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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

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COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump bombardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

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COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do 3º Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Vendo filmes (XXXII)



Refeição Cultural

Conhecendo um pouco de Wim Wenders


O primeiro filme que vi do cineasta alemão Wim Wenders foi Asas do Desejo (1987), e fiquei encantado com a temática e a forma como o diretor retrata a cidade de Berlim e as personagens.

Do primeiro filme até ver o trabalho seguinte de Wenders se passaram alguns anos. Fiquei um tempão querendo ver o filme com Nastassja Kinski, Tão longe, Tão perto (1993), uma sequência de Asas do Desejo

Aliás, quando vi o filme com a história dos anjos, de 1987, queria na verdade ter visto o filme de 1993, mas o primeiro era o que estava disponível a mim numa coleção de filmes que tenho em casa.

Mais recentemente, ouvi de novo o nome de Wim Wenders ao tomar conhecimento do filme Dias Perfeitos (2023), que concorreu ao Palma de Ouro e foi o filme japonês selecionado para concorrer ao Oscar em 2024. O filme é tocante, mexeu comigo.

Agora, conheci o documentário Tokio-Ga (1985), no qual Wenders faz uma homenagem ao grande diretor japonês Yasujiro Ozu. Gostei do documentário! Sempre tive interesse pela cultura e pelo estilo de vida do povo japonês.

Ainda neste comentário, compartilho minha impressão a respeito dos documentários sobre as perspectivas do cinema nos anos oitenta, o Papa Francisco e também a cena musical de Cuba, roteiros e direção que emocionam os espectadores. 

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FILMES


Quarto 666 (1982)

Direção: Wim Wenders 

SINOPSE (MUBI): 

Em um quarto de hotel no Festival de Cannes de 1982, Wim Wenders inicia uma pesquisa entre seus colegas sobre o futuro do cinema. Godard, Fassbinder, Spielberg, Antonioni, Herzog e outros cineastas respondem à pergunta: "O cinema é uma linguagem prestes a se perder, uma arte prestes a morrer?"

OPINIÃO DO MUBI: 

De Godard a Antonioni, Herzog a Spielberg, Wim Wenders reúne os grandes e bons nomes do cinema mundial para refletir sobre uma questão existencial. Esclarecedor e hilário, Quarto 666 considera a estética da televisão e pergunta se seus efeitos poluentes serão a sentença de morte da sétima arte. 

COMENTÁRIO: 

Muito interessante ver a temática do futuro do cinema na época na qual os videocassetes trouxeram o cinema para a casa das pessoas. Junto aos filmes em casa, já havia a questão do espaço que a televisão ocupava na vida do povo, incluindo os catálogos de filmes e séries na TV. O cinema sobreviveu. Quatro décadas depois, podemos dizer que a questão colocada por Wenders aos cineastas dos anos oitenta segue merecendo uma reflexão: qual o futuro do cinema no século XXI mediante as novas formas de entretenimento como as plataformas digitais e a Inteligência Artificial?

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Tokio-Ga (1985)

Direção e roteiro: Wim Wenders. Com: Chishu Ryu, Yuharu Atsuta, Werner Herzog. Narrado por Wim Wenders.

SINOPSE: 

Documentário sobre o cineasta japonês Yasujiro Ozu, gravado na primavera de 1983, em Tóquio, por ocasião dos vinte anos do falecimento de Ozu. Wenders entrevista o diretor de fotografia que mais trabalhou para Ozu, Yuharu Atsuta, e Chishu Ryu, o ator favorito do diretor japonês. Wenders registra cenas da Tóquio contemporânea, com máquinas de jogos eletrônicos como o Pachinko e produtores de comida de plástico, que enfeitam as vidraças das casas de comida em Tóquio.

COMENTÁRIO: 

Achei interessante Wenders dizer que gosta de filmar as coisas do cotidiano como forma de nos mostrar a verdade das coisas, ou algo com esse sentido. Ozu tinha uma técnica ímpar de filmar o cotidiano e sua simplicidade e rotina. Podíamos conhecer Tóquio e os japoneses através dos filmes de Ozu.

Por outro lado, é doido pensar hoje que o mundo do som e da imagem é justamente o contrário: as redes sociais e as plataformas digitais se tornaram a fonte de um mundo fake, de faz de conta. O que as pessoas menos são na realidade é o que elas demonstram ser nas telas. Que foda isso!

