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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

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COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump bombardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

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COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do 3º Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

terça-feira, 30 de julho de 2024

Leitura: Gen Pés Descalços (10) - Keiji Nakazawa



Refeição Cultural

Gen Pés Descalços

Volume 10


A leitura de Gen Pés Descalços, de Keiji Nakazawa, foi uma experiência nova para mim que não tinha o hábito de ler mangás. O clássico japonês das Histórias em Quadrinhos foi um presente que ganhei de meu filho.

O que é?

Nakazawa retrata a história de uma família japonesa moradora de Hiroshima durante a 2ª Guerra Mundial e nos anos posteriores ao fim da guerra, à derrota do Japão e ao lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.

A família Nakaoka é pacifista e seu comportamento contrário à guerra gerou um ódio violento contra si por parte das pessoas de sua comunidade e das autoridades do governo militar, cujo imperador é considerado um deus e figura que não pode ser questionada.

Quando e onde?

A história de Gen e sua família começa a ser narrada a partir do dia a dia em Hiroshima, Japão, no mês de abril de 1945. A guerra está perdida pelo Eixo - Alemanha, Itália e Japão -, mas o imperador japonês e seus comandantes militares não aceitam a derrota em hipótese alguma e seguem colocando todos os recursos do país numa guerra perdida.

O povo está passando fome e com falta de todos os recursos básicos da vida em sociedade. É neste contexto que passamos a acompanhar o dia a dia da família Nakaoka.

Como e por quê?

Gen e seus irmãos aprendem com seus pais a serem pacifistas e resistentes à toda aquela dificuldade que o povo está enfrentando. A receita é ser como o trigo que no inverno precisa ser pisado ao nascer para criar raízes fortes e dar bons frutos mesmo sob condições duras da natureza.

Chega o dia 6 de agosto de 1945 e os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima... (me arrepiei até para escrever aqui no blog)

A partir daquele momento, os sobreviventes enfrentarão o inferno na Terra. A miséria e a fome serão maiores ainda. A brutalidade das pessoas será exponenciada. Será cada um por si para a sobrevivência a cada dia.

A criança que sobreviveu à explosão, Gen, irá aos poucos se forjar a partir da sobrevivência diária e a formação que obteve de seus pais será a referência de seu caráter.

O pequeno Gen fará de tudo para cuidar tanto de sua família quanto dos amigos que vai fazendo e dos estranhos que decide ajudar por causa de seu coração puro e bom.

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UMA OBRA-PRIMA EM DEFESA DA PAZ MUNDIAL

Essa é a história em dez volumes Gen Pés Descalços, publicada pela primeira vez nos anos setenta e traduzida no Brasil décadas depois.

Seu autor, Keiji Nakazawa, acabou produzindo um obra-prima a partir de suas experiências pessoais, pois ele tinha seis anos de idade quando sobreviveu à bomba atômica em Hiroshima. Só ele e a mãe sobreviveram.

Felizmente, o mundo da arte e da cultura ganhou um grande desenhista e mangaká que anos depois passou a criar histórias pacifistas a partir de seus traços incríveis e com forte personalidade.

Foi uma experiência impactante conhecer esse novo tipo de cultura, à qual não estava familiarizado.

Aos leitores e leitoras do blog fica a sugestão de conhecerem a cultura dos mangás e Histórias em Quadrinhos, caso ainda não conheçam.

Durante a leitura de Gen Pés Descalços, fui fazendo uma postagem com comentário a cada volume. Caso haja interesse em ler os textos é só clicar aqui e ler a partir do primeiro volume.

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TEREMOS NOVAS HIROSHIMAS E NAGASAKIS?

A leitura dessa obra-prima pacifista se deu num momento trágico da sociedade humana. Estamos à beira de uma ou várias guerras que trarão grande perda de vidas e destruição do planeta. A guerra na Ucrânia e o genocídio na Palestina são exemplos do que estamos vivenciando.

O império decadente dos Estados Unidos sinaliza que não aceitará a volta do mundo multipolar e para tentar se manter como dono do mundo causará as guerras de destruição da vida como nós as conhecemos hoje.

Quem vai parar o desejo de guerras totais dos Estados Unidos?

William


domingo, 28 de julho de 2024

Leitura: Gen Pés Descalços (9) - Keiji Nakazawa



Refeição Cultural 

Gen Pés Descalços 

Volume 9


Retomei a leitura de Gen Pés Descalços, estou no penúltimo volume da obra de Keiji Nakazawa.

