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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Estudo de línguas - Língua Japonesa (III)



Hiragana

No curso pago que faço na internet os professores dizem que temos que ter paciência e aprender uma coisa de cada vez na Língua Japonesa. Desde o início deste ano, estou fazendo uma matéria optativa de Língua Japonesa em minha graduação em Letras na USP. (ver postagem anterior aqui)

A rede mundial de computadores tem muita coisa interessante quando o interesse do internauta é estudar e buscar conhecimento gratuito. Eu, por exemplo, gosto da Wikipedia desde que foi criada. Como ela é uma fonte livre, uso com frequência em algumas coisas que pesquiso.

Vejamos abaixo, um trecho da Wikipedia sobre os sistemas de escrita e pronúncia do Japonês:

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O japonês faz uso de cinco sistemas de escrita diferentes: Rômaji, hiragana, katakana, kanji e os algarismos indo-arábicos.


漢字 Kanji são os caracteres de origem chinesa, usados em:

- substantivos;
- radicais de adjetivos e verbos;
- nomes de locais e de pessoas.


仮名 Hiragana são caracteres fonéticos japoneses usados em:

- terminações flexionais de adjetivos e verbos (送り仮名 okurigana);
- partículas gramaticais (助詞 joshi);
- palavras para as quais não há kanji;
- palavras cujo autor preferiu não escrevê-las em kanji (por motivo de legibilidade, comodidade, hábito, etc.);
- forma de indicar a leitura de kanji (振り仮名 furigana);

- onomatopeias.

片仮名 Katakana são caracteres fonéticos japoneses usados em:

- palavras e nomes estrangeiros, excluindo aquelas que originaram-se no kanji;

- onomatopeias;
- palavras cujo autor quis destacar (da mesma forma que se escreve em português em tipos itálicos);
- nomes científicos de animais e plantas.


ローマ字 Rômaji são os caracteres latinos, que são usados em:


- acrônimos, por exemplo ONU;
- palavras e nomes japoneses usados em outros países, como em cartões de visita e passaportes;
- nomes de firmas e produtos que necessitem ser lidos tanto no Japão como em outros países como, por exemplo, empresas japonesas: SONY, Panasonic, Pioneer (empresa), Aiwa (que pertence à SONY), etc.


インドアラビア数字 Numerais indo-arábicos


- números árabes (em oposição aos algarismos tradicionais de kanji) são comumente usados para escrever números em texto horizontal. Veja também os numerais japoneses.

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Palavras com os sons das primeiras famílias de katakana que aprendemos em sala de aula. Elas foram ditadas e não peguei o significado de todas elas. Para algumas palavras utilizei o Google Tradutor.

a - i - u - e - o

あい (ai) - amor 
いえ (ie) - casa
いう (iu) - falar 
あお (ao) - azul
うえ (ue) - em cima
おい (oi) - sobrinho
いいえ (iie) - não
おおい (ooi) - bastante

ka - ki - ku - ke - ko 

kaki - ostra (google)
koke - musgo (google)
kiku - ouça (google)
kuko - 
かけ (kake) - 
くき (kuki) - caule
ここ (koko) - aqui
あか (aka) - vermelho


Fontes:

Google
Sala de aula
Wikipedia

domingo, 26 de abril de 2020

Estudo de línguas - Língua Japonesa (II)



Amor (あい)

Nas primeiras aulas que tivemos na matéria de língua japonesa que estou fazendo como optativa na graduação de Letras, nos foi ensinado os dois kanas, o Hiragana e o Katakana. Assim que aprendíamos cada símbolo fonográfico (por famílias "a", "ka", "sa" etc), já éramos testados com ditados. É uma forma do ouvido se acostumar com o som do Japonês, que é diferente do Português em diversos fonemas.

Outra coisa estimulante é sermos convidados a irmos até o quadro escrever as palavras ditadas em sala de aula. Essa é uma forma prática de treinar a memorização do som e do desenho dos kanas. Nós tivemos umas cinco ou seis aulas antes da pandemia do novo coronavírus interromper tudo no mundo.

Se não quisermos perder o que já aprendemos, temos que dar um jeito de rever e memorizar as palavras, as frases de cumprimento e os fonogramas, mesmo que seja na forma de "romaji", ou seja, com o uso do alfabeto romano porque eu não sei utilizar no computador os kanas. No caderno em casa, eu tenho copiado e desenhado os símbolos dos sons.

SAUDAÇÕES (AISATSU)

dô itashi mashite = de nada!

arigatô = obrigado!

onegai shimasu = por favor!

sayônara = adeus! (demorar pra ver ou não ver mais)

ohayô gozaimasu = bom dia! (mais formal)

konnichiwa = boa tarde!

oyasumi nasai = tenha uma boa noite!

ogenki desu ka? = como você está?

genki desu. Anata wa? = estou bem. E você?


OBSERVAÇÃO: como disse na postagem anterior, aqui, essas postagens são registros de estudos meus. Elas não são ideais para outra pessoa estudar o tema porque eu não tenho conhecimento técnico sobre a língua japonesa.


sábado, 25 de abril de 2020

Estudo de línguas - Língua Japonesa



Hiragana.

Neste blog registro alguns estudos que realizo sobre línguas, literatura e cultura. Um dos objetivos das postagens é poder voltar aos estudos feitos para revisão e memorização. 

Algumas postagens têm por objetivo compartilhar conhecimento (WIKI - What I Know Is) como, por exemplo, aulas do curso de Letras que reproduzo aqui ou leituras que faço. Outras postagens como esta têm mais relação com registros pessoais para posterior revisão, não sendo ideais para alguém estudar nelas.


Katakana.

Decidi estudar a língua japonesa neste ano de 2020. Interesse neste idioma eu sempre tive, bem como o interesse na cultura japonesa, que é antigo. Além de me inscrever num curso pela internet em janeiro, me inscrevi também em uma matéria optativa de meu curso de Letras. Até o momento eu aprendi os dois alfabetos fonéticos ou silabários, o Hiragana e o Katakana. E o uso de algumas partículas.

No curso online a metodologia é uma e no curso presencial da USP é outra, completamente diferente. A cabeça e os neurônios estão sendo muito exigidos, o que é muito bom. No curso presencial é lápis na mão e desenho dos fonogramas, e memorizar as palavras. Dá um trabalhão acertar o traço. Na internet é memorizar som, imagem e palavras.