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Asas do desejo (1987) 

Direção: Wim Wenders. Roteiro: Wim Wenders e Peter Handke. Trilha Sonora: Jürgen Knieper. Com Bruno Ganz, Solveig Dommartin, Otto Sander, Curt Bois e Peter Falk. 

SINOPSE (Coleção Folha Cine Europeu): 

Anjos sobrevoam a Berlim Ocidental do final dos anos 1980. Eles são invisíveis, ouvem os humanos e oferecem alívio aos angustiados. Mas as regras são desafiadas quando um anjo se apaixona por uma trapezista. "Asas do Desejo" é o ponto alto da carreira de Wim Wenders (1945), um dos nomes mais populares do Novo Cinema Alemão. Ele realizou filmes que refletem uma realidade melancólica, ecos de traumas do passado. Fantasia que conquistou corações e mentes, "Asas do Desejo" tem uma estrutura que remete ao mundo dividido da época, do qual Berlim era centro e espelho. Em preto e branco quando mostra o ponto de vista dos anjos, o filme ganha cores ao reproduzir a vida dos seres humanos.

COMENTÁRIO: 

O filme "Asas do Desejo" é tão instigante que eu não me canso de vê-lo. Cada revisita ao filme, novas percepções (comentário anterior aqui). Nesta vez, enquanto via as cenas devastadoras dos cadáveres de crianças judias e opositores do regime nazista pelas ruas de uma Alemanha dos anos quarenta, e aquela destruição toda através das imagens espetaculares em preto e branco, não conseguia pensar em outra coisa que não fossem as imagens de Gaza totalmente destruída com corpos de crianças, mulheres e idosos entre os escombros. A sociedade humana parece não ter jeito.

Ao pensar na ideia dos anjos que veem a história humana através dos tempos fico imaginando a decepção dos deuses criadores dessa experiência que não deu certo: a espécie humana. Acabo por acreditar que nossa natureza é a mais violenta do reino animal.

Sei que o filme tem como foco o amor impossível a princípio entre o anjo Dammiel (Bruno Ganz) e a trapezista Marion (Solveig Dommartin), mas não se tem como controlar as ideias a partir das relações criadas pelo espectador entre a ficção e a realidade. Seja a Berlim dos anos quarenta, seja a Berlim dividida pelo muro dos anos oitenta, seja a Palestina atual com muros e bombas exterminando um povo para tomar sua terra, a pergunta é: onde está o amor?

Eu rezei ao meu anjo da guarda por décadas; não saía de casa sem pedir proteção a ele e me persignar. Fui aculturado em ambiente católico, como a maioria dos brasileiros de minha geração. Hoje não tenho mais a mesma leitura de mundo.

As religiões, as filosofias e as literaturas são criações humanas para tentar compreender o mundo e a vida de nossa espécie neste planeta. Eu respeito todas essas formas de culturas.

Se os anjos estiverem entre nós, imagino como estão sofrendo, como vemos naquela cena do anjo Cassiel (Otto Sander) ao ver a cena final do jovem suicida...

Por fim, acho muito legal esses livretos que vinham com as coleções de filmes que editoras e jornalões faziam antigamente. São muito bem-feitos e com informações esclarecedoras.

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Tão longe, Tão perto (1993) 

Direção: Wim Wenders. Elenco: Otto Sander, Peter Falk, Horst Buchholz, Nastassja Kinski, Lou Reed, Bruno Ganz, Solveig Dommartin, Willem Dafoe.

SINOPSE:

Cassiel é um anjo que acompanha a vida dos habitantes de Berlim. Após salvar a vida de uma jovem, ele vira humano e é perseguido por um supervisor de anjos que deseja puni-lo. Então, Cassiel pede ajuda a um amigo que se tornou humano. 

COMENTÁRIO:

Revi o filme após algumas semanas de tê-lo visto pela primeira vez. Novamente me emocionei muito com a história. O filme é uma continuação de "Asas do desejo" (1987) e no meu ponto de vista são bem diferentes.

Os anjos Dammiel e Cassiel desejam conhecer o mundo dos humanos a partir dos olhos dos humanos, sendo um deles. No primeiro filme, Dammiel é movido pelo amor, pelo desejo de viver ao lado de Marion. 

