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domingo, 14 de julho de 2024

Cedoc do Refeitório Cultural (4)



Refeição Cultural

Estou organizando meus materiais de cultura: coleção de livros, revistas, mídias audiovisuais e outras fontes de informação que fui adquirindo por ter interesse nos temas e que tanto posso ter utilizado como também nunca ter conseguido desfrutar do material.

Muitas das mídias audiovisuais adquiri sabendo que não conseguiria ver no momento da aquisição. Elas seriam úteis caso eu precisasse de material sobre determinado tema.

A Coleção História Viva, distribuída no Brasil pela Duetto, é um desses casos de materiais que nunca assisti. Vendo neste momento do viver os 12 DVDs, agora que não estou vendendo meu corpo e minhas horas de trabalho para algum capitalista ou governo, diria que tenho um material excepcional sobre a história do mundo.

Ao ver cada episódio do documentário sobre os "Grandes dias do século XX", acabei aproveitando e escrevendo algum comentário ou impressão sobre o que vi.

Segue abaixo o tema tratado em cada DVD e um link com o texto que fiz no blog. Antes, transcrevo o cabeçalho de apresentação dos DVDs.

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"Mais completa série de documentários sobre a história contemporânea já lançada em DVD, a coleção "Grandes dias do século XX" apresenta a crônica da Era dos Extremos em 12 volumes. Todos os episódios mesclam rigorosa pesquisa histórica com as mais modernas técnicas de edição. Narrativas claras, recursos sonoros sofisticados e imagens raras de época tornam a coleção uma rica memória visual do nosso tempo."

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GRANDES DIAS DO SÉCULO XX

- Episódio 1: Primeira Guerra Mundial (comentário aqui)

- Episódio 2: Revolução Russa (comentário aqui)

- Episódio 3: Ditadores - Ascensão do fascismo (comentário aqui)

- Episódio 4: Guerra Civil Espanhola - Prelúdio da tragédia (comentário aqui)

- Episódio 5: Segunda Guerra Mundial - Partes 1 e 2 (comentário aqui)

- Episódio 6: Segunda Guerra Mundial - Parte 3 & Dia D - O desembarque aliado na França (comentário aqui)

- Episódio 7: Êxodo - Nascimento de Israel (comentário aqui)

- Episódio 8: Gandhi - Fim de um império (comentário aqui)

- Episódio 9: Budapeste - Comunismo com tanques (comentário aqui)

- Episódio 10: De Gaulle - A França no mundo (comentário aqui)

- Episódio 11: Extremo Oriente - Últimos imperadores (comentário aqui)

- Episódio 12: Kennedy - Sonho Americano (comentário aqui)

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Seguimos organizando o cedoc do Refeitório Cultural enquanto estudamos e adquirimos novos conhecimentos.

William 


Post Scriptum: a postagem anterior sobre o cedoc pode ser lida aqui.


Diários e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 14 de julho de 2024. Tarde de domingo.


KENNEDY - SONHO AMERICANO

Com esse documentário, termino as sessões com os 12 DVDs da Coleção História Viva, da série "Grandes dias do século XX", uma produção audiovisual dos anos oitenta, comercializada no Brasil pela Duetto.

Foram aproximadamente 13 horas de documentários com imagens de época abordando momentos que marcaram a história da sociedade humana no último século. A qualidade do material é excelente.

Para mim, o material audiovisual é muito bom para ser visto após o estudo aprofundado de cada um dos temas abrangidos. Por exemplo, após ler um ou vários livros sobre alguma das guerras tratadas nos episódios, ver o documentário ilustraria de forma complementar o estudo feito com livros.

Excelente material. Fará parte de meu centro de documentação, meu cedoc do Refeitório Cultural.

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Sinopse:

O século XX testemunhou a ascensão política e econômica dos EUA, reforçada durante e após a Segunda Guerra Mundial. Como defensor da democracia e do capitalismo, o país imprimiu seu ritmo ao mundo graças também a seus presidentes, seja por meio das realizações inspiradoras de Franklin Delano Roosevelt, seja pelo carisma e talento de John F. Kennedy. A curta presidência de Kennedy traduziu o momento brilhante pelo qual a América passava, em anos marcados por muito idealismo, entusiasmo, elegância, cultura e poder. Sua morte fortaleceu ainda mais o mito americano.

O episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O início", "O sonho americano", "Roosevelt" e "O fim de Kennedy".

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Cena do documentário "Kennedy - Sonho Americano",
da Coleção História Viva, Grandes dias do século XX.

OS ESTADOS UNIDOS NUNCA SERÃO EXEMPLO DE DEMOCRACIA: JÁ NASCERAM COMO PLUTOCRACIA E NÃO VEJO CHANCES DE UMA DEMOCRACIA EXISTIR LÁ ALGUM DIA

Eu separei uma imagem de uma pessoa norte-americana de dezenas de anos atrás porque achei que ela poderia ter sido feita hoje lá nos Estados Unidos. A expressão de ira da cidadã de uns setenta anos atrás não é diferente de uma expressão de ira dos norte-americanos hoje, um país dividido e à beira de uma guerra civil.

Nesta semana, tivemos um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América - Trump -, sofrendo um ataque a tiros em um comício. Ele está bem, segundo as informações dos noticiários. A plutocracia dos norte-americanos terá como novo governante Biden ou Trump, um ou outro, o outro ou o um... entendem?

Um foi acusado de ser o promotor da tentativa de golpe de Estado, invasão do Capitólio etc por não aceitar o resultado das eleições passadas. É acusado de um monte de coisas - não pagar impostos, questões sexuais, traição etc. Já foi condenado em um dos estados do país. Mas pode concorrer normalmente, pode ser eleito e presidir o país sendo um condenado.

O outro é o atual presidente. Ele tem recebido diversos pedidos para se retirar do processo eleitoral por suspeitas de estar com alguma doença degenerativa ou cognitiva. Disse dias atrás que só abandona o processo eleitoral se deus pedir isso a ele. 

São assim as eleições nos Estados Unidos da América.

Imagino que deva ser difícil para um cidadão norte-americano ter que escolher entre um Trump ou um Biden, sabendo que o país já teve alguém como Franklin D. Roosevelt...

Para quem estuda um pouco de história, sabemos que aquele país é responsável por grande parte das guerras que o mundo sofreu nos últimos duzentos anos. Os caras têm milhares de ogivas nucleares e, no momento, estão promovendo diversas desestabilizações de governos e países no mundo porque sua hegemonia está em risco.

As coisas não vão acabar bem para nós no mundo, se todos os desejos daquela plutocracia se realizarem...

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 14 de julho de 2024. Domingo. 


EXTREMO ORIENTE - ÚLTIMOS IMPERADORES 

A história da caminhada da espécie animal homo sapiens é uma história de violência mesclada com solidariedade em gestos individuais. É a impressão que tenho ao estudar a história. Temos em cada ser humano o melhor e o pior de nossa espécie. Um humano é a miniatura da própria natureza física. Somos a possibilidade para coisas extraordinárias, e somos também semente das maiores barbaridades.

Ao assistir aos documentários da Coleção História Viva, com imagens de época em cada tema abordado, imagens do início do século passado, passei dias pensando na nossa caminhada humana até o momento em que estamos. Eu diria que não me surpreendo com a atual conjuntura olhando para trás.

Este foi o penúltimo episódio da coleção. Essas preciosidades ficaram guardadas nos meus amontoados de mídia por um longo tempo. Por sorte a pátina do tempo não deteriorou o material e ainda pude vê-lo. O tempo muda tudo, mas o tempo para esse material andou devagar, felizmente.

