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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Leitura: Raízes do Brasil, de Sérgio B. de Holanda



Refeição Cultural

Terminei hoje a leitura de um dos livros mais importantes do Brasil em relação a obras e ensaios que tentam compreender o país e sua gênese. 

Estou encantado com a obra. Ela é descortinadora. Vamos lendo e vendo as coisas ao nosso redor, e em todos os espaços da sociedade. Ajudou bastante em minha formação preencher essa lacuna cultural que sempre tive. 

Felizmente, é o segundo livro que termino esta semana, depois que voltei do fim do curso de formação de dirigentes que coordenei nos últimos nove meses. Foram nove semanas de imersão mais um bom período de preparação que me tirou bastante da rotina em São Paulo. 

O capítulo final tratou dos seguintes temas: 

CAPÍTULO 7 - NOSSA REVOLUÇÃO 

- As agitações políticas na América Latina 
- Iberismo e americanismo 
- Do senhor de engenho ao fazendeiro 
- O aparelhamento do Estado no Brasil 
- Política e sociedade -O caudilhismo e seu avesso 
- Uma revolução vertical 
- As oligarquias: prolongamentos do personalismo no espaço e no tempo 
- A democracia e a formação nacional 
- As novas ditaduras 
- Perspectivas 

Alguns pontos interessantes do último capítulo ajudam a entender o autoritarismo ainda atual e o coronelismo vigente, quando lemos, por exemplo, a explicação da transformação do senhor do engenho em fazendeiro. Mudou-se só a forma de organização, mas o poder personalista e oligárquico se manteve o mesmo. 

"O desaparecimento do velho engenho, engolido pela usina moderna, a queda de prestígio do antigo sistema agrário e a ascensão de um novo tipo de senhores de empresas concebidas à maneira de estabelecimentos industriais urbanos indicam bem claramente em que rumo se faz essa revolução (...)". p.176 

E mais à frente, complementa: 

"O Estado brasileiro preserva como relíquias respeitáveis algumas das formas exteriores do sistema tradicional, depois de desaparecida a base que as sustentava: uma periferia sem um centro. A maturidade precoce, o estranho requinte de nosso aparelhamento de Estado, é uma das consequências de tal situação". p.176 

A FIRULA QUE É A NOSSA "DEMOCRACIA LIBERAL" 

"As palavras mágicas Liberdade, Igualdade e Fraternidade sofreram a interpretação que pareceu ajustar-se melhor aos nossos velhos padrões patriarcais e coloniais, e as mudanças que inspiraram foram antes de aparato do que de substância". p.179 

A minha edição tem nota do autor ainda em 1955. Ou seja, faz mais de meio século que ele escreveu, descreveu e intuiu várias coisas sobre o nosso Brasil varonil. 

Quando SBH fala de caudilhismo e seu avesso, ele está supondo em um futuro mudanças lentas e graduais na política e na estrutura social brasileira. 

Fiquei pensando o que ele escreveria após os dois mandatos do governo democrático e popular de Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores, que começou a fazer mudanças sociais sem choques e de forma negociada com os setores conservadores da sociedade brasileira. 

"Se o processo revolucionário a que vamos assistindo, e cujas etapas mais importantes foram sugeridas nestas páginas, tem um significado claro, será este o da dissolução lenta, posto que irrevogável, das sobrevivências arcaicas, que o nosso estatuto de país independente até hoje não conseguiu extirpar (...)". p.180 

E adiante: 

"A forma visível dessa revolução não será, talvez, a das convulsões catastróficas, que procuram transformar de um mortal golpe, e segundo preceitos de antemão formulados, os valores longamente estabelecidos (...)". p.180 

Aqui vejo os dois mandatos do governo de Lula da Silva do PT. 

Gostei muito também da discussão sobre o personalismo e sua forma mais elaborada, a oligarquia. 

Isso é uma praga em tudo, inclusive no movimento sindical. 


Bibliografia: 

HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Companhia das Letras, 26ª edição, 27ª reimpressão 2007.

sábado, 22 de maio de 2010

Línguas estrangeiras

Acho que o ideal é pensar positivamente em relação ao estudo de línguas. Por exemplo, hoje não sei quase nada de italiano e francês. Mas, sei alguma coisa, algumas palavras de italiano e francês, ou seja, o estado do momento é melhor que o de ontem.

Tenho que aprender novas palavras e questões de linguagem a cada minuto vago para acumular nova informação.

Objetivos em relação ao estudo de idiomas:

Ser poliglota e conhecer INGLÊS, ESPANHOL, FRANCÊS e ITALIANO.

Além de meu foco centrado na formação sindical e na eleição de Dilma Roussef para presidir o nosso país, não tenho nos dias que correm muitos objetivos claros como este dos idiomas.

Também penso que preciso passar em um concurso público para ter uma condição financeira e social melhor nos próximos vinte anos. Não posso ficar muito tempo mais levando uma vida com dificuldades financeiras, pois ser sindicalista como escriturário de banco é ferrar a minha família e os meus dependentes.

Em termos de concurso público, tenho preferência pela CARREIRA DE DIPLOMATA, porque poderia representar o meu país da melhor forma possível, como fazem hoje os nossos representantes no governo de Lula da Silva, que mudou a imagem do Brasil para o mundo.

Mudou de forma positiva e trouxe muitos benefícios para o país de maneira soberana e independente.

O governo do presidente Lula da Silva está acabando, inclusive, com o "espírito de vira-latas" tão bem alimentado pela nossa podre e pobre elite nacional.

Diria que estes são os objetivos pessoais para ocupar-me fora dos horários de trabalho sindical.

O estudo técnico de algumas matérias e de conhecimentos gerais, em cada minuto vago, deve ser meu objetivo nos próximos anos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O porquê de "Esaú e Jacó", de Machado de Assis, ser bibliografia básica da carreira diplomática

Foto de William Mendes: pôr do sol no Palácio Real de Madri - Espanha (a partir da fachada sul, vendo o Pátio de Honra).
(atualizado em 4/4/10)

Estou pensando no porquê de o romance de Machado ser leitura obrigatória para o concurso da carreira diplomática do Itamarati.

Acredito que seja por se tratar a personagem de um diplomata aposentado que, ao falecer, deixa um conjunto de sete tomos sendo os seis primeiros do Memorial e um sétimo chamado de Último, que o narrador viria a chamar de Esaú e Jacó.

Machado descreve aquelas que seriam as características necessárias a um funcionário da carreira diplomática até à contemporaneidade dele.

"Não me demoro em descrevê-lo. Imagina só que trazia o calo do ofício, o sorriso aprovador, a fala brande a cautelosa, o ar da ocasião, a expressão adequada, tudo tão bem distribuído que era um gosto ouvi-lo e vê-lo".

Talvez o Ministério das Relações Exteriores veja também no conselheiro Aires as características básicas para um diplomata. O jeito de não pender apaixonadamente nem para um lado nem para o outro, de maneira a tentar conciliar os lados em qualquer tipo de pendenga internacional.