Enfim, estudar línguas é muito interessante e me faz esquecer por algumas horas a realidade desgraçada da política nacional.

William

Post Scriptum (26/4/20)

Uma coisa importante na escrita dos ideogramas e fonogramas da língua japonesa - Kanji, Hiragana e Katakana - é respeitar o sentido em que o lápis ou pincel devem iniciar e terminar o desenho de cada imagem.

Nossos professores do curso de Língua Japonesa Moderna I nos passaram sites em que é possível verificar os traços de cada fonograma. Não consegui abrir as tabelas pelo celular, mas pelo notebook funcionam normalmente. Para ver o Hiragana clique aqui e para ver o Katakana clique aqui.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

090519 - Diário e reflexões - Que aprendi hoje?



Relva florida na USP.
Foto: William Mendes.

Refeição Cultural

Texto e Discurso em Língua Espanhola

Todo dia é dia de aprender algo novo. De reaprender algo, melhorando ou revendo conceitos. De ser menos ignorante que o instante anterior ao aprendizado. E, ao aprender algo novo, sermos mais conscientes e menos manipuláveis. 

Não por acaso, o regime fascista tem na destruição total da educação pública e autônoma um pilar de seu projeto de poder, porque ao eliminar as oportunidades de crescimento intelectual através de uma educação emancipadora, facilita-se a destruição do país e dos direitos do povo pela manipulação e desagregação das classes populares e trabalhadoras: dividir para governar.

Na aula de hoje, lemos um conto argentino para identificarmos as questões de linguagem que estamos estudando neste semestre. A temática desses dias é sobre objetos de discurso, referenciação, correferenciação, categorização e recategorização. 

O tema não é fácil para mim, pois tenho dificuldade em gramática, desde sempre, principalmente sintaxe. Em linhas gerais, nesta questão de rede referencial na linguagem vemos como os objetos de discurso são retomados ao longo do texto a partir de sua primeira aparição, seja por pronomes, por outras palavras, por frases e orações etc.

O conto que lemos é de Rodolfo Walsh - Esa mujer -, publicado pela primeira vez em 1965. O autor foi jornalista e escritor argentino, militante de esquerda, assassinado em 1977 pela ditadura civil-militar em seu país e é dado como desaparecido até hoje (li na Wikipedia sobre ele). Sem citar nome próprio, a personagem de quem se fala nos remete a Eva Perón e, por conseguinte, ao peronismo e ao golpe militar que destituiu Perón em 1955.

Além de aprender um pouco mais sobre o tema das referências textuais e suas retomadas ao longo do texto, o conteúdo da aula aguçou em mim a curiosidade para saber mais sobre o peronismo e Evita. Ademais de gostar muito de história geral e de literatura, tenho bastante afinidade pelas questões do mundo da classe trabalhadora, como o sindicalismo.

Eu não sabia da história do corpo embalsamado de Evita, que estava em exposição na sede da central sindical pela afinidade que ela tinha com a classe operária. O corpo de Evita sumiu após o golpe de Estado, e só se descobriu o paradeiro quase duas décadas depois.

É isso. Todo dia é dia para aprendermos algo novo, mesmo quando já passamos de meio século de existência.

William

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sobre o novo "imortal" FHC e aquilo que chamam ABL


Imortal FHC - foto: J. Freitas
Wikipedia
Olha, vou usar uma frase de Luis Fernando Verissimo comentando sobre gramática para dizer o que eu penso da ABL, aquela antiga academia de letras, cujo primeiro presidente foi o escritor Machado de Assis, respeitada naquelas primeiras décadas do século XX.

"A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva."

Não preciso dizer mais nada, né!

Francamente, o que os amantes da leitura, das línguas e do mundo da literatura podem esperar de uma Academia que tem como ilustres imortais membros do porte de um José Sarney, um Merval Pereira e agora um sociólogo do naipe de um Fernando Henrique Cardoso?...


O poeta Cazuza (não imortal para a ABL) já dizia:

"A tua piscina tá cheia de ratos,
Tuas ideias não correspondem aos fatos,
O tempo não para..."

Quem diria que um dia eu iria publicar uma foto do FHC em meu blog!

Bom, vamos falar de coisa boa. Leiam a crônica do Verissimo sobre o Gigolô das palavras, é muito legal.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre erros de grafia - Sírio Possenti

Imagem divulgação.
Quase todos acham que cometer erros de grafia é o fim do mundo, um sinal de ignorância. Mas não são erros mais graves do que outros (os contábeis, principalmente). Além disso, em geral, esses erros são excelentes pistas para aprender sobre a língua e sobre o sistema de escrita.

Primeiro, o sistema de escrita: a chamada escrita alfabética não é nem fonética (um símbolo para cada som) nem fonológica (um símbolo para cada fonema). Em uma escrita fonética, “tio” teria tantas grafias quantas fossem as pronúncias ([t] ou [tch] no começo, [o] ou [u] no final, fora os sons intermediários). Uma escrita fonológica implicaria que escrevêssemos /caza/ (ou /kaza/) em vez de “casa” e /sinema/ em vez de “cinema”.


A escrita fonética de “final” seria [final] ou [finau] (ou [finaw]), conforme a pronúncia, mas a fonêmica seria sempre /final/ (como prova o “l” em “finalidade”).


E como escreveríamos “peixe”? Foneticamente, [pexe] ou [peixe] (ou [peyxe] – estou sem um bom símbolo para o som que escrevemos com “x” ou “ch”). Fonemicamente? Hoje, /peixe/. No futuro, quem sabe seja /pexe/.


Crianças aprendendo a escrever, adultos com pouca escolaridade ou prática e cronistas anteriores às leis ortográficas fazem, todos, o mesmo tipo de escolhas. Digamos, para simplificar, que cometem os mesmos tipos de “erros”. Empregam grafias diversas e juntam palavras que os mais experientes (ou os mais recentes) separam.




