domingo, 7 de agosto de 2016

Sobre a Vida no Planeta



Programa fantástico da BBC.

Refeição Cultural

Domingo, final de tarde e início de noite em Brasília, cidade enfiada no Estado de Goiás (divisões políticas à parte).

Acabei de assistir a um programa sobre natureza (Planeta Terra) que sempre mexe comigo e me põe a pensar na existência minha e de todo o planeta. "Vida" é uma série da BBC feita em 2009 (ler AQUI) que aborda as estratégias que os seres vivos adotam para sobreviver, se alimentar e se reproduzir no Planeta Terra.

É impressionante o quanto é complexa a vida na terra. É revelador, para quem busca esse conhecimento, o quanto uma vida depende da outra, tanto para sobreviver em cooperação, quanto para sobreviver se alimentando uma vida da outra.


Ver um programa como a série "Vida" nos dá uma noção das
estratégias para esses ipês amarelo e lilás serem o que são.

Nós somos animais mamíferos e assim como nós existem milhões de outros seres com estratégias fantásticas de sobrevivência na Terra. Aliás, nós primatas estamos atrás de muitos seres no reino animal e vegetal, se pensarmos sob a ótica da longevidade da espécie.

Não sei sobre o amanhã, ninguém sabe, mas sei hoje que tenho que ter humildade para entender o quanto a nossa vida é fugaz, é de instantes. Já tenho dúvidas se somente nós humanos sabemos e refletimos a respeito de passado, presente e futuro por causa da nossa capacidade cerebral e racional. 

Ao ver o que há de conhecimento acumulado sobre o estudo da natureza neste século 21, ficamos impressionados com uma certa organização sistêmica em favor da vida no Planeta. Nós humanos não somos o centro das coisas, não somos. Se um vírus nos extinguir, somos um nada, uma insignificância nos reinos existentes aqui.


Belo ipê levando sua vida ao
lado do Eixão em Brasília.

Nesses momentos é que vejo o quanto é imbecil todo o processo de destruição recíproca na sociedade humana. Nós somos muito burros, apesar de cientificamente nos classificarmos como 'racionais'. Deveríamos nos ajudar uns aos outros para enfrentarmos as dificuldades inerentes ao viver, e não o contrário.

É meu dever tentar compreender os humanos e ainda conviver com eles e buscar contribuir para uma sociedade humana melhor. Mas não é fácil. Confesso!

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Tenho escrito mais nos últimos meses. Eu sei que ao menos meu pai lê este blog. Sei que alguns amigos e companheiros de trabalho também o leem. Como não pude ser literato e viver das letras, nem fui professor de nada, estou filosofando por escrito em local aberto à leitura de qualquer ser humano no Planeta. É uma espécie de memorial que deixo registrado.

William Mendes
Filho, pai, irmão, marido, tio, sobrinho, amigo

Sobre José J. Veiga, por Silviano Santiago


Ver Silviano Santiago falar sobre o grande escritor goiano J. J. Veiga foi uma aula fantástica para mim.

Até recentemente, nunca havia lido uma obra do autor. Em janeiro de 2016, li finalmente Os Cavalinhos de Platiplanto (1959). Me identifiquei na hora com a obra e o estilo. Em seguida, seu romance mais famoso, A Hora dos Ruminantes, se apresentou a mim quando eu olhava uma estante na livraria. Já o li.

Comprei mais dois livros dele pela internet e agora, também quase de forma fantástica, pois não foi programada, adquiri mais seis livros dele estando em Goiânia. Vou ler as 10 obras de José. J. Veiga.

Se vocês assistirem ao vídeo da Companhia das Letras, com Silviano Santiago falando sobre o autor e sua obra, vão entender que a leitura neste momento por que passamos no Brasil e no mundo é uma necessidade inadiável. Inadiável!

Abraços, William


sábado, 6 de agosto de 2016

Ortodoxias liberais quebram economias e seguem sendo aplicadas pela direita fascista





"Economistas que aconselhavam que se deixasse a economia em paz, governos cujos primeiros instintos, além de proteger o padrão ouro com políticas deflacionárias, era apegar-se à ortodoxia financeira, aos equilíbrios de orçamento e à redução de despesas, visivelmente não tornavam melhor a situação. Na verdade, à medida que continuava a Depressão, argumentava-se com considerável vigor, entre outros por J. M. Keynes - que em consequência disso se tornou o mais influente economista dos quarenta anos seguintes -, que tais governos estavam piorando a Depressão. Aqueles entre nós que viveram os anos da Grande Depressão ainda acham impossível compreender como as ortodoxias do puro mercado livre, na época tão completamente desacreditadas, mais uma vez vieram a presidir um período global de Depressão em fins da década de 1980 e na de 1990, que, mais uma vez, não puderam entender nem resolver..." (página 107)


Estou relendo o capítulo 3 da Era dos Extremos - Rumo ao abismo econômico

Neste trecho acima, Hobsbawn descreve impressionado como os governos dos anos 80 foram tão estúpidos em repetir as receitas ortodoxas dos economistas liberais dos anos 20 e 30 porque aprofundaram crises fazendo o inverso do que as políticas keynesianas defendiam.

Eu escrevi na aba do livro: - Hobsbawn, a mesma imbecilidade está acontecendo agora em 2016, após o Golpe de Estado perpetrado por empresários de comunicação e parte da burguesia vira-latas brasileira, e obviamente os partidos de direita como o PSDB e asseclas...

