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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Diário e reflexões - 150617 (Leituras no entre guerras)



(atualizado à 1h27, de 16/6/17)


Um representante de trabalhadores.

Refeição Cultural

Dia de feriado nacional, Corpus Christi. No meu caso, foi um dia para um respiro.

Para abstrair do meu trabalho-militância na representação dos trabalhadores em uma autogestão em saúde (Cassi), busco fazer o que mais amo na vida: ler e buscar novos conhecimentos.

Estou quase terminando a leitura do grosso volume de Hemingway, Por quem os sinos dobram (1940). Faltam umas setenta páginas. Não quis terminar a leitura nas duas ou três oportunidades que tive nos últimos dias.

Hoje, por exemplo, encarei estudos sobre a Guerra Civil Espanhola em excelente livro de Paul Preston, livro que comprei em Madri, em 2009. Avancei alguns capítulos do livro.

I - Una sociedad dividida: España antes de 1930
II - El desafío de la izquierda, 1931-1933
III - Enfrentamiento y conspiración: 1934-1936

Eu fico analisando o cenário brasileiro, desde a eleição presidencial de 2010, quando o PT ganhou sua terceira eleição seguida, com o Presidente Lula fazendo sua sucessora e o grau de acirramento das elites tupiniquins de lá adiante. Acho o cenário muito semelhante com a Espanha dos anos 20 e 30.



Cenário de ódio e intolerância
pré Guerra é parecido ao brasileiro.

Na minha leitura política, o fim do pacto social entre o PT e a burguesia vira-latas brasileira, iniciado com a carta ao povo brasileiro (2002), terminou quando a Presidenta Dilma Rousseff decidiu mexer em um (unzinho) dos gargalos estruturais e econômicos do País - a maior taxa de juros e spread do mundo (a bolsa-rentistas). Dilma fez isso porque o mundo, liderado pela China, tinha diminuído o consumo de commodities e o Brasil teve que pensar em outras formas de manter a economia interna viva.

Enfim, não é sobre isso que estou escrevendo.

Estava falando da comparação de cenários entre a Espanha pré Guerra Civil e o Brasil pré Golpe de Estado em 2016 e as incertezas do amanhã por aqui. A diferença daquela Espanha é que a esquerda e a direita revezaram o poder democrático em 1931/33/36, ganhando cada segmento uma eleição nacional, e isso acirrou deveras o cenário de ódio e vingança para o estopim da guerra.

No Brasil, o PT ganhou as eleições em 2002, depois em 2006, ambas com Lula, e foi implantando mudanças sociais de forma lenta, mas sem rupturas, e com resultados expressivos no campo das conquistas sociais para o povo situado na base da pirâmide social. Ganhou depois a eleição presidencial em 2010, com Dilma (a terceira eleição) e o cenário econômico mundial havia piorado muito, exigindo mais dos governos do PT. Ao ganhar pela 4ª vez seguida, em 2014, foi avisado pela Casa Grande e seus representantes que o governo e suas políticas sociais não continuariam. Dito e feito.

Mais um detalhe: tinha um tal de Pré-sal que prometia, assim como ocorreu na Noruega, uma determinada soberania nacional no setor e um salto nas décadas seguintes nas áreas da Educação e Saúde... As sete irmãs e o Tio Sam não quiseram mais brincar de amiguinhos neutros com o Brasil.

Na Espanha, o cenário de ódio e revanche entre os segmentos sociais antagônicos - republicanos, socialistas, anarquistas e povo trabalhador de um lado, e monarquistas, igreja católica e latifundiários de outro - ocorreu após a vitória da esquerda nas eleições de 1931 e 1936. Com os militares se posicionando do lado das elites seculares, a guerra se instalou.

Enfim, para onde vamos no Brasil? Eu escrevi tanto em minhas horas de folga em 2016 e fiquei meio esgotado de fazer análises e reflexões sobre nossa vida e momento político. Mas sofro com tudo o que vem ocorrendo em nosso querido Brasil e ao povo brasileiro que amo e represento como eleito em um espaço de representação de trabalhadores.


ENQUANTO O BRASIL SEGUE EM CRISE E SENDO DESTRUÍDO PELOS GOLPISTAS, SEGUIMOS LENDO


Presente do dia dos namorados. Demais!!!