Analistas apressados podem chegar a diagnósticos severos (por exemplo, de dislexia) em relação a esses escreventes. Mas, de fato, trata-se apenas de: a) instabilidade do sistema ortográfico (casa / caza; borracha / borraxa); b) de grafias baseadas na pronúncia, que é variável (menino / mininu), em hipercorreção (se “peixe”, por que não “badeija”; se “menino”, porque não “menistro”; se “final”, porque não “degral”?). Para um aprendiz, convenhamos, não é nenhum desastre.

Um aluno que comete estes erros, evidentemente comete erros. Afinal, a grafia correta está definida em lei! Mas seus erros não são devidos à falta de atenção ou a algum tipo de déficit cognitivo. Podem, ao contrário, ser resultado de hipóteses inteligentes, embora erradas, e de generalizações que não deveriam fazer, mas que, na fase de aprendizagem em que estão, são comuns e demonstram independência intelectual e inventividade.


Em um texto famoso de Mattoso Câmara sobre o assunto, uma análise chama particular atenção. O linguista encontrou diversas grafias para a palavra “silvou” (no ditado de “a serpente silvou”). Elas são devidas especialmente à instabilidade do “l” em sua relação com “u” em final de sílaba e de “u” em sua relação com “o” em posição átona: silvou, silvol, siuvou, siovol etc. A pronúncia é sempre a mesma, é importante observar.


O caso mais interessante é silivou. Diz Mattoso Câmara que o acréscimo de “i” depois de “l” é uma manobra do aluno (de 12 anos !!!) para manter o “l”. Sua explicação: como já que o “l” flutua em final de sílaba (é pronunciado [l] ou [u]), mas é fixo no começo, ao colocar uma vogal depois dele, o aluno garante que o “l” esteja em começo de silaba e, assim, não se vocalize (não se “confunda” com u).


Que diferença poder ler uma análise de quem conhece o assunto!!



Fonte: Carta na Escola

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Mais bem" ou "melhor" informado sobre "mais bem" ou "melhor"


Abaixo, segue texto do professor Sírio Possenti, que me fez entender o que eu não tinha conseguido até então.


Quando "mais" não é "melhor"


Se o ensino separasse a prática linguística da teoria gramatical, poderia esclarecer dúvidas sobre expressões como "mais bem educado" e "melhor educado"

Sírio Possenti*

Discute-se muito (ainda) sobre ensino de gramática na escola. Em geral, entende-se por ensino de gramática um tipo de trabalho que deveria produzir como resultado que "melhorem" a fala e a escrita dos atingidos. Quando se diz que alguém não sabe gramática, em geral se quer criticar o fato de que alguém diz "menas gente", "as pessoa" ou "haviam pedidos".

É claro que casos assim têm relação com gramática, mas, tecnicamente, em sentido mais ou menos indireto, se considerarmos o que se estuda de fato sob esse rótulo - tanto na escola fundamental quanto nos cursos de pós-graduação. Nesses casos, mais do que corrigir, trata-se da análise de fatos, com base em uma metalinguagem (sujeito, predicado, passiva, infinitivo etc.) e por meio de operações de análise, de dissecação (sublinhe o sujeito, qual a função sintática de, como se distingue uma oração explicativa de uma restritiva).

Seria proveitoso dividir mais ou menos claramente a análise gramatical da prática linguística que deve seguir regras. Esta é regida por normas que são gramaticais, por um lado, mas também sociais ou históricas, como é o caso claro das regras e avaliações relativas a construções em desaparecimento e suas substitutas.

Bom exemplo são os usos e as análises do verbo "assistir": considerado só seu uso, não há muito sentido em "defender" as especificações que gramáticas e dicionários fornecem, já que médicos não assistem mais (eles tratam, operam), ninguém mais assiste (mora, trabalha) na rua tal. Em compensação, assistimos os jogos e os jogos são assistidos.


Regras reais

Se aceitássemos claramente tal divisão, poderíamos ter aulas de gramática que analisassem quaisquer construções (e as "erradas" são as que mais permitem aprender gramática, de fato). Poderíamos comparar, por exemplo, regras de concordância em uso efetivo; as diversas formas de orações adjetivas usadas de fato; o sistema pronominal de hoje e do passado; ou a conjugação popular (falada) com a culta (escrita).

Descobriríamos regras, no sentido de leis, como as de física ou genética, e não meros erros, em sequências como "livro pra mim ler" (aqui, "mim" só ocorre após "para", e o verbo que o segue está sempre no infinitivo) ou em construções como "menas gente" e "meia cansada" ("menos" e "meio" são flexionados só antes de termo feminino - talvez estejam mudando de classe gramatical). Fazer isso não implica necessariamente aceitar que essas construções devam ser escritas (em relatórios administrativos, por exemplo). É exatamente a gramática, em outro sentido, que impede que sejam aceitos. Mas então saberíamos analisar...

Esse aprendizado pode ser útil até para corrigir gramáticas. Todas cometem o mesmo erro em análises do adjunto adnominal em grupos como "meu livro velho". Consideram simplesmente que "meu" e "velho" são adjuntos adnominais de "livro", sem considerar que a organização de uma sequência como esta é mais complexa, é hierarquizada. Pode-se discutir se "meu" é adjunto de "livro velho" (há diversos "livros velhos" e "meu" especifica um) ou se "velho" é adjunto de "um livro" (há diversos livros meus, e "velho" especifica um), mas está errado dizer que os dois adjuntos ocupam a mesma hierarquia em relação a "livro".


Sequência

A tese fica mais clara em construções como "carne suína moída congelada": não é verdade que carne tem três adjuntos. O que ocorre é que carne é qualificada como suína, a carne suína é qualificada como moída e a carne suína moída é qualificada como congelada. Uma teoria que não consegue fazer isso não vale a pena! As gramáticas gerativas mostravam essa hierarquia em árvores, mas pode-se fazê-lo em construções parentéticas, que mostram bem essa hierarquia: [[[[carne] bovina] moída] congelada] - [meu [livro [velho]]] ou [[meu [livro]] velho].

Uma boa teoria gramatical, capaz de permitir observações adequadas, não pode decidir (porque esta decisão é social) se se deve dizer "melhor educados" ou "mais bem educados". Gramáticas e manuais ensinam que se deve dizer preferencialmente "mais bem" antes de particípios (mais bem treinados etc.).

