anything by themselves, and it is tiresome for children to be always and forever explaining things to them”
(os adultos nunca entendem as coisas por conta própria, e é uma chatice para as crianças ficar sempre explicando as coisas pra eles)
O piloto de avião - que poderia ter sido um pintor se não o tivessem desencorajado após seus Desenhos nº 1 e nº 2 aos seis anos - sempre tenta achar um adulto que compreenda o que realmente quer dizer o seu Desenho nº 1. Não tem jeito, todos sempre afirmam ser sua Boa Constrictor um chapéu.
Desenho nº 1 e Desenho nº 2

OS ADULTOS SÃO ASSIM... (só ligam pra aparência)
“On making his discovery, the astronomer had presented it to the International Astronomical Congress, in a great demonstration. But he was in Turkish costume, and so nobody would believe what he said.
Grown-ups are like that…”
(ninguém no congresso de astronomia deu bola para a apresentação do astrônomo turco em trajes típicos quando ele anunciou a descoberta de um novo planeta – Asteróide B-612 -... os adultos são assim...)

SOBRE O CUIDADO EM LER A OBRA
“For I do not want any one to read my book carelessly. I have suffered too much grief in setting down these memories. Six years have already passed since my friend went away from me, with his sheep”
(o piloto não quer que se leia sua obra sem atenção, pois foi com muita dificuldade que ele colocou no papel essas memórias desde que o pequeno príncipe foi embora com seu carneirinho há seis anos)
No capítulo 5 há uma passagem metafórica interessante. A história fala de sementes boas e ruins que dormem na escuridão da terra. Quando elas decidem sair ao sol, é preciso saber diferenciar as boas plantas das plantas ruins. Deixar as boas e arrancar as ruins pela raiz. Esta é a sabedoria difícil e necessária.
No planeta do pequeno príncipe, o baobá é uma tragédia. Se deixá-lo crescer e dominar o solo, ele toma conta do pequeno planeta.

Fazendo a toalete do planeta
FAZER DIARIAMENTE A PRÓPRIA TOALETE E A DO PLANETA
“It is a question of discipline,” the little Prince said to me later on. “When you’ve finished your own toilet in the morning, then it is time to attend to the toilet of your planet, just so, with the greatest care”

UM DIA APARECEU UMA FLOR DIFERENTE…
Uma flor diferente e vaidosa apareceu na vida do pequeno príncipe. Ela lhe deixou muito confuso sobre como proceder com ela. Após um bom tempo dedicado a ela, regando, protegendo ela, ela se mostra pouco atenciosa com ele.
Ele decide ir embora de seu planeta...

VIAGEM POR VÁRIOS PLANETAS
Nosso pequeno príncipe passa por vários planetas após sair do seu.  Eram os asteróides 325, 326, 327, 328, 329 e 330. Depois vai para o planeta Terra.
REI = No primeiro, ele encontra um rei com um trono e uma capa que ocupa todo o planeta. Assim que ele vê o pequeno príncipe, já afirma: “Ah! Here is a subject” (...)
“He did not know how the world is simplified for kings. To them, all men are subjects”
(para os reis, todo mundo é súdito)
CONVENCIDO = No segundo, ele encontra um orgulhoso que logo lhe diz: “Ah! Ah! I am about to receive a visit from an admirer!”
(Vejam só! Estou recebendo a visita de um admirador)
BEBERRÃO = no terceiro, ele encontra um beberrão que bebe muito pra esquecer da vergonha que sente por beber muito.
HOMEM DE NEGÓCIOS = no quarto planeta, ele encontra um homem que resolveu dizer que é dono de todas as estrelas porque ele pensou nisso primeiro.
“Then they belong to me, because I was the first person to think of it”
ACENDEDOR DE LAMPIÕES = no quinto, o pequeno príncipe ao menos viu uma razão ou utilidade naquilo, pois acender lampiões quando escurece e apagá-los quando amanhece tem algum sentido.
GEÓGRAFO = no sexto, o garoto encontrou um senhor geógrafo muito técnico e intelectual. Só tinha um problema: ele não sabia nada de seu próprio planeta, pois para conhecê-lo era necessário que houvesse um aventureiro para depois contar ao geógrafo, um sábio, o que havia descoberto na prática e nas experiências de campo.
o sétimo planeta visitado foi o planeta Terra, que é completamente diferente dos outros pela imensidão e complexidade.

