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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O sentido da vida (18)



Tem que haver sentido? A pergunta sempre volta


Ao se frustrar por não chegar na parte que queria da leitura de Os miseráveis, fechou o livro. O sono constante atrapalha muito qualquer projeto de leitura. 

Falou através de ligação por vídeo com seus pais. Essa oportunidade de contato com eles pode não se repetir mais. A vida é um instante. Se os jovens, se os fortes, se os abastados morrem, que dirá o restante dos mortais.

Os dias passam e nada de efetivo acontece naquilo que gostaria que mudasse. Tudo está mudando rápido, mas nada muda no que gostaria que mudasse. 

É pouco provável que vá ler obras que gostaria. Nem saberia dizer se tem sentido o esforço para ler algumas delas. Que coisa mais sem sentido pensar assim...

E o esforço de sistematizar milhares de textos escritos? A razão lhe diz que isso tem sentido. Na prática, não tem. Escrever e registrar algo do que sabe, então, piorou. Quem quer saber disso?

No fundo, nas horas de maior angústia, o que vem à memória e mostra algum sentido real na existência, o que ficou mesmo, foram cheiros, toques, sensações, arrepios, olhares, horizontes. 

Estar diante das Cataratas do Iguaçu em algum momento da existência não tem sentido algum. Mas dá todo sentido à vida. Assim como amar, realizar sonhos, ser feliz.

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domingo, 20 de agosto de 2017

Leitura: Cataratas e a Floresta Iguaçu (2008) - Alex P. Schorsch



Conhecimento não ocupa espaço.
É sempre bom um novo saber.

Refeição Cultural

Este cidadão que vos fala passou 46 anos de sua vida sem conhecer a exuberância das Cataratas do Iguaçu. Quando estive lá em 2015, senti uma das maiores emoções de minha vida no que diz respeito à relação entre homem e natureza. Aquele mundo das águas é demais.

O passeio naquela primeira ida a Foz do Iguaçu não havia sido completo porque ficamos lamentando o fato de nosso filho não estar lá para apreciar conosco toda aquela emoção. Voltamos em 2017 com a presença de nosso jovem estudante de Biologia, e a visita de poucos dias foi completa.

Desta vez, além da visita ao Parque das Aves, ao Parque Nacional do Iguaçu (Brasil), ao Parque Nacional del Iguazú (Argentina) e à Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, compramos dois livros sobre as Cataratas. Um deles é mais de fotos e o outro tem um texto bastante esclarecedor sobre a história da região, sobre a fauna, a flora e a geologia do local.

Li os dois livros nesta manhã de domingo. Eu fiz muitas fotos nas duas viagens que fizemos ao local, e tenho fotos bem legais.

Vejam algumas fotos de nossa visita em 2017 clicando AQUI.

O livro de Alex P. Schorsch vai contextualizar bastante as pessoas que quiserem ir além das imagens fantásticas da natureza local.

Esta postagem, no entanto, é mais para sugerir aos nossos amig@s leitores que ainda não conheceram essa maravilha do planeta Terra que se programem para visitar as Cataratas do Iguaçu. A energia que vocês sentirão na experiência será única, independente do tipo de visão de mundo que cada um tenha.

Abraços,

William

domingo, 30 de julho de 2017

Diário e reflexões - 300717



Pôr do Sol em Foz do Iguaçu. Foto de William Mendes.

Refeição Cultural

Domingo. Estou me preparando para iniciar mais uma semana de lutas pela entidade de autogestão em saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, onde sou diretor eleito pelos associados. Será uma semana intensa que só terminará no sábado de manhã, quando eu chegar das Conferências de Saúde que faremos na Bahia e em Sergipe.

Hoje fiz uma caminhada de 20k em 3h30' como parte do treinamento que estou tentando fazer para chegar bem à Romaria que farei daqui alguns dias lá em Minas Gerais. Com o passar dos anos, a gente acaba conhecendo melhor o nosso corpo. Ao optar por caminhar ao invés de correr nas últimas semanas, porque tenho que preparar o corpo para andar por horas a fio, minha pressão arterial aumentou (por diversos motivos, na verdade). Por uma questão de saúde, após a Romaria será preciso retomar com vigor as corridas porque só elas abaixam minha pressão.

Não ando com muito ânimo para escrever por causa da tristeza que tenho carregado ao ter consciência de tudo que está se passando com o mundo ao meu redor, com o meu País vilipendiado pelos golpistas, com a ascensão do fascismo e com o predomínio do ódio nos corações das pessoas neste quarto da história. Não tem como não sofrer sendo um ser humano que se importa com os outros, com as pessoas de minha classe social - a classe trabalhadora -, não tem como não sofrer com a destruição da natureza e esgotamento dos recursos naturais por causa da ganância e do consumo do sistema capitalista; sofrem aqueles que em sua ética, no seu caráter, se importam com o bem comum.


Adaptação leve e prazerosa da
obra de Jack London.