O volume começa com Gen Nakaoka se despedindo de seu irmão mais velho Kouji, que foi viver sua vida com Hiroko.

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INJUSTIÇA 

Logo de cara, no dia seguinte à despedida do irmão, os leitores já sofrem junto com Gen pela luta inglória dele e de Ryuta contra a prefeitura de Hiroshima, que decidiu desapropriar sua casa para fazer uma obra pública. 

É muita injustiça!

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DOR E CICATRIZ PARA LEMBRAR DE LUTAR CONTRA AS INJUSTIÇAS 

Gen acaba se ferindo na mão para marcar para sempre aquele momento de derrota para o Estado, ele vai sempre lutar contra injustiças praticadas por autoridades. (p. 34/35)

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NATSUE CONSEGUE SUA URNA MORTUÁRIA TODA ESTILIZADA COM AS IMAGENS DOS AMIGOS 

Um dos arcos deste volume do mangá que me deixou abalado foi sobre a personagem Natsue, criança vítima da bomba atômica. 

Os acontecimentos, a postura do personagem Gen e o desfecho mexem com os leitores. Fiquei passado com essa parte.

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A ARTE NÃO TEM FRONTEIRAS

E não é que é verdade? Olha eu aqui lendo Gen Pés Descalços!

Gen Nakaoka ouviu esse conceito inspirador de um velho artista - Seiga Amano - ao doar a ele as tintas que tinha consigo. (p. 138/139)

Gen decidiu que também seria artista e pintor depois desse diálogo.

Ele: "Talvez eu me torne pintor também" e completa: "Porque gosto de desenhar".

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GEN APRENDE A DESENHAR E PINTAR 

No arco seguinte, a violência é extremada novamente. Só o que vemos são pessoas maltratando Gen e seus amigos. 

Para resolver um problema, Gen aprende a desenhar e pintar com o senhor Seiga Amano.

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UM POVO EMBRUTECIDO PELO FASCISMO E PELA GUERRA 

O último arco deste volume nos põe a pensar sobre as consequências da cultura do militarismo, da falta de humanismo e da miséria causada por governos plutocratas.

Gen sofre sério risco por causa da inveja de outra pessoa. Ao invés de outro rapaz que trabalha com desenho e pintura tentar melhorar suas habilidades, ele acaba sofrendo por ver a evolução de Gen.

O rapaz é também uma vítima da guerra, os leitores veem isso no arco.

As reflexões estão ali para quem quiser refletir.

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COMENTÁRIO FINAL

Ganhei a coleção Gen Pés Descalços, com dez volumes, de meu filho. Foi uma longa jornada de leitura. Me surpreendi com a história e a cultura contidas neste clássico HQ japonês.

Vamos agora para o desfecho da história da família pacifista Nakaoka, vítima da guerra e da bomba atômica.

Gen é um personagem que também retrata a história de vida do autor e sua família, Keiji Nakazawa, sobrevivente de Hiroshima em 1945.

Grande aprendizado, grandes reflexões. 

William 


Post Scriptum: a leitura da postagem anterior pode ser feita aqui. O comentário do primeiro volume pode ser lido aqui.

sábado, 13 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de julho de 2024. Sábado.


DE GAULLE - A FRANÇA NO MUNDO

Na sexta-feira não consegui ver um episódio da série "Grandes dias do século XX". Ao ver este sobre Charles De Gaulle e a história da França no século passado, eu fiquei pensando o quanto a gente não sabe nada de história. 

Essa nossa ignorância sobre a história do mundo facilita muito a vida da extrema-direita fascista, que atua para desinformar as pessoas e recontar a história com narrativas mentirosas e absurdas. No Brasil, somos todos em geral vítimas de sistemas de educação feitos para não educar as pessoas.

Ao me politizar e me tornar representante eleito da classe trabalhadora no início dos anos dois mil, fui percebendo que uma das minhas tarefas enquanto liderança de um segmento de pessoas era estudar muito sobre a história do Brasil e da classe trabalhadora, sobre quem nós éramos e atuar diariamente para dar noções sobre as coisas para os meus colegas de classe. Noções.

Vivemos num mundo de pessoas sem noções. Não é por maldade ou vontade delas. Ao se mudar a cultura estabelecendo um novo aculturamento sem referências, sem limites, numa total anomia na vida social, as pessoas passam a não ter noção de nada. Vivemos uma desordem social e mundial.