No segundo filme, os motivos que levam Cassiel a se tornar humano são diferentes, e se o desejo dele é altruísta, porque ele deseja fazer o bem, amar as pessoas e ser feliz, o que vivenciamos com ele é bem mais próximo da vida real de todos nós: as coisas não dão muito certo e Cassiel terá que superar todas as dificuldades para exercer seu desejo de acertar.

O filme me toca profundamente. Vi na história de Cassiel semelhanças com a história de vida de pessoas muito queridas, pessoas boas e que só querem acertar e as coisas acabam não se saindo como esperado por elas. É um filme de grande sensibilidade. 

No primeiro contato com "Tão longe, Tão perto", fiz um texto reflexivo. Ele pode ser lido aqui.

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Buena Vista Social Club (1999) 

Direção: Wim Wenders

SINOPSE (MUBI):

Um dos triunfos modernos de Wim Wenders, este documentário indicado ao Oscar explora a rica e animada cena musical de Cuba. O ícone do Novo Cinema Alemão acompanha várias lendas musicais enquanto tocam e andam pelas ruas vibrantes de Havana neste testamento ao "son cubano".

COMENTÁRIO:

Fiquei encantado com o documentário pela forma como ele nos apresenta os personagens da cena musical cubana, cada um mais empático que o outro: Compay Segundo, Omara Portuondo, Ibrahim Ferrer, Rubén González, Eliades Ochoa, Manuel "Guajiro" Mirabal, Barbarito Torres, Orlando "Cachaíto", Pío Leyva, Juan de Marcos González, Jesús Ramos, Ry Cooder.

Após assistir a Buena Vista Social Club fui pesquisar mais a respeito da história da casa de shows em Havana na primeira metade do século vinte e sobre os músicos reunidos pelo projeto organizado por Nick Gold, produzido pelo músico norte-americano Ry Cooder e dirigido por Juan de Marcos González, entre 1996 e 1997.

Ouvi as dez músicas do álbum do grupo Buena Vista Social Club e as canções e o ritmo são contagiantes, que delícia ouvi-las!

Ver o documentário de Wim Wenders com aqueles senhores e Omara Portuondo, todos de bastante idade, se apresentando em Amsterdam e em Nova York foi emocionante. 

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Papa Francisco: um homem de palavra (2018)

Direção : Wim Wenders

SINOPSE (NETFLIX):

O documentarista Wim Wenders viaja pelo mundo ao lado do Papa Francisco e registra a visão humanitária do pontífice no mundo polarizado de hoje.

COMENTÁRIO:

Assisti ao documentário de Wim Wenders após a morte de Papa Francisco (em 21/04/25). As ações e ensinamentos registrados pelo cineasta reforçaram o que havia dito meses antes sobre a morte do papa sul-americano, que sua perda seria irreparável, pois o mundo terá cada vez menos lideranças globais como ele, Mujica e Lula. 

Mujica faleceu também, faz poucos meses, em 13/05/25. 

Felizmente, ainda podemos contar com a grandeza de Lula, que está bem de saúde e se colocando à disposição das causas populares. Não é egoísta e pensa mais nos outros que em si mesmo. 

O documentário de Wenders se tornou um presente ao mundo para a posteridade, um registro histórico. 

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Dias perfeitos (2023)

Direção: Wim Wenders 

SINOPSE: (MUBI)

Hirayama leva uma vida feliz, conciliando seu trabalho como zelador dos banheiros públicos de Tóquio com sua paixão por música, literatura e fotografia. Sua rotina estruturada é lentamente interrompida por encontros inesperados que o forçam a se reconectar com seu passado.

OPINIÃO DO MUBI:

Kôji Yakusho ganhou o prêmio de Melhor Ator em Cannes com este drama comovente indicado ao Oscar, de Wim Wenders, que retrata os habitantes de Tóquio com um olhar humanista. Com uma excelente trilha sonora de rock clássico e pop, Dias Perfeitos encontra beleza e serenidade em lugares inesperados.


COMENTÁRIO: 

A história do senhor Hirayama me deixou pensativo por vários dias. 

As reflexões variaram por questões filosóficas que têm dominado minha existência já faz tempo, questões do tipo: qual o sentido da vida?, o que é felicidade?, qual o sentido de se ficar o tempo todo em função da obtenção de bens materiais, as mercadorias tão centrais na vida das pessoas no mundo capitalista?

