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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Livros com as vozes das mulheres


Lendo e aprendendo com as mulheres 

Ao fazer minha contagem dos cem clássicos da literatura universal, percebi que foram poucas as autoras que li na vida, bem poucas. Senti a necessidade de mudar essa característica de meu percurso de leituras até aqui. Quero ler mais livros de autoras, tanto romances quanto livros de outras áreas do conhecimento humano.

Além de olhar para a frente e escolher mais autoras para ler, vou fazer uma retrospectiva do passado e recordar o que já li de livros de mulheres. Porém, também lerei mais livros sobre as mulheres, mesmo que não sejam escritos por elas.

As vozes femininas são essenciais para nós todos, independente da área onde atuamos, da visão de mundo que tenhamos, ler e ouvir o ponto de vista das mulheres é fundamental para construirmos uma sociedade humana que supere a violência ancestral dos homens em relação às mulheres.

Criando este espaço no blog com as leituras que já fiz de autoras de livros dos mais diversos gêneros discursivos e áreas de conhecimento, vou sistematizando minhas experiências com as autoras, e também vou revendo e aprendendo com as vozes femininas.

A página estará em constante modificação, pois estará em construção permanente.

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Obras lidas e comentadas no blog em ordem cronológica:


2024

1. Canção para ninar menino grande (2018) - Conceição Evaristo (link)

2.


2025

1. Bagagem (1976) - Adélia Prado (link)

2. Cachorro velho (2005) - Teresa Cárdenas (link)

3. Pequena coreografia do adeus (2021) - Aline Bei (link)


2026

1. Casa à venda: turismo, mercado de imóveis e transformação sócio-espacial em Havana (2024) - Aline Marcondes Miglioli (link)

2. Clandestina (2024) - Ana Corbisier (link)

3. Uma delicada coleção de ausências (2025) - Aline Bei (link)

4. Persépolis (HQ 2000/2003. No Brasil, 2007) - Marjane Satrapi (link)

5. Poemas e maravilhas de Marili Santos - Ano 2013 (link)

6. Yargo (1979) - Jacqueline Susann (link)

7.


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Livros que me impactaram muito:

1. O diário de Anne Frank (1947) - Org. Otto Frank e Mirjam Pressler

2. Felicidade fechada (2017) - Miruna Genoino

3. Banzeiro Òkótó (2021) - Eliane Brum

4. Uma delicada coleção de ausências (2025) - Aline Bei

5. Evocación (2008) - Aleida March

6. Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída (1978) - Kai Hermann e Horst Rieck

7. Lula, filho do Brasil (1996/2003) - Denise Paraná 

8.

sábado, 11 de julho de 2026

Lendo e aprendendo com as mulheres



Refeição Cultural

Ao fazer minha contagem dos cem clássicos da literatura universal, percebi que foram poucas as autoras que li na vida, bem poucas. Senti a necessidade de mudar essa característica de meu percurso de leituras até aqui. Quero ler mais livros de autoras, tanto romances quanto livros de outras áreas do conhecimento humano.

Na minha lista dos clássicos apareceram Jane Austen (Razão e sensibilidade), Cecília Meireles (Viagem), Adélia Prado (Bagagem), Shirley Maclaine (Minhas vidas), Margo Glantz (Las genealogías), Clarice Lispector (A hora da estrela), Conceição Evaristo (Becos da memória), Agatha Christie (O caso dos dez negrinhos), Anne Frank (O diário de Anne Frank) e só. Muito pouco! De 100 clássicos, somente 9 escritoras.

Além de olhar para a frente e escolher mais autoras para ler, vou fazer uma retrospectiva do passado e recordar o que já li de livros de mulheres. As vozes femininas são essenciais para nós todos, independente da área onde atuamos, da visão de mundo que tenhamos, ler e ouvir o ponto de vista das mulheres é fundamental para construirmos uma sociedade humana que supere a violência ancestral dos homens em relação às mulheres.

Vou criar mais uma página no blog com as leituras que já fiz de autoras de livros dos mais diversos gêneros discursivos e áreas de conhecimento. Enquanto vou sistematizando minhas leituras, vou revendo e aprendendo com as vozes femininas.

William

11/07/26

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões - O tempo que resta



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Diário e reflexões - Retrospectiva 2025



Refeição Cultural

Quarta-feira, 31 de dezembro de 2025.


RETROSPECTIVA

Ao finalizar o ano, costumo fazer uma retrospectiva nesta página sobre fatos, impressões e acontecimentos que marcaram a vida pessoal do autor do blog e o mundo no qual vivo, um lugar redondo e único para todos os seres viventes.

Ao pesquisar os acessos que o blog teve ao longo do ano que termina, fiquei impressionado com os números, o que me faz seguir tendo muita responsabilidade e honestidade naquilo que escrevo como personagem da sociedade humana. Foram mais de 480 mil acessos no ano. 

Agradeço às leitoras e leitores do blog pela troca de conhecimentos de forma gratuita. Esse é o objetivo do blog desde sua criação no final do ano de 2007. 

Como aprendi com o professor Ladislau Dowbor numa palestra lá no começo de minha jornada como dirigente sindical, diferente de uma coisa material como um relógio, um tênis ou algum objeto, quando compartilhamos conhecimento, o saber coletivo aumenta, se modifica, e novos conhecimentos brotam. Acredito nisso!

Meus blogs, este de cultura e sua extensão em imagens e o de política sindical - A Categoria Bancária -, são uma espécie de biblioteca deste personagem do mundo humano, uma coleção de textos e saberes, como a Wikipedia. No meu caso é um "What I Know Is" (WIKI) do William Mendes. Por isso, estou sistematizando e encadernando os mais de 6 mil textos produzidos em duas décadas.

O ano de 2025 foi intenso como todo ano é, porque viver é um desafio diário, e ele trouxe mudanças pessoais e coletivas, para mim e para vocês. 

