Refeição Cultural
Quarta-feira, 30 de setembro de 2026.
Pela manhã, li um pouco a biografia de Alberto Santos Dumont. Estou lendo o livro em homenagem ao meu pai, que o leu nos anos setenta quando foi lançado por Fernando Jorge.
Trabalhei um pouco na sistematização de meu blog, estou revendo, diagramando e encadernando o ano de 2009. São 348 postagens e já finalizei dois cadernos. Já defini mais de uma centena de textos relevantes.
Ao manusear o material de cultura, fico impressionado comigo mesmo. Eu já tinha uma agenda de representação sindical que me consumia física e mentalmente. Ainda assim, pegava parte importante de minhas horas livres, para escrever e compartilhar o pouco que sabia sobre as coisas.
Avalio que esta parte de minha vida, escrever nos últimos vinte anos em páginas disponíveis para qualquer pessoa no mundo tudo o que aprendi na caminhada da existência foi algo digno do que acredito: que a educação e o conhecimento podem mudar as pessoas para que elas mudem o mundo.
Sei que meus 6.300 textos são usados hoje pelas big techs para treinarem as IAs, são roubados sem citar quem os produziu. Entretanto, qualquer pessoa ainda pode ler todos eles indo na página. Basta querer. Eu escrevi para os seres humanos. Tenho consciência disso. É algo bom que fiz na vida.
Assim como tenho consciência de que tentar contribuir para a eleição do presidente Lula e de pessoas progressistas nestas eleições, conversando com conhecidos e com pessoas nas ruas é uma pequena contribuição ao meu país, que amo, e ao futuro das pessoas e do mundo. O outro lado é o mal em todas as suas possibilidades.
É isso. Sigamos vivendo a vida e procurando fazer as coisas certas.
William


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