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Sinopse:

Os dois milenares e tradicionais impérios do Oriente, China e Japão, enfrentaram mudanças políticas radicais no século XX. Guerreando entre si por anos, experimentaram perdas de toda ordem. Não bastasse, o Japão entrou em choque com democracias capitalistas na Segunda Guerra Mundial. Já a China, se viu confrontada com o comunismo, a que aderiu mais tarde. Para as populações de ambos os países, mudar era um imperativo da história. Ou os orientais aprendiam a fazer concessões e a conviver com novos regimes, ou seu fim seria melancólico - como, de fato, foi para extensas linhagens, representantes da nobreza de tempos que jamais retornariam.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O Japão e a China", "Os domínios da China", "A República Popular da China" e "Mao deixa a presidência".

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CENAS DANTESCAS DE VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA DOS HOMENS NAS GUERRAS 

Os japoneses massacraram chineses em 1937 na guerra de invasão... estamos falando de colonialismo. Dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos assassinadas a sangue frio na Batalha de Nanquim. Milhares de estupros. Um horror!

Um tempo depois, os japoneses parceiros dos nazistas e fascistas (o Eixo) são massacrados pelos norte-americanos e ingleses, os aliados. Os EUA lançaram duas bombas atômicas matando quase meio milhão de japoneses e lançaram Napalm em Tóquio, matando novamente centenas de milhares de pessoas. Assim são as guerras... 

Mao Tsé-Tung e os comunistas venceram a guerra civil na China: Chiang Kai-Shek foge para Taiwan. Depois de unir o país, os chineses atuam para libertar os coreanos dos japoneses invasores. Guerra civil na Coreia. Com intervenção de comunistas e capitalistas, coreanos se dividem em Norte e Sul. O saldo em vidas perdidas foi alto: dois milhões de mortes. 

Um tempo depois, para combater o comunismo na Ásia, os Estados Unidos que massacraram os japoneses, mudam a estratégia e voltam a dar poderes ao imperador derrotado Hirohito. O Japão será o grande aliado dos capitalistas norte-americanos para combater chineses e coreanos ao Norte. 

Lá nos anos setenta (fevereiro de 1972), por diferenças entre URSS e China, Mao Tsé-Tung refaz relações diplomáticas e comerciais com norte-americanos e japoneses. Socialismo e capitalismo se juntam por interesses políticos e econômicos. 

Violência e hipocrisia... talvez os principais atributos da espécie humana.

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SEM DETERMINISMOS, SEGUIR ESTUDANDO E FAZENDO HISTÓRIA

Estamos aqui, sou uma unidade dessa espécie contraditória, perversa e destruidora e ao mesmo tempo solidária, criativa, com esperanças no amanhã. Por ser inteligente não posso ser determinista. Sei que somos seres históricos. 

Então, é seguir estudando, compartilhando conhecimento de forma gratuita e fazendo história.

William


sábado, 13 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de julho de 2024. Sábado.


DE GAULLE - A FRANÇA NO MUNDO

Na sexta-feira não consegui ver um episódio da série "Grandes dias do século XX". Ao ver este sobre Charles De Gaulle e a história da França no século passado, eu fiquei pensando o quanto a gente não sabe nada de história. 

Essa nossa ignorância sobre a história do mundo facilita muito a vida da extrema-direita fascista, que atua para desinformar as pessoas e recontar a história com narrativas mentirosas e absurdas. No Brasil, somos todos em geral vítimas de sistemas de educação feitos para não educar as pessoas.

Ao me politizar e me tornar representante eleito da classe trabalhadora no início dos anos dois mil, fui percebendo que uma das minhas tarefas enquanto liderança de um segmento de pessoas era estudar muito sobre a história do Brasil e da classe trabalhadora, sobre quem nós éramos e atuar diariamente para dar noções sobre as coisas para os meus colegas de classe. Noções.

Vivemos num mundo de pessoas sem noções. Não é por maldade ou vontade delas. Ao se mudar a cultura estabelecendo um novo aculturamento sem referências, sem limites, numa total anomia na vida social, as pessoas passam a não ter noção de nada. Vivemos uma desordem social e mundial.

A realidade material e a vida cotidiana impõem às massas uma agenda de consumo de temas focados em prazeres físicos e psicológicos imediatos. Coisas para capturar os desejos das pessoas. No capitalismo isso se intensificou de forma extraordinária. 

Por isso a imprensa tradicional era chamada de 4º poder (talvez fosse o 1º) e por isso as empresas de plataformas digitais conhecidas como big techs são as donas dos desejos e das almas dos bilhões de humanos hoje.

A vida em sociedade é dominada por quem define a pauta e a agenda da comunidade. Já era assim localmente sem a tecnologia de comunicação global (internet), imaginem agora que plataformas como o Google, o Facebook ou o Instagram conseguem invisibilizar um tema importante para a classe trabalhadora e colocar na agenda uma nulidade qualquer que pautará o que todos vão se interessar por horas ou dias ininterruptamente... 

Com essa realidade atual, tenho a impressão que a história (como ciência) e a cultura estão num momento ruim da história humana. Com a pós-verdade, o que será verdade no presente e futuro?  

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Sinopse:

Depois de liderar a resistência francesa contra os invasores nazistas na Segunda Guerra Mundial, Charles De Gaulle desponta como líder do governo provisório com grande popularidade. Era o primeiro passo da trajetória política do homem que se tornaria um dos grandes estadistas do século XX. Com uma gestão forte, nacionalista e conservadora, ele reergueu a economia de seu país e restabeleceu o poder político da França na Europa. Seu legado permanece vivo e sua história se tornou patrimônio do pensamento político contemporâneo.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "A trajetória de Charles de Gaulle", "A tragédia argelina", "Europa" e "O direito dos povos".

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SERÁ QUE A FRANÇA DE DE GAULLE NÃO TERIA VERGONHA DA FRANÇA DE MACRON

O episódio sobre a França e De Gaulle foi de descobertas e curiosidades, foi de preencher lacunas culturais, um verdadeiro momento de "refeição cultural" como se pretende o blog.

Apesar de ter noções de história geral, do Brasil, e da classe trabalhadora brasileira, o episódio foi de muitas informações novas.

Conferência de Yalta (Crimeia)

Muito interessante: o episódio começa com cenas da Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stálin, representantes do Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. 

O narrador diz que o insulto jamais será esquecido. De Gaulle (França) não foi convidado para a conferência que poria fim à 2ª Guerra Mundial.

Fatos históricos importantes são citados no episódio: criação da OTAN; Pacto de Varsóvia; a data de referência do documentário é 1° de junho de 1958, De Gaulle volta ao cenário político da França após anos de retiro e silêncio; De Gaulle vira o 1° presidente da Quinta República. 

Descolonização 

Após os conflitos na Argélia, De Gaulle teve de lidar com as lutas de emancipação das colônias francesas. Político experiente, a solução menos sangrenta foi realizar disputas ideológicas através de referendos. 

Enfim, muito conhecimento novo. O documentário serviu para me lembrar da questão das noções. Percebi que não sei quase nada. Só um estudo dedicado me faria conhecer melhor a história da França. 

Hoje, aos 55 anos de idade, tenho algumas noções sobre a França e os franceses. Tenho algumas noções de história e geografia. Noções. 

Fico pensando se os franceses da geração de De Gaulle não teriam vergonha desse golpe mequetrefe que Macron aplicou no povo francês nesta semana que passou, ao não reconhecer sua derrota e de seu partido Juntos nas eleições legislativas nas quais as forças reunidas na agremiação de forças progressistas Nova Frente Popular fizeram a maioria de 182 cadeiras no parlamento, vencendo a extrema-direita de Marine Le Pen. Macron foi um cara de pau ao não reconhecer a derrota e acatar o voto popular.

Sigamos tentando aprender algo novo todos os dias. 