"Era cordato, repito, embora esta palavra não exprima exatamente o que quero dizer. Tinha o coração disposto a aceitar tudo, não por inclinação à harmonia, senão por tédio à controvérsia. Para conhecer esta aversão, bastava tê-lo visto entrar, antes, em visita ao casal Santos. Pessoas de fora e da família conversavam da cabocla do Castelo..."

E segue o conselheiro sem entrar em "bola dividida":

"-Chega a propósito, conselheiro, disse Perpétua. Que pensa o senhor da cabocla do Castelo?

Aires não pensava nada, mas percebeu que os outros pensavam alguma cousa, e fez um gesto de dous sexos. Como insistissem, não escolheu nenhuma das duas opiniões, achou outra, média, que contentou a ambos os lados, cousa rara em opiniões médias. Sabes que o destino delas é serem desdenhadas. Mas este Aires, - José da Costa Marcondes Aires, - tinha que nas controvérsias uma opinião dúbia ou média pode trazer a oportunidade de uma pílula, e compunha as suas de tal jeito, que o enfermo, se não sarava não morria, e é o mais que fazem pílulas. (...)"

MAS atenção, não quer dizer que o diplomata não tinha opinião e não a manifestava:

"Não cuides que não era sincero, era-o. Quando não acertava de ter a mesma opinião, e valia a pena escrever a sua, escrevia-a".

Bibliografia:

ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. In: Obras Completas. Editora Globo, 1997.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A política de equilíbrio - texto de Raymond Aron

Leitura e fichamento do texto de Raymond Aron - muitas frases são citações, tanto em inglês quanto em português.

O autor discorre sobre as questões de equilíbrio de poder entre os Estados, baseado na ideia da escola realista de equilíbrio de forças, ou seja, capacidade dos Estados de exercerem pressão ou coação sobre os demais.

Aron trabalha com referência a um ensaio de David Hume intitulado On the Balance of Power.

Ao citar várias nações do passado, é enfatizado que, em geral, pertencem ao sistema de equilíbrio de poder as populações que podem intervir na guerra.

A ideia de equilíbrio seria algo moderno enquanto conceito. Aron cita Hume:

"In all the politics of Greece, the anxiety with regard to (a angústia com respeito a) the balance of power is apparent, and is expressly pointed out to us, even by ancient historians. Thucydides represents the league which was formed against Athens, and which produced the Peloponesian war, as entirely owing (totalmente devido a) to this principle. And after the decline of Athens, when the Tebans and Lacedemonians disputed for sovereignty (soberania), we find that the Athenians (as well as many other Republics) always threw themselves (se lançaram) into the lighter scale (em escala muito clara), and endeavoured (esforçaram-se) to preserve the balance".

Aron afirma que muitos povos antigos ignoraram a política de equilíbrio de forças devido à espantosa história do império romano, pois Roma foi subjugando todos os seus adversários, um após outro.

A exceção seria Hiero, rei de Siracusa.

"Hiero, rei de Siracusa, foi o único príncipe que parece ter compreendido o princípio do equilíbrio de forças, durante a história romana: 'Nor ought such a force ever to be trown into one hand (nenhum poder deveria ser lançado assim em mão única) as to incapacitate the neighbouring states from defending their rights against it'. Esta é a fórmula mais simples do equilíbrio: nenhum Estado deve possuir uma força tal que os Estados vizinhos sejam incapazes de defender, contra ele, seus direitos. Uma fórmula fundada sobre o common sense and obvious reasoning, simples demais para haver escapado à percepção dos antigos".

Depois Hume cita o sistema europeu e a rivalidade entre a FRANÇA e a INGLATERRA. Após cinco guerras entre eles, quatro vencidas pela monarquia francesa, os ingleses passaram a ser os fiéis parceiros de qualquer outro reino que entrasse em guerra contra a França.

"A hostilidade da Inglaterra contra a França passa por certa, em qualquer circunstância, e os aliados contam com as forças inglesas como com suas próprias forças, demonstrando uma intransigência extrema: a Inglaterra deve sempre assumir o ônus das hostilidades. Finalmente, 'we are such true combatants that, when once engaged, we loose all concern (interesse, preocupação) for ourselves and our posterity, and consider only how we may best annoy (irritar, incomodar) the enemy' ".

Aron afirma que Hume é favorável à política do equilíbrio porque é hostil aos impérios extensos. "Enormous monarchies are probably destructive to human nature in their progress, in their continuance, and even in their downfall, which never can be very distant from their establishment".

Hume, assim como Montesquieu, pensava que o "Estado perderia fatalmente suas qualidades com a expansão territorial, a política de equilíbrio impõe-se razoavelmente em função da experiência histórica e dos valores morais".

"A política de equilíbrio obedece a uma regra de bom-senso e deriva da prudência necessária aos Estados desejosos de preservar sua independência, de não estar à mercê de outro Estado que disponha de meios incontrastáveis".

UMA VISÃO DA ESCOLA REALISTA
"Parece condenável aos olhos dos estadistas ou dos políticos doutrinários que interpretam o uso da força, aberto ou clandestino, como a marca e a expressão da maldade humana. Esses censores devem assim conceder um substituto, jurídico ou espiritual, para o equilíbrio de vontades autônomas"

CONCLUSÃO DO AUTOR
No nível mais elevado de abstração, a política de equilíbrio se reduz à manobra destinada a impedir que um Estado acumule forças superiores às de seus rivais coligados. Todo Estado, se quiser salvaguardar o equilíbrio, tomará posição contra o Estado ou a coalizão que pareça capaz de manter tal superioridade. Esta é uma regra geral válida para todos os sistemas internacionais.

Dois modelos de sistemas irão configurar as relações de forças entre os Estados: o Pluripolar e o Bipolar.


Bibliografia:
MAGNOLI, Demétrio. Questões Internacionais Contemporâneas - manual do candidato. Funag, IRBr. Brasília, 1995.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A questão do "Erro" na línguagem

Podemos analisar uma forma de fala ou escrita não-padrão sob o ponto de vista linguístico ou sob o ponto de vista social.

A expressão "eles jogam" ou "eles joga" não afeta a compreensão da mensagem. Nenhuma delas é superior à outra do ponto de vista linguístico.

No entanto, a expressão "eles jogam" é mais prestigiada do ponto de vista social.

A violação de algumas regras do sistema produz o que chamamos de agramaticalidade. O erro é intralinguístico.

Ex: abacaxi o dentro apodreceu carro do.

Isto não é uma frase ou oração, é um amontoado de palavras.

Uma AGRAMATICALIDADE na língua é quando não se respeita a construção sintática, quando faltam termos essenciais na produção da frase, quando o uso de conectores argumentativos é inadequado (agramaticalidade discursiva).

ERROS de naturezas diferentes:
a) desvio da norma adequada a uma dada situação de comunicação;
b) agramaticalidade da estrutura da frase ou do período;
c) violação de relações discursivas.

