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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Montevidéu, Uruguai - Ponto de vista (II)


Aqui estão mais algumas fotos com o meu ponto de vista dos instantes que passei em Montevidéu, a trabalho, entre os dias 23 e 26 de julho de 2012.

Para começar, uma bela obra em homenagem à associação dos bancários do Uruguai. A entidade já fez setenta anos de luta e os trabalhadores uruguaios estão de parabéns pela história de luta.

A.E.B.U. - PIT/CNT.

A foto do Teatro Solís mostra momentos cotidianos semelhantes aos que vemos em nosso Teatro Municipal de São Paulo: pessoas vivendo seu espaço público externo. Não posso deixar de comentar que estava fazendo uns 5º de frio no dia da foto e o pessoal é animado pra ficar congelando naquelas escadarias.

O Teatro Solís foi inaugurado em 1856, depois ampliado com 
as laterais e a última reforma é dos anos 90 do século XX.

A foto abaixo é do Portal da cidadela velha. Ele hoje é reforçado com uma obra anexa para conservá-lo. Busquei um olhar que permitisse ser visto o conjunto arquitetônico que envolve o Portal, a Praça da Independência, o Mausoléu de Artigas, o hotel Palacio Salvo e a Avenida 18 de Julho.

Portal da cidadela velha, Mausoléu de Artigas apontando 
para a Av. 18 de julho e o magnífico Palacio Salvo
O conjunto está na Praça da Independência.
Montevidéu, Uruguai. Foto: William Mendes.

Abaixo, temos uma das composições fotográficas que gosto de fazer. O relógio com o Hotel Palacio Salvo em uma fria tarde de julho em Montevidéu.

Composição: El Reloj y Palacio Salvo en una tarde gris.
Foto de William Mendes.

Vejam que foto legal da Catedral Metropolitana de Montevidéu. Nada melhor que mostrar o entorno (Praça da Constituição) em um dia cinzento e frio. A primeira igreja matriz foi construída ainda nos anos de 1720 e a construção atual já tem seus duzentos anos.

Catedral Metropolitana de Montevidéu. Obra com
séculos de 
existência. Foto de William Mendes.

O chafariz está na Praça da Constituição, da Catedral Metropolitana.

Chafariz gris en una tarde gris. Foto: William Mendes.

As duas fotos seguintes são do interior da Catedral Metropolitana de Montevidéu. A primeira é a nave principal e a segunda mostra a bela cúpula da construção.

Nave central da Catedral Metropolitana de
Montevidéu. Foto de William Mendes.

A visão da cúpula da catedral é belíssima!

Cúpula da Catedral Metropolitana de Montevidéu. 
Foto de William Mendes.

Estamos terminando os olhares de Montevidéu. Agora, temos uma composição de uma palmeira, um poste de iluminação (adoro fotografar luminárias com algo ao fundo) e o belo Palacio Salvo (inaugurado em 1928).

Composição: Palmeira, poste de iluminação e Palacio Salvo.
Montevidéu. Foto de William Mendes.

E para finalizar, aquelas fotos tipo "eu estive lá".

Palacio Salvo e William Mendes. Montevidéu - Uruguai. 
Julho 2012.

E aí, alguém viu alguma foto que fugisse das tonalidades de bege e cinza? Foram as cores da estação, da Montevidéu e da minha estação.

Fim.

William

terça-feira, 31 de julho de 2012

Montevidéu, Uruguai - Ponto de vista (I)


Encontro ocorreu em Montevidéu, Uruguai.

Estive em Montevidéu (Uruguai) neste mês de julho de 2012 a trabalho. Fui para a 8ª Reunião Conjunta de Bancos Internacionais. Estivemos presentes com uma delegação brasileira e com pessoas de vários países.

AEBU-PIT/CNT: bancários uruguaios têm grande história 
de lutas. São 70 anos de existência do sindicato.

O primeiro dia de trabalho foi na Associação dos Bancários do Uruguai - AEBU. O local é grande e abriga vários espaços como local de recreação para crianças e adultos, escritórios, cooperativa, auditório de reuniões etc.

A temperatura dentro dos ambientes é sempre mantida à base de calefação e aquecedores. Lá fora, a temperatura ambiente esteve na casa dos 5º e com o vento forte e gelado fica difícil de passar horas nas ruas.

