Mostrando postagens com marcador Crônicas e textos meus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas e textos meus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2026

100 clássicos da literatura universal



Refeição Cultural

LITERATURA


Com a lista de obras citadas abaixo, completei a contagem de 100 clássicos da literatura universal, obras que tive a oportunidade de ler ao longo da vida.

Nesta sequência, me lembrei de romances e narrativas que, de alguma forma, abordam a temática da morte na primeira dezena de livros e, na segunda parte, listei um clássico em cada país de origem de seu autor.

Como disse na lista anterior com 20 clássicos (comentário aqui), compreendi que o mais difícil será ler a lista de desejos de leitura que tenho pela frente, a começar pelos livros que já adquiri nessa jornada de leitor. 

Quando cheguei a São Paulo em 1987, de volta à terra natal depois de passar sete anos em Uberlândia (MG), onde cresci, trouxe na mochila praticamente algumas roupas e mais nada. Nada de livros ou coisas que ocupassem muito espaço na casa coletiva na qual morei, de minha avó Deolinda.

Já tinha o hábito da leitura, mas o tempo disponível para ler era pouco e o cansaço me dominava, pois a prioridade era a sobrevivência com a venda de minhas horas de trabalho e a dedicação ao estudo formal.

Até me fixar numa casa própria, em 1999, morei em mais de uma dezena de lugares em doze anos. Toda hora era mudança de um canto para o outro e nas mudanças quanto mais coisa pra carregar, pior.

Mesmo assim, de pouco em pouco, de desejo em desejo, fui comprando um livro aqui, outro ali, em bancas, sebos e livrarias e hoje tenho livros suficientes para ler por um bom tempo. Sem contar que para um leitor todo dia é dia de desejo novo de livro.

Eis a lista que completa minha centena de textos que para mim são obras clássicas em alguma dimensão do mundo da cultura e conhecimento humano:


81. Romeu e Julieta - Shakespeare

82. A morte de Ivan Ilitch - Liev Tolstói

83. Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto

84. Crônica de uma morte anunciada - Gabriel García Márquez

85. Madame Bovary - Gustave Flaubert

86. O homem que amava os cachorros - Leonardo Padura

87. Carrie, a estranha - Stephen King

88. Os mortos vivos - Peter Straub

89. O Diário de Anne Frank - Otto H. Frank e Mirjan Pressler

90. As intermitências da morte - José Saramago

91. Noturno do Chile - Roberto Bolaño

92. Primo Basílio - Eça de Queiroz

93. Os dublinenses - James Joyce

94. Fausto - Goethe

95. Sagarana - João Guimarães Rosa

96. Lazarillo de Tormes - anônimo 

97. A mulher de trinta anos - Honoré de Balzac

98. Kolstomer (História de um cavalo) - Liev Tolstói

99. A Ilha - Fernando Morais 

100. O caçador de pipas - Khaled Hosseini

---

Fiquei contente em enumerar uma centena de obras que li e que são referências em dimensões culturais de todos nós que apreciamos literatura, ciências sociais e conhecimento humano.

Estou trabalhando minha memorização e já que foi interessante fixar na memória uma centena de livros, pretendo continuar fazendo listas de obras que já li e que ainda vou ler e seguir exercitando meu cérebro, o verdadeiro criador de tudo, como nos ensina o neurocientista e escritor Miguel Nicolelis.

Sigamos lendo em busca de mais conhecimento e autoconhecimento para podermos contribuir de alguma forma para a sociedade humana, para a coletividade e para a busca de uma convivência sustentável com o nosso planeta Terra.

William

17/06/26

domingo, 14 de junho de 2026

Com nova lista, agora são 80 clássicos


Flores e livros: gosto!

Refeição Cultural

LITERATURA 


Ao refletir sobre obras que considero clássicas em seu gênero, época ou temática, desta vez foquei na seleção histórias que tenham crianças ou adolescentes, sejam através de personagens das narrativas ou como público-alvo, ou ainda que de alguma forma tenham importância no universo infanto-juvenil como, por exemplo, o clássico de Dee Brown sobre os povos originários da América do Norte: a história é passada de geração em geração, desde a mais tenra idade.

O fato interessante é que aos poucos vou me aproximando da centena de clássicos que estabeleci lá no passado que gostaria de ler, na minha lista de objetivos a perseguir, feita perto dos vinte anos, um pouco mais, talvez. Como a vida toda foi de obrigações imediatas, ou seja, a sobrevivência deste proletário que se expressa através do blog, nunca havia parado para enumerar obras que eu considero uma leitura clássica em sua área.

