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domingo, 19 de março de 2017

Death Note - Anime (Há justiça com justiceiros?)



Jovens inteligentes se enfrentam na série Death Note.
Um quer ser o novo deus do mundo, o outro está
ao lado da justiça do Estado para frear o Kira.

Refeição Cultural - Há justiça com justiceiros?

Assisti com meu filho aos episódios finais da série de anime Death Note (2006/07). Foi emocionante!

No ano passado, havia começado a ver este anime por sugestão de meu amado filho. Seriam 37 episódios. Cheguei até o 13 ou 14 e parei. Em julho daquele ano, recomecei e disse ao meu filho que iria até o final. Aproveitei que iríamos estar juntos neste final de semana e vi os episódios que faltavam.

A estória é sobre um jovem estudante japonês, dos melhores de sua classe, que encontra um Caderno da Morte (Death Note), jogado em nosso mundo por um Deus da Morte (shinigami), que não aguentava mais o tédio em sua dimensão de mundo, e a partir daí começam os acontecimentos.

O garoto Light Yagami ou Raito (o Killer ou Kira em japonês) também sentia um certo tédio ou descrença em nosso mundo, ao ver tanta violência e impunidade nas sociedades. Após testar o Caderno e perceber que ele poderia matar qualquer pessoa ao escrever o nome dela no Death Note, ele decide eliminar todos os "bandidos" do mundo e construir uma sociedade mais justa.

Bonita a ideia, não? Ele via na televisão e demais meios de comunicação os crimes que eram anunciados e seus respectivos "culpados" e definia para eles a pena capital. Minha santa inocência! Já pensaram se a estória se passasse no Brasil da Rede Globo, Folha, Estadão e Veja (P.I.G.)? Se essas fossem as fontes de quem é "bandido" e quem não é? Não haveria mais uma liderança de esquerda ou dos movimentos sociais e populares viva... No entanto, tod@s os articuladores do Golpe de Estado que fizessem parte deste sindicato de criminosos e lesa-pátrias estariam livres e bem vivos!

Depois de decretar pena de morte automática para criminosos que apareciam nos noticiários, Raito passou a ver e matar também os suspeitos; depois foi a vez de pessoas más vistas pelas esquinas da vida... depois quem ele achasse que poderia prejudicar seus planos de ser o novo senhor do mundo, um novo mundo onde ele seria o deus.


O shinigami Ryuk é o responsável pelo Death Note
que tirou por um tempo o tédio de si próprio,
de Raito e do mundo humano.

Há momentos muito bons em alguns episódios. Foi difícil assistir aos 37 por causa de minha falta de tempo livre, mas agradeço a sugestão de meu filho. Além de poder entrar um pouco no mundo dele, dos jovens de hoje, pudemos discutir alguns episódios e o final foi de arrepiar. Meu filho admirava muito a inteligência de Raito (Kira) e do outro jovem (L) que lutava para descobrir quem era o Kira.

Papel especial e destacado também damos ao shinigami Ryuk, o Deus da Morte que não aguentou o tédio em seu mundo e veio para o nosso passar um tempo ao lado do dono de seu Death Note, Raito.

Este anime Death Note tem na Netflix, não se sabe até quando, mas eu recomendo, tanto aos jovens quanto aos seus pais.

Ficam as reflexões que fiz nas postagens anteriores, principalmente na segunda (ler AQUI) e terceira (ler AQUI), onde reflito sobre o quanto é temeroso apostar em heróis, anti-heróis ou justiceiros, ao invés de investir e fortalecer instituições sociais dos Estados para que funcionem de forma imparcial e impessoal, para evitar que indivíduos dotados da natureza humana falível, façam papéis de deuses julgadores, porque ao final o que teremos é totalitarismos, falta de democracia e injustiça.


William

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Diário e reflexões - 050117



Noite de luar em Brasília.

Olá amig@s leitores,

Estou em minha primeira semana de férias de meu trabalho de gestor eleito da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Felizmente, precisei de poucas horas nesta semana acompanhando nossa equipe de trabalho na Cassi. Eu sou grato pela excelente equipe de profissionais que temos.

A gente tenta se desligar um pouco do mundo do trabalho e da política durante esses dias, mas é muito difícil.

Bom, estou me esforçando para caminhar e correr para ver se recupero um pouco da saúde e condição física, abaladas por causa da rotina que levo em defesa da entidade de saúde e dos associados que representamos.