No meu caso, por exemplo, publiquei um livro: Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT. Algo novo! O mundo humano e o planeta Terra também experimentaram coisas novas. 

A mudança segue sendo uma realidade da Natureza, tudo muda o tempo todo, seja de forma instantânea, seja de forma lenta, não perceptível em uma vida humana.

Enfim, que fiz ou o que rolou nos últimos doze meses do ano?

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POLÍTICA 

Tenho falado pouco ou quase nada sobre a política em nosso país e no mundo. Não tenho mais importância nessa questão como tive quando era outro ator social. 

O ex-presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, foi processado, julgado e condenado a 27 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado. Ele foi preso, uma notícia boa! Mas segue impune pela morte de centenas de milhares de pessoas durante a pandemia e sua gestão criminosa.

O presidente Lula está bem de saúde e segue melhorando a vida do povo brasileiro. Votamos em Lula, do Partido dos Trabalhadores, para que o pobre fosse incluído no orçamento do Estado. Com todas as críticas que tenhamos em relação ao governo Lula 3, sejamos honestos para afirmar que nas atuais condições políticas do país, o maior estadista do Brasil fez mais do que qualquer outro de nosso campo político faria em seu lugar. Eu não tenho dúvidas sobre isso.

As pessoas que representam o projeto político para o qual me dediquei nos últimos anos, e votei nelas, seguem atuando de forma combativa e ética. 

Fiz campanha e votei nas candidaturas do JuntOz, em Osasco, e Luna Zarattini, em São Paulo. São mandatos que nos dão muito orgulho! Luna, Heber, Gabi e Matheus são inspiração e esperança de renovação do PT. 

Em 2022, votei no presidente Lula, votei no Padilha e no Marcolino. Esses políticos nos honram muito, pois trabalham incansavelmente pelo povo brasileiro e pelo país. 

LITERATURA E LEITURAS

Não li o quanto gostaria, mas li bastante em 2025. Conheci autores novos e poéticas novas. Isso é bom! Os comentários sobre as leituras estão nos links.

1. Ainda estou aqui - Marcelo Rubens Paiva (aqui)

2. ¿Por qué la Revolución Cubana? - Org. Juan Carlos R. Luz (aqui)

3. Flores das "Flores do Mal" de Baudelaire - Guilherme de Almeida (aqui)

4. Prufrock e outras observações - T. S. Eliot (aqui)

5. Maiakóvski: poemas - B. Schnaiderman, Augusto e Haroldo de Campos (aqui)

6. El gaucho Martín Fierro - José Hernández (aqui)

7. Bagagem - Adélia Prado (link)

8. Crisálidas - Machado de Assis (link)

9. Ismaelillo - José Martí (link)

10. Poemas - T. S. Eliot (link)

11. Cachorro Velho - Teresa Cárdenas (link)

12. A morte de Ivan Ilitch - Lev Tolstói (link)

13. Papéis Avulsos (I) - Machado de Assis (link)

14. Primeiras Estórias - João Guimarães Rosa (link)

15. Coração de Vidro - José Mauro de Vasconcelos (link)

16. O Picapau Amarelo - Monteiro Lobato (link)

17. Aventuras de Hans Staden - Monteiro Lobato (link)

18. O Saci - Monteiro Lobato (link)

19. Fábulas - Monteiro Lobato (link)

20. Nada mais será como antes - Miguel Nicolelis (link)

21. Deuses humanos - H. G. Wells (link)

22. Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT - William Mendes (link)

23. Desafios do Sindicalismo no Brasil Contemporâneo - Luiz Azevedo (link)

24. Leituras da crise - Diálogos sobre o PT, a democracia brasileira e o socialismo - Entrevistas de Juarez Guimarães (link)

25. Garimpeiro do cotidiano - Francisco Ferreira Alexandre (link)

26. Cassems 15 anos - autogestão em saúde: um sonho possível - Eronildo B. Silva (link)

27. Pequena coreografia do adeus - Aline Bei (link)

SAÚDE 

O ano foi desafiador para meu núcleo familiar mais próximo. 

Minha mãe e meu pai tiveram problemas de saúde com necessidade de internação. Felizmente, se recuperaram.

Eu descobri uma lesão na língua e precisei de intervenção cirúrgica. Está tudo bem. 

Minha esposa também passou por intervenção cirúrgica no fim do ano e está bem.

Tivemos falecimentos na família de meus pais. 

Minha saúde não é mais a mesma. Me vejo como um corpo muito rodado para o tempo de existência. Meu corpo cansou. 

Mas sei de minha importância em estar vivo. Estou me esforçando para estar por aqui mais uns anos. 

Estou treinando como posso para me manter fisicamente. 

ESTUDOS 

Sempre que possível, mantive uma rotina de estudos em meu cotidiano.

Fiz com meu filho um curso de extensão universitária com carga horária de 50 horas na Unesp: "Como impedir o fim do mundo - Colapso ambiental e alternativas". Professores extraordinários! Adorei o curso.

Também fiz alguns cursos na plataforma de ensino do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Sou membro do Instituto desde o início do projeto. 

SISTEMATIZAÇÃO DOS MEUS TEXTOS 

Sigo firme no trabalho de sistematizar e encadernar toda minha produção textual das duas últimas décadas, período no qual escrevi com a consciência política de uma liderança sindical da classe trabalhadora brasileira. 

Tenho que terminar esse trabalho. É uma questão de respeito à história coletiva que ajudei a construir neste primeiro quarto do século XXI. 

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É isso! Feito o registro do meu ano de 2025.

William Mendes 

domingo, 30 de novembro de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 30 de novembro de 2025. Domingo. 


NOVEMBRO 

O que poderia registrar sobre o mês de novembro? Quais fatos e acontecimentos marcaram o meu mês de novembro e o mundo onde habito?

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O MUNDO, MUNDO, VASTO MUNDO

Sobre o mundo eu não sinto vontade de registrar nada em especial. Posso tecer alguns comentários, entretanto.