Para terminar minha reflexão, compartilho que ganhei um presente maravilhoso de minha companheira: livros, livros, livros. Ganhei 9 livros do fantástico escritor José Saramago. Obrigado Noni pelo presente! 

O duro é encontrar em minha vida o tempo necessário para ler tudo o que desejo. Já entrei na segunda metade de minha existência, que pode durar um minuto como alguns invernos. É por isso que às vezes leio até em pé para não cochilar pelo cansaço acumulado... (não tenho tempo a perder)

É isso! Dei uma pedalada deliciosa hoje no Eixão aqui em Brasília. Que tarde gostosa!

William

sábado, 20 de maio de 2017

Espanha pré Guerra Civil e Brasil de hoje



Livro que comprei em Madri,
quando estive lá em 2009.

Refeição Cultural

"Por un breve instante, obreros, capitalistas y militares se unieron con el objetivo de limpiar la política española de la corrupción del caciquismo. Si el movimiento hubiera triunfado en el establecimiento de un sistema político capaz de permitir un reajuste social, no habría sido necesaria la Guerra Civil de 1936. Pero tal y como se sucedieron los acontecimientos, la gran crisis de 1917 sirvió únicamente para consolidar el poder de la atrincherada oligarquía terrateniente.

A pesar de la coincidencia retórica de sus exigencias de reformas, los intereses últimos de obreros, industriales y oficiales eran contradictorios y el sistema pudo sobrevivir explotando hábilmente esas diferencias. El primer ministro, el conservador Eduardo Dato, accedió a las peticiones económicas de los militares. Después provocó una huelga* de los trabajadores socialistas ferroviarios, forzando así la respuesta de la UGT antes de que la CNT estuviera preparada. Ya en paz con el sistema, el Ejército estuvo encantado de defenderlo en agosto de 1917 aplastando a los huelguistas socialistas de forma sangrienta. Alarmados ante la perspectiva de que los obreros ocuparan las calles, los industriales renunciaron a sus propias reivindicaciones de reforma política y, atraídos por las promesas de modernización económica, en 1918 apoyaron al gobierno de coalición nacional con liberales y conservadores. Una vez más, la burguesía industrial había abandonado sus aspiraciones políticas y se había unido a la oligarquía terrateniente por el temor que tenía a las clases más humildes. Esa efímera coalición simbolizaba una ligera mejoría de la posición de los industriales dentro de la alianza reaccionaria, todavía dominada por los intereses agrarios..."

*Huelga = greve

(La Guerra Civil Española, capítulo "Una sociedad dividida: España antes de 1930". Paul Preston)


Reflexão

Tenho dito e comentado o quanto acho semelhante os acontecimentos ocorridos na Espanha nas décadas que antecederam a eclosão da Guerra Civil Espanhola, em 1936, e o cenário brasileiro que temos vivido mais ou menos após a derrota do candidato da oposição José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais de 2010, ou mais especificamente desde 2013, quando a direita fascista brasileira se aproveitou dos eventos de rua e manipulou esses mesmos eventos contra o Governo do Partido dos Trabalhadores, de Dilma Rousseff.

Os governos do Partido dos Trabalhadores, sem nenhum exagero revolucionário ou ruptura, mas sim através de conciliação de classes desde a vitória de Lula em 2002, haviam conseguido ampliar de forma histórica a distribuição de renda para a classe trabalhadora (sem afetar os ganhos da elite). Foram mais de 12 anos de inclusão social via políticas afirmativas e programas de Governo. O Brasil resistiu inclusive ao crash do subprime em 2007/08 e chegou quase ao pleno emprego no primeiro semestre de 2014.

Mas a direita reacionária e fascista brasileira, liderada pela oposição política ao governo (PSDB e PIG), decidiu partir para o Golpe de Estado por não aceitar mais a vontade popular em 2014 e uma das estratégias adotadas foi partir para a destruição da economia, com o apoio rápido da Lava Jato, um projeto planejado de ataque parcial da "justiça" somente ao Governo e ao Partido dos Trabalhadores. Destruída a economia em menos de dois anos, foi possível somar essa tragédia social ao ataque ininterrupto ao Governo e ao PT por parte da mídia canalha dos empresários da comunicação para efetivar o Golpe em 2016.