Mais uma ilustração clássica
PEQUENO PRÍNCIPE E A COBRA NO DESERTO
“You are a funny animal”, he said at last. “You are no thicker than a finger…”
“But I am more powerful than the finger of a king,” said the snake”
(apesar de ser mais fina que um dedo, a cobra se diz mais poderosa que o dedo de um rei)

PEQUENO PRÍNCIPE E OS MILHARES DE FLORES
E então, após andar por longo tempo no deserto, o pequeno príncipe encontra um jardim com milhares de flores iguais a sua e tem uma decepção enorme, pois descobriu serem pouco importantes suas três montanhas pequenas e sua flor que achava que fosse a única no universo.

PEQUENO PRÍNCIPE E A RAPOSA
As explicações da raposa para o pequeno príncipe são muito legais. Ela explica a ele qual o sentido de cativar algo, de criar uma relação, laços, que faça com que a coisa ou pessoa que se cativa se torne única no mundo, mesmo sendo comum.
“Come and play with me,” proposed the little Prince. “I am so unhappy.”
“I cannot play with you,” the fox said. “I am not tamed.”
(…) “What does that mean – ‘tame’?”
(…) “It is an act too often neglected,” said the fox. “It means to establish ties.”
Existem milhares de flores ou pessoas, mas se você cria laços com uma flor ou uma pessoa, você e essa pessoa ou flor precisarão um do outro. A partir de então, ambos serão únicos um para o outro no mundo.

NÃO SE COMPRA AMIGOS EM SHOPPINGS
“One only understands the things that one tames,” said the fox. “Men have no more time to understand anything. They buy things all ready made at the shops. But there is no shop anywhere where one can buy friendship, and so men have no friends anymore. If you want a friend, tame me…”
(devemos entender aquilo que cativamos e a que nos dedicamos. Os homens não têm mais tempo pra nada. Tudo se compra pronto. Mas não se pode comprar amizade por aí, e com isso, os homens não têm mais amigos. E então, você não quer me cativar?)
Interessante, heim! Os homens já não tinham mais tempo nos anos 40...

COMO CATIVAR UM AMIGO...
Muito interessante a explicação da raposa ao pequeno príncipe da maneira com que se deve começar uma amizade ou relação. Sente-se um pouco afastado e não fale nada, apenas olhe meio de soslaio. As palavras podem ser a origem do desentendimento.
“words are the source of misunderstandings”

OS OLHOS ESTÃO CEGOS. DEVE-SE OLHAR COM O CORAÇÃO
Esta é outra conclusão a que chegam o pequeno príncipe e o piloto, no deserto, após uma grande sede e busca por água.
“But the eyes are blind. One must look with the heart…”

Aprende-se bastante com esse garotinho aí.

COMENTÁRIO FINAL
Releitura muito prazerosa. Depois de ler o livro na adolescência, descobri na idade adulta – i’m a grown-up – que é sempre bom conciliar ou intercalar a leitura de novas obras ou obras literárias ainda desconhecidas com a releitura dos grandes clássicos.
É isso!
Bibliografia:
SAINT-EXUPERY, Antoine de. The little prince. USA.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Brazil’s UN vote on Iran marks first great difference between Dilma and Lula da Silva


Former Foreign Affairs minister Celso Amorim criticized the decision saying its cuts all chances of dialogue with Teheran


Brazil’s vote in the UN Human Rights Council in support of a rapporteur to monitor human rights in Iran, proposed by the US, signals the first great divergence in foreign policy between the current administration of President Dilma Rousseff and her predecessor and mentor Lula da Silva.