Mas é relativamente fácil mostrar que a questão real não é essa. Que a construção não tem a ver (ou a questão não é decisiva) com a categoria à qual pertence a palavra seguinte. A verdadeira questão é a hierarquia interna da construção, a relação entre essas palavras.

Quem diz "melhor preparados" toma como base a construção: [[mais bem] preparados], em que "mais" modifica "bem": "mais bem" = "melhor".

Quem diz "mais bem preparados" toma por base outra construção: [mais [bem preparados]], em que "mais" modifica "bem preparados".


Escopo

Dada esta segunda organização, "mais" não pode afetar "bem"; apenas afeta "bem preparados". Por isso, não pode gerar "melhor", porque "melhor" parafraseia "mais bem", que aqui não existe.

Os linguistas dizem que, em um caso, "bem" está no escopo de "mais", e "mais bem" se transforma em "melhor". Em outros termos, "mais bem" é um constituinte. No outro caso, "bem" não está no escopo de "mais". O que está no escopo de "mais" é "bem preparados". Não sendo "mais bem" um constituinte, não há como surgir a forma "melhor".

Em um sentido de gramática, alguém poderia dizer que uma das construções está certa (porque algum escritor a usou) e que a outra está errada (porque só o povo e os distraídos usam). No outro sentido de gramática, diríamos que se trata de duas estruturas gramaticais diferentes, cuja natureza poderia ser mostrada. O uso de uma ou de outra terá ou não apoio das autoridades...


*Sírio Possenti é professor associado do departamento de linguística da Unicamp e autor de Os Humores da Língua (Mercado de Letras)

Fonte: Revista Língua Portuguesa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dimensões universais da linguagem, estudando Evanildo Bechara



Refeição Cultural

Fazem parte das noções preliminares que envolvem a linguagem os termos sistema, signo, símbolo e intercomunicação social.

SISTEMA é um conjunto de unidades organizadas com certa finalidade. SIGNO ou SINAL é uma unidade que leva ao conhecimento de algo diferente dele mesmo. Em linguística os signos devem ser unidades SIMBÓLICAS. Como, por exemplo, o -s final da palavra livros é um sinal de pluralizador.

A OPOSIÇÃO é um princípio fundamental para a determinação da existência dos SIGNOS LINGUÍSTICOS.

Nas palavras, compostas por fonemas e grafemas, a oposição faz toda a diferença semântica, pois são compostas por SIGNOS FONÉTICOS ARTICULADOS:

Ex: Pala, Vala, Mala, Tala, Rala, Fala, Bala, Cala, Gala, etc.

INTERCOMUNICAÇÃO SOCIAL é porque a linguagem é sempre um estar no mundo com os outros, como parte de um todo social.

A linguagem humana apresenta cinco DIMENSÕES:

CRIATIVIDADE: forma de cultura manifestada como atividade livre e criadora.

MATERIALIDADE: é o nível biológico da linguagem, é atividade fisiológica e psicológica.

Envolve os aparelhos vocais e auditivos.

SEMANTICIDADE: porque carrega um conteúdo significativo.

ALTERIDADE: porque o significar é sempre um "ser com outros", próprio da natureza político-social do homem.

HISTORICIDADE: porque é tradição linguística de uma comunidade histórica.

Bechara nos diz que não existe língua desacompanhada de sua referência histórica: só há língua portuguesa, língua francesa, língua inglesa etc.

A dimensão histórica da linguagem coincide com a própria historicidade do homem.


Bibliografia:

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37a. Edição Revista e Ampliada. 16a. Reimpressão. Editora Lucerna, RJ 2006.

terça-feira, 24 de março de 2009

O não emprego do hífen - Evanildo Bechara



Refeição Cultural

(os sublinhados são para meu estudo pessoal)


Publicado originalmente em: O Estado de S. Paulo (SP) 8/3/2009

Dirige-se a esta seção o leitor a quem começamos a responder no último artigo, preocupado em saber por que colocar hífen em pé-de-moleque e não colocá-lo em pai dos burros, expressão popular referida a "dicionário".

O acordo ortográfico ensina-nos que as locuções de qualquer natureza devem ser usadas sem hífen, incluindo as duas locuções lembradas: pé de moleque e pai dos burros. A lição vem pôr ordem em matéria que corria indisciplinada em sistemas ortográficos oficiais anteriores, já que as locuções pronominais (cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja, etc.), as prepositivas (abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, a partir de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto à, etc.), as conjuncionais (a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, visto que, etc.) eram usadas normalmente sem hífen, as demais locuções pareciam pertencer a terra de ninguém. Se fim-de-safra e fim-de-século eram contempladas com hífen, fim do mundo e fim de semana, também locuções, não gozaram do privilégio de ostentar o hífen.

Ainda neste terreno, tínhamos de exigir de quem escrevia saber distinguir um à-toa hifenado, se era locução adjetiva (Trata-se de um problema à-toa) de um à toa, não hifenado, se locução adverbial (Este trabalhou à toa). Ou ainda um dia-a-dia, locução substantiva com o sentido de "cotidiano" (Meu dia-a-dia é agradável), de dia a dia, locução adverbial, valendo por "diariamente" (A criança cresce dia a dia).

Com a lição do acordo de 1990 desaparecem tais incoerências, e todas as locuções passam a não precisar desse sinal diacrítico. Quando escrevemos, nosso texto não representa diretamente ideias, senão palavras, e estas é que representam ideias num segundo momento dessa operação lógico-simbólica, auxiliada pelos saberes de que dispomos todos os falantes de uma língua. Nós não falamos só com o conhecimento das regras elementares do pensar e do conhecimento de mundo (saber elocutivo); usamos do conhecimento da construção do texto, por isso que quando de manhã auguramos a alguém Bom dia!, não aludimos a condições atmosféricas (pode até estar chovendo a cântaros!), mas sabemos que estamos usando um texto de saudação matinal (saber expressivo). Também contamos com a situação e o contexto em que se desenvolve nossa fala. Por tudo isso e por mais alguns fatores é que nem o freguês nem o doceiro irão ter dúvida diante do pedido de um pé de moleque, sem hífen.