Enfim, a semelhança de fatos ocorridos com o excerto que citei acima é impressionante. Em um determinado momento na década de dez do século passado na Espanha, quase houve uma união entre empresários do setor produtivo, os trabalhadores da cidade e do campo e os militares de baixa patente -  porque eram miseráveis como os demais setores populares. O poder político e econômico era todo da monarquia, clero e oligarquia. Quase houve união popular...

O governo foi mais esperto e soube jogar com as diferenças entre o grupo de setores populares que se formava. O pleito dos militares foi atendido e eles passaram a apoiar o governo (alguma semelhança com a estratégia do governo atual?). Depois, o grupo do governo espanhol fez ocorrer greves no seio dos trabalhadores e a mobilização por causa da miséria generalizada assustou os empresários que abriram mão de seus interesses políticos para ficarem do lado do governo. E o medo de uma revolução social?

Essas questões de classe são muito antigas e históricas. Estamos vendo e vivendo fatos semelhantes aqui no Brasil com a construção e manutenção do Golpe de Estado ocorrido após as eleições de 2014. Ou seja, independente do povo ter compreensão ou não do que ocorreu, o fato é que a 4ª vitória do projeto político do Partido dos Trabalhadores representava a perspectiva de avanços no campo das forças populares e progressistas contra a outra pauta, que representava tudo o que há de pior no conservadorismo dos empresários da mídia junto com Fiesp e banqueiros, ruralistas, uma parta das castas enfiadas nas estruturas do Estado e os eternos rentistas, que vivem de sugar a renda nacional.

E o momento destas semanas após novas denúncias contra o governo golpista e seus grupos é também parecido com o que ocorreu na Espanha dos anos vinte e trinta. Que acontecerá? 

- Os golpistas vão emplacar nova figura na presidência de forma indireta, através do mesmo Congresso corrompido que executou o Golpe? 

- Vão continuar contando com o beneplácito das instâncias do Judiciário, que deveriam proteger a Constituição e a Democracia e não fazer o contrário, participando do Golpe contra o povo, como fizeram até agora?

- Vão deixar os corruptos golpistas nos mesmos lugares e postos do Estado nacional?

- Ou o povo vai conseguir reverter o Golpe de 2016 com devolução do poder executivo à presidenta eleita por 54,5 milhões de votos? Ou quem sabe haver novas eleições diretas já para o poder executivo e para todo o legislativo?

É importante que as lideranças do campo popular e progressista da classe trabalhadora saibam identificar experiências históricas para não repetirem os mesmos erros de outras lutas do campo popular. Não gostaria de ver o nosso querido Brasil afundar em décadas de novas misérias e novas formas de ditadura e regimes totalitários contra a grande massa de humanos em favor de 1 ou 2% de privilegiados.

William
Cidadão

domingo, 4 de setembro de 2016

O cenário brasileiro me lembra a guerra civil espanhola


(trechos em espanhol)



Refeição Cultural - A guerra civil espanhola


Antes dos conservadores derrotados nas eleições espanholas organizarem o fim do governo dos republicanos, o cenário econômico era caótico porque o mundo vivia o momento pós crash da Bolsa de Nova Iorque.

O governo espanhol emitia decretos e leis para proteger o povo, os trabalhadores rurais e urbanos, mesmo querendo respeitar o rentismo, exatamente como os governos do PT fizeram ao longo dos anos dois mil.


"(...) Las medidas de Largo Caballero fueron más dramáticas: el llamado 'decreto de términos municipales' prohibió el empleo de mano de obra foránea mientras los trabajadores del propio municipio permanecieran sin empleo. Ello neutralizó la más potente arma de los terratenientes: el poder de romper las huelgas y mantener los salarios bajos gracias a la contratación de esquiroles baratos traídos de fuera. A principios de mayo Largo Caballero hizo algo que Primo de Rivera no había conseguido: creó jurados mixtos para regular los salarios y las condiciones de trabajo en el campo, anteriormente sujetos sólo al capricho de los propietarios. Uno de los derechos que ahora iba a cumplirse era la reimplantada jornada de ocho horas. Dado que anteriormente se suponía que los braceros trabajaban de sol a sol, esto significaba que los propietarios debían pagar un sobresueldo o emplear a más hombres para hacer el mismo trabajo. Finalmente, a fin de evitar que los propietarios sabotearan estas medidas mediante lock-outs, un decreto de laboreo forzoso les impedia mantener sus tierras improdutivas. También se iniciaron preparativos para una radical ley de reforma agraria..." (pág. 36)


Ou seja, os republicanos mexeram com fogo em relação a uma estrutura secular de exploração dos trabalhadores espanhóis.