Saturday, March 26th 2011 - 08:20 UTC



This is the first time in the last ten years that Brazil adopts such a position together with 20 other countries including Colombia and Panama. Against such a motion voted among others Ecuador and Cuba.



The Geneva vote by Ambassador Maria de Nazaré Farani marks the opening of the “Dilma era” in foreign policy with a special attention to human rights, both inside and outside the country.


Former Foreign Affairs minister Celso Amorim said he would have most probably voted against the motion in line with what had been the Lula da Silva administration focus since 2003.


“Brazil believes that all countries, no exception, have challenges to face in this field. President Rousseff made it quite plain that she will closely monitor the human rights situation globally, beginning with Brazil”, said Ambassador Maria de Nazaré Farani.


A few days before taking office January first, the former cabinet chief of President Lula da Silva marked her differences in foreign policy with the founder of the Brazilian Workers party, having criticized Brazil’s abstention at the UN Human rights council vote on Iran in 2010.


“That is not my position”, was Rousseff’ strong reply. She added in an interview with the Washington Post that the capital punishment sentence by lapidating imposed on the Iranian woman Sakineh Ashtiani for alleged complicity in the killing of her husband was “unacceptable”.


Brazil justified the vote in support of the US motion arguing that “it is a motive of particular concern for us the non observance of a moratorium on the death penalty, not only in Iran but in all those countries that still practice such an execution as punishment”.


The reference is obvious and looks for a balance since the United States like Iran continues to apply the death penalty.


Interviewed in Sao Paulo former Foreign Secretary Amorim said that “probably I would have not voted. If we want to be coherent we need a rapporteur for Iran, for Guantamano, for immigrants in Europe. Further more, on naming a rapporteur you severe the chances of dialogue with Iran”.


He added that currently there are two positions regarding Iran: “dialogue or condemnation” and defended Lula da Silva attempt to mediate, with the Turkish Prime Minister Tavvip Erdogan, on the Iranian nuclear program. The mediation reached an understanding on uranium enrichment outside Iran, which Washington ignored point blank.


“Brazil never had a strategic alliance with Iran: we were only after relations with a large country such as Iran. This idea that Brazil is a good buddy of Iran is a distorted version of events launched by the US press and was followed by the rest”, insisted Celso Amorim.


He revealed that Lula da Silva was “stimulated” by President Obama to find a framework of trust with President Mahmud Ahmadinejad, and when it was reached, the US turned its back and voted sanctions on Teheran.


Amorim added that Lula da Silva’s policy was effective in solving problems and obtaining the liberation of foreigners in Iran.


The vice-president of the Brazilian Upper House Foreign Affair Committee, Senator Cristovam Buarque, from the Democratic Labour party, member of the ruling coalition described the vote in Geneva as “correct” and accepted there are differences between Rousseff and Lula da Silva.


“There are differences between Dilma and Lula. The vote was correct, it does not condemn Iran; rather it accepts an investigation. The bottom line is that Brazil believes there are certain universal policies that define human rights”, said Senator Buarque who was Education minister with the Lula da Silva administration.


The Geneva-based U.N. Human Rights Council approved the resolution Thursday with 22 votes in favor, seven against and 14 abstentions. Four of the 47 member-nations did not vote.


Iran has labeled “political” the decision of the top U.N. human rights body to appoint a rapporteur to monitor human rights abuses in that country. A spokesman for the Iranian foreign ministry said Friday the decision is “unjust, unjustifiable, and totally political.” He said the move is meant to divert attention from human rights violations in the West, particularly in the United States.


Iran is not a member of the council and has not admitted international human rights experts into the country for at least a decade.


In Washington, White House National Security Adviser Tom Donilon welcomed the decision as “a historic milestone that reaffirms the global consensus and alarm about the dismal state of human rights in Iran.”