Agora percebo que a lista infindável, que não teria fim e quase irrealizável para uma vida humana é a de livros que gostaria de ler e não li ainda e que provavelmente nunca chegarei perto de um número razoável de leituras do que me faltam ler. Fazer o que, né?

Uma coisa legal na definição dessas listas de clássicos que já li é que estou memorizando tudo que já selecionei. Ao elencar mais vinte, agora serão oitenta obras que cito e que tenho na memória. É uma forma de exercitar meus neurônios, a essência do que sou, local onde reside meu eu, minha persona.

Enfim, eis abaixo mais alguns livros que já tive a oportunidade de ler até aqui.


61. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

62. O Mágico de Oz - L. Frank Baum

63. O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

64. Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach

65. A Revolução dos Bichos - George Orwell

66. Capitães da Areia - Jorge Amado

67. A volta ao mundo em 80 dias - Júlio Verne

68. A morte e a morte de Quincas Berro d'Água - Jorge Amado

69. O Grande Mentecapto - Fernando Sabino

70. O Menino no Espelho - Fernando Sabino

71. Enterrem meu coração na curva do rio - Dee Brown

72. O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder

73. O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger

74. As Aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain

75. Serafim Ponte Grande - Oswald de Andrade

76. Memórias Sentimentais de João Miramar - Oswald de Andrade

77. A Língua de Eulália - Marcos Bagno

78. O Ateneu - Raul Pompéia

79. Lolita - Vladimir Nabokov

80. Os Cavalinhos de Platiplanto - José J. Veiga


Com a próxima lista, se me lembrar de mais vinte obras, completarei a tão sonhada centena de clássicos da literatura universal ou clássicos em suas áreas de referência.

A lista anterior pode ser lida aqui.

William

14/06/26

sábado, 13 de junho de 2026

Ainda elencando clássicos da literatura universal



Refeição Cultural

LITERATURA 


"Motivo - Cecília Meireles 


Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.


Irmão das coisas fugídias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.


Se desmorono ou edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo. 

Tem sangue eterno e asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada."


Sigo refletindo e sistematizando o percurso percorrido, a vida.

A existência dos seres vivos é uma viagem, às vezes curta, às vezes longa. Uma viagem. 

Ando repassando na memória a trajetória das leituras feitas por esse leitor da classe trabalhadora. 

Certa vez, cismei de perseguir um objetivo nobre, queria ler uma centena de clássicos de literatura universal. E o tempo passou.

Dias atrás, dentro de uma máquina de ressonância magnética, me peguei a enumerar clássicos já conhecidos por mim.

Comecei a lista de vinte clássicos com Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, e terminei com Ernest Hemingway e seu "Adeus às armas". (ler aqui)

Depois, enquanto caminhava, ou melhor, flanava, elenquei uma segunda lista de vinte, começando com a Odisseia, atribuída ao aedo Homero, e finalizada com o duríssimo São Bernardo, de Graciano Ramos. (ler aqui)

Nesta terceira lista, associei as obras clássicas ao tema das viagens, sejam elas por espaços físicos ou imaginários, sejam viagens temporais ao passado pessoal ou histórico.

Percebi na confecção da lista que tenho uma lacuna cultural enorme em relação à leitura de escritoras. Se a natureza permitir - e a ciência -, talvez leia mais clássicos de mulheres.

Após o processo de memorização da terceira lista de clássicos, finalizo a postagem.  