Mas eu me esforço em sentar e escrever. Falar para o mundo, por mais que seja para poucas pessoas (se comparado com qualquer dos representantes das ideias que combato no mundo, que têm milhões de seguidores), falar o que pensamos e o que defendemos é preciso. Salvar o mundo, salvar a natureza, salvar as pessoas, só é possível se a gente não desistir de fazer o que fazemos: lutar com as armas que temos e no espaço social em que estamos empreendendo a luta. Minhas armas são minhas palavras e minhas atitudes.

Nesta semana que passou, eu li um livro ilustrado que comprei pela internet a pedido de meu filho e, por desatenção, comprei errado. Era para comprar o romance do escritor americano Jack London, O chamado da floresta (1903), e eu comprei uma edição adaptada por Sonia Robatto, com ilustrações. Leitura agradável e valeu a pena. Fiquei pensando na estória de Buck, um filhote de são-bernardo com collie, roubado na Califórnia e levado para o Alasca. O destino reservou uma vida dura para Buck a partir de então, mas com o tempo, ele passou a ouvir o chamado da floresta, atiçando em si a busca por sua verdadeira natureza.


O totalitarismo que o mundo temia no século 20 virou o
totalitarismo inesperado dos donos da mídia,
manipulando o mundo.

Assisti ao filme 1984, na primeira versão para o cinema, de 1956. A obra é baseada na ficção de George Orwell 1984 (1949). Edmond O'Brien interpreta o personagem principal Winston Smith e a bela Jan Sterling interpreta Julia. Michael Redgrave é o General O'Connor. Gostei mais desta versão em preto e branco do que da outra que saiu em 1984, também inglesa. Ano passado, fiz uma série de postagens enquanto relia o clássico de Orwell e enquanto o Grande Irmão do mundo real (Globo/PIG) aplicava novo golpe de Estado ao Brasil (ler postagens com referência à obra 1984 AQUI). Ao saber o final da estória ficcional e ao ver a história real do mundo dominado pelos donos dos meios comerciais de manipulação global, eu me pergunto se haverá esperanças. Como estão as coisas, não. Só se houver uma reviravolta no controle dos meios midiáticos, inverter-se os donos.

Eu estive com a família em Foz do Iguaçu dias atrás e quis fazer umas postagens de fotos. Não consegui. Aquele mundo das águas é uma das coisas mais fantásticas do planeta Terra. Recomendo que cada pessoa que não conhece as Cataratas do Iguaçu se programe para ir até lá. É uma das maravilhas do mundo.


Maravilha do nosso mundo, as Cataratas do Iguaçu.
Foto de William Mendes.

Por fim, eu comecei a ler neste fim de semana o icônico Casa-grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre. Meu desejo era ter acabado o primeiro capítulo. Li por horas no sábado, mas não consegui. Porque li devagar e com reflexões. Só a Introdução de Freyre já é grande. Comecei a entender qual a tese que o autor desenvolve no ensaio.

Eu refleti que este será o último livro do ano porque preciso aproveitar meus finais de semana para trabalhar em meus dois blogs e já não fiz isso neste fim de semana.

Fim de minhas reflexões. Um abraço aos amig@s que passaram pela postagem e partilharam minhas palavras.

William

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Diário - 120815





Hoje terminaram minhas férias de dez dias. Foram tão curtas!

Não li livro algum, só algumas dezenas de páginas de Las venas abiertas de América Latina, de Eduardo Galeano.

O alumbramento possível nestes dias foi visitar e conhecer as ma-ra-vi-lho-sas Cataratas do Iguaçu. É algo para poucas palavras e muitas sensações no momento, no instante. Foi uma excelente ideia de minha esposa e companheira. Fui conhecer as Cataratas aos 46 anos de idade. Foram somente 4 dias, mas valeram a pena. Recomendo a tod@s.

Após cumprir neste mês de agosto minha caminhada anual (Romaria) de Uberlândia até Água Suja (75 km) e já ter andado uns 100 km até agora, retomei hoje o treinamento de corrida.

Como é importante termos na vida desafios pessoais no horizonte, para nos ajudar a ter equilíbrio nos problemas do dia a dia, lembrando que temos coisas a cumprir, tanto no campo profissional, de militância, bem como pessoal, me inscrevi para a minha primeira meia maratona neste semestre.

A partir de hoje, tenho dois desafios pessoais a vencer na área das atividades físicas: treinar para conseguir correr 21 km da Meia Maratona Caixa de Florianópolis em outubro e fechar o ano com a participação em mais uma São Silvestre, onde meu objetivo será fazer o melhor tempo em minhas oito participações.

E olha que os desafios como gestor eleito em uma entidade de saúde que vive um momento difícil, como todo o setor de saúde enfrenta, exigirá muito de mim em todos os sentidos. Mesmo assim, eu tenho que cuidar de minha saúde para estar disponível para minhas tarefas como ser humano e cidadão envolvido em muitas frentes.

É isso. Vou buscar equilíbrio na alimentação, nos exercícios físicos sempre que sobrar um tempinho, vou estar muito centrado no emocional e no racional e faremos o bom combate.

William Mendes