Ou seja, os desgraçados golpistas, por não aceitarem a 4ª vitória eleitoral do PT à presidência, levaram adiante a derrubada do governo e a quebra da economia brasileira, e agora, em poucas semanas sentados no poder, estão seguindo a receita liberal que quebrou o mundo nos anos 30, quebrou o mundo nos anos 80 e 90 e agora segue quebrando o mundo e o Brasil. Fazem isso somente para ganhar uns tostões como butim por entregar nosso patrimônio aos estrangeiros e porque são adoradores do estrangeiro e lesas-pátrias.

Durante os governos do PT, principalmente nos governos Lula e no primeiro governo Dilma, o Brasil aplicou políticas anticíclicas no auge da nova etapa da crise do capital, após a crise do subprime em 2008, e por anos seguidos manteve baixos níveis de desemprego com aumento da renda do trabalho, via aumentos reais do salário mínimo e das aposentadorias baseadas no salário mínimo, políticas sociais de inclusão e distribuição de renda e programas desenvolvimentistas como o PAC, Minha Casa Minha Vida, dentre outros. Incluiu dezenas de milhões de pessoas no consumo das mercadorias básicas da cidadania e o país teve uma economia interna pujante enquanto o mundo lá fora já sofria com a crise.


"Mesmo assim, esse estranho fenômeno deve lembrar-nos da grande característica da história que ele exemplifica: a incrível memória curta dos economistas teóricos e práticos. Também nos dá uma vívida ilustração da necessidade, para a sociedade, dos historiadores, que são os memorialistas profissionais do que seus colegas-cidadãos desejam esquecer" (página 107)


Hobsbawn termina lamentando a falta que faz os governos e lideranças políticas, assim como os cidadãos, conhecerem um pouco mais de história para não ficarem eternamente repetindo erros que destroem países e populações.


William

Cinismo - ante-sala do fascismo



Anoitecer de 06ago16... pensando
no cinismo de parte do povo brasileiro
pós golpe articulado pelos donos da
mídia monopolizada, que vem criando
um leitor-telespectador vil e cínico.

Refeição Cultural - indigestão

Estou no silêncio de minha sala. Vi o Por do Sol e o anoitecer.

Pensando com preguiça (mentira, é desilusão mesmo!) sobre o mundo e sobre meu mundo com o novo povo brasileiro pós Golpe de Estado. Como nos dividimos hoje? Não sei, estou sem vontade de dizer o que penso.

Quando estudei Educação Física por dois anos, entendi muito melhor a importância dos Jogos Olímpicos da modernidade, iniciados a partir de 1896, retomando ideais das Olimpíadas gregas de séculos antes.

Eu não tive nenhum interesse em ver absolutamente nada da primeira Olimpíada na América Latina, em meu querido país Brasil. Ligar as teletelas dos articuladores do novo golpe contra a democracia e o povo brasileiro me dá vontade de vomitar. Eu me nego a fazer parte da manipulação cínica em que vivemos o brazil do temer-moro-globo-veja-fiesp-serra-stf-pf-mpf-cunha-jornais-fascistas-e-lixos-afins.

Pulitzer nos avisou da imprensa cínica e canalha que transforma e conduz os leitores-ouvintes-espectadores que alcança para um padrão de comportamento com cinismo e mau-caratismo. Chegamos ao ponto. Apesar do efeito do cinismo e pregação de direita e fascista atingir todas as classes sociais, inclusive as vítimas, na "classe média" em que convivo, o efeito do cinismo fascista é exponenciado e desalentador.

Os manipuladores da mídia dizerem que as Olimpíadas no Brasil e a Copa do Mundo não são uma conquista a partir do prestígio de Luiz Inácio Lula da Silva e do salto evolutivo que o Brasil teve durante os governos do PT em todos os sentidos sociais, políticos e econômico (até que decidiram quebrar o país por não aceitarem a 4ª eleição do PT) é de um cinismo nauseabundo por parte dos donos de todos os meios de comunicação que manipulam o povo de meu país. Consequentemente penso o mesmo de todos os cidadãos que replicam essa ideia cínica (até onde eu separo sinceridade de cinismo?) que eu não sei mais o que dizer no meio em que convivo, a não ser falar da Cassi, que é meu papel social do momento. Somos judeus na Alemanha de 1933... 1936... 1938... (espero que não cheguemos a 1942... 1944...)


Ler e conhecer a história da
sociedade humana nos dá uma
noção tão clara das coisas... mas
pouca gente gosta de história...

Tenho lido bons artigos com conteúdos formativos sobre o que estamos vivendo no Brasil, nos sites Carta Maior, Brasil 247, Revista Fórum, Carta Capital, Vi o Mundo, Blog da Cidadania, mas esses pontos de luz são como pirilampos no meio da noite. Não iluminam o ambiente onde está a massa que bebe no fascismo dos meios comunicativos dos articuladores do golpe.

Como diz minha esposa, que adianta artigos tão bons se ninguém lê, se todo mundo só vai ter acesso ao que os golpistas publicam...

Hoje estou folheando Hobsbawn e a Era dos Extremos... É tão igual o cenário hoje e ontem da ascensão do nazi-fascismo... já estamos vivendo isso. Só faltam algumas etapas porque o tempo das tragédias é diferente do tempo dos dias de nossas vidas humanas limitadas.

William

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Diário - 050816



Olha o que eu estou levando da terra de José J. Veiga...

Madrugada de sexta-feira iniciando. É hora de dormir porque vou levantar bem cedo.

Nesta quinta tive um dia intenso de trabalho aqui em Goiânia. Eu confesso que só parei de trabalhar agora à meia-noite. E comecei a trabalhar às 8 horas da manhã... são 16 horas de dedicação à gestão de nossa entidade de saúde dos funcionários do BB, que represento.

