Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

---

COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

---

COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

---

Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

---

COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

---

A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

---

COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

---

COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

---

COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump bombardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

---

COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do 3º Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Livro: Poemas - T. S. Eliot



Refeição Cultural 

Janeiro de 2025


O livro Poemas, de 1920, é o segundo livro de T. S. Eliot. Estou lendo uma bela e bem-acabada edição da Companhia das Letras, organizada, traduzida e com posfácio do professor Caetano W. Galindo.

Registro o mesmo sentimento que tive ao ler o primeiro livro dele Prufrock e outras observações, de 1917: não é uma poética de fácil compreensão para mim, prefiro outros autores. Mas estou firme na leitura. 

Deste livro o poema que mais gostei foi "Lune de Miel" (comentário aqui).

T. S. Eliot é contemporâneo de James Joyce. Deve ser por isso que os versos sem muito sentido para mim sejam meio doidos como algumas passagens de Ulysses, de Joyce, também traduzido por Galindo (comentário aqui).

Meu desejo é conhecer mais autores e suas poéticas. É reduzir minhas lacunas culturais. 

O próximo livro de Thomas Stearns Eliot é um dos mais aclamados da crítica: A terra devastada, de 1922. Vamos ver se os poemas me agradam mais.

Eu tenho um compromisso com a sinceridade e a honestidade na produção de meus textos aqui no blog. Por isso sou sincero em dizer como foi a leitura de autores e suas obras. 

Enfim, mais um livro lido neste início de ano.

William 


Bibliografia:

ELIOT, T. S. Poemas. Org. tradução e posfácio Caetano W. Galindo. - 1a ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


Leitura de poesia (50) - Gerontion, T. S. Eliot



GERONTION - T. S. ELIOT


     Thou hast nor youth nor age

But as it were an after dinner sleep

Dreaming of both


Eis-me aqui, um velho num mês seco,

Um menino lê em voz alta, espero a chuva.

(...)


Depois de tal saber, qual perdão? Pense agora

Que a história abunda em passagens ardilosas, corredores engenhosos

E saídas, ilude em sussurrantes ambições,

Nos guia por vaidades. Pense agora

Que ela dá quando nos vemos distraídos

E o que dá, dá com tão amplas confusões

Que dar mata de fome o desejo. Dá tarde demais

O em que não se crê mais, ou caso ainda,

Somente na memória, paixão repensada. Dá cedo demais

A mãos fracas, o que se pensa ser supérfluo

Até que recusar propaga um medo. Pense

Que medo nem coragem salvam. Perversos vícios

São cria de nosso heroísmo. Virtudes

Nos são impostas por nossos impudentes crimes.

Tais lágrimas colhem-se da árvore que dá fúria.

(...)


Versos do Poema "Gerontion" de 1920

Tradução de Caetano W. Galindo.

---

COMENTÁRIO:

Ao ler este poema, fiquei pensando no acontecimento no dia de hoje nos Estados Unidos: a posse de Trump e aquela corja de gente no evento, com direito a saudação nazista e tudo.

É interessante reproduzir a nota de Galindo sobre este poema:

"Thou hast nor youth nor age: O título grego do poema significa 'velhinho'. A epígrafe shakespeariana vem de Medida por medida (ato III, cena I). Na cena um personagem diz a outro que a morte é consequência natural de uma vida que é por definição passageira. 'Tu não tens juventude nem idade,/ Mas como se fosse mera sesta depois da refeição/ Sonhando com essas duas coisas.'" (p. 370)

-

"Depois de tal saber, qual perdão? Pense agora

Que a história abunda em passagens ardilosas, corredores engenhosos"


Pois é, a história abunda de passagens ardilosas...

Estamos vendo o repeteco da história e suas passagens ardilosas com o que vem se passando com os Estados Unidos e com o mundo prestes a conhecer o resultado por sermos guiados por vaidades... E sabendo como foi a história, como perdoar?


"Guides us by vanities."

Aquele ajuntamento de feras humanas no evento de hoje me parece ter relação com a epígrafe shakespeariana do poema:

"Tu não tens juventude nem idade,/ Mas como se fosse mera sesta depois da refeição/ Sonhando com essas duas coisas."