William 


quinta-feira, 11 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 11 de julho de 2024. Quinta-feira.


BUDAPESTE - COMUNISMO COM TANQUES

Vou caminhando para os últimos episódios da série "Grandes dias do século XX", a Coleção História Viva que tenho guardada comigo há muito tempo, sem eu nunca ter reservado um tempo para assistir aos 12 DVDs. 

Como digo em minhas reflexões, sendo apreciador de história e cultura desde jovem adulto, fui adquirindo materiais de estudo por desejo de saber e nunca tive tempo suficiente para apreciar os materiais que tinha em casa.

Não sou inocente hoje como talvez tenha sido antes de ter a oportunidade de me politizar como membro da classe trabalhadora sindicalizado e depois como militante nas lutas por direitos. Toda fonte de informação tem um viés, um ponto de vista, uma preferência política e ideológica no mundo humano. Esse material que estou vendo não é diferente.

Este episódio 9 deixa claro o viés da produção do audiovisual, um viés contra o comunismo e as experiências reais de socialismo que o mundo vivenciou no século XX. Não é por isso que eu, como um cidadão de esquerda, vou deixar de assistir e avaliar o material.

Sigo com a opinião que a qualidade da coleção é muito boa e as imagens que esses documentários reuniram são extraordinárias. Que interessante ter em casa uma coletânea dessas!

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Sinopse:

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o redesenho da Europa na Conferência de Yalta, o comunismo se estabeleceu na Hungria. A dureza do regime, porém, criou uma onda de descontentamento, que se materializou em uma insurreição, iniciada em 23 de outubro de 1956, em Budapeste. A URSS já não estava sob o comando de Stálin, morto em 1953. Mas o stalinismo ainda estava suficientemente entranhado no aparelho repressivo soviético para massacrar o movimento civil. A semente da liberdade, porém, havia sido plantada. Não demoraria para que Tchecoslováquia e Polônia também desafiassem Moscou, num claro sinal de que, cedo ou tarde, a Cortina de Ferro se abriria.

O episódio 9 se divide nos seguintes capítulos: "Josef Stálin", "Gomulka", "Sputnik" e "Dubcek".

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CAPITALISMO COM TANQUES

Vi com atenção o documentário sobre os países citados neste episódio dos "Grandes dias do século XX". O foco no stalinismo e na União Soviética e à "falta de liberdades" do lado contrário ao capitalismo etc. Pois é!

Será que tem uma série com o foco no "capitalismo com tanques"? Os Estados Unidos da América são os responsáveis por dezenas de guerras cruentas e mortíferas ao longo do século XX e no quarto de século atual, usando a desculpa da "liberdade" para tomar posse das riquezas dos países dos outros em benefícios deles próprios. Pois é!

Só a título de exemplo, na mesma época abrangida pelo episódio, abordando Hungria, Tchecoslováquia e Polônia em "busca de liberdade", temos no mundo o Vietnã em busca de liberdade e sendo massacrado pelas bombas dos Estados Unidos para implantar lá o capitalismo. E aí?

Tenho minha opinião e algumas impressões sobre a história da sociedade humana. E uma de minhas certezas é a de que o mundo não ficou melhor para a classe trabalhadora com o fim da URSS e com a supremacia única do capitalismo violento de estado dos Estados Unidos. Ficou bem pior a vida do povo no mundo com o domínio do 1% de poderosos capitalistas fdp sem limites para seus abusos contra a humanidade.

Com a experiência de vida que tenho hoje, como uma pessoa da classe trabalhadora do final do século XX e das primeiras décadas do século XXI, do período mundial conhecido por ter deixado de ser bipolar - Estados Unidos e União Soviética ou de dois modelos sociais: capitalismo e socialismo - e ter se tornado unipolar, só os norte-americanos mandando no mundo, vejo que a humanidade caminha a passos largos para o fim. E isso é culpa do capitalismo, isso é culpa em grande parte dos governos dos EUA.

Se quisermos ter uma chance como espécie de podermos ver sobre a história do século XXI e XXII lá no século XXIII, teremos que derrotar o capitalismo neoliberal e o imperialismo de uns poucos fdp decidindo destruir o planeta e a vida na terra para atender alguns desejos pessoais dessa gente egoísta, bárbara e perigosa.

É o que penso.

William


quarta-feira, 10 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 10 de julho de 2024. Noite de quarta-feira.


GANDHI - FIM DE UM IMPÉRIO

Vendo o 8º episódio da série "Grandes dias do século XX", da Coleção História Viva, fiquei pensando o quanto não sabemos nada do mundo, o quanto somos ignorantes a respeito de quase tudo. Não sabemos nada! E, mesmo assim, somos a espécie mais arrogante do planeta (talvez do universo, se houver vida lá fora).

A cada DVD com imagens de época, da primeira metade do século XX, mais admirado fico da qualidade e importância desse material audiovisual que tenho em casa. Se tivéssemos milhares de pessoas interessadas em conhecer a história igual temos milhões de pessoas interessadas em nonadas, poderíamos salvar a humanidade.

Que sei eu dos chineses e dos indianos? Que sabemos nós aqui do Brasil e das Américas sobre os mais de 4 bilhões de seres humanos que vivem na Índia e na China? Não sabemos nada sobre a metade da população mundial que habita esses dois espaços geográficos do nosso único e velho mundo. Não sabemos nada!

E quando vejo um documentário de pouco mais de cinquenta minutos e percebo o quanto sou ignorante sobre a Índia e seu povo, fico imaginando as demais pessoas do meu mundo, o Brasil, o quanto devem saber sobre esse povo e país... Eu não me considero um total ignorante, pois me esforço para ler e estudar história e geografia há décadas e, mesmo assim, vi que não sei nada. 

Imaginem vocês a enorme massa de gente que não sabe, não quer saber e que tem raiva de quem sabe alguma coisa sobre história e ciência... como se percebe na realidade material do mundo atual no qual se chega mais desinformação (fake news) do que informação para as pessoas e um mundo no qual se incentiva a total alienação e onde predomina a cultura da ignorância.

Sei não, acho que estamos lascados...

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Sinopse:

No começo do século XX, a Índia, uma das colônias britânicas mais relevantes para sua majestade, vivia uma fase de crescente insatisfação com a arrogante presença inglesa no país. Em meio a essa efervescência surgiu Mohandas Karamchand Gandhi ou, como seria imortalizado posteriormente, Mahatma Gandhi, um homem franzino que desafiou um império com desobediência civil e não-cooperação pacífica. Foram anos de jejuns, marchas e manifestações desconcertantes. O mundo nunca tinha visto um movimento assim...

O documentário se divide nos seguintes capítulos: "Império Britânico", "Boicote", "Paquistão" e "A independência".

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Gandhi venceu um império, mas
não venceu a violência.

UM PACIFISTA QUE VENCEU UM IMPÉRIO, MAS NÃO VENCEU A GUERRA E A VIOLÊNCIA

Pelo documentário sobre Gandhi, vi uma parte da história do mundo dos últimos séculos para cá. A Índia foi colônia do império britânico por mais de trezentos anos. Estamos falando de séculos de dominação europeia sobre a maior parte do mundo: continentes americano, asiático e africano.

O episódio 8 da Coleção foi um dos mais complicados de se ver até agora porque eu não conhecia muitas das informações histórias que havia ali a respeito da Índia. E olha que eu sempre gostei de história.

Em resumo, temos o seguinte: sua majestade estava levando a vida numa boa, explorando sua maior colônia. Os ingleses levavam as matérias-primas, tipo algodão, e especiarias para a Inglaterra e vendiam para o povo indiano as mercadorias manufaturadas na metrópole e umas 100 vezes mais caras do que a matéria-prima.