Os Estados Unidos seguem ameaçando com guerras e mortes os países e governos que não se submetem a eles. Querem derrubar o governo de Maduro na Venezuela, estão f... a Ucrânia por não precisarem mais do país para suas guerras por procuração. Voltaram atrás em questões de tarifas contra o governo Lula porque a decisão estúpida estava f... o povo norte-americano: It’s the economy, stupid!

O meu governo, o 3º governo Lula, que ajudei a eleger, segue fazendo o possível para entregar ao povo brasileiro alguns dos compromissos que Lula assumiu ao colocar seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais em 2022, contra o genocida e corrupto que estava no poder. 

As correlações de forças não ajudam muito o governo Lula, pois a política foi destruída durante a longa noite de Temer e Bolsonaro.

Lula conseguiu a aprovação da isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores que ganham até cinco mil reais por mês naquele Congresso Nacional corrupto e de lacaios da casa-grande. O presidente conseguiu beneficiar dezenas de milhões de pessoas das classes populares e com menos acessos aos direitos da cidadania. Grande feito melhorar a vida do povo!

O 3º governo Lula também está entregando realizações surpreendentes na área da saúde, com o trabalho do ministro Padilha: o SUS avança. Milhões de brasileiras e brasileiros estão passando a ter acesso a medicamentos e materiais médicos de forma gratuita através do programa Farmácia Popular, quase extinto no governo passado, do genocida que foi acusado na CPI da Pandemia de praticar nove crimes diferentes, inclusive contra os direitos humanos.

Um acontecimento marcou o mês de novembro de 2025: a condenação definitiva do ex-presidente Bolsonaro e de alguns militares de alta patente. O sujeito que estimulou o contágio por Covid-19 e zombou de pessoas que morreram por não conseguirem respirar durante a pandemia não foi condenado por essas mortes (ainda), e nem pelas acusações de roubo, mas começou a cumprir sua pena de 27 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado. Sujeito desprezível!

O Brasil sediou a COP30 em Belém do Pará e considero válido o esforço feito pelo governo Lula de tentar envolver os países do mundo em uma busca conjunta sobre as questões da emergência climática. 

Francamente, sem discutir o fim do capitalismo, do lucro, da mais-valia, da produção de mercadorias desnecessárias aos povos do mundo, do uso responsável dos recursos naturais como a água, não estaremos no planeta nas próximas décadas, não falo séculos, falo décadas. Porém, a culpa da questão climática não é do presidente Lula, esse político estadista é sincero em suas intenções de preservação dos biomas e da vida humana.

A imprensa comercial, o jornalismo venal dos donos do poder secular, nunca foi tão criminosa como na atualidade. Nunca! A violência contra as mulheres virou uma epidemia no Brasil e a mídia canalha em todos os seus meios aliena a população brasileira escondendo o motivo central da violência: a pregação dos líderes políticos que ela apoia, apoiou e mantém no poder, ou seja, a extrema-direita e a pequena elite do 1% de privilegiados. Essa é minha leitura e opinião. A mídia deu espaço a todo o lixo pregado por Bolsonaro e pelo bolsonarismo. Está aí o resultado!

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ESTE SER QUE HABITA O MUNDO


“That one last shot’s a permanent vacation
And how high can you fly with broken wings?
Life’s a journey, not a destination
And I just can’t tell just
What tomorrow brings, yeah

You have to learn to crawl
Before you learn to walk
But I just couldn’t listen
To all that righteous talk, oh yeah
Well, I was out on the street
Just tryin’ to survive
Scratchin’ to stay alive…”

(Amazing, Aerosmith)

Não tendo grandes buscas filosóficas como tive ao longo da vida, minha busca de sentidos hoje é diferente das etapas vencidas. Compreendi a vida, agora é achar sentidos para seguir vivendo.

Olhando para trás, poderia tranquilamente dizer que aprendi a rastejar antes de caminhar e hoje sei mais que nunca que a vida é uma jornada e não um destino. Nunca se sabe o que o amanhã nos trará...

Estando retirado das lutas sindicais que me formaram como pessoa e cidadão brasileiro durante minha vida de bancário e, principalmente, após os trinta anos de idade, quando virei sindicalista, hoje estou mais concentrado em sistematizar o percurso que percorri nessas quase três décadas após assumir uma representação política na categoria na qual trabalhei a maior parte da vida.

Escrevi durante a pandemia mundial de Covid, em meu blog sindical, memórias que depois foram reunidas em um livro chamado “Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT”. O livro vem ganhando o mundo. Não é um livro comercial, é uma espécie de depoimento de alguém que acredita na educação e na formação política porque o autor é fruto dessa experiência.

Em novembro, consegui presentear mais algumas pessoas com o livro. Seguirei fazendo isso. Alguns textos ou temas tratados no livro podem não ter muito sentido para todos os tipos de públicos, mas alguns capítulos podem ser interessantes para qualquer tipo de público, seja dirigente sindical, seja militante de esquerda, seja trabalhador da categoria bancária. É também um livro para as pessoas que me conhecem hoje ou que já conviveram comigo.

As reflexões contidas nos textos do livro, todos independentes, descrevem as concepções e práticas políticas que me politizaram e isso se deu com a militância da Central Única dos Trabalhadores (CUT), principalmente através do Sindicato de minha base de trabalho e da corrente política que me influenciou como dirigente de centenas de milhares de bancários por cerca de duas décadas.

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SISTEMATIZAÇÃO DOS TEXTOS DOS BLOGS

O trabalho de leitura, diagramação e encadernação de milhares de textos escritos em meus blogs ao longo de duas décadas está em andamento e não sei quando vou conseguir terminar essa sistematização. Mas tenho que terminar esse trabalho.

O personagem que registrou todas aquelas histórias da categoria bancária, que viveu e sentiu tudo que está escrito nas páginas dos blogs de cultura e sindical é um brasileiro que escolheu fazer esses registros e compartilhar esses textos abrindo mão de outras coisas na vida. 