Eu estava revendo e dando os últimos retoques na apresentação que farei na Conferência de Saúde da Cassi em Goiás. Acho muito importante fazer uma exposição que contribua com informações claras e corretas aos participantes de nossa Caixa de Assistência.

Bom, encerrando o dia.

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Ganhei hoje esse presente emocionante de nossa equipe de trabalho
da Unidade Cassi Goiás. Nossa energia para lutar pelas coisas que
acreditamos vem dos momentos mais simples e singelos. Obrigado!

Só registro alguns instantes bem legais, desses que a vida reserva, às vezes, por acaso e nas horas menos esperadas possíveis.

Eu estava numa correria danada aqui na terra do escritor José J. Veiga. Tinha pensado em ir numa exposição permanente dele no Sesc de Goiânia. Imaginem se eu teria tempo de algo mais que trabalhar...

De repente, parado na frente do BB que havíamos acabado de fazer uma reunião, e esperando o táxi para retornar à Cassi e seguir nossa agenda de trabalho, vi duas livrarias de livros usados (sebo) e pensei: - vai que eu encontre livros do José J. Veiga...

Atravessei a rua e entrei na primeira. Perguntei e achei um livro que eu não tinha. Comprei. Fui até a outra do lado e perguntei de novo. Achei 5 livros dele. Fiquei muito contente! Eu não vou embora de Goiás sem algo de José J. Veita!!! Foi um instante de meu dia.

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"Flávio Lúcio Pereira disse...

Olá amigo William, tudo bem? É chegado o tempo de mais uma caminhada. Estamos com aquela expectativa gostosa de como será esse ano. Vamos sair na sexta a noite esse ano. E você, planeja ir quando? Esperamos que tudo corra bem e que vc cumpra seu objetivo com muita paz e segurança.

Abraços e boa viagem!"


Agora à noite, vi que uma pessoa, um romeiro de Uberlândia, deixou uma mensagem bonita a mim, desejando boa sorte na caminhada de 75 km da semana que vem. Fiquei tão surpreso! Fiquei emocionado... eu não o conheço e ele leu um texto meu da romaria anterior e se lembrou de vir me desejar uma boa caminhada. Que legal! O mundo anda tão ruim, tão duro, e tem pessoas assim, ainda solidárias.

E fechei meu dia ganhando uma lembrança muito bonita de nossa equipe da Cassi Goiás. Obrigado e agradeço de coração.

Boa noite a todos vocês da classe trabalhadora e pessoas que pensam um mundo mais justo, mais solidário, mais tolerante e com mais amor.

William

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Diário - 010816


Libertinagem é DEMAIS!

Instantes de relaxamento em prol de minha saúde física e mental

Segunda-feira, estou em Brasília. Parei de trabalhar depois das 21h. Foram 12 horas de trabalho.

Para relaxar um pouco, aproveitei que estou sozinho para voltar aos velhos tempos sem incomodar ninguém (talvez os vizinhos).

Ouvi um pouco de música, sempre, sempre, de minha época de ouro musical, anos oitenta e noventa. Comecei com David Bowie e depois enveredei pelo pop.

Após uma hora de boa música, fiz o que tinha hábito em minha época da Faculdade de Letras. Catei meu livro do Manuel Bandeira e reli inteiro Libertinagem...

Na verdade, declamei em voz alta, interpretei os poemas de Bandeira. Relembrei meus tempos de sarau!

Foi bem legal reler este clássico da poesia modernista brasileira!


Gente, poemas antológicos: Andorinha, Profundamente, Vou-me embora pra Pasárgada, Evocação do Recife, Belém do Pará, Porquinho-da-Índia, Poética...

Fica aqui o que mais marca o momento de meu eu, de minha vida.


"O Cacto - Manuel Bandeira


Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:
Laocoonte constrangido pelas serpentes,
Ugolino e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.

Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas
            [privou a cidade de iluminação e energia:

- Era belo, áspero, intratável."



William
Cidadão


domingo, 31 de julho de 2016

Diário - Leituras atividades físicas filme anime música... Reflexões



Ipê amarelo no Eixão.

Refeição Cultural

E então o fim de semana vai terminando. Como ele é importante para todas as pessoas que vivem do trabalho, ou seja, uns 95% da população mundial. E até isso, esse nosso instante, os donos do capital querem nos tirar para acumularem mais e mais. Mas lembro aos meus pares que a história das sociedades humanas mostra que não há compaixão para a classe trabalhadora, não há! Qualquer direito é conquista de lutas, e isso não vai mudar.


Entardecer e anoitecer em Brasília, vale a pena ver...

Desculpem o começo desta postagem já falando de embate entre capital e trabalho. É efeito dos tempos que vivemos.

Neste fim de semana, fiz muita coisa para tentar me desligar um pouco do trabalho, que me consome quase a totalidade da energia mental e física durante cada semana de meu mandato desde que comecei a exercê-lo faz mais de dois anos.


A mensagem final do filme é interessante.

Filme Minority Report - A Nova Lei (2002)

Faz tempo que queria assistir a esse filme. Ele faz parte de um conjunto de livros e filmes que abordam a temática de sociedades distópicas. Comprei faz tempo e estava ainda no plástico. Depois que começaram a prender brasileiros por "pré-crimes" mais recentemente, vi que era a hora de ver o filme.

A estória se passa no ano de 2054 em Washington DC e o sistema de justiça do local descobriu uma forma de prender pessoas que iriam cometer crimes, pois eles eram antevistos e a polícia chegava antes de ocorrerem.