The U.N. Human Rights Council was established in 2006 as a successor to the widely criticized U.N. Commission on Human Rights. The United States became a member in 2009.


Fonte: http://en.mercopress.com/2011/03/26/brazil-s-un-vote-on-iran-marks-first-great-difference-between-dilma-and-lula-da-silva

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AN INTERVIEW WITH DILMA ROUSSEFF, BRAZIL'S PRESIDENT-ELECT

By Lally Weymouth (The Washington Post)

Friday, December 3, 2010

IN BRASILIA

Four weeks ago, Brazilians elected their first female president – Dilma Rousseff, the chosen candidate of Luiz Inácio Lula da Silva, Brazil’s popular outgoing president. Rousseff comes to power with an unusual background: she fought in the 1960s underground against the military regime that then ruled Brazil, and she was imprisoned and tortured between 1970 and 1972. She then started in local politics and joined Lula’s government in 2002 as minister of mines and energy, eventually becoming his chief of staff. On dec. 2, in her first lengthy interview since the vote, Rousseff spoke about her plans for the next four years. Excerts:

Vocabulary:
Outgoing president: presidente em fim de mandato, de partida.
Lengthy interview: entrevista longa (mais prolongada)

Does having been a political prisoner give you more sympathy for other political prisoners?

There is no question about that. Due to the fact that I experienced personally the situation of a political prisoner, I have an historical commitment to all those that were or are prisoners just because they expressed their views, their public opinion, their own opinions.

Commitment: compromisso, comprometimento, obrigação.

So, will that affect your policy toward Iran, for example? Why is Brazil supporting a country that allows people to be stoned, that jails journalists?

I believe that it is necessary for us to make a differentiation in [what we mean when we refer to Iran]. I consider [important] the strategy of building peace in the Middle East. What we see in the Middle East is the bankruptcy of a policy – of a war policy. We are talking about Afghanistan and the disaster that was the invasion of Iraq. We did not manage to solve Iraq’s problems. Iraq today is in civil war. Every day soldiers on both sides die. To try to build peace and not to go to war is the best way.

[But] I do not endorse stoning. I do not agree with practices that have medieval characteristics [when it comes] to women. There is no nuance; I will not make any concessions on that matter.

Bankruptcy: falência, bancarrota.

Brazil abstained from voting on the recent U.N. human rights resolution.

I am not the president of Brazil [today], but I would feel unconmfortable as a woman president-elect not to say anything against the stoning. My position will not change when I take office. I do not agree with the way Brazil voted. It's not my position.

Many Americans had sympathy for the Iranian people who rose up in the streets. That's why I wondered if your position on Iran would be any different than that of your current president, who has good relations with the Iranian regime.

President Lula has his own track record. He is a president that advocated for human rights, a president that always advocated for building peace.

Track: trilha, caminho

How do you view Brazil's relationship with the United States? How would you like to see it evolve?

Evolve: desenvolver (-se)

I consider the relationship with the U.S. very important to Brazil. I will try to forge closer ties with the U.S. I had great admiration for the election of President Obama. I believe that the U.S. at that moment showed tremendous capacity to show that it is a great nation, and it surprised the world. It may be very difficult to be able to elect a black president in the U.S. - as it was very difficult to elect a woman president in Brazil.

Forge closer ties: forjar (formar) laços firmes

I believe that the U.S. has a great contribution to give to the world. And above all, I believe that Brazil and the U.S. have to play a role together in the world. For example, we have great potential to work together in Africa, because in Africa we can build a partnership to make available agricultural technologies, biofuel production, humanitarian aid in all fields.

I also believe, in this moment of great instability due to the global crisis, it is fundamental that we should find ways that will guarantee the recovery of the developed counstries' economies because that is fundamental to the stability of the world. None of us in Brazil will be comfortable if the U.S. carries high rates of unemployment. The recovery of the U.S. is important for Brazil because the U.S. has an extraordinary consumer market. Today, the highest trade surplus of the U.S. is with Brazil.