A realidade material e a vida cotidiana impõem às massas uma agenda de consumo de temas focados em prazeres físicos e psicológicos imediatos. Coisas para capturar os desejos das pessoas. No capitalismo isso se intensificou de forma extraordinária. 

Por isso a imprensa tradicional era chamada de 4º poder (talvez fosse o 1º) e por isso as empresas de plataformas digitais conhecidas como big techs são as donas dos desejos e das almas dos bilhões de humanos hoje.

A vida em sociedade é dominada por quem define a pauta e a agenda da comunidade. Já era assim localmente sem a tecnologia de comunicação global (internet), imaginem agora que plataformas como o Google, o Facebook ou o Instagram conseguem invisibilizar um tema importante para a classe trabalhadora e colocar na agenda uma nulidade qualquer que pautará o que todos vão se interessar por horas ou dias ininterruptamente... 

Com essa realidade atual, tenho a impressão que a história (como ciência) e a cultura estão num momento ruim da história humana. Com a pós-verdade, o que será verdade no presente e futuro?  

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Sinopse:

Depois de liderar a resistência francesa contra os invasores nazistas na Segunda Guerra Mundial, Charles De Gaulle desponta como líder do governo provisório com grande popularidade. Era o primeiro passo da trajetória política do homem que se tornaria um dos grandes estadistas do século XX. Com uma gestão forte, nacionalista e conservadora, ele reergueu a economia de seu país e restabeleceu o poder político da França na Europa. Seu legado permanece vivo e sua história se tornou patrimônio do pensamento político contemporâneo.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "A trajetória de Charles de Gaulle", "A tragédia argelina", "Europa" e "O direito dos povos".

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SERÁ QUE A FRANÇA DE DE GAULLE NÃO TERIA VERGONHA DA FRANÇA DE MACRON

O episódio sobre a França e De Gaulle foi de descobertas e curiosidades, foi de preencher lacunas culturais, um verdadeiro momento de "refeição cultural" como se pretende o blog.

Apesar de ter noções de história geral, do Brasil, e da classe trabalhadora brasileira, o episódio foi de muitas informações novas.

Conferência de Yalta (Crimeia)

Muito interessante: o episódio começa com cenas da Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stálin, representantes do Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. 

O narrador diz que o insulto jamais será esquecido. De Gaulle (França) não foi convidado para a conferência que poria fim à 2ª Guerra Mundial.

Fatos históricos importantes são citados no episódio: criação da OTAN; Pacto de Varsóvia; a data de referência do documentário é 1° de junho de 1958, De Gaulle volta ao cenário político da França após anos de retiro e silêncio; De Gaulle vira o 1° presidente da Quinta República. 

Descolonização 

Após os conflitos na Argélia, De Gaulle teve de lidar com as lutas de emancipação das colônias francesas. Político experiente, a solução menos sangrenta foi realizar disputas ideológicas através de referendos. 

Enfim, muito conhecimento novo. O documentário serviu para me lembrar da questão das noções. Percebi que não sei quase nada. Só um estudo dedicado me faria conhecer melhor a história da França. 

Hoje, aos 55 anos de idade, tenho algumas noções sobre a França e os franceses. Tenho algumas noções de história e geografia. Noções. 

Fico pensando se os franceses da geração de De Gaulle não teriam vergonha desse golpe mequetrefe que Macron aplicou no povo francês nesta semana que passou, ao não reconhecer sua derrota e de seu partido Juntos nas eleições legislativas nas quais as forças reunidas na agremiação de forças progressistas Nova Frente Popular fizeram a maioria de 182 cadeiras no parlamento, vencendo a extrema-direita de Marine Le Pen. Macron foi um cara de pau ao não reconhecer a derrota e acatar o voto popular.

Sigamos tentando aprender algo novo todos os dias. 

William 


terça-feira, 9 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 9 de julho de 2024. Início de madrugada de terça-feira.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARTE 3 & DIA D, O DESEMBARQUE ALIADO NA FRANÇA

Nesta segunda-feira, vi o 6º documentário da Coleção História Viva, "Grandes dias do século XX".