41. Viagem - Cecília Meireles 

42. Moby Dick - Herman Melville

43. Bagagem - Adélia Prado

44. Robinson Crusoe - Daniel Defoe

45. Minhas vidas - Shirley Maclaine

46. Mar morto - Jorge Amado

47. Las genealogías - Margo Glantz

48. O cemitério - Stephen King

49. A hora da estrela - Clarice Lispector 

50. Becos da memória - Conceição Evaristo 

51. Operação Cavalo de Troia - J. J. Benítez

52. Eram os deuses astronautas? - Erich Von Däniken

53. O caso dos dez negrinhos - Agatha Christie

54. Pedro Páramo - Juan Rulfo

55. A jangada de pedra - José Saramago 

56. Las venas abiertas de América Latina - Eduardo Galeano

57. Formação Econômica do Brasil - Celso Furtado

58. Nada de novo no front - Erich Maria Remarque

59. Por quem os sinos dobram - Ernest Hemingway

60. A rosa do povo - Carlos Drummond de Andrade 

---

A memorização

Viagem (41) começou pelos mares em busca da baleia Moby Dick (42), na Bagagem (43) o sonho dos clássicos. Conquistadores detestáveis como Robinson Crusoe (44) atravessaram meu caminho em busca de sentidos, e Minhas vidas (45) me levaram ao Mar morto (46) na procura de portos e origens (Las genealogías - 47). Os viajantes retirantes encontraram os portos fechados nos EUA (Glantz) e o México foi o destino. O México nos remete à lembrança de povos originários das Américas e suas tradições. O cemitério (48) é o mundo dos mortos. Os retirantes como Macabéa querem sua A hora da estrela (49). Para buscar a história nos Becos da memória (50), uma Operação Cavalo de Troia (51) é feita para se voltar ao passado. Fica a pergunta: Eram os deuses astronautas? (52) Sei não, mas voltando ao mundo dos vivos e mortos, tem O caso dos dez negrinhos (53), naquela ilha imaginária de Christie. E tem os mortos que falam na Comala de Pedro Páramo (54). Pensando em conquistadores e origens, A jangada de pedra (55) da Península Ibérica atravessa os mares e vem deixar As veias abertas da América Latina (56), e a Formação Econômica do Brasil (57) é mais um exemplo das merdas dos conquistadores que fizeram as guerras como a 1ª GM que não tinha Nada de novo no front (58), como a Guerra Civil Espanhola e as pessoas Por quem os sinos dobram (59) e tudo termina na 2ª Guerra com poemas duríssimos da época em A rosa do povo (60).


Sigamos lendo, já que navegar é preciso.

William 

13/06/26

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Pensando sobre os cem clássicos da literatura universal



Refeição Cultural

LITERATURA


Dias atrás, enquanto passava um tempo dentro de um buraco com sons horríveis, uma máquina de ressonância magnética, pensei sobre literatura, leituras e cultura universal. Fiz uma seleção e memorização de 20 livros lidos por mim que considero clássicos (ler aqui). Faz tempo estabeleci que gostaria de ler cem clássicos da literatura universal.

Hoje, enquanto caminhava sob um sol morno, indo até o mercadinho local, pensei em fazer mais uma lista de livros lidos que considero clássicos. Enquanto exercitava a memória, repassava mentalmente obras que de alguma forma me acrescentaram algum conhecimento ou experiência nova.

Na primeira memorização, liguei os números de um a vinte aos livros para memorizá-los. Desta vez, fiz uma breve história ligando um livro ao outro para memorizar os vinte. Trabalhar a memória com essas estratégias de imagens e narrativas ajuda qualquer pessoa a guardar informações mentalmente.

Eis a segunda lista de clássicos lidos por mim:

21. Odisseia - Homero

22. Os Lusíadas - Luís de Camões

23. Utopia - Thomas More

24. Macbeth - William Shakespeare

25. Otelo - William Shakespeare

26. Admirável mundo novo - Aldous Huxley

27. 1984 - George Orwell

28. Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

29. Metamorfose - Franz Kafka

30. Guerra dos mundos - H. G. Wells

31. O Guarani - José de Alencar

32. Senhora - José de Alencar

33. Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antônio de Almeida

34. Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

35. Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

36. Dom Casmurro - Machado de Assis

37. Os sertões - Euclides da Cunha

38. Macunaíma - Mário de Andrade

39. Pauliceia desvairada - Mário de Andrade

40. São Bernardo - Graciliano Ramos

-

Tendo clareza a respeito da finitude da existência e do imponderável na vida de qualquer ser que vive na natureza, o leitor e escritor do blog precisa acelerar as leituras e as coisas que pretende escrever porque viver não é preciso... ler e refletir é necessário.

William

10/06/26

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Ressonância magnética - Pensei nos clássicos da literatura dentro daquela máquina



Refeição Cultural

Instantes intermináveis no buraco da máquina de ressonância magnética


Estive por quase duas horas enfiado naquela máquina assustadora de ressonância magnética para verificar como andam as coisas dentro do corpo deste animal mamífero bípede com telencéfalo altamente desenvolvido e com polegar opositor, um animal humano, como nos descreveu tão bem Jorge Furtado no clássico "Ilha das Flores" (1989).

Primeiro, entrei com a cabeça para dentro da máquina estreita. Depois, entrei com os pés. Em cada sessão, foram cerca de quarenta minutos dentro daquele tubo com sons horríveis, altos, e sem poder me mexer. Fiquei imaginando o quanto pessoas com problemas de claustrofobia sofrem para fazer ressonância magnética. Me disseram que a pessoa toma um remedinho para apagar.

O jeito foi pensar em algo que vale a pena: a literatura. 

Brinquei com o truque de memorização que aprendi muito tempo atrás e fiz uma lista com vinte clássicos da literatura universal que li e que me marcaram para sempre. 

