quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Lendo a biografia de Santos Dumont (2)



Refeição Cultural

"Em Ribeirão Preto encontrou o que desejava: a fazenda Arindeúva, de José Bento Junqueira. Comprou-a e logo se instalou no novo lar com toda a família, oitenta escravos e trezentos contos em dinheiro, uma fortuna naquela época."


Seguindo no livro sobre Santos Dumont, vemos que seu pai era um grande cafeicultor de São Paulo, ele possuía 500 mil pés de café, nos conta o biógrafo Fernando Jorge.

O menino Alberto aos seis anos de idade tinha um pajem chamado Flávio Aurélio Costa e Silva, um rapaz negro filho de escravos do vizinho. 

Essa era a realidade do Brasil, é a nossa história...

Júlio Verne

O garoto Alberto Santos Dumont era fascinado pelos livros de ficção científica do escritor Júlio Verne.

"(...) tinha no fascinante Júlio Verne o seu autor favorito, em cujas concepções arrojadas ele enxergava, sem alimentar a menor dúvida, 'a mecânica e a ciência do porvir', quando o homem, apenas guiado pelo seu gênio, haveria de se transformar num 'semideus'..."

Comentário: de Júlio Verne, eu só li "A volta ao mundo em 80 dias". Tenho vários livros dele em casa, ainda por serem lidos.

Um livro de Júlio Verne chamava muito a atenção do menino Alberto: "Robur, o conquistador", no qual o aparelho "Albatroz" voava pelos céus feito um navio dos ares.

Um invento da época revolucionou as brincadeiras de crianças e os transportes dos adultos: a bicicleta.

"Só em 1879, quando Alberto contava seis anos de idade, é que surgiu a primeira bicicleta, mais ou menos como nós a conhecemos hoje..."

O garoto insistiu até que conseguisse ganhar sua bicicleta aqui no Brasil.

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Comentário final 

Talvez valha a pena perguntar ao meu pai se ele se lembra desse fascínio de Santos Dumont pelos romances de ficção científica de Júlio Verne. 

O menino transformaria em realidade o aparelho Albatroz, mais pesado que o ar, com hélices, voando pelos céus do mundo.

É isso. Sigamos lendo e atuando conscientemente na política para que realidades como as da família de Santos Dumont e da elite brasileira, a casa-grande, não voltem, com os ricos tendo dezenas e dezenas de escravos...

Por isso voto em partidos e pessoas progressistas e de esquerda e não reacionários e conservadores, que querem a miséria do povo e o privilégio dos ricos de volta como no passado da escravidão. 

Em SP, estou com Luna Zarattini 1302, Marcolino 13310, Marina 180, Simone 400, Haddad 13 e Lula 13.

William 

27/08/26

William 

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