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segunda-feira, 24 de março de 2025

Operação Cavalo de Tróia (18) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"Quanto a Judas Iscariotes, nunca cheguei a saber com exatidão quais teriam sido seus verdadeiros sentimentos. Em um ou outro momento pareceu-me notar em seu rosto sinais evidentes de desacordo e repulsa. É possível que tudo aquilo lhe parecesse infantil e risível. Como gregos e romanos, considerava grotesco e desprezível todo aquele que consentisse em montar um asno. Creio não me equivocar se deduzo que Judas estivera a ponto de abandonar ali mesmo o grupo. Possivelmente detivera-o o fato de ser ele o 'administrador' dos bens. Isso significava uma possibilidade de dispor de dinheiro, e Judas sentia especial inclinação pelo ouro." (p. 168/169)


Quem descreve e analisa um dos apóstolos de Jesus Cristo na passagem acima é o astronauta do futuro - Jasão -, personagem de nossos tempos (século XX), infiltrado na comitiva do nazareno lá na longínqua Palestina do ano 30.

Esse é o enredo do livro "Operação Cavalo de Tróia" do escritor e jornalista J. J. Benítez, publicado pela primeira vez em 1984.

Quando li a história pela primeira vez, ainda adolescente, fiquei fascinado com a riqueza de detalhes contida no romance. 

O leitor daquela época era um cidadão brasileiro como a maioria em seu ambiente social, era católico e acreditava em toda sorte de abstrações criadas pela mente humana. 

Mesmo lendo hoje, sendo um materialista, acho o livro incrível! Ficção bem-feita é isso!

A postagem anterior pode ser lida aqui.

William 


sábado, 7 de dezembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (17) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"Vi ali moedas gregas (tetradracmas de prata, didracmas áticas, dracmas, óbolos, calcos e leptons de bronze), romanas (denários de prata, sestércios de latão, dispondios ou assarius, semis e quadrantes) e, naturalmente, todas as divisões da moeda judaica (denários, maas e pondios, todas de prata, e asses, musmis, kutruns e perutás de bronze, entre outras)." (p. 161)


O cenário é Jerusalém no ano 30, dia 2 de abril. Jesus de Nazaré está com seus discípulos nos arredores do santuário dos judeus. 

O narrador, Jasão, está acompanhando presencialmente, como pode, os acontecimentos descritos nos livros sagrados. Ele viajou no tempo numa operação chamada "Cavalo de Tróia".

Logo veremos, como leitores dos relatos, a treta que rolou entre Jesus e os cambistas no templo. Jasão disse que a passagem histórica será no dia seguinte, dia 3.

É isso. Seguimos na releitura desta narrativa incrível. Li o livro na adolescência e décadas depois ainda me surpreendo com a verossimilhança com que Benítez nos conta a história de Jesus. 

William Mendes 


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (16) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"Mas, que classe de sentimentos podia provocar no povo um homem de semelhante estatura no lombo de um burrico? Indubitavelmente, uma das razões para entrar assim na Cidade Santa tinha de ser buscada em uma intencional ideia de ridicularizar o poder puramente temporal. E Jesus ia consegui-lo..." (p. 154)


Seguindo na leitura do Diário da Operação Cavalo de Tróia, realizada no início dos anos setenta, segundo o escritor J. J. Benítez. 

O astronauta infiltrado na comitiva de Jesus de Nazaré, com o nome de Jasão, descreve para nós os acontecimentos do dia 2 de abril do ano 30, um domingo. 

Jesus sai de Betânia e vai entrar em Jerusalém montado em um burrico para se cumprirem as profecias (p. 152). O Nazareno disse isso ao próprio Jasão. 

Benítez cita até nosso Leonardo Boff na nota de rodapé na página 154, tudo para dar veracidade à sua narrativa. 

Enfim, repito o que já disse sobre este livro: ele é incrível, me impressionou na juventude e ainda me impressiona hoje. É muito bem escrito.

O autor diz que não é ficção... que seria um relato jornalístico. Tudo bem. O escritor é soberano em suas opiniões. 

Por outro lado, a obra dele é pública e eu acho que ela é ficção. Enfim, para mim é uma boa narrativa.