Bela Igreja ao lado do 
Banco de la República del Uruguay.

Só foi possível sair e andar um pouquinho nos dois últimos dias. Na primeira saída, fui até o mercado municipal. É sempre o local onde gosto de ir quando chego a uma cidade.

A estrutura do Mercado del Puerto
é do século XIX e é de ferro.

O mercado é bem antigo e feito com estrutura de ferro vinda do exterior para ser montada em Montevidéu. Praticamente, é um local para se comer. Cada restaurante mais legal que o outro.

E aí, vai uma Patricia?

Eu e o Zanon encontramos o pessoal do HSBC almoçando um rodízio de carnes. Como já havíamos almoçado, resolvemos tomar uma Patricia. Muito gostosa!

Vai de Patricia ou de Don Pascual?

Os companheiros do HSBC são mais "chiques" e estavam tomando um Don Pascual. Eu confesso que sou tomador de cerveja e uma pinguinha. Só.

Ferro fundido e luminária. Foto de William Mendes.

Olha na foto acima que legal a estrutura do Mercado do Porto em ferro fundido.

Aquecedor de ambiente no Mercado del Puerto. 
Montevideo - Uruguay.

Acima, é possível ver como são mantidos aquecidos os ambientes na fria Montevidéu. Ao fundo, temos o restaurante onde ficamos - Cabaña Verónica.


Vista da cidade velha e do Rio da Prata.
Montevidéu - Uruguai.

Quando voltamos do Mercado do Porto, fizemos outro caminho. Fomos pelo calçadão do Rio da Prata. Um vento e um frio de "rachar bobina" como dizemos lá em Minas Gerais.

Foto multifuncional.

Na foto acima é possível ver o Hotel NH onde ficamos, o Palacio Salvo (depois farei uma postagem contando a história dele), o Templo Inglês, e as direções de outros locais.

Río (mar?) de la Plata y la ciudad de Montevideo. 
Foto de William Mendes.

E por fim, mais uma foto de uma tarde fria de julho em Montevidéu.

Na outra postagem, veremos a segunda caminhada que fiz para ir ao Teatro Solís, Praça da Independência e portal da cidade velha, andando até a Avenida 18 de Julho.

Hasta luego!!

domingo, 29 de julho de 2012

Montevidéu, Uruguai - Impressões


Uruguai, Teatro Solís, julho de 2012.

Montevidéu, Uruguai - Impressões

É impossível ter uma boa avaliação ou conhecimento de causa para falar de um lugar onde se tenha ficado apenas quatro dias, todos eles enfiados em reuniões de trabalho. A ida ao Uruguai foi para o 8º Encontro das Redes de Bancos Internacionais da UNI Américas Finanças e para a 5ª reunião da Rede Banco do Brasil da UNI.

Bom, mesmo assim é possível apontar algumas impressões sobre a cidade de Montevidéu e de hábitos culturais dos habitantes locais.

A visita à cidade foi neste mês de julho e posso afirmar com tranquilidade que nunca vi um lugar com o vento mais gelado que Montevidéu. Cara, como todos os ambientes têm calefação e aquecimento, olhamos pelas janelas e vemos aquele solzinho enganador, porém, quando saímos porta afora é um frio desgraçado (entre 5º e 8º C ou 41º a 46,4º F).

Congelando: eu, Alan, Liliane e Zanon em
Montevidéu, Uruguai. 
Julho 2012.

Ficamos em um hotel defronte do Río de La Plata. Dá para ver a força do vento formando ondas e pendendo as palmeiras. Pelo que nos disseram, a água é marrom quando o vento vem do rio para o mar e é bem mais clara quando o vento vem do mar. Fizemos a pergunta por que de fato a cor da água muda mesmo.

Acolhida fraterna dos companheiros uruguaios

A hospitalidade dos uruguaios dirigentes sindicais foi maravilhosa. Gente muito hospitaleira. Muito obrigado!

Fomos tratados com uma atenção admirável pelos companheiros da AEBU - o Sindicato dos Bancários Uruguaios. Evidente que estendo o agradecimento pela atenção dedicada por todos que pertencem à UNI Américas Finanças.