Enquanto assistia ao enfrentamento do nazismo e fascismo pelos aliados nos anos quarenta no documentário - unindo Stálin, Roosevelt e Churchill -, o atual presidente da França, Emmanuel Macron (do Juntos), se reunia com seu primeiro-ministro demissionário após a derrota de seu partido de direita ("centro" uma ova!) nas eleições de domingo, e pedia que o seu parça de direita - Gabriel Attal - não renunciasse e que continuasse no cargo. A esquerda, vitoriosa no domingo, esperava que fosse reconhecida sua vitória e que tivesse direito à indicação do primeiro-ministro. A NFP obteve o maior número de cadeiras no Parlamento, 182 (contra 168 do Juntos e 143 do RN).

No domingo, as forças progressistas e de esquerda da França - Nova Frente Popular (NFP) - viraram de forma histórica um resultado da semana anterior, quando o partido fascista de extrema-direita - Reunião Nacional (RN) - havia ganhado o 1º turno e as pesquisas indicavam que os extremistas poderiam assumir o poder francês pelo voto no 2º turno. Em uma semana de grandes mobilizações populares, a NFP convenceu a população a ir às urnas e salvar a França do fascismo xenófobo e racista atual. A NFP é composta por socialistas, comunistas, ambientalistas e pela França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.

Como vemos, tanto estudando o passado quanto avaliando o presente, essa gente do capital, os neoliberais e direitistas, não aprendem mesmo. O presidente francês teve uma derrota fragorosa nas últimas semanas e mesmo assim age com soberba e não chama os verdadeiros vitoriosos e salvadores da democracia francesa, a esquerda, para governar.

Que merda, isso!

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Sinopse:

Em maio de 1944, Inglaterra e Estados Unidos decidem abrir um segundo front na Europa para dividir a atenção de Hitler, então com boa parte dos seus recursos mobilizados contra Stálin. O local mais apropriado para instalar o novo foco de combate era a costa da França, na Península de Cotentin, na Normandia. Na madrugada de 6 de junho, os primeiros paraquedistas americanos pisaram em solo francês. Às 6h30 desse mesmo dia, as primeiras unidades da infantaria americana encaram a forte resistência alemã. Às 15h, os alemães contra-atacaram. Começava o mais longo dos dias.

A Parte 3 se divide nos seguintes capítulos: "Os aliados e o resto do mundo", "O rumo da guerra", "Japão por um fio" e "A bomba atômica".

O especial sobre o dia D se divide nos seguintes capítulos: "O grandioso Reich", "Operação 'Overlord'", "6 de junho" e "De Gaulle, Eisenhower e Churchill"

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CENAS DO PASSADO E DO PRESENTE, INFELIZMENTE

Essa parte final do documentário sobre a 2ª Guerra Mundial foi catártica. As filmagens de época das batalhas aéreas, de milhares de paraquedistas aliados sendo abatidos ainda no ar, do desembarque na Normandia, dos ataques noturnos à Alemanha, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima... é tudo muito chocante!

Uma das cenas históricas, para mim, é a cena do corpo do fascista Benito Mussolini sendo entregue ao povo e sendo pendurado em praça pública. Todo fdp fascista deveria terminar seus dias assim!

Chocante também são as cenas dos campos de concentração nazistas.

Legal ver no documentário, que não é russo, a verdade sobre quem chegou a Berlim e pôs fim ao núcleo de comando dos nazistas, forçando Hitler ao suicídio: o Exército Vermelho!

Cenas dos grandes dias do século XX. E, infelizmente, cenas atuais do século XXI. O colonialismo genocida dos sionistas que governam Israel transformou a Faixa de Gaza num cenário semelhante às cidades bombardeadas durante a 2ª Guerra Mundial. Que merda, isso!

Enfim, seguimos estudando a história e acompanhando os acontecimentos do presente, que demonstram que os políticos não aprenderam nada com as experiências do passado.

William


domingo, 7 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 7 de julho de 2014. Domingo.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARTES 1 E 2

Enquanto eu assistia ao 5º episódio do documentário "Grandes dias do século XX", os franceses estavam neste domingo nas urnas do país decidindo se a extrema-direita ganharia no voto o direito de governar o país ou se a frente ampla conseguiria barrar a eleição dos extremistas favoritos*. Tempos perigosos vivemos na atualidade.

Adolf Hitler e Benito Mussolini provocaram a guerra total no século passado a partir do voto popular. O nazismo e o fascismo foram responsáveis por uma guerra que envolveu os principais países do mundo numa mortandade de dezenas de milhões de pessoas nos anos quarenta.