O material histórico pode não ter importância para muita gente deste momento do mundo, mas como estudioso da sociedade humana, sei que o material tem sua importância histórica.

Enfim, sigamos fazendo as coisas que entendo que devem ser feitas.

Entendo que partilhar o que sei é a minha função no mundo até que eu não exista mais ou até que minha essência, meu ser, não possa mais fazer isso.

Por fim, visitei meus familiares em Uberlândia neste mês, fiz o que pude por eles, li o que foi possível, e tive minha rotina alterada após a edição do livro, pois estou encontrando pessoas do mundo político neste período de distribuição de minhas memórias.

William Mendes


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 31 de outubro de 2025. Sexta-feira.


OUTUBRO

Um mundo bárbaro! Um mundo em colapso. É o sentimento que sintetiza a realidade que vejo. E com isso não quero dizer que devemos desistir de viver, sequer de lutar para mudar o mundo. Por isso mesmo é que devemos viver e atuar para mudar a realidade, porque viver é bom e a vida vale a pena.

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"O horror, o horror!"

Rio de Janeiro - Toda pessoa humanista ou ao menos com caráter que exista no Brasil deve estar se sentindo triste e compadecida com as famílias das vítimas da chacina policial promovida pelo governador do RJ nesta semana ao realizar uma operação nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou no assassinato de mais de uma centena de pessoas (121 vítimas até o momento). Ainda há pessoas desaparecidas.

O horror, o horror!, como disse o personagem Coronel Kurtz no livro "Coração das trevas", de Joseph Conrad.

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Memórias

Meus registros dos fatos e acontecimentos, assim como dos sentimentos sobre as coisas do mundo, vão ganhando importância para mim à medida que o tempo passa e nossas mentes vão se transformando em outra coisa, diferente das mentes que tivemos ao longo de séculos, até milênios. As big techs estão modificando de forma proposital a mente humana e estamos perdendo as qualidades animais que nos fizeram sermos seres humanos inteligentes.

O ser humano está colapsando assim como o planeta Terra está à beira de um colapso por causa dos animais humanos vivendo sob a hegemonia do modo de produção social capitalista, modo focado no lucro e na acumulação de uns poucos em prejuízo do restante das pessoas e formas de vida no ambiente terrestre.

Desde que surgiram as tecnologias de comunicação atuais, a internet e as redes sociais, a lógica de capturar a atenção dos usuários - a economia da atenção -, a utilização de aparelhos eletrônicos com algoritmos e IA que fazem com que as pessoas percam a capacidade de concentração, reflexão, memorização e criação de soluções para a vida cotidiana, há uma preocupação crescente de estudiosos em relação ao risco de o homo sapiens deixar de ser a espécie animal que criou o mundo como nós o conhecemos, para citar uma expressão do neurocientista Miguel Nicolelis, quando fala do cérebro humano, "O verdadeiro criador de tudo".

Por isso acho que as memórias são importantes, o passado coletivo é fundamental para entendermos o presente e definirmos o futuro, e fui convencido que a vida vale a pena através de um processo dialético do viver.

Cadernos dos blogs: estou num longo processo de sistematização de toda a minha produção textual de duas décadas. Dei uma cansada. Mas preciso seguir até terminar o trabalho. Sinto que só vou me sentir livre para iniciar um projeto qualquer após terminar isso.

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Curso de extensão

Terminei o curso de extensão "Como impedir o fim do mundo - Colapso ambiental e alternativas", com 50 horas de duração e ministrado por professoras e professores excepcionais. O curso foi realizado pela Unesp e IDEC, e organizado através da Coordenadoria de Desenvolvimento Profissional e Práticas Pedagógicas da Unesp (CDeP3).

Tivemos entre julho e outubro 12 aulas com uma equipe de docentes marxistas com temáticas que nos fizeram refletir muito sobre a atual crise estrutural do capitalismo e alternativas para uma nova sociedade global. Relembrei minhas noções de economia e outras áreas do saber humano.

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O alimento cultural

Durante o mês, procurei me alimentar culturalmente com novos conhecimentos nas mais diversas áreas do saber.

Reli e resenhei no blog as entrevistas do livro "Leituras da crise" (2006) com Marilena Chaui (aqui), Leonardo Boff (aqui), João Pedro Stedile (aqui) e Wanderley Guilherme dos Santos (aqui). O livro foi central em minha formação política logo no início de minha jornada como dirigente sindical da categoria bancária.

Ganhei de presente do companheiro Luizinho Azevedo seu livro "Desafios do Sindicalismo no Brasil Contemporâneo" (comentário aqui). Gostei da abordagem do tema. Luizinho foi dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região nos anos oitenta e pertencemos ao mesmo grupo político, o Coletivo BB, da Articulação Sindical da CUT. Fui dirigente do Sindicato entre 2002-2014.

Conheci Isaac Asimov, finalmente. Já li quatro contos dele: "Um dia", "Amor verdadeiro", "Estranho no Paraíso" e "O melhor amigo de um garoto". Os textos compõem o livro "Os melhores contos de Isaac Asimov". Estou gostando dos contos do autor.

Estou lendo lentamente o livro "Infância" (1945), de Graciliano Ramos. Cada capítulo é uma espécie de pequeno conto que aborda um evento ou temática da vida do garoto, personagem da história. Ler Graciliano é um privilégio, o escritor é incrível!

Vi dois filmes antigos muito bons e que me deixaram reflexivo: "O Show de Truman: O Show da Vida" (1998), dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol e "O patriota" (2000), dirigido por Roland Emmerich e escrito por Robert Rodat. 

O filme com Jim Carrey antecipou em décadas o fenômeno dos Reality Show e a forma extremada de propagandas e vendas através de uma transmissão pela televisão. As pessoas são coisas, tudo está em função do like e do lucro... incrível como a história é semelhante ao mundo fake no qual vivemos em 2025. 