Retornando à pergunta do consulente, pai dos burros, locução substantiva para aludir familiarmente a "dicionário", não terá hífen. Levando em conta uma tradição ortográfica refletida nos dicionários, o acordo abriu exceção a um pequeno grupo de locuções que, fugindo à nova orientação, ainda serão hifenados: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Pelo que se vê, não estão arroladas nas exceções explicitamente indicadas no acordo as locuções substantivas pé de moleque e pai dos burros. O Dicionário Escolar da ABL registra as locuções sem hífen pé de atleta, pé de boi, pé de cabra, pé de chinelo, pé de galinha, pé de moleque, pé de pato, pé de vento. Respeitando a exceção do acordo, acolhe pé-de-meia, com hífen.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Domingos Paschoal Cegalla - In: Aliás - Estadão




Voz ativa

Aos 88 anos, o pioneiro da gramática brasileira quer mais ousadia na reforma ortográfica

Mônica Manir - O Estado de S.Paulo

Marcos D'Paula/AE

In medio virtus. Em outras palavras, nem muito ao mar nem muito à terra. Eis a cordilheira sobre a qual se instala Domingos Paschoal Cegalla, gramático que atravessou quase cinco gerações de estudantes brasileiros, quando avalia o caminho que traçou para chegar ao Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa: "Nem demasiada condescendência com os desvios da boa norma, nem caturrice vernaculista".

Não consta, face a face, que o professor Cegalla seja um senhor caturra - a não ser que eu escrevesse tête-à-tête agorinha mesmo, como, enfim, acabo de fazer. Para esse catarinense de 88 anos, voz pausada, olhar etéreo e mãos doces, não devemos nos deixar contaminar por termos peregrinos. Por que hall, se temos vestíbulo? Por que trupe se temos elenco? Por que complô se grassa a conspiração? Aos estrangeirismos que se apegaram ao português feito nhacas, ele propõe um reboco na forma vernácula. Recorde, xorte e imbrólio, no seu ângulo de visão, seriam preferíveis a record, short e imbroglio.

Já diante da possibilidade de confusão que se avizinha com o novo acordo ortográfico, previsto para entrar em vigor nos países lusofalantes a partir de 2009, Cegalla reage com certo agastamento. "Essa reforma é muito tímida e superficial." Queria mais punch, ops!, ousadia para atingir não somente os sinais diacríticos (entre eles o trema, o acento agudo de jibóia e o circunflexo de vôo) como também certas incoerências que se notam no sistema ortográfico brasileiro. Uma desumanidade, por exemplo, é escrever desumano sem h e co-herdeiro com o dito cujo". Ninguém hesitaria em pronunciar corretamente co-herdeiro sem este h, que me parece inútil." Pode parecer perseguição, mas lá vai Cegalla propor a guilhotina nas palavras que começam exatamente com essa mísera letra. Hesitaria seria esitaria; hoje, oje. Assim, de supetão, parecem casos de anencefalia. "Grafa-se hoje porque vem do latim hodie." A bem da simplificação ortográfica, portanto, o h etimológico inicial perderia o emprego.

A bem de romper a estranheza com mudanças, o professor lembra o sistema ortográfico de 1943. Iniciativa da Academia Brasileira de Letras, causou rebuliço porque, entre outras medidas, trocou officio por ofício, psalmo por salmo, attento por atento, rhinoceronte por rinoceronte. "Por ter abolido o th, o ph e as consoantes geminadas inúteis, nossa ortografia, com a espanhola, é das mais avançadas no mundo", categoriza. Sobre sua atração pela língua em si, ele bota o indicador na testa para recobrar o que Eça disse ao amigo Eduardo Prado: "Os brasileiros falam português com açúcar".

Cegalla nasceu duplo "l" em Tijipió, com j e acento no ó, distrito de Tijucas, a cerca de 50 quilômetros de Florianópolis. Lidava com cana-de-açúcar na fazenda do pai, mas o apetite voraz pela leitura não teria vindo da sacarose, e sim de um dom inato. Até os 12 anos deu expansão às suas energias. A partir de então foi enviado a Curitiba para estudar no Colégio Santa Maria, dos irmãos maristas, tradicionalmente dedicados ao ensino. Ainda na capital formou-se em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, não sem antes passar pela hedionda tarefa de trancar a matrícula por quase dois anos para servir no Exército, quando esteve cotado para ser pracinha da FEB. Protocolista na ocasião, enviou um pedido de dispensa ao então ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, e ganhou o aval para voltar aos estudos.

ESTRANGEIRISMOS

"Por que hall se temos vestíbulo"

Passada a guerra, o Paraná ficou pequeno para suas ambições profissionais. Rasgou então a estrada até São Paulo, onde deu aulas de português no Colégio Marista do Carmo, perto da Av. Rangel Pestana, até 1952. Amante da beleza, seja na mulher, seja na natureza, virou e revirou um mapa do Rio até pontuar a zona sul. Mudou-se em 1953, decidido a ficar. No Colégio Rio de Janeiro, em Ipanema, ensinou latim e português a turmas do ginásio. No Santo Inácio, em Botafogo, foi mestre de português e também de literatura, com um diferencial: passou a usar a si mesmo nas aulas. Explica-se. Angustiado com o material didático disponível na época, limitado e sem ilustrações, recheado de textos arcaicos e enfadonhos, Cegalla organizou as anotações feitas durante anos em cadernos de brochura até chegar à Novíssima Gramática da Língua Portuguêsa, que levava circunflexo na época. Era já uma gramática normativa, publicada pela Companhia Editora Nacional e abonada por trechos de obras de autores modernos, como Drummond, Cecília Meireles e Luís Jardim. "As frases não podiam ser muito longas e tinham de oferecer um conteúdo ideológico, um colorido poético." Nananinanã, portanto, para "A mulher pôs a água no fogão e começou a mexer a comida". Prefere "Obelisco não é mourão em que se amarram cavalos" ou "Não se atravessam oceanos só para dançar valsas", cujas autorias aqui não revelamos para quiçá atiçar a curiosidade do leitor.