A Índia era um mundo milenar e de cultura muito diversa se pensarmos a cultura europeia. Havia cerca de 170 línguas e centenas de dialetos, um sistema com 5 castas e milhares de subcastas e centenas de reinados locais com marajás poderosos em cada um deles e milhões de pessoas miseráveis divididas pelas crenças: uma maioria de religião hindu (uns 80%), uma parte de religião islâmica (uns 15%), e uma parte menor de cristãos e outras matrizes.

BOICOTE - Gandhi liderou duas campanhas importantes pela independência do país. Conduziu seu povo a não comprar as roupas manufaturas na Inglaterra, incentivando o povo a fazer seu próprio tecido, o símbolo dessa luta era a roda de fiar. E fez o mesmo em relação ao sal, ensinando o povo a fabricar seu próprio sal. É famosa a Marcha do Sal.

Gandhi foi preso várias vezes pelo governo inglês, chegando a ficar mais de 6 anos na prisão. E é muito conhecido por fazer greves de fome como forma de protesto e luta.

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INDEPENDÊNCIA DA ÍNDIA E GUERRA CIVIL

Após décadas de lutas pela independência de seu país, Gandhi viu seu povo se matar em uma sangrenta guerra civil opondo hindus e muçulmanos, e o povo indiano se dividiu, ficando os hindus no território indiano e os muçulmanos no Paquistão.

Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948 por um hindu insatisfeito com a política liderada por ele.

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COMENTÁRIO FINAL

As cenas finais do documentário, do povo indiano se matando numa sangrenta guerra civil, por ódio e intolerância entre hindus e muçulmanos me deixou deprimido.

O ontem e o hoje têm a mesma característica do que nós somos, um bando de animais ferozes e nada racionais. O ódio vem prevalecendo há anos, há séculos... há milênios.

Se me perguntarem qual a tendência de prevalência neste momento da história humana, dia 10 de julho de 2024 do século XXI, é evidente que a resposta que gostaria de dar seria de prevalência da paz e da solução pacífica das controvérsias.

Mas não é essa a resposta da leitura a partir da razão. Está prevalecendo a violência, a intolerância e a eliminação da alteridade como solução das controvérsias.

Acho que estamos lascados...

William


terça-feira, 9 de julho de 2024

Diário e reflexões (2)



Refeição Cultural 

Osasco, 9 de julho de 2024. Tarde chuvosa de terça-feira. Feriado em SP.


ÊXODO - NASCIMENTO DE ISRAEL

Ver um documentário produzido em meados dos anos oitenta (1984) sobre uma questão tão atual quatro décadas depois, a questão entre judeus e palestinos, só reforça a importância de se estudar história geral a qualquer época nas sociedades humanas. Para compreender minimamente as causas dos conflitos na disputa pelo território da Palestina é preciso estudar e estudar em materiais com alguma confiabilidade nas fontes.

Neste momento, o exército sionista do Estado de Israel segue bombardeando e matando civis palestinos na Faixa de Gaza, ação que vem realizando desde outubro de 2023, e a consequência prática neste quase um ano de bombardeio e assassinato do povo palestino é a realização antiga da tomada do território da Palestina por parte dos israelenses. É um processo de expulsão de milhões de pessoas que ali existiram por séculos.

É complicado! No documentário, vemos a história do antissemitismo que por séculos perseguiu de diversas formas o povo judeu no continente europeu e asiático. Aí vemos durante a ascensão do nazismo as consequências da política antissemita de Adolf Hitler e os campos de concentração na Alemanha do 3º Reich.

E agora, décadas depois da 2ª Guerra Mundial, vemos as vítimas do nazismo massacrando mulheres e crianças e civis num território semelhante a um campo de concentração de dois milhões de pessoas - a Faixa de Gaza - sem dó nem piedade do povo árabe palestino, como se as pessoas não fossem humanas...

Que merda, isso! Eu fico me perguntando se ainda temos jeito enquanto espécie autodenominada homo sapiens. Tenho minhas dúvidas.

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Sinopse:

O Holocausto na Segunda Guerra Mundial apressou a realização do que havia décadas era uma utopia do povo judeu, o retorno à terra santa. Duas ondas migratórias antecederam o chamado grande êxodo, a partir de 1945, quando levas de sobreviventes do nazismo se estabeleceram na Palestina. Com o fato consumado, o plano de divisão do território entre árabes e judeus foi aprovado pela ONU em 1947. O Estado de Israel foi criado em 1948, e a decisão fez eclodir uma guerra com países da Liga Árabe. A região jamais encontrou o caminho da paz.

O documentário está dividido nos seguintes capítulos: "Palestina", "Kibbutzim", "Os refugiados" e "Invasão árabe".

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FANATISMO RELIGIOSO E GUERRAS, UMA RELAÇÃO ANTIGA NA HISTÓRIA HUMANA

Eu estou há dias tentando finalizar um artigo de contribuição para um livro coletivo sobre democracia e a dificuldade de concluir o texto é porque eu tenho a impressão que não há mais possibilidades de termos democracia nas sociedades humanas do século XXI. Nem mesmo as "democracias" que chegamos a conhecer na história, cheias de defeitos e de pouca gente representada na realidade das experiências onde elas se deram, a base da pirâmide social poucas vezes se viu representada de verdade nas "democracias" liberais ocidentais.

Todos os documentários que assisti até agora da coleção "Grandes dias do século XX" têm guerras e formas de crenças religiosas como temas principais ou como panos de fundos para algum conflito social entre grupos humanos que pensam de forma divergente e que se odeiam a ponto de apostarem todas as suas energias na eliminação um do outro.

As questões de visões de mundo por parte de grupos humanos passam necessariamente por abstrações e ideias abstratas criadas pela mente da espécie animal homo sapiens, tanto as abstrações místicas como as religiões quanto as abstrações inventadas por nós, chamadas de nacionalismo, capitalismo, dinheiro, mercado e outras invenções do cérebro humano para dar sentido e pertencimento aos indivíduos da espécie e organizar o mundo material onde estamos.

Enfim, eu sigo estudando história e processos históricos que envolvem a nossa espécie tida na teoria como racional, mas que na prática é marcada por ações estúpidas e autodestrutivas ao longo de sua história neste habitat onde convivemos com espécies que coabitam aqui há milhões de anos.

Pergunto: alguém consegue nos imaginar aqui no planeta no ano 2124? Um século não é nada quando olhamos a história, nada! Olhem o momento atual da humanidade, as perspectivas e me digam se está fácil imaginar a gente no planeta logo ali cem anos adiante...

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 9 de julho de 2024. Início de madrugada de terça-feira.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARTE 3 & DIA D, O DESEMBARQUE ALIADO NA FRANÇA

Nesta segunda-feira, vi o 6º documentário da Coleção História Viva, "Grandes dias do século XX".

Enquanto assistia ao enfrentamento do nazismo e fascismo pelos aliados nos anos quarenta no documentário - unindo Stálin, Roosevelt e Churchill -, o atual presidente da França, Emmanuel Macron (do Juntos), se reunia com seu primeiro-ministro demissionário após a derrota de seu partido de direita ("centro" uma ova!) nas eleições de domingo, e pedia que o seu parça de direita - Gabriel Attal - não renunciasse e que continuasse no cargo. A esquerda, vitoriosa no domingo, esperava que fosse reconhecida sua vitória e que tivesse direito à indicação do primeiro-ministro. A NFP obteve o maior número de cadeiras no Parlamento, 182 (contra 168 do Juntos e 143 do RN).