(texto que vamos debater em aula de inglês. Como vou faltar, já estou lendo e vendo vocabulário)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

English class - labor movement

(correções em 12.ago.10)

What are the strengTHS, weaknesses, opportunities and threats to the labor movement?

STRENGTHS

-unity of actions
-a good organization in the workplace (base of workers)
-to have a good communication with the workers

WEAKNESSES

-divisions within the movement
-state institutions are always with the capitalists and the rich (es= NÃO TEM)
-LITTLE CONSCIOUSNESS CLASS (E NÃO=few consciousness of class)

OPPORTUNITIES

-leftist governmentS
-democratic elections
-when the country has economic growth
-when the workers have opportunities to study

THREATS

-opposition, neoliberal government
-to have two or three candidates from popular organizationS to run against one from neoliberal group

Vocabulary:
The presidential race = elections = presidential elections
Challenges = (desafios)
Make a fair copy = (passar a limpo)
Blog = weblog

English class

Sentence:

“the military ruled Brazil during 18 years”

What’s the problem with this sentence?

1-we don’t use here the verb ‘during’. The correct verb is ‘last’ or without verb. We can use the word ‘for’.

2-the period of military government is 1964-1985 – lasted 21 years.

“THE MILITARY RULED BRAZIL FOR 21 YEARS” (duration, how long, much time)

DURING = when

Sentence:

“tough laws just one peril for day laborers”

Vocabulary:

Tough = hard, severe
Peril = danger (dangerous – perilous)
Day laborers = (diaristas)
Vacation = (férias)
Fool tickets = (vale refeição)
Bonus or christmas bonus = (13 salário)

Cultural information:
‘May day’ like our may 1st (in Brazil) doesn’t exist in USA. It’s a communist day.

Morphology and semantic meanings:

AGENT +ER
Trainer
Employer
Interviewer

PATIENT +EE
Trainee
Employee
Interviewee

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pouco tempo para postar... mas, estamos organizando os bancários para o embate com os banqueiros

Não está fácil ler, escrever e postar reflexões por estes dias. O tempo está bem escasso.

Fiz seminário de formação sindical hoje no ABC e viajo de madrugada para Roraima, lá na ponta do norte do país. Volto no sábado à noite.

Estarei fora do ar em termos de mundo virtual.

Education for labor movement

I'm tired for these days, but i'm working a lot to share knowledgement with labor movement about how to strengthen the workers organization in their local jobs to face their bosses and his banks.

That's all!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Questions about Lula administration

English class 6 and 7 (FALTAM AS CORREÇÕES QUE AINDA NÃO PUDE POSTAR)

Questions:

How Lula administration strengthened democracy?

-by increasing the minimum wage in real terms
-by no interfering in liberty of press/media
-by creating tens of conferences in many areas like communication, labor system, education, etc
-by deciding no run for a third term of office, in spite of his level of popular support
-by dialoguing with all sectors of society – rich people, poor people, big owners of industries and lands etc
-by supporting and helping other progressives governs of Latin America.

Outras questões abordadas nas últimas aulas:

Question form and the answer:
Where is Coelho? (V+S)
I don’t know where Coelho is. (S+V)

VOCABULÁRIO:
Reivindicações = claims and demands
We set in motion = put in movement
Audit committee = (algo como ‘conselho fiscal’)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

English class 3, 4, 5

Estudamos um texto nas últimas aulas sobre o governo Lula e o Brasil. Estava em uma revista comercial encartada no Financial Times.

THE NEW BRAZIL / COMMENT

A NATION'S DESTINY

President Luiz Inácio Lula da Silva describes his achievements in reviving a stagnant economy and raising his countrymen from poverty

Vocabulário:
Achievements = realizations
Countrymen = fellow people (conterrâneos)
Raising = elevation
Reviving = (restaurar)

WHEN I LOOK back on my seven years as president of Brazil, i have great reason to be proud of the achievements of my government. In that time, we have returned to growth an economy that had long been stagnant, taken tens of millions of people out of absolute poverty, created more than 14m formal jobs and increased workers' incomes. Today, most Brazilians are members of the middle class. Our internal market has also grown exceptionally, which was crucial in protecting Brazil from the worst effects of the global financial crisis.

