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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CORDEL - A Saga do Pererê Contra o Personalité


Autor: Tomaz de Aquino

O Itaú diz que é banco
Feito só para você
Não sei a quem se refere
Nem o que isso quer dizer
Sei que a conversa é bonita
Estória para inglês ver
Mas só trouxa acredita
No tal personalité


Sempre de dedo apontado
E com sorriso maroto
Lucrou mais de 6 bilhões
E ainda acha pouco
Desconta o programa próprio
Do lucro que distribui
Manda bancário prá rua
Comer ovo com cuscuz


Paga salário de fome
Mas exige aparência
Pobre é muito difícil
De entrar na sua agência
Diz que é Itaú de vantagens
Só se for prá suas nêgas
Pro trabalhador coitado
Só dá o pão sem manteiga


Quando comprou o Unibanco
Disse não vou demitir
Pensando que o povo crê
Em estória prá boi dormir
De uma lapada só
Foi mais de mil companheiros
Sua promessa foi em vão
Pois só respeita o dinheiro


Era de uma família só
Hoje se divide em duas
Setúbal, Moreira Sales
Mas a farra continua
Vive esbanjando adoidado
Pro povo só dá esmola
Mas com a greve vai ter troco
Sindicato mete a sola


Ganhou prêmio ambiental
Vive se gloriando disso
Mas na chibata é o tal
Não assume compromisso
A sustentabilidade
Trata como palavrão
Engana os abirobados
Mas nós não engana não


Divide a população
Em cliente e usuário
Pro rico só mordomia
O pobre faz de otário
Mas está chegando a hora
Do povo se rebelar
Apoiando a nossa greve
Prá situação mudar


Vou findar nossa conversa
Fazendo a conclamação
De apoio à justa greve
Dos bancários da Nação
Que lutam por menos filas
E melhor atendimento
Quem quiser se engajar
Venha logo, este é o momento

FIM

Fonte: publicado pelo Sindicato dos bancários do Ceará, Campanha Nacional dos Bancários 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CORDEL - A Peleja do Monstro "Presença" para derrotar a Deusa Greve




Autor - Tomaz de Aquino

Lá na cidade de Deus
Que mais parece um inferno
Fica a sede do Bradesco
Banco que se diz moderno
Mas recorre ao interdito
Instrumento medieval
Para acabar com a greve
Direito mais que legal

"Presença" ele se intitula
Tirando uma de bonzinho
Que diz atender a todos
Do ricaço ao pobrezinho
Na verdade o que ele almeja
e busca a todo vapor
é o rico dinheirinho
do barão, do camelô

Prá continuar explorando
O povo e a categoria
inventa tarifa nova
E meta prá todo dia
Demite trabalhador
Faz bancário de vigia
Cobra trabalho noturno
De olho na mordomia

Agora em tempo de greve
Afronta a democracia
Em conchavo com a justiça
Pratica estripulia
Impedindo o Sindicato
De chegar perto da agência
Prá realizar seu trabalho
Com harmonia e decência

Lucrou quase 4 bi
Só no primeiro semestre
Encheu as burras de novo
Isso sempre acontece
Paga piso miserável
Lucro não quer repartir
E o direito de greve
Agora quer coibir

Mas bancário não é besta
População também não
Prá engolir a conversa
Fiada de tubarão
Com o Sindicato do lado
Vamos partir afiados
Prá buscar o que é nosso
Honrar o nosso quinhão

A greve se mantém forte
E vai ficar muito mais
Quando os bancários e o povo
Mandarem esse Caifás
Que atende por "Presença"
Sem peso na consciência
Sem carta de indulgência
Pros braços de Satanás

Vou terminar minha prosa
Pedindo à população
Que apóie a justa luta
Dos bancários da Nação
Que querem o Banco pro povo
Com crédito de baixo custo
Sem fila e sem enganação
Pagando salário justo.

FIM

Fonte: publicado pelo Sindicato dos bancários do Ceará, Campanha Nacional dos Bancários 2011