No domingo, as forças progressistas e de esquerda da França - Nova Frente Popular (NFP) - viraram de forma histórica um resultado da semana anterior, quando o partido fascista de extrema-direita - Reunião Nacional (RN) - havia ganhado o 1º turno e as pesquisas indicavam que os extremistas poderiam assumir o poder francês pelo voto no 2º turno. Em uma semana de grandes mobilizações populares, a NFP convenceu a população a ir às urnas e salvar a França do fascismo xenófobo e racista atual. A NFP é composta por socialistas, comunistas, ambientalistas e pela França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.

Como vemos, tanto estudando o passado quanto avaliando o presente, essa gente do capital, os neoliberais e direitistas, não aprendem mesmo. O presidente francês teve uma derrota fragorosa nas últimas semanas e mesmo assim age com soberba e não chama os verdadeiros vitoriosos e salvadores da democracia francesa, a esquerda, para governar.

Que merda, isso!

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Sinopse:

Em maio de 1944, Inglaterra e Estados Unidos decidem abrir um segundo front na Europa para dividir a atenção de Hitler, então com boa parte dos seus recursos mobilizados contra Stálin. O local mais apropriado para instalar o novo foco de combate era a costa da França, na Península de Cotentin, na Normandia. Na madrugada de 6 de junho, os primeiros paraquedistas americanos pisaram em solo francês. Às 6h30 desse mesmo dia, as primeiras unidades da infantaria americana encaram a forte resistência alemã. Às 15h, os alemães contra-atacaram. Começava o mais longo dos dias.

A Parte 3 se divide nos seguintes capítulos: "Os aliados e o resto do mundo", "O rumo da guerra", "Japão por um fio" e "A bomba atômica".

O especial sobre o dia D se divide nos seguintes capítulos: "O grandioso Reich", "Operação 'Overlord'", "6 de junho" e "De Gaulle, Eisenhower e Churchill"

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CENAS DO PASSADO E DO PRESENTE, INFELIZMENTE

Essa parte final do documentário sobre a 2ª Guerra Mundial foi catártica. As filmagens de época das batalhas aéreas, de milhares de paraquedistas aliados sendo abatidos ainda no ar, do desembarque na Normandia, dos ataques noturnos à Alemanha, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima... é tudo muito chocante!

Uma das cenas históricas, para mim, é a cena do corpo do fascista Benito Mussolini sendo entregue ao povo e sendo pendurado em praça pública. Todo fdp fascista deveria terminar seus dias assim!

Chocante também são as cenas dos campos de concentração nazistas.

Legal ver no documentário, que não é russo, a verdade sobre quem chegou a Berlim e pôs fim ao núcleo de comando dos nazistas, forçando Hitler ao suicídio: o Exército Vermelho!

Cenas dos grandes dias do século XX. E, infelizmente, cenas atuais do século XXI. O colonialismo genocida dos sionistas que governam Israel transformou a Faixa de Gaza num cenário semelhante às cidades bombardeadas durante a 2ª Guerra Mundial. Que merda, isso!

Enfim, seguimos estudando a história e acompanhando os acontecimentos do presente, que demonstram que os políticos não aprenderam nada com as experiências do passado.

William


domingo, 7 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 7 de julho de 2014. Domingo.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARTES 1 E 2

Enquanto eu assistia ao 5º episódio do documentário "Grandes dias do século XX", os franceses estavam neste domingo nas urnas do país decidindo se a extrema-direita ganharia no voto o direito de governar o país ou se a frente ampla conseguiria barrar a eleição dos extremistas favoritos*. Tempos perigosos vivemos na atualidade.

Adolf Hitler e Benito Mussolini provocaram a guerra total no século passado a partir do voto popular. O nazismo e o fascismo foram responsáveis por uma guerra que envolveu os principais países do mundo numa mortandade de dezenas de milhões de pessoas nos anos quarenta.

Estamos vendo a ascensão da extrema-direita nesta década do século XXI em diversas nações do mundo. Os donos do poder capital se uniram para impor aos povos do mundo uma regressão nos direitos sociais, civis e políticos como nunca tínhamos visto antes. 

As representações de extrema-direita e os donos do capital, o 1%, estão juntos e misturados, são a mesma coisa, e estão avançando perigosamente. Os homens do dinheiro financiam e ampliam o poder de palhaços e manés como Milei, Bolsonaro e Zelensky para corroer as democracias por dentro.

Seria muito importante que nossas lideranças do campo progressista e democrático revisassem ou conhecessem a história para pensar formas de reação rápida ao avanço desses extremistas autoritários e claramente fascistas.

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Sinopse:

Os sobreviventes da Primeira Guerra Mundial juraram que aquela havia sido "A guerra para acabar com todas as guerras". Vinte anos depois, no entanto, Adolf Hitler armou um segundo conflito, inicialmente envolvendo países europeus, depois o mundo. As potências totalitárias foram vitoriosas a princípio, até a virada da maré em favor dos aliados, em 1942, na Batalha de Midway, no pacífico. Mas o embate permaneceria feroz no deserto africano, na gélida Stalingrado, na Rússia, e nas águas do Atlântico.

Capítulos da Parte 1: "Como tudo começou", "O local da batalha", "A conquista da França" e "O destino da Inglaterra".

Capítulos da Parte 2: "A Alemanha ocupa a Península Balcânica", "Luta por Leningrado", "Pacífico" e "Norte da África".

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CAMINHAMOS PARA UMA 3ª GUERRA MUNDIAL OU UM CONJUNTO DE GUERRAS PARA SALVAR IMPÉRIOS CAPITALISTAS

Os filmes da Coleção História Viva são uma oportunidade de revisitar a conjuntura na qual se deram as guerras mundiais do século passado, as grandes crises econômicas, políticas e sociais da primeira metade do século XX e para compreendermos a ascensão dos movimentos autoritários.

Quem conhece minimamente a história sabe que as tais democracias liberais das primeiras décadas do século XX impuseram uma derrota humilhante aos alemães - Tratado de Versalhes - e, uma década depois, quando Hitler começou a se destacar com suas ideias de superioridade ariana, nada fizeram para barrar as ações dos alemães. Hitler fez o que quis por quase uma década, após sua ascensão em 1933.

Uma cena no documentário foi muito forte para mim, é uma cena assustadora:

Após os nazistas invadirem e tomarem Paris, Adolf Hitler fez os franceses se humilharem assinando a rendição ou armistício no mesmo vagão do mesmo trem onde em 28 de junho de 1919 os alemães assinaram a derrota na 1ª Guerra Mundial... (que merda, isso!)

Por outro lado, uma cena emociona muito a gente:

Em 1942, Hitler exige de seu Marechal Von Paulus a tomada de Stalingrado, na URSS. Soldados do Exército Vermelho e os trabalhadores resistem bravamente à investida dos nazistas. Chega o inverno e Hitler não aceita o recuo de seu exército. Stálin aproveita a força da natureza, a neve, e contra-ataca com o Exército Vermelho encurralando e derrotando os nazistas, que assinam a rendição em 2/02/1943.

E a guerra total seguiu ainda por mais de dois anos, com um número incalculável de bombas e destruições e mortes em diversas frentes de batalha em terra, no ar e no mar.

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UNIDADE PARA ENFRENTAR ESSA RALÉ EXTREMISTA DE DIREITA

Um perigo ronda as comunidades do mundo neste momento da história: a ascensão da extrema-direita e dos donos do poder capitalista e imperialista do mundo.

As esquerdas, os democratas e as pessoas que não concordam com o autoritarismo e as diversas vertentes do fascismo precisam se unir e enfrentar com todas as armas esse lixo de extrema-direita no mundo. 

É a minha opinião. Esse lixo extremista de direita não tem sentimentos humanos, não tem sensibilidade nem fraternidade, nos eliminam sem pestanejar. Acho que temos que reagir a essa ralé, eles também devem nos temer.