Estamos vendo a ascensão da extrema-direita nesta década do século XXI em diversas nações do mundo. Os donos do poder capital se uniram para impor aos povos do mundo uma regressão nos direitos sociais, civis e políticos como nunca tínhamos visto antes. 

As representações de extrema-direita e os donos do capital, o 1%, estão juntos e misturados, são a mesma coisa, e estão avançando perigosamente. Os homens do dinheiro financiam e ampliam o poder de palhaços e manés como Milei, Bolsonaro e Zelensky para corroer as democracias por dentro.

Seria muito importante que nossas lideranças do campo progressista e democrático revisassem ou conhecessem a história para pensar formas de reação rápida ao avanço desses extremistas autoritários e claramente fascistas.

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Sinopse:

Os sobreviventes da Primeira Guerra Mundial juraram que aquela havia sido "A guerra para acabar com todas as guerras". Vinte anos depois, no entanto, Adolf Hitler armou um segundo conflito, inicialmente envolvendo países europeus, depois o mundo. As potências totalitárias foram vitoriosas a princípio, até a virada da maré em favor dos aliados, em 1942, na Batalha de Midway, no pacífico. Mas o embate permaneceria feroz no deserto africano, na gélida Stalingrado, na Rússia, e nas águas do Atlântico.

Capítulos da Parte 1: "Como tudo começou", "O local da batalha", "A conquista da França" e "O destino da Inglaterra".

Capítulos da Parte 2: "A Alemanha ocupa a Península Balcânica", "Luta por Leningrado", "Pacífico" e "Norte da África".

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CAMINHAMOS PARA UMA 3ª GUERRA MUNDIAL OU UM CONJUNTO DE GUERRAS PARA SALVAR IMPÉRIOS CAPITALISTAS

Os filmes da Coleção História Viva são uma oportunidade de revisitar a conjuntura na qual se deram as guerras mundiais do século passado, as grandes crises econômicas, políticas e sociais da primeira metade do século XX e para compreendermos a ascensão dos movimentos autoritários.

Quem conhece minimamente a história sabe que as tais democracias liberais das primeiras décadas do século XX impuseram uma derrota humilhante aos alemães - Tratado de Versalhes - e, uma década depois, quando Hitler começou a se destacar com suas ideias de superioridade ariana, nada fizeram para barrar as ações dos alemães. Hitler fez o que quis por quase uma década, após sua ascensão em 1933.

Uma cena no documentário foi muito forte para mim, é uma cena assustadora:

Após os nazistas invadirem e tomarem Paris, Adolf Hitler fez os franceses se humilharem assinando a rendição ou armistício no mesmo vagão do mesmo trem onde em 28 de junho de 1919 os alemães assinaram a derrota na 1ª Guerra Mundial... (que merda, isso!)

Por outro lado, uma cena emociona muito a gente:

Em 1942, Hitler exige de seu Marechal Von Paulus a tomada de Stalingrado, na URSS. Soldados do Exército Vermelho e os trabalhadores resistem bravamente à investida dos nazistas. Chega o inverno e Hitler não aceita o recuo de seu exército. Stálin aproveita a força da natureza, a neve, e contra-ataca com o Exército Vermelho encurralando e derrotando os nazistas, que assinam a rendição em 2/02/1943.

E a guerra total seguiu ainda por mais de dois anos, com um número incalculável de bombas e destruições e mortes em diversas frentes de batalha em terra, no ar e no mar.

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UNIDADE PARA ENFRENTAR ESSA RALÉ EXTREMISTA DE DIREITA

Um perigo ronda as comunidades do mundo neste momento da história: a ascensão da extrema-direita e dos donos do poder capitalista e imperialista do mundo.

As esquerdas, os democratas e as pessoas que não concordam com o autoritarismo e as diversas vertentes do fascismo precisam se unir e enfrentar com todas as armas esse lixo de extrema-direita no mundo. 

É a minha opinião. Esse lixo extremista de direita não tem sentimentos humanos, não tem sensibilidade nem fraternidade, nos eliminam sem pestanejar. Acho que temos que reagir a essa ralé, eles também devem nos temer.