Outro tipo de erro linguístico que podemos considerar é o erro de ortografia. "As normas de ortografia são coercitivas para todos os falantes" (apostila de Francisco Savioli e José Luiz Fiorin).

COMENTÁRIO: Pelos exemplos de erros linguísticos que vi na leitura de hoje, alguns são perceptíveis com mais ACUIDADE. Outros, porém, são de ordem mais teórica e exige conhecimentos de gramática que ainda não tenho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O objeto das relações internacionais - três enfoques

Citando:

"O vasto campo de estudo das relações internacionais não é definido de forma consensual. Diferentes autores encaram de modo divergente - e muitas vezes conflitante - o objeto das relações internacionais. Grosso modo, é possível identificar três tradições divergentes que informam a produção acadêmica de teorias sobre as relações internacionais".

ESCOLA IDEALISTA
Sua fonte é baseada na noção do direito natural e implica a questão de justiça nas relações entre os Estados.

"All nations are... under a strict obligation to cultivate justice towards each other, to observe it scrupulously, and carefully to abstain from every thing that may violate it" (Jurista suíço Emmerich de Vattel 1714-1767 - autor de The Law of Nations)

Tradição que se desenvolveu no entre-guerras mundiais e ainda hoje assenta-se na ideia iluminista de sociedade perfeita.

A política do apaziguamento de Chamberlain e Daladier foi tributária dessa corrente de ideias.

Os realistas diziam que os EUA e Grã-Bretanha defendiam esta linha porque eram países insulares ou continentes. Era muito cômodo para eles.

"Enjoying the luxury of relative security provided by the English Channel in one case and the Atlantic Ocean in the other, British and American thinkers could offer prescriptions for reform of the international system that were perhaps less compelling for states surrounded by potential enemies" (Phil Williams e outros, Classic Readings of International Relations, Belmont, Cal., Wadsworth, 1993, p.7).

Vocabulário:
luxury (ious) = luxo\luxuoso
não confundir com
lust = luxúria
lust after\lust for cobiçar algo, alguém

ESCOLA REALISTA
Hans Morgenthau, autor de Politics Among Nations, é considerado o fundador do pensamento realista contemporâneo.

A Escola Realista enfatiza o potencial conflitivo entre as nações.

"Maquiavel sublinhou a importância da força na prática política liberta dos constrangimentos morais e conferiu legitimidade aos interesses do soberano. No seu pensamento, os fins condicionam os meios. O inglês Hobbes, como o italiano Maquiavel, nutria profundo pessimismo em relação à natureza humana"

Os realistas avaliavam haver uma ausência de um poder soberano e imperativo nas relações internacionais.

"Substituindo a meta moral da reforma do sistema internacional pela análise das condições objetivas que determinam o comportamento dos Estados, os pensadores realistas ancoraram a sua argumentação nas noções da anarquia inerente ao sistema e da tendência ao equilíbrio de poder como contraponto a essa anarquia"

ESCOLA RADICAL
Baseada na escola marxista, cujo objeto é o conflito entre as classes sociais - mas Marx não produziu uma teoria do sistema internacional.

Como o Estado é um elemento marginal no pensamento marxista, "o comportamento dos Estados, quando enfocado, surge apenas como veículo para interesses econômicos, políticos ou ideológicos de outros atores (classes sócio-econômicas, corporações industriais e financeiras etc)".

Também é baseada na teorização leninista sobre o imperialismo. O argumento original de Lenin abordava a ligação entre a prática imperialista e a guerra entre potências.


Bibliografia:
MAGNOLI, Demétrio. Questões Internacionais Contemporâneas - manual do candidato. Funag, IRBr. Brasília, 1995.

domingo, 29 de novembro de 2009

Noção de texto e variações linguísticas

Alguns excertos sobre a leitura de uns textos que focam o Texto, as variações linguísticas e a importância de saber adequar texto e contexto.

(AS PARTES DO TEXTO NÃO SÃO MINHAS, SÃO DA APOSTILA DA FUNAG, autores Francisco Savioli e José Luiz Fiorin)

Um texto possui coerência de sentido, ele é um tecido, não um aglomerado desconexo de fios. Todo texto está inserido em um contexto, explícito ou implícito.

Dois fatores de textualidade importantes são a COERÊNCIA E A COESÃO.

"Um texto será coerente, quando nele não houver nada ilógico, desconexo, contraditório, não solidário; quando suas partes mantiverem compatibilidade, continuidade de sentido umas em relação às outras".

A coerência tem estreita relação com a SEMÂNTICA. Já a coesão tem relação com a SINTAXE. Um texto pode não ter coesão e ter coerência em determinado contexto.

"A coesão, por sua vez, diz respeito à ligação das frases ou orações do texto, por elementos que garantem sua concatenação ou retomam o que foi dito"

Outras características do texto é ser "delimitado por dois brancos, isto é, por dois espaços de não sentido" e ser "produzido num dado tempo e num determinado espaço".

CONCLUSÕES:
"Um texto é um todo organizado de sentido, delimitado por dois brancos, que manifesta um ponto de vista social sobre uma dada questão.

Desse conceito de texto pode-se concluir que:
a) a leitura de um texto não pode basear-se em fragmentos isolados; produzir um texto não é amontoar frases sem qualquer relação entre elas;
b) a leitura de um texto deve, de um lado, levar em conta aquilo que ele diz, e, de outro, a relação entre o ponto de vista social que ele expressa e aquele em oposição ao qual se constitui; produzir um texto é adotar uma posição sobre um dado assunto e argumentar em favor dela".

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
A variação é inerente ao fenômeno linguístico. Todas as línguas têm variantes, até mesmo os idiomas antigos.

O uso de uma dada variante linguística confere uma identidade ao falante, porque o inclui num grupo social bem específico.

Há variações nos planos fônicos, morfológicos, sintáticos e lexicais.

DIATÓPICAS são as variações regionais.
Ex: "cueca" em portugal quer dizer "calcinha" em brasileiro; "bicha" que dizer "fila"; "camisola" quer dizer suéter.

DIASTRÁTICAS são as variações que marcam os grupos sociais.
É a questão da linguagem culta, popular, junenil, sindicalista etc.

DIAFÁSICA é a variação que se adapta às diversas situações de fala.
É a questão de saber adaptar a linguagem ao contexto. Não se deve falar em um bar da mesma maneira que se fala no Congresso Nacional e vice-versa.

SER POLIGLOTA NA PRÓPRIA LÍNGUA!

DIACRÔNICA é a variação da linguagem no tempo.
Uma linguagem da mesma língua é uma no século atual e outra em cada século anterior.

DIFERENÇAS ENTRE A MODALIDADE ESCRITA E FALADA

Na oralidade estão presentes o EU, TU, AQUI, AGORA. É a cena enunciativa. Situação de interlocução. Como isso não está presente no texto escrito, é necessário recriá-la na escrita.