O contra-ataque dos conservadores foi implacável. Convenceram pequenos proprietários rurais e pequenos comerciantes e a classe média a ficarem contra o governo. A máquina de propaganda dos conservadores era muito mais poderosa do que a dos republicanos no governo. Vale lembrar que nos anos trinta já estava em funcionamento o poder dos meios de comunicação de massa, concentrados nas mãos dos poderosos exatamente como é hoje no século 21.


"(...) Se llevaron a cabo masivos y extraordinariamente  hábiles esfuerzos de propaganda para persuadir a los pequeños propietarios rurales del norte y el centro de España de que las reformas agrarias de la República perjudicaban sus intereses en igual o mayor medida que los de los grandes terratenientes. A los pequeños propietarios católicos y conservadores se les presentaba la República como el instrumento agitador y ateo del comunismo soviético cernido sobre sus tierras para robarlas y forzar a sus esposas e hijas a una orgía de amor libre obligatorio. Por tanto, asegurados así sus votos, en 1933 la derecha legalista iba a arrebatar el poder político a la izquierda..." (pág. 37)


Aff... tem alguma semelhança com o cenário em que o PT de Lula disputou as eleições de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006, e mesmo após 2010 e 2014 com Dilma?

Tem alguma semelhança com o cenário em que foi eleito o pior parlamento em décadas em 2014, uma camarilha de ladrões, representantes de grupos rurais, empresariais, de igrejas, a chamada bancada BBB (boi, bíblia e bala) no Congresso Nacional?

Deu no que deu lá na Espanha... deu no que deu aqui no Brasil neste fatídico agosto e setembro de 2016. Presidenta deposta por um golpe parlamentar e uma pauta destruidora dos direitos sociais e do patrimônio público a caminho...

A história ensina, mas quem olha pra ela?

William

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Guerra Civil Espanhola - Lições à posteridade


El Alcázar em Toledo - Espanha (2009). A fortaleza foi reconstruída
 após a Guerra Civil Espanhola. Foto de William Mendes.

GUERRA CIVIL ESPANHOLA

Devemos estudar a lição deixada por esta guerra.

Li um capítulo do livro de Paul Preston - La guerra civil española. Após a leitura assisti novamente ao DVD da Coleção História Viva – Grandes dias do século XX.

Retirei essa imagem do vídeo em que
El Alcázar é bombardeado nos anos 30.

O documentário "Guerra Civil Espanhola, prelúdio da tragédia" é muito bem feito e impactante. Primeiro, porque nos traz imagens da época e do conflito. Depois, porque estive em Madri e em Toledo em 2009 e pensar em ver Franco e os nazistas jogando 50 toneladas de bombas na capital espanhola é nojento e nos alerta para o que é uma guerra. E se lembrarmos da cidade de Guernica?

Na visita à cidade de Toledo, uma das construções que mais chamam a atenção é a fortaleza El Alcázar e no vídeo a vemos ser semidestruída pelos republicanos em uma batalha contra os nacionalistas.

El Alcázar antes do bombardeio durante
a Guerra Civil Espanhola.

UMA SOCIEDADE DIVIDIDA: ESPANHA ANTES DE 1930

O começo deste capítulo nos dá uma boa ideia do que foi o conflito. Parte da sociedade espanhola viveu a guerra civil como se fosse mais uma cruzada contra os infiéis árabes. Estou falando do grupamento igreja, militares, latifundiários, nobreza e parte dos empresários.

Os infiéis eram os republicanos, comunistas, socialistas e os trabalhadores e miseráveis em geral.

El Alcázar em Toledo - Espanha. Foto de William Mendes (2009).

A história sempre se repete (como farsa). A esquerda ganha a eleição, a direita não aceita, dá um golpe de estado e segue a luta para ver quem fica no poder. Foi assim na Espanha em 1936, na Guatemala nos anos 50, no Brasil nos anos 60, no Chile nos anos 70, atualmente em Honduras e no Paraguai e La nave va...