Estou lendo o livro "Fausto" do alemão Goethe. A estória mitológica do homem que vendeu a alma ao diabo é bem propícia para o mundo em caos em que nos pegamos nesta fase do mundo humano. 


Janeiro é um mês de muito verde em Brasília.

Continuo relendo minha produção de textos nos blogs que mantenho. Já reli, diagramei e categorizei dezenas de postagens entre 2013 e 2016 nestes dias de férias. Encontrei muito texto bom. Levo muito a sério meu desejo de partilhar conhecimento e contribuir com reflexões sobre o mundo que vivemos.

Assisti com a família a alguns filmes. Vi alguns episódios de séries. Estou para escrever sobre o anime Death Note. Cheguei ao episódio 26 e fiquei pensativo sobre o que já vi: o mal está vencendo a batalha. A série foi recomendação de meu filho.

É impossível não ficar triste com a destruição de nosso querido País e dos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro por parte dos golpistas que tomaram o Brasil de assalto e estão cometendo crimes de lesa-pátria todos os meses, desde abril de 2016, em favor de corporações estrangeiras e alguns capitalistas que residem aqui (mas odeiam o Brasil e o povo daqui).

Se eu não estivesse no front de batalha pelos direitos em saúde de meus colegas bancários na autogestão que administro, muito provavelmente estaria envolvido nestas causas de nosso País. Foi assim quase que minha vida toda.

É isso,

William

domingo, 25 de setembro de 2016

No Brasil crimes e golpes de Estado compensam





Ontem, sábado, ao ir buscar pão, fiquei pensando na confecção de um texto onde eu iria abordar o anime Death Note e os senhores intocáveis da "República de Curitiba", eles são os novos deuses shinigamis donos de nosso destino como reles mortais, como nada que somos, neste brazil totalitário no pós golpe.

Ao longo do dia, acabei não fazendo esse texto, mas fiz outro brincando de candidato a Presidente da República (agora bananeira) com propostas radicais de esquerda e comparando o quão irracional, surreal e ilógico é o brazil pós golpe porque os golpistas que assaltaram o Estado e acabaram com a democracia estão aplicando uma agenda de propostas radicais de direita e eles não foram eleitos. Leia AQUI o texto.

Quis neste domingo esquecer toda essa merda nauseante por um tempo e após buscar pão, peguei para ler mais uma obra do grande escritor goiano José J. Veiga - De jogos e festas (1980). Estou empenhado em ler toda a obra dele e estou lendo na ordem de publicação. Esta é sua sétima obra, se minha pesquisa estiver correta.

Mal eu comecei a ler, e ouvi dois vídeos que minha esposa estava vendo a respeito do estado das coisas no brazil pós golpe. Um era do filósofo Cortella e o outro era da filósofa Marilena Chauí. Ao ouvir Chauí lembrando da desfaçatez do golpe, arquitetado junto com os EUA, com parceria de Temer e Serra, numa disputa global de hegemonia e o simbolismo de entregar o Pré-sal em semanas para os imperialistas, me deu uma explosão mental de ódio e tristeza. Comecei a chorar, mais por dentro que por fora.

Às vezes dá vontade de ser burro, ignorante, analfabeto político. Dá vontade de ser egoísta e pensar só em mim nesta merda de vida. Por que que não dou conta de ser assim?

Hoje tem informação disponível para qualquer pessoa que quiser se informar. Tenho lido pela manhã artigos progressistas tão bons, tão esclarecedores, e qualquer pessoa, principalmente de minha classe social, poderia ler e se informar. Não há justificativas para a classe trabalhadora ser idiotizada, imbecil e manipulada pela meia dúzia de bilionários donos dos meios midiáticos totalitários. Alguns artigos são tão bons que eu deveria guardá-los neste blog como faço de vez em quando, para relê-los depois.

Como pode haver possibilidade dos paulistas elegerem aquelas coisas João Dória (PSDB), Celso Russomano (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) e o que eles significam neste contexto atual do brazil pós golpe? O atual prefeito do PT, Fernando Haddad, bem lembrou numa entrevista que os 3 candidatos e os partidos deles estão vinculados ao projeto do governo Temer de congelar e destruir a saúde e educação públicas por décadas. Como pode o povo votar em sujeitos fascistas, direitistas, que têm nojo e vomitam ao sentir cheiro de pobre, como afirmou o candidato da direita em Curitiba (Greca do PMN, apoiado pelo PSDB)? Caralho, como o povo pode se deixar manipular pela Rede Globo, Folha, Estadão, Época, Veja? Como faço pra viver num mundo idiotizado?