Existem estratégias diversas na criação de texto oral. Já no escrito várias marcas presentes na conversação desaparecem. De quase todas as estratégias usadas na fala, somente a variante lexical é aceita no texto escrito formal. O restante seria considerado erro. O ideal é tratar o tema das variações como ADEQUADO/INADEQUADO mais do que como CERTO/ERRADO.

Na FALA temos como UNIDADES DE SENTIDO os TURNOS e os TÓPICOS.

Já na ESCRITA temos os PARÁGRAFOS e os CAPÍTULOS.

CONCLUSÃO:
"É preciso compreender o fenômeno da variação e entender que escrita e fala são duas modalidades diferentes da linguagem, para daí tirar duas conclusões a respeito da produção dos textos escritos:

1. a menos que o texto escrito queira simular a fala, não deve aparecer nele nenhuma característica do texto falado: frases truncadas, marcas da presença de um interlocutor, sinais do planejamento e da elaboração, etc;

2. os textos científicos, técnicos, jornalísticos só admitem a chamada norma culta; outros textos, para marcar a identidade de narrador ou de personagens, permitem o uso de outras variantes, desde que elas sejam adequadas à identidade que se quer construir (não se pode fazer um baiano falar como um gaúcho)".

Bibliografia:
SAVIOLI, Francisco e FIORIN, José Luiz. Manual do candidato - Português. IRBr/Funag, Brasília, 1995.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A geografia na história da Alemanha

Estudo da apostila do concurso de diplomata, material que adquiri do IRBr/Cespe UnB.

Conceito de espaço, por Milton Santos:

"O geógrafo Milton Santos define espaço como acumulação desigual de tempos. Nessa perspectiva, o espaço geográfico é coagulação do trabalho social, materialização de ideias e de ações das sociedades sobre a natureza. O espaço materializa diferentes tempos sociais; sua gênese e evolução constituem o objeto da geografia"

A GEOGRAFIA NA HISTÓRIA DA ALEMANHA

A questão fundamental para a Alemanha do século XIX é a Unidade Nacional.

Alguns temas situam bem a questão:

-a disparidade e a falta de articulação entre as várias regiões de fala alemã, cada uma organizando-se enquanto Estado autônomo e possuindo dinâmica social autônoma;
-a ausência de uma centralidade geográfica organizadora do espaço alemão, cujo único vínculo é a comunidade linguística;
-a existência de disputas fronteiriças com países não germânicos.

SOCIOLOGIA - CIÊNCIA AUTÔNOMA DA FRANÇA
"país onde, mais de que qualquer outro lugar, as lutas de classe sempre foram levadas à decisão final".

GEOGRAFIA - CIÊNCIA AUTÔNOMA DA ALEMANHA
"onde a questão espacial ou territorial se colocava no centro dos problemas da sociedade".

Importância de Humboldt e Ritter - apreço destes por Herder - proximidade com o movimento "sturm und Drang" - identidade cultural dos alemães pela língua.

Ritter = debate mais político = tradição teológica.
Humboltd = questão da identificação da unidade nacional pela língua = traços mais românticos.

ORDENAÇÃO CIENTÍFICA DA GEOGRAFIA
"Ritter realiza toda uma padronização conceitual que interessa, não apenas à Geografia (cuja primeira formulação sistemática de objeto e método foi obra sua), mas a qualquer descrição da Terra".

UNIFICAÇÃO E PROBLEMÁTICA ESPACIAL ALEMÃ
"[...] De todo modo, no que interessa diretamente à prática social alemã, as formulações desses autores servem para dar status de ciência ao debate da unificação, e principalmente de sua problemática espacial".

LEGITIMAÇÃO DA PROPOSTA EXPANSIONISTA

"A efetivação da unidade alemã em 1871 não redundou na superação da problemática espacial pela sociedade da nascente nação; ao contrário, vai reforçá-la e redefini-la pela inclusão de novos elementos [...] A Geografia vai ocupar papel destacado na legitimação da proposta expansionista [...] As questões do domínio do espaço, dos recursos naturais e sua relação com o desenvolvimento econômico, das fronteiras, das raças, entre outras, fluem diretamente da situação prática vivenciada pela sociedade alemã".

RATZEL - SEGUNDO REICH - BISMARCK

"Essa síntese ampliadora da discussão geográfica vem aflorar com a obra de Ratzel, publicada basicamente entre 1870 e 1900. Como se pode observar, este autor vivencia diretamente o período de constituição do Segundo Reich, a era bismarckiana".

Ratzel introduz o temário da Geografia do Homem. "O período bismarckiano se singulariza por um acirramento do nacionalismo e, associado a este, uma apresentação clara de um projeto imperial [...] Nesse processo foram recuperadas as teorias da tradição filosófica alemã que interessavan aos objetivos prussianos, porém tais teorias foram articuladas por uma influência dominante do positivismo"

CIENTIFICISMO: DAR UM CARÁTER DE NEUTRALIDADE

Foi buscado para a Geografia uma linguagem objetiva e formalista do cientificismo positivista. Isso para dar um caráter de "neutralidade" as ideias expansionistas alemãs.

"as formulações de interesse do projeto alemão deveriam cobrir-se com uma aura de universalidade".

TEORIZAÇÃO DA "NATURALIDADE EXPANSIONISTA" DOS POVOS

"A tematização do expansionismo é abertamente formulada por Ratzel, porém é discutida num plano universal, onde emerge a artimanha do argumento de sua justificação: a naturalização, a expansão posta como característica natural da história dos povos".

ESPAÇO VITAL
"Naturaliza-se a própria política exterior expansionista, como uso de uma concepção evolutiva da história, posta como tendo por motor a 'luta das nações'; nesse particular a Geografia desponta com excepcional peso ao discutir, por ex., a problemática do 'espaço vital'. Todos esses argumentos se articulam na ideologia nacionalista do 'destino alemão', da 'glorificação do Reich', da 'superioridade ariana'. Aqui, na finalidade de popularização, mistura-se o cientificismo legitimador com o destino romântico de elevada penetração popular".

CONCLUSÃO DO AUTOR
"Sintetizando o que foi apresentado, reafirma-se a ideia de que o afloramento do processo de sistematização da Geografia, especificamente na Alemanha, ocorreu em virtude das condições particulares de desenvolvimento das relações capitalistas nesse país, que colocavam a questão espacial (logo, o temário dessa disciplina) no centro do debate político. Tal importância advinda da fragmentação nacional vivenciada pelos alemães e do caráter tardio de sua unificação. A discussão geográfica no século XIX avançou alimentando e sendo alimentada, dentro desse processo de unificação, e foi obra de pensadores alemães. A justificativa dessas afirmações pede o concurso de uma análise mais detalhada dos principais representantes desse movimento genético da Geografia moderna: Humboldt, Ritter e Ratzel [...]".

Bibliografia:
MORAES, Antônio Carlos Robert. A Gênese da Geografia Moderna. HUCITEC/EDUSP, São Paulo, 1989, pp 66-75. IN: Manual do candidato - Geografia, de Regina Célia Araújo. Funag/IRBr, 1995.