“Los orígenes de la Guerra Civil española se remontan siglos atrás en la historia del país. La idea de que los problemas políticos podían solucionarse de manera más natural por la violencia que por el debate estaba firmemente arraigada en un país en el que, durante mil años, la guerra civil había sido, si no exactamente la norma, ciertamente no una excepción. La guerra de 1936-39 era el cuarto conflicto de estas características desde 1830. La propaganda de ‘cruzada’ religiosa de los nacionalistas la vinculaba con la Reconquista cristiana de España contra los árabes. En ambos bandos, el heroísmo y la nobleza convivían con una crueldad primitiva que no habría desentonado en la épica medieval. Sin embargo, en última instancia, la Guerra Civil fue una guerra que se asentó con fuerza en nuestra época. Las intervenciones de Hitler, Mussolini y Stalin hicieron que se convirtiera en un momento crucial de la historia del siglo XX. Pero, dejando aparte su dimensión internacional y la miríada de conflictos que estallaron en 1936 – regionalistas contra centralistas, anticlericales contra católicos, trabajadores sin tierra contra latifundistas, obreros contra industriales – tienen en común el ser las luchas de una sociedad en vías de modernización.”

El Alcázar em Toledo Espanha. Esta é uma das fotos em
Estilo William Mendes (2009).

COMENTÁRIOS

O conflito que estourou em 1936 foi fruto de pelo menos um século de lutas entre aqueles que queriam reformas com distribuição de terras e riquezas e outros que não queriam nenhuma mudança nos estamentos daquela sociedade.

Fico vendo as mudanças ocorridas nas sociedades sul-americanas dos últimos anos com a eleição de governos mais progressistas e com projetos alternativos ao neoliberalismo. Eu os acho tão vulneráveis em sofrerem golpes apoiados por quem realmente detém o poder econômico e dos meios de comunicação, que até corro o risco de ser tido como um imprecador.

Acompanha a postagem algumas fotos que fiz da fortaleza El Alcázar, tiradas em 2009 por mim.


Bibliografia:

PRESTON, Paul. La Guerra Civil Española. Traducción de María Borrás. Edición Debolsillo. España.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Leitura: La Guerra Civil Española - Paul Preston


(texto em espanhol)

Capa do livro de Paul Preston. 

Algumas informações importantes que já vi no livro de Preston.

Palavras-chave da leitura:


GENERAL FRANCO

Epíteto atribuído a ele: "Sentinela do Ocidente" - por ele ser contrário ao comunismo, socialismo e à democracia liberal.

"Irrefutable anticomunismo"

Oposición a: la democracia liberal y al socialismo.


APOYO SOCIAL DE PRIVILEGIADOS:

-terratenientes
-industriales
-banqueros

y

-"clases de servicio" del franquismo = miembros de las clases media y trabajadora que por diversas razones (oportunismo, creencias o circunstancia geográfica durante la guerra) compartieron su suerte con la del régimen.

y

-los católicos españoles comunes que apoyaron a los nacionalistas como defensores de la religión, la ley y el orden.

MOVIMIENTO = el partido único del franquismo (y la gigantesca burocracia estatal)


ANOS SETENTA

-el búnker = los franquistas intransigentes, dispuestos a seguir combatiendo por los valores de la Guerra Civil desde los sótanos de la cancillería.


EL 18 DE JULIO = por la fecha del alzamiento militar de 1936


CREENCIA DE LAS ACADEMIAS MILITARES: su misión era defender a España del comunismo, el anarquismo, el socialismo, la democracia parlamentaria y los separatistas que pretendían destruir su unidad.

Al cabo de unos meses del cese de las hostilidades, se publicó una voluminosa "historia de la cruzada" en fascículos semanales.


COMENTÁRIO: É IMPRESSIONANTE a estratégia de uso de mídia e de meios educacionais dos franquistas para manter a versão dos nacionalistas e direitistas sobre a Guerra Civil.

"Hasta muy entrados los años sesenta, una sarta de publicaciones, muchas de ellas dirigidas a los niños, presentaban la guerra como una cruzada religiosa contra la barbarie comunista"

Segundo Preston, todo o debate posterior à derrota dos republicanos durante a Guerra Fria e com apoio dos EUA impediu que se visse claramente que não foi Stalin o responsável pela derrota:

"El éxito de la antinatural alianza entre anarquistas, trotskistas y los partidarios de la Guerra Fria ha oscurecido el hecho de que Hitler, Mussolini, Franco y Chamberlain - y no Stalin - fueron responsables de la victoria nacionalista"


AS BRIGADAS INTERNACIONAIS

Foi a participação de várias pessoas de esquerda do mundo inteiro no conflito ao lado dos republicanos.