Guiados por vaidades... Que cena dantesca: o velho irado, os donos das big techs, o manipulador nazista...

Estejamos preparados...

William


Bibliografia:

ELIOT, T. S. Poemas. Org. tradução e posfácio Caetano W. Galindo. - 1a ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Leitura de poesia (10) - Tia Helen, T. S. Eliot



TIA HELEN - T. S. ELIOT


A srta. Helen Slingsby, minha tia solteirona,

Tinha uma casa pequenina, quase em área elegante,

Mantida por criados que somavam quatro.

Agora, quando ela morreu, ficou calado o céu,

E seu canto da rua, calado.

Cortinas fechadas, o papa-defunto limpou seu calçado -

Sabia bem que coisa assim já houvera antes.

Aos cães deixou legados abundantes,

Mas logo após morreu também seu papagaio.

O relógio da lareira ainda batia no consolo,

E o lacaio sentou sobre a mesa da sala

Tendo a segunda criada no colo -

Ela, tão ciosa quando em vida da patroa.


Poema de 1917

Tradução: 

Caetano W. Galindo.

---

COMENTÁRIO:

Adorei o final do poema (risos). Viva a classe trabalhadora!


No original também é legal:

"The Dresden clock continued ticking on the mantelpiece,

And the footman sat upon the dining-table

Holding the second housemaid on his knees - 

Who had always been so careful while her mistress lived."


(Ha ha ha!) Maravilha!


William Mendes


Bibliografia:

ELIOT, T. S. Poemas. Org. tradução e posfácio Caetano W. Galindo. - 1a ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Leitura de poesia (3) - Prelúdios, T. S. Eliot



PRELÚDIOS - T. S. ELIOT

I

O entardecer de inverno se acomoda, 

Cheiro de bife que entre as casas passa.

Seis da tarde. 

As pontas desses dias de fumaça. 

E agora a chuva repentina inunda

A escória imunda 

Das folhas murchas postas aos teus pés 

E dos jornais do terreno baldio;

A chuva cai mofina

Em persianas rotas, chaminés, 

E preso a um coche logo ali na esquina, 

Ferve um cavalo inquieto no frio.


E logo cada poste se ilumina.

(...)


Poema de 1917

Tradução:

Caetano W. Galindo

---

COMENTÁRIO:

Eliot é mais uma de minhas lacunas culturais. A lista de autores dos quais nunca li nada é enorme. Confesso com humildade. 

Após ler os primeiros poemas de seu primeiro livro "Prufrock e outras observações", de 1917, escolhi postar a parte I do poema "Prelúdios". É a que mais gostei até agora. 

Seu poema mais famoso é "A terra devastada", de 1922.

Ao ler algumas páginas do excelente "Posfácio" feito por Galindo fiquei perplexo com as curiosidades da vida do autor, que foi um bancário e depois editor.

T. S. Eliot foi contemporâneo a Ezra Pound, Virginia Woolf, James Joyce e outras celebridades do mundo das artes e cultura de sua época. 

Ele ganhou o Nobel de Literatura. Eliot nasceu nos Estados Unidos e desenvolveu boa parte de sua carreira na Inglaterra. 

É isso. Contatei nesses três primeiros dias de leitura de poesia poetas que não havia lido ainda: Jorge Luis Borges, Maiakóvski e T. S. Eliot. 

Vamos ver o que invento para amanhã. 

William Mendes


Bibliografia:

ELIOT, T. S. Poemas. Org. tradução e posfácio Caetano W. Galindo. - 1a ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


sábado, 13 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de julho de 2024. Sábado.


DE GAULLE - A FRANÇA NO MUNDO

Na sexta-feira não consegui ver um episódio da série "Grandes dias do século XX". Ao ver este sobre Charles De Gaulle e a história da França no século passado, eu fiquei pensando o quanto a gente não sabe nada de história. 

Essa nossa ignorância sobre a história do mundo facilita muito a vida da extrema-direita fascista, que atua para desinformar as pessoas e recontar a história com narrativas mentirosas e absurdas. No Brasil, somos todos em geral vítimas de sistemas de educação feitos para não educar as pessoas.

