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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Instantes (13h13)



Refeição Cultural

A saída pela manhã tinha duas prioridades: meu trote de 2K em percurso com subida e adquirir o remédio para pressão arterial na Farmácia Popular, direito à saúde existente em governos de esquerda como no de Lula e quase extinto nos governos de direita como nos de Bolsonaro, Tarcísio et caterva.

Na farmácia, iria adquirir um medicamento receitado para lavar meus olhos por causa de irritações nas glândulas lacrimais. Ao ouvir o valor do remédio, fiquei estupefato... 185 reais! Francamente... lavo os olhos com sabonete neutro. Sou um privilegiado por ter o recurso para adquirir essa mercadoria, mas o preço disso é um assalto! Vai pro inferno esse capitalismo e essa porra de indústria da "saúde".


Ao voltar para casa, refletia sobre como é bom ainda caminhar e enxergar, o instante é único e não sei do amanhã (a natureza me mudou). Ao namorar as árvores floridas, me emocionei com o ipê branco que resiste fragilmente aos homens do capitalismo. Seu instante é tão único como o meu. Não sabemos do amanhã. 

Não pude resistir àquela potência da natureza. Atravessei a rua, fui ao encontro do ipê. Toquei em seu tronco, agradeci sua existência, sua resistência. Falei com ele. Que ser espetacular aquele ipê branco no meio da barbárie capitalista dos animais humanos!

Me despedi do ipê. Voltei para o concreto de minha moradia. Pensei até em fazer algo único para aproveitar meus olhos, minha existência frágil e instantânea.


A natureza para quem a vê e a percebe nos dá uma humildade incrível ao nos lembrar da finitude de tudo. A florada de um ipê branco tem a duração de horas, horas de uma beleza deslumbrante. Depois são galhos secos e a normalidade do viver cotidiano.

A vida também é assim, pouco mais, pouco menos de existência. Algumas estações do ano não são quase nada para um animal humano se comparadas ao tempo de um outro elemento da natureza, que pode durar centenas ou milhares de anos.

O instante...

William 

05/09/25

sábado, 18 de janeiro de 2025

Leitura de poesia (48) - A inspiração em Caeiro, de Wmofox



A INSPIRAÇÃO EM CAEIRO - Wmofox


A necessidade de escrever continua.
É importante buscar a felicidade 
ou mais prazer no existir.
Caeiramente, 
existe o Sol 
e o luar 
e os montes 
e as flores 
e as árvores.

Preciso achar o meu Sol 

e a minha Lua 
e as minhas árvores 
e os meus montes 
e as minhas flores.

Sei que os dele são concretos,

mas os meus podem ser metafóricos.

Meu Sol, que a tudo dá vida,

pode ser as Letras, os livros.
Quem sabe minha Lua 
não seja a música?

Minha família consubstancia

as árvores e suas raízes.
Os montes projetam 
o meu prazer pelo esporte
e pelo silêncio e frescor 
dos cimos altos 
que me apaixonam.

As flores... 

bem, as flores são as flores, 
pois que isso me convém.


Wmofox

08/04/06

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COMENTÁRIO:

Hoje vou postar outro poema meu.

Durante o dia, trabalhei um pouco a revisão de meus textos no blog. Terminei a coletânea de poemas que publiquei ao longo de quase duas décadas no Refeitório Cultural.

Vou encadernar minha produção poética. São 39 poemas e alguns eu gostei bastante ao relê-los, seguem de meu agrado. 

Sobre o poema "A inspiração em Caeiro", digo que Alberto Caeiro é o heterônimo que mais gosto do poeta Fernando Pessoa. 

Não conheço muito a obra do poeta, mas adoro "O guardador de rebanho", de Caeiro.

É isso! Tenho intenção de seguir lendo poesia.

William


Post Scriptum: soube que faleceu neste sábado o grande jornalista Marco Weissheimer, de câncer. Leio seus textos desde a criação do Portal da Carta Maior no início dos anos dois mil. Aprendi muito com ele. Nossos sentimentos à família e aos amig@s.


quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Diário e reflexões


Nossa homenagem e gratidão a Isabel Suarez,
que faleceu dia 27/10 em Havana, Cuba.
Nossa solidariedade ao amigo Luis Caballero e família.

Refeição Cultural

Osasco, 31 de outubro de 2024. Noite de quinta-feira.


OUTUBRO

Mais um mês se passou em nossas vidas. Mais um mês se passou em minha existência. Como vivi este mês? Espero ter vivido de forma digna e ter tentado contribuir para o bem comum nos 31 dias do mês.

Para tentar mudar o mundo, me uni a diversas pessoas ao longo do mês para abordar cidadãs e cidadãos nos espaços públicos em São Paulo e Osasco no intuito de eleger projetos e representantes políticos com propostas humanistas, inclusivas e que transformariam as comunidades onde vivemos.

Exerci uma militância voluntária em portas de metrôs, feiras e ruas conversando com a população para que o povo paulistano votasse em nossa candidata a vereadora, Luna Zarattini, e Guilherme Boulos para prefeito de São Paulo. A jovem Luna foi eleita e conseguimos levar Boulos para o 2º turno. Infelizmente, não conseguimos maioria no dia 27 e o povo elegeu o candidato que representa tudo o que não queríamos para a maior cidade do país.