O filme estrelado por Mel Gibson é interessante porque aborda uma questão histórica, o processo de independência da ex-colônia inglesa. Óbvio que a narrativa tem toda aquela presepada patriótica enfiada goela abaixo dos povos do mundo pela indústria cinematográfica de Hollywood, mas sabendo filtrar essa questão, é possível assistir às quase 3 horas de filme com olhar crítico. Foi o que fiz ao rever a película.

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Livro de memórias sindicais

Durante o período de isolamento da pandemia mundial de Covid-19 e sobrevivendo no Brasil de Jair Bolsonaro, escrevi memórias sindicais em meu blog A Categoria Bancária. Ao longo de quase dois anos fui escrevendo reminiscências dos tempos de trabalhador da categoria bancária que depois virou representante dos colegas em diversos mandatos sindicais.

Os 39 textos de memórias foram importantes para o autor porque o ajudou a atravessar aquela longa noite de terror que o povo brasileiro viveu durante os anos de governo de destruição, o governo do clã bolsonarista e seus asseclas. Cada texto é independente e completo, trata de alguma questão específica. Em essência, os textos lembram ao autor e às pessoas que leram e que venham a ler as concepções e práticas políticas de sindicatos cutistas. O trabalho de base é central nessa experiência.

Após a exposição dos textos no blog, e as postagens tiveram um acesso surpreendente, surgiu a ideia de editar as memórias em livro, e então fiz uma edição impressa para presentear pessoas que fizeram parte de minha formação política ou que estejam atuando na luta incessante da classe trabalhadora explorada pelos donos do poder, os capitalistas.

O mês de outubro foi diferente em relação ao meu cotidiano. Além das participações em eventos políticos que já realizo normalmente, encontrei algumas pessoas queridas para um café ou almoço para presentear o livro de minhas memórias.

A ansiedade de entregar a alguém um livro que você escreveu é algo que jamais pensei sentir. É estranho, confesso! Fiquei relutante desde o início se deveria fazer um livro de minhas memórias. 

Eu adquiri o hábito de fazer textos dizendo o que sinto, penso ou compartilhando algo que aprendi em meus blogs, mas parei de mandar os textos para pessoas e grupos. É uma forma de ficar na minha, e de respeitar o tempo das pessoas. Se alguém quiser saber o que escrevi é só acessar os textos na internet.

Fazer um livro é voltar ao modo antigo, de quando eu tinha a prática de me manifestar porque entendia ser necessário quando representava pessoas e grupos. Ainda me sinto pouco à vontade com relação ao livro, que por sinal ficou muito bonito e bem editado por Cleusa Slaviero e sua Editora ComPactos.

Tive um contratempo com a gráfica, que fez 20% das unidades com erro de impressão nas primeiras páginas, um transtorno indescritível e irreparável, pois posso ter presenteado alguém com uma edição com erro de impressão... foda isso! Os serviços estão muito ruins atualmente. Não culpo a editora, culpo a gráfica, que deveria ter algum controle de qualidade no que faz.

Enfim, minhas memórias estão ganhando o mundo, viajando no espaço e no tempo, sendo preservadas por aí algum tempo a mais que no mundo virtual, da internet e das nuvens.

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Meu corpo segue integrado à natureza 

Finalizo essas reflexões e registros a respeito de meu mês de outubro. 

Anoto para eu mesmo ler no futuro, ou alguma pessoa de minha relação, que minha saúde não está lá essas coisas. Sigo disciplinado nas atividades físicas, mas meu corpo cansou da jornada extenuante que percorreu. Percebo isso. Sou natureza.

William

(21h31)

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Instantes (16h07)



Refeição Cultural

Fiz minha série de exercícios físicos necessários para me manter por aqui. Navegar é preciso, mesmo sabendo que viver não é necessário. 

Antes, bem cedinho, passei por consulta com o médico que me operou e que acompanha meu caso de leucoplasia oral, da Faculdade de Odontologia da USP. 

Viva a ciência e as pessoas que dedicam suas vidas ao bem comum! Viva a educação pública de qualidade e o Sistema Único de Saúde! 

Azaleias.

Preciso fazer um certo planejamento estratégico para um indivíduo só, algo esquisito para alguém que esteve inserido em projetos coletivos de mudanças da realidade social no mundo do trabalho. Planejar é importante para se ter um Norte na vida.

Preciso terminar a sistematização de minha produção textual de duas décadas. Só depois poderei definir outra meta pessoal a perseguir. E a revisão e encadernação dos textos está dando muito trabalho!

Enfim... navegar é preciso!

Will i am 

06/10/25

domingo, 5 de outubro de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Domingo, 5 de outubro de 2025.


FORMAÇÃO NA UNESP

No sábado, concluímos um curso de extensão universitária que iniciamos em julho. O curso "Como impedir o fim do mundo - Colapso ambiental e alternativas", promovido por IBEC, Unesp e demais parceiros, superou nossas expectativas - minhas e de meu filho.

Como admiro o papel social desempenhado pelas pessoas que se dedicam à educação e cultura! Ensinar e transmitir conhecimentos é uma das funções mais nobres e importantes da espécie humana.

Foram 50 horas de aulas com professoras e professores de altíssimo nível, compartilhando conosco conceitos e conhecimentos das áreas de economia, política e meio ambiente, tendo como referência as obras de Karl Marx e estudiosos marxistas como István Mészáros. Curso espetacular! 

Estou muito reflexivo por causa desse curso.

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ATO CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO PALESTINO

Estive em diversas manifestações nas últimas semanas, mas estava muito cansado hoje para participar do ato na Avenida Paulista em defesa da causa palestina e pelo fim do genocídio em Gaza. Minhas energias corporais estão diferentes de outras épocas. 

Todo apoio à causa do povo palestino!

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CADERNOS DOS BLOGS

Não tenho conseguido avançar no trabalho de sistematização de minha produção cultural ao longo das últimas duas décadas. Já fiz bastante coisa, mas estou longe de acabar.