Obrigado, companheiros uruguaios, pela calorosa
acolhida aos brasileiros. 
Saludos a AEBU y PIT-CNT!

Hábitos uruguaios que pude observar

a) Horário rígido para servir refeições

Dos hábitos dos uruguaios, me chamou a atenção algumas coisas. A primeira é em relação à rigidez no horário para servir o almoço. Cara, o restaurante serve a comida na ordem certa, para todos ao mesmo tempo.

Ao servir a entrada, se alguém chegar no meio do serviço, fica sem a parte que já serviram. É sério! Teve gente que chegou e só deram o postre (sobremesa). Outros chegaram e perderam o primeiro prato e por sorte pegaram o prato principal (pequeno pra burro!). É lógico que isto não quer dizer que na casa das pessoas seja assim. Fica a minha dúvida.

b) Cocô de cachorro na rua

Cara, é impressionante como essa coisa dos cachorros domésticos ("pets") dominaram a urbanidade moderna. Acredito que varia de lugar para lugar a conscientização das populações, pois se tem cachorrada em tudo quanto é cidade, por que algumas são super limpas e outras não?

Andei pela cidade dois dias. Num dia fui ao mercado municipal pelas ruas internas da cidade antiga e voltei pelo calçadão que acompanha o rio. No dia seguinte fui para o outro lado e andei até o Teatro Solís, Praça da Independência e área mais movimentada.

NUNCA vi tanto cocô de cachorro no chão em minha vida. Tinha muito toroço e muito, mas muito cocô pisado. A gente anda literalmente na merda.

Não estou desfazendo do povo local por isso, até porque o Brasil tem o mesmo problema. Meu bairro também é uma aventura quando andamos pelas ruas no entorno dos prédios onde moro. É corrida de obstáculos (cocô) mesmo!

c) Patriotismo

Essa coisa de patriotismo é algo que me chamou a atenção. Estivemos lá no dia do jogo de estreia da seleção uruguaia na Olimpíada de Londres. A Celeste começou perdendo o jogo e conseguiu virar. Cara, vi aquele clima que só me lembro no Brasil quando era criança. Todo mundo estava na frente da TV. Ao sair para caminhar, tinha bandeirinha do país em tudo, nos carros, nas bancas de revistas, nas janelas.

Senti a mesma coisa quando estive no Chile, no início do ano.

Também é um povo que preserva sua memória. Vimos isso no movimento sindical. Vimos isso pelas ruas da cidade.

d) O beijo fraterno

Eu acho muito bonito o cumprimento de homens com um beijo no rosto. É algo que só fui fazer pela primeira vez com meu pai aos 27 anos. É um gesto que considero de fraternidade. Os uruguaios se cumprimentam assim.

e) Carros velhos

Quando estive no Chile, fiquei impressionado por não ver carro velho. Eram novos e importados. E caros.

No Uruguai chama a atenção a grande quantidade de carros de fabricação antiga. Não sei por que é assim, mas fiquei curioso. Andei pela cidade vendo carros do meu tempo de adolescência. Hoje não sei o nome de carro algum. Para mim são todos iguais. Mas as ruas têm um monte de Voyage, Gol quadrado, Fiat 147, Belina, e mais um monte de carros dos anos oitenta. E tem mais um detalhe: todos amassados e sem mandar consertar. Com faróis quebrados etc.

Pode ser um sinal importante de que o carro para os uruguaios não seja símbolo de status e sim um modo de locomoção. Neste sentido, brasileiros e norte-americanos são o cúmulo da estupidez.

Sindicato dos bancários uruguaios.
70 anos de muita luta!!

Comentário final: povo de luta

O sindicalismo uruguaio é muito aguerrido. Esta é a melhor impressão que trouxe. Povo de luta.

Um banco tem que pensar bem antes de demitir um trabalhador bancário, pois existe uma cultura no país de lutar para não permitir nenhuma demissão e para realocar qualquer bancário que perder o emprego.

Pelo que os companheiros me disseram, o Banco do Brasil resolveu fechar a agência que havia no país anos atrás e pagou caro por isso. Teve que indenizar pesado cada trabalhador que deixou na mão.

Povo uruguaio, até a volta!


William