Foi bonito ver tanta gente somando para defendermos
nosso projeto de uma cidade mais humana e acolhedora.
A professora Ione passou horas na militância no Rio Pequeno.

Em Osasco, aconteceu a mesma coisa. Nosso projeto para a cidade não foi eleito. Felizmente, elegemos nossa representação para a Câmara Municipal, os jovens do Coletivo JuntOz - Heber, Gabi e Matheus. Ficamos felizes pela conquista dessa candidatura do campo progressista.

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No mês de outubro não consegui me dedicar à saúde. Aliás, foi positivo ter encontrado energia para a dedicação que tive na militância política sem sentir dores na região do quadril e lombar. Não posso reclamar de nada.

A família passou uns sustos, mas estão todos bem. Meu pai e meu cunhado estão bem após sofrerem acidentes de carro lá em Minas Gerais. Minha irmã está se recuperando da cirurgia no ombro. Sigo sendo uma pessoa de sorte.

No dia do resultado das eleições municipais, além da tristeza de ver nossas candidaturas progressistas serem derrotadas em diversas cidades do país, soube do falecimento de nossa querida companheira Isabel Suarez, revolucionária cubana. Ela estava em casa com o senhor Luis quando faleceu. Fiquei muito triste com a perda de nossa amiga e companheira.

A Casa de Isabel sempre acolheu centenas de brasileiros em Cuba e todos nós seremos eternamente gratos a querida Isabel, que estará sempre em nossas memórias e em nossos corações.

Companheira Isabel, presente!

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Consigo apreciar mais o instante do viver?
A florada de um ipê branco é um instante, horas.
Quem tiver a sorte de apreciar esta beleza, que aprecie!

CARPE DIEM

Sinto uma grande necessidade de mudança. Por ter consciência política, por ter alguma experiência de vida, sinto dentro de mim que não podemos desistir do mundo. 

Parece que quanto mais desesperança vejo ao meu redor, mais sinto que é minha responsabilidade fazer algo pela mudança, minha e de todas as pessoas que tiveram a oportunidade de estudar e de evoluir a consciência.

E a mesma consciência que avalio que tenho me lembra o tempo todo que a vida é um instante, que num segundo ela existe, no instante seguinte pode não existir mais. 

Que farei para mudar as coisas a partir das próximas horas do viver? Fiquei pensando nas palavras de Pepe Mujica, em documentário que assisti no ICL agora no final da noite de quinta-feira. 

Não podemos perder tempo com coisas que não são importantes para nós. A vida é muito preciosa para perdermos tempo sem fazer o que nos dá prazer e alegria por estarmos vivos.

Preciso viver cada instante com mais percepção e atenção ao instante vivido. 

O que importa realmente para a minha pessoa neste momento da existência? Como encontrar algum prazer ou motivação no dia que vou vivenciar?

Pense, William! Viva o dia intensamente, mesmo que a intensidade seja observando com prazer uma flor ou uma borboleta. A água que cai do chuveiro em contato com a pele. Um copo de água para matar a sede.

Terminou mais um mês no calendário da vida humana. Começa já um novo dia e um novo instante.

Consigo alguma paz e um Carpe Diem?

William


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

061021 - Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 6 de outubro.


VER UM IPÊ BRANCO FLORIDO É COMO A VIDA: UMA OPORTUNIDADE ÚNICA


Que registrar neste blog neste momento?

Enquanto caminho pela manhã, penso um monte de coisas. Depois da caminhada, já era o que refleti. Alguma coisa poderia ser de interesse comum, outras coisas eram de interesse puramente pessoal. 

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CASSI - Outro dia, por exemplo, pensei em criar uma seção WIKI no blog Categoria Bancária para compartilhar gratuitamente o que sei sobre gestão em saúde. Fui gestor por 4 anos de uma autogestão de trabalhadores.

Seria uma seção "What I Know Is" (O que eu sei sobre), mas quando penso em começar os textos já vislumbro que o trabalho será de pouco alcance - desanimei de escrever para dez pessoas -, e qualquer produção de texto dá muito trabalho para quem a cria. Eu aprendi muita coisa sobre a Cassi, modelos assistenciais e autogestão de trabalhadores, mas avalio que o conhecimento valeu mais para aquele momento de luta. Naquela época do mandato eletivo, criei um público leitor. Começamos com alguns leitores e ao final do mandato, os textos eram lidos por centenas e milhares de leitores. Valeu para o momento.

Nesses dias, acabei sendo útil para a coletividade porque estive em algumas conversas virtuais sobre o tema com dirigentes da classe trabalhadora.

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EXPECTATIVA DE VIDA - A expectativa de vida do grupo social ao qual pertenço é alta, é mais alta que a do povo brasileiro em geral. Temos caixas de assistência à saúde e previdência na comunidade BB e isso alonga nossa expectativa de vida. O fato tem suas vantagens e desvantagens. Nos faz arrogantes e privilegiados, uma desvantagem ética. Também nos possibilita uma oportunidade social para demonstrar que associativismo e cooperativismo de grupos humanos podem trazer benefícios coletivos. Isso seria uma vantagem, se não estivéssemos caminhando para o cada um por si, uma estratégia dos nossos inimigos de classe que está dando certo. Azar o nosso!