O senhor Hirayama tem uma vida simples e rotineira que deixaria boa parte das pessoas do mundo atual completamente entediadas e infelizes, pois a rotina do amanhecer, aguar as plantinhas, sair para lavar banheiros públicos, parar embaixo de uma árvore para lanchar, voltar para casa após banho e refeição, e ler antes de dormir é tudo que a sociedade do século XXI parece não desejar. 

O senhor Hirayama seria classificado claramente como um "zé ninguém", um derrotado na vida.

No entanto, aquelas questões que coloquei acima estão o tempo todo vibrando nos pensamentos do espectador assim como a trilha sonora que acompanha o senhor Hirayama no toca-fitas de sua van (seleção sensacional!), bem como a sonoplastia das árvores ao vento que preenche o dia e os sonhos do senhor Hirayama.

Amigas e amigos leitores, o filme de Wenders com a história do senhor Hirayama é um presente para todas as pessoas que estão em busca do sentido da vida. 

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É isso! Mais um texto com impressões e sentimentos a partir de filmes que tocaram o coração do escritor do blog.

A postagem anterior desta série pode ser lida aqui.

William

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Instantes (14h)



Refeição Cultural


VENCEREMOS O ÓDIO DESTA VEZ?

São tantas coisas! Escrever sobre elas ou calar? 

Ao mesmo tempo em que avalio que as palavras estão perdendo a importância - uma sensação de incomunicabilidade com o outro -, o cotidiano do mundo humano segue sendo alterado rapidamente pela manipulação da humanidade através do uso das palavras deturpadas, uso por meios tecnológicos com uma potência e alcance nunca vistos: as big techs e seus poucos donos envenenam o mundo com o ódio. 

As democracias, antes imperfeitas, acabaram de vez por manipulação do comportamento das massas humanas através de palavras que escondem realidades e inventam qualquer mentira que ganha a pauta e agenda o cotidiano das gentes e de suas comunidades, países.

Que importa eu saber um pouco mais hoje como as coisas se dão e estão acontecendo? Sozinho, pouco posso com elas. E se me unisse a outros como eu? Esquece! Sou de esquerda e unidade na esquerda só se for no sentido de "um", "único", "unitário", cada esquerdista com sua verdade absoluta... 

Ao mesmo tempo em que na esquerda é cada um por si com sua "bolhinha" de améns, há uma organização e objetivos claros de tomada de poder mundial por parte de nossos inimigos, o capital unido à extrema-direita, e o nosso inimigo tem mil facetas, mas um alvo claro a combater: nós. E eles têm o capital, e com ele os meios de manipulação através das palavras. 

O filólogo Victor Klemperer estudou, registrou e nos legou o que foi o nazismo através da manipulação do povo alemão pela linguagem, a "LTI: a linguagem do 3° Reich". Estamos vivendo o mesmo processo na linguagem que nos faz humanos, mas agora em escala global, através das big techs, que a utilizam para manipular os sentimentos e afetos de bilhões de pessoas, com intuito claro de alterar e influenciar o comportamento delas.

E me pergunto de novo? Que diferença faz eu saber um pouco sobre isso? Todas as pessoas ao nosso redor estão no mesmo processo em andamento... filhos, familiares, amigos, conhecidos. Foi assim que a LTI levou o mundo ao domínio do nazifascismo dos anos vinte aos anos quarenta um século atrás. Só uma guerra com dezenas de milhões de pessoas mortas interrompeu a linguagem do ódio e da supremacia nazifascista. 

E agora, o mundo conseguirá interromper esse processo?


William Mendes

(Uma unidade humana)

quarta-feira, 19 de março de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 19 de março de 2025. Quarta-feira.


"- É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade." (Ensaio sobre a cegueira, José Saramago)


Li um artigo hoje que me deixou reflexivo, artigo anunciando uma grande guerra em breve. De certa forma eu tenho a mesma leitura de cenário, mesmo sem ter o conhecimento que o articulista tem, vivendo na Alemanha. As fábricas de automóveis alemãs estão sendo fechadas por crise econômica e vão virar fábricas de armas para abastecer a guerra adiante.