William


*Post Scriptum: Viva a democracia francesa! A esquerda obteve uma vitória surpreendente hoje, com o povo acatando o chamado dos democratas e indo massivamente às urnas votarem contra a extrema-direita. A Nova Frente Popular aglutinou os socialistas, os comunistas, os ecologistas e os partidários da França Insubmissa, vencedores das eleições de hoje para o legislativo. O Centro ficou em segundo lugar e os partidários da extrema-direita ficaram em terceiro lugar.


sábado, 6 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 6 de julho de 2024. Sábado.


GUERRA CIVIL ESPANHOLA - PRELÚDIO DA TRAGÉDIA

Estou me dedicando a conhecer os materiais de conhecimentos gerais que acumulei ao longo da vida e para os quais nunca pude me dedicar integralmente, ou seja, ler as dezenas de livros, ver as coleções de mídias, ler recortes e materiais impressos sobre temas variados que guardei durante os dias de venda de minha força de trabalho.

A Coleção História Viva com doze DVDs é extraordinária! Hoje assisti ao 4º episódio dessa série "Grandes dias do século XX". Esse documentário sobre a Guerra Civil Espanhola eu já havia visto antes. Revendo ele agora fico mais admirado ainda em relação à primeira vez. 

Uma característica da época contribuiu muito para poder ver os eventos que mudaram o mundo como nós o conhecíamos durante séculos: havia uma estética dos movimentos da primeira metade do século XX e muita coisa foi filmada. Os filmes, as imagens e sons, foram amplamente usados como meios de manipulação de massas.

Repito o que disse nas postagens anteriores: as imagens de época, das batalhas e dos combatentes, são impressionantes.

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Sinopse:

Em fevereiro de 1936, a Frente Popular, uma coalização de esquerda, ganha as eleições na Espanha. A oposição conservadora se organiza em torno da Falange, graças ao ímpeto do jovem Primo de Rivera. Em 18 de julho daquele mesmo ano, o general Francisco Franco lidera um levante militar que lança o país em uma sangrenta guerra civil. A Espanha fica dividida por três anos. As democracias ocidentais permanecem passivas, mas os nazistas alemães e os fascistas italianos apoiam Franco incondicionalmente, em um ensaio do que viria a ser a Segunda Guerra Mundial.

O episódio se divide nos seguintes capítulos: "A destruição da Espanha", "No pasarán!", "A nova Espanha" e "Espanha como exemplo".

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BOMBARDEAR CIDADES E MATAR CIVIS, A NOVA FORMA DE GUERRA

Num determinado momento da guerra civil, após os nacionalistas conquistarem praticamente todo o território espanhol, o general Franco decide que vai bombardear a cidade de Madri, e que se danem os civis que morrerão lá. 

Antes, os aviões alemães nazistas haviam bombardeado a cidade de Guernica. A Espanha serviu de experimento para o novo formato de guerra que passaria a vigorar dali adiante: guerras que fariam mais vítimas civis que militares. É assim até hoje. Vejam o que os sionistas do Estado de Israel estão fazendo com os palestinos na Faixa de Gaza.

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AS NARRATIVAS E INVENÇÕES PARA JUSTIFICAR A ELIMINAÇÃO DO OUTRO

Na Espanha dos anos trinta, tínhamos de um lado os nacionalistas, que eram os monarquistas, os carlistas e os falangistas e o apoio da igreja católica e do outro o governo eleito, os republicanos. Do lado dos republicanos, durante o conflito, tínhamos socialistas, comunistas, anarquistas e os republicanos mesmo, e as brigadas internacionais, já durante a guerra.

A narrativa ideológica do lado dos nacionalistas era um discurso que resgatava as cruzadas da idade média, quando os cristãos expulsaram os mouros infiéis do país. Nos anos trinta, igreja, burguesia e militares se juntaram para combater os infiéis comunistas, rebeldes ateus republicanos.

O ÓDIO era o principal combustível para todos os grupos que se digladiavam, ódio e intolerância, o ódio como catalisador das violências extremadas que levaram o povo espanhol a se matar uns aos outros.

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LIÇÕES QUE NÃO APRENDEMOS COM A HISTÓRIA

Sempre que estudo a Guerra Civil Espanhola fico com os neurônios em choque, com cargas elétricas indo e voltando e o cérebro quase pegando fogo. Não aprendemos nada com a história.

O mesmo ódio que foi instrumento daqueles dias que abalaram o mundo é o ódio que serve hoje de ferramenta para unir toda a direita e extrema-direita, conservadores e reacionários, os capitalistas e manipuladores da fé alheia, os donos dos meios de comunicação de massa - essa gente toda - contra nós, os "comunistas", os "infiéis", os lulistas e ou petistas, a esquerda toda dividida (como sempre) e cancelando uns aos outros por divergências de táticas e estratégias e até de objetivos como se digladiaram na Espanha dos anos trinta republicanos, socialistas, comunistas e anarquistas. No final, venceu o autoritarismo nazifascista, que une o capital, o exército e a igreja. Lá, foram 40 anos de franquismo...

É ou não é foda?

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El Alcázar, foto de William Mendes.

EL ALCÁZAR, EM TOLEDO

Estive na Espanha em 2009, fui a trabalho. Por uma semana, conheci pontos turísticos e históricos em Madri. Um dos locais que visitei e que me impressionaram muito foi a cidade de Toledo. 

A fortaleza El Alcázar foi palco de uma luta violenta entre republicanos e nacionalistas. Quando vi aquela maravilha arquitetônica, eu não tinha ideia que ela havia sido cenário de batalha na guerra. Para ler mais a respeito, clique aqui.

Outro momento ímpar em minha vida, foi estar diante do quadro Guernica, de Pablo Picasso, no Museu Reina Sofia. Foi uma catarse.

Sigamos estudando e compartilhando os conhecimentos.

William


sexta-feira, 5 de julho de 2024

Diário e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 5 de julho de 2024. Tarde de sexta-feira.


DITADORES - ASCENSÃO DO FASCISMO

Assustador! Ver as imagens de época da ascensão de Adolf Hitler e Benito Mussolini entre os anos vinte e trinta do século XX é algo assustador. 

O nazismo e o fascismo foram regimes autoritários baseados na estética, na propaganda e na prestidigitação, a arte de iludir e manipular massas dando um caráter quase sobrenatural aos feitos de determinada pessoa ou grupo.

E por incrível que possa parecer, a sociedade humana do século XXI, cem anos depois do hitlerismo, caminha para a repetição trágica de regimes autoritários e destruidores de mundo.

Ao assistir ao documentário, vi nas pautas nazifascistas as mesmas ideias preconceituosas que vejo hoje na boca das lideranças de extrema-direita e de certas correntes de manipuladores da fé alheia. 

É como se os anos de Hitler e Mussolini fossem hoje, como se suas falas estivessem sendo repetidas por certas lideranças de nosso tempo.

Um horror!

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Sinopse:

A primeira experiência fascista ocorreu na Itália, logo após o término da Primeira Guerra Mundial. Em Milão, em 1919, Benito Mussolini, ex-militante socialista, criou os "fasci", grupos de fervorosos nacionalistas que faziam uso sistemático da violência para defender seus valores e enfraquecer o estado e a democracia no país. No mesmo ano, na Alemanha, ficava clara a incapacidade da República de Weimar de dar respostas a uma profunda crise socioeconômica e à humilhação sofrida pelo país na guerra. Esse contexto abriu espaço para que Adolf Hitler colocasse em prática sua filosofia política: impor a superioridade da "raça ariana" ao mundo e expandir o poder alemão. O caminho para chegar a seus objetivos é a guerra total.

O documentário é dividido em capítulos: "A ascensão do fascismo", "O duce e o führer", "Violando o Tratado de Versalhes" e "A iminência da guerra".

