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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Diário - 020914




Refeição Cultural

Silêncio em meu apartamento. Estou em Brasília (DF).

Acabei de ouvir dois CDs que trouxe de minha casa em Osasco (SP): Nirvana - Acústico MTV e Alanis Morissette - Jagged Little Pill. É o som que gosto dos velhos tempos em que ouvia música. Tomei duas cervejas para dar uma relaxada.

Cheguei hoje de SP e fui direto para o meu trabalho. Na verdade, estou em férias no sistema (como bancário), mas estou trabalhando. Não gosto nem desgosto da situação. As coisas têm que ser feitas. Estou muito focado naquilo a que me dispus. Nunca foi diferente comigo e será assim até o último dia de meu mandato lá em 2018. Procurei fazer bem feito tudo que fiz na vida, até quando trabalhava em construção civil e trabalhos braçais.

Estou lendo e estudando temas da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, entidade de saúde no modelo de autogestão na qual atuo como diretor eleito pelo corpo social. É um mundo de complexidades. É um mundo de embates políticos, circunstanciados por "questões técnicas". Teremos nos próximos três dias, um encontro com gestores para falar de nossos projetos de melhorias e para ouvi-los, algo básico no mundo das corporações que respeitam seus funcionários.

Para cumprir meu papel social, os sacrifícios são imensos. Estou com a minha esposa e filho muito longe daqui. Para afligir mais o coração, hoje a esposa não está passando bem. Essa é a vida que eu levo há muito tempo, focado nos projetos coletivos aos quais me envolvi como militante de esquerda. Assim como eu, existem muitas pessoas engajadas em lutas coletivas. É importante valorizá-las porque vivemos em um mundo onde o que impera é o foco em si mesmo e não nos projetos coletivos.

Segue o silêncio. Vou ler mais um pouco de assuntos de trabalho e depois comer algo para dormir.




Na tentativa de não abandonar de vez meus momentos de prazer nesta vida, tentei nos últimos dias ler um pouco: li o livro autobiográfico de Nelson Mandela - Longa caminhada até a liberdade. Li neste fim de semana o livro da Denise Paraná sobre Lula, o filho do Brasil e li um pouco do livro sobre A era da empatia, de Frans de Waal.

Em relação ao prazer pelo esporte e preservação de minha saúde, as coisas não vão bem. Até corri um pouco no sábado, domingo e segunda, mas não consigo mais manter a atividade que tanto me fazia feliz. Vamos ver se melhora mais adiante isso.

Tchau! Segue a luta, seguimos firmes nos propósitos.

William Mendes

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Crônica - A Viagem


Alanis Morissette. Cantora Canadense.
Foto de divulgação.

Cara! Começou.

Ia ouvir Alanis no meu som. Acabei trazendo ela para o computador, para que ficasse mais próxima.

De repente, aconteceu. Foi como uma explosão dentro da minha mente. Vi um clarão e lá estávamos: ela e eu... tomando um drinque. Como vou explicar o lugar? Danceteria, barzinho, a sala dela, uma casa no campo?

Demorou para que um de nós falasse alguma coisa. Ela não estava surpresa. Eu continuava ouvindo o som na minha mente... joining you...

Então, me arrisquei a falar alguma coisa. Em inglês, é lógico! Ela estava usando um vestido vermelho, peça única. Cabelo solto. Cara! Ela é bonita mesmo!

- What’s hapenning with us?, Perguntei.

-“I think we were wondering the same thing. I mean, I’m thinking about a man who supposed love me and hope to meet me, then you’ve just appeared”, ela respondeu.

E o som continuava... I have no choice... head over feet...

Pensei se não estava acontecendo comigo o mesmo que no videoclipe do Aerosmith – Amazing - no qual o cara por meio do seu computador, simplesmente coloca a Alicia Silverstone em uma moto e sai com ela pelo deserto dando um tremendo de um “cata na mina”.

Bom, seja como for, lá estava Alanis e eu. Apesar de estar meio abobalhado, procurei não dar rata e trocar umas ideias com ela, por mais difícil que fosse.

De imediato, fui logo falando que pagava o maior sapo para ela. Imagine eu tentando falar isso para ela em inglês! – Alanis, I... I simply... how would I say... girl, do you understand?... Eu acho que ela entendeu. Ela perguntou então, de onde eu era, quem eu era, e coisas assim.

O papo começou a fluir numa boa. Ela me falou sobre sua vida, eu falei da minha. Sempre lembrando-lhe para falar devagar para que eu entendesse alguma coisa.

Que viagem!!

O clima estava muito propício. E como olhávamos um no olho do outro. – E o olho dela brilha mesmo!

Me aproximei dela e ela estava correspondendo. Parecia que nos conhecíamos há cinco anos. Nos beijamos...

Por isso insisto em dizer CARPE DIEM!

Vocês não estão achando que vou contar o que aconteceu naquela eternidade que passei com ela!? ... it’s not fair... you oughta know... e a música rolava...

Cara! Abri os olhos e estava na frente do meu computador. Estava tocando a 12ª faixa do CD – Uninvited. Posso dizer daquele cheiro que estava impregnado em minha pele, não deixava de sentir arrepios um instante.

O que aconteceu? Como aconteceu? Essa viagem foi na minha mente ou em uma dobra do tempo?

Viagem! Viajei, cara! Só posso dizer uma coisa da vida: Viajem!!!


Wmofox, 22.3.00