Sigamos na leitura.

William 


segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (15) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

Li mais algumas páginas do livro de J. J. Benítez.

O Diário do Major, que estava disfarçado como Jasão entre Jesus e seus discípulos, finalizou a descrição daquele sábado, dia 1° de abril do ano 30.

O astronauta alegou suspeitar por que motivo Judas Iscariotes teria traído Jesus de Nazaré. Ele teria se sentido humilhado ao ser repreendido em público e seria uma forma de vingar-se do Mestre.

"(...) Judas Iscariotes havia caído em um impenetrável silêncio. Seus olhos assustavam-me. Destilavam um ódio surdo e contido. Era visível que havia tomado aquelas palavras de Jesus como reproche pessoal e, sem dúvida, havia se sentido ridicularizado diante de toda aquela gente..." (p. 144)

O reproche foi porque Judas não achou certo Maria, irmã de Simão, gastar um produto fino e caro nos cabelos e pés de Jesus. Achava ele que o produto seria melhor utilizado se fosse vendido para alimentar os pobres.

Jesus deu-lhe um chega pra lá ao dizer que os pobres estarão sempre aí para serem alimentados, enquanto ele próprio, Jesus, logo logo não estaria mais entre eles...

Estamos falando aqui de falso moralismo, né não?

Seguimos na leitura. 

William 


domingo, 20 de outubro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (14) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"Jesus havia-se desembaraçado do manto. Sua esplêndida túnica branca aparecia agora, cingida por um cordão. Entre a algaravia dos pequeninos, o Mestre, vez por outra, abria seu riso, limpo e aberto, como aquela luminosa manhã. Em verdade, o que mais me emocionou foi ver como aquele homem feito e perfeito, capaz de desafiar os sumos sacerdotes e de ressuscitar os mortos, saltava, corria ou caía ao solo, entregue incondicionalmente às exigências daquela gente miúda." (p. 135)


O Diário do Major descreve uma cena matinal das cercanias de Jerusalém, no sábado, 1° de abril do ano 30. 

Imaginem vocês a emoção que seria ter a oportunidade de se sentar ao lado de Jesus de Nazaré e conversar com ele. Foi essa cena que li agora no livro de Benítez. 

Jasão, o astronauta da Operação Cavalo de Tróia, dialogou com Jesus, após este brincar com as crianças no pátio da casa onde estava.

Ao final do primeiro diálogo com o "gigante", a forma como Jesus é descrito no Diário, o Nazareno diz a Jasão:

"- O segredo para possuir a Verdade só está em meu Pai. E em verdade te digo que meu Pai sempre tem estado em teu coração. Tens apenas de olhar 'para dentro'... Bem-aventurado o que busca, conquanto morra crendo que jamais encontrou. E ditoso o que, à força de buscar, encontra. Quando encontrar, perturbar-se-á. E, havendo-se perturbado, maravilhar-se-á e reinará sobre tudo." (p. 137)

É ou não é um livro muito bem escrito este de Benítez?

Sigamos sem pressa. 

William 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (13) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"Como estava longe dessa imagem grave, atormentada e longínqua que nos transmitem tantos dos livros do século XX... Jesus de Nazaré era uma mescla de menino e general; de ingênuo pastor e compenetrado analista; de homem que vive plenamente cada dia e de prudente conselheiro. Mas, acima de tudo, notava-se que era feliz. Muito mais alegre e despreocupado do que seus próprios amigos e discípulos, visivelmente agitados pelas ameaças do sumo sacerdote." (p. 130)


Essa história de Jesus de Nazaré retratada por J. J. Benítez é muito instigante. Sempre achei isso.

Estou lendo minha velha edição dos anos oitenta, que já foi até emprestada e devolvida em péssimo estado. 

Vejam essa descrição que o Jasão faz de Judas Iscariotes:

"(...) Permaneci como que hipnotizado, a contemplar aquele tipo fraco e esgrouviado, de algo mais de um metro e setenta de estatura e cabeça pequena. Seu nariz aquilino destacava-se sobre a pele pálida, quase macilenta, dando-lhe o clássico 'perfil de pássaro' que eu havia estudado na classificação tipológica de Ernest Kretschmer..." (p. 130)

E o homem de nosso tempo infiltrado entre os discípulos de Jesus terminaria sua análise sobre Judas dizendo que ele seria um grande tímido. 