Vocabulário:
In that time = during this period
Incomes = (rendimentos)
Income = come in
Input = put in
Output = put out
Income tax = (imposto de renda)
Income and jobs = (emprego e renda)
Internal market = domestic market (é mais comum nos Estados Unidos)
Exceptionally = dramatically (não quer dizer dramático!)

Most Brazilians = generally speaking (a maioria dos brasileiros)

We did this while keeping inflation under control, reducing the ratio of debt to gross domestic product and rebuilding the regulatory functions of the Brazilian state.

Vocabulário:
Por que 'We did this' e não 'We made this'?
É como se Lula respondesse a uma pergunta: What do/did you do?

GDP = PIB
Gross Domestic Product = Produto Interno Bruto
Ratio of debt = a proporção da dívida/ a razão da dívida
Ratio of debt to gross domestic product = a relação dívida/PIB (no Brasil é 37%)

We set in motion a powerful process to improve our infrastructure - in energy, housing and social assets - through the accelerated growth programme. As part of this, we are eliminating the bottlenecks that have affected our competitiveness in the past - what is often called the "Brazil cost".

Vocabulário:
Assets = ativos
Assets and liabilits = ativos e passivos
Accelerated growth programme = PAC - Programa de Aceleração do Crescimento
Bottlenecks = (gargalos)

I am the first president of Brazil without a university degree, yet my government has built the most universities, and ensured they open their doors to hundreds of thousands of young poor people.

Vocabulário:
Yet = tanto pode ser 'ainda' como 'porém' - aqui, porém...
Ensured = to ensure = guarantee/secure... insurance

Sintaxe e morfologia:
Hundreds of thousands
Tens of thousands
Several billions
BUT
14 million (singular)
10 billion (singular)

Brazil has also been able to substantially reduce its vulnerability to external shocks. We are no longer debtors, but have become international creditors. There is no little irony in the fact that the union leader who once shouted "IMF out!" in the streets has become the president who paid off Brazil's debts to the same institution - and ended up lending it $14bn.

Vocabulário:
We are no longer debtors = we are no debtors anymore
There is no little irony = (tá dizendo que é uma grande ironia!)
Union leader = (liderança sindical)
Pay off = (quitar, pagar totalmente)
IMF = FMI

It is particularly satisfying to have led these changes while strengthening democracy. The tough criticism i have faced from the opposition and from sections of the media are testament to the health of Brazil's democracy.

Vocabulário:
Media = mídias (seria a grande mídia aqui no Brasil.
Medium (sg) e Media (pl) MAS no Brasil dizemos MÍDIA com sentido de toda a mídia.

Tough criticism = forte crítica (tough = taff / taff man)

Continua outro dia...

sábado, 10 de julho de 2010

English class 2

(atualizado em 18/7/10)

It was so hard to take my English class last week because the agenda of my job.

I put here what i learned last class.

We made some paragraphs about:

1-personal data:

-my academic studies – accountancy science (NÃO SE USA A PALAVRA SCIENCE PARA CIÊNCIAS CONTÁBEIS)

ACCOUNTANCY OR ACCOUNTING

-i joined the labor movement at 2002 (we say: twenty "O" two)

The text i made at first:

PERSONAL DATA: i was born at 1969 in São Paulo. Live part of my life in MG. Came to SP in 1987. Alone. I'm mariaged. Have one child. A boy with 13 years old.

EDIT: i was born IN 1969 in São Paulo. I LIVED part of my life in MG. I CAME to SP in 1987. Alone. I'm MARRIED. I HAVE one child. A boy 13 years old.