Como faço para agir com cara de paisagem com conhecidos, familiares e trabalhadores que represento que apoiam a destruição do País e dos direitos deles mesmos se há informação a um minuto de pesquisa na rede mundial de computadores (se quisessem)? 


"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" (Joseth Pulitzer - 1847-1911)


Pulitzer tinha razão profunda em sua tese de que os donos dos meios de manipulação de massa conseguem criar um povo vil, cínico, hipócrita, e alienado. A super especialização técnica da contemporaneidade também criou seres de minha espécie robóticos, não humanos. Já venceu a tese da "escola sem partidos", porque o partido que domina a escola, a mente de nosso povo é o Partido da Imprensa Golpista (P.I.G). 

Quem diz que a imprensa comercial de alguns donos é partido? Eu o zé e mais uns caras... só. O restante vai na onda da massa bovinamente convencida pelos próprios donos dos meios comunicativos da linda expressão "liberdade de imprensa", que quer dizer "liberdade de imposição dos donos da imprensa" sob todos nós reles mortais.

Por que eu não consigo ser egoísta e parar de sofrer e me martirizar ao ver o que Serra, Temer e Moro estão fazendo combinado com os americanos e acabando com o futuro de nosso País e nosso povo? Moro foi treinado pelos Estados Unidos. O conhecimento é uma coisa que você adquire e vai sofrer com aquilo vendo a iniquidade ao seu redor para o resto da vida.

O crime compensa no brazil. Só depende de quem o comete. Se forem praticados por eles, os donos do mundo, os donos do poder, os vira-latas da "elite" brasileira da Casa Grande autorizada pelos imperialistas, não tem problema. Os imperialistas deixam. Se forem praticados pela classe trabalhadora (ou inventados e ditos por "convicção" sem provas), masmorra neles!, como acontece com a metade da população carcerária no brazil-colônia, presa sem processo e condenação. Que raiva de saber tudo isso e não conseguir mudar a iniquidade ao nosso redor.

Golpe no brazil compensa. A fala do Cortella que ouvi há pouco e de diversos outros intelectuais é aquela que me dá vontade de explodir... "daqui a 30 anos vão concluir que foi golpe como ocorreu em 1964...". Que porra é essa? Daqui a 30 anos... é isso que está me matando ao ver um golpe bem sucedido de novo em nosso País, sem revolta e guerra civil nas ruas, sem refazimento deste e de outros golpes. Ao final, vence a elite vira-latas do brazil colônia. Foda-se daqui a 30 anos. Valeu a pena como sempre dar o golpe. O povo brasileiro é dócil mesmo. Só há aquelas parcelas de lideranças que tentam organizar o contra-golpe e elas ou esmorecem, ou desaparecem, ou são desaparecidas com um curto tempo...

Hoje eu estou com raiva e desprezo pela minha espécie. E de mim também.

Ontem soube do adoecimento de uma pessoa que trabalhou na campanha para as eleições de meu mandato atual. Ao pensar nessa pessoa querida e em cada homem ou mulher que encontro pelo País afora e que eu não conhecia pessoalmente e que me dizem que trabalharam muito para me eleger, eu fico emocionado e encontro energia para todos TODOS os dias acordar e dar o melhor de mim pela Cassi e pelo modelo assistencial que acredito ser a melhor perspectiva de sustentabilidade para a entidade, dar o melhor de mim pelos associados que nos elegeram e que não nos elegeram, e pelo Banco do Brasil porque eu sou defensor deste banco público ao qual já dediquei a metade de minha existência, mesmo quando em nome dele pessoas me atacam, humilham e fazem coisas a mim que eu não merecia.

Acho que é por isso que eu faço loucuras que sei que nenhum outro já fez ou faria para defender essa entidade em que sou eleito gestor. Estou gastando milhares de reais de minha remuneração (e de minha família) para fazer o que eu entendo que deve ser feito para fortalecer essa entidade, e sei que às vezes pessoas ou grupos dificultam meu trabalho só por questões políticas. Foda-se! Posso até ser idiota na dedicação feroz que exerço ao mandato, mas devo o melhor de mim a cada pessoa, cada ser de minha espécie que confiou no que eu poderia fazer em meu mandato.

Mas estou triste com tudo isso e o mundo está degenerado. Como a gente faz pra não adoecer se na segunda-feira após as eleições municipais eu contabilizar a vitória dos ladrões, dos desgraçados anti-povo? Como faço pra olhar na cara dos seres da minha espécie e disfarçar o rancor e o desprezo por quererem ser e continuarem alienados, como bois no pasto em engorda para abate?