William


*Post Scriptum: Viva a democracia francesa! A esquerda obteve uma vitória surpreendente hoje, com o povo acatando o chamado dos democratas e indo massivamente às urnas votarem contra a extrema-direita. A Nova Frente Popular aglutinou os socialistas, os comunistas, os ecologistas e os partidários da França Insubmissa, vencedores das eleições de hoje para o legislativo. O Centro ficou em segundo lugar e os partidários da extrema-direita ficaram em terceiro lugar.


sexta-feira, 5 de julho de 2024

Diário e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 5 de julho de 2024. Tarde de sexta-feira.


DITADORES - ASCENSÃO DO FASCISMO

Assustador! Ver as imagens de época da ascensão de Adolf Hitler e Benito Mussolini entre os anos vinte e trinta do século XX é algo assustador. 

O nazismo e o fascismo foram regimes autoritários baseados na estética, na propaganda e na prestidigitação, a arte de iludir e manipular massas dando um caráter quase sobrenatural aos feitos de determinada pessoa ou grupo.

E por incrível que possa parecer, a sociedade humana do século XXI, cem anos depois do hitlerismo, caminha para a repetição trágica de regimes autoritários e destruidores de mundo.

Ao assistir ao documentário, vi nas pautas nazifascistas as mesmas ideias preconceituosas que vejo hoje na boca das lideranças de extrema-direita e de certas correntes de manipuladores da fé alheia. 

É como se os anos de Hitler e Mussolini fossem hoje, como se suas falas estivessem sendo repetidas por certas lideranças de nosso tempo.

Um horror!

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Sinopse:

A primeira experiência fascista ocorreu na Itália, logo após o término da Primeira Guerra Mundial. Em Milão, em 1919, Benito Mussolini, ex-militante socialista, criou os "fasci", grupos de fervorosos nacionalistas que faziam uso sistemático da violência para defender seus valores e enfraquecer o estado e a democracia no país. No mesmo ano, na Alemanha, ficava clara a incapacidade da República de Weimar de dar respostas a uma profunda crise socioeconômica e à humilhação sofrida pelo país na guerra. Esse contexto abriu espaço para que Adolf Hitler colocasse em prática sua filosofia política: impor a superioridade da "raça ariana" ao mundo e expandir o poder alemão. O caminho para chegar a seus objetivos é a guerra total.

O documentário é dividido em capítulos: "A ascensão do fascismo", "O duce e o führer", "Violando o Tratado de Versalhes" e "A iminência da guerra".

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DITADURAS A PARTIR DE DEMOCRACIAS

Essa coleção que adquiri anos atrás é mais atual que nunca! Precisamos estudar a história, compreender os processos econômicos, políticos e sociais que levaram a sociedade humana às guerras do século passado que mataram dezenas de milhões de pessoas e destruíram comunidades inteiras.

Ao ver as imagens de Mussolini e Hitler falando às massas, com gestos calculados e expressões teatrais, me senti como se os estivesse vendo falar dias atrás através daquele lunático dos Estados Unidos, condenado pela justiça de um estado norte-americano e mesmo assim candidato favorito a ser o presidente do país com o maior número de bombas de todos os tipos no mundo.

Ver aqueles monstros falando um século atrás é como ver aquele palhaço fanfarrão eleito presidente da Argentina dias atrás, um merda inconsequente que determinou a fome de mais da metade de seu povo e que mesmo assim é idolatrado por parte do mesmo povo e pelos meios de comunicação dos donos do poder no mundo: os capitalistas.

E no Brasil? Por mais de quatro anos vimos um merda gesticulando e falando escrotices e sendo aclamado por parte do povo, vimos isso mesmo antes das eleições fraudulentas em 2018, eleições com interferência da Lava Jato e com a prisão do candidato que venceria o pleito, Lula. E depois vimos entre 2019 e 2022 um prestidigitador manipulando massas ignaras e gente má com imagens e cenas pré-concebidas, encenadas, e mesmo assim com efeitos estéticos para enganar e fanatizar parte do povo.

ATENÇÃO: todos esses ditadores e assassinos, destruidores de mundo, foram eleitos. Hitler foi eleito. Os nazistas foram eleitos massivamente para o legislativo alemão. Mussolini foi eleito. Se olharmos o presente, veremos que Trump foi eleito e pode ser eleito de novo. Aquele palhaço da Argentina foi eleito. O apreciador de torturador foi eleito no Brasil e o povo brasileiro, manipulado ou não, elegeu um legislativo com quase 80% de gente que defende uma sociedade como Hitler e Mussolini defendiam. Pensem nisso! Entendam a importância do voto no legislativo!