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A BUSCA DE SENTIDOS - Enquanto caminhava, pensava na busca de sentidos para a vida. Por estarmos vivos temos que dar sentido à vida (opinião minha), ter objetivos e motivações ajudam no viver. O tempo todo temos que significar e ressignificar a existência da vida humana e das coisas. Evidente que essa coisa de significação é uma coisa própria da espécie homo sapiens. A natureza é. Mas os conceitos humanos devem ser lapidados. Ideologia. Narrativas. Passei a vida toda dizendo isso: "a natureza é, as coisas são como são". Ledo engano! Essa narrativa é utilizada por nossos inimigos de classe há milênios. A miséria da maioria humana em detrimento de alguns poucos não é uma coisa natural. É uma coisa construída por nós. O futuro é construído por nós hoje. Se quisermos derrotar o 1% que está inviabilizando a vida no planeta, temos que fazer isso a partir de hoje. O futuro é construído hoje por nós. 

Eu sou minha identidade. Minha identidade está em minha cultura, meu comportamento, meus sentimentos. Está em meu cérebro. Eu sou tudo que se acumulou em meus 86 bilhões de neurônios nesses 52 invernos. Sou o meio onde existi e existo. Não acredito em nada além do mundo material. Já acreditei em tudo além do mundo material. Hoje, não mais. Respeito o tempo de cada pessoa nessa vida, nesse mundo. Sou meu cérebro funcionando bem (ou mal), juntamente com o conjunto dos órgãos do meu corpo de homo sapiens. Um entupimento na corrente sanguínea, o coração parar de bombear o sangue, fígado rins pulmões e hormônios vários colapsarem e já era. Não serei mais nada. Não quero apressar o fim. Por isso ando corro e tento levar uma vida saudável - depois de abusar décadas de meu corpo. Algo dentro de mim não está bem - mas a quilometragem rodada é diferente da idade (já me corroí tanto em ódio e tristeza...). Acho que não duro a expectativa de vida do meu grupo social. Tenho consciência que viver depende também de mim, de meus atos. Alguma coisa faço por minha saúde. Não muito, mas faço. E sei que estar vivo é oportunidade. Viver é oportunidade.

A vida é uma oportunidade como a oportunidade de ver um ipê branco florido. As flores se mostram pra nós e pros polinizadores e duram uns dois dias. E só. E como vale a pena ver um ipê florido! É como a vida. Entendo que vale a pena estar vivo.

É isso!

William


domingo, 7 de julho de 2019

070719 - Diário e reflexões - Corrida 10K no Eixão


Ipês roxos na altura da 114/214 Sul, DF.

Refeição Cultural

"A gente sai de Brasília, mas Brasília não sai da gente" (ditado popular)


Enquanto em nosso Mundo de Oz paulistano (Osasco) fazia frio e o dia estava nublado neste domingo (uns 8º), eu havia colocado calção e tênis e me dirigia para o Eixão no Plano Piloto de Brasília para fazer meu longão de fim de semana. 

O cenário foi de sol e temperatura de 23º e ipês, muitos ipês roxos colorindo o nosso caminho. Brasília é a cidade dos ipês. Primeiro vêm os roxos, depois vêm os amarelos, brancos e rosas. São cerca de 200 mil árvores, segundo a Novacap, órgão que cuida da estrutura distrital.

Morei em Brasília por quatro anos e seria impossível não estabelecer uma relação entre nós, Brasília e eu. Foram anos muito intensos os vividos na Capital do Brasil. Foram anos de trabalho ininterrupto em defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores da comunidade BB. Foram anos em que vimos um golpe de Estado derrubar o governo e estabelecer-se o caos e a destruição do país.

Apesar dos anos intensos vividos em Brasília, a relação que estabeleci com a cidade foi fraterna, foi dócil, foi de porto seguro. Brasília concentra o poder do país, que, via de regra, infelizmente depõe contra a cidade por causa dos efeitos da má política. Porém, nem só de política é feita a cidade planejada no meio do Planalto Central.

Brasília é coisa boa, é o céu azul, é a natureza com flores em todas as estações, são pássaros e mais pássaros; Brasília é o cerrado. É o pôr do sol deslumbrante. É o cheiro de mato ao abrir a janela e respirar fundo. Brasília é também o cidadão brasiliense que acolhe a gente no movimento sindical e social. Temos amigos e pessoas queridas em Brasília. Sou grato por isso.


Neste Eixão e nas alamedas da 110 Sul, fiz da corrida o suporte
para o equilíbrio de minha pressão arterial e de minha saúde.
Sem a corrida não suportaria a pressão que vivi por 4 anos.
 

A sensação de prazer da corrida só conhece quem corre

O ano não tem sido fácil em relação à condição de saúde para praticar minhas corridas. Como vinha sentindo dores desde o ano passado, fiz alguns exames e descobri que tenho que lidar com desgastes nos ossos e cartilagens na região do quadril e lombar. Amig@s, já lido com dores permanentes por causa do nervo ciático e outras desde agora. Que virá adiante?