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DITADURAS A PARTIR DE DEMOCRACIAS

Essa coleção que adquiri anos atrás é mais atual que nunca! Precisamos estudar a história, compreender os processos econômicos, políticos e sociais que levaram a sociedade humana às guerras do século passado que mataram dezenas de milhões de pessoas e destruíram comunidades inteiras.

Ao ver as imagens de Mussolini e Hitler falando às massas, com gestos calculados e expressões teatrais, me senti como se os estivesse vendo falar dias atrás através daquele lunático dos Estados Unidos, condenado pela justiça de um estado norte-americano e mesmo assim candidato favorito a ser o presidente do país com o maior número de bombas de todos os tipos no mundo.

Ver aqueles monstros falando um século atrás é como ver aquele palhaço fanfarrão eleito presidente da Argentina dias atrás, um merda inconsequente que determinou a fome de mais da metade de seu povo e que mesmo assim é idolatrado por parte do mesmo povo e pelos meios de comunicação dos donos do poder no mundo: os capitalistas.

E no Brasil? Por mais de quatro anos vimos um merda gesticulando e falando escrotices e sendo aclamado por parte do povo, vimos isso mesmo antes das eleições fraudulentas em 2018, eleições com interferência da Lava Jato e com a prisão do candidato que venceria o pleito, Lula. E depois vimos entre 2019 e 2022 um prestidigitador manipulando massas ignaras e gente má com imagens e cenas pré-concebidas, encenadas, e mesmo assim com efeitos estéticos para enganar e fanatizar parte do povo.

ATENÇÃO: todos esses ditadores e assassinos, destruidores de mundo, foram eleitos. Hitler foi eleito. Os nazistas foram eleitos massivamente para o legislativo alemão. Mussolini foi eleito. Se olharmos o presente, veremos que Trump foi eleito e pode ser eleito de novo. Aquele palhaço da Argentina foi eleito. O apreciador de torturador foi eleito no Brasil e o povo brasileiro, manipulado ou não, elegeu um legislativo com quase 80% de gente que defende uma sociedade como Hitler e Mussolini defendiam. Pensem nisso! Entendam a importância do voto no legislativo!

Assistir ao documentário "Ditadores - ascensão do fascismo" é um alerta para o cenário complexo no qual nos encontramos no mundo em 2024.

Sigo estudando e escrevendo algumas impressões e reflexões sobre o que leio e vejo. É uma contribuição honesta deste blog às leitoras e leitores.

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 5 de julho de 2024. Madrugada de sexta-feira.


REVOLUÇÃO RUSSA

Ver imagens recuperadas do início do século passado é um privilégio. Neste documentário "Grandes dias do século XX", vemos Lênin, Trótski e Stálin em meio aos trabalhadores russos.

No vídeo anterior, o cenário eram os campos de batalha da 1ª Guerra Mundial (comentário aqui). Neste episódio, a guerra também é comentada e tem papel relevante. 

Aliás, participar ou não da guerra entre as nações era uma questão que dividia o movimento da classe trabalhadora e suas lideranças comunistas, socialistas, anarquistas e socialdemocratas.

Sinopse:

No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada, dependente da agricultura. Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, e mesmo assim pagavam altos impostos para manter a monarquia absolutista do czar Nicolau II, que só conseguia se manter à base de muita violência. A formação de conselhos de trabalhadores, os sovietes, foi o sinal de que aquele sistema estava com os dias contados. A revolução foi uma questão de tempo. E a formação de uma república socialista, inevitável.

O documentário é dividido em capítulos: "Ensaio geral", "A Revolução", "Guerra civil" e "O comunismo se consolida".

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O SOCIALISMO REAL OBRIGOU O CAPITALISMO A CONCEDER DIREITOS À CLASSE TRABALHADORA

A sociedade humana do século XXI precisa urgentemente de um contraponto à hegemonia do capitalismo neoliberal que vigora em quase todo o planeta após a queda da União Soviética. 

É claro que a China é um contraponto de peso. E os BRICS estão aí para pressionar os EUA e seus quintais a se moverem até provocarem guerras por procuração. Mesmo sem ser exemplo em direitos sociais, chineses ameaçam o poder econômico do império, que vai cair atirando. 

E temos Cuba e seu povo encantador, que já aprendi a amar e respeitar e registro todo o meu apoio à Revolução Cubana, Fidel Castro e todas as lideranças do governo socialista, incluindo Díaz-Canel, atual presidente.

O feito extraordinário do povo russo, liderado pelos bolcheviques e pelo Exército Vermelho, permitiu aos milhões de proletários dos grandes países capitalistas do mundo posterior às grandes guerras e à depressão dos anos trinta, conquistarem direitos sociais, civis e políticos que ficaram conhecidos como estado de bem-estar social, nos conhecidos anos de ouro do capitalismo.

Os revolucionários russos transformaram um país continental com mais de cem milhões de habitantes, que viviam em condições materiais semelhantes à idade média, em uma potência econômica que conseguiu resistir à ameaça constante norte-americana durante décadas de guerra fria. Nunca na história humana, uma nação agrária deu um salto tecnológico tão rápido como a União Soviética.

Eu tenho a leitura política e histórica que se não fosse a necessidade de a URSS despender boa parte de seus recursos para a iminente guerra contra seus inimigos capitalistas, os líderes revolucionários e seu povo teriam encontrado soluções para seus problemas internos cotidianos. Boa parte dos problemas de necessidades materiais e de falta de liberdade também decorreram do permanente risco de dissolução das conquistas populares advindas da revolução proletária.

Enfim, é um longo debate. Eu tenho algumas impressões a partir de tudo que já estudei e das experiências que venho acumulando nas últimas décadas como apreciador de história da classe trabalhadora. E minha impressão sobre a experiência soviética ficou mais clara após minhas duas visitas a Cuba neste ano e no ano passado.

O documentário é uma delícia para quem gosta de história.

William


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 4 de julho de 2024. Madrugada de quinta-feira.


PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Enquanto revia o documentário sobre a 1ª Guerra Mundial - da Coleção História Viva -, refletia sobre a possibilidade de novas guerras no presente da sociedade humana. Guerra é uma merda! E além das que já estão em andamento - inclusive com a prática de genocídio do povo palestino -, outras estão por vir.

O documentário da série "Grandes Dias do Século XX" é extraordinário! Eu realmente tenho mídias muito boas sobre história e cultura. O material traz imagens da época, dos anos dez do século passado, das frentes de batalha entre alemães de um lado e aliados do outro.

Sinopse:

O século XX começou de forma trágica. Em 1914, as potências europeias se lançaram em um enfrentamento que plantou as sementes de todos os grandes conflitos posteriores. Oficialmente, o estopim da guerra foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do Império Austro-Húngaro, mas vários outros fatores contribuíram para desencadear o conflito que matou mais de 10 milhões de pessoas. O episódio analisa antecedentes e interesses econômicos que levaram ao embate inaugural da Era dos Extremos.

O episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O início da guerra", "Vivendo nas trincheiras", Guerra industrial" e "Esgotamento".

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O CAPITALISMO VAI NOS MATAR A TODOS

Um dos livros que mais me ensinaram história do mundo foi Era dos Extremos, do historiador marxista Eric Hobsbawm. Tenho muitas postagens sobre o livro aqui no blog.

Do meu ponto de vista, o cenário mundial é desafiador para a continuidade da sociedade humana no planeta. Culpa central do capitalismo como sistema de organização da sociedade.