"A verdade é que, à medida que fui conhecendo o caráter desse homem, ia me convencendo de que se tratava, na realidade, de um grande tímido, que não havia tido oportunidade de desenvolver seu imenso caudal afetivo." (idem)

Parei a leitura do Diário do Major, ou o relato de Benítez, ao final do dia 31, sexta-feira, do ano 30, em Betânia, Judeia.

Seguimos a leitura. 

William 


quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (12) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

Lendo algumas páginas do livro de J. J. Benítez, fico pensando a respeito do momento atual: a Palestina tomada pela guerra sionista contra os outros povos que habitam a região há séculos... que dureza!

Os homens sempre se mataram justificando as eliminações dos outros através de religiões e deuses. E, no fundo, o extermínio do outro é só porque o homem é um ser que mata seu semelhante por motivos banais.

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No enredo do livro, Jasão amanheceu no dia 31 de março do ano 30 na casa do ressuscitado Lázaro, amigo de Jesus. Tomou seu café composto por leite de cabra, fatias de pão tostado, e generosas porções de queijo e mel. (p. 124)

A casa de Lázaro está agitada naquela manhã. Anunciam que Jesus vem chegando. Ele está a menos de 2 Km de Betânia (a uns dez estádios).

Vejam o que o Major diz em seu Diário:

"Posso jurar que, apesar de minha intensa preparação, dos longos anos de treinamento e da minha condição de cético, a família de Lázaro conseguiu contagiar-me com sua excitação. Sem poder evitá-lo, um calafrio percorreu-me a coluna vertebral..." (p. 126)

E, então, nosso personagem do século vinte, viajante no tempo até os dias de Jesus de Nazaré, nos descreve o primeiro contato visual com o homem, que chamará de "gigante".

"Sua extraordinária compleição - no primeiro momento calculei-lhe a altura em um metro e oitenta centímetros - fazia-o, ao lado da quase totalidade dos circunstantes, um gigante. Vestia um manto de cor bordô que lhe cingia o tórax e cujas extremidades envolviam o pescoço e caíam sobre os ombros largos e poderosos. Uma longa túnica branca, de amplas mangas, cobria-o quase até os tornozelos. Não vi faixa ou cinto algum. Na fronte trazia enrolado um lenço branco que lhe caía sobre os cabelos do lado direito." (p. 127)

Emocionante, não é? Até para um cético!

Seguimos na releitura. 

William 


quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (10) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"- Isso é o que eles dizem. Os longos anos de dominação estrangeira têm fortalecido a esperança nesse Messias, convertendo-o em um chefe político que libere Israel do jugo romano. Os sacerdotes sabem que o mestre predica outro tipo de 'liberação' e consideram-no um impostor. Isso seria suficiente para acabar com a vida de Jesus. Mas não é tudo..." (p. 107)


Jasão (da Tessalônica), a denominação do Major a partir do momento da saída do módulo e do contato com as pessoas na Palestina do ano 30, está na casa de Lázaro, amigo de Jesus, morto por doença e depois ressuscitado pelo Nazareno.

Os moradores da casa de Lázaro explicam ao estrangeiro Jasão, os receios que têm em relação a segurança e à vida do Mestre. São as primeiras horas do Major na Palestina. 

Amiga e amigo leitor, a releitura desse livro apenas começou. 

William 


sábado, 14 de setembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (9) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"30 DE MARÇO, QUINTA-FEIRA 

(...) Às dez horas e quinze minutos o módulo pousou, por fim, sobre o cimo do Monte das Oliveiras..." (p. 90)


Enfim, vencidas dezenas de páginas introdutórias, o leitor e a leitora de Benítez pousam na Palestina do ano trinta de nosso calendário. Vamos viajar no tempo com o astronauta da Operação Cavalo de Tróia.