O conceito de espaço geográfico, Milton Santos

Estudo da apostila do concurso de diplomata, material que adquiri do IRBr/Cespe UnB em 1995.



Conceito de espaço, por Milton Santos:



"O geógrafo Milton Santos define espaço como acumulação desigual de tempos. Nessa perspectiva, o espaço geográfico é coagulação do trabalho social, materialização de ideias e de ações das sociedades sobre a natureza. O espaço materializa diferentes tempos sociais; sua gênese e evolução constituem o objeto da geografia"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

História do Brasil - Império

Leitura do manual do candidato - História do Brasil, do IRBr/Funag, de 1995.
Autores: Flávio de Campos e Miriam Dolhnikoff

Farei citações de frases do texto mescladas com observações minhas.

IMPÉRIO
O processo de independência

Entre o século XVIII e XIX começou a ocorrer um forte desgaste entre os interesses da colônia e da metrópole. Após a independência dos EUA, em 1776, passaram a existir focos emancipatórios por todo Continente Latino-Americano e Caribe.

DESGASTE DO PACTO COLONIAL (monopólio comercial metrópole - colônia)

"Para os grandes proprietários coloniais o sistema tornava-se cada vez mais, um obstáculo para o acúmulo de riquezas".

A cultura escravista monopolista exportadora estava incomodando vários segmentos na Colônia Brazil.

REVOLTAS DO PERÍODO
Inconfidência Mineira (1789): organizada por proprietários de terras e de lavras.

Conjuração Baiana (1798): também conhecida como Revolta dos Alfaiates, teve a participação de pequenos artesãos, militares de baixo escalão e setores urbanos marginalizados. Queriam ascensão social.

1808
Corte portuguesa vem para o Brasil. Abertura dos portos. FIM DO PACTO COLONIAL. Inglaterra é bastante favorecida.

"Inglaterra que obteve, em troca (do apoio à vinda da Corte para o Brasil), a assinatura de um tratado em 1810, estipulando taxas alfandegárias para os seus produtos inferiores àquelas pagas pelas mercadorias provenientes de outros países, inclusive de Portugal".

(DISMINUCIÓN DE LOS IMPUESTOS, LOS ARANCELES - LAS ADUANAS - PARA LOS PRODUCTOS INGLESES)

Cria-se um aparelho de Estado composto por comerciantes, proprietários rurais, traficantes de escravos e burocratas aglutinados ao redor da Corte no Rio de Janeiro.

REVOLUÇÃO DO PORTO, 1820
A revolta queria o fim do absolutismo e a instituição de uma monarquia constitucional. Queriam a volta do PACTO COLONIAL.

No Brasil, "proprietários de terra e traficantes de escravos optaram por fazer a Independência, única forma de impedir a recolonização".

D. Pedro aderiu à tese da Independência porque não queria perder o poder absolutista da monarquia. Foi uma "forma de resistir aos novos ventos liberais que sopravam na metrópole".

"De comum havia entre os dois grupos a consciência de que preservar a ordem escravista e a hegemonia política da elite do Centro-Sul requeria o fortalecimento do governo sediado no Rio de Janeiro"

DIVERGÊNCIA ENTRE D. PEDRO E ELITE COLONIAL
Os projetos da união entre a Corte e os proprietários coloniais a favor da Independência eram diferentes. D. Pedro queria instalar uma monarquia absolutista na América e os colonos queriam uma monarquia constitucional.

Venceu a peleja D. Pedro. "A Constituição seria outorgada pelo imperador em 1824, tendo por principal característica o alto grau de centralização do regime, graças à instituição do Poder Moderador".

EXCLUSÃO DAS CAMADAS POPULARES
Além de ter o poder de dissolver a Câmara dos Deputados (que continha gente da elite local), "a Constituição, entretanto, consagrava o item de interesse comum que havia consolidado a aliança em torno da Independência: a exclusão dos demais setores sociais. Através do artifício de distinguir os cidadãos entre ativos e não ativos, manteve-se o monopólio do jogo político para os grupos dominantes. Apenas eram cidadãos ativos aqueles que possuíam um determinado nível de renda e mesmo esses eram divididos segundo sua riqueza, conforme o grau de participação nas eleições".

D. PEDRO I ABDICA EM 1831
Após a Confederação do Equador, revolta em Pernambuco dirigida por grupos da elite de várias províncias do norte, a rebelião foi reprimida e seguiu-se a peleja na Câmara.

Em 1931 D. Pedro I abdica e a elite local assume o controle do aparelho de Estado.

Os autores concluem aquilo que já sabemos há tempos. Vale aqui o reforço de nossas ideias por estudiosos doutos.

"A emancipação política brasileira não foi, assim, o resultado da luta do conjunto da nação em torno de um projeto comum. Em primeiro lugar, tratou-se de movimento restrito aos setores dominantes em defesa de seus interesses concretos".

Bibliografia:
CAMPOS, Flávio de. DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil. Manual do candidato. IRBr/FUNAG. Brasília 1995.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O sistema internacional de Estados: história e conceitos

(Atualizado em 13/6/10)

O texto a seguir não é meu. É uma leitura da apostila da Funag/ IRBr, de 1995, de Demétrio Magnoli (que particularmente desgosto bastante do tipo)

1. O estudo de relações internacionais

O ESTADO: seria um conceito mais equivalente ao período do Renascimento europeu. A Europa pós-medieval inventou o Estado, sob a forma das Monarquias absolutas.

Surgem as teorias sobre o Estado.

Maquiavel (1469-1527), autor d'O Príncipe, funcionário dos Medici de Florença, postulou a separação entre a moral e a política, como fundamento da razão de Estado. A política condensa o interesse nacional.

As ideias de Maquiavel estavam influenciadas pela divisão da nação italiana e foram basilares para o absolutismo.

Thomas Hobbes (1588-1679), autor do Leviatã, foi o principal teórico do absolutismo. Opunha contra o 'estado de natureza' de todos contra todos, a necessidade de um poder superior, absoluto e despótico, através de um contrato (entre a sociedade). O Leviatã seria o Estado, um monstro cruel que proteje os pequenos de serem devorados pelos grandes.

TRANSIÇÃO DO ABSOLUTISMO PARA O LIBERALISMO

Na Inglaterra, a limitação do poder monárquico se deu pela afirmação do Parlamento.

Na França, pela irrupção da Revolução Burguesa de 1789, que instaurou os fundamentos da soberania popular.

John Locke (1632-1704), autor de Dois tratados sobre o governo civil, retomou a ideia de limitação ao poder real. A liberdade original dos homens subsiste como contraponto do poder do soberano. Prevalece o direito à insurreição. Separa-se a sociedade civil da sociedade política.

O poder é circunscrito à esfera pública e não pode ser transmitido por herança ou propriedade territorial, só pode ser gerado por consentimento político.

Barão de Montesquieu (1689-1755), autor d'O Espírito das Leis, criou a teoria da separação dos poderes. O equilíbrio dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário é a base do Estado Liberal.