O artigo "A Europa se prepara para a guerra" é do professor aposentado Flávio Aguiar, que também é jornalista e escritor, e está na página do site Vi o Mundo. Tive algumas aulas de literatura na Universidade de São Paulo com o professor Flávio e gosto muito dele. Leio seus artigos desde a antiga página da Carta Maior.

Aí, lendo a carga de textos da primeira semana de aula da pós-graduação do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), bibliografia da disciplina "Narrativas da História do Brasil", todos os textos versam sobre guerras, pessoas ou escravizadas ou deliberadamente eliminadas para desocupar o espaço onde viviam. 

Aí, os mais sensíveis (os que se importam) têm que lidar com a transmissão diária do extermínio do povo palestino sem que o mundo faça nada a respeito. Se hoje fosse o ano de 1943 ou 1944, com a tecnologia de transmissão ao vivo, estaríamos assistindo aos fornos dos campos de concentração nazista em pleno funcionamento, soltando a fumaça de judeus queimando e estaríamos exatamente iguais estamos vendo Israel explodir e queimar crianças, mulheres e civis palestinos aos milhares. O mundo não tá nem aí!

É isso que somos... é isso que somos enquanto espécie animal! Estou sendo convencido pelos fatos que nós não demos certo enquanto um dos seres vivos que apareceu neste planeta.

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Dilemas

Estou vivendo um dilema nesses dias. Percebi a urgência em sistematizar toda a minha produção textual publicada em blogs, ou seja, de forma virtual em plataformas nada confiáveis que estão se organizando para dominar o mundo e eliminar seus adversários e isso deveria ser feito não só por este articulista, mas por todas as pessoas e instituições que guardam suas produções culturais nas nuvens dessas empresas big techs inimigas da humanidade. Isso é sério e as pessoas e instituições não perceberam ainda que vão perder toda a sua produção.

Aí, por essa coisa minha de querer estudar e aprender, me peguei inscrito na pós-graduação do ICL e bastou regularizar a matrícula e entrar na plataforma de ensino algumas semanas depois do início do curso para ver que a carga de leitura de uma pós é enorme. A pergunta a mim mesmo é: devo seguir ou isso é outra aventura iniciativa e não "acabativa" que me enfiei na vida? A primeira semana da disciplina tem textos ótimos, mas são 150 páginas de leitura densa.

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Tenho outros dilemas...

Todos temos. 

E essa taxa selic de 14,25% pra foder o país, o governo Lula e o povo?

Estamos em guerra...

E nós estamos desarmados...

Que merda!

William 


domingo, 9 de março de 2025

Diário e reflexões - Tão longe, Tão perto



Refeição Cultural

Domingo, 9 de março de 2025.


Tão longe, Tão perto - Wim Wenders

O filme de Wim Wenders "Faraway, So close" (1993) foi lançado há mais de três décadas. Eu não havia tido oportunidade de assistir ao filme ainda. Muito tempo atrás, mais de uma década, talvez umas duas, eu fiquei encantado com um videoclipe da música "Stay", da banda U2, cujas imagens retratavam o filme de Wim Wenders com os anjos Cassiel (Otto Sander) e Raphaella (Nastassja Kinski). Desde então, sou fissurado na música, no videoclipe e na imagem angelical de Nastassja Kinski.

Hoje, finalmente, assisti ao filme. A sensação é esquisita, assisti ao filme com Nastassja Kinski no papel do anjo Raphaella! Foram duas horas e meia de filme e me emocionei várias vezes durante a história. Já havia me emocionado com o primeiro filme de Wim Wenders: "Asas do Desejo" (Wings of Desire), de 1987, com Bruno Ganz no papel do anjo Damiel e Solveig Dommartin no papel da trapezista Marion. Este, assisti em 2022 e fiz uma reflexão profunda após ver o filme (comentário aqui). Sendo continuação, os personagens do primeiro filme estão nesta sequência.

Na minha leitura, o filme tem várias camadas ou temáticas desenvolvidas. Tem o aspecto mais claro da religião e das visões humanas sobre a vida e a morte. Tem a questão da história da Alemanha desde a 2ª Guerra Mundial, o nazismo, a guerra fria, capitalismo e comunismo, queda do muro de Berlim e fim da União Soviética. Até o Gorbachev faz uma ponta no filme, acreditem, é ele mesmo! E tem a questão do "tempo", uma percepção inventada pelo animal humano. No filme, o Tempo é interpretado por Willem Dafoe.