"Apesar de estar vendo com meus próprios olhos, quão difícil me foi, naquelas primeiras horas, adaptar-me à ideia de que retrocedera no tempo e que o que me cercava era a Palestina do Imperador Tibério!" (p. 99)

Denominações de Jesus de Nazaré à época, segundo o autor, ou segundo o Diário do Major:

"(...) 'O Galileu, de fato, recebia o apelido de tecton - como carpinteiro, construtor ou ferreiro - de acordo com a versão que sobre esse termo dava o escrito rabínico Shabbat, 31a. Também Marcos faz alusão a tecton em 6,3'." (p. 100)

O Major, já entre os habitantes da época, avista Lázaro:

"(...) No jardim, sobre um banco de pedra, à sombra de frondosa figueira, estava sentado um homem. Vestia uma túnica com franjas verticais vermelhas e azuis, de compridas e amplas mangas. Umas três dezenas de homens rodeavam-no, alguns sentados a seus pés. Absortos, aqueles judeus escutavam e contemplavam o homem de corpo enxuto e rosto picado de varíolas. Era Lázaro!" (p. 101/102)

É isso! Começamos a aventura no passado...

William 


domingo, 8 de setembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (8) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

O Diário do Major detalha como se dará a "Operação Cavalo de Tróia" durante os onze dias nos quais a nave e os viajantes ficarão em Betânia e Jerusalém no Ano 30.

"A segunda - a mais arriscada e atrativa, sem dúvida - obrigava ao abandono do 'berço' por um dos exploradores, que deveria misturar-se com o povo judeu daquela época, convertendo-se em excepcional testemunha dos últimos dias de Jesus, o Galileu. Esse era o meu 'trabalho'." (p. 72)

Benítez descreve como o viajante no tempo, o Major, se preparou por dois anos, para se misturar ao povo judeu dos anos trinta.

LINGUAGEM 

"Boa parte desses vinte e um meses dediquei ao duro estudo da língua falada por Cristo: o aramaico ocidental ou galileu (...) não me foi muito difícil localizar os três únicos rincões do planeta onde ainda se fala o aramaico ocidental: a aldeia de Ma'lula, no Antilíbano e as pequenas povoações, hoje totalmente muçulmanas, de Yubb'adin e Bah'a, na Síria." (p. 72)

E depois o astronauta ainda aprendeu noções básicas de grego e do hebreu mishinico, que também se falava na Palestina de Cristo.

LOCAL NO ANO 30

(...) os especialistas do Projeto Cavalo de Tróia haviam avaliado que o Monte das Oliveiras era a zona apropriada para base do 'berço'. Sua proximidade da aldeia de Betânia e Jerusalém o havia convertido em lugar estratégico para o 'descenço'." (p. 75)

Comentário: não sei por que a palavra "descenço" aqui. Segundo o dicionário Aurélio "descenso" significa "descida", o que contemplaria a semântica da frase.

QUANDO NO ANO 30

A operação se daria no ano 30 entre os dias 30 de março e 9 de abril, onze dias.

O lançamento do módulo ou "berço" na viagem no tempo seria em 30 de janeiro de 1973.

TRIPULAÇÃO 

A nave ou "berço" ou ainda "módulo" será tripulada pelo Major e por seu companheiro, apelidado no Diário de "Eliseu", responsável por permanecer os onze dias dentro da nave no Monte das Oliveiras. 

O DISFARCE DO MAJOR ENTRE OS JUDEUS

"(...) Como estrangeiro (minha atuação e costumes haviam sido escolhidos pela Operação Cavalo de Tróia como os de um comerciante grego de vinhos e madeira), sabia perfeitamente quais eram minhas limitações neste sentido. Não obstante, na suposição de uma emergência, sempre existiria o recurso da minha volta ao módulo." (p. 84)

Terminei a leitura do dia com o lançamento da nave na viagem ao passado... agora é andar entre Jesus e seus discípulos. 

É isso!

William 


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (7) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

Benítez está lendo o Diário do Major da aeronáutica dos Estados Unidos. São diversas explicações científicas sobre descobertas que permitiriam a "Operação Cavalo de Tróia" viajar no tempo. 

Cito abaixo as três opções de datas e locais de viagem no tempo que o projeto teria avaliado fazer no início dos anos setenta (10 de março de 1971, segundo o autor).

"Os três objetivos em questão foram os seguintes:

1° - Março-abril do ano de 30 de nossa era. Justamente os últimos dias da paixão e morte de Jesus de Nazaré. 