A questão central do filme e que nos coloca a pensar é se o futuro previsto ou desenhado pode ser alterado ou não. A mensagem da trama (sem revelar o fim) e que eu trago para a reflexão é: - você tem escolha!

Eu gostei do filme e fiquei vários minutos pensando a respeito após o final da trama.

Você tem escolha em não cometer um crime contra o nosso futuro - Se fosse para eu fazer uma analogia com a nossa realidade, eu diria uma coisa com relação ao futuro que está desenhado nos próximos meses em nosso querido país e em seus mais de 5.500 municípios.

Apesar de cada brasileiro e brasileira estarem propensos a não ligarem para a política por causa de uma estratégia de criar nojo nos cidadãos comuns, estratégia dos donos do poder econômico, os mesmos que organizaram o Golpe de Estado e o regime de exceção que já estamos vivendo, você pode se envolver de verdade e votar em candidatos e partidos do campo popular e não os partidos e candidatos da plutocracia golpista. Não cometa um crime contra o seu futuro e de seus descendentes colocando formalmente fascistas, o patronato e a plutocracia no poder legislativo municipal e nos executivos municipais.

Pense nisso, você tem escolha!


Aos poucos, vou conhecendo a obra de José J. Veiga.

Lendo contos de José J. Veiga

Me deliciei lendo o terceiro livro de José J. Veiga. Pena que não consegui acabar... o domingo acabou primeiro.

Os contos do livro A Estranha Máquina Extraviada (1967) são muito legais. Todos têm um liame em relação ao se estar perdido, extraviado, fora de eixo e de lugar. Cada personagem. E como isso é atual se pensarmos o mundo da política e da vida em nosso tempo.

Quando terminar o livro volto ao tema.


Eu quero estar bem para as lutas que enfrentamos...

Atividade física - correndo e pedalando

Ontem, sábado, juro que passei o dia procrastinando para correr porque eu era o verdadeiro Macunaíma. Tudo que sentia em cada hora do dia era - Ai, que preguiça!

Algumas coisas na vida humana são claras. A força de vontade em fazer o que deve ser feito é algo que cada pessoa constrói dentro de si durante toda a vida. Eu acredito nisso.

Normalmente o sábado à noite é o dia da balada, de sair, de festa etc. Pois só depois das 21h de sábado é que eu venci meu momento Macunaíma, disse a mim mesmo - Xô preguiça! - e saí para correr.

Caprichei! Fui correndo uns 3 km, depois fui até dar uns 5 km, decidi passar um pouco da média deste mês, corri uns 6 km e, por fim, fechei a corrida com 8 km em 51'. Foi uma vitória minha sobre meu momento Macunaíma.


Ainda um ipê roxo entre os amarelos. 

Hoje, domingo, foi a mesma coisa. E a coragem que eu estava de sair para pedalar... ainda mais depois dos 8k de sábado... Foi só depois das 16h que tive pique para sair e pedalar no Eixão por uma hora.

Fechei bem o mês de julho. Este foi o mês que comprei uma bike para revezar com corridas e caminhadas. Fiz um esforço grande e a força de vontade prevaleceu. Corri em São Paulo, Osasco, Manaus, Brasília e caminhei até no Uruguai.

Percurso esportivo em julho

Sábado 2 DF ...........................5k 33' 23º

Domingo 3 DF ........................90' de bike no Eixão

Segunda 4 DF .........................4k 26' noturna

Quarta 13 Uruguai ..................5k caminhada Colônia de Sacramento

Quinta 14 SP ...........................15' corrida em frente à Pref. Mun. Osasco

Sexta 15 SP .............................6,5k caminhada 70' em Osasco

Domingo 17 SP .......................5k 32' Pq. Continental

Quarta 20 AM .........................5k 33' 22º em Manaus - forte umidade

Sábado 23 DF .........................6k 65' 22º caminhada noturna

Domingo 24 DF .....................60' de bike e 3k caminhando no Eixão

Segunda 25 DF ......................5k 33' 23º noturna

Quarta 27 DF .........................6k 37' 22º noturna

Sábado 30 DF ........................8k 51' 16º - Xô preguiça!

Domingo 31 DF .....................60' de bike no Eixão


Apesar da agenda sem local fixo, consegui correr 8 vezes, passei a pedalar neste mês e caminhei um pouco, o que é fundamental neste período porque em agosto farei minha caminhada de 75 km em MG. Faltam duas semanas.

É isso. Acabou o mês de julho. A esposa está com o filhão lá no interior de SP. Mas isso é bom para ambos.

Postagem feita ao som de Bob Dylan e Sheryl Crow...

Vamos com energia para o mês de agosto, fazer o que devemos fazer e lutar pelo que acreditamos e defendemos.

William

Death Note - Anime (III)



Capa do 1º volume do mangá Death Note.

Refeição Cultural


Os episódios e a trama do anime Death Note (2006/07) são muito bons e instigantes. Assisti aos episódios 7 (Tentação), 8 (Linha de vista) e 9 (Contato). 

A estória é sobre um jovem que encontra um "Caderno da Morte" de um Shinigami (Deus da Morte) e passa a ser o dono do caderno. O adolescente de 17 anos começa a utilizar o poder do Death Note para matar criminosos e livrar o mundo dos crimes. Mas passa a querer ser o novo deus do mundo e começa a matar pessoas inocentes que possam prejudicar seus planos ou descobrir que ele é Kira, o assassino.