PRONOMES - Pronoun (aqui, personal pronoun)
No verbo em inglês é necessário colocar os pronomes pessoais, ou seja, aqueles que designam as pessoas do discurso.

Em português, é comum elidir o pronome pessoal do caso reto, pois o verbo já indica quem está representado no discurso:

Ex: VIVI parte da minha vida em MG. VIM para SP em 1987. TENHO um garoto de 13 anos.

ERRO COMETIDO:
verbo TO MARRY (TO WED) = "I'm married" e não "mariage"

MARRIAGE = NOUN = quer dizer "casamento".

2-English studies:

where, what, how long… + (plus) academic background and schooling

AT FIRST: I studied english in 1990. Made 2 courses: English Center and CCI. I believe it (the school) hasn't exist anymore. After deal with the language for 3 years, i started to work at Banco do Brasil and so almost don't have contact with the language.

EDIT: I studied english in 1990. I ATTENDED 2 English courses in English Center and CCI. I believe THEY (the SCHOOLS) DON'T EXIST anymore. AFTER DEALING WITH the language for 3 years, i started to work at Banco do Brasil and ALMOST DIDN'T HAVE contact with the language.

MORFOLOGICALLY, we have:

AFTER
-preposition: "the day AFTER tomorrow" = O dia DEPOIS de amanhã.
-conjunction: "AFTER i left MG, i moved to SP" = APÓS deixar (eu) MG, mudei para SP.
-adverb: AFTERWARDS = DEPOIS, MAIS TARDE.

O VERBO EM INGLÊS APÓS A PREPOSIÇÃO VAI SEMPRE NO GERÚNDIO = After a preposition use a gerund form.

E.G.
AFTER finishing my course i...
I'm interested IN learning languages...

VERBO FAZER: CONTEXTOS MAIS COMUNS

TO ATTEND
TO TAKE
TO DO = PROCESS (ACTIVITIES)
TO MAKE = PRODUCT as a result

É MAIS USADO os verbos TAKE e ATTEND em relação a fazer um curso

I ATTENDED 2 ENGLISH COURSES.


3-most important jobs/positions and jobs at our confederation - Contraf-CUT or trade union

AT FIRST: I started work at union movement. I joined the labor movement since 2002. Joined at trade union of workers of bank. Nowadays i'm secretary of formation at Contraf-CUT. Before THAT i was secretary of comunications at Contraf-CUT.

Study: I STUDIED accounting, and now i'm studying to obtein another degree in portuguese and spanish language.

EDIT: I started work at THE union movement IN 2002. I joined the labor movement since 2002.

SECRETARY OF EDUCATION e não "formation".

SKILLS, CAPACITY BUILDING, TRAINING, EDUCATION

TRAINING em inglês não tem sentido "pejorativo" como pode parecer em português para o movimento sindical

VOCABULARY:

Um mandato de 3 anos = A TERM OF 3 YEARS / A 3 YEARS TERM
MERRY não confundir com MARRIED/MARRIAGE
MERRY = alegre, divertido, agradavel etc

NÃO ESQUECER OS FALSOS COGNATOS (false cognate):

FRASE em inglês é "SENTENCE"

"PHRASE" é "LOCUÇÃO"
PHRASAL VERB = LOCUÇÃO VERBAL

AT 2 pm...
IN july...
IN 1979...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

English class 1

(Atualizado em 18/7/10)


Today we had our first english class in group at my local job.

Some words are very important for us:

WORKERS – TRADE UNION – UNIONIST – FEDERATION – CONFEDERATION

ATTENTION!!
“Central” = it's not a word used in English language. USE CONFEDERATION or FEDERATION

WHO ARE WE?
I’m a unionist. I represent my colleagues that work in banks or something like that.