2° - O ano de 1478. Local: Ilha da Madeira. Objetivo: averiguar se Cristóvão Colombo pôde receber alguma informação confidencial, da parte de algum pré-descobridor da América, sobre a existência de novas terras, assim como sobre a rota a seguir para alcançá-las.

3° - Março de 1861. Local: os Estados Unidos da América do Norte, propriamente. Objetivo: conhecer com exatidão os antecedentes da Guerra de Secessão e o pensamento do recém-eleito presidente Abraham Lincoln." (p. 69)

E aí?

Pensem que legal seria qualquer das três opções de investigação histórica...

Já sabemos que escolheram a primeira opção e vamos saber de Jesus Cristo e seus últimos dias na Terra.

Ler é uma das melhores coisas do mundo, na minha opinião de leitor. 

William 


terça-feira, 3 de setembro de 2024

Operação Cavalo de Tróia (6) - J. J. Benitez



Refeição Cultural 

"Por último, e seguindo um processo contrário, situar outro módulo ou laboratório no passado da Terra.

Eu fui designado para esse terceiro projeto - batizado como Cavalo de Tróia - e a ele, e a tudo quanto lhe dizia respeito até que se consumasse, em janeiro de 1973, referir-me-ei nesta primeira parte do diário." (p. 65)


Eu fico admirado com a capacidade do autor ao desenvolver explicações científicas para dar verossimilhança à história, que descreve uma viagem no tempo através de um artefato chamado pelo projeto de "berço".

Benítez descreve através do personagem "Major", autor do Diário, explicações com partículas subatômicas, Física Quântica e diversas outras teorias de Física e de Astronomia de forma tão convincente que os leitores vão se incorporando ao projeto da USAF como se fosse possível ler a respeito num jornal da época. 

É essa a beleza da arte e da cultura, aqui expressa através da literatura. 

William 


sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (5) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

"No presente trabalho, levei a cabo a transcrição - o mais fiel possível - das primeiras 350 folhas do total de 500 que ambos os cilindros continham. Ainda que eu não vá revelar, por enquanto, o resto do projeto, posso adiantar, isso sim, que ele obedece a um denominador comum: uma 'grande viagem', tal como a define o próprio Major. Uma viagem que faria empalidecer Júlio Verne..." (p. 56)


Esse é o estilo do livro "Operação Cavalo de Tróia" (1984). O jornalista J. J. Benítez constrói a narrativa de maneira que seu leitor acredite estar lendo um documentário, um texto jornalístico. 

É uma técnica muito refinada. Grandes autores fizeram isso no passado, inclusive seu compatriota Miguel de Cervantes, em seu clássico sobre Dom Quixote de La Mancha. 

Eu não tive sono para ler essas primeiras dezenas de páginas, cuja trama descreve até passar a perna no FBI para sair dos EUA com os "diários" do oficial da aeronáutica do país. 

Enfim, agora começa o capítulo "O Diário" sobre a "grande viagem" que o Major vai nos contar...

William 


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (4) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

A sequência da narrativa na qual o jornalista e escritor J. J. Benítez descreve sua busca pelo documento deixado a ele por um oficial da aeronáutica dos Estados Unidos é empolgante.

Após o jornalista desvendar as mensagens em códigos deixadas pelo Major, Benítez chega à caixa postal de número 21 dos Correios. E, finalmente, acessa os documentos guardados ali.

"Mais alguns segundos e aparecia diante de mim um maço de papéis, cuidadosamente enrolados. Havia sido introduzido em uma capa de plástico transparente, hermeticamente grampeada na parte superior. Tive de recorrer a um aparador de unhas para fazer saltar os dezessete grampos. Com uma excitação difícil de descrever, deitei um primeiro olhar aos papéis e verifiquei que haviam sido datilografados em espaço pequeno e no que conhecemos como papel-bíblia. Cada folha (29 x 31 cm), até um total de duzentas e cinquenta, havia sido assinada e rubricada no canto inferior esquerdo pelo Major. Era a mesma letra - e eu diria até que a mesma tinta - que figurava ao pé da carta que eu havia encontrado na caixa postal 21 e acabara de abrir." (p. 40)

Parei a leitura no momento em que Benítez recebeu um telefonema da portaria do hotel informando ao jornalista que dois agentes do FBI queriam falar com ele.