O episódio 7 nos envolve muito pela revolta ao ver Kira matar mais uma pessoa inocente. Os episódios 8 e 9 mostram o quanto Kira e "L" são jovens inteligentes, mas cada um usa sua inteligência de forma distinta. "L" é outro jovem que está auxiliando a polícia para tentar descobrir quem é Kira.


Da ficção, refletindo a realidade

A professora de filosofia Marilena Chauí, aborda em uma entrevista concedida ao livro Leituras da Crise (2006) a importância da Política na vida em sociedade e eu nunca me esqueci de um trecho onde ela explica a necessidade das instituições sociais serem fortes e eficientes, com regras e normas que evitem ou dificultem que as pessoas façam sem limites o que os seus desejos lhes instigam. 

É da natureza humana ser falível porque somos movidos a desejos e paixões, e as instituições que regulam o convívio em sociedade não podem ser falíveis ou passíveis de serem usadas pelos desejos "falíveis" dos humanos.

A história do jovem que adquire um Death Note e pensa inicialmente em eliminar bandidos e os crimes da sociedade e, em seguida, o poder do Death Note acaba virando uma arma para um super vilão, impiedoso e com desejos de dominar o mundo, é bem o retrato do que a filósofa Marilena Chauí fala sobre nossa natureza falível.

O mesmo fato estamos vivendo em nosso país, que agora é o brazil do golpe midiático-jurídico-parlamentar. O Partido dos Trabalhadores buscou de forma correta fortalecer o aparelho do Estado em relação aos órgãos de justiça, criando novas instituições e ampliando a estrutura das já existentes e dando autonomia para atuarem: CGU, MPF, TCU, PGR, PF etc.

Hoje, no brazil, setores dos órgãos de justiça e polícia - uma parte constituída de jovens oriundos da elite tupiniquim ao chegaram às carreiras por concurso público -, que por sinal só voltaram a existir graças ao Governo Lula e ao PT (FHC/PSDB acabaram com a máquina pública), enfim, setores dos órgãos de justiça e polícia estão destruindo perigosamente a democracia brasileira, se organizaram para auxiliar de forma politizada e partidarizada a grande mídia e a oposição ao governo do PT para retomarem o poder Executivo sem vencerem eleições. 

Vivemos neste momento num Estado de exceção. Pode ser que alguns jovens inteligentes até quisessem praticar o bem, mas o poder lhes subiu à cabeça e estão destruindo o país, vidas inocentes, instituições públicas e privadas, permitindo que a iniquidade seja a regra no País, só para que nada nem ninguém impeça o desejo de poder desses segmentos que sequestraram a coisa pública - todos eles, integrantes ou representantes da plutocracia secular brasileira.

Vejam o perigo de não se trabalhar na formação da juventude do mundo pós neoliberalismo dos anos oitenta e noventa conceitos clássicos como ética, solidariedade, direitos humanos, tolerância e respeito à alteridade, humildade e fraternidade. Não basta ser inteligente, é necessário ensinar muito mais aos seres humanos.

Acabei refletindo sobre isso desde que comecei a assistir ao Death Note.

William


Post Scriptum (31/7/16):

Comentários sobre os episódios 1, 2 e 3, clique AQUI.

Comentários sobre os episódios 4, 5 e 6, clique AQUI.

sábado, 30 de julho de 2016

Diário - 300716 (Manhã)


Pão com manteiga,
Pão de queijo,
caputino...

"Tristeza e pesar
Sem se entregar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar...
" (Mar de gente, O Rappa)


Acordei tarde neste sábado. Não adiantava pressa pra comprar pão. Estou sozinho. Nem sabia se iria à padaria ou não. Por mensagem, a esposa me sugeriu que fosse. Fui.

Pro café, pão com manteiga, pão de queijo e 'caputino'.


Da saída, vi flores, pássaros, o Sol.

Brasília é a terra das flores...
sejam elas com 'pedigree',
sejam vira-latinhas...

"Esperando verdades
De criança
Um momento bom como
Voltar com a maré
Sem se distrair
Navegar é preciso senão
A rotina te cansa
Tristeza e pesar
Sem se entregar...
" (Mar de gente, O Rappa)



Falando em saídas, como é bom sair da burocracia e ir pro mar de gente que está nas bases sociais que representamos... nossa base é ali em Roraima... Amazonas... Espírito Santo... Goiás... Norte Sul Sudeste Centro Oeste Nordeste... nossa gente é a comunidade BB...


Pra acompanhar o café da manhã, o som do Rappa - Vapor Barato, Hey Joe, Minha alma, Na frente do Reto, Mar de gente, Me deixa... 


Periquitinho na manhã de
Brasília - é um casal -
um no ninho, outro observa.

"Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família...
" (Mar de gente, O Rappa)


Nos versos do Rappa fui pensando o Brasil, fui pensando minha vida, minha natureza política... versos bons.




Lá vem merda na política...
mas lá vem mangas doces também...

"Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz?
" (Minha Alma - A Paz Que Eu Não Quero, O Rappa)


E por fim, pensando os versos d'O Rappa, fico cismando quando é que começa a guerra civil do povo brasileiro versus os golpistas-usurpadores-entreguistas brasileiros?

O desgraçado colocado na nossa empresa brasileira de petróleo, acabou de doar para a empresa norueguesa Statoil o campo de Carcará por 8,5 bilhões de reais, sendo que o valor de reservas é de 22 bilhões de reais. Que dia o povo vai retirar esses golpistas que estão no poder sem sequer terem ganho as eleições? Temos que arrancar esses desgraçados do poder e cancelar todas as merdas que eles já fizeram contra o povo brasileiro.