1. O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha - Miguel de Cervantes

2. A montanha mágica - Thomas Mann

3. Ulisses - James Joyce

4. Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa

5. Os irmãos Karamazov - Fiódor Dostoiévisk

6. Vidas secas - Graciliano Ramos

7. Alguma poesia - Carlos Drummond de Andrade

8. Hamlet - William Shakespeare

9. Era dos extremos - Eric Hobsbawm

10. Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez

11. O velho e o mar - Ernest Hemingway

12. A viagem do elefante - José Saramago

13. Ensaio sobre a cegueira - José Saramago

14. Decamerão - Giovanni Boccaccio

15. Razão e sensibilidade - Jane Austen

16. La Celestina - Fernando de Rojas

17. Libertinagem - Manuel Bandeira

18. O vermelho e o negro - Stendhal

19. O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

20. Adeus às armas - Ernest Hemingway

-

Ao final das sessões de ressonância, tomamos um café e fomos embora. 

Horas depois fiz o teste mental para saber se havia memorizado a lista com os vinte clássicos da literatura. 

Sim, inclusive em qualquer ordem, do primeiro para o último livro, o inverso, e perguntando aleatoriamente, o quinto, o décimo terceiro etc.

A mente humana é incrível! O mamífero bípede com polegar opositor e telencéfalo altamente desenvolvido tem liberdade para fazer o mundo um lugar bem melhor do que vemos na realidade...

Não tenho o direito de desistir da vida, da sociedade humana e do planeta Terra. Podemos mudar a realidade. Podemos. 

William 

08/06/26

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Brasil, 29 de abril de 2026.


"Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração." 

(Poema de sete faces, CDA)


O mês de abril vai terminando com um clima instável... com um ar de incerteza ao redor dos seres viventes desse nosso mundo mundo vasto mundo. O sol apareceu, mas de repente a luz deu lugar às nuvens, e as sombras dominaram o período. O que vem por aí? O que nos reserva o amanhã?

Estamos sob ares imprevisíveis... não temos controle de quase nada. O clima clima pode nos surpreender de um instante para o outro, um fenômeno da natureza pode mudar a vida de muita gente, de muitas espécies, a nossa vida. Se morre numa enxurrada parado no trânsito de São Paulo.

O clima político está desenhado para aqueles poucos que sabem ler mais que palavras, que leem nas entrelinhas, que leem nas coisas ao redor, e que sabem ler história. A história não se repete, mas serve de referência, e com a referência e o contexto do momento, se pode prever o que vem por aí. Talvez evitar o pior...

---

O escriba deste blog antigo quer e não quer escrever, quer e não quer falar, quer e não quer se envolver com as coisas do mundo, afinal ele é uma coisa do mundo, uma vida vivida em meio ao mundo mundo vasto mundo, e mesmo não se chamando Raimundo, vaga por aí, e sem rima alguma.

Já fiz alguma coisa na vida. Tive carências, tristezas, muita raiva, ódio mesmo, mas também amei, superei coisas impeditivas do querer viver. Já tive minhas fases (minhas sete faces?), já poetei sobre elas, já digeri sobre a infância, a adolescência, a vida adulta jovem, a vida madura no melhor da produção intelectual, e já encontrei as respostas a questões existenciais que havia formulado nessas fases da vida vivida e percorrida. Encontrei as respostas! 

Na fase do momento - a pessoa de agora, que pisa num outro rio sendo outra pessoa - fiquei procurando o que fazer ou o que não fazer, no que dar sentido ou a compreensão plena de que não há sentidos, e que sem haver sentidos, nós esses bichos exóticos do mundo mundo vasto mundo, que até rimamos mundo com Raimundo... enfim, talvez o sentido seja escolher o que fazer e não fazer para dar um certo sentido no próprio existir.

O que vou fazer ou tentar fazer nos próximos dias e semanas e meses do viver estando por aqui no mundo mundo vasto mundo? Não se recupera ou se volta no tempo. Não se volta a ser o que um dia se foi. Acho difícil fazer o que queria fazer, não fiz, e talvez pudesse fazer agora. Não dá! É outro rio, outra pessoa.

A passagem do tempo, essa percepção que o bicho humano tem, é inescapável. O que quis ou não, o que vivi ou não, de certa forma, não existe... existe em mim, que posso não existir num instante... não existe a não ser que se registre para além de minhas células e átomos. E olhe lá! (uma bomba ou um cancelamento apaga tudo!)

Eu existo? Existi? Os fatos, e atos, e acontecimentos, e as coisas feitas, e sentimentos nos quais me envolvi, vivi, construí, senti, existem? Vão existir amanhã? Não há controle de nada. Não há.


"Eu também já fui brasileiro

moreno como vocês.

Ponteei viola, guiei forde

e aprendi nas mesas dos bares

que o nacionalismo é uma virtude.

Mas há uma hora em que os bares se fecham

e todas as virtudes se negam."