Substitui o poder divino dos reis pela democracia representativa.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), autor Do contrato social, inverteu a noção de Hobbes. Onde Hobbes enxergou a guerra e a anarquia, Rousseau encontrou a felicidade e a harmonia da vida selvagem.

É a propriedade privada que introduz a violência e a escravidão.

Para superar o absolutismo é necessário um contrato legítimo fundado na soberania popular. Rousseau era contrário tanto ao absolutismo quanto à democracia representativa. Defende a participação direta e é precursor das utopias comunistas.

Com as Monarquias absolutistas, criam-se corpos estáveis de funcionários burocráticos e exércitos regulares e centralizados, que dissolvem os poderes feudais e criam fronteiras geográficas definidas e impostos para manter-se as novas cidades e Estados.

O Estado nacional surgiu da decadência do absolutismo e da sua substituição pelo liberalismo. Daí vem a ideia de soberania nacional. Com a eleição de representantes do povo, a soberania deslizou da figura do monarca para o conceito de nação. Despersonificação do poder. O poder divino deu lugar ao consenso popular.

Locke e Montesquieu fizeram do consenso a base do Estado e a razão de ser das suas engrenagens de poder. A nação tornava-se a fonte do poder e a esfera da política passava a refletir o consenso geral.

COMENTÁRIOS DA RELEITURA:
-ROUSSEAU = democracia direta = contrato social = soberania popular.

-1o.ESTADO TERRITORIAL = monarquias absolutas (substituindo feudos) e 2o. ESTADO NACIONAL = conceito de nação = soberania nacional.

-O PODER DIVINO DÁ LUGAR AO CONSENSO POPULAR


O estudo das relações entre os Estados é bem mais recente, pois as teorias políticas estudaram por muito tempo as relações internas nos Estados.

O objeto das relações internacionais teria três identificações diferentes, de acordo com as escolas Idealista, Realista e Radical.

Bibliografia:
MAGNOLI, Demétrio. Questões Internacionais Contemporâneas - manual do candidato. Funag, IRBr. Brasília, 1995.

sábado, 7 de março de 2009

Programa do Concurso de Diplomata


Barão do Rio Branco.

Comentário do blog:

Duas ou três vezes na vida, me interessei por essa área de concursos públicos. Cheguei a prestar o concurso na época que estudava para alguns tipos de carreiras. As matérias abaixo são referências de estudos para a carreira de diplomata brasileiro. Se não estiver enganado, é para um concurso do ano de 2009. Enfim, é só para que se saiba um pouco da exigência mínima de conhecimentos para essa função pública.

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PORTUGUÊS (Primeira e Segunda Fases): 1 Língua Portuguesa: modalidade culta usada contemporaneamente no Brasil. 1.1 Sistema gráfico: ortografia, acentuação e pontuação; legibilidade. 1.2 Morfossintaxe. 1.3 Semântica. 1.4 Vocabulário. 2 Leitura e produção de textos. 2.1 Compreensão, interpretação e análise crítica de textos em língua portuguesa. 2.2 Conhecimentos de Linguística, Literatura e Estilística: funções da linguagem; níveis de linguagem; variação linguística; gêneros e estilos textuais; textos literários e não-literários; denotação e conotação; figuras de linguagem; estrutura textual. 2.3 Redação de textos dissertativos dotados de fundamentação conceitual e factual, consistência argumentativa, progressão temática e referencial, coerência, objetividade, precisão, clareza, concisão, coesão textual e correção gramatical. 2.3.1 Defeitos de conteúdo: descontextualização, generalização, simplismo, obviedade, paráfrase, cópia, tautologia, contradição. 2.3.2 Vícios de linguagem e estilo: ruptura de registro linguístico, coloquialismo, barbarismo, anacronismo, rebuscamento, redundância e linguagem estereotipada.

Bibliografia obrigatória:

ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. (Post Scriptum: concluí a leitura anos depois. Ver aqui no blog sobre Celso Furtado)
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil (Post Scriptum: ler aqui sobre a obra) e Visão do Paraíso.
NABUCO, Joaquim. Minha Formação.

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HISTÓRIA DO BRASIL (Primeira e Terceira Fases): 1. O período colonial. A Configuração Territorial da América Portuguesa. O Tratado de Madri e Alexandre de Gusmão. 2. O processo de independência. Movimentos emancipacionistas. A situação política e econômica europeia. O Brasil sede do Estado monárquico português. A influência das ideias liberais e sua recepção no Brasil. A política externa. O Constitucionalismo português e a Independência do Brasil. 3. O Primeiro Reinado (1822-1831). A Constituição de 1824. Quadro político interno. Política exterior do Primeiro Reinado. 4. A Regência (1831-1840). Centralização versus Descentralização: reformas institucionais. (o Ato Adicional de 1834) e revoltas provinciais. A Dimensão Externa. 5. O Segundo Reinado (1840-1889). O Estado centralizado; mudanças institucionais; os partidos políticos e o sistema eleitoral; a questão da unidade territorial. Política externa: as relações com a Europa e Estados Unidos; questões com a Inglaterra; a Guerra do Paraguai. A questão da escravidão. Crise do Estado Monárquico. As questões religiosa, militar e abolicionista. Sociedade e Cultura: população, estrutura social, vida acadêmica, científica e literária. Economia: a agroexportação; a expansão econômica e o trabalho assalariado; as políticas econômico-financeiras; a política alfandegária e suas consequências. 6. A Primeira República (1889-1930). A Proclamação da República e os governos militares. A Constituição de 1891. O regime oligárquico: a “política dos estados”; coronelismo; sistema eleitoral; sistema partidário; a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais. A economia agroexportadora. A crise dos anos 1920: tenentismo e revoltas. A Revolução de 1930. A política externa: a obra de Rio Branco; o pan-americanismo; a II Conferência de Paz da Haia (1907); o Brasil e a Grande Guerra de 1914; o Brasil na Liga das Nações. Sociedade e cultura: o Modernismo. 7. A Era Vargas (1930-1945). O processo político e o quadro econômico-financeiro. A Constituição de 1934. A Constituição de 1937: o Estado Novo. O contexto internacional dos anos 1930 e 1940; o Brasil e a Segunda Guerra Mundial. Industrialização e legislação trabalhista. Sociedade e cultura. 8. A República Liberal (1945-1964). A nova ordem política: os partidos políticos e eleições; a Constituição de 1946. Industrialização e urbanização. Política externa: relações com os Estados Unidos; a Guerra Fria; a “Operação Pan-americana”; a “política externa independente”; o Brasil na ONU. Sociedade e cultura. 9. O Regime Militar (1964-1985). A Constituição de 1967 e as modificações de 1969. O processo de transição política. A economia. Política externa: relações com os Estados Unidos; o “pragmatismo responsável”; relações com a América Latina, relações com a África; o Brasil na ONU. Sociedade e cultura. 10. O processo democrático a partir de 1985. A Constituição de 1988. Partidos políticos e eleições. Transformações econômicas. Impactos da globalização. Mudanças sociais. Manifestações culturais. Evolução da política externa. Mercosul. O Brasil na ONU.