BANK WORKERS TRADE UNION = it’s the house of workers of bank – SEEB SP

Our teacher is not a unionist, but he is unionized at Sinpro SP

(TEACHER TOLD ME: "I'm not unionised because i own a microcompany now")

PROGRESSIVE PERSON, PEOPLE = people like us

SOCIALIST
GUF – GLOBAL UNION FEDERATION
LABOR MOVEMENT
ITUC – INTERNATIONAL TRADE UNION CONFEDERATION
= CSI Confederación Sindical Internacional (in spanish)

Dialogue:
My partner and I had a conversation about three reasons for Brazilian people TO vote in Dilma Roussef. Why Dilma is bound (almost certainly) to be elected?

We talked about the reasons and concluded that:

- income distribution – to share the wealth of country is very important. We have to bring together other 20 millions (of) people that live with less than ¼ (a quarter) of minimum wage. ("wealth" like The wealth of nations – Adam Smith);

CORRECT WAY: 20 MILLION PEOPLE, 2 MILLION PEOPLE, 10 BILLION... ( é no singular)

20, 34 (NUMBER + PLURAL = SINGULAR)

BUT:

TENS OF THOUSANDS
HUNDREDS OF MILLIONS
SEVERAL BILLIONS

- the continuity of Lula’s government program;

-the important debate about the size of state, I mean, a state with more public employees and more (assistance) SOCIAL programs etc. The opposition way of (manager) MANAGEMENT believes in competency and bullshit like that…

We made some paragraphs about:
1-personal data:
-my academic studies – (accountancy science) ACCOUNTING OR ACCOUNTANCY

I'M AN ACCOUNTANT - I STUDIED ACCOUNTING - I STUDIED ACCOUNTANCY

-i joined the labor movement at 2002 (we say: twenty "O" two)
2-english studies: where, what, how long… +(plus) academic background and schooling
3-most important jobs/positions and jobs at our confederation - Contraf-CUT or trade union

Vocabulary:
Gathering = assembleia, reunião etc = ASSEMBLY, GENERAL ASSEMBLY, MEETING
Brings together = algo como incluir
william@contrafcut.org.br we say (William AT contrafcut DOT org DOT br)

dot = ponto INTER-SENTENTIAL - PERIOD/STOP , : ; . ? ! etc

MATHEMATICS: 1 dividido por 2 = 0.5 ( "O"POINT FIVE), 1.5 etc

Dot is not the same that “comma” or “point” (fraction)

COMMA (diferente de COMA = sleeping for a long time)

SUFIXOS: ER / OR

WORK ER
PROFESS OR
TEACH ER
GOVERN OR
PLAY ER

Dot com bubble (bolha aqui é o mundo da internet)

Income distribution = distribuição de renda

"Phrase" is not the same (of) AS "sentence" (we have "modal phrases")

PHRASE = "LOCUÇÃO"

10,000,000

quinta-feira, 4 de março de 2010

Setting forth - Eddie Vedder (interpretação)


Estou relembrando o meu inglês, que deixei de usar há bastante tempo. Uma boa maneira de estudá-lo é com música, pois na adolescência isso foi decisivo para conhecer esta língua.

As músicas da trilha sonora do filme Na Natureza Selvagem - Into the Wild - que conta a história do jovem Chris McCandless - me tocaram profundamente. Na época, vi o filme, li o livro e ouvi o cd dezenas de vezes.

As letras têm ligação íntima com a história.



Aqui não faço uma tradução; faço a minha interpretação livre.


Setting forth
(cenário, ambiente: adiante... pra longe)

Be it no concern
estar só, sem inquietações, sem âncoras...
Point of no return
o contexto: sem volta...
Go foward in reverse
avançar, ir rumo ao avesso, ao contrário (da sociedade)

This i will recall
é disto que estou falando: ir ao princípio, ao começo
Everytime i fall
E toda vez... eu me deixo cair...

Ahh - oohhh
Setting forth in the Universe
indo adiante... into the wild (e no meu mundo)

Out here, realigned
aqui (fora daquele mundo urbano) estou realinhado
A planet out of sight
um mundo fora da vista (do bicho urbano)

Nature drunk and high
natureza incontrolável e avassaladora...
Ahh - oohhh