Chega por esse momento. Eu tenho que tentar esquecer um pouco isso tudo ao menos no domingo.

William

domingo, 31 de julho de 2016

Death Note - Anime (III)



Capa do 1º volume do mangá Death Note.

Refeição Cultural


Os episódios e a trama do anime Death Note (2006/07) são muito bons e instigantes. Assisti aos episódios 7 (Tentação), 8 (Linha de vista) e 9 (Contato). 

A estória é sobre um jovem que encontra um "Caderno da Morte" de um Shinigami (Deus da Morte) e passa a ser o dono do caderno. O adolescente de 17 anos começa a utilizar o poder do Death Note para matar criminosos e livrar o mundo dos crimes. Mas passa a querer ser o novo deus do mundo e começa a matar pessoas inocentes que possam prejudicar seus planos ou descobrir que ele é Kira, o assassino.

O episódio 7 nos envolve muito pela revolta ao ver Kira matar mais uma pessoa inocente. Os episódios 8 e 9 mostram o quanto Kira e "L" são jovens inteligentes, mas cada um usa sua inteligência de forma distinta. "L" é outro jovem que está auxiliando a polícia para tentar descobrir quem é Kira.


Da ficção, refletindo a realidade

A professora de filosofia Marilena Chauí, aborda em uma entrevista concedida ao livro Leituras da Crise (2006) a importância da Política na vida em sociedade e eu nunca me esqueci de um trecho onde ela explica a necessidade das instituições sociais serem fortes e eficientes, com regras e normas que evitem ou dificultem que as pessoas façam sem limites o que os seus desejos lhes instigam. 

É da natureza humana ser falível porque somos movidos a desejos e paixões, e as instituições que regulam o convívio em sociedade não podem ser falíveis ou passíveis de serem usadas pelos desejos "falíveis" dos humanos.

A história do jovem que adquire um Death Note e pensa inicialmente em eliminar bandidos e os crimes da sociedade e, em seguida, o poder do Death Note acaba virando uma arma para um super vilão, impiedoso e com desejos de dominar o mundo, é bem o retrato do que a filósofa Marilena Chauí fala sobre nossa natureza falível.

O mesmo fato estamos vivendo em nosso país, que agora é o brazil do golpe midiático-jurídico-parlamentar. O Partido dos Trabalhadores buscou de forma correta fortalecer o aparelho do Estado em relação aos órgãos de justiça, criando novas instituições e ampliando a estrutura das já existentes e dando autonomia para atuarem: CGU, MPF, TCU, PGR, PF etc.

Hoje, no brazil, setores dos órgãos de justiça e polícia - uma parte constituída de jovens oriundos da elite tupiniquim ao chegaram às carreiras por concurso público -, que por sinal só voltaram a existir graças ao Governo Lula e ao PT (FHC/PSDB acabaram com a máquina pública), enfim, setores dos órgãos de justiça e polícia estão destruindo perigosamente a democracia brasileira, se organizaram para auxiliar de forma politizada e partidarizada a grande mídia e a oposição ao governo do PT para retomarem o poder Executivo sem vencerem eleições. 

Vivemos neste momento num Estado de exceção. Pode ser que alguns jovens inteligentes até quisessem praticar o bem, mas o poder lhes subiu à cabeça e estão destruindo o país, vidas inocentes, instituições públicas e privadas, permitindo que a iniquidade seja a regra no País, só para que nada nem ninguém impeça o desejo de poder desses segmentos que sequestraram a coisa pública - todos eles, integrantes ou representantes da plutocracia secular brasileira.

Vejam o perigo de não se trabalhar na formação da juventude do mundo pós neoliberalismo dos anos oitenta e noventa conceitos clássicos como ética, solidariedade, direitos humanos, tolerância e respeito à alteridade, humildade e fraternidade. Não basta ser inteligente, é necessário ensinar muito mais aos seres humanos.

Acabei refletindo sobre isso desde que comecei a assistir ao Death Note.

William


Post Scriptum (31/7/16):

Comentários sobre os episódios 1, 2 e 3, clique AQUI.

Comentários sobre os episódios 4, 5 e 6, clique AQUI.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Death Note - Anime (II)



Um jovem estudante "nota A" com
um caderno da morte na mão...

Já é madrugada de terça-feira, 26 de julho. 