Se eu tivesse visto o filme nos primeiros anos de seu lançamento (1993), eu seria absolutamente outra pessoa. Todos mudamos com o tempo, claro! Mas eu fui uma verdadeira metamorfose ambulante, como cantou Raul Seixas. Naquela época eu era bem religioso, acreditava em qualquer abstração da mente humana. Fui aculturado em um dos países mais religiosos do mundo. Eu era como a maioria no ambiente onde nasci e vivi. Hoje, não tenho religião, mas compreendo melhor os seres humanos e sei como as crenças operam na vida das pessoas para dar um sentido ao que não tem muito sentido, a vida apenas é e somos natureza.

No enredo do filme, o anjo Cassiel acompanha a vida de Hanna e sua filha Raissa, e também de seu amigo Damiel, agora humano. Damiel se casou com Marion e eles têm uma linda filhinha. Cassiel acaba virando humano por motivos bem diferentes dos de seu amigo Damiel. Os anjos sempre imaginam como deve ser a vida humana, e Cassiel não é diferente. Mas as coisas serão bem complicadas para ele em sua experiência humana. Raphaella, sua amiga, estará ao lado de Cassiel e, ao longo da história teremos cenas muito comoventes.

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E então, assisti a um filme que esperei anos para ver. E gostei bastante do filme, não me decepcionei com a história.

Ao subir os créditos do filme, precisei colocar imediatamente um tênis e sair para caminhar e refletir sobre a vida.

Caminhar e ver são duas das características de nossa espécie que mais dão sentido em minha existência. Como a vida muda... 

Já tive objetivos muito ousados e difíceis de se alcançar quando era mais novo e não tinha alcançado a estabilidade social que tenho hoje... além de querer vencer na vida como trabalhador, queria coisas do tipo comprar uma Harley Davidson, caminhar centenas de quilômetros até Santiago de Compostela, conhecer Machu Picchu, sobrevoar o Grand Canyon... 

Agora, sonho ter mobilidade nos próximos anos...

A vida é mudança. Somos natureza. Fiquei bastante sensibilizado com Cassiel naqueles momentos em que estava totalmente perdido em sua vida humana, e sem acertar, sendo que tudo que ele queria era praticar o bem e não estava dando nada certo.

Vi minha vida, meu percurso nas décadas de caminhadas pelas veredas da existência. Não sou velho no sentido cronológico, no entanto, sinto profundamente que meu corpo cansou, meu corpo sentiu o percurso que percorreu nessas poucas décadas.

Eu tentei acertar e fazer o bem, como era o desejo de Cassiel, o anjo caído. 

No filme, o Tempo atua implacavelmente na vida das personagens. O Tempo... eu tenho uma coisa com o Tempo desde que me entendo por gente. O Tempo. Até poetizei sobre o "Deus tempo"... (ler aqui)

É isso. Queria registrar um pouco dos sentimentos a partir do filme que finalmente conheci. 

Preenchi mais uma lacuna cultural...

William

domingo, 7 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 7 de julho de 2014. Domingo.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARTES 1 E 2

Enquanto eu assistia ao 5º episódio do documentário "Grandes dias do século XX", os franceses estavam neste domingo nas urnas do país decidindo se a extrema-direita ganharia no voto o direito de governar o país ou se a frente ampla conseguiria barrar a eleição dos extremistas favoritos*. Tempos perigosos vivemos na atualidade.

Adolf Hitler e Benito Mussolini provocaram a guerra total no século passado a partir do voto popular. O nazismo e o fascismo foram responsáveis por uma guerra que envolveu os principais países do mundo numa mortandade de dezenas de milhões de pessoas nos anos quarenta.

Estamos vendo a ascensão da extrema-direita nesta década do século XXI em diversas nações do mundo. Os donos do poder capital se uniram para impor aos povos do mundo uma regressão nos direitos sociais, civis e políticos como nunca tínhamos visto antes. 

As representações de extrema-direita e os donos do capital, o 1%, estão juntos e misturados, são a mesma coisa, e estão avançando perigosamente. Os homens do dinheiro financiam e ampliam o poder de palhaços e manés como Milei, Bolsonaro e Zelensky para corroer as democracias por dentro.