A recomendação seria para que eu evitasse exercícios de impacto como corrida. É um dilema na vida. Difícil isso. Eu sonho em correr uma maratona (42K) e nunca corri uma porque nunca tive tempo para treinar por causa do trabalho e militância. Cheguei a correr uma meia maratona (21K) e várias São Silvestre (15K).

Eu faço caminhadas de introspecção (romarias) há décadas e elas têm um papel importante em minha psique. Que fazer? Sem contar que minha pressão arterial só abaixa com corrida, não adianta andar, não adianta pedalar. Nadar já exige uma estrutura para tal. Não gostaria de resolver isso com remédio de uso contínuo.

Minha decisão é a de seguir correndo. Aumentei o percurso das corridas nas últimas semanas, correndo entre 7 e 8 quilômetros no fim de semana e hoje corri meus primeiros 10K do ano, justo no Eixão de tantas corridas que desopilavam meu fígado do estresse da gestão na Cassi. Foi legal!

A visita à bela Brasília florida pelos ipês roxos foi para acompanhar meu filhão, que veio rever alguns amigos. Unimos o útil ao agradável, fiz companhia para o filho, visitei os amigos do movimento sindical no Congresso Distrital na sexta e sábado e fechei a estadia com a corrida no Eixão florido.

Até a próxima, Brasília! Volto ao Eixão qualquer dia desses!

William

quarta-feira, 3 de abril de 2019

O mistério das violetas


Por que ambas foram cuidadas com o mesmo
carinho e atenção, e uma floresceu
e a outra morreu? Mistério.
Me pareceu uma alegoria
da vida humana.

Refeição Cultural

Há quase um ano, trouxe para casa dois vasos de violetas. Elas estavam na casa de meus pais, lá em Minas Gerais. Ficaram lá, quando mudamos para Brasília. Ao voltar para casa, após anos trabalhando fora, trouxe as violetas de volta.

Uma floresceu, está vistosa, exuberante. A outra definhou, foi minguando, até que morreu. É um mistério da natureza.

Quando passei a cuidar delas, dei exatamente o mesmo tratamento às duas. Aguei as violetas exatamente da mesma maneira, inclusive os recipientes são idênticos. 

Dei atenção a elas com todo o carinho com que cuido de flores e plantas. Ficaram no mesmo lugar em relação à temperatura e luminosidade.

Logo que elas chegaram a Osasco, tiveram infestação de pulgões. Eu tive a paciência de pegar um palito de dentes e tirar os pulgões diariamente das reentrâncias das folhas e caules. Todo santo dia fazia isso. Até que vencemos os pulgões.

O tempo passou. Cuidei delas com dedicação, tirando folhas velhas para brotarem novas folhas. Coloquei terra nova nos dois vasos.

Uma delas foi ficando viçosa, folhas novas brotando de tempo em tempo. Verde verde. Folhas durinhas. 

Por algum motivo, a outra não se desenvolveu. Foi sobrevivendo com as mesmas folhas. Foi minguando. Minguando.

Eis aí as duas. Uma floresceu e a outra morreu.

Hoje, fiquei pensando nessas duas violetas.

Me parece que ocorre o mesmo na existência humana, quando analisamos a vida sob determinada ótica.

Ao longo da existência, construímos relações humanas, relações sociais. Alimentamos e cuidamos de relações com entes queridos e conhecidos; nutrimos amizades e relacionamentos nos diversos espaços sociais em que vivemos. Damos e buscamos afetos, amizade, amor.

Algumas relações se fortalecem, florescem e dão flores, frutos. Outras, por mais que sejam cuidadas com a mesma atenção, não vão adiante, minguam; às vezes, até nos traem. Morrem.

A vida na Terra me parece um pouco como o mistério dessas duas violetas. Por mais que cuidemos e alimentemos os seres, as relações, o amor, a amizade; por mais que sejamos zelosos, solidários, com as vidas, com as relações humanas; umas darão flores e frutos; outras vão minguar e morrer.

Mistérios da vida!

William

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Diário e reflexões - 240917



Flores osasquenses apreciadas durante
uma caminhada com a esposa.

Madrugada de segunda-feira. Acabou o domingo.

Lá vamos nós começar mais uma semana de lutas em nossa tarefa de gestor eleito da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Nossa vida não tem rotina, não tem refresco. O cenário em que atuamos é o mais dramático da saúde suplementar em décadas. Todos os dias enfrentamos ameaças aos direitos em saúde dos trabalhadores que representamos.

Há sinais de mais empecilhos internos na governança para dificultar o cumprimento de nossos objetivos em ampliar a cobertura do modelo assistencial da Cassi, baseado em Atenção Primária e Medicina de Família. Já não bastam as dificuldades que enfrentamos na missão de nossa autogestão porque a maior parte de nossos recursos são canalizados para pagar rede prestadora, que carrega em si todos os graves problemas brasileiros de serviços ruins, fraudes, judicialização e outras mazelas. Já fiz artigo neste domingo sobre a questão. Ler AQUI.

Não consegui ler muito neste fim de semana. Corri e caminhei no Parque Continental para ver se meu corpo resiste às tarefas que tenho pela frente. A longa semana de trabalho dormindo muito pouco me deixou bem quebrado. 