Nesta segunda, trabalhei das 9 às 19h na Cassi DF. Mesmo tendo lido a pauta da reunião de Diretoria Executiva na sexta passada, trabalhamos muito hoje e fiquei o dia todo enfiado numa sala na sede da Cassi. (enquanto isso, o mundo lá fora seguia com barbáries humanas)

Chegando já de noite em casa, saí para correr 5k num trote bem leve em nossa paisagem ressequida de julho.

Depois do banho, para relaxar, assisti a mais 3 episódios do anime Death Note (2006/07).

Episódio 4 - Perseguição

Episódio 5 - Diplomacia

Episódio 6 - Desligamento

(nomes dos episódios acrescidos em Post Scriptum)



A ficção onde um jovem japonês encontra um caderno da morte, caído de um deus da morte (shinigami), ao mesmo tempo nos põe a refletir e nos revolta. Como é comum acontecer de algum tipo de poder alterar comportamentos ou revelar pessoas rapidamente!

Logo no início dos assassinatos de criminosos na estória do anime, o jovem estudante "nota A" - Raito -, já havia em pensamento lamentado que se seus pais descobrissem que ele era o Kira (killer), ele teria que eliminar os próprios pais.

Não deu outra, dos ideais iniciais "altruístas" de eliminar os criminosos do mundo para ajudar a sociedade, rapidamente Kira passou a matar pessoas inocentes, desafetos e quem poderia colocar em risco seus planos de se tornar o deus do mundo.

A frieza do jovem em não titubear para matar inocentes nos assusta, nos traz para a realidade de nosso mundo, que está passando por alguma espécie de demência coletiva em favor de tudo que há de mais bárbaro e non sense, fascismos e neonazismos. 


E o mundo real?

O ódio e a intolerância tomaram conta de nossa aldeia global. No brazil tomado por um Golpe de Estado, a Caixa de Pandora foi aberta pelos donos dos meios de comunicação monopolizados (P.I.G.) e por empresários, banqueiros, coronéis e partidos de direita, liderados pelo PSDB.

Nesta segunda, uma pessoa teve a coragem de matar a facadas entre 15 e 19 Pessoas Com Deficiência (PCD) no Japão. Onde vai parar a barbaridade humana nesta onda de demência mundial? Tem pessoas cometendo atentados em diversos países do primeiro mundo, do segundo, do terceiro, dos quintos dos infernos criados pelos imperialistas e capitalistas americanos e europeus.

Enquanto corria, refletia sobre a matança de PCD no Japão. É muita maldade! Fiquei pensando que cada um de nós, militantes sociais e defensores de um mundo mais justo e solidário, devemos revolucionar pela paz e pela unidade, fazendo um esforço extra de não cair na onda do ódio, mesmo quando nos humilham e nos atacam de graça, quando nos assediam ou permitem nos assediar, mesmo sabendo que o nosso trabalho é todo voltado para o bem coletivo.

É isso que pensei neste final de noite de segunda e início de madrugada de terça. Fui dormir...

William

domingo, 24 de julho de 2016

Death Note - Anime





Já faz algum tempo que tinha começado a assistir ao anime Death Note (2006/07) com meu filho. Acabei ficando pelo meio da série que contém 37 episódios. Meu filho comenta muito sobre esse anime.

Neste final de semana com a família reunida, comecei a ver novamente o anime. A ideia ficcional é baseada num desejo de poder sobrenatural quase que ancestral dos seres humanos, o de ter o poder de decidir sobre a vida ou a morte dos outros.

A estória é sobre um jovem estudante que encontra e passa a ser o dono de um Death Note, um caderno da morte, que um shinigami (Ryuk), um deus da morte, deixou cair na Terra.



O caderno da morte é encontrado pelo estudante japonês Light Yagami, ou Raito (depois fica conhecido como kira ou assassino em inglês - killer), e deste momento em diante, o jovem passa a utilizar o caderno com o intuito de livrar o Planeta de todo o mal, eliminando os criminosos do mundo.

Mas essa ideia "simpática" do jovem (para algumas pessoas que apreciam a ideia de justiceiros) começa a ganhar outros ares e ele passa a se deixar levar pelo poder inigualável de decidir sobre a vida e a morte de qualquer pessoa no mundo...

Já nos primeiros episódios da série, as questões filosóficas colocadas para nossa reflexão são muito interessantes.

Desta vez, vou ver se assisto até o fim, porque já vi os três primeiros episódios e fiquei bem instigado em saber o final.

William


Post Scriptum (31/7/16):

Episódio 1 - Renascimento

Episódio 2 - Batalha

Episódio 3 - Relações