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HISTÓRIA MUNDIAL (Primeira Fase): 1. Estruturas e ideias econômicas. Da Revolução Industrial ao capitalismo organizado: séculos XVIII a XX. Características gerais e principais fases do desenvolvimento capitalista (desde aproximadamente 1780). Principais ideias econômicas: da fisiocracia ao liberalismo. Marxismo. As crises e os mecanismos anticrise: a Crise de 1929 e o “New Deal”. A prosperidade no segundo pós-guerra. O “Welfare State” e sua crise. O Pós-Fordismo e a acumulação flexível. 2. Revoluções. As revoluções burguesas. Processos de independência na América. Conceitos e características gerais das revoluções contemporâneas. Movimentos operários: luditas, cartistas e “Trade Unions”. Anarquismo. Socialismo. Revoluções no século XX: Rússia e China. Revoluções na América Latina: os casos do México e de Cuba. 3. As Relações Internacionais. Modelos e interpretações. O Concerto Europeu e sua crise (1815-1918): do Congresso de Viena à Santa Aliança e à Quádrupla Aliança, os pontos de ruptura, os sistemas de Bismarck, as Alianças e a diplomacia secreta. As rivalidades coloniais. A Questão Balcânica (incluindo antecedentes e desenvolvimento recente). Causas da Primeira Guerra Mundial. Os 14 pontos de Wilson. A Paz de Versalhes e a ordem mundial resultante (1919-1939). A Liga das Nações. A “teoria dos dois campos” e a coexistência pacífica. As causas da Segunda Guerra Mundial. As conferências de Moscou, Teerã, Ialta, Potsdam e São Francisco e a ordem mundial decorrente. Bretton Woods. O Plano Marshall. A Organização das Nações Unidas. A Guerra Fria: a noção de bipolaridade (de Truman a Nixon). Os conflitos localizados. A “détente”. A “segunda Guerra Fria” (Reagan-Bush). A crise e a desagregação do bloco soviético. 4. Colonialismo, imperialismo, políticas de dominação. O fim do colonialismo do Antigo Regime. A nova expansão europeia. Os debates acerca da natureza do Imperialismo. A partilha da África e da Ásia. O processo de dominação e a reação na Índia, China e Japão. A descolonização. A Conferência de Bandung. O Não-Alinhamento. O conceito de Terceiro Mundo. 5. A evolução política e econômica nas Américas. A expansão territorial nos EUA. A Guerra de Secessão. A constituição das identidades nacionais e dos Estados na América Latina. A doutrina Monroe e sua aplicação. A política externa dos EUA na América Latina. O Pan-Americanismo. A OEA e o Tratado do Rio de Janeiro. As experiências de integração nas Américas. 6. Ideias e regimes políticos. Grandes correntes ideológicas da política no século XIX: liberalismo e nacionalismo. A construção dos Estados nacionais: a Alemanha e a Itália. Grandes correntes ideológicas da política no século XX: democracia, fascismo, comunismo. Ditaduras e regimes fascistas. O novo nacionalismo e a questão do fundamentalismo contemporâneo. O liberalismo no século XX. 7. A vida cultural. O movimento romântico. A cultura do imperialismo. As vanguardas europeias. O modernismo. A pós-modernidade.

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Expansão colonial e GEOGRAFIA (Primeira e Terceira Fases): 1. História da Geografia: 1.1 Pensamento geográfico. 1.2 A Geografia moderna e a questão nacional na Europa. 1.3 As principais correntes metodológicas da Geografia. 2. A Geografia da População. 2.1 Distribuição espacial da população no Brasil e no mundo. 2.2 Os grandes movimentos migratórios internacionais e intranacionais. 2.3. Dinâmica populacional e indicadores da qualidade de vida das populações. 3. Geografia Econômica. 3.1 Globalização e divisão internacional do trabalho. 3.2 Formação e estrutura dos blocos econômicos internacionais. 3.3. Energia, logística e reordenamento territorial pós-fordista. 3.4. Disparidades regionais e planejamento no Brasil. 4. Geografia Agrária. 4.1 Distribuição geográfica da agricultura e pecuária mundiais. 4.2 Estruturação e funcionamento do agronegócio no Brasil e no mundo. 4.3. Estrutura fundiária, uso da terra e relações de produção no campo brasileiro. 5. Geografia Urbana. 5.1. Processo de urbanização e formação de redes de cidades. 5.2. Conurbação, metropolização e cidades-mundiais. 5.3. Dinâmica intra-urbana das metrópoles brasileiras. 5.4. O papel das cidades-médias na modernização do Brasil. 6. Geografia Política. 6.1. Teorias geopolíticas e poder mundial. 6.2. Temas clássicos da Geografia Política: as fronteiras e as formas de apropriação política do espaço. 6.3. Relações Estado e território. 6.4. Formação territorial do Brasil. 7. Geografia e gestão ambiental. 7.1. O meio ambiente nas relações internacionais: avanços conceituais e institucionais 7.2. Macrodivisão natural do espaço brasileiro: biomas, domínios e ecossistemas 7.3. Política e gestão ambiental no Brasil.

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POLÍTICA INTERNACIONAL (Primeira e Terceira Fases): 1. Relações internacionais: conceitos básicos, atores, processos, instituições e principais paradigmas teóricos. 2. A política externa brasileira: evolução desde 1945, principais vertentes e linhas de ação. 3. O Brasil e a América do Sul. Mercosul. 4. A política externa argentina. A Argentina e o Brasil. 5. A política externa norte-americana e relações com o Brasil. 6. Relações do Brasil com os demais países do hemisfério. 7. Política externa francesa e relações com o Brasil. 8. Política externa inglesa e relações com o Brasil. 9. Política externa alemã e relações com o Brasil. 10. A União Europeia e o Brasil. 11. Política externa russa e relações com o Brasil 12. A África e o Brasil. 13. A política externa da China, da Índia e do Japão; relações com o Brasil. 14. Oriente Médio: a questão palestina; Iraque; Irã. 15. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. 16. A agenda internacional e o Brasil: 16.1 Desenvolvimento; 16.2 Pobreza e ações de combate à fome; 16.3 Meio ambiente; 16.4 Direitos Humanos; 16.5 Comércio internacional e Organização Mundial do Comércio (OMC); 16.6 Sistema financeiro internacional; 16.7 Desarmamento e não-proliferação; 16.8 Terrorismo; 16.9 Narcotráfico; 16.10 A reforma das Nações Unidas.

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INGLÊS (Primeira e Terceira Fases): Primeira Fase: 1. Compreensão de textos escritos em língua inglesa. 2. Itens gramaticais relevantes para compreensão dos conteúdos semânticos. Terceira Fase: 1 Redação em língua inglesa: expressão em nível avançado; domínio da gramática; qualidade e propriedade no emprego da linguagem; organização e desenvolvimento de ideias. 2. Versão do Português para o Inglês: fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical. 3. Tradução do Inglês para o Português: fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical. 4. Resumo: capacidade de síntese e de reelaboração em Inglês correto.