A felicidade ficou por conte de matar as saudades do filho querido, que estuda longe e nos vemos de vez em quando. Também revi grandes amigos neste fim de semana em São Paulo.

Estou com pouco tempo para trabalhar na revisão de textos em meus blogs de trabalho e de cultura. Ao reler, diagramar e imprimir para encadernar esse material, estou revendo textos e opiniões que registrei ao longo do tempo em nossa vida de lutas como representante da classe trabalhadora.

A destruição de nosso País e dos direitos do povo trabalhador após o Golpe de Estado em 2016 é tão grande e as incertezas tão angustiantes que é necessário termos muita clareza de que não há espaço para chorar ou se deprimir pelos cantos porque a luta que temos pela frente será de vida ou morte para a classe trabalhadora à qual pertencemos.

É isso! Registro feito. Vamos dormir.

William

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Diário e reflexões - 281016



Flamboyant...
Simples e belo...

Estou em Brasília, Distrito Federal do Brasil.

Cheguei nesta sexta-feira de Maceió, Alagoas, onde estive trabalhando nos últimos dois dias. Confesso que estou cansadíssimo. Apesar de ter chegado antes das oito horas da noite, não tive a menor condição de andar ou correr por causa do prego que estou.

Sentei no sofá para dar um respiro. Saudades da família. Liguei para os meus pais lá em Minas Gerais, distantes de mim mais de 400 km. Depois liguei para minha esposa, que está a 1000 km de distância. Por fim, liguei para meu filho, mais de 700 km de distância e eu não o vejo há quase um mês. Esta tem sido minha vida há muitos anos, desde que assumi tarefas militantes no movimento dos trabalhadores. Lutar por um mundo melhor tem um alto custo pessoal, juro a vocês.

Estou precisando de umas férias... mas não terei descanso nem um respiro nos próximos meses. Semana que vem estarei em Belém do Pará, lutando pela causa da saúde e de nossa Caixa de Assistência, uma autogestão dos bancários do BB.

Não vou me alongar, estou deverás com o olho ardendo e com sono. Estou meio zumbi.


Flamboyant... ainda bem que existem as flores e a natureza...

Nesta semana, alternei momentos sociais de crença no ser humano, como ocorreu na minha agenda de trabalho junto à base social que represento; e momentos de nojo e total descrença no caráter e na ética do ser humano (no mundo intra-paredes), ao saber de certos comportamentos canalhas de pessoas que dão tapinhas nas suas costas em sua presença e tentam te destruir quando você não está presente. Que nojo disso!

Por fim, existem as flores, a beleza da natureza, o carinho de pessoas que respeitam a gente, existem as utopias para nos dar o caminho a seguir. Nós somos militantes e nossas lutas são causas que assumimos. Sigamos no front fazendo o bom combate e deixando as feridas secarem.

Tchau leitores amig@s.

William

Post Scriptum...

No silêncio do lar, não teve como não passar pela minha cabeça a busca do sentido de tudo isso... todo o esforço que fazemos em prol do coletivo, a doação pessoal... e fico lembrando da votação do povo paulista nas eleições de 2 de outubro deste ano, dando mais da metade dos votos válidos para aquele sujeito eleito (um bilionário que caga e anda para o povo e para a cidade) e o prefeito inovador Haddad recebeu 16% de votos. Depois do resultado desse fatídico dia para o povo paulistano, não paro de pensar no sentido de todo esforço que a gente faz em benefício dos trabalhadores para depois fazerem o que eles fizeram na cidade onde nasci...

Vemos e sentimos o gasto de nossa energia, nossa saúde, nosso tempo de vida (curto para tudo que gostaríamos de fazer) e fico pensando o sentido de tudo isso.

O capitalismo e a ideologia dos poucos donos de tudo acabam sempre vencendo porque é mais fácil ser ignorante, viver dopado com as drogas manipuladoras. É bem mais fácil pensar em si que nos outros... 

Nós escolhemos uma profissão de fé meio inglória.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Diário - 210916


Enfim, minha Kalanchoe vermelha floresceu... linda, não é?
Post Scriptum: quase apanhei da minha esposa por ter dito
"minha" na flor que é "nossa"... eu obedeço, não sou doido!

Noite de quarta-feira, calor de 25º em Brasília, com baixa umidade do ar.

Trabalhei até umas 21h na Cassi e vim para casa. Foi um dia de longos estudos em meu trabalho.

Estava louco para voltar a correr, mas com um pouco de receio porque faz exatamente um mês que tive uma pequena contusão muscular, provavelmente por estresse.

Coloquei um tênis, um calção e com todo cuidado corri 3,5 km num trote leve e sentindo o corpo. Corri por 23'. Espero que seja o recomeço para treinar meses seguidos e correr os 15 km da prova de São Silvestre no último dia do ano.

Manter a condição física aos 47 anos é uma tarefa facilmente realizável conforme a condição de saúde e disponibilidade de tempo da pessoa e pode ser uma tarefa complicada se você tem uma rotina de trabalho como a que eu tenho, uma não-rotina, sem horário, com muitas viagens, pouco tempo para dormir e se alimentar idealmente.