Ao me politizar e me tornar representante eleito da classe trabalhadora no início dos anos dois mil, fui percebendo que uma das minhas tarefas enquanto liderança de um segmento de pessoas era estudar muito sobre a história do Brasil e da classe trabalhadora, sobre quem nós éramos e atuar diariamente para dar noções sobre as coisas para os meus colegas de classe. Noções.

Vivemos num mundo de pessoas sem noções. Não é por maldade ou vontade delas. Ao se mudar a cultura estabelecendo um novo aculturamento sem referências, sem limites, numa total anomia na vida social, as pessoas passam a não ter noção de nada. Vivemos uma desordem social e mundial.

A realidade material e a vida cotidiana impõem às massas uma agenda de consumo de temas focados em prazeres físicos e psicológicos imediatos. Coisas para capturar os desejos das pessoas. No capitalismo isso se intensificou de forma extraordinária. 

Por isso a imprensa tradicional era chamada de 4º poder (talvez fosse o 1º) e por isso as empresas de plataformas digitais conhecidas como big techs são as donas dos desejos e das almas dos bilhões de humanos hoje.

A vida em sociedade é dominada por quem define a pauta e a agenda da comunidade. Já era assim localmente sem a tecnologia de comunicação global (internet), imaginem agora que plataformas como o Google, o Facebook ou o Instagram conseguem invisibilizar um tema importante para a classe trabalhadora e colocar na agenda uma nulidade qualquer que pautará o que todos vão se interessar por horas ou dias ininterruptamente... 

Com essa realidade atual, tenho a impressão que a história (como ciência) e a cultura estão num momento ruim da história humana. Com a pós-verdade, o que será verdade no presente e futuro?  

-------------------------

Sinopse:

Depois de liderar a resistência francesa contra os invasores nazistas na Segunda Guerra Mundial, Charles De Gaulle desponta como líder do governo provisório com grande popularidade. Era o primeiro passo da trajetória política do homem que se tornaria um dos grandes estadistas do século XX. Com uma gestão forte, nacionalista e conservadora, ele reergueu a economia de seu país e restabeleceu o poder político da França na Europa. Seu legado permanece vivo e sua história se tornou patrimônio do pensamento político contemporâneo.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "A trajetória de Charles de Gaulle", "A tragédia argelina", "Europa" e "O direito dos povos".

-------------------------


SERÁ QUE A FRANÇA DE DE GAULLE NÃO TERIA VERGONHA DA FRANÇA DE MACRON

O episódio sobre a França e De Gaulle foi de descobertas e curiosidades, foi de preencher lacunas culturais, um verdadeiro momento de "refeição cultural" como se pretende o blog.

Apesar de ter noções de história geral, do Brasil, e da classe trabalhadora brasileira, o episódio foi de muitas informações novas.

Conferência de Yalta (Crimeia)

Muito interessante: o episódio começa com cenas da Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stálin, representantes do Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. 

O narrador diz que o insulto jamais será esquecido. De Gaulle (França) não foi convidado para a conferência que poria fim à 2ª Guerra Mundial.

Fatos históricos importantes são citados no episódio: criação da OTAN; Pacto de Varsóvia; a data de referência do documentário é 1° de junho de 1958, De Gaulle volta ao cenário político da França após anos de retiro e silêncio; De Gaulle vira o 1° presidente da Quinta República. 

Descolonização 

Após os conflitos na Argélia, De Gaulle teve de lidar com as lutas de emancipação das colônias francesas. Político experiente, a solução menos sangrenta foi realizar disputas ideológicas através de referendos. 

Enfim, muito conhecimento novo. O documentário serviu para me lembrar da questão das noções. Percebi que não sei quase nada. Só um estudo dedicado me faria conhecer melhor a história da França. 

Hoje, aos 55 anos de idade, tenho algumas noções sobre a França e os franceses. Tenho algumas noções de história e geografia. Noções. 

Fico pensando se os franceses da geração de De Gaulle não teriam vergonha desse golpe mequetrefe que Macron aplicou no povo francês nesta semana que passou, ao não reconhecer sua derrota e de seu partido Juntos nas eleições legislativas nas quais as forças reunidas na agremiação de forças progressistas Nova Frente Popular fizeram a maioria de 182 cadeiras no parlamento, vencendo a extrema-direita de Marine Le Pen. Macron foi um cara de pau ao não reconhecer a derrota e acatar o voto popular.