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O livro Operação Cavalo de Tróia marcou um momento deste leitor blogueiro. 

O primeiro volume é de meados dos anos oitenta, eu vivia em Uberlândia, MG. 

É isso, por enquanto. 

William 


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (3) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

Ao ler mais algumas páginas do começo do livro de J. J. Benítez, fiquei me lembrando do passado.

Na história, o escritor está em busca de desvendar o mistério que se apresentou a ele por casualidade durante uma estadia na Cidade do México, em abril de 1980. 

Ele foi contatado por uma pessoa que se apresentou como oficial da aeronáutica dos EUA. Por mais de um ano, manteve contato com essa pessoa, denominada Major, e após o falecimento dela, Benítez sai em busca de desvendar uma mensagem cifrada em uma folha.

O jornalista foi aos Estados Unidos, no Cemitério Nacional de Arlington, em Washington (DC). Ele tenta decifrar os códigos deixados pelo Major. É o ponto da leitura em que parei.

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Na época da primeira leitura dessa obra, na adolescência, eu era uma pessoa muito diferente da que sou hoje, uma obviedade, em tese.

Mas mudei bastante. Eu era religioso, bastante religioso. Na verdade, eu era propenso a crer em qualquer mística que existisse na época. Eu cria na existência de ETs e OVNIs, por exemplo. E Benítez trabalhava muito com essa temática, quer dizer, trabalha ainda. 

Confesso que a leitura do livro à época com a visão de mundo que tinha foi muito impactante. 

É isso!

William Mendes


Post Scriptum: o comentário seguinte sobre a leitura pode ser lido aqui.


quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (2) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

O começo da história (vou tratar assim a partir de agora em respeito ao autor) narra a forma como o jornalista e escritor J. J. Benítez teve contato com um oficial da força aérea dos Estados Unidos. 

Ele estava no México, no início dos anos oitenta, e após uma entrevista a um programa de TV falando sobre Jesus Cristo, especificamente sobre o martírio de Jesus em seus últimos dias, foi contatado por esse oficial norte-americano que se identificou como Major.

Benítez nos conta dos contatos que tiveram por meses, através de cartas, ele na Espanha e o Major no México. 

Repito o que disse no primeiro comentário sobre o livro Operação Cavalo de Tróia: a técnica narrativa de Benítez é incrível! Desde o início, parece que o leitor está lendo uma notícia jornalística cheia de suspenses e segredos.

É isso, por enquanto. 

William Mendes 


Post Scriptum: o texto seguinte sobre o livro pode ser lido aqui.


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (1) - J. J. Benítez



Refeição Cultural  

Quando penso em livros que me impactaram fortemente, um dos que primeiro me vêm à memória é o livro Operação Cavalo de Tróia, de 1984, do jornalista e escritor J. J. Benítez.

A lembrança que tenho da sensação da experiência de leitura está guardada na memória há décadas. Li o livro com menos de vinte anos de idade.

Enquanto lia, eu ficava impressionado com a qualidade do escritor em fazer o leitor crer que o que ele contava era verdade. E para mim, era uma obviedade, à época, que o livro se tratava de uma ficção, um romance ficcional. 

Aquele leitor que eu era na adolescência deve ter contribuído muito para a ligação que se estabeleceu entre o livro e eu, entre a estória do Major e Jesus Cristo e eu (ou história, vai saber!).

O livro é enorme! E o primeiro volume, o li duas vezes!

Ainda hoje, passados quase quarenta anos do primeiro contato com a obra, considero a narrativa uma das melhores que já li.

Faz pouco tempo, fui saber que o autor diz que a história não é ficção, é reportagem, é documentário jornalístico. Não cabe a mim, leitor, questioná-lo.

Sigo considerando Operação Cavalo de Tróia como uma das obras mais bem escritas que já li.

William 


Post Scriptum: o comentário seguinte pode ser lido aqui.


sábado, 2 de outubro de 2021

021021 - Diário e reflexões



Refeição Cultural

Sábado, 2 de outubro.