(Também já fui brasileiro, CDA)


Já refleti sobre fazer volume por aí. Já guiei forde e já ponteei viola... aprendi nas mesas dos bares da vida. Não sei se ainda quero essas coisas depois que os bares se fecharam pra mim.


"Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,

onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.

Praticas laboriosamente os gestos universais,

sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual."

(Elegia 1938, CDA)


Como diz o poeta, é um mundo caduco. Quiçá eu seja um caduco num mundo caduco.

Por mais que eu pratique laboriosamente os gestos universais, minhas formas e ações não encerram nenhum exemplo... (isso diz tudo para mim na atualidade!)

É nesse momento que estou neste dia de derrotas para o governo Lula, de livros descartados no lixo em Osasco, de bombas apagando gente e história por aí, de big techs manipulando meus pares ao meu redor...

Não sei se quero ou faz diferença ir a lugar nenhum, fazer volume em algum lugar.

Will i am (mas...)

29/04/26

quinta-feira, 16 de abril de 2026

16 de abril


16 de abril


O mês das muitas significações

nas minhas veredas percorridas

vividas corridas sobrevividas.


O mês dos aniversários...

Aniversários nascimentos

das pessoas das veredas,

das instituições da minha vida.


O mês do nosso Sindicato.

O mês da Caixa de Previdência.

O mês que golpearam a Dilma.

Abril o mês dos nascimentos.


Aniversário do nosso Sindicato

para o qual dediquei minha vida.

Aniversário do fundo de pensão

que meus pares criaram e sustentam (nos)


Abril... 

16 de abril...

Estamos aqui...

Mais uma cirurgia na língua...

Sigo escrevendo, lendo, sobrevivendo.


Que venham os meses de abril...


William

domingo, 22 de março de 2026

O difícil é a realização de si mesmo


Talvez o instante de maior relevância no dia de ontem, deste cidadão que escreve, tenha sido a esmola para aquele senhor no farol com os seus cachorros. 

Faz tempo que ele sobrevive pelas ruas com seus fiéis amigos. Ele está cada dia mais curvado, mancando, definhando. Seu olhar ainda está em minha memória. 

A condição daquele senhor demonstra a falência da sociedade humana.

O tempo que disponibilizei para fazer chegar donativos diversos aos irmãos e irmãs cubanos nas últimas semanas também tem a sua relevância ética e social. Todos nós humanos deveríamos fazer isso. Nem todos fazem algo por outras pessoas.

No entanto, minha cabeça está num turbilhão de pensamentos... as ideias vão ao passado, imaginam um eventual futuro, voltam para o presente. Penso em mim e penso no mundo ao meu redor... e fica uma pergunta estranha martelando lá dentro da cabeça: e eu? 

O que posso fazer por mim mesmo? Ainda

William 

22/03/26

sábado, 21 de março de 2026

Como um beija-flor lutando contra um incêndio na floresta


A Rede Globo já iniciou novo golpe contra a democracia, o povo brasileiro e o Partido dos Trabalhadores. O presidente Lula e a legenda do PT já são pauta e agenda da organização golpista. Os verdadeiros criminosos serão desaparecidos da pauta e agenda midiática. 

No campo da "esquerda" o quadro é o de sempre... sempre! Dividir para governar (para a direita governar).

Nas eleições do Conselho de Administração da Caixa Federal, a candidata apoiada pela confederação cutista e por ampla maioria das entidades associativas dos empregados ficou em 2° lugar. Os apoiadores do vencedor se vangloriam de terem derrotado "a máquina" da confederação cutista... e vi gente de "esquerda" apoiando o fulano. Que porra esquisita é essa!

Nas eleições da autogestão em saúde dos funcionários do Banco do Brasil tem uma chapa cujo candidato a diretor de saúde é bolsonarista e defensor do uso de cloroquina para não pegar Covid-19 (tem vídeo gravado e tals). Enquanto isso, a "esquerda" se dividiu em duas chapas que defendem modelos parecidos de gestão em saúde (sem cloroquina, imagino). Num mundo no qual a metade dos humanos já está perdida e a outra metade está em disputa, vai saber o que vai dar o resultado das eleições. Pode dar cloroquina pra todo mundo.

Na Comissão da Mulher do Congresso Nacional a escolha da presidência abriu uma discussão inesgotável em todos os espectros da política sobre a liderança escolhida. O foco das discussões não são os homens e mulheres de direita que compõem a comissão...

Aí, para finalizar, recebo de um amigo querido um vídeo da maldita plataforma de streaming Brasil Paralelo para apreciar comentários sobre o Oscar 2026 (plataforma conhecida por reescrever a história humana com mentiras, com ilações e com muito dinheiro vindo de algum lugar). O vídeo não é ruim, devo dizer. É até engraçado. Mas é da Brasil Paralelo...