Sigamos tentando aprender algo novo todos os dias. 

William 


quarta-feira, 10 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 10 de julho de 2024. Noite de quarta-feira.


GANDHI - FIM DE UM IMPÉRIO

Vendo o 8º episódio da série "Grandes dias do século XX", da Coleção História Viva, fiquei pensando o quanto não sabemos nada do mundo, o quanto somos ignorantes a respeito de quase tudo. Não sabemos nada! E, mesmo assim, somos a espécie mais arrogante do planeta (talvez do universo, se houver vida lá fora).

A cada DVD com imagens de época, da primeira metade do século XX, mais admirado fico da qualidade e importância desse material audiovisual que tenho em casa. Se tivéssemos milhares de pessoas interessadas em conhecer a história igual temos milhões de pessoas interessadas em nonadas, poderíamos salvar a humanidade.

Que sei eu dos chineses e dos indianos? Que sabemos nós aqui do Brasil e das Américas sobre os mais de 4 bilhões de seres humanos que vivem na Índia e na China? Não sabemos nada sobre a metade da população mundial que habita esses dois espaços geográficos do nosso único e velho mundo. Não sabemos nada!

E quando vejo um documentário de pouco mais de cinquenta minutos e percebo o quanto sou ignorante sobre a Índia e seu povo, fico imaginando as demais pessoas do meu mundo, o Brasil, o quanto devem saber sobre esse povo e país... Eu não me considero um total ignorante, pois me esforço para ler e estudar história e geografia há décadas e, mesmo assim, vi que não sei nada. 

Imaginem vocês a enorme massa de gente que não sabe, não quer saber e que tem raiva de quem sabe alguma coisa sobre história e ciência... como se percebe na realidade material do mundo atual no qual se chega mais desinformação (fake news) do que informação para as pessoas e um mundo no qual se incentiva a total alienação e onde predomina a cultura da ignorância.

Sei não, acho que estamos lascados...

-------------------------

Sinopse:

No começo do século XX, a Índia, uma das colônias britânicas mais relevantes para sua majestade, vivia uma fase de crescente insatisfação com a arrogante presença inglesa no país. Em meio a essa efervescência surgiu Mohandas Karamchand Gandhi ou, como seria imortalizado posteriormente, Mahatma Gandhi, um homem franzino que desafiou um império com desobediência civil e não-cooperação pacífica. Foram anos de jejuns, marchas e manifestações desconcertantes. O mundo nunca tinha visto um movimento assim...

O documentário se divide nos seguintes capítulos: "Império Britânico", "Boicote", "Paquistão" e "A independência".

-------------------------

Gandhi venceu um império, mas
não venceu a violência.

UM PACIFISTA QUE VENCEU UM IMPÉRIO, MAS NÃO VENCEU A GUERRA E A VIOLÊNCIA

Pelo documentário sobre Gandhi, vi uma parte da história do mundo dos últimos séculos para cá. A Índia foi colônia do império britânico por mais de trezentos anos. Estamos falando de séculos de dominação europeia sobre a maior parte do mundo: continentes americano, asiático e africano.

O episódio 8 da Coleção foi um dos mais complicados de se ver até agora porque eu não conhecia muitas das informações histórias que havia ali a respeito da Índia. E olha que eu sempre gostei de história.

Em resumo, temos o seguinte: sua majestade estava levando a vida numa boa, explorando sua maior colônia. Os ingleses levavam as matérias-primas, tipo algodão, e especiarias para a Inglaterra e vendiam para o povo indiano as mercadorias manufaturadas na metrópole e umas 100 vezes mais caras do que a matéria-prima.

A Índia era um mundo milenar e de cultura muito diversa se pensarmos a cultura europeia. Havia cerca de 170 línguas e centenas de dialetos, um sistema com 5 castas e milhares de subcastas e centenas de reinados locais com marajás poderosos em cada um deles e milhões de pessoas miseráveis divididas pelas crenças: uma maioria de religião hindu (uns 80%), uma parte de religião islâmica (uns 15%), e uma parte menor de cristãos e outras matrizes.