Gente amiga, enquanto a guerra civil não acontece, vamos ler e descansar um pouco porque eu trabalho toda semana igual cachorro de esquimó...

Eu desejo um fim de semana de reflexão aos meus pares da classe trabalhadora e não desejo nada de bom aos golpistas, fascistas e asseclas e capitães do mato desses golpistas, só lhes desejo saúde.


William
Cidadão

Diário - 300716



Essa cara aí é a da quarta 27 à noite,
quando fui embora da Cassi...
(mas na quinta e sexta fomos mais felizes)

São duas horas da manhã de sábado. Estou em Brasília. 

Silêncio em casa. Acabei a leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da próxima terça 02/08. Eu cheguei de viagem a trabalho depois das 22h. Estive dois dias em Vitória, Espírito Santo. Início de semana é de tanto trabalho, que faz algum tempo que decidi ler ou iniciar a pauta das reuniões executivas de terças na própria sexta-feira.

Essa nossa vida de dedicação ao mandato tem sacrificado um pouco o convívio em família e eu tenho contado com a compreensão dos entes queridos porque sabem de minha militância no que faço. Não cheguei a tempo de me despedir de esposa e filho, que viajaram para São Paulo pouco antes de minha chegada a Brasília. Vou ficar sem ver a família por umas três semanas. Incompatibilidade de agendas...

Bom, estou fechando a semana de trabalho que foi longa, intensa, em parte muito decepcionante em relação a questões internas, e em parte estimulante, como a agenda que fui fazer no Espírito Santo, de construir parcerias em defesa da nossa entidade de saúde, lidando com as lideranças de nossa comunidade BB e os funcionários da Cassi. Essa parte de visitas às bases é o que me faz resistir às decepções e derrotas internas nas nossas batalhas em defesa de nossos objetivos pela entidade que gerimos.

Falta ainda fazer a matéria no blog Categoria Bancária sobre a agenda positiva que tivemos em Vitória. Mas essa fica pra depois, porque estou bem cansado e é hora de desligar a chavinha.

Vamos ver se no fim de semana, eu leio um pouco, corro e pedalo na Brasília florida, bela e sem umidade deste fim de julho e início de agosto.

Um beijo aos pais, esposa, filho, entes queridos e amigos que leem nossas palavras aqui, vez por outra.

Fui...

William

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Desabafo e reafirmação de princípios



(texto publicado no blog Categoria Bancária, nesta mesma data)


Reunião de trabalho com os funcionários
da Cassi no Espírito Santo.

"É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes

O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra de ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão..." (Legião Urbana, Metal Contra as Nuvens)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Ontem, quarta-feira 27, cheguei do trabalho e fiquei um pouco no sofá com a esposa. A cabeça estava pensando em mil coisas após o dia de reuniões e deliberações na governança da Cassi, entidade de autogestão em saúde onde sou gestor eleito pelos trabalhadores desde junho de 2014. A direção é paritária entre o Banco do Brasil e os associados.

Acabei saindo para correr depois das 22h, pra ver se espairecia um pouco. Ao final do percurso de 6 km, percebi que fiquei 37 minutos pensando em tudo o que tenho enfrentado e vivido por ter cedido às insistências de meus pares do movimento social para que eu disponibilizasse meu nome para compor chapa nas eleições da Cassi em 2014, pleito em que saímos vitoriosos, graças à confiança da maioria dos associados e do trabalho realizado pela militância das entidades participantes do projeto. Sou muito grato por isso e retribuo diariamente a confiança depositada em nós com o meu trabalho obstinado pela Cassi e pelos associados.


Desabafo e reafirmação de princípios

Em quase todas as corporações e instituições sociais, o que enfrentamos nos bastidores do poder, os dilemas, as agruras, e até as humilhações e assédios, não são coisas descritíveis, porque às vezes é uma soma de miudezas cotidianas. A gente apenas busca superar essas coisas com trabalho intenso, muito foco nos objetivos e com a criação de válvulas de escape que nos permitam não quebrar durante nossa missão. A busca de apoio coletivo e o não isolamento também são importantes.

Trouxe uma lição de ouro do movimento sindical cutista, onde me formei politicamente e estive por mais de 15 anos: toda vez que estiver sufocado pelas brigas e disputas internas, as travas da burocracia da instituição, saia e vá para a base conversar com os trabalhadores. Esse é o melhor remédio para um representante eleito e tem sido um princípio basilar e vital para o nosso mandato.

Talvez o mais cômodo fosse me adaptar à burocracia da atual instituição em que estou exercendo um mandato de representação. O comum é o eleito se afastar da base, de suas origens e de suas práticas sindicais e princípios éticos. Não é o meu caso! Essa eventual comodidade de se encastelar na estrutura burocrática me mataria.

Logo de chegada, estudei muito a entidade em que passaria a gerir, busquei compreender o que era o estratégico na área em que sou gestor - a Diretoria responsável pelo modelo de saúde da Cassi e pela estrutura própria definida para o modelo funcionar -, e percebemos que havia uma enorme missão a cumprir: percorrer toda a base social de nossa entidade – o Brasil -, onde estão os associados, suas entidades representativas, a estrutura capilarizada do Banco do Brasil num país continental, e dar informações e conhecimento a essa comunidade de 180 mil "clientes-donos" da Cassi. Empoderar os associados de seus direitos e deveres.