Seria muito importante que nossas lideranças do campo progressista e democrático revisassem ou conhecessem a história para pensar formas de reação rápida ao avanço desses extremistas autoritários e claramente fascistas.

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Sinopse:

Os sobreviventes da Primeira Guerra Mundial juraram que aquela havia sido "A guerra para acabar com todas as guerras". Vinte anos depois, no entanto, Adolf Hitler armou um segundo conflito, inicialmente envolvendo países europeus, depois o mundo. As potências totalitárias foram vitoriosas a princípio, até a virada da maré em favor dos aliados, em 1942, na Batalha de Midway, no pacífico. Mas o embate permaneceria feroz no deserto africano, na gélida Stalingrado, na Rússia, e nas águas do Atlântico.

Capítulos da Parte 1: "Como tudo começou", "O local da batalha", "A conquista da França" e "O destino da Inglaterra".

Capítulos da Parte 2: "A Alemanha ocupa a Península Balcânica", "Luta por Leningrado", "Pacífico" e "Norte da África".

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CAMINHAMOS PARA UMA 3ª GUERRA MUNDIAL OU UM CONJUNTO DE GUERRAS PARA SALVAR IMPÉRIOS CAPITALISTAS

Os filmes da Coleção História Viva são uma oportunidade de revisitar a conjuntura na qual se deram as guerras mundiais do século passado, as grandes crises econômicas, políticas e sociais da primeira metade do século XX e para compreendermos a ascensão dos movimentos autoritários.

Quem conhece minimamente a história sabe que as tais democracias liberais das primeiras décadas do século XX impuseram uma derrota humilhante aos alemães - Tratado de Versalhes - e, uma década depois, quando Hitler começou a se destacar com suas ideias de superioridade ariana, nada fizeram para barrar as ações dos alemães. Hitler fez o que quis por quase uma década, após sua ascensão em 1933.

Uma cena no documentário foi muito forte para mim, é uma cena assustadora:

Após os nazistas invadirem e tomarem Paris, Adolf Hitler fez os franceses se humilharem assinando a rendição ou armistício no mesmo vagão do mesmo trem onde em 28 de junho de 1919 os alemães assinaram a derrota na 1ª Guerra Mundial... (que merda, isso!)

Por outro lado, uma cena emociona muito a gente:

Em 1942, Hitler exige de seu Marechal Von Paulus a tomada de Stalingrado, na URSS. Soldados do Exército Vermelho e os trabalhadores resistem bravamente à investida dos nazistas. Chega o inverno e Hitler não aceita o recuo de seu exército. Stálin aproveita a força da natureza, a neve, e contra-ataca com o Exército Vermelho encurralando e derrotando os nazistas, que assinam a rendição em 2/02/1943.

E a guerra total seguiu ainda por mais de dois anos, com um número incalculável de bombas e destruições e mortes em diversas frentes de batalha em terra, no ar e no mar.

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UNIDADE PARA ENFRENTAR ESSA RALÉ EXTREMISTA DE DIREITA

Um perigo ronda as comunidades do mundo neste momento da história: a ascensão da extrema-direita e dos donos do poder capitalista e imperialista do mundo.

As esquerdas, os democratas e as pessoas que não concordam com o autoritarismo e as diversas vertentes do fascismo precisam se unir e enfrentar com todas as armas esse lixo de extrema-direita no mundo. 

É a minha opinião. Esse lixo extremista de direita não tem sentimentos humanos, não tem sensibilidade nem fraternidade, nos eliminam sem pestanejar. Acho que temos que reagir a essa ralé, eles também devem nos temer.

William


*Post Scriptum: Viva a democracia francesa! A esquerda obteve uma vitória surpreendente hoje, com o povo acatando o chamado dos democratas e indo massivamente às urnas votarem contra a extrema-direita. A Nova Frente Popular aglutinou os socialistas, os comunistas, os ecologistas e os partidários da França Insubmissa, vencedores das eleições de hoje para o legislativo. O Centro ficou em segundo lugar e os partidários da extrema-direita ficaram em terceiro lugar.


sexta-feira, 5 de julho de 2024

Diário e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 5 de julho de 2024. Tarde de sexta-feira.