BOICOTE - Gandhi liderou duas campanhas importantes pela independência do país. Conduziu seu povo a não comprar as roupas manufaturas na Inglaterra, incentivando o povo a fazer seu próprio tecido, o símbolo dessa luta era a roda de fiar. E fez o mesmo em relação ao sal, ensinando o povo a fabricar seu próprio sal. É famosa a Marcha do Sal.

Gandhi foi preso várias vezes pelo governo inglês, chegando a ficar mais de 6 anos na prisão. E é muito conhecido por fazer greves de fome como forma de protesto e luta.

---

INDEPENDÊNCIA DA ÍNDIA E GUERRA CIVIL

Após décadas de lutas pela independência de seu país, Gandhi viu seu povo se matar em uma sangrenta guerra civil opondo hindus e muçulmanos, e o povo indiano se dividiu, ficando os hindus no território indiano e os muçulmanos no Paquistão.

Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948 por um hindu insatisfeito com a política liderada por ele.

---

COMENTÁRIO FINAL

As cenas finais do documentário, do povo indiano se matando numa sangrenta guerra civil, por ódio e intolerância entre hindus e muçulmanos me deixou deprimido.

O ontem e o hoje têm a mesma característica do que nós somos, um bando de animais ferozes e nada racionais. O ódio vem prevalecendo há anos, há séculos... há milênios.

Se me perguntarem qual a tendência de prevalência neste momento da história humana, dia 10 de julho de 2024 do século XXI, é evidente que a resposta que gostaria de dar seria de prevalência da paz e da solução pacífica das controvérsias.

Mas não é essa a resposta da leitura a partir da razão. Está prevalecendo a violência, a intolerância e a eliminação da alteridade como solução das controvérsias.

Acho que estamos lascados...

William


terça-feira, 9 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 9 de julho de 2024. Início de madrugada de terça-feira.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARTE 3 & DIA D, O DESEMBARQUE ALIADO NA FRANÇA

Nesta segunda-feira, vi o 6º documentário da Coleção História Viva, "Grandes dias do século XX".

Enquanto assistia ao enfrentamento do nazismo e fascismo pelos aliados nos anos quarenta no documentário - unindo Stálin, Roosevelt e Churchill -, o atual presidente da França, Emmanuel Macron (do Juntos), se reunia com seu primeiro-ministro demissionário após a derrota de seu partido de direita ("centro" uma ova!) nas eleições de domingo, e pedia que o seu parça de direita - Gabriel Attal - não renunciasse e que continuasse no cargo. A esquerda, vitoriosa no domingo, esperava que fosse reconhecida sua vitória e que tivesse direito à indicação do primeiro-ministro. A NFP obteve o maior número de cadeiras no Parlamento, 182 (contra 168 do Juntos e 143 do RN).

No domingo, as forças progressistas e de esquerda da França - Nova Frente Popular (NFP) - viraram de forma histórica um resultado da semana anterior, quando o partido fascista de extrema-direita - Reunião Nacional (RN) - havia ganhado o 1º turno e as pesquisas indicavam que os extremistas poderiam assumir o poder francês pelo voto no 2º turno. Em uma semana de grandes mobilizações populares, a NFP convenceu a população a ir às urnas e salvar a França do fascismo xenófobo e racista atual. A NFP é composta por socialistas, comunistas, ambientalistas e pela França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.

Como vemos, tanto estudando o passado quanto avaliando o presente, essa gente do capital, os neoliberais e direitistas, não aprendem mesmo. O presidente francês teve uma derrota fragorosa nas últimas semanas e mesmo assim age com soberba e não chama os verdadeiros vitoriosos e salvadores da democracia francesa, a esquerda, para governar.

Que merda, isso!

-------------------------

Sinopse:

Em maio de 1944, Inglaterra e Estados Unidos decidem abrir um segundo front na Europa para dividir a atenção de Hitler, então com boa parte dos seus recursos mobilizados contra Stálin. O local mais apropriado para instalar o novo foco de combate era a costa da França, na Península de Cotentin, na Normandia. Na madrugada de 6 de junho, os primeiros paraquedistas americanos pisaram em solo francês. Às 6h30 desse mesmo dia, as primeiras unidades da infantaria americana encaram a forte resistência alemã. Às 15h, os alemães contra-atacaram. Começava o mais longo dos dias.

A Parte 3 se divide nos seguintes capítulos: "Os aliados e o resto do mundo", "O rumo da guerra", "Japão por um fio" e "A bomba atômica".