Pôr do Sol no meu mundo de Oz...
Osasco no fim de semana.

Eu estudei Educação Física por dois anos e gostei muito do curso e dos ensinamentos. Mas confesso que é bem difícil manter a forma física quando sua vida é uma constante de lutas e estresses no dia a dia. Mas até por isso, correr e praticar algum esporte é uma necessidade. Quero estar bem para render tudo o que posso nas minhas tarefas de representação dos trabalhadores.

Também estou precisando me desligar algumas horas por dia de meu trabalho e da tristeza contínua por causa da situação política em nosso País, agora um estado de exceção e sem democracia, com agenda de ataques aos nossos direitos e com cenário de volta ao passado tenebroso para o povo brasileiro, em benefício de algumas famílias e suas corporações. Preciso conseguir abstrair algumas horas para relaxar e manter a minha saúde.

Um livro pra relaxar... tenho lido um pouco; um filme ou episódio de algo para descontrair... estou tentando; relaxar em casa com esposa e filho... até tento, mas estamos vivendo vidas separadas por distâncias geográficas.


Que foda! Visão de meu mundo de Oz sendo estragada
pela especulação imobiliária. O mundo vertical toma conta.

Se eu tivesse umas horinhas a mais, eu exercitava meu cérebro com atividades deliciosas e não cotidianas como estudar línguas estrangeiras, grandes obras literárias, artes, ciências, conhecimentos gerais, olhar mais ainda a natureza etc. O tempo é que não ajuda. Onde está meu tempo para o ócio criativo?

Mas diferente do passado, hoje mantenho o desejo de estar bem para cuidar dos meus entes queridos e cumprir nossas tarefas revolucionárias. Cada dia está mais difícil, mas eu me esforço para não deixar o ódio dominar minha mente, e o dono do ódio virar o dono de mim... mas tá difícil.

E ainda, quando a agenda permite, estou participando de alguma mobilização junto ao povo que está nas lutas pela volta da democracia e na defesa de nossos direitos de classe trabalhadora. Neste mês, consegui participar de dois atos contra o golpe e pela democracia, um em Brasília e outro em São Paulo.

Seguimos firmes nas lutas! Vamos dormir.

William

domingo, 7 de agosto de 2016

Sobre a Vida no Planeta



Programa fantástico da BBC.

Refeição Cultural

Domingo, final de tarde e início de noite em Brasília, cidade enfiada no Estado de Goiás (divisões políticas à parte).

Acabei de assistir a um programa sobre natureza (Planeta Terra) que sempre mexe comigo e me põe a pensar na existência minha e de todo o planeta. "Vida" é uma série da BBC feita em 2009 (ler AQUI) que aborda as estratégias que os seres vivos adotam para sobreviver, se alimentar e se reproduzir no Planeta Terra.

É impressionante o quanto é complexa a vida na terra. É revelador, para quem busca esse conhecimento, o quanto uma vida depende da outra, tanto para sobreviver em cooperação, quanto para sobreviver se alimentando uma vida da outra.


Ver um programa como a série "Vida" nos dá uma noção das
estratégias para esses ipês amarelo e lilás serem o que são.

Nós somos animais mamíferos e assim como nós existem milhões de outros seres com estratégias fantásticas de sobrevivência na Terra. Aliás, nós primatas estamos atrás de muitos seres no reino animal e vegetal, se pensarmos sob a ótica da longevidade da espécie.

Não sei sobre o amanhã, ninguém sabe, mas sei hoje que tenho que ter humildade para entender o quanto a nossa vida é fugaz, é de instantes. Já tenho dúvidas se somente nós humanos sabemos e refletimos a respeito de passado, presente e futuro por causa da nossa capacidade cerebral e racional. 

Ao ver o que há de conhecimento acumulado sobre o estudo da natureza neste século 21, ficamos impressionados com uma certa organização sistêmica em favor da vida no Planeta. Nós humanos não somos o centro das coisas, não somos. Se um vírus nos extinguir, somos um nada, uma insignificância nos reinos existentes aqui.


Belo ipê levando sua vida ao
lado do Eixão em Brasília.

Nesses momentos é que vejo o quanto é imbecil todo o processo de destruição recíproca na sociedade humana. Nós somos muito burros, apesar de cientificamente nos classificarmos como 'racionais'. Deveríamos nos ajudar uns aos outros para enfrentarmos as dificuldades inerentes ao viver, e não o contrário.

É meu dever tentar compreender os humanos e ainda conviver com eles e buscar contribuir para uma sociedade humana melhor. Mas não é fácil. Confesso!

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Tenho escrito mais nos últimos meses. Eu sei que ao menos meu pai lê este blog. Sei que alguns amigos e companheiros de trabalho também o leem. Como não pude ser literato e viver das letras, nem fui professor de nada, estou filosofando por escrito em local aberto à leitura de qualquer ser humano no Planeta. É uma espécie de memorial que deixo registrado.

William Mendes
Filho, pai, irmão, marido, tio, sobrinho, amigo

domingo, 31 de julho de 2016

Diário - Leituras atividades físicas filme anime música... Reflexões



Ipê amarelo no Eixão.