Seguirei fazendo a minha modesta parte de beija-flor levando água no bico para apagar o incêndio na floresta (como reza certa lenda e como escreveu meu pai um dia). A perspectiva não é de sucesso, mas levo a gota de água. 

Estou levando uma gota de água a Cuba e aos irmãos cubanos. A vida é atitude, gestos e uma oportunidade única de fazer e sentir. 

William 

21/03/26

sexta-feira, 20 de março de 2026

Não desistam, a vida vale a pena!


Das memórias mais antigas relativas aos sonhos e desejos, me lembro que queria ter uma casa própria, uma moto, e uma pessoa que amasse. Tão básico!

Me lembro de chorar (homens choram) em vários trabalhos braçais que exerci. Na bicicleta pesada, tomando chuva pra entregar remédio; naquele primeiro dia na obra, quebrando concreto com ponteiro, talhadeira e marreta. 

Só entendi que a vida valia (valeu) a pena muito depois do tempo no qual não queria viver. 

Amei. Fui amado. Tive moto. Casa. Fiz algo para além de mim mesmo. Tentei levar uma vida que não prejudicasse as pessoas e a minha classe social.

A sociedade humana está numa situação ruim. O planeta Terra também. É fato.

Se tivesse relevância alguma leitura que tenho da vida, diria ao meu filho, aos jovens, às mulheres, aos amigos, aos políticos bem-intencionados, que a vida humana vale a pena, a vida é uma oportunidade. 

Não desistam de suas vidas, não desistam do bem coletivo, não desistam de serem felizes. Não desistam de nosso único planeta, nossa casa.

William 

20/03/26

quinta-feira, 19 de março de 2026

Falar ou calar, eis a questão


Por muito tempo falei. Até mais do que deveria. Tempos depois, o silêncio. Agora o dilema: falar ou calar. 

Depois de tanto tempo de silêncio, falei recentemente. Ainda soube falar. Falei o que penso sobre certos assuntos.

Falar ou calar... (de verdade, eu nem sei se poderei falar num provável amanhã...)

William 

19/03/26

terça-feira, 17 de março de 2026

O sentido da vida (21)



O prazer da corrida como sentido do viver

Final da tarde. O dia foi de muito calor, mais de trinta graus. O verão se despede e anuncia o outono. As ruas cheias de folhas caídas. O final de tarde e início de noite mexiam com os hormônios e fluidos do antigo corredor.

A natureza, a passagem do tempo e as veredas percorridas deixaram sequelas em seu corpo. O quadril e sua estrutura musculoesquelética perderam a capacidade de percorrer grandes distâncias correndo. Até os pés doíam ao serem mais exigidos.

Aquela tarde, o lusco-fusco chegando, a temperatura amena, os pássaros se preparando para o repouso, tudo atiçava o ex-corredor para um trote no parque.

Colocou o tênis, pegou sua água, saiu para as ruas do mundo lá fora.

Começou o trote leve, leve, pisada quase flutuada, para não impactar muito sua estrutura avariada pelo tempo e pelos caminhos já deixados para trás.

Além da pisada, concentrou-se também na respiração. E no batimento cardíaco, para não exagerar no esforço.

O prazer veio, então. Passou por várias corredoras e corredores ganhando também as ruas naquele fim de tarde de verão.

A sensação de poder fazer algo que sempre amou na vida é indescritível... a vida também é isso... o prazer de uma simples corrida num final de tarde de verão.

O prazer da corrida como sentido do viver...

---

terça-feira, 3 de março de 2026

O sentido da vida (20)



Preservar a história coletiva dos trabalhadores


O momento histórico é de tráfego de bombas no céu, bombas que matam crianças, civis e autoridades políticas de países. 

Momento de mortes que atestam o baixo valor da vida no mundo onde tudo é mercadoria. Fim dos direitos. 

Ser do sexo feminino, ter pele não branca, ser periférico e pobre: perfis com baixo valor no capitalismo vigente. Risco alto de morte.

O sentido da vida talvez seja lutar para seguir vivendo para compartilhar a esperança na luta coletiva, na história da luta de classes. 

Passar dias nos locais de trabalho compartilhando com os novos trabalhadores o que todos já construíram juntos é uma razão para viver.

Salvar a humanidade tão incrível enquanto espécie e enquanto possibilidades é um sentido para a vida.

É necessário viver... e seguir lutando.

---

domingo, 25 de janeiro de 2026

O sentido da vida (19)



Compreender melhor o povo muda alguma coisa?