DITADORES - ASCENSÃO DO FASCISMO

Assustador! Ver as imagens de época da ascensão de Adolf Hitler e Benito Mussolini entre os anos vinte e trinta do século XX é algo assustador. 

O nazismo e o fascismo foram regimes autoritários baseados na estética, na propaganda e na prestidigitação, a arte de iludir e manipular massas dando um caráter quase sobrenatural aos feitos de determinada pessoa ou grupo.

E por incrível que possa parecer, a sociedade humana do século XXI, cem anos depois do hitlerismo, caminha para a repetição trágica de regimes autoritários e destruidores de mundo.

Ao assistir ao documentário, vi nas pautas nazifascistas as mesmas ideias preconceituosas que vejo hoje na boca das lideranças de extrema-direita e de certas correntes de manipuladores da fé alheia. 

É como se os anos de Hitler e Mussolini fossem hoje, como se suas falas estivessem sendo repetidas por certas lideranças de nosso tempo.

Um horror!

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Sinopse:

A primeira experiência fascista ocorreu na Itália, logo após o término da Primeira Guerra Mundial. Em Milão, em 1919, Benito Mussolini, ex-militante socialista, criou os "fasci", grupos de fervorosos nacionalistas que faziam uso sistemático da violência para defender seus valores e enfraquecer o estado e a democracia no país. No mesmo ano, na Alemanha, ficava clara a incapacidade da República de Weimar de dar respostas a uma profunda crise socioeconômica e à humilhação sofrida pelo país na guerra. Esse contexto abriu espaço para que Adolf Hitler colocasse em prática sua filosofia política: impor a superioridade da "raça ariana" ao mundo e expandir o poder alemão. O caminho para chegar a seus objetivos é a guerra total.

O documentário é dividido em capítulos: "A ascensão do fascismo", "O duce e o führer", "Violando o Tratado de Versalhes" e "A iminência da guerra".

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DITADURAS A PARTIR DE DEMOCRACIAS

Essa coleção que adquiri anos atrás é mais atual que nunca! Precisamos estudar a história, compreender os processos econômicos, políticos e sociais que levaram a sociedade humana às guerras do século passado que mataram dezenas de milhões de pessoas e destruíram comunidades inteiras.

Ao ver as imagens de Mussolini e Hitler falando às massas, com gestos calculados e expressões teatrais, me senti como se os estivesse vendo falar dias atrás através daquele lunático dos Estados Unidos, condenado pela justiça de um estado norte-americano e mesmo assim candidato favorito a ser o presidente do país com o maior número de bombas de todos os tipos no mundo.

Ver aqueles monstros falando um século atrás é como ver aquele palhaço fanfarrão eleito presidente da Argentina dias atrás, um merda inconsequente que determinou a fome de mais da metade de seu povo e que mesmo assim é idolatrado por parte do mesmo povo e pelos meios de comunicação dos donos do poder no mundo: os capitalistas.

E no Brasil? Por mais de quatro anos vimos um merda gesticulando e falando escrotices e sendo aclamado por parte do povo, vimos isso mesmo antes das eleições fraudulentas em 2018, eleições com interferência da Lava Jato e com a prisão do candidato que venceria o pleito, Lula. E depois vimos entre 2019 e 2022 um prestidigitador manipulando massas ignaras e gente má com imagens e cenas pré-concebidas, encenadas, e mesmo assim com efeitos estéticos para enganar e fanatizar parte do povo.

ATENÇÃO: todos esses ditadores e assassinos, destruidores de mundo, foram eleitos. Hitler foi eleito. Os nazistas foram eleitos massivamente para o legislativo alemão. Mussolini foi eleito. Se olharmos o presente, veremos que Trump foi eleito e pode ser eleito de novo. Aquele palhaço da Argentina foi eleito. O apreciador de torturador foi eleito no Brasil e o povo brasileiro, manipulado ou não, elegeu um legislativo com quase 80% de gente que defende uma sociedade como Hitler e Mussolini defendiam. Pensem nisso! Entendam a importância do voto no legislativo!

Assistir ao documentário "Ditadores - ascensão do fascismo" é um alerta para o cenário complexo no qual nos encontramos no mundo em 2024.

Sigo estudando e escrevendo algumas impressões e reflexões sobre o que leio e vejo. É uma contribuição honesta deste blog às leitoras e leitores.

William