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domingo, 25 de setembro de 2016

Diário - 250916



De pouquinho, vou me apropriando da fantástica
obra de José J. Veiga. Estou lendo o livro que ganhei
de nossa equipe de trabalho da Cassi em Rondônia.

Refeição Cultural

Domingo.

Das sensações humanas inevitáveis, alternei momentos de tristeza ao ser lembrado constantemente pelos fatos reais em se viver num mundo em Estado de exceção, com momentos de reflexão mais amenos devido à minha dedicação à leitura de José J. Veiga e em assistir a um magnífico programa documentário sobre as Ilhas Galápagos e a questão da Evolução das Espécies, a partir dos estudos de Charles Darwin.

Tentei que tentei focar minha cabeça em ler ao menos uma das três novelas do livro de Veiga - De jogos e festas (1980), mas não consegui acabar a estória que comecei, pois ela tem quase cem páginas.

Acabei alternando a leitura com a confecção de mais um texto de reflexão e opinião política. Fiz um texto no sábado (ler AQUI) e outro hoje durante o dia (ler AQUI).

Não pratiquei esporte ontem e hoje. Voltei a correr nesta semana e ainda estou com a musculatura da perna sensível. Corri 3,5 k na quarta e na sexta à noite, mas preciso recuperar o condicionamento físico aos poucos e ouvindo meu corpo cansado pelo desgaste físico e emocional do ano.

Me inscrevi na corrida de São Silvestre, que ocorre no último dia do ano em São Paulo. Tenho um longo caminho para estar bem e preparado para correr os 15 k da prova lá no meio do verão paulista.

Eu tenho o desejo de ler tanto, e tanta coisa, que quando olho a pilha de livros do José J. Veiga, que adquiri nestes meses, e vejo que ao menos estou progredindo na leitura e conhecimento da obra com a qual me identifiquei tanto, penso que não posso reclamar.


Eu recorro à Edward Said quando preciso reforçar minhas
posições contra-hegemônicas, que sei que vão me trazer
chateações por não ir na onda e nas facilidades
em estar com as maiorias.

Eu quis também terminar um livro que é uma referência em minha vida nos momentos de grandes tribulações políticas e ideológicas, o livro que tenho de Edward Said, que reúne conferências dadas por ele abordando o papel dos intelectuais. Peguei pra reler na semana passada e só falta um capítulo, mas priorizei Veiga para não deixar de iniciar a leitura do 7º livro dele.

No momento de debates sobre a Cassi ano passado, já havia pego o livro para reler uma das conferências que abordava a necessidade do intelectual dizer a sua opinião aos representantes do poder. Logo após o BB fazer a proposta para a Cassi em maio de 2015 reli o capítulo "Falar a verdade ao poder".

Como estou preparando minha opinião e contribuições sobre a nova proposta feita pelo patrocinador BB para a nossa entidade de saúde (feita em 5/9/16), senti uma necessidade de reler o livro inteiro. É sempre bom revisitar suas referências éticas, seus princípios e valores, ainda mais em tempos de degeneração dos valores em nossa sociedade.

É isso, queria mais um tempinho de descanso e só pra mim, mas não tenho.

William

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Artigo - Reflexões sobre a vitória de Kassab, direita, darwinismo...



Refeição Cultural

Fiz a seguinte reflexão a respeito da vitória do candidato da direita em São Paulo, Gilberto Kassab:

ENOJADO PELA OPÇÃO À DIREITA DO PAULISTANO

Quando termina uma eleição e o resultado é a favor da direita, dos conservadores e reacionários, aflora em mim uma leitura mais darwiniana da evolução das espécies.

Ao ver a maioria, que é de pobres e remediados, votar na ideologia da classe dominante e nos seus algozes, tendo a achar que o que vale é a lei do mais forte, mais esperto e melhor adaptado. Caberia às massas ficarem como caças e presas da natureza implacável, onde tudo é alimento de tudo.

Em poucas palavras, diria que é a velha teoria de Quincas Borba, o HUMANITISMO.

Concordo que amanheci rancoroso e enojado em ter que sair de minha moradia em Osasco e vir trabalhar na Capital Paulista, que reelegeu o Gilberto Kassab, do partido oriundo da ditadura militar (DEM, ex-PFL, ex-PDS, ex-ARENA), para governar e administrar por mais 4 anos a cidade.

Talvez a razão mais lógica seja aquela dita por meu amigo Plínio Pavão, secretário de saúde da Contraf-CUT, que me deu uma aula de Max Weber achando razões baseadas na obra A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo e que também fez referência a Marx quando diz que "A ideologia dominante é a ideologia da classe dominante".

Mas gastarei alguns dias para deixar de querer que o povo paulistano se lasque e lutar para organizá-lo e lutar para mudar o status quo que ele próprio alimenta.

LEITURAS, NÃO-LEITURAS E SEGUIR SENDO NADA

Bom, achei em casa o livro do Max Weber. O problema é lê-lo, pois como fiz todas as opções erradas na minha vida (não todas, a maioria) tenho que ler e estudar sobre Morfologia e Filologia em vez de ler o que quero e a hora que quero (e isso já quase chegando aos 40 anos).

O pior é que ao fim de mais essa faculdade de Letras, não serei cousa nenhuma de novo. Assim como não fui contador; assim como não terminei a faculdade de Educação Física; assim como não terminei o curso técnico de eletrônica...