Refeição Cultural

E então o fim de semana vai terminando. Como ele é importante para todas as pessoas que vivem do trabalho, ou seja, uns 95% da população mundial. E até isso, esse nosso instante, os donos do capital querem nos tirar para acumularem mais e mais. Mas lembro aos meus pares que a história das sociedades humanas mostra que não há compaixão para a classe trabalhadora, não há! Qualquer direito é conquista de lutas, e isso não vai mudar.


Entardecer e anoitecer em Brasília, vale a pena ver...

Desculpem o começo desta postagem já falando de embate entre capital e trabalho. É efeito dos tempos que vivemos.

Neste fim de semana, fiz muita coisa para tentar me desligar um pouco do trabalho, que me consome quase a totalidade da energia mental e física durante cada semana de meu mandato desde que comecei a exercê-lo faz mais de dois anos.


A mensagem final do filme é interessante.

Filme Minority Report - A Nova Lei (2002)

Faz tempo que queria assistir a esse filme. Ele faz parte de um conjunto de livros e filmes que abordam a temática de sociedades distópicas. Comprei faz tempo e estava ainda no plástico. Depois que começaram a prender brasileiros por "pré-crimes" mais recentemente, vi que era a hora de ver o filme.

A estória se passa no ano de 2054 em Washington DC e o sistema de justiça do local descobriu uma forma de prender pessoas que iriam cometer crimes, pois eles eram antevistos e a polícia chegava antes de ocorrerem.

A questão central do filme e que nos coloca a pensar é se o futuro previsto ou desenhado pode ser alterado ou não. A mensagem da trama (sem revelar o fim) e que eu trago para a reflexão é: - você tem escolha!

Eu gostei do filme e fiquei vários minutos pensando a respeito após o final da trama.

Você tem escolha em não cometer um crime contra o nosso futuro - Se fosse para eu fazer uma analogia com a nossa realidade, eu diria uma coisa com relação ao futuro que está desenhado nos próximos meses em nosso querido país e em seus mais de 5.500 municípios.

Apesar de cada brasileiro e brasileira estarem propensos a não ligarem para a política por causa de uma estratégia de criar nojo nos cidadãos comuns, estratégia dos donos do poder econômico, os mesmos que organizaram o Golpe de Estado e o regime de exceção que já estamos vivendo, você pode se envolver de verdade e votar em candidatos e partidos do campo popular e não os partidos e candidatos da plutocracia golpista. Não cometa um crime contra o seu futuro e de seus descendentes colocando formalmente fascistas, o patronato e a plutocracia no poder legislativo municipal e nos executivos municipais.

Pense nisso, você tem escolha!


Aos poucos, vou conhecendo a obra de José J. Veiga.

Lendo contos de José J. Veiga

Me deliciei lendo o terceiro livro de José J. Veiga. Pena que não consegui acabar... o domingo acabou primeiro.

Os contos do livro A Estranha Máquina Extraviada (1967) são muito legais. Todos têm um liame em relação ao se estar perdido, extraviado, fora de eixo e de lugar. Cada personagem. E como isso é atual se pensarmos o mundo da política e da vida em nosso tempo.

Quando terminar o livro volto ao tema.


Eu quero estar bem para as lutas que enfrentamos...

Atividade física - correndo e pedalando

Ontem, sábado, juro que passei o dia procrastinando para correr porque eu era o verdadeiro Macunaíma. Tudo que sentia em cada hora do dia era - Ai, que preguiça!

Algumas coisas na vida humana são claras. A força de vontade em fazer o que deve ser feito é algo que cada pessoa constrói dentro de si durante toda a vida. Eu acredito nisso.

Normalmente o sábado à noite é o dia da balada, de sair, de festa etc. Pois só depois das 21h de sábado é que eu venci meu momento Macunaíma, disse a mim mesmo - Xô preguiça! - e saí para correr.

Caprichei! Fui correndo uns 3 km, depois fui até dar uns 5 km, decidi passar um pouco da média deste mês, corri uns 6 km e, por fim, fechei a corrida com 8 km em 51'. Foi uma vitória minha sobre meu momento Macunaíma.


Ainda um ipê roxo entre os amarelos. 

Hoje, domingo, foi a mesma coisa. E a coragem que eu estava de sair para pedalar... ainda mais depois dos 8k de sábado... Foi só depois das 16h que tive pique para sair e pedalar no Eixão por uma hora.

Fechei bem o mês de julho. Este foi o mês que comprei uma bike para revezar com corridas e caminhadas. Fiz um esforço grande e a força de vontade prevaleceu. Corri em São Paulo, Osasco, Manaus, Brasília e caminhei até no Uruguai.

Percurso esportivo em julho

Sábado 2 DF ...........................5k 33' 23º

Domingo 3 DF ........................90' de bike no Eixão

Segunda 4 DF .........................4k 26' noturna

Quarta 13 Uruguai ..................5k caminhada Colônia de Sacramento

Quinta 14 SP ...........................15' corrida em frente à Pref. Mun. Osasco

Sexta 15 SP .............................6,5k caminhada 70' em Osasco

Domingo 17 SP .......................5k 32' Pq. Continental

Quarta 20 AM .........................5k 33' 22º em Manaus - forte umidade

Sábado 23 DF .........................6k 65' 22º caminhada noturna

Domingo 24 DF .....................60' de bike e 3k caminhando no Eixão

Segunda 25 DF ......................5k 33' 23º noturna

Quarta 27 DF .........................6k 37' 22º noturna

Sábado 30 DF ........................8k 51' 16º - Xô preguiça!