Assistir ao documentário "Ditadores - ascensão do fascismo" é um alerta para o cenário complexo no qual nos encontramos no mundo em 2024.

Sigo estudando e escrevendo algumas impressões e reflexões sobre o que leio e vejo. É uma contribuição honesta deste blog às leitoras e leitores.

William


domingo, 9 de junho de 2024

Leitura: Gen Pés Descalços (8) - Keiji Nakazawa



Refeição Cultural 

Gen Pés Descalços 

Volume 8


Os acontecimentos neste volume sobre a história da família Nakaoka e dos amigos de Gen se passam alguns anos depois da bomba atômica em Hiroshima (06/08/45) e Nagasaki (09/08/45) e o fim da 2ª Guerra Mundial.

Mas, infelizmente, o enredo começa com informações sobre uma nova guerra no início dos anos cinquenta: a Guerra na Coreia, dividida no Paralelo 38° entre Coreias do Norte e do Sul. Os amigos do inteligente garoto Gen acham que isso não é com eles, só que uma das bases de ataque à Coreia do Norte está no Japão, sob domínio dos EUA. 

Gen explica aos amigos o perigo disso, pois a Coreia do Norte pode atacar a base inimiga no Japão. Gen e seu professor, pacifistas, atuam para que o Japão nunca mais se envolva em guerra alguma.

A história terá alguns arcos também. Veremos as tretas entre Gen e o jovem órfão Aihara, que mesmo sendo vítima da guerra, defende o militarismo e a violência. Os leitores vão conhecer a história do garoto bom de beisebol.

Veremos a lábia de comerciante de Ryuta, vendendo as roupas feitas por Natsue e Katsuko.

Óbvio que os leitores verão muita violência no HQ. Os pacifistas vão enfrentar a fúria das autoridades por se manifestarem. O cenário é de brutalidade, qualquer coisa se resolve com tapa na cara e porrada.

Neste volume teremos contato com drogas por causa das questões sociais: alcoolismo e uma droga injetável chamada Philopon ou Pon (uma metanfetamina).

E sofreremos juntos com Gen e Ryuta por causa dos efeitos da bomba na vida de todos os habitantes de Hiroshima. 

Ao final dos arcos deste volume, Gen terá cerca de 13 anos.

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A LUTA CONTRA AS INJUSTIÇAS 

O volume oito aborda temas políticos bastante atuais. Nakazawa faz os leitores refletirem sobre injustiças cotidianas da sociedade capitalista em qualquer época. 

Nas páginas 150 e 151 Gen fala sobre guerras por procuração. A cena mostra a Guerra da Coreia e os beneficiários por traz dela como, por exemplo, os Estados Unidos e os empresários japoneses que estão lucrando com a venda de armas: quanto mais guerra, mais lucro para os capitalistas japoneses. 

Depois, na página 194, Gen Nakaoka, sua família e diversas famílias pobres e vítimas da bomba atômica se veem envolvidas numa grave situação de risco de perda de suas moradias por causa de decisão tomada pela prefeitura de Hiroshima de desapropriação para construção da "Cidade da Paz".

Gen vê dois homens ao lado de sua casa e ao perguntar o que querem, eles informam da decisão estatal de desapropriação e dão um mês para a família Nakaoka sair dali e se virar.

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DEMOCRACIA DEVE RESPEITAR AS MINORIAS

Informaram que foi decisão de assembleia e Gen pergunta:

"Mas se, de dez pessoas, nove são a favor e uma é contra, o que acontece com a opinião dela? Ouvir os motivos e tentar resolver o problema desse único voto contra não seria a verdadeira democracia?"

E finaliza a argumentação certeira:

"Ficam dizendo que precisam seguir a democracia e decidem tudo na base do voto da maioria." (p. 194)

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Comentário: vejam o que está acontecendo neste exato momento no Brasil: alguns homens decidem privatizar as escolas, alguns homens decidem privatizar a água pública (Sabesp) etc e as maiorias que se danem, representadas pelos poucos votos contrários nas "assembleias", porque os processos eleitorais são corrompidos e comprados (uma plutocracia). É muito atual o enredo do HQ.