Queria terminar a confecção dos cadernos neste ano, mas não darei conta. São mais de seis mil registros. Pode ser vaidade o desejo de salvar os textos, mas ali contém um pouco de nossa história coletiva também. Tenho dó de deixar se perder tudo que está registrado naquelas páginas digitais. 

MEMÓRIAS

Estava pensando nestes dias: já recebi as unidades que editei de meu livro de memórias sindicais, registros retirados de um dos blogs. Agora que tenho o livro em mãos, estou em dúvida sobre o que fazer com eles. Enviei dois a amigos e presenteei mais dois a pessoas de minhas relações. 

Apesar de conter passagens interessantes da história das lutas da categoria bancária, não sei se alguém perderia tempo lendo isso. Os textos foram escritos no blog durante a pandemia de Covid-19 e uma coisa é disponibilizar minhas memórias num lugar para quem quiser lê-las, outra coisa é dar a alguém um conjunto de textos como se estivesse obrigando a pessoa a ler aquilo...

Enfim, estou cheio de dúvidas meio bestas, que não mudam nada o colapso atual da sociedade humana. 

William 

domingo, 31 de agosto de 2025

Diário e reflexões


Uma vida precisa de bases, raízes.
Eu tenho minha base sólida.


Refeição Cultural

Osasco, 31 de agosto de 2025. Domingo. 


AGOSTO 

Lá vou eu registrar sentimentos e acontecimentos relativos ao percurso existencial deste cidadão brasileiro durante o mês de agosto. 

Enquanto escrevo, tenho a companhia da banda Nirvana, tocando o Acústico MTV - Unplugged in New York. Álbum espetacular!

SAÚDE 

O mês começou com o procedimento médico de retirada de uma lesão na língua, lesão descoberta por observação minha mesmo. 

Foram dois meses de consultas e investigações até se chegar ao diagnóstico e retirada da leucoplasia. 

Amig@s leitores, cirurgia na língua é foda! Foi uma semana sem conseguir mastigar e comer alimentos sólidos. Fiquem atentos a manchas brancas na região da boca. Vou ter que acompanhar o caso pelo resto da vida, pois pode voltar.

Sigo sendo um homem de sorte. Já retirei um câncer de pele da cabeça e uma lesão potencialmente perigosa da língua. Com isso, tiro uns pedacinhos do corpo e preservo o corpo todo.

Colesterol e glicose

Somos natureza, animais mamíferos. Somos nossa genética somada ao percurso do viver. A minha genética veio programada com uma bomba-relógio: doenças crônicas que evoluem para infarto, AVC e doenças agravadas por colesterol e glicose alterados.

Sempre pratiquei atividades físicas, principalmente aeróbicas. Aí meu sistema locomotor bichou, o quadril deu problema. E com a redução da corrida, o colesterol vem aumentando insistentemente desde 2018. Dureza! Não gosto de outros esportes aeróbicos. Amo correr!

Decidi insistir nos trotes, vou correr em subidas para ter impacto menor e concentrar muito na pisada. E vou caminhar com ritmo bom e batimento cardíaco maior por pelo menos 40'. Vou planilhar as atividades aeróbicas por seis meses e fazer novo exame de sangue. Vamos ver se estabilizo os níveis de colesterol e glicose.

CULTURA

Terminei a leitura do boneco de meu livro de memórias. Boneco é uma edição para avaliar o conteúdo antes dos acertos finais. Gostei do trabalho feito pela equipe de Cleusa Slaviero, da Editora ComPactos. Agora é fazer algumas unidades e lançar ao mundo um pouco das histórias dos bancários que vivemos juntos nos anos dois mil.

Sigo firme no trabalho cansativo de sistematização de meus textos nos blogs de cultura e sindical, são cerca de seis mil postagens. Um dia eu termino. Estou relendo, diagramando e encadernando. Já tenho vários cadernos prontos. Posso dizer a vocês que tem muito texto que teria valor histórico se os tempos fossem outros.

Como a vida é um instante, tenho avaliado que preciso começar a ler com disciplina livros, livros de literatura, de áreas que gosto, livros clássicos. Não sei até quando vai minha sorte e não poderia passar um dia sem ler meus livros, alguns adquiridos e aguardando minha leitura há décadas, décadas!

Conjugado a uma rotina de leitura diária, enquanto estamos por aqui, posso escrever em minhas páginas para compartilhar gratuitamente o que eu aprendi ou refleti sobre as leituras que tive a oportunidade de fazer. Esse é o objetivo dos blogs desde que os criei.

POLÍTICA

Durante décadas como dirigente nacional da classe trabalhadora, tive o privilégio de aprender política. A consciência política que adquiri me permite ter uma leitura atenta da realidade brasileira e mundial, e dos seres humanos. A situação do mundo está muito séria. Diria que vivemos um momento decisivo para a humanidade e para o planeta Terra.

Se tivesse sido aproveitado no movimento social de onde vim, teria que ler e compreender e repassar toda a leitura que tenho da realidade aos meus companheir@s. Não tendo mais utilidade para o movimento, tenho que me policiar para não "perder" tempo com a política, preterindo meu objetivo de me dedicar à cultura e autoconhecimento.

Se me deixo levar pelo cacoete de décadas de lutas políticas, me pego querendo me meter em temas que não vão me levar a lugar algum, a não ser saber um pouco mais do que já sei alguma coisa de política e sentir mais impotência por não poder mudar a realidade, pois nem na política estou.

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Enfim, tenho que fazer algumas coisas pessoais para continuar por aqui e tenho que ter disciplina e amor-próprio para fazer algo pelo conhecimento, tanto para mim, quanto para as pessoas que lerem as coisas que escrevo.

Seguimos vivendo. Viver é uma oportunidade diária.

Will i am


domingo, 17 de agosto de 2025

O sentido da vida (6)



Buscar sentidos na leitura

Foram vários dias lendo e diagramando quase trezentos textos. O caderno impresso daquele ano ficou com quinhentas páginas. 