O especial sobre o dia D se divide nos seguintes capítulos: "O grandioso Reich", "Operação 'Overlord'", "6 de junho" e "De Gaulle, Eisenhower e Churchill"

-------------------------

CENAS DO PASSADO E DO PRESENTE, INFELIZMENTE

Essa parte final do documentário sobre a 2ª Guerra Mundial foi catártica. As filmagens de época das batalhas aéreas, de milhares de paraquedistas aliados sendo abatidos ainda no ar, do desembarque na Normandia, dos ataques noturnos à Alemanha, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima... é tudo muito chocante!

Uma das cenas históricas, para mim, é a cena do corpo do fascista Benito Mussolini sendo entregue ao povo e sendo pendurado em praça pública. Todo fdp fascista deveria terminar seus dias assim!

Chocante também são as cenas dos campos de concentração nazistas.

Legal ver no documentário, que não é russo, a verdade sobre quem chegou a Berlim e pôs fim ao núcleo de comando dos nazistas, forçando Hitler ao suicídio: o Exército Vermelho!

Cenas dos grandes dias do século XX. E, infelizmente, cenas atuais do século XXI. O colonialismo genocida dos sionistas que governam Israel transformou a Faixa de Gaza num cenário semelhante às cidades bombardeadas durante a 2ª Guerra Mundial. Que merda, isso!

Enfim, seguimos estudando a história e acompanhando os acontecimentos do presente, que demonstram que os políticos não aprenderam nada com as experiências do passado.

William


domingo, 7 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 7 de julho de 2014. Domingo.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARTES 1 E 2

Enquanto eu assistia ao 5º episódio do documentário "Grandes dias do século XX", os franceses estavam neste domingo nas urnas do país decidindo se a extrema-direita ganharia no voto o direito de governar o país ou se a frente ampla conseguiria barrar a eleição dos extremistas favoritos*. Tempos perigosos vivemos na atualidade.

Adolf Hitler e Benito Mussolini provocaram a guerra total no século passado a partir do voto popular. O nazismo e o fascismo foram responsáveis por uma guerra que envolveu os principais países do mundo numa mortandade de dezenas de milhões de pessoas nos anos quarenta.

Estamos vendo a ascensão da extrema-direita nesta década do século XXI em diversas nações do mundo. Os donos do poder capital se uniram para impor aos povos do mundo uma regressão nos direitos sociais, civis e políticos como nunca tínhamos visto antes. 

As representações de extrema-direita e os donos do capital, o 1%, estão juntos e misturados, são a mesma coisa, e estão avançando perigosamente. Os homens do dinheiro financiam e ampliam o poder de palhaços e manés como Milei, Bolsonaro e Zelensky para corroer as democracias por dentro.

Seria muito importante que nossas lideranças do campo progressista e democrático revisassem ou conhecessem a história para pensar formas de reação rápida ao avanço desses extremistas autoritários e claramente fascistas.

-------------------------

Sinopse:

Os sobreviventes da Primeira Guerra Mundial juraram que aquela havia sido "A guerra para acabar com todas as guerras". Vinte anos depois, no entanto, Adolf Hitler armou um segundo conflito, inicialmente envolvendo países europeus, depois o mundo. As potências totalitárias foram vitoriosas a princípio, até a virada da maré em favor dos aliados, em 1942, na Batalha de Midway, no pacífico. Mas o embate permaneceria feroz no deserto africano, na gélida Stalingrado, na Rússia, e nas águas do Atlântico.

Capítulos da Parte 1: "Como tudo começou", "O local da batalha", "A conquista da França" e "O destino da Inglaterra".

Capítulos da Parte 2: "A Alemanha ocupa a Península Balcânica", "Luta por Leningrado", "Pacífico" e "Norte da África".

-------------------------


CAMINHAMOS PARA UMA 3ª GUERRA MUNDIAL OU UM CONJUNTO DE GUERRAS PARA SALVAR IMPÉRIOS CAPITALISTAS

Os filmes da Coleção História Viva são uma oportunidade de revisitar a conjuntura na qual se deram as guerras mundiais do século passado, as grandes crises econômicas, políticas e sociais da primeira metade do século XX e para compreendermos a ascensão dos movimentos autoritários.