Envelhecer pode significar o ganho de experiência e sabedoria. Ou não. 

Pode ser que se tenha mais referências para nortear os passos a seguir.

Ao participar de rodas de conversas, sejam elas com conhecidos ou estranhos, percebia-se na prática as teorias do sociólogo Jessé Souza, em sua interpretação do povo brasileiro. 

Os brasileiros são aquilo que Jessé Souza explica em seus livros e palestras, um saber acumulado após décadas de estudos.

Um povo que foi aculturado para ser racista, um tipo de preconceito naturalizado por séculos, a partir da casa-grande. Racismo cultural. 

As diversas formas de preconceito e discriminação são ferramentas ideológicas para encobrir os privilégios dos donos do poder. 

Ele entendia isso claramente naquele momento de sua existência. 

A questão para ele era saber o que fazer com essa compreensão melhor sobre seu mundo e seu povo. 

Compreender como opera o sistema de aculturamento em seu mundo não significa capacidade de alterar aquela situação. 

Como mudar a realidade e salvar a humanidade e a vida no planeta Terra?

---

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Instantes (23h57) - A vida num livro de bolso


Flores na USP


Refeição Cultural

Neste instante estava revendo instantes do passado.

A viagem a Cuba. As explicações do senhor Luis nos contando sobre a resistência criativa do povo cubano para enfrentar as dificuldades causadas ao país por causa do bloqueio criminoso imposto pelos EUA há mais de seis décadas. 

A retomada dos estudos universitários na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas quando voltei de Brasília. Os instantes são repletos de imagens da natureza. 

A gente acumula tanta coisa... neste instante estava revendo imagens e vídeos da vida. Muita coisa!

E se eu parasse de registrar imagens, palavras, emoções, situações, ideias? E se eu não tivesse mais suporte algum à memória de minhas células?

Neste instante estou aqui, sei quem sou, sei o que sou. Sei meu valor. Mesmo que não tivesse registro algum de minha existência ou de algo que fiz.

No entanto, não sou só esse corpo pelado e desnudo, como poetei certa vez, não sou só eu, sou também minhas relações sociais, sou parte de alguma relação humana. 

-------------

"UMA FRASE QUALQUER 

Nossa vida deveria caber dentro de um livro, de bolso." (Marili Santos)

-------------

Como diz o poema da professora poeta Marili, talvez fosse o caso de sintetizar nossa existência em um livro de bolso.

Que palavras usaria para preencher meu pequeno livro de bolso da vida? Que imagem poderia ilustrar meu livro?

Não sei. Não sei. 

Ainda procuro alguma coisa, algum sentido.

William 

19/01/26

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O sentido da vida (18)



Tem que haver sentido? A pergunta sempre volta


Ao se frustrar por não chegar na parte que queria da leitura de Os miseráveis, fechou o livro. O sono constante atrapalha muito qualquer projeto de leitura. 

Falou através de ligação por vídeo com seus pais. Essa oportunidade de contato com eles pode não se repetir mais. A vida é um instante. Se os jovens, se os fortes, se os abastados morrem, que dirá o restante dos mortais.

Os dias passam e nada de efetivo acontece naquilo que gostaria que mudasse. Tudo está mudando rápido, mas nada muda no que gostaria que mudasse. 

É pouco provável que vá ler obras que gostaria. Nem saberia dizer se tem sentido o esforço para ler algumas delas. Que coisa mais sem sentido pensar assim...

E o esforço de sistematizar milhares de textos escritos? A razão lhe diz que isso tem sentido. Na prática, não tem. Escrever e registrar algo do que sabe, então, piorou. Quem quer saber disso?

No fundo, nas horas de maior angústia, o que vem à memória e mostra algum sentido real na existência, o que ficou mesmo, foram cheiros, toques, sensações, arrepios, olhares, horizontes. 

Estar diante das Cataratas do Iguaçu em algum momento da existência não tem sentido algum. Mas dá todo sentido à vida. Assim como amar, realizar sonhos, ser feliz.

---

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

O sentido da vida (12)



Ser às vezes o ombro amigo


Encontrou uma vizinha no ponto de ônibus. Parou para conversar com ela até que viesse o ônibus. Sempre que se encontram, ele a ouve com atenção. Ela tem mais de oitenta anos. Ela desabafou chorando... ingratidão e falta de respeito familiar. 

Dias atrás, ele ficou um tempão com uma pessoa muito querida ao telefone. Ela também chorou e desabafou... a ingratidão e desrespeito familiar estavam lhe fazendo muito mal.

Ele havia ido aos Correios postar suas Memórias para três amigos. A vida é um instante, seu desejo era deixar algumas unidades daquelas histórias reunidas em livro em alguns cantinhos do mundo.