A privatização da Sabesp tem relação com o capitalismo. O bolsonarismo tem relação com o capitalismo. A destruição dos biomas brasileiros - Amazônia, Pantanal, milhares de quilômetros de litoral - tem relação com o capitalismo. A necessidade de explorar petróleo para abastecer o mundo de plástico tem relação com o capitalismo. O evento trágico do Rio Grande do Sul, que afetou a quase totalidade das cidades do Estado, tem relação com o capitalismo.

A putaria dos juros altos para foder com 200 milhões de brasileiras e brasileiros e o governo do presidente Lula tem relação com o capitalismo e com os fdp do 1% que conspiram contra o mundo.

É lógico que as pessoas não fazem guerra só por causa do capitalismo. Mas o capitalismo não sobrevive sem guerras. Entendem? As guerras mundiais que tivemos no século passado foram uma salvação para o capitalismo. Destruíram o mundo para os Estados Unidos reconstruírem o mundo. E virar potência imperialista.

Como nossa geração está buscando soluções em meio a tantas crises? Com guerras, guerras locais, guerras civis, guerras entre nós amigos vizinhos famílias, guerras entre países irmãos, guerras por procuração... essas as mais modernas. É só olharmos a da "Ucrânia".

Estamos fodidos. Vão tentar derrubar o Lula aqui no Brasil. Os Estados Unidos estão sem solução com um daqueles dois sujeitos que vão governar a máquina de guerra a partir do ano que vem. São dois dementes. Os países da Europa viraram estados norte-americanos. Os States agora têm 51, 52, 53, 54... os países da velha Europa viraram reles estados norte-americanos...

Eu ando olhando meu umbigo. Eu que já fui grande. Hoje olho meu umbigo. Meu ParTido e minha Central têm meu apreço. O sangue que borbulha em minhas veias, mesmo cheio de colesterol e com pressão maior que a ideal, é um sangue que pertence ao PT e à CUT. Nunca flertei com outros amores políticos. Mas não abro mão de ter opinião e posição e meus amores não toleram mais divergência. Sigo na torcida pelo meu país e pelo povo ao qual pertenço.

Vêm guerras por aí. Nós estamos divididos, despreparados. Os inimigos estão bem mais preparados que nós para as guerras. 

ESQUERDA DIVIDIDA E A DIREITA SE JUNTA CONTRA NÓS - Nossos inimigos estão blocados, um bolsonarista pensa como qualquer outro bolsonarista, pode trocar a palavra bolsonarista por outra semelhante, extremistas de direita, dá na mesma. Eles são monotemáticos nas opiniões sobre qualquer tema.

Já nós da esquerda, se formos 1/3 da população, não somos um terço. Não somos. Porque nossa terça parte é dividida em dez, e as dez são divididas em mais dez... cada um de esquerda é a corrente de si mesmo. Sempre terá um pelo em ovo que divide. Não vamos vencer os que nos odeiam assim!

É opinião. É uma ilusão a companheirada do PT achar que vai "humanizar" o capitalismo...

Sigo estudando e escrevendo o que penso.

William


domingo, 30 de junho de 2024

Cedoc do Refeitório Cultural (3)



Refeição Cultural

Estou organizando meu centro de documentação (cedoc). Ao longo de minha existência como membro das classes subalternas do Brasil, nascido no seio da classe trabalhadora, fui sobrevivendo de bicos e trabalhos precários desde a infância até que me fixei no mundo do trabalho como bancário de um banco público, o Banco do Brasil.

A oportunidade de ter me tornado bancário foi o divisor de águas em minha vida, ainda mais quando me tornei representante de meus colegas como dirigente sindical eleito por eles. Poderia ter seguido a trajetória da imensa maioria das pessoas de minha classe e ser hoje uma pessoa despolitizada e até de direita. Isso é o mais comum. Por sorte, me tornei uma pessoa de esquerda. Sou um homem de sorte.

Aos poucos, vou catalogando meu acerto de mídias audiovisuais e em outros formatos como livros, revistas, apostilas etc.

Nesta postagem incluo mais vídeos que tenho e cujos conteúdos são muito interessantes e fazem a pessoa que os assiste relembrar momentos importantes de nossas lutas de classes, nossas estratégias e eixos temáticos focados em determinados períodos políticos e sociais do país e que de certa forma foram sementes plantadas por nós nas últimas duas décadas.

William

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FILMES E DOCUMENTÁRIOS

(Audiovisual)

9. SEMINÁRIO ESTADUAL DE COMBATE AO RACISMO (SINDAE - BA)

No vídeo "As questões raciais e o saneamento ambiental", gravado entre os dias 18 e 19 de novembro de 2009, vemos o engajamento do Sind. Trab. em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia com as temáticas centrais do meio ambiente e do combate ao racismo em todas as suas formas.

Me lembro bem do quanto as baianas e baianos são organizados em suas bases sindicais. Quando era secretário de formação da Contraf-CUT tive o privilégio de ser palestrante em eventos do pessoal do campo em Feira de Santana.

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10. DIA MUNDIAL DA ÁGUA - IX GRITO DA ÁGUA 2009

Outro vídeo importante do SINDAE pela temática que aborda. Quinze anos depois do registro dos baianos de suas lutas pela manutenção da água como um bem público, vivemos no Estado de São Paulo uma tragédia com a privatização da SABESP promovida pelo governo estadual e do município de São Paulo. 

Enquanto o mundo se preocupa com a preservação desse recurso reestatizando empresas de água, a extrema-direita paulista foca em esgotar a água enquanto houver o recurso para vender e faturar bilhões para poucos capitalistas.

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11. 7º ENCONTRO NACIONAL SOBRE A MULHER TRABALHADORA DA CUT

Neste vídeo que registra o encontro das companheiras quase duas décadas atrás, ocorrido em Brasília, entre 25 e 27 de novembro de 2005, vemos o quanto a nossa Central foi vanguarda no debate da questão de gênero e nos direitos plenos das mulheres.

Nossa categoria bancária, por exemplo, avançou muito na questão do empoderamento das companheiras nos espaços de representação e decisão em nossas entidades sindicais.

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12. ASSÉDIO MORAL - UM RISCO INVISÍVEL

Vídeo faz registro histórico de nossas lutas de combate ao assédio moral no mundo do trabalho. O evento ocorrido em outubro de 2005 contou com a participação de especialistas na área, como o professor e Dr. José Roberto M. Heloani, e lideranças da classe trabalhadora, unidos para obter avanços que coíbam essa prática criminosa que pode levar pessoas à morte.

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13. TERCEIRIZAÇÃO NO SETOR BANCÁRIO

O vídeo que trata das causas e efeitos da terceirização no Brasil e das relações de emprego, condições de trabalho e ação sindical, principalmente no setor financeiro do país é um registro fundamental para entendermos como atuam os donos do capital e do poder econômico para eliminar qualquer avanço que a classe trabalhadora conquista com sua organização e luta por uma vida mais justa.

O documentário é baseado na dissertação de mestrado de Ana Tércia Sanches, amiga e companheira de longa data do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

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Audiovisual catalogado anteriormente (ver postagem aqui)

1. HISTÓRIAS E SONHOS COM TODAS AS LETRAS (EJA)

2. 1º DE OUTUBRO DE 1981 - DIA NACIONAL DE LUTA (DF)

3. POR DENTRO DO SISTEMA (FINANCEIRO)

4. A GRANDE VIRADA - 30 ANOS DA RETOMADA (BANCÁRIOS DE SP)

5. A DÉCADA DA PERVERSIDADE (BRASIL E RS, DE COLLOR A FHC)

6. MEMÓRIA SINDICAL - AUGUSTO CAMPOS 

7. PALESTRA DE PHA NO LANÇAMENTO DE "O QUARTO PODER"

8. 30 ANOS DEPOIS LULA RELEMBRA A 1ª CONCLAT


Cedoc do Refeitório Cultural