Quem conhece minimamente a história sabe que as tais democracias liberais das primeiras décadas do século XX impuseram uma derrota humilhante aos alemães - Tratado de Versalhes - e, uma década depois, quando Hitler começou a se destacar com suas ideias de superioridade ariana, nada fizeram para barrar as ações dos alemães. Hitler fez o que quis por quase uma década, após sua ascensão em 1933.

Uma cena no documentário foi muito forte para mim, é uma cena assustadora:

Após os nazistas invadirem e tomarem Paris, Adolf Hitler fez os franceses se humilharem assinando a rendição ou armistício no mesmo vagão do mesmo trem onde em 28 de junho de 1919 os alemães assinaram a derrota na 1ª Guerra Mundial... (que merda, isso!)

Por outro lado, uma cena emociona muito a gente:

Em 1942, Hitler exige de seu Marechal Von Paulus a tomada de Stalingrado, na URSS. Soldados do Exército Vermelho e os trabalhadores resistem bravamente à investida dos nazistas. Chega o inverno e Hitler não aceita o recuo de seu exército. Stálin aproveita a força da natureza, a neve, e contra-ataca com o Exército Vermelho encurralando e derrotando os nazistas, que assinam a rendição em 2/02/1943.

E a guerra total seguiu ainda por mais de dois anos, com um número incalculável de bombas e destruições e mortes em diversas frentes de batalha em terra, no ar e no mar.

---

UNIDADE PARA ENFRENTAR ESSA RALÉ EXTREMISTA DE DIREITA

Um perigo ronda as comunidades do mundo neste momento da história: a ascensão da extrema-direita e dos donos do poder capitalista e imperialista do mundo.

As esquerdas, os democratas e as pessoas que não concordam com o autoritarismo e as diversas vertentes do fascismo precisam se unir e enfrentar com todas as armas esse lixo de extrema-direita no mundo. 

É a minha opinião. Esse lixo extremista de direita não tem sentimentos humanos, não tem sensibilidade nem fraternidade, nos eliminam sem pestanejar. Acho que temos que reagir a essa ralé, eles também devem nos temer.

William


*Post Scriptum: Viva a democracia francesa! A esquerda obteve uma vitória surpreendente hoje, com o povo acatando o chamado dos democratas e indo massivamente às urnas votarem contra a extrema-direita. A Nova Frente Popular aglutinou os socialistas, os comunistas, os ecologistas e os partidários da França Insubmissa, vencedores das eleições de hoje para o legislativo. O Centro ficou em segundo lugar e os partidários da extrema-direita ficaram em terceiro lugar.


quarta-feira, 3 de julho de 2024

39 de 100 dias



39. Uma das coisas que tenho observado ao ler os materiais de línguas estrangeiras, o de inglês, por exemplo, é o quanto o conteúdo é ideologizado, é o puro suco capitalista, imperialista e colonial. 

É um conteúdo de brancos do norte para adestrar não brancos das periferias do capitalismo. Incrível e nojento isso!

As histórias são binárias, há sempre mocinhos e bandidos. Os mocinhos têm autorização para matar (do tipo James Bond).

Os materiais vendem a ideia de um mundo perfeito, lindo, limpo, fraterno entre as pessoas de posses e bem-comportadas socialmente. 

Os "desajustados", os miseráveis, se não estão presos, estão em vias de serem presos. 

Que dureza isso!

---

A PROCURA DA FELICIDADE (NÃO SENTIR DOR)

Dando seguimento à procura de diagnósticos para minhas dores crônicas, retornei ao especialista de quadril e o ortopedista me explicou os desgastes todos que tenho na região... tenho que conviver com isso... (um dia, talvez, terei que operar)

É fundamental tentar recuperar um pouco a estrutura muscular da região... algo que sei que é bem difícil. Ainda mais depois dos 55 anos...

Enfim, é a vida! Somos natureza. Como já sei, cada ser envelhece do seu jeito, de acordo com seu percurso existencial e a genética que carrega dentro de si.

O fato concreto é que as dores estão aumentando. Que treco chato!

Seguimos fazendo o que está ao meu alcance para estar no mundo com as pessoas. E para tentar aprender algo novo e passar adiante. 

William