Mais um volume lido de Gen Pés Descalços. Vamos para o nono volume. O comentário sobre o primeiro mangá pode ser lido aqui

William


Post Scriptum: o comentário sobre o volume 9 pode ser lido aqui.


segunda-feira, 3 de junho de 2024

Leitura: Gen Pés Descalços (7) - Keiji Nakazawa



Refeição Cultural

Gen Pés Descalços

Volume 7


Dos volumes que já li de Gen Pés Descalços, talvez o sétimo seja o que tenha mais arcos ou pequenas histórias dentro da narrativa sobre a vida da família Nakaoka e do povo japonês no período posterior à derrota na guerra e após as duas bombas atômicas que mataram centenas de milhares de pessoas.

Já no início da história, Gen e Ryuta interrompem a busca de soluções para imprimir o livro "Fim de um verão" de Matsukichi Hirayama, contando ao mundo sobre as consequências da bomba atômica para o povo japonês. Eles precisam ajudar Noro, garoto que fugiu do reformatório com Ryuta e que queria se vingar do tio que roubou toda a herança de sua família, sendo responsável pela morte da irmã de Noro e prisão dele.

Esse arco foi resolvido graças à generosidade de Gen, um pacifista assim como toda a sua família. Da solução da história de Noro, os meninos foram atrás da impressão do livro do senhor Hirayama. Para isso, Gen procurou o senhor Bok, um coreano amigo da família Nakaoka desde antes da guerra.

O senhor Bok ajuda Gen e vemos no mangá a história dos coreanos subjugados pelos japoneses naquele período da guerra.


Neste momento da leitura, tomamos conhecimento de mais algumas informações relevantes para a história. O único que sabe ler no grupo de crianças vítimas da guerra, os amigos e protegidos de Gen, é ele mesmo, que deve estar com uns nove ou dez anos. Começa um arco aí, a leitura da história do senhor Hirayama, no livro "Fim de um verão".

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"O porto de Hiroshima, por exemplo, vivia repleto de soldados que só aguardavam o momento de serem enviados aos campos de batalha do Sul.", Gen leu no livro para os amigos. E continuou:

"Hiroshima era a cidade que sediava as divisões do exército japonês. Um lugar que prosperou como capital militar do país."

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Parte duríssima da história. Revemos toda a história e cenário do volume dois, o lançamento da bomba e as consequências dela. Cenas duras! O desenho de Nakazawa é impressionante!

Da distribuição do livro, começa um novo arco, porque era proibido aos japoneses falarem sobre a guerra e suas consequências. Os leitores vão conhecer agora os norte-americanos atuando no Japão como donos do mundo, os mesmos que ensinarão métodos de tortura aos ditadores sul-americanos nas décadas seguintes.

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NONSENSE que funciona bem com Nakazawa

Nakazawa tem uma forma muito peculiar de contar a história de seu povo, ele mescla na História em Quadrinhos violência extrema com humor, e a gente acaba entendendo o motivo de sua técnica. Neste volume, no arco dos agentes norte-americanos, os garotos em cativeiro "treinam" em si mesmos resistência às torturas que imaginaram que sofreriam em seguida. É algo nonsense, mas que dá todo o sentido naquela parte da história.

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Desse arco do cativeiro, surge outro bem legal. É a revanche! Os garotos descobrem como destruir as máquinas do inimigo com docinhos de açúcar.

O último arco do volume é muito emotivo. A mãe de Gen volta para casa, pois estava internada com a doença da bomba. O irmão mais velho dele, Kouji, também volta depois de um bom tempo sem notícias. A família está reunida novamente. 

Conhecemos a história do casamento dos pais de Gen e os duros tempos de guerra, quando o governo japonês torturava o próprio povo, quando alguém discordava da guerra e do imperador.

A mãe de Gen quer ir com a família a Kyoto e novamente vemos a humildade e determinação do garoto para conseguir os recursos para a viagem. Gen vai recolher fezes humanas para atingir seus objetivos.

Apesar do volume terminar de forma triste, vemos a determinação de Gen Nakaoka em querer falar com o chefão dos invasores norte-americanos e com o imperador do Japão sobre os efeitos da guerra e da bomba atômica.

Vamos para o oitavo volume. Como vocês perceberam, procurei falar das temáticas dos arcos sem dar spoiler sobre o que de fato aconteceu. Só lendo o mangá para conhecer os detalhes. O comentário do primeiro volume pode ser lido aqui. Os seguintes estão ao final de cada texto.

O volume seguinte, o oitavo, pode ser lido aqui.

William