Ao chegar da rua, soube pelas redes sociais do falecimento de um grande companheiro que viveu com ele muitas daquelas histórias de lutas sindicais no Banco do Brasil e na categoria bancária. Ficou triste demais. 

A vida é um instante. Se pudermos ao menos ser o ombro amigo de alguém por um instante, será um ato de solidariedade, um ato de amor.

José Michelena, presente!

---

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O sentido da vida (11)



A boa prosa e o pensar junto


Acordou vendo notícias estapafúrdias sobre o mundo. Uma golpista de merda foi premiada com o Nobel da Paz. São os sintomas do mundo capitalista doentio e em colapso rumo ao fim.

Mesmo assim, abstraiu-se da merda toda ao redor e refletiu sobre o dia anterior, que foi cansativo em termos físicos, mas gratificante em termos psicológicos. 

Enviou pelos Correios suas Memórias editadas em livro para alguns amigos. Tomou um café e proseou gostosamente com um casal de amigos. Proseou depois com outro amigo querido e pensaram o mundo.

Ao final do dia, ainda se colocou à disposição de ajudar como fosse possível um jovem amigo do interior do Estado. Foi ao Terminal Rodoviário do Tietê para aguardá-lo.

Dormiu de madrugada. Mas a prosa daquele dia, recheada de livros, literatura, história, política, economia, reflexões sobre as lutas de classe, a vida e o viver, amizade... toda essa riqueza humana deu sentido ao seu dia.

A vida humana também é isso, um dia de convivências e compartilhamentos com pessoas que dignificam a nossa espécie humana. 

---

terça-feira, 23 de setembro de 2025

O sentido da vida (10)



Poderia definir como sentido da vida o simples fato de buscar o conhecimento em si?


Ao ouvir uma explicação do jurista Lenio Streck, ficou encantado com o fato novo de algo que achava que já conhecia, mas que na verdade só conhecia parte da coisa e não a sua totalidade, e ouvindo o intelectual explicando o sentido completo daquilo se pegou admirando a beleza da erudição e do saber na vida de um ser humano. Lenio usa sua inteligência em benefício das causas justas e populares.

Outro dia, ele havia visto o documentário "O longo amanhecer" (2004) sobre o grande brasileiro Celso Furtado e se sentiu orgulhoso daquela figura extraordinária, um compatriota seu. O documentário foi lançado quando o economista ainda estava vivo e ao rever aquele filme e perceber a atualidade de seu pensamento e o amor daquele brasileiro por seu povo e pelos povos latino-americanos, ficou mais uma vez pensando sobre a maravilha da erudição e suas possibilidades para a libertação dos povos subjugados.

Ao olhar para trás, percebia facilmente que sempre teve o desejo de saber mais sobre o mundo e a vida, tinha aquela curiosidade filosófica que poderia levar a pessoa a ser uma estudiosa e se tornar alguém que atuasse no mundo em áreas ligadas ao saber. Mas sua vida trilhou outras veredas: queria ser professor, mas não foi; ter talvez uma profissão na área da educação, mas não teve. E os temas que dominou bem, durante sua vida útil, não serviam para mais nada.

Vivendo num mundo em colapso, numa sociedade humana que não demonstrava perspectivas de construir um amanhã melhor que antes, com sinais claros de tempos piores para a vida coletiva no futuro, poderia viver seus dias buscando algum conhecimento novo como forma de dar sentido à vida? As crises e colapsos em andamento apontavam até para a perda de interesse social no conhecimento, na ciência e na cultura.

Dilemas... qual o caminho a seguir? A fazer, se não houver caminhos?

---

domingo, 14 de setembro de 2025

O sentido da vida (9)



O acaso define a vida da gente


Olhava para o lago enquanto pensava sobre a vida. 

Muitas perguntas feitas naquele momento do viver eram perguntas retóricas. Já sabia a resposta. 

Não acreditava em destino, em conformações mágicas da vida, e explicações do tipo. Determinismo já não fazia sentido há tempos.

O funk rolava solto num carro próximo ao lago... o tema era ser feliz na favela... 

Deus e Jesus, e pastores, no domínio da vida do povo que está na condição da gente de onde veio. Tem também os orixás...


As respostas às perguntas retóricas eram claras para ele. Não tinha essa de culpa, culpa dele, culpa dos pais, culpa dos filhos, culpa do pecado original. Sem culpas. 

As coisas são como são muito em função das casualidades do viver. O por quê uns beberam muito e pararam, outros não... por quê uns foram por um caminho e outros por outras veredas...

Os acasos da vida. Não há nenhum determinismo nisso. Que nos perdoem aqueles que explicam tudo pelas lógicas mágicas 

---