Adotei como estratégico ir às bases permanentemente para o nosso trabalho de fortalecimento da Cassi, de seu modelo assistencial e pela manutenção de direitos em saúde dos associados, exercendo o meu papel de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, prestando contas do que fazemos, o que pensamos a respeito dos mais diversos temas relacionados à saúde e à nossa entidade, e convidando toda a comunidade a se juntar a nós no projeto previsto para ser implantado na Cassi.

Também criamos um boletim mensal para que todos OS QUE DESEJASSEM tivessem informações dinâmicas sobre a Cassi, a saúde e o nosso mandato. E tenho ainda este blog, onde diuturnamente falo sobre todas essas questões afetas à nossa área de atuação.

Eu sou o responsável pelas Unidades Cassi nos Estados e DF e pelas 65 CliniCassi e, meses depois que iniciei o trabalho de gestão da rede, o orçamento foi contingenciado e meu mandato inteiro está sendo realizado sem podermos fazer o que gostaríamos de melhorias nas unidades da Cassi que atendem aos nossos associados e familiares.

Sou o diretor responsável pelo estímulo ao funcionamento dos Conselhos de Usuários da Cassi, e todos sabem que sou grande defensor dos Conselhos, do voluntariado e da participação social. No entanto, praticamente fui tolhido do direito de exercer essa função de nossa Diretoria desde o início de nossos trabalhos. Me desdobrei para não ser derrotado pelo fato e saímos a campo buscando apoios e parcerias para realizarmos todas as Conferências de Saúde previstas no país até hoje. Já participei de 28 nestes dois anos.

Como gestor do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), tenho pedido aos funcionários da Cassi um esforço extra para cadastrar e vincular participantes ao modelo de saúde. A dedicação de nossas equipes nos emociona cada vez que conversamos com elas nas unidades administrativas e de atendimento distribuídas em todas as Unidades da Federação. E eles têm nos ajudado a cuidar cada vez mais dos participantes assistidos, mesmo em condições não ideais por causa do orçamento contingenciado da empresa.


Não quero me alongar mais, só reforçar aqui alguns princípios e compromissos para este ano de trabalho de 2016 porque, como diriam as pessoas de fé, 2017 aos deuses pertence.

Eu me comprometi com nossas equipes em ir aos Estados, às unidades, para contribuir com o trabalho deles em abrir portas para divulgar mais as informações necessárias à comunidade BB sobre o que é a Cassi, como ela funciona, como unir esforços para a promoção da saúde e melhor uso das unidades que temos, como cuidar de mais pessoas, mesmo vivendo a pior crise do setor saúde das últimas décadas. Neste último caso, a Cassi precisa dos serviços de Rede Credenciada e, às vezes, não é culpa da Caixa de Assistência sofrer os reflexos dos problemas oriundos do "mercado da saúde", de legislação impositiva, de fraudes e ineficiências de prestadores, e até de cartéis no setor de saúde.

Já uso recursos próprios para exercer meu trabalho quase desde que cheguei à gestão e se quiser cumprir nossa agenda de 2016, terei mais despesas ainda para trabalhar, mas não tem problema.

Conversar com os funcionários da Cassi, com os associados e representantes, com colegas gestores do BB, é uma necessidade, porque nos dá alegria, nos dá sentido.

Nossa agenda de trabalho deste semestre prevê a ida a 19 Estados. Já fomos ao Amazonas e Roraima e estamos nesta quinta-feira 28 no Espírito Santo. Foi muito bom estar lá no Norte e falar sobre a Cassi.

Teremos Conferências de Saúde em Goiás, Rondônia, Alagoas, Pará, Rio Grande do Sul, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Pelos menos para esses eventos de fortalecimento da participação social, eu agradeceria se puder contar com o apoio financeiro e logístico das entidades representativas. Por exemplo, o Sindicato de Rondônia já nos garantiu passagens e estadia para irmos lá. Agradeço de coração em nome dos associados da Cassi. O mesmo se deu quando realizamos as conferências do Piauí e da Paraíba, no 1º semestre.

Também iremos cumprir agendas de trabalho nos Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Acre, Paraná e Santa Catarina. Nestes locais, eu irei por minha conta por entender ser fundamental para o nosso trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Já fiz o mesmo no 1º semestre, ao visitar alguns estados para os quais não fui com recursos da nossa entidade de saúde.

Em relação à minha opinião sobre o momento atual da Cassi e o que entendo ser a melhor perspectiva de solução para o custeio do déficit e a sustentabilidade do Plano de Associados, sem afetar a solidariedade, vou me manifestar tanto aqui no blog como também presencialmente nos fóruns, sempre com o foco no melhor para a Cassi do modelo solidário de saúde para os associados.

Abraços aos meus pares da classe trabalhadora.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)



Post Scriptum:

Comecei a escrever este desabafo na quarta à noite e gastei um dia todo refletindo sobre a publicação dele. Agora é noite de quinta, e já trabalhei à tarde em Vitória (ES). Tive uma reunião tão boa com os funcionários da Cassi, que me enchi de energia para realizar até dezembro toda a agenda que descrevi para vocês. Estou com o espírito leve!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Death Note - Anime (II)



Um jovem estudante "nota A" com
um caderno da morte na mão...

Já é madrugada de terça-feira, 26 de julho. 

Nesta segunda, trabalhei das 9 às 19h na Cassi DF. Mesmo tendo lido a pauta da reunião de Diretoria Executiva na sexta passada, trabalhamos muito hoje e fiquei o dia todo enfiado numa sala na sede da Cassi. (enquanto isso, o mundo lá fora seguia com barbáries humanas)

Chegando já de noite em casa, saí para correr 5k num trote bem leve em nossa paisagem ressequida de julho.