Confessa que o Novíssima da gramática foi idéia dele, tão-somente dele, inspirado nos Novíssimos Estudos da Língua Portuguesa, do gramático Mário Barreto. O superlativo absoluto poderia se configurar um tiro no pé, não fosse Cegalla pioneiro na tarefa de promover uma arrumação tranqüilizadora e consistente nos fatos gramaticais. "Considero a obra dele de grande respeitabilidade dentro da época em que trabalhou com isso", afirma Maria Helena de Moura Neves, livre-docente da Unesp e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, autora entre outros de A Gramática Funcional (Martins Fontes) e usuária da gramática de Cegalla quando deu aulas no ensino fundamental e médio há mais de 20 anos.

O sucesso da obra foi tamanho que o professor repousou o giz na lousa após 35 anos de magistério para se dedicar exclusivamente aos pedidos da editora. Além da Novíssima, em sua 47ª edição, assina a Nova Minigramática, o Dicionário Escolar, dois livros de poesia (Canção de Eurídice e Um Brado no Deserto), o Dicionário de Dificuldades (Lexicon Editora) e traduções de Édipo Rei e Antígona diretamente do grego, essa última, premiada com o Jabuti, que Cegalla, aliás, não foi receber. "Estudei grego na faculdade e depois li a gramática grega sete vezes até assimilar a conjugação". No prelo estão os episódios, segundo ele, mais bonitos da Eneida, de Virgílio, dados à luz em português há seis meses por meio do latim. Também está a caminho a Novíssima Gramática já adaptada ao novo acordo ortográfico.

Pelos números da editora, Cegalla vendeu aproximadamente 16 mil exemplares da Novíssima no ano passado, enquanto seu dicionário com mais de 20 mil verbetes, incorporado pelo Programa Nacional do Livro Didático, porém não organizado por ele, chegou a 1,5 milhão de exemplares. Com os direitos autorais acumulados por décadas ele ergueu seu patrimônio, que abraça um imóvel em condomínio fechado no Leblon para uso próprio, da mulher e de um dos quatro filhos, mais apartamentos que aluga a turistas no Rio. Não obstante, ser gramático normativo não lhe rende atualmente verdes louros na academia, avessa a descritivismos tradicionais e defensores arraigados da língua. Seu isolamento também o afastou das rodas lingüísticas, que Cegalla, com toda a delicadeza, considera pouco funcionais. "A prática da língua se aprende na gramática.

"No terceiro andar da casa do Leblon, ele respira imperativos, concordâncias verbais, vozes passivas, sufixos nominais e superlativos absolutos sintéticos eruditos que emanam de aproximadamente 5 mil seletos títulos, a saber, obras completas de Machado, Bandeira, Vinicius, Drummond, Alexandre Herculano e outros que pinça de acordo com a necessidade e o humor. Do último livro que leu, não se lembra. Era autor português novo, e são muitos os autores novos de qual língua quer que seja. As histórias, na verdade, lhe são secundárias.

Escarafuncha a estrutura das frases e, por isso, considera-se moroso na leitura. Leva de uma a duas semanas para terminar um romance médio, também porque as pelejas de futebol roubam algumas de suas noites e tardes. Impossível saber se sempre andou com vagar ou se é a idade que dita seu ritmo. Mas é lépido no gatilho para perceber que alguém se constrange ao se sentar ante um gramático: "Sempre evitei corrigir as pessoas quando falam por outra cartilha". Logo diz para os convivas se acalmarem e conversarem naturalmente, para não terem receio, que não é nenhum bicho-papão. Mas ai de ti se disser cataclisma ou se pedir que coloque menas água no copo. "Aí eu não resisto."

Fonte: O Estado de SP, 5/10/08



Post Scriptum (5/4/20):

Em geral, quando releio textos anteriores ao novo padrão ortográfico da Língua Portuguesa, eu corrijo as palavras. Mas não teria sentido fazer isso neste texto com o Cegalla porque o texto inclusive aborda mudanças que vão ocorrer ou que deveriam ocorrer - na opinião dele - no ano seguinte a esta entrevista. Cegalla faleceu em 2013. 

sábado, 13 de dezembro de 2008

Inglês 8 (lição 2 CD 2)


Flores vermelhas... Flamboyant da avenida de casa.

Mais lições com estruturas e vocabulário. Estou revendo uma língua que há muito esqueci.

- chicken, beef, vegetables, pasta, fish, pork, ham, fruit, minced beef (carne moída).

- Belgium, Greece, Ireland, Italy, Spain, Germany, Switzerland.

Verbs MAKE and DO

The general rule is to use MAKE with a physical final product and DO with abstract final product. There are nevertheless (no entanto, mesmo assim) a number of exceptions that do not follow this rule.

- I am MAKING some tea.
- He is MAKING a film.
- I DO homework everyday.
- He always DOES his work.

Eating out in the United Kingdom (UK)

- The pizza is delicious.

Every country has tradicional dishes:

- lasagne is italian.
- fish and chips are english.
- paella is spanish.

COMPARATIVE ADJECTIVES 1

Adjetives can be used for comparing nouns.

The comparative mode of any adjective is used for this purpose. The rule for one-syllable adjetives is to add an ER to the end of any adjective:

- BIG = BIGGER
- TALL = TALLER

Only an R would be added if the adjective ends in E:

- NICE = NICER

(we use word THAN to complete our comparative statement)

A night out = um passeio à noite

- ele tem um hamburguer = he has a hamburger
- torta de maça não é mais fria que sorvete = apple pie ins't colder than ice cream
- isso é uma salsicha? = is that a sausage?
- vinho é mais gostoso que água = wine is nicer than water
- você está com os meus livros? = have you got my books?
- nós temos copos e pratos? = have we got glasses and plates?

COMPARATIVE ADJECTIVES 2

For adjectives of THREE or MORE SYLLABLES, the following construction will be used:

- BEAU-TI-FUL = MORE BEAUTIFUL
- IN-TE-LLI-GENT = MORE INTELLIGENT

For two-syllable adjectives not ending in Y, the above rule applies:

- CLE-VER = MORE CLEVER

When ending in Y, Y will be changed for I:

- HA-PPY = HAPPIER


VOCABULARY:

- hamburger; sandwich; ice cream; hot dog; apple pie; ham; soup; custard (creme); sausage (salsicha).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Inglês 3


Fotografia: aéreas de São Paulo. Foto de William.