A sistematização das quase duas décadas de produção textual ainda levará muito tempo. São mais de cinco mil postagens. 

O desejo é completar essa tarefa trabalhosa que sintetiza quase a metade de sua existência, textos que resumem ao menos sua fase mais produtiva como adulto em convívio social. 

Cumprida a missão, a ideia é dedicar sua vida à leitura e à reflexão filosófica. O foco principal será a literatura. Escrever também está no horizonte. 

Ler os clássicos que não conhece é um sonho ainda realizável. Que a vida lhe dê olhos e saúde mental para isso.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Filmes, séries e documentários comentados no Refeitório Cultural


Refeição Cultural

A coletânea apresentada nesta página do blog é bastante diversificada em relação aos gêneros de filmes, documentários, séries e animes que o autor comentou ao longo do tempo. 

O primeiro comentário sobre filme no blog foi publicado poucos meses após o início da produção de conteúdos e os mais recentes são textos comentando alguns filmes em uma mesma postagem, às vezes interligando a temática das obras.

A pessoa (aquele eu) que comentou os primeiros textos há quase duas décadas fez um esforço consciente em se desenvolver através da educação e cultura para que seus comentários registrassem algo que valesse a pena compartilhar, intuito do blog desde o início.

A página estará em constante atualização, pois os milhares de textos do blog estão sendo sistematizados e encadernados pelo autor.

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2004

1. A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson (link)

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2006

1. Crash - No Limite (2004), dirigido por Paul Haggis (link)

2. 2 Filhos de Francisco (2005), dirigido por Breno Silveira (link)

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2007

1. Edison - Poder e Corrupção (2005), dirigido por David Burke (link)

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2008

1. Uma História Real (1999), dirigido por David Lynch (link)

2. Nosferatu, o Vampiro da Noite (1979), dirigido por Werner Herzog (link)

3. Rocky Balboa (2006), dirigido por Sylvester Stallone (link)

4. Os 300 de Esparta (1962), dirigido por Rudolph Maté (link)

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2009

1. Escritores da liberdade (2007), dirigido por Richard LaGravenese (link)

2.

3.

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2013

1. Home - Um alerta sobre a vida na Terra (link)

2. Papillon (1973) e o desejo de Liberdade (link)

3. Grande Sertão: Veredas - Amor simplesmente... (link)

4. John J. Rambo, o personagem (link)

5. As aventuras de Pi, de 2012 (link)

6. Filme: O Palhaço (reflexões...) - (link)

7. Breve comentário de O som ao redor e O operário (link)

8. Nova York sitiada - 1998 (The Siege) (link)

9. Faroeste Caboclo - O Filme... Emocionante! (link)

10. As neves do Kilimanjaro (2011) - Direção de Robert Guédiguian (link)

11.

12.

13.

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2014

1. Mandela, o caminho para a liberdade, de 2013. Cito o filme em uma reflexão (link)

2.

3.

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(...)

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2021

1. O processo (1962), dirigido por Orson Welles - um breve comentário (link)

2. O poderoso chefão (1972), de Francis Ford Coppola - comento livro e filme (link)

3.

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2025.

1. O universo de Pedro Almodóvar (I) - (link)

   1.1 Maus hábitos (1983)

   1.2 O que fiz eu para merecer isto? (1984)

   1.3 A lei do desejo (1987)

   1.4 Mulheres à beira de um ataque de nervos (1988)

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2. Lemon Tree (2008), dirigido por Eran Riklis (link)

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3. Conhecendo Wim Wenders (link)

    3.1 Quarto 666 (1982)

    3.2 Tokio-Ga (1985)

    3.3 Asas do desejo (1987)

    3.4 Tão longe, Tão perto (1993)

    3.5 Buena Vista Social Club (1999)

    3.6 Papa Francisco: um homem de palavra (2018)

    3.7 Dias perfeitos (2023)

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domingo, 3 de agosto de 2025

Poemas e crônicas de William Mendes


Refeição Cultural

Nesta página do blog, reúno os textos que classifiquei como poemas e crônicas. 

Na enunciação estão presentes eu-líricos que me compõem, ou não. 

Aliás, pela data de criação do texto, sem dúvidas, o eu que fala pode não ter quase nada a ver com o autor atual do blog. 

Somos legião e sempre somos outros ao longo de nossas jornadas existenciais.

É aquela metamorfose ambulante anunciada pelo poeta Raul Seixas...

Assim como as demais páginas de coletâneas deste blog, esta de poemas e crônicas estará o tempo todo em atualização. 

Os acréscimos cessarão quando cessar a existência do criador.

Os textos estão disponíveis nos links.

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2000

1. A viagem (link)


2002

1. Reflexões de um objeto inanimado que enquanto unidade teme a queda, a quebra, o fim (link)

2. Primeiro dia como ajudante de encanador (link)

3. Verbo iludir conjugado (link)


2006

1. Romaria 2006 - Um teste de perseverança, resistência e humildade (link)


2008

1. Três de abril (link)

2. O filho é o pai do homem (link)

3. O filho é o pai do homem II (link)

4. Instantes (link)

5. Romaria 2008 - Velha caminhada; nova experiência, sempre! (link)

6. As partes da Arte (link)


2009

1. Comala (link

2. Cenas cotidianas - Esperança e tristeza (link)

3. O Caminho de Santiago começa a ficar distante... (link)

4. Todo cidadão tem direito de se reunir em locais públicos e se manifestar (link)

5. Um dia diferente: luta cidadã contra a mídia-podre e depois um assalto! (link)

6. Vendo as pessoas se persignarem (link)

7. Depois de tanto tempo... caminhei! (e um poema) (link)

8.

9.


2013

1. Férias na Praia Grande (SP) (link)

2. Morreu o Dógão, meu pangasius (link)

3. Riobaldo e Diadorim - Metáforas de todos nós (link)

4. Amor, uma fortaleza! (link)

5.

6.

7.