Domingo 31 DF .....................60' de bike no Eixão


Apesar da agenda sem local fixo, consegui correr 8 vezes, passei a pedalar neste mês e caminhei um pouco, o que é fundamental neste período porque em agosto farei minha caminhada de 75 km em MG. Faltam duas semanas.

É isso. Acabou o mês de julho. A esposa está com o filhão lá no interior de SP. Mas isso é bom para ambos.

Postagem feita ao som de Bob Dylan e Sheryl Crow...

Vamos com energia para o mês de agosto, fazer o que devemos fazer e lutar pelo que acreditamos e defendemos.

William

sábado, 30 de julho de 2016

Diário - 300716 (Manhã)


Pão com manteiga,
Pão de queijo,
caputino...

"Tristeza e pesar
Sem se entregar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar...
" (Mar de gente, O Rappa)


Acordei tarde neste sábado. Não adiantava pressa pra comprar pão. Estou sozinho. Nem sabia se iria à padaria ou não. Por mensagem, a esposa me sugeriu que fosse. Fui.

Pro café, pão com manteiga, pão de queijo e 'caputino'.


Da saída, vi flores, pássaros, o Sol.

Brasília é a terra das flores...
sejam elas com 'pedigree',
sejam vira-latinhas...

"Esperando verdades
De criança
Um momento bom como
Voltar com a maré
Sem se distrair
Navegar é preciso senão
A rotina te cansa
Tristeza e pesar
Sem se entregar...
" (Mar de gente, O Rappa)



Falando em saídas, como é bom sair da burocracia e ir pro mar de gente que está nas bases sociais que representamos... nossa base é ali em Roraima... Amazonas... Espírito Santo... Goiás... Norte Sul Sudeste Centro Oeste Nordeste... nossa gente é a comunidade BB...


Pra acompanhar o café da manhã, o som do Rappa - Vapor Barato, Hey Joe, Minha alma, Na frente do Reto, Mar de gente, Me deixa... 


Periquitinho na manhã de
Brasília - é um casal -
um no ninho, outro observa.

"Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família...
" (Mar de gente, O Rappa)


Nos versos do Rappa fui pensando o Brasil, fui pensando minha vida, minha natureza política... versos bons.




Lá vem merda na política...
mas lá vem mangas doces também...

"Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz?
" (Minha Alma - A Paz Que Eu Não Quero, O Rappa)


E por fim, pensando os versos d'O Rappa, fico cismando quando é que começa a guerra civil do povo brasileiro versus os golpistas-usurpadores-entreguistas brasileiros?

O desgraçado colocado na nossa empresa brasileira de petróleo, acabou de doar para a empresa norueguesa Statoil o campo de Carcará por 8,5 bilhões de reais, sendo que o valor de reservas é de 22 bilhões de reais. Que dia o povo vai retirar esses golpistas que estão no poder sem sequer terem ganho as eleições? Temos que arrancar esses desgraçados do poder e cancelar todas as merdas que eles já fizeram contra o povo brasileiro.


Gente amiga, enquanto a guerra civil não acontece, vamos ler e descansar um pouco porque eu trabalho toda semana igual cachorro de esquimó...

Eu desejo um fim de semana de reflexão aos meus pares da classe trabalhadora e não desejo nada de bom aos golpistas, fascistas e asseclas e capitães do mato desses golpistas, só lhes desejo saúde.


William
Cidadão

domingo, 24 de julho de 2016

Flores multicores para alegrar a vida enquanto o mundo não acaba



Época dos ipês amarelos
chegando...
 

Oi pai, olá amig@s leitores!

Querem um colírio para nossos olhos cansados e nossa essência ética abatida por tanta coisa ruim acontecendo por aí em nosso querido Planeta Terra, único lar onde habitamos juntamente com todas as demais espécies de animais e plantas e seres vivos?

Neste fim de semana, estando em Brasília, caminhei e pedalei na Capital federal.

O nosso querido Brasil está, nestes dias tristes, dominado na forma original de colônia-brazil, sob a tutela de alguns administradores golpistas em nome das corporações internacionais dos imperialistas.

Mas sempre há o amanhã para termos esperanças, e ainda existem as flores e as cores da natureza.

Enquanto dias melhores não vêm na sociabilidade humana, olhamos o mundo físico ao nosso redor.



Flores brasilienses... rosa escuro
Flores brasilienses... alaranjadas
Flores brasilienses... rosa claro
Flores brasilienses... vermelhas
Flores brasilienses... brancas
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Abrindo e fechando
com ipês amarelos.

Em meio a tanta coisa ruim no mundo, temos procurado seguir nossa essência e olhar e ver, e vendo, ver coisas boas e belas também, senão a vida não valeria a pena.

Abraços a vocês leitores generosos deste blog de cultura.

William
Um ser humano