Hoje de manhã, vi mais uma lição do curso de inglês em CD-Rom. Achei interessante o fato de lá constar como artigo indefinido aquilo que no português é pronome indefinido.

some - para expressões afirmativas e
any - para interrogativas e negativas.

Depois verifico em outros materiais se é considerado mesmo como artigo ou como pronome da língua inglesa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Inglês 2


Olhar de meu mundo...

Passei agorinha pela lição número 2. O curso em CD-Rom é muito bom. Ele tanto abrange estruturas da língua inglesa como também vai introduzindo vocabulários.

É isso!

THUS = assim, dessa forma

"Thus, without increasing the size of the volume..."

IN THE RESTAURANT

THIS IS A PLATE, THIS IS A STEAK AND THIS IS AN EGG. THIS IS A KNIFE, THIS IS A FORK (tenedor), THIS IS A SPOON (cuchara) AND THIS IS A BOTTLE OF WINE...

I'M CUTTING MY STEAK. (bife, pedaço de carne de vaca)
existe um falso cognato, pois BEEF é carne de vaca e STEAK é o bife que conhecemos.

I'M FILLING MY GLASS.
I'M DRINKING MY WINE.
ON THE TABLE, WE HAVE A KNIFE, A FORK AND A SPOON.

Estudo de Inglês


Amanhecer em meu mundo...

Aproveitando que terei que devolver para meu primo um curso de inglês em CD-Rom, comecei a revê-lo hoje.

Comecei por fazer a lição número 1 completa. E não é que é interessante!

COMENTÁRIO em 27.9.09

Estive pela primeira vez na Europa por 3 semanas e tive a oportunidade de testar meu inglês e meu espanhol. Penso que não me saí mal, afinal de contas pude me comunicar tranquilamente em espanhol e quando precisei do inglês não foi tão difícil assim.

FALSOS AMIGOS = FALSE FRIENDS

ACTUAL exato, verdadeiro (atual = CURRENT)
BEEF carne de vaca (bife = STEAK)
CASUAL ocasional (casual = CHANCE)
COLLAR colarinho, coleira (colar = NECKLACE)
COLLEGE centro de ensino superior (colégio = SCHOOL)
COSTUME traje (costume = HABIT, CUSTOM)
DATA dados, informação (data = DATE)
EXQUISITE refinado (esquisito = STRANGE)

Fonte:
Dicionário Oxford Escolar, 1999.

"THUS, WITHOUT INCREASING THE SIZE OF THE VOLUME..."
"ASSIM, DESSA FORMA..."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Morfologia - A flexão nominal de número




Oposição entre um indivíduo e mais de um indivíduo.


Como diz Saussure (1922) na língua tudo é oposição.

A situação especial fica por conta dos COLETIVOS, em que a forma singular envolve uma significação de plural. Como se trata de uma UNIDADE homogênea, vem no singular.

Mattoso nos diz sobre alguns casos particulares:

Tanto o plural para a indecomposição linguística de uma série de partes componentes (núpcias, exéquias, funerais), como para a expressão da amplitude (trevas, céus, ares) foram reunidos na gramática greco-latina sob a designação de PLURALIA TANTA, ou, menos adequadamente, PLURAL MAJESTÁTICO.


MORFEMA FLEXIONAL DE PLURAL

O morfema flexional de plural, oposto a um zero (0 singular), é fonologicamente o arquifonema /S/ das 4 fricativas não-labiais (sibilantes: /s/-/z/; chiantes: /s'/-/z'/) em oposição pós-vocálica final.

A sua representação fonológica como /S/ corresponde à realização do morfema diante de pausa. Esta posição parece a mais natural, desde que estejamos focalizando o vocábulo formal isolado. Ela está implícita na letra -s como signo de plural na língua escrita.


OU SEJA, o que verificamos é que há dentro de um dialeto regional, três ou pelo menos dois fonemas possíveis para o morfema flexional de plural em português.


O MORFEMA FLEXIONAL DE PLURAL SE REALIZA COM DOIS OU TRÊS ALOMORFES.

ALOMORFIAS:

1- Alomorfe zero (0) para os nomes paroxítonos terminados em /S/.

Ex.:

- flor simples (simples singular), flores simples (simples plural);
- ourives perito (ourives singular), ourives peritos (ourives plural).

2- Nomes terminados por consoantes no singular que seriam formas teóricas com um tema de vogal -e.

Ex.:

- mar(e)s;
- animal(e)> anima(l)es> animais;
- paz(e)s.


3- Caso mais complexo é o dos nomes de singular em -ão, tônico ou átono. O singular neutraliza 3 estruturas radicais distintas, ou antes, uma estrutura de tema em -e e outra, que ora tem o tema em -e, ora tem o tema em -o. Nesta última a forma teórica coincide com a forma concreta singular e o plural se faz regularmente pelo acréscimo de /S/ do plural:

Ex.:

- irmão-irmãos;
- órfão-órfãos.

Já a vogal do tema em -e se combina com uma estrutura terminada em -ã/aN/ e outra terminada em -õ/oN/. A vogal do tema se incorpora como assilábica à sílaba de travamento nasal e este passa a travar o tema:

Ex.:

- pãe/pa'N/ > pães;
- leõe/leo'N/ > leões.

Donde:

1) -ão: -ãos; -ãe: -ães. (só em mãe o tema teórico se realiza no singular: mãe:mães); -õe: -ões.

-ÕE: -ÕES é a estrutura mais frequente, ou antes, a estrutura geral, de sorte que a maioria dos singulares em -ão, sendo teoricamente õe, forma o plural em -ões.

As duas outras estruturas são tão reduzidas que se podem esgotar em pequenas listas.

É bom lembrar que existe variação livre de duas ou três estruturas teóricas para vários nomes:

Ex.:

- aldeão = aldeões, aldeãos e aldeães.


Bibliografia:

CÂMARA Jr., J. Mattoso: Estrutura da Língua Portuguesa, 23ª edição, Editora Vozes, Petrópolis 1995.

Regras básicas na descrição do gênero nominal




Um resumo básico de Mattoso Câmara nos ajuda bastante na descrição do gênero nominal:

1) Nomes substantivos de gênero único.

Ex.: (a) rosa, (a) flor, (a) tribo, (a) juriti, (o) amor, (o) livro, (o) colibri, (o) homem, (a) mulher.