Que reflexões registrar neste dia neste modesto blog de compartilhamento de opiniões e conhecimento?


Algumas coisas que ocuparam minha mente nesta semana, coisas que passaram pelas ondas elétricas de meus 86 bilhões de neurônios de animal homo sapiens: J. J. Benítez, as questões de narrativas, o proprietário do site Brasil 247, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, as leituras de livros, as doenças e a morte, dentre outras coisas. 

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JESUS CRISTO, OVNI, MUNDOS MÍSTICOS

Dia desses, estava vendo uma entrevista do jornalista e escritor espanhol J. J. Benítez e fiquei pensando algumas coisas. As memórias me levaram ao meu passado de pessoa crente em quase todo tipo de narrativa humana que chegava a mim até uns trinta anos de idade. Mitos e mundos místicos.

Eu respeito as crenças e religiões de todas as culturas humanas, já estudei bastante a respeito do que somos para compreender isso. O livro de Nicolelis sobre o cérebro humano e o mundo que criamos foi definitivo para minha compreensão da vida humana no planeta Terra.

Acreditei em tudo nesta vida, em fenômenos paranormais e poder da mente, em extraterrestres e fenômenos com OVNI, em todas as matrizes religiosas - deuses, demônios, fantasmas -, viagem no tempo, reencarnações e outras dimensões, Inteligência Artificial, enfim, eu cria demais nas coisas.

A leitura de livros e revistas sobre o desconhecido, sobre ciências ou sobre religiões e culturas diversas preencheu um espaço importante de meu parco tempo livre entre a adolescência e uns trinta anos de idade. São alguns exemplos Erich Von Däniken, J. J. Benítez, livros sobre Jesus Cristo e religiões diversas como espiritismo, livros da atriz Shirley MacLaine, dentre vários outros autores e autoras.

A saga dos livros Operação Cavalo de Tróia foi algo que me deixou fascinado por muito tempo. Como leitor de ficção científica, ainda afirmo serem livros muito bem escritos, pesquisados, inteligentes. Eu li até o volume 4 na época que devorava essa temática. Hoje sei que Benítez estendeu a estória até o volume 9. Eu leria os 9 volumes tranquilamente porque é uma obra de ficção fascinante.

Me quedei pensando nessas coisas de OVNI, mundos místicos, a história ou estória de Jesus Cristo justamente porque na entrevista com Benítez, de uns dois anos atrás, ele afirma que tudo o que escreve de literatura de ficção não é ficção. Segundo ele, seus textos seriam resultados de investigações, fatos. Ele não seria escritor de romances, ele seria um investigador publicando e divulgando ao mundo suas investigações. Então tá! Pra mim, tudo bem. Ficamos assim. Os textos são muito bons! De verdade. 

Vai saber o que é ficção e o que não é ficção. Tudo neste momento da história humana se tornou narrativa, talvez sempre tenha sido assim. Só os meios mudaram. Talvez a pós-verdade sempre tenha sido a verdade ou a pós-verdade.

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Não vou me alongar na postagem. Tenho que cumprir meu dever de cidadão e somar meu corpinho às manifestações populares contra o regime genocida e corrupto que a casa-grande alçou ao maior cargo político do país.

Outro dia, vi sem querer na internet um áudio do jornalista dono do Brasil 247, um áudio antigo, no qual ele se afagava com o sujeito que quebrou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, aquele tipo que patrocinou o jantar com o Temer dias atrás, naquela mesa de velhos brancos da casa-grande. O jornalista instigava o senhor da casa-grande a processar o Paulo Henrique Amorim e o Mino Carta... enfim, até hoje não consegui ver mais nenhum programa com ele na TV 247. Eu sei que o veículo ficou maior que ele e é um instrumento importante para o lado mais progressista dos meios de comunicação, mas não consegui até hoje ver mais nenhum programa com ele. É foda! Eu tenho muita dificuldade em perdoar as pessoas. E todos nós somos cheios de merdas em nossas vidas, temos o direito de errar e mudar ao longo da existência. Mas não consegui até agora voltar a ver o cara. Sei que tô errado.

Enfim, chega de registros. Vamos pra rua.

#2OutForaBolsonaro

William