2025

1. O último poema (link)


2026

1. Conclusões (link)


sábado, 2 de agosto de 2025

Leituras tardias



Refeição Cultural

Ao longo do viver, sempre guardei materiais de cultura que gostaria de ler ou ver algum dia. 

Quando voltei para São Paulo, antes dos dezoito anos, trouxe somente algumas roupas e pequenos pertences pessoais (é o que me lembro). Iria morar na casa de minha avó Deolinda e já moravam com ela outros jovens, meus primos. Apesar do aperto, comecei ali a colecionar livros, revistas, partes de jornais e outras mídias.

Naquela época, anos oitenta, era consenso na sociedade humana que a educação e o conhecimento tinham importância para o caminhar pela vida adulta, principalmente para nós da classe trabalhadora, chamada às vezes de periférica. Queríamos ser inteligentes, ter formação escolar e adquirir cultura para evoluirmos como seres humanos e vencermos na vida, como se dizia.

Tenho materiais de cultura que datam dos anos oitenta e noventa: muitos livros, por suposto, e recortes de jornais e materiais do movimento sindical, inclusive. Nunca tive coragem de me desfazer dessas mídias, a maioria nunca lida por ter outras prioridades no viver diário de um proletário.

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Imigração japonesa - 100 anos (2008)

O caderno que li desta vez é sobre os 100 anos da imigração japonesa para o Brasil, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 12 de junho de 2008, uma quinta-feira.

Eu tenho interesse pela cultura oriental desde que era criança, sempre apreciei coisas relativas ao povo japonês e chinês. 

Na adolescência, ao avaliar possibilidades na vida, pensei até em ser decasségui (dekasegi). No fim, um primo é que foi trabalhar no Japão por alguns anos.

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100 anos de imigração completados em 2008

De forma resumida, o caderno traz informações básicas sobre o Japão e o processo de imigração japonesa para o nosso país.

O artigo de Simone Iwasso conta a história da família imperial. As comemorações no Brasil contaram com a visita do príncipe herdeiro, Naruhito, à época com 48 anos, filho do imperador Akihito e da imperatriz Michiko.

Na matéria de Fernando Nakagawa, soube que "Dos japoneses e descendentes que vivem fora do Japão, 60% escolheram o Brasil. Atualmente (ou seja, 2008), há cerca de 1,5 milhão de japoneses e descendentes no País. Em seguida, estão Estados Unidos, com 900 mil, e Peru, com 90 mil descendentes."

Celso Kinjô, em texto feito para o caderno, nos conta que até o fim da 2ª Guerra Mundial os imperadores japoneses eram considerados deuses. Foi o imperador Akihito, em 16 de agosto de 1945, que revelou aos súditos que era "um humano igual a todos" ao declarar que o Japão estava se rendendo ao inimigo. O anúncio foi em rede de rádios.

Márcia Placa nos revela a origem do saquê, descoberto por acaso, quando um barril de arroz não foi vedado corretamente e azedou. No final do caderno, ela faz outra matéria sobre a Turma da Mônica e os personagens Keika e Tikara, criados por Maurício de Sousa em homenagem ao centenário.

A matéria de Valéria Zukeran "O desafio: preservar a memória em papel" é muito boa. Livros e revistas ajudam a manter a história dos imigrantes e à época havia um esforço grande para se digitalizar materiais antigos e disponibilizar outras formas de mídia para a preservação de cultura.


Gostei da reportagem de Fernanda Yoneya sobre os festejos em Santos, SP. Foi lá que aportou, em 18/06/1908, o navio Kasato-Maru, "trazendo os primeiros imigrantes japoneses - uma chegada tão marcante que a cidade, na época, ficou conhecida como Porta do Sol Nascente". Os imigrantes tiveram contribuições importantes na região como, por exemplo, na atividade da pesca.

A cidade de Santos inaugurou no centenário a escultura "Vermelha", homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, doada pela artista Tomie Ohtake (1913-2015), localizada na extremidade do Parque Municipal Roberto Mário Santini, na orla do José Menino.


Literatura japonesa

A matéria de Renato Cruz, sobre a tradutora Leiko Gotoda, convida a gente a ler os livros traduzidos por ela.

Um dos romances japoneses mais conhecidos no Brasil é Musashi, de Eiji Yoshikawa, publicado no Brasil em 1999. Leiko traduziu diversos livros de seu tio Jun'ichiro Tanizaki, autor importante do século passado.

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O artigo de Jorge J. Okubaro - "Da rejeição à integração" - descreve um pouco do que os imigrantes japoneses tiveram que enfrentar ao longo desse século no Brasil. 

"Em Raça e assimilação, editado em 1933, Oliveira Viana escreveu que 'o japonês é como o enxofre: insolúvel', dando um certo ar científico à tese, popular na época, de que o japonês é 'inassimilável'."

Vejam o que pensava dos imigrantes um dos autores famosos da época, intelectual querido até por gente do campo chamado "progressista". 

O povo japonês veio ao Brasil para trabalhar quase como escravo em lavouras paulistas de café e depois sofreu na pele o peso da 2ª Guerra Mundial ao pertencer ao país associado aos nazistas e fascistas (Eixo).

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A riqueza da cultura japonesa 

Enfim, terminada a leitura do caderno inteiro dedicado ao centenário da imigração japonesa para o Brasil, acrescentei algum conhecimento novo ao pouco que conheço dessa temática.

Quase duas décadas depois da publicação do caderno especial, um leitor do futuro leu as matérias olhando para o passado. A experiência é interessante. Sempre gostei de fazer isso.

A cultura japonesa faz parte do cotidiano do autor do blog porque os mangás e animes fazem parte dos momentos culturais da família, sem contar o interesse que tenho pelo idioma japonês.

Sigamos lendo e aprendendo alguma coisa nova todos os dias de existência neste belo planeta Terra, um mundo sendo destruído pelo animal humano.

William


Bibliografia:

Caderno Imigração japonesa 100 anos. O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 12 de junho de 2008.