2) Nomes de dois gêneros sem flexão.

Ex.: (o,a) artista, (o,a) intérprete, (o,a) mártir.


3) Nomes substantivos de dois gêneros, com uma flexão redundante.

Ex.: (o) lobo, (a) loba, (o) mestre, (a) mestra, (o) autor, (a) autora.


O ARTIGO:

O artigo, que, como partícula pronominal adjetiva, tem uma função significativa bem definida, tem a mais a função de marcar, explícita ou implicitamente, o gênero dos nomes substantivos.


Bibliografia:

CÂMARA Jr., J. Mattoso: Estrutura da Língua Portuguesa, 23ª edição, Editora Vozes, Petrópolis 1995.

A flexão de gênero e seus alomorfes




Relembrando...

A flexão de gênero é uma só, com pouquíssimos alomorfes: o acréscimo, para o feminino, do sufixo flexional -a (/a/ átono final) com a supressão da vogal temática, quando ela existe no singular: lob(o) + a = loba; autor + a = autora.


ALOMORFIAS NA FLEXÃO DO GÊNERO:

1- o par opositivo avô-avó.

2- as formas teóricas em /oN/
Ex.: bom /boN/ = boa; leão /leoN/ = leoa.

3- o sufixo derivacional aumentativo /oN/ vai para a sílaba seguinte como consoante /n/ acrescido da desinência –a: valentão /valeNtoN/ = valentona.

4- os radicais em /aN/ com tema em -o suprimem a vogal do tema no feminino: órfão-órfã; irmão-irmã.

5- o sufixo derivacional -eu suprime a vogal do tema -o /u/ e se ditonga ao acrescentar a desinência -a: europeu-europeia.

6- alternância da tonicidade, além do acréscimo da desinência -a:
Ex.: -oso /ôz/ = -osa /óz/ gostoso-gostosa
grosso /ôs/ = grossa /ós/

Segundo Mattoso Câmara, essas alomorfias se resolvem pelo dicionário, em que basta haver uma entrada para a forma teórica, em vez de se averbar simplesmente a forma de masculino.

Diz ainda: da mesma sorte, é ao dicionário que cabe informar sobre a chamada heteronímia no gênero, que não é mais do que a restrição a um gênero único de determinado membro de um par semanticamente opositivo. Por exemplo: homem, registrado como masculino, com uma remissão a mulher, por sua vez registrada como feminino.


Bibliografia:

CÂMARA Jr., J. Mattoso: Estrutura da Língua Portuguesa, 23ª edição, Editora Vozes, Petrópolis 1995.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Morfologia - O nome e suas flexões




(muitas frases aqui são citações do texto do professor Mattoso Câmara)


Relembrando...

Radical e tema são distintos. O tema vem a ser o radical ampliado por uma vogal determinada, que entra na flexão dos nomes e dos verbos.

Além dos verbos em temas 'a', 'e' e 'i', há nos nomes os temas em -a (rosa, poeta, planeta), os temas em -o /u/ átono final (livro, tribo, cataclismo) e os temas em -e /i/ átono final (dente, ponte, análise).

Assim, não se confunde a desinência de feminino -a, que aparece especialmente nos temas em -o (lobo, loba) e a vogal temática em -a, que não é marca de gênero (cf. poeta, masculino; artista, masculino ou feminino, conforme o contexto).


Os NOMES se dividem em SUBSTANTIVOS e ADJETIVOS. O contexto mostra qual é determinado e qual é determinante.

Ex.:
- marinheiro brasileiro = marinheiro (subst.) de nacionalidade brasileira (adj.);
- brasileiro marinheiro = brasileiro (subst.) de profissão marinheiro (adj.).


ADJETIVOS: a maioria tem temas em -o e -e. Os em -o têm a flexão de feminino em -a e os em -e não têm flexão, são neutros.

Ex.:
- homem corajoso, mulher corajosa;
- homem grande, mulher grande.


SUBSTANTIVOS: podem ter feminino em -a quando são de tema em -e ou quando são atemáticos.

Ex.:
- mestre-mestra; autor-autora; peru-perua.


INCOERÊNCIA NA APRESENTAÇÃO TRADICIONAL DAS GRAMÁTICAS

A flexão de gênero é exposta de uma maneira incoerente e confusa nas gramáticas tradicionais do Português. É ruim a forma de associação ao sexo dos seres para se falar da natureza semântica das palavras.

O gênero abrange todos os nomes no Português e não só os nomes de seres e, mesmo nestes, há problemas, pois para os animais temos os chamados substantivos EPICENOS, como cobra, sempre feminino, e tigre, sempre masculino.

Na realidade, o gênero é uma distribuição em classes mórficas, para os nomes, da mesma sorte que o são as conjugações para os verbos.

O mais que podemos dizer, porém, em referência ao gênero, do ponto de vista semântico, é que o masculino é uma forma geral, não-marcada, e o feminino indica uma especialização qualquer (jarra é uma espécie de jarro, barca um tipo especial de barco, como ursa é a fêmea do animal chamado urso)


NÃO É COERENTE confundir com flexão a RELAÇÃO SEMÂNTICA entre as palavras HOMEM e MULHER. Aqui, não se trata de flexão de gênero como afirmam as gramáticas.

O processo nesse caso é lexical ou sintático e não de flexão.


Na descrição da flexão de gênero em português não há lugar para os chamados 'nomes que variam em gênero por heteronímia'. O que há são substantivos privativamente masculinos, e outros, a eles semanticamente relacionados, privativamente femininos.

Nos casos de imperador-imperatriz, galo-galinha, perdigão-perdiz, o que ocorre não é um processo de flexão de gênero e sim um caso de derivação com os sufixos -TRIZ, -INHA, -ÃO.

IMPORTANTE: 

A flexão de gênero é uma só, com pouquíssimos alomorfes: o acréscimo, para o feminino, do sufixo flexional -a (/a/ átono final) com a supressão da vogal temática, quando ela existe no singular: lob(o) + a = loba; autor + a = autora.


Bibliografia:

CÂMARA Jr., J. Mattoso: Estrutura da Língua Portuguesa, 23ª edição, Editora Vozes, Petrópolis 1995.