Depois do banho, para relaxar, assisti a mais 3 episódios do anime Death Note (2006/07).

Episódio 4 - Perseguição

Episódio 5 - Diplomacia

Episódio 6 - Desligamento

(nomes dos episódios acrescidos em Post Scriptum)



A ficção onde um jovem japonês encontra um caderno da morte, caído de um deus da morte (shinigami), ao mesmo tempo nos põe a refletir e nos revolta. Como é comum acontecer de algum tipo de poder alterar comportamentos ou revelar pessoas rapidamente!

Logo no início dos assassinatos de criminosos na estória do anime, o jovem estudante "nota A" - Raito -, já havia em pensamento lamentado que se seus pais descobrissem que ele era o Kira (killer), ele teria que eliminar os próprios pais.

Não deu outra, dos ideais iniciais "altruístas" de eliminar os criminosos do mundo para ajudar a sociedade, rapidamente Kira passou a matar pessoas inocentes, desafetos e quem poderia colocar em risco seus planos de se tornar o deus do mundo.

A frieza do jovem em não titubear para matar inocentes nos assusta, nos traz para a realidade de nosso mundo, que está passando por alguma espécie de demência coletiva em favor de tudo que há de mais bárbaro e non sense, fascismos e neonazismos. 


E o mundo real?

O ódio e a intolerância tomaram conta de nossa aldeia global. No brazil tomado por um Golpe de Estado, a Caixa de Pandora foi aberta pelos donos dos meios de comunicação monopolizados (P.I.G.) e por empresários, banqueiros, coronéis e partidos de direita, liderados pelo PSDB.

Nesta segunda, uma pessoa teve a coragem de matar a facadas entre 15 e 19 Pessoas Com Deficiência (PCD) no Japão. Onde vai parar a barbaridade humana nesta onda de demência mundial? Tem pessoas cometendo atentados em diversos países do primeiro mundo, do segundo, do terceiro, dos quintos dos infernos criados pelos imperialistas e capitalistas americanos e europeus.

Enquanto corria, refletia sobre a matança de PCD no Japão. É muita maldade! Fiquei pensando que cada um de nós, militantes sociais e defensores de um mundo mais justo e solidário, devemos revolucionar pela paz e pela unidade, fazendo um esforço extra de não cair na onda do ódio, mesmo quando nos humilham e nos atacam de graça, quando nos assediam ou permitem nos assediar, mesmo sabendo que o nosso trabalho é todo voltado para o bem coletivo.

É isso que pensei neste final de noite de segunda e início de madrugada de terça. Fui dormir...

William

domingo, 24 de julho de 2016

Death Note - Anime





Já faz algum tempo que tinha começado a assistir ao anime Death Note (2006/07) com meu filho. Acabei ficando pelo meio da série que contém 37 episódios. Meu filho comenta muito sobre esse anime.

Neste final de semana com a família reunida, comecei a ver novamente o anime. A ideia ficcional é baseada num desejo de poder sobrenatural quase que ancestral dos seres humanos, o de ter o poder de decidir sobre a vida ou a morte dos outros.

A estória é sobre um jovem estudante que encontra e passa a ser o dono de um Death Note, um caderno da morte, que um shinigami (Ryuk), um deus da morte, deixou cair na Terra.



O caderno da morte é encontrado pelo estudante japonês Light Yagami, ou Raito (depois fica conhecido como kira ou assassino em inglês - killer), e deste momento em diante, o jovem passa a utilizar o caderno com o intuito de livrar o Planeta de todo o mal, eliminando os criminosos do mundo.

Mas essa ideia "simpática" do jovem (para algumas pessoas que apreciam a ideia de justiceiros) começa a ganhar outros ares e ele passa a se deixar levar pelo poder inigualável de decidir sobre a vida e a morte de qualquer pessoa no mundo...

Já nos primeiros episódios da série, as questões filosóficas colocadas para nossa reflexão são muito interessantes.

Desta vez, vou ver se assisto até o fim, porque já vi os três primeiros episódios e fiquei bem instigado em saber o final.

William


Post Scriptum (31/7/16):

Episódio 1 - Renascimento

Episódio 2 - Batalha

Episódio 3 - Relações

Flores multicores para alegrar a vida enquanto o mundo não acaba



Época dos ipês amarelos
chegando...
 

Oi pai, olá amig@s leitores!

Querem um colírio para nossos olhos cansados e nossa essência ética abatida por tanta coisa ruim acontecendo por aí em nosso querido Planeta Terra, único lar onde habitamos juntamente com todas as demais espécies de animais e plantas e seres vivos?

Neste fim de semana, estando em Brasília, caminhei e pedalei na Capital federal.

O nosso querido Brasil está, nestes dias tristes, dominado na forma original de colônia-brazil, sob a tutela de alguns administradores golpistas em nome das corporações internacionais dos imperialistas.

Mas sempre há o amanhã para termos esperanças, e ainda existem as flores e as cores da natureza.

Enquanto dias melhores não vêm na sociabilidade humana, olhamos o mundo físico ao nosso redor.



Flores brasilienses... rosa escuro
Flores brasilienses... alaranjadas
Flores brasilienses... rosa claro
Flores brasilienses... vermelhas
Flores brasilienses... brancas
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Árvores brasilienses...
Abrindo e fechando
com ipês amarelos.

Em meio a tanta coisa ruim no mundo, temos procurado seguir nossa essência e olhar e ver, e vendo, ver coisas boas e belas também, senão a vida não valeria a pena.

Abraços a vocês leitores generosos deste blog de cultura.

William
Um ser humano