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NOÇÕES DE ECONOMIA (Primeira e Terceira Fases): 1. Microeconomia. 1.1. Demanda do Consumidor. Preferências. Curvas de indiferença. Restrição orçamentária. Equilíbrio do consumidor. Mudanças de equilíbrio, efeito-preço, efeito-renda e efeito-substituição. Taxa marginal de substituição. Curva de demanda. Deslocamento da curva e ao longo da curva. Elasticidade-preço e elasticidade-renda. Classificação de bens. Excedente do consumidor. 1.2. Oferta do Produtor. Fatores de produção. Função de produção. Isoquantas. Elasticidade-preço da oferta. Rendimentos de fator. Rendimentos de escala. Custos de produção. Excedente do produtor. 1.3. Concorrência Perfeita, Monopólio, Concorrência Monopolística e Oligopólio. Comportamento das empresas. Determinação de preços e quantidades de equilíbrio. 2. Macroeconomia. 2.1. Contabilidade Nacional. Os conceitos de Produto e Renda Interna, Produto e Renda Nacional, Renda Disponível Bruta, Poupança Bruta Doméstica e capacidade ou necessidade de Financiamento Externo. Conceitos e cálculo do Déficit Público. A Conta de Balanço de Pagamentos: estrutura e cálculo do resultado do Balanço. Números Índices. Deflator Implícito e Índices de Preço ao Consumidor. 2.2. Evolução do pensamento macroeconômico. Keynesianismo, monetarismo e escolas posteriores. 2.3. Mercado de trabalho. Determinação do nível de emprego. 2.4. Funções da moeda. Criação e distribuição de moeda. Oferta da moeda e mecanismos de controle. Procura da moeda. Papel do Banco Central. Moeda e preços no longo prazo. 2.5. Poupança e investimento. Sistema financeiro. 2.6. Flutuações econômicas no curto prazo. Oferta e demanda agregadas. Papel das políticas monetária e fiscal. Inflação e desemprego. 3. Economia internacional. 3.1. Política comercial. Efeitos de tarifas, quotas e outros instrumentos de política governamental. 3.2. Teorias clássicas do comércio. Vantagens absolutas e comparativas. Pensamento neoclássico e liberalismo comercial. 3.3. A crítica de Prebisch e da Cepal. 3.4. Noções de macroeconomia aberta. Os fluxos internacionais de bens e capital. Regimes de câmbio. Taxa de câmbio nominal e real. 4. Economia Brasileira. 4.1. A economia brasileira no Século XIX. 4.2. Políticas econômicas e evolução da economia brasileira na Primeira República. 4.3. A crise de 1929 e a industrialização brasileira na década dos trinta. O impacto da Segunda Guerra sobre a economia brasileira e os desdobramentos subsequentes. 4.4. A Nova Fase de Industrialização. O Plano de Metas. 4.5. O Período 1962-1967. A desaceleração no crescimento. Reformas no sistema fiscal e financeiro. Políticas anti-inflacionárias. Política salarial. 4.6. A Retomada do Crescimento 1968-1973. A desaceleração e o segundo PND. 4.7. A crise dos anos oitenta. A interrupção do financiamento externo e as políticas de ajuste. Aceleração inflacionária e os planos de combate à inflação. 4.8. Os anos noventa. Abertura comercial e financeira. A indústria, a inflação e o balanço de pagamentos. 4.9. Pensamento econômico e desenvolvimentismo no Brasil.

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NOÇÕES DE DIREITO E DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO (Primeira e Terceira Fases): I - Noções de direito e ordenamento jurídico brasileiro. 1. Normas jurídicas. Características básicas. Hierarquia. 2. Constituição: conceito, classificações, primado da Constituição, controle de constitucionalidade das leis e dos atos normativos. 3. Fatos e atos jurídicos: elementos, classificação e vícios do ato e do negócio jurídico. Personalidade jurídica no direito brasileiro. 4. Estado: características, elementos, soberania, formas de Estado, confederação, república e monarquia, sistemas de governo (presidencialista e parlamentarista), estado democrático de direito. 5. Organização dos poderes no direito brasileiro. 6. Processo legislativo brasileiro. 7. Princípios, direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal de 1988 (CF/88). 8. Noções de organização do Estado na CF/88: competências da União, dos Estados-membros e dos municípios; características do Distrito Federal. 9. Atividade administrativa do Estado brasileiro: princípios constitucionais da administração pública e dos servidores públicos, controle de legalidade dos atos da Administração. 10. Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro. II – Direito internacional público. 1. Caráter jurídico do direito internacional público (DIP): fundamento de validade da norma jurídica internacional; DIP e direito interno; DIP e direito internacional privado (Lei de Introdução ao Código Civil). 2. Fontes do DIP: Estatuto da Corte Internacional de Justiça (artigo 38); atos unilaterais do Estado; decisões de organizações internacionais; normas imperativas (jus cogens). 3. Sujeitos do DIP: Estados [conceito; requisitos; território; população (nacionalidade, condição jurídica do estrangeiro, deportação, expulsão e extradição); governo e capacidade de entrar em relações com os demais Estados; surgimento e reconhecimento (de Estado e de governo); sucessão; responsabilidade internacional; jurisdição e imunidade de jurisdição; diplomatas e cônsules: privilégios e imunidades]; organizações internacionais (definição, elementos constitutivos, classificação, personalidade jurídica), Organização das Nações Unidas (ONU); Santa Sé e Estado da Cidade do Vaticano; Indivíduo. 4. Solução pacífica de controvérsias internacionais (artigo 33 da Carta da ONU): meios diplomáticos, políticos e jurisdicionais (arbitragem e tribunais internacionais). 5. Direito internacional dos direitos humanos: proteção (âmbito internacional e regional); tribunais internacionais; direito internacional humanitário; direito do refugiado. 6. Direito da integração: noções gerais; MERCOSUL e União Europeia (gênese, estrutura institucional, solução de controvérsias). 7. Direito do comércio internacional: conhecimentos elementares; Organização Mundial do Comércio (gênese, estrutura institucional, solução de controvérsias). 8. Cooperação jurídica internacional em matéria penal.

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ESPANHOL (Quarta Fase): Leitura e compreensão de textos em língua espanhola, na modalidade culta contemporânea. A avaliação das respostas, que deverão ser em língua espanhola, se pautará pelos seguintes critérios: a) correção gramatical; b) compreensão textual; c) organização e desenvolvimento de ideias; d) qualidade da linguagem.

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FRANCÊS (Quarta Fase): Leitura e compreensão de textos em língua francesa, na modalidade culta contemporânea. A avaliação das respostas, que deverão ser em língua francesa, se pautará pelos seguintes critérios: a) correção gramatical; b) compreensão textual; c) organização e desenvolvimento de ideias; d) qualidade da linguagem.