"El buceo en las sórdidas luchas de poder en la zona republicana entre comunistas por un lado, y socialistas, anarquistas y trotskistas del POUM por otro, no puede disminuir el valor del idealismo de las personas implicadas en ellas"


Bibliografia:

PRESTON, Paul. La Guerra Civil Española. Traducción de María Borrás. Edición Debolsillo. España.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Literatura Espanhola - Sobre a Guerra Civil Espanhola


(Releitura em 04/9/16 - texto original de nov/2009)

Foto famosa de Robert Capa de um soldado legalista.
Fonte: Wikipedia.

A GUERRA CIVIL ESPANHOLA

Lendo um livro de Paul Preston sobre a Guerra Civil Espanhola, trago aqui alguns dados que eu particularmente não conhecia, até porque sou ignorante no tema ainda e preciso de mais conhecimento para fazer a escolha de meu trabalho de conclusão na matéria que estou cursando este semestre.

(COMENTÁRIO POSTERIOR AO POST: era uma matéria que tratava da Literatura Espanhola de exílio, mas acabei não concluindo naquele semestre, pois não consegui ir às últimas aulas)


FRANCO, PARTIDO ÚNICO E A DATA DO GOLPE

-O partido único de Franco era o "Movimiento" que dominava a gigantesca burocracia oficial do governo ditador.

-A data de 18 de julho é considerada pelos direitistas espanhóis ("los franquistas intransigentes, dispuestos a seguir combatiendo por los valores de la Guerra Civil desde los sótanos de la Cancillería") como uma data comemorativa por ser "la fecha del alzamiento militar de 1936".


VERSÕES PÓS-GUERRA CIVIL

A versão dos franquistas prevaleceu no país, pois havia um trabalho conjunto entre as forças e posições nacionalistas militares e da elite conservadora. Já os derrotados nunca tiveram uma explicação comum e, pelo contrário, sempre se culparam uns aos outros, o que dificultou a construção histórica de uma versão comum.

"Más allá de las fronteras herméticamente cerradas de la España de Franco, los derrotados republicanos y sus simpatizantes extranjeros rechazaban la interpretación franquista de que la Guerra Civil había sido una batalla de las fuerzas del orden y la verdadera religión contra una conspiración judeo-bolchevique-masónica. Por el contrario, sostenían que la guerra había sido la lucha de un pueblo oprimido en busca de una calidad de vida decente contra la oposición de las atrasadas oligarquías españolas terrateniente e industrial y de sus aliados nazis e fascistas. Por desgracia, las opiniones profundamente divididas sobre las razones de su derrota les impedían presentar una visión monoliticamente coherente de la guerra, como hicieron sus oponentes franquistas".


OS RESPONSÁVEIS PELA VITÓRIA NACIONALISTA

Existe uma discussão antiga sobre os motivos que teriam levado os republicanos a perderem a guerra. Após a 2ª Guerra Mundial, até a CIA incentivou a tese de que a URSS de Stalin teria sido a responsável pela derrota.

"El éxito de la antinatural alianza entre anarquistas, trotskistas y los partidarios de la guerra fría ha oscurecido el hecho de que Hitler, Mussolini, Franco y Chamberlain - y no Stalin - fueron responsables de la victoria nacionalista".


PACTO DO ESQUECIMENTO TÁCITO E COLETIVO

Após o fim do período de Franco, existiu uma espécie de pacto de "não-provocação" coletivo na sociedade espanhola entre os dois lados da guerra civil, por ser algo que dividiu sobremaneira a população.

"Era una contribución a lo que se ha llamado el pacto del olvido, acuerdo tácito y colectivo de la gran mayoría del pueblo español de renunciar a cualquier ajuste de cuentas tras la muerte de Franco. Un rechazo de la violencia de la Guerra Civil y del régimen surgido de ésta, prevaleció sobre cualquier sentimiento de venganza".


Bibliografia:

PRESTON, Paul. La Guerra Civil Española. Edición